{"id":145516,"date":"2017-11-14T07:35:13","date_gmt":"2017-11-14T09:35:13","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=145516"},"modified":"2021-09-02T09:19:44","modified_gmt":"2021-09-02T12:19:44","slug":"nao-amemos-com-palavras-mas-com-obras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/nao-amemos-com-palavras-mas-com-obras\/","title":{"rendered":"\u00abN\u00e3o amemos com palavras, mas com obras\u00bb"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_190413\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-190413\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-190413 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/papa_mensagempobres_0109.jpg\" alt=\"\" width=\"890\" height=\"593\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/papa_mensagempobres_0109.jpg 890w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/papa_mensagempobres_0109-450x300.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/papa_mensagempobres_0109-768x512.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/papa_mensagempobres_0109-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 890px) 100vw, 890px\" \/><p id=\"caption-attachment-190413\" class=\"wp-caption-text\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Imagem: Vatican Media<\/em><\/p><\/div>\n<p><strong>MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O I DIA MUNDIAL DOS POBRES<\/strong><\/p>\n<p><em>XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (19 DE NOVEMBRO DE 2017)<\/em><\/p>\n<p>1. \u00abMeus filhinhos, n\u00e3o amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade\u00bb (<em>1 Jo\u00a0<\/em>3, 18). Estas palavras do ap\u00f3stolo Jo\u00e3o exprimem um imperativo de que nenhum crist\u00e3o pode prescindir. A import\u00e2ncia do mandamento de Jesus, transmitido pelo \u00abdisc\u00edpulo amado\u00bb at\u00e9 aos nossos dias, aparece ainda mais acentuada ao contrapor as\u00a0<em>palavras vazias<\/em>,que frequentemente se encontram na nossa boca, \u00e0s\u00a0<em>obras concretas<\/em>, as \u00fanicas capazes de medir verdadeiramente o que valemos. O amor n\u00e3o admite \u00e1libis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Ali\u00e1s, \u00e9 bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus, e Jo\u00e3o recorda-a com clareza. Assenta sobre duas colunas mestras: o primeiro a amar foi Deus (cf.\u00a0<em>1 Jo\u00a0<\/em>4, 10.19); e amou dando-Se totalmente, incluindo a pr\u00f3pria vida (cf.\u00a0<em>1 Jo<\/em>\u00a03, 16).Um amor assim n\u00e3o pode ficar sem resposta. Apesar de ser dado de maneira unilateral, isto \u00e9, sem pedir nada em troca, ele abrasa de tal forma o cora\u00e7\u00e3o, que toda e qualquer pessoa se sente levada a retribu\u00ed-lo n\u00e3o obstante as suas limita\u00e7\u00f5es e pecados. Isto \u00e9 poss\u00edvel, se a gra\u00e7a de Deus, a sua caridade misericordiosa, for acolhida no nosso cora\u00e7\u00e3o a ponto de mover a nossa vontade e os nossos afetos para o amor ao pr\u00f3prio Deus e ao pr\u00f3ximo. Deste modo a miseric\u00f3rdia, que brota por assim dizer do cora\u00e7\u00e3o da Trindade, pode chegar a p\u00f4r em movimento a nossa vida e gerar compaix\u00e3o e obras de miseric\u00f3rdia em prol dos irm\u00e3os e irm\u00e3s que se encontram em necessidade.