{"id":153169,"date":"2018-03-01T10:20:40","date_gmt":"2018-03-01T13:20:40","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=153169"},"modified":"2021-09-02T09:15:24","modified_gmt":"2021-09-02T12:15:24","slug":"a-salvacao-crista-e-tema-de-novo-documento-do-vaticano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/a-salvacao-crista-e-tema-de-novo-documento-do-vaticano\/","title":{"rendered":"A salva\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 tema de novo documento"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 840px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/cristo_010318.jpg\" alt=\"cristo_010318\" width=\"830\" height=\"570\" \/><p class=\"wp-caption-text\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<em> \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Imagem: Cl\u00e1udio Pastro<\/em><\/p><\/div>\n<h2>CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA A DOUTRINA DA F\u00c9<br \/>\nCarta Placuit Deo<br \/>\naos Bispos da Igreja cat\u00f3lica sobre alguns aspectos da salva\u00e7\u00e3o crist\u00e3<\/h2>\n<p><strong>I. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n<strong>1.<\/strong> \u00abAprouve a Deus na sua bondade e sabedoria, revelar-se a Si mesmo e dar a conhecer o mist\u00e9rio da sua vontade (cfr. Ef 1,9), segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, t\u00eam acesso ao Pai no Esp\u00edrito Santo e se tornam participantes da natureza divina (cfr. Ef 2,18; 2 Pe 1,4). [&#8230;] Por\u00e9m, a verdade profunda tanto a respeito de Deus como a respeito da salva\u00e7\u00e3o dos homens, manifesta-se-nos, por esta revela\u00e7\u00e3o, em Cristo, que \u00e9, simultaneamente, o mediador e a plenitude de toda a revela\u00e7\u00e3o\u00bb. <em>[1]<\/em> O ensinamento sobre a salva\u00e7\u00e3o em Cristo exige sempre ser aprofundado novamente. A Igreja, tendo o olhar fixo em Cristo Senhor, dirige-se com amor materno a todos os homens, para anunciar-lhes o inteiro des\u00edgnio de Alian\u00e7a do Pai que, mediante o Esp\u00edrito Santo, deseja \u00absubmeter tudo a Cristo\u00bb (Ef 1,10). A presente Carta pretende destacar, na linha da grande tradi\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e com especial refer\u00eancia ao ensinamento de Papa Francisco, alguns aspectos da salva\u00e7\u00e3o crist\u00e3 que possam ser hoje dif\u00edceis de compreender por causa das recentes transforma\u00e7\u00f5es culturais.<\/p>\n<p><strong>II. O impacto das transforma\u00e7\u00f5es culturais de hoje sobre o significado da salva\u00e7\u00e3o crist\u00e3<\/strong><\/p>\n<p><strong>2<\/strong>. O mundo contempor\u00e2neo questiona, n\u00e3o sem dificuldade, a confiss\u00e3o de f\u00e9 crist\u00e3, que proclama Jesus o \u00fanico Salvador de todo o homem e da humanidade inteira (cf. At 4,12; Rom 3,23-24; 1 Tm 2,4-5; Tit 2,11-15). <em>[2]<\/em> Por um lado, o individualismo centrado no sujeito aut\u00f4nomo, tende a ver o homem como um ser cuja realiza\u00e7\u00e3o depende somente das suas for\u00e7as. <em>[3]<\/em>\u00a0Nesta vis\u00e3o, a figura de Cristo corresponde mais a um modelo que inspira a\u00e7\u00f5es generosas, mediante suas palavras e seus gestos, do que Aquele que transforma a condi\u00e7\u00e3o humana, incorporando-nos numa nova exist\u00eancia reconciliada com o Pai e entre n\u00f3s, mediante o Esp\u00edrito (cf. 2 Cor 5,19; Ef 2,18). Por outro lado, difunde-se a vis\u00e3o de uma salva\u00e7\u00e3o meramente interior, que talvez suscita uma forte convic\u00e7\u00e3o pessoal ou um sentimento intenso de estar unido a Deus, mas sem assumir, curar e renovar as nossas rela\u00e7\u00f5es com os outros e com o mundo criado. Com esta perspectiva, torna-se dif\u00edcil compreender o significado da Encarna\u00e7\u00e3o do Verbo, atrav\u00e9s da qual Ele se fez membro da fam\u00edlia humana, assumindo a nossa carne e a nossa hist\u00f3ria, por n\u00f3s homens e para a nossa salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> O Santo Padre Francisco, no seu magist\u00e9rio ordin\u00e1rio, referiu-se muitas vezes a duas tend\u00eancias que representam os dois desvios antes mencionados, e que se assemelham em alguns aspectos a duas antigas heresias, isto \u00e9, o pelagianismo e o gnosticismo.