setembro/2022

  • 5ª-feira da 22ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 3,18-23

    Irmãos, 18ninguém se iluda: se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez, para se tornar sábio de verdade; 19pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus. Com efeito, está escrito: “Ele apanha os sábios em sua própria astúcia”, 20e ainda: “O Senhor conhece os pensamentos dos sábios; sabe que são vãos”. 21Portanto, que ninguém ponha a sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence: 22Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, tudo é vosso, 23mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 23(24)
    Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

    Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, / o mundo inteiro com os seres que o povoam; /
    porque ele a tornou firme sobre os mares / e, sobre as águas, a mantém inabalável. – R.

    “Quem subirá até o monte do Senhor, / quem ficará em sua santa habitação?” /
    “Quem tem mãos puras e inocente coração, / quem não dirige sua mente para o crime. – R.

    Sobre este desce a bênção do Senhor / e a recompensa de seu Deus e salvador.” /
    “É assim a geração dos que o procuram / e do Deus de Israel buscam a face.” – R.

    Lucas 5,1-11

    Naquele tempo, 1Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a Palavra de Deus. 2Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois, sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. 4Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. 5Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. 6Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes, que as redes se rompiam. 7Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. 8Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante, tu serás pescador de homens”. 11Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.

    Palavra da salvação.

    “…a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus”

    Iniciamos o mês de setembro, mês em que a Igreja do Brasil dedica à Bíblia. Para bem compreendermos qual o papel da Bíblia em nossas vidas, vamos ao Evangelho de hoje.

    Relata-nos São Lucas que diante de Jesus ”…a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus”. Esta atitude da multidão diante de Jesus deve ser a mesma de nós diante das Sagradas Escrituras. Isto é, de um grande desejo de nos encontrarmos com ela, de ouvirmos ela e conhecê-la.

    A multidão, contudo, apenas tinha esse grande desejo porque o que Jesus apresentava e vivenciava é aquilo que de mais essencial nós buscamos, a vida e o amor. Muitas vezes pensamos que a Bíblia conta uma história do passado, que pouco ou nada tem a ver conosco e não encontramos nela aquilo o que buscamos.

    Mas é necessário redescobrir na Bíblia essa grande força que Jesus comunicou e que nos move ainda hoje. Mais do que uma história do passado, ela conta nossa história do presente. Quando Jesus diz a Simão Pedro “Não tenhas medo!” (cf. Lc 5,10), este não é um ato meramente do passado, mas é o próprio Cristo que diz, hoje, a cada um de nós: Não tenhamos medo!

    Que o mês de setembro, mais do que um único mês em que pegamos ou lemos a bíblia, seja um momento privilegiado para que a leitura das Sagradas Escrituras se torne um hábito de todos os dias de nossas vidas, que se torne um momento sagrado em que nós falamos com Deus e Deus nos comunica a vida e o amor que tanto almejamos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 22ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 4,1-5

    Irmãos, 1que todo o mundo nos considere como servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. 2A esse respeito, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis. 3Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por algum tribunal humano. Nem eu me julgo a mim mesmo. 4É verdade que a minha consciência não me acusa de nada. Mas não é por isso que eu posso ser considerado justo. 5Quem me julga é o Senhor. Portanto, não queirais julgar antes do tempo. Aguardai que o Senhor venha. Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações. Então, cada um receberá de Deus o louvor que tiver merecido.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 36(37)
    A salvação de quem é justo vem de Deus.

    Confia no Senhor e faze o bem, / e sobre a terra habitarás em segurança. /
    Coloca no Senhor tua alegria, / e ele dará o que pedir teu coração. – R.

    Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; / confia nele, e com certeza ele agirá. /
    Fará brilhar tua inocência como a luz, / e o teu direito, como o sol do meio-dia. – R.

    Afasta-te do mal e faze o bem, / e terás tua morada para sempre. /
    Porque o Senhor Deus ama a justiça / e jamais ele abandona os seus amigos. – R.

    A salvação dos piedosos vem de Deus; / ele os protege nos momentos de aflição. /
    O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, † defende-os e protege-os contra os ímpios, /
    e os guarda porque nele confiaram. – R.

    Lucas 5,33-39

    Naquele tempo, 33os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. 34Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? 35Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”. 36Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. 37Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama, e os odres se perdem. 38Vinho novo deve ser colocado em odres novos. 39E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo, porque diz: o velho é melhor”.

    Palavra da salvação.

     “Vinho novo deve ser colocado em odres novos.”

    Na passagem do Evangelho de hoje Jesus se apresenta como o noivo e seus discípulos como os convidados, isso para explicar por que comiam e bebiam enquanto os discípulos de João e dos fariseus jejuavam com frequência e oravam. Com estas palavras, Jesus se coloca como o portador de uma grande alegria, de modo que acolher e viver sua mensagem é participar de um verdadeiro banquete, motivo de grande festa. E assim realmente o é para cada um de nós.

    Em meio a um mundo carregado de individualismo e diferentes opressões, nos ensinamentos de Cristo encontramos força e esperança. Encontramos uma alegria que, diferente dos prazeres deste mundo, não passa, antes se renova a cada momento em que nos colocamos diante Dele e nos permitimos ser amados por Ele.

    Que possamos sempre buscar estar diante deste noivo, nos desapegando do egoísmo e de tudo que possa nos privar da verdadeira alegria, para assim, como odres novos e vinho novo, vivermos a vida nova que Ele nos conquistou.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • São Gregório Magno

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 4,6-15

    6Irmãos, apliquei essa doutrina a mim e a Apolo por causa de vós, para que o nosso exemplo vos ensine a não vos inchar de orgulho, tomando o partido de um contra outro, e a “não ir além daquilo que está escrito”. 7Com efeito, quem é que te faz melhor que os outros? O que tens que não tenhas recebido? Mas, se recebeste tudo que tens, por que, então, te glorias, como se não o tivesses recebido? 8Vós já estais saciados! Já vos enriquecestes! Sem nós, já começastes a reinar! Oxalá estivésseis mesmo reinando, para nós também reinarmos convosco! 9Na verdade, parece-me que Deus nos apresentou, a nós, apóstolos, em último lugar, como pessoas condenadas à morte. Tornamo-nos um espetáculo para o mundo, para os anjos e os homens. 10Nós somos os tolos por causa de Cristo; vós, porém, os sábios nas coisas de Cristo. Nós somos os fracos; vós, os fortes. Vós sois tratados com toda a estima e atenção, e nós, com todo o desprezo. 11Até a presente hora, padecemos fome, sede e nudez; somos esbofeteados e vivemos errantes; 12fadigamo-nos, trabalhando com as nossas mãos; somos injuriados, e abençoamos; somos perseguidos, e suportamos; 13somos caluniados, e exortamos. Tornamo-nos como que o lixo