<\/p>\n<p>2. \u00abQuando um pobre invoca o Senhor, Ele atende-o\u00bb (<em>Sl\u00a0<\/em>34\/33, 7). A Igreja compreendeu, desde sempre, a import\u00e2ncia de tal invoca\u00e7\u00e3o. Possu\u00edmos um grande testemunho j\u00e1 nas primeiras p\u00e1ginas do Atos dos Ap\u00f3stolos, quando Pedro pede para se escolherem sete homens \u00abcheios do Esp\u00edrito e de sabedoria\u00bb (6, 3), que assumam o servi\u00e7o de assist\u00eancia aos pobres. Este \u00e9, sem d\u00favida, um dos primeiros sinais com que a comunidade crist\u00e3 se apresentou no palco do mundo: o servi\u00e7o aos mais pobres. Tudo isto foi poss\u00edvel, por ela ter compreendido que a vida dos disc\u00edpulos de Jesus se devia exprimir numa fraternidade e numa solidariedade tais, que correspondesse ao ensinamento principal do Mestre que tinha proclamado os pobres\u00a0<em>bem-aventurados\u00a0<\/em>e\u00a0<em>herdeiros\u00a0<\/em>do Reino dos c\u00e9us (cf.\u00a0<em>Mt\u00a0<\/em>5, 3).<\/p>\n<p>\u00abVendiam terras e outros bens e distribu\u00edam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um\u00bb (<em>At<\/em>\u00a02, 45). Esta frase mostra, com clareza, como estava viva nos primeiros crist\u00e3os tal preocupa\u00e7\u00e3o. O evangelista Lucas \u2013 o autor sagrado que deu mais espa\u00e7o \u00e0 miseric\u00f3rdia do que qualquer outro \u2013 n\u00e3o est\u00e1 a fazer ret\u00f3rica, quando descreve a pr\u00e1tica da partilha na primeira comunidade. Antes pelo contr\u00e1rio, com a sua narra\u00e7\u00e3o, pretende falar aos fi\u00e9is de todas as gera\u00e7\u00f5es (e, por conseguinte, tamb\u00e9m \u00e0 nossa), procurando sustent\u00e1-los no seu testemunho e incentiv\u00e1-los \u00e0 a\u00e7\u00e3o concreta a favor dos mais necessitados. E o mesmo ensinamento \u00e9 dado, com igual convic\u00e7\u00e3o, pelo ap\u00f3stolo Tiago, usando express\u00f5es fortes e incisivas na sua Carta: \u00abOuvi, meus amados irm\u00e3os: porventura n\u00e3o escolheu Deus os pobres segundo o mundo para serem ricos na f\u00e9 e herdeiros do Reino que prometeu aos que O amam? Mas v\u00f3s desonrais o pobre. Porventura n\u00e3o s\u00e3o os ricos que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais? (\u2026) De que aproveita, irm\u00e3os, que algu\u00e9m diga que tem f\u00e9, se n\u00e3o tiver obras de f\u00e9? Acaso essa f\u00e9 poder\u00e1 salv\u00e1-lo? Se um irm\u00e3o ou uma irm\u00e3 estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de v\u00f3s lhes disser: \u201cIde em paz, tratai de vos aquecer e matar a fome\u201d, mas n\u00e3o lhes dais o que \u00e9 necess\u00e1rio ao corpo, de que lhes aproveitar\u00e1? Assim tamb\u00e9m a f\u00e9: se ela n\u00e3o tiver obras, est\u00e1 completamente morta\u00bb (2, 5-6.14-17).<\/p>\n<p>3. Contudo, houve momentos em que os crist\u00e3os n\u00e3o escutaram profundamente este apelo, deixando-se contagiar pela mentalidade mundana. Mas o Esp\u00edrito Santo n\u00e3o deixou de os chamar a manterem o olhar fixo no essencial. Com efeito, fez surgir homens e mulheres que, de v\u00e1rios modos, ofereceram a sua vida ao servi\u00e7o dos pobres. Nestes dois mil anos, quantas p\u00e1ginas de hist\u00f3ria foram escritas por crist\u00e3os que, com toda a simplicidade e humildade, serviram os seus irm\u00e3os mais pobres, animados por uma generosa fantasia da caridade!