<em> [4]<\/em> Prolifera em nossos tempos um neo-pelagianismo em que o homem, radicalmente aut\u00f4nomo, pretende salvar-se a si mesmo sem reconhecer que ele depende, no mais profundo do seu ser, de Deus e dos outros. A salva\u00e7\u00e3o \u00e9 ent\u00e3o confiada \u00e0s for\u00e7as do indiv\u00edduo ou a estruturas meramente humanas, incapazes de acolher a novidade do Esp\u00edrito de Deus. <em>[5]<\/em> Um certo neo-gnosticismo, por outro lado, apresenta uma salva\u00e7\u00e3o meramente interior, fechada no subjetivismo.<em> [6]<\/em> Essa consiste no elevar-se \u00abcom o intelecto para al\u00e9m da carne de Jesus rumo aos mist\u00e9rios da divindade desconhecida\u00bb.<em> [7]<\/em> Pretende-se, assim, libertar a pessoa do corpo e do mundo material, nos quais n\u00e3o se descobrem mais os vest\u00edgios da m\u00e3o providente do Criador, mas se v\u00ea apenas uma realidade privada de significado, estranha \u00e0 identidade \u00faltima da pessoa e manipul\u00e1vel segundo os interesses do homem. <em>[8]<\/em> Por outro lado, \u00e9 claro que a compara\u00e7\u00e3o com as heresias pelagiana e gn\u00f3stica pretende somente evocar tra\u00e7os gerais comuns, sem entrar, nem fazer ju\u00edzos, sobre a natureza destes erros antigos. De fato, a diferen\u00e7a entre o contexto hist\u00f3rico secularizado de hoje e o contexto dos primeiros s\u00e9culos crist\u00e3os, nos quais estas heresias nasceram, \u00e9 grande. <em>[9]<\/em> Todavia, enquanto o gnosticismo e o pelagianismo representam perigos perenes de equ\u00edvocos da f\u00e9 b\u00edblica, \u00e9 poss\u00edvel encontrar uma certa familiaridade com os movimentos de hoje apenas referidos acima.<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> Seja o individualismo neo-pelagiano que o desprezo neo-gn\u00f3stico do corpo, descaracterizam a confiss\u00e3o de f\u00e9 em Cristo, \u00fanico Salvador universal. Como poderia Cristo mediar a Alian\u00e7a da fam\u00edlia humana inteira, se o homem fosse um indiv\u00edduo isolado, que si auto-realiza somente com as suas for\u00e7as, como prop\u00f5e o neo-pelagianismo? E como poderia chegar at\u00e9 n\u00f3s a salva\u00e7\u00e3o mediante a Encarna\u00e7\u00e3o de Jesus, a sua vida, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o no seu verdadeiro corpo, se aquilo que conta fosse somente libertar a interioridade do homem dos limites do corpo e da mat\u00e9ria, segundo a vis\u00e3o neo-gn\u00f3stica? Diante destas tend\u00eancias, esta Carta pretende reafirmar que, a salva\u00e7\u00e3o consiste na nossa uni\u00e3o com Cristo, que, com a sua Encarna\u00e7\u00e3o, vida, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, gerou uma nova ordem de rela\u00e7\u00f5es com o Pai e entre os homens, e nos introduziu nesta ordem gra\u00e7as ao dom do seu Esp\u00edrito, para que possamos unir-nos ao Pai como filhos no Filho, e formar um s\u00f3 corpo no \u00abprimog\u00eanito de muitos irm\u00e3os\u00bb (Rom 8,29).