Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Natal 2000

20/09/2000

Frei Hipólito Martendal

Calma, pessoal, antes do Natal 2000 ainda temos para festejar o Natal 1999. Temos, portanto duas festas natalinas no segundo milênio. Não se esqueça a leitora que o século 20 e o 2º milênio só terminam à meia-noite de 31 dezembro de 2000.

Em primeiro lugar vamos ver que razões a Igreja Católica tem para dar tanta importância ao ano 2000. Claro que todo mundo sabe que nosso calendário tem a ver com o nascimento de Jesus Cristo. Quando esse garotinho Jesus nasceu marcou de tal forma a história da humanidade que a contagem do tempo passou a ser feita em dois blocos: antes de Cristo e depois de Cristo. È bem verdade que não sabemos exatamente a data em que Ele veio à luz. Dizem os estudiosos que provavelmente teria nascido entre 4 e 7 anos antes do ano 01. Mas não faz mal. Festejamos 2000 anos do nascimento e vida do Filho de Deus no meio de nós. Ele foi chamado de Emanuel, isto é, Deus Conosco.

Além destas considerações, lembramos que a Igreja tem muitas vezes celebrado anos jubilares, como anos especiais de graças e indulgências. O que significa isto?

As origens e o significado básico de anos de jubileu remontam ao Antigo Testamento. O capítulo 25 do livro Elvitico é todo dedicado a tais celebrações. No início os antigos estabeleceram a norma de trabalhar seis dias e descansar no sétimo. Era a rigorosa lei do sábado. Deste costume surgiu outro: trabalhar seis anos e ter um meio descanso durante todo o sétimo. É o ano sabático. Durante todo esse ano era proibido cultivar a terra, fazer qualquer plantação, podar e limpar os parreirais, etc.

Uma seqüência de sete anos era conhecida como “semana de anos”. Então contavam-se sete semanas de anos e chegava-se a 49 anos. O ano seguinte, o 50º, era super especial: o Ano Jubilar. Além das proibições de atividades dos anos sabáticos, o Ano Jubilar tinha outras exigências: Todas as dívidas tinham de ser perdoadas, terras vendidas voltavam para os antigos donos e todo 50º anos era declarado ano “Ano Santo”, Ano do Senhor.

O cristianismo sempre declarou de 50 em 50 anos um ano jubilar, ou mais conhecido como Ano Santo. Claro, foi sempre dando mais solenidade a anos especiais de 100 em 100 e o máximo 1000 em 1000.

Entre nós cristãos o tempo sempre foi visto como alguma coisa de Deus. Era comum nossos antepassados, ao datarem um trabalho ou correspondência, gravarem a expressão latina “Anno Domini”, Ano do Senhor, seguido dos números. Deus eterno é por assim dizer o dono do tempo. O tempo é por Ele concedido limitadamente ao homem que precisa prestar contas daquilo que ele faz com o tempo. O tempo é algo sagrado, principalmente por Ter o Verbo de Deus se encarnado. Então tudo se revestiu de um significado maior. Assim, celebrar o dia do nascimento de Jesus não é só uma data história que temos em mente. Temos o aniversário de alguém que vive e que está no meio de nós. “Eis que estarei convosco até o fim dos tempos”, diz o aniversariante. Celebramos então 2000 anos de presença atuante e vivificadora de Jesus conosco.

No próximo número voltaremos ao assunto.

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