<\/p>\n<p>Dentre todos, destaca-se o exemplo de Francisco de Assis, que foi seguido por tantos outros homens e mulheres santos, ao longo dos s\u00e9culos. N\u00e3o se contentou com\u00a0<em>abra\u00e7ar<\/em>\u00a0e dar\u00a0<em>esmola\u00a0<\/em>aos leprosos, mas decidiu ir a G\u00fabio para\u00a0<em>estar<\/em>\u00a0junto com eles. Ele mesmo identificou neste encontro a viragem da sua convers\u00e3o: \u00abQuando estava nos meus pecados, parecia-me deveras insuport\u00e1vel ver os leprosos. E o pr\u00f3prio Senhor levou-me para o meio deles e usei de miseric\u00f3rdia para com eles. E, ao afastar-me deles, aquilo que antes me parecia amargo converteu-se para mim em do\u00e7ura da alma e do corpo\u00bb (<em>Test<\/em>\u00a01-3:\u00a0<em>FF<\/em>\u00a0110). Este testemunho mostra a for\u00e7a transformadora da caridade e o estilo de vida dos crist\u00e3os.<\/p>\n<p>N\u00e3o pensemos nos pobres apenas como destinat\u00e1rios duma boa obra de voluntariado, que se pratica uma vez por semana, ou, menos ainda, de gestos improvisados de boa vontade para p\u00f4r a consci\u00eancia em paz. Estas experi\u00eancias, embora v\u00e1lidas e \u00fateis a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos irm\u00e3os e para as injusti\u00e7as que frequentemente s\u00e3o a sua causa, deveriam abrir a um verdadeiro\u00a0<em>encontro<\/em>\u00a0com os pobres e dar lugar a uma\u00a0<em>partilha\u00a0<\/em>que se torne estilo de vida. Na verdade, a ora\u00e7\u00e3o, o caminho do discipulado e a convers\u00e3o encontram, na caridade que se torna partilha, a prova da sua autenticidade evang\u00e9lica. E deste modo de viver derivam alegria e serenidade de esp\u00edrito, porque se toca com as m\u00e3os a\u00a0<em>carne de Cristo<\/em>. Se realmente queremos encontrar Cristo, \u00e9 preciso que toquemos o seu corpo no corpo chagado dos pobres, como resposta \u00e0 comunh\u00e3o sacramental recebida na Eucaristia. O Corpo de Cristo, partido na sagrada liturgia, deixa-se encontrar pela caridade partilhada no rosto e na pessoa dos irm\u00e3os e irm\u00e3s mais fr\u00e1geis. Continuam a ressoar de grande atualidade estas palavras do santo bispo Cris\u00f3stomo: \u00abQueres honrar o corpo de Cristo? N\u00e3o permitas que seja desprezado nos seus membros, isto \u00e9, nos pobres que n\u00e3o t\u00eam que vestir, nem O honres aqui no tempo com vestes de seda, enquanto l\u00e1 fora O abandonas ao frio e \u00e0 nudez\u00bb (<em>Hom. in Matthaeum<\/em>, 50, 3:\u00a0<em>PG<\/em>\u00a058).<\/p>\n<p>Portanto, somos chamados a estender a m\u00e3o aos pobres, a encontr\u00e1-los, fix\u00e1-los nos olhos, abra\u00e7\u00e1-los, para lhes fazer sentir o calor do amor que rompe o c\u00edrculo da solid\u00e3o. A sua m\u00e3o estendida para n\u00f3s \u00e9 tamb\u00e9m um convite a sairmos das nossas certezas e comodidades e a reconhecermos o valor que a pobreza encerra em si mesma.<\/p>\n<p>4. N\u00e3o esque\u00e7amos que, para os disc\u00edpulos de Cristo, a pobreza \u00e9, antes de tudo, uma\u00a0<em>voca\u00e7\u00e3o a seguir Jesus pobre<\/em>. \u00c9 um caminho atr\u00e1s d\u2019Ele e com Ele: um caminho que conduz \u00e0 bem-aventuran\u00e7a do Reino dos c\u00e9us (cf.