<\/p>\n<p><strong>III. O desejo humano de salva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> O homem percebe, direta ou indiretamente, de ser um enigma: eu existo, mas quem sou eu? Tenho em mim o princ\u00edpio da minha exist\u00eancia? Toda pessoa, a seu modo, procura a felicidade e tenta alcan\u00e7\u00e1-la recorrendo aos meios dispon\u00edveis. No entanto, esse desejo universal n\u00e3o \u00e9 necessariamente expresso ou declarado; ao contr\u00e1rio, esse \u00e9 mais secreto e oculto do que parece, e est\u00e1 pronto a revelar-se diante de situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. Com frequ\u00eancia, tal desejo coincide com a esperan\u00e7a da sa\u00fade f\u00edsica, \u00e0s vezes assume a forma de ansiedade por um maior bem-estar econ\u00f4mico, mais difusamente expressa-se atrav\u00e9s da necessidade de uma paz interior e de uma conviv\u00eancia pac\u00edfica com o pr\u00f3ximo. Por outro lado, enquanto o desejo de salva\u00e7\u00e3o se apresenta como um compromisso na dire\u00e7\u00e3o de um bem maior, esse conserva tamb\u00e9m uma caracter\u00edstica de resist\u00eancia e de supera\u00e7\u00e3o da dor. Ao lado da luta pela conquista do bem se coloca a luta de defesa do mal: da ignor\u00e2ncia e do erro, da fragilidade e da fraqueza, da doen\u00e7a e da morte.<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> Com rela\u00e7\u00e3o a estas aspira\u00e7\u00f5es, a f\u00e9 em Cristo ensina-nos, rejeitando qualquer pretens\u00e3o de auto-realiza\u00e7\u00e3o, que as mesmas somente podem realizar-se plenamente se Deus mesmo as torna poss\u00edveis, atraindo-nos a Ele. A salva\u00e7\u00e3o plena da pessoa n\u00e3o consiste nas coisas que o homem poderia obter por si mesmo, como o ter ou o bem-estar material, a ci\u00eancia ou a t\u00e9cnica, o poder ou a influ\u00eancia sobre os outros, a boa fama ou a auto-realiza\u00e7\u00e3o. [10] Nada da ordem do criado pode satisfazer completamente ao homem, porque Deus nos destinou \u00e0 comunh\u00e3o com Ele, e o nosso cora\u00e7\u00e3o permanecer\u00e1 inquieto at\u00e9 que n\u00e3o repouse Nele. <em>[11]<\/em> \u00abA voca\u00e7\u00e3o \u00faltima de todos os homens \u00e9 realmente uma s\u00f3, a divina\u00bb. <em>[12]<\/em> A revela\u00e7\u00e3o, desta forma, n\u00e3o se limita a anunciar a salva\u00e7\u00e3o como resposta \u00e0 expectativa contempor\u00e2nea. \u00abSe a reden\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio, <em>devesse<\/em> ser julgada ou medida pela necessidade existencial dos seres humanos, como poder\u00edamos evitar a suspeita de termos simplesmente criado um Deus-Redentor \u00e0 imagem de nossas pr\u00f3prias necessidades?\u00bb. <em>[13]<\/em><\/p>\n<p><strong>7<\/strong>. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio afirmar que, segundo a f\u00e9 b\u00edblica, a origem do mal n\u00e3o se encontra no mundo material e corp\u00f3reo, experimentado como um limite e como uma pris\u00e3o da qual dever\u00edamos ser salvos. Pelo contr\u00e1rio, a f\u00e9 proclama que o mundo inteiro \u00e9 bom, enquanto criado por Deus (cf. Gen 1,31; Sab 1,13-14; 1Tim 4,4), e que o mal que mais prejudica o homem \u00e9 aquele que prov\u00e9m do seu cora\u00e7\u00e3o (cf. Mt 15,18-19; Gen 3,1-19). Pecando, o homem abandonou a fonte do amor, e se perde em falsas formas de amor, que o fecham cada vez mais em si mesmo. \u00c9 esta separa\u00e7\u00e3o de Deus \u2013 isto \u00e9, Daquele que \u00e9 fonte de comunh\u00e3o e de vida \u2013 que leva \u00e0 perda de harmonia entre os homens e dos homens com o mundo, introduzindo a desintegra\u00e7\u00e3o e a morte (cf. Rom 5,12). Consequentemente, a salva\u00e7\u00e3o que a f\u00e9 nos anuncia n\u00e3o diz unicamente respeito \u00e0 nossa interioridade, mas ao nosso ser integral. De fato, \u00e9 a pessoa inteira, em corpo e alma, criada pelo amor de Deus \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a, que \u00e9 chamada a viver em comunh\u00e3o com Ele.<\/p>\n<p><strong>IV. Cristo, Salvador e Salva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> Em nenhum momento do caminho do homem, Deus deixou de oferecer a sua salva\u00e7\u00e3o aos filhos de Ad\u00e3o (cf. Gen 3,15), estabelecendo uma Alian\u00e7a com todos os homens em No\u00e9 (cf. Gen 9,9) e, mais adiante, com Abra\u00e3o e a sua descend\u00eancia (cf. Gn 15,18). Assim, a salva\u00e7\u00e3o divina assume a ordem da cria\u00e7\u00e3o compartilhada por todos os homens e percorre os seus caminhos concretos na hist\u00f3ria. Escolhendo para Si um povo, a quem ofereceu os meios para lutar contra o pecado e para se aproximar Dele, Deus preparou a vinda de \u00abum poderoso Salvador, na casa de David, seu servidor\u00bb (Lc 1,69). Na plenitude dos tempos, o Pai enviou ao mundo seu Filho, o qual anunciou o reino de Deus, curando todo tipo de doen\u00e7as (cf. Mt 4,23). As curas realizadas por Jesus, atrav\u00e9s das quais se tornava presente a provid\u00eancia de Deus, eram um sinal que se referia \u00e0 sua pessoa, \u00c0quele que se revelou plenamente como Senhor da vida e da morte no acontecimento pascal. Segundo o Evangelho, a salva\u00e7\u00e3o para todos os povos come\u00e7a com o acolhimento de Jesus: \u00abHoje veio a salva\u00e7\u00e3o a esta casa\u00bb (Lc 19,9). A Boa Nova da salva\u00e7\u00e3o tem um nome e um rosto: Jesus Cristo, Filho de Deus Salvador. \u00abNo in\u00edcio do ser crist\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 uma decis\u00e3o \u00e9tica ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que d\u00e1 \u00e0 vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo\u00bb. <em>[14]<\/em><\/p>\n<p><strong>9<\/strong>. Ao longo da sua tradi\u00e7\u00e3o secular, a f\u00e9 crist\u00e3 tornou presente, atrav\u00e9s de muitas figuras, a obra salv\u00edfica do Filho encarnado. F\u00ea-lo sem nunca separar o aspecto regenerador da salva\u00e7\u00e3o, no qual Cristo nos resgata do pecado, do aspecto da eleva\u00e7\u00e3o, pelo qual Ele nos faz filhos de Deus, participantes da sua natureza divina (cf. 2 Pe 1,4). Considerando a perspectiva salv\u00edfica no seu significado descendente, isto \u00e9, a partir de Deus que vem para resgatar os homens, Jesus \u00e9 iluminador e revelador, redentor e libertador; Aquele que diviniza o homem e o justifica. Assumindo a perspectiva ascendente, isto \u00e9, a partir dos homens que se dirigem a Deus, Ele \u00e9 Aquele que, como Sumo Sacerdote da Nova Alian\u00e7a, oferece ao Pai o culto perfeito em nome dos homens: se sacrifica, repara os nossos pecados e permanece sempre vivo para interceder a nosso favor. Desta forma, verifica-se na vida de Jesus uma sinergia maravilhosa do agir divino com o agir humano, que mostra a falta de fundamento de uma perspectiva individualista. Assim, por um lado, o sentido descendente testemunha a primazia absoluta da ac\u00e7\u00e3o gratuita de Deus; a humildade em receber os dons de Deus, antes mesmo do nosso agir, \u00e9 essencial para poder responder ao seu amor salv\u00edfico. Por outro lado, o sentido ascendente recorda-nos que, atrav\u00e9s do agir plenamente humano de seu Filho, o Pai quis regenerar o nosso agir, para que, assemelhados a Cristo, possamos realizar \u00abas boas obras que Deus de antem\u00e3o preparou para nelas caminharmos\u00bb (Ef 2,10).<\/p>\n<p><strong>10.<\/strong> Para al\u00e9m disso, \u00e9 claro que a salva\u00e7\u00e3o que Jesus trouxe na sua pr\u00f3pria pessoa n\u00e3o se realiza somente de modo interior. Assim, para poder comunicar a cada pessoa a comunh\u00e3o salv\u00edfica com Deus, o Filho se fez carne (cf. Jo 1,14). \u00c9 exatamente assumindo a carne (cf. Rom 8,3; Heb 2,14; 1 Jo 4,2), e nascendo de uma mulher (cf. Gal 4,4), que \u00abo Filho de Deus se fez filho do homem\u00bb <em>[15]<\/em> e, tamb\u00e9m, nosso irm\u00e3o (cf. Heb 2,14). Assim, entrando a fazer parte da fam\u00edlia humana, \u00abuniu-se de certo modo a cada