\u00a0<em>Mt<\/em>5, 3;\u00a0<em>Lc<\/em>6, 20). Pobreza significa um cora\u00e7\u00e3o humilde, que sabe acolher a sua condi\u00e7\u00e3o de criatura limitada e pecadora, vencendo a tenta\u00e7\u00e3o de onipot\u00eancia que cria em n\u00f3s a ilus\u00e3o de ser imortal. A pobreza \u00e9 uma atitude do cora\u00e7\u00e3o que impede de conceber como objetivo de vida e condi\u00e7\u00e3o para a felicidade o dinheiro, a carreira e o luxo. Mais, \u00e9 a pobreza que cria as condi\u00e7\u00f5es para assumir livremente as responsabilidades pessoais e sociais, n\u00e3o obstante as pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es, confiando na proximidade de Deus e vivendo apoiados pela sua gra\u00e7a. Assim entendida, a pobreza \u00e9 o metro que permite avaliar o uso correto dos bens materiais e tamb\u00e9m viver de modo n\u00e3o ego\u00edsta nem possessivo os la\u00e7os e os afetos (cf.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/archive\/cathechism_po\/index_new\/prima-pagina-cic_po.html\"><em>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/em><\/a>, n. 25-45).<\/p>\n<p>Assumamos, pois, o exemplo de S\u00e3o Francisco, testemunha da pobreza genu\u00edna. Ele, precisamente por ter os olhos fixos em Cristo, soube reconhec\u00ea-Lo e servi-Lo nos pobres. Por conseguinte, se desejamos dar o nosso contributo eficaz para a mudan\u00e7a da hist\u00f3ria, gerando verdadeiro desenvolvimento, \u00e9 necess\u00e1rio escutar o grito dos pobres e comprometermo-nos a ergu\u00ea-los do seu estado de marginaliza\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo recordo, aos pobres que vivem nas nossas cidades e nas nossas comunidades, para n\u00e3o perderem o sentido da pobreza evang\u00e9lica que trazem impresso na sua vida.<\/p>\n<p>5. Conhecemos a grande dificuldade que h\u00e1, no mundo contempor\u00e2neo, de poder identificar claramente a pobreza. E todavia esta interpela-nos todos os dias com os seus in\u00fameros rostos marcados pelo sofrimento, pela marginaliza\u00e7\u00e3o, pela opress\u00e3o, pela viol\u00eancia, pelas torturas e a pris\u00e3o, pela guerra, pela priva\u00e7\u00e3o da liberdade e da dignidade, pela ignor\u00e2ncia e pelo analfabetismo, pela emerg\u00eancia sanit\u00e1ria e pela falta de trabalho, pelo tr\u00e1fico de pessoas e pela escravid\u00e3o, pelo ex\u00edlio e a mis\u00e9ria, pela migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada. A pobreza tem o rosto de mulheres, homens e crian\u00e7as explorados para vis interesses, espezinhados pelas l\u00f3gicas perversas do poder e do dinheiro. Como \u00e9 impiedoso e nunca completo o elenco que se \u00e9 constrangido a elaborar \u00e0 vista da pobreza, fruto da injusti\u00e7a social, da mis\u00e9ria moral, da avidez de poucos e da indiferen\u00e7a generalizada!<\/p>\n<p>Infelizmente, nos nossos dias, enquanto sobressai cada vez mais a riqueza descarada que se acumula nas m\u00e3os de poucos privilegiados, frequentemente acompanhada pela ilegalidade e a explora\u00e7\u00e3o ofensiva da dignidade humana, causa esc\u00e2ndalo a extens\u00e3o da pobreza a grandes sectores da sociedade no mundo inteiro. Perante este cen\u00e1rio, n\u00e3o se pode permanecer inerte e, menos ainda, resignado. \u00c0 pobreza que inibe o esp\u00edrito de iniciativa de tantos jovens, impedindo-os de encontrar um trabalho, \u00e0 pobreza que anestesia o sentido de responsabilidade, induzindo a preferir a abdica\u00e7\u00e3o e a busca de favoritismos, \u00e0 pobreza que envenena os po\u00e7os da participa\u00e7\u00e3o e restringe os espa\u00e7os do profissionalismo, humilhando assim o m\u00e9rito de quem trabalha e produz: a tudo isso \u00e9 preciso responder com uma nova vis\u00e3o da vida e da sociedade.