homem\u00bb<em> [16]<\/em> e estabeleceu uma nova ordem nas rela\u00e7\u00f5es com Deus, seu Pai, e com todos os homens, na qual podemos ser incorporados para participar na sua pr\u00f3pria vida. Consequentemente, assumir a carne humana, longe de limitar a a\u00e7\u00e3o salv\u00edfica de Cristo, permite-Lhe mediar de maneira concreta a salva\u00e7\u00e3o de Deus com todos os filhos de Ad\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong> Concluindo, e para responder, quer seja ao reducionismo individualista da tend\u00eancia pelagiana, quer seja ao reducionismo neo-gn\u00f3stico que promete uma liberta\u00e7\u00e3o interior, \u00e9 necess\u00e1rio recordar o modo como Jesus \u00e9 Salvador. Ele n\u00e3o se limitou a mostrar-nos o caminho para encontrar Deus, isto \u00e9, um caminho que poderemos percorrer por n\u00f3s mesmos, obedecendo \u00e0s suas palavras e imitando o seu exemplo. Cristo, todavia, para abri-nos a porta da liberta\u00e7\u00e3o, tornou-se Ele mesmo o caminho: \u00abEu sou o caminho\u00bb (Jo 14,6).<em> [17]<\/em> Al\u00e9m disso, esse caminho n\u00e3o \u00e9 um percurso meramente interior, \u00e0 margem das nossas rela\u00e7\u00f5es com os outros e com o mundo criado. Pelo contr\u00e1rio, Jesus ofereceu-nos um \u00abcaminho novo e vivo que Ele abriu para n\u00f3s atrav\u00e9s [&#8230;] da sua carne\u00bb (Heb 10,20). Enfim, Cristo \u00e9 Salvador porque Ele assumiu a nossa humanidade integral e viveu em plenitude a vida humana, em comunh\u00e3o com o Pai e com os irm\u00e3os. A salva\u00e7\u00e3o consiste em incorporar-se nesta vida de Cristo, recebendo o seu Esp\u00edrito (cf. 1 Jo 4,13). Assim, Ele tornou-se \u00abem certo modo, o princ\u00edpio de toda gra\u00e7a segundo a humanidade\u00bb. <em>[18]<\/em> Ele \u00e9, ao mesmo tempo, o Salvador e a Salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>V. A Salva\u00e7\u00e3o na Igreja, corpo de Cristo<\/strong><\/p>\n<p><strong>12.<\/strong> O lugar onde recebemos a salva\u00e7\u00e3o trazida por Jesus \u00e9 a Igreja, comunidade daqueles que, tendo sido incorporados \u00e0 nova ordem de rela\u00e7\u00f5es inaugurada por Cristo, podem receber a plenitude do Esp\u00edrito de Cristo (cf. Rom 8,9). Compreender esta media\u00e7\u00e3o salv\u00edfica da Igreja \u00e9 uma ajuda essencial para superar qualquer tend\u00eancia reducionista. De fato, a salva\u00e7\u00e3o que Deus nos oferece n\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ada apenas pelas for\u00e7as individuais, como gostaria o neo-pelagianismo, mas atrav\u00e9s das rela\u00e7\u00f5es nascidas do Filho de Deus encarnado e que formam a comunh\u00e3o da Igreja. Al\u00e9m disso, uma vez que a gra\u00e7a que Cristo nos oferece n\u00e3o \u00e9, como afirma a vis\u00e3o neo-gn\u00f3stica, uma salva\u00e7\u00e3o meramente interior, mas que nos introduz nas rela\u00e7\u00f5es concretas que Ele mesmo viveu, a Igreja \u00e9 uma comunidade vis\u00edvel: nela tocamos a carne de Jesus, de maneira singular nos irm\u00e3os mais pobres e sofredores. Enfim, a media\u00e7\u00e3o salv\u00edfica da Igreja, \u00absacramento universal de salva\u00e7\u00e3o\u00bb,[19]assegura-nos que a salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o consiste na auto-realiza\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo isolado, e, muito menos, na sua fus\u00e3o interior com o divino, mas na incorpora\u00e7\u00e3o em uma comunh\u00e3o de pessoas, que participa na comunh\u00e3o da Trindade.<\/p>\n<p><strong>13.<\/strong> Tanto a vis\u00e3o individualista como a vis\u00e3o meramente interior da salva\u00e7\u00e3o contradizem a economia sacramental, atrav\u00e9s da qual Deus quis salvar a pessoa humana. A participa\u00e7\u00e3o, na Igreja, \u00e0 nova ordem de rela\u00e7\u00f5es inauguradas por Jesus realiza-se por meio dos sacramentos, entre eles, o Batismo que \u00e9 a porta, <em>[20]<\/em> e a Eucaristia que \u00e9 fonte e culmine.[21]Assim, se v\u00ea, a inconsist\u00eancia das pretens\u00f5es de auto-salva\u00e7\u00e3o, que contam apenas com as for\u00e7as humanas. Pelo contr\u00e1rio, a f\u00e9 confessa que somos salvos por meio do Batismo, que imprime o car\u00e1ter indel\u00e9vel de pertencer a Cristo e \u00e0 Igreja, do qual deriva a transforma\u00e7\u00e3o do nosso modo concreto de viver as rela\u00e7\u00f5es com Deus, com os homens e com a cria\u00e7\u00e3o (cf. Mt 28,19). Assim, purificados do pecado original e de todo pecado, somos chamados a uma nova vida em conformidade com Cristo (cf. Rom 6,4). Com a gra\u00e7a dos sete sacramentos, os crentes continuamente crescem e se regeneram, sobretudo, quando o caminho se torna mais dif\u00edcil e as quedas n\u00e3o faltam. Quando eles pecam, abandonam o amor por Cristo, podendo ser reintroduzidos, por meio do sacramento da Penit\u00eancia, \u00e0 ordem das rela\u00e7\u00f5es inaugurada por Jesus, para caminhar como Ele caminhou (cf. 1 Jo 2,6). Desta forma, olhamos com esperan\u00e7a para o ju\u00edzo final, no qual cada pessoa ser\u00e1 julgada pelo amor (cf. Rm 13,8-10), especialmente pelos mais fracos (cf. Mt 25,31-46).<\/p>\n<p><strong>14.<\/strong> A economia salv\u00edfica sacramental op\u00f5e-se ainda \u00e0s tend\u00eancias que prop\u00f5em uma salva\u00e7\u00e3o meramente interior. De fato, o gnosticismo est\u00e1 associado a um olhar negativo sobre a ordem da cria\u00e7\u00e3o, inclusive, como uma limita\u00e7\u00e3o da liberdade absoluta do esp\u00edrito humano. Consequentemente, a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 vista como liberta\u00e7\u00e3o do corpo e das rela\u00e7\u00f5es concretas que a pessoa vive. Pelo contr\u00e1rio, como somos salvos \u00abpor meio da oferta do corpo de Jesus Cristo\u00bb (Heb 10,10; cf. Col 1,22), a verdadeira salva\u00e7\u00e3o, longe de ser liberta\u00e7\u00e3o do corpo, compreende tamb\u00e9m a sua santifica\u00e7\u00e3o (cf. Rom 12,1). O corpo humano foi modelado por Deus, que nele inscreveu uma linguagem que convida a pessoa humana a reconhecer os dons do Criador e a viver em comunh\u00e3o com os irm\u00e3os. <em>[22]<\/em> O Salvador restabeleceu e renovou, com a sua Encarna\u00e7\u00e3o e o seu mist\u00e9rio pascal, esta linguagem origin\u00e1ria, e comunicou-a na economia corporal dos sacramentos. Gra\u00e7as aos sacramentos, os crist\u00e3os podem viver fielmente \u00e0 carne de Cristo e, consequentemente, em fidelidade \u00e0 ordem concreta das rela\u00e7\u00f5es que Ele nos deu. Esta ordem de rela\u00e7\u00f5es requer, de maneira especial, o cuidado pela humanidade sofredora de todos os homens, atrav\u00e9s das obras de miseric\u00f3rdia corporais e espirituais.\u00a0 <em>[23]<\/em><\/p>\n<p><strong>VI. Conclus\u00e3o: comunicar a f\u00e9, esperando o Salvador<\/strong><\/p>\n<p><strong>15.<\/strong> A consci\u00eancia da vida plena, na qual Jesus Salvador nos introduz, impulsiona os crist\u00e3os \u00e0 miss\u00e3o de proclamar a todos os homens a alegria e a luz do Evangelho. <em>[24]<\/em> Neste esfor\u00e7o, eles estar\u00e3o tamb\u00e9m prontos para estabelecer um di\u00e1logo sincero e construtivo com os crentes de outras religi\u00f5es, na confian\u00e7a que Deus pode conduzir \u00e0 salva\u00e7\u00e3o em Cristo \u00abtodos os homens de boa vontade, em cujos cora\u00e7\u00f5es a gra\u00e7a opera ocultamente\u00bb. <em>[25]<\/em>\u00a0 Ao dedicar-se com todas as suas for\u00e7as \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o, a Igreja continua a invocar a vinda definitiva do Salvador, porque \u00abna esperan\u00e7a fomos salvos\u00bb (Rom 8,24). A