<\/p>\n<p>Todos estes pobres \u2013 como gostava de dizer o Beato Paulo VI \u2013 pertencem \u00e0 Igreja por \u00abdireito evang\u00e9lico\u00bb (<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/paul-vi\/pt\/speeches\/1963\/documents\/hf_p-vi_spe_19630929_concilio-vaticano-ii.html\"><em>Discurso de abertura <\/em>na II Sess\u00e3o do Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II<\/a>, 29\/IX\/1963) e obrigam \u00e0 op\u00e7\u00e3o fundamental por eles. Por isso, benditas as m\u00e3os que se abrem para acolher os pobres e socorr\u00ea-los: s\u00e3o m\u00e3os que levam esperan\u00e7a. Benditas as m\u00e3os que superam toda a barreira de cultura, religi\u00e3o e nacionalidade, derramando \u00f3leo de consola\u00e7\u00e3o nas chagas da humanidade. Benditas as m\u00e3os que se abrem sem pedir nada em troca, sem \u00abse\u00bb nem \u00abmas\u00bb, nem \u00abtalvez\u00bb: s\u00e3o m\u00e3os que fazem descer sobre os irm\u00e3os a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>6. No termo do Jubileu da Miseric\u00f3rdia, quis oferecer \u00e0 Igreja o\u00a0<em>Dia Mundial dos Pobres<\/em>, para que as comunidades crist\u00e3s se tornem, em todo o mundo, cada vez mais e melhor sinal concreto da caridade de Cristo pelos \u00faltimos e os mais carenciados. Quero que, aos outros Dias Mundiais institu\u00eddos pelos meus Predecessores e sendo j\u00e1 tradi\u00e7\u00e3o na vida das nossas comunidades, se acrescente este, que completa o conjunto de tais Dias com um elemento requintadamente evang\u00e9lico, isto \u00e9, a predile\u00e7\u00e3o de Jesus pelos pobres.<\/p>\n<p>Convido a Igreja inteira e os homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas m\u00e3os invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade. S\u00e3o nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s, criados e amados pelo \u00fanico Pai celeste. Este\u00a0<em>Dia\u00a0<\/em>pretende estimular, em primeiro lugar, os que creem, para que reajam \u00e0 cultura do descarte e do desperd\u00edcio, assumindo a cultura do encontro. Ao mesmo tempo, o convite \u00e9 dirigido a todos, independentemente da sua perten\u00e7a religiosa, para que se abram \u00e0 partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade. Deus criou o c\u00e9u e a terra para todos; foram os homens que, infelizmente, ergueram fronteiras, muros e recintos, traindo o dom origin\u00e1rio destinado \u00e0 humanidade sem qualquer exclus\u00e3o.<\/p>\n<p>7. Desejo que, na semana anterior ao\u00a0<em>Dia Mundial dos Pobres<\/em>\u2013 que neste ano ser\u00e1 no dia 19 de novembro, XXXIII domingo do Tempo Comum \u2013, as comunidades crist\u00e3s se empenhem na cria\u00e7\u00e3o de muitos momentos de encontro e amizade, de solidariedade e ajuda concreta. Poder\u00e3o ainda convidar os pobres e os volunt\u00e1rios para participarem, juntos, na Eucaristia deste domingo, de modo que, no domingo seguinte, a celebra\u00e7\u00e3o da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo resulte ainda mais aut\u00eantica. Na verdade, a realeza de Cristo aparece em todo o seu significado precisamente no G\u00f3lgota, quando o Inocente, pregado na cruz, pobre, nu e privado de tudo, encarna e revela a plenitude do amor de Deus. O seu completo abandono ao Pai, ao mesmo tempo que exprime a sua pobreza total, torna evidente a for\u00e7a deste Amor, que O ressuscita para uma vida nova no dia de P\u00e1scoa.