salva\u00e7\u00e3o do homem ser\u00e1 plena somente quando, depois de ter vencido o \u00faltimo inimigo, a morte (cf 1 Cor 15,26), participaremos plenamente da gl\u00f3ria de Cristo ressuscitado, que leva \u00e0 plenitude a nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus, com os irm\u00e3os e com toda a cria\u00e7\u00e3o. A salva\u00e7\u00e3o integral, da alma e do corpo, \u00e9 o destino final ao qual Deus chama todos os homens. Fundamentados na f\u00e9, sustentados pela esperan\u00e7a, operantes na caridade, seguindo o exemplo de Maria, a M\u00e3e do Salvador e a primeira dos que foram salvos, estamos certos de que nossa cidadania &#8220;est\u00e1 nos c\u00e9us, de onde certamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transfigurar\u00e1 o nosso pobre corpo, conformando-o ao seu corpo glorioso, com aquela energia que o torna capaz de a si mesmo sujeitar todas as coisas&#8221;(Fil 3,20-21).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>O Sumo Pont\u00edfice Francisco, no dia 16 de fevereiro de 2018, aprovou esta Carta, decidida na Sess\u00e3o Plen\u00e1ria desta Congrega\u00e7\u00e3o no dia 24 de janeiro de 2018, e ordenou a publica\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>Dado em Roma, na Sede da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9, no dia 22 de fevereiro de 2018, Festa da C\u00e1tedra de S\u00e3o Pedro.<\/strong><\/p>\n<p><strong>+ Luis F. Ladaria, S.I.<\/strong><br \/>\nArcebispo titular de Thibica<br \/>\nPrefeito<\/p>\n<h6><strong>+ Giacomo Morandi<\/strong><br \/>\nArcebispo titular de Cerveteri<br \/>\nSecret\u00e1rio<br \/>\n________________________________________<br \/>\n[1] Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Dei Verbum, n. 2.<br \/>\n[2] Cf. Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9, Decl. Dominus Iesus (6 de agosto de 2000), nn. 5-8: AAS 92 (2000), 745-749.<br \/>\n[3] Cf. Francisco, Exort. apost. Evangelii gaudium(24 de novembro de 2013), n. 67: AAS105 (2013), 1048.<br \/>\n[4] Cf. Id., Carta enc. Lumen fidei (29 de junho de 2013), n. 47: AAS 105 (2013), 586-587; Exort. apost. Evangelii gaudium, nn. 93-94: AAS (2013), 1059; Discurso aos representantes do V Congresso nacional da Igreja italiana, Floren\u00e7a (10 de novembro de 2015): AAS 107 (2015), 1287.<br \/>\n[5] Cf. Id., Discurso aos representantes do V Congresso nacional da Igreja italiana, Floren\u00e7a (10 de novembro de 2015): AAS 107 (2015), 1288.<br \/>\n[6] Cf. Id., Exort. apost. Evangelii gaudium, n. 94: AAS105 (2013), 1059: \u00abo fasc\u00ednio do gnosticismo, uma f\u00e9 fechada no subjetivismo, onde apenas interessa uma determinada experi\u00eancia ou uma s\u00e9rie de racioc\u00ednios e conhecimentos que supostamente confortam e iluminam, mas, em \u00faltima inst\u00e2ncia, a pessoa fica enclausurada na iman\u00eancia da sua pr\u00f3pria raz\u00e3o ou dos seus sentimentos\u00bb; Pont\u00edficio Conselho para a Cultura \u2013\u2013 Pontif\u00edcio Conselho para o di\u00e1logo Inter-religioso, Jesus Cristo, portador da \u00e1gua viva. Uma reflex\u00e3o crist\u00e3 sobre a \u201cNew Age\u201d (janeiro de 2003), Cidade do Vaticano 2003.<br \/>\n[7] Francisco, Carta enc. Lumen fidei , n. 47: AAS 105 (2013), 586-587.<br \/>\n[8] Cf. Id., Discurso aos participantes da peregrina\u00e7\u00e3o da diocese de Brescia (22 de junho de 2013): AAS 95 (2013), 627: \u00abneste mundo onde nega-se o homem, onde se prefere andar na estrada do gnosticismo, [&#8230;] do \u201csem carne\u201d \u2013 um Deus que n\u00e3o se fez carne [&#8230;]\u00bb.