<\/p>\n<p>Neste domingo, se viverem no nosso bairro pobres que buscam prote\u00e7\u00e3o e ajuda, aproximemo-nos deles: ser\u00e1 um momento prop\u00edcio para encontrar o Deus que buscamos. Como ensina a Sagrada Escritura (cf.\u00a0<em>Gn<\/em>\u00a018, 3-5;\u00a0<em>Heb<\/em>\u00a013, 2), acolhamo-los como h\u00f3spedes privilegiados \u00e0 nossa mesa; poder\u00e3o ser mestres, que nos ajudam a viver de maneira mais coerente a f\u00e9. Com a sua confian\u00e7a e a disponibilidade para aceitar ajuda, mostram-nos, de forma s\u00f3bria e muitas vezes feliz, como \u00e9 decisivo vivermos do essencial e abandonarmo-nos \u00e0 provid\u00eancia do Pai.<\/p>\n<p>8. Na base das m\u00faltiplas iniciativas concretas que se poder\u00e3o realizar neste\u00a0<em>Dia<\/em>, esteja sempre a\u00a0<em>ora\u00e7\u00e3o<\/em>. N\u00e3o esque\u00e7amos que o\u00a0<em>Pai Nosso\u00a0<\/em>\u00e9 a ora\u00e7\u00e3o dos pobres. De fato, o pedido do p\u00e3o exprime o abandono a Deus nas necessidades prim\u00e1rias da nossa vida. Tudo o que Jesus nos ensinou com esta ora\u00e7\u00e3o exprime e recolhe o grito de quem sofre pela precariedade da exist\u00eancia e a falta do necess\u00e1rio. Aos disc\u00edpulos que Lhe pediam para os ensinar a rezar, Jesus respondeu com as palavras dos pobres que se dirigem ao \u00fanico Pai, em quem todos se reconhecem como irm\u00e3os. O\u00a0<em>Pai Nosso\u00a0<\/em>\u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o que se exprime no plural: o p\u00e3o que se pede \u00e9 \u00abnosso\u00bb, e isto implica partilha, coparticipa\u00e7\u00e3o e responsabilidade comum. Nesta ora\u00e7\u00e3o, todos reconhecemos a exig\u00eancia de superar qualquer forma de ego\u00edsmo, para termos acesso \u00e0 alegria do acolhimento rec\u00edproco.<\/p>\n<p>9. Aos irm\u00e3os bispos, aos sacerdotes, aos di\u00e1conos \u2013 que, por voca\u00e7\u00e3o, t\u00eam a miss\u00e3o de apoiar os pobres \u2013, \u00e0s pessoas consagradas, \u00e0s associa\u00e7\u00f5es, aos movimentos e ao vasto mundo do voluntariado, pe\u00e7o que se comprometam para que, com este\u00a0<em>Dia Mundial dos Pobres<\/em>,se instaure uma tradi\u00e7\u00e3o que seja contribui\u00e7\u00e3o concreta para a evangeliza\u00e7\u00e3o no mundo contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Que este novo\u00a0<em>Dia Mundial\u00a0<\/em>se torne, pois, um forte apelo \u00e0 nossa consci\u00eancia crente, para ficarmos cada vez mais convictos de que partilhar com os pobres permite-nos compreender o Evangelho na sua verdade mais profunda. Os pobres n\u00e3o s\u00e3o um problema: s\u00e3o um recurso de que lan\u00e7ar m\u00e3o para acolher e viver a ess\u00eancia do Evangelho.<\/p>\n<p><em>Vaticano, Mem\u00f3ria de Santo Ant\u00f4nio de Lisboa, 13 de junho de 2017.<\/em><\/p>\n<p><strong>Franciscus<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia Mundial dos Pobres<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":190413,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u00abN\u00e3o amemos com palavras, mas com obras\u00bb - Vida Crist\u00e3 - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/vidacrista\/nao-amemos-com-palavras-mas-com-obras\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u00abN\u00e3o amemos com palavras, mas com obras\u00bb - 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