<br \/>\n[9] De acordo com a heresia Pelagiana, desenvolvida durante o s\u00e9culo V ao redor de Pel\u00e1gio, o homem, para cumprir os mandamentos de Deus e ser salvo, precisa da gra\u00e7a apenas como um aux\u00edlio externo \u00e0 sua liberdade (como luz, exemplo, for\u00e7a), mas n\u00e3o como uma sana\u00e7\u00e3o e regenera\u00e7\u00e3o radical da liberdade, sem m\u00e9rito pr\u00e9vio, para que ele possa realizar o bem e alcan\u00e7ar a vida eterna.<br \/>\nMais complexo \u00e9 o movimento gn\u00f3stico, surgido nos s\u00e9culos I e II, que manifestou-se de formas muito diferentes. Em geral, os gn\u00f3sticos acreditavam que a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 obtida atrav\u00e9s de um conhecimento esot\u00e9rico ou &#8220;gnose&#8221;. Esta gnose revela ao gn\u00f3stico sua ess\u00eancia verdadeira, isto \u00e9, uma centelha do Esp\u00edrito divino que habita em sua interioridade, que deve ser libertada do corpo, estranho \u00e0 sua verdadeira humanidade. Somente assim o gn\u00f3stico retorna ao seu ser origin\u00e1rio em Deus, de quem ele afastou-se pela queda original.<br \/>\n[10] Cf. Tom\u00e1s, Summa theologiae, I-II, q. 2.<br \/>\n[11] Cf. Agostinho, Confiss\u00f5es, I, 1: Corpus Christianorum, 27,1.<br \/>\n[12] Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, n. 22.<br \/>\n[13] Comiss\u00e3o Teol\u00f3gica Internacional, Algumas quest\u00f5es sobre a teologia da reden\u00e7\u00e3o, 1995, n. 2.<br \/>\n[14] Bento XVI, Carta enc. Deus caritas est (25 de dezembro de 2005), n. 1: AAS 98 (2006), 217; cf. Francisco, Exort. apost. Evangelii gaudium, n. 3: AAS 105 (2013), 1020.<br \/>\n[15] Irineu, Adversus haereses, III, 19,1: Sources Chr\u00e9tiennes, 211, 374.<br \/>\n[16] Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, n. 22.<br \/>\n[17] Cf. Agostinho, Tractatus in Ioannem, 13, 4: Corpus Christianorum, 36, 132: \u00abEu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14, 6). Se voc\u00ea busca a verdade, siga o caminho; porque o caminho \u00e9 o mesmo que a verdade. A meta que se busca e o caminho que se deve percorrer, s\u00e3o a mesma coisa. N\u00e3o se pode alcan\u00e7ar a meta seguindo um outro caminho; por outro caminho n\u00e3o se pode alcan\u00e7ar a Cristo: a Cristo se pode alcan\u00e7ar somente atrav\u00e9s de Cristo. Em que sentido se chega a Cristo atrav\u00e9s de Cristo? Se chega a Cristo Deus atrav\u00e9s de Cristo homem; por meio do Verbo feito carne se chega ao Verbo que era no princ\u00edpio Deus junto a Deus.<br \/>\n[18] Tom\u00e1s, Quaestio de veritate, q. 29, a. 5, co.<br \/>\n[19] Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Lumen gentium, n. 48.<br \/>\n[20] Cf. Tom\u00e1s, Summa theologiae, III, q. 63, a. 3.<br \/>\n[21] Cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Lumen gentium, n. 11; Const. Sacrosanctum Concilium, n. 10.<br \/>\n[22] Cf. Francisco, Carta enc. Laudato si\u2019 (24 de maio de 2015), n. 155: AAS 107 (2015), 909-910.<br \/>\n[23] Cf. Id., Carta apost. Misericordia et misera (20 de novembro de 2016), n. 20: AAS 108 (2016), 1325-1326.<br \/>\n[24] Cf. Jo\u00e3o Paulo II, Carta enc. Redemptoris missio (7 de dezembro de 1990), n.40: AAS 83 (1991), 287-288; Francisco, Exort. apost. Evangelii gaudium, nn. 9-13: AAS105 (2013), 1022-1025.<br \/>\n[25] Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, n. 22.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santa S\u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":185730,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[195],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A salva\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 tema de novo documento - Vida Crist\u00e3 - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/a-salvacao-crista-e-tema-de-novo-documento-do-vaticano\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A salva\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 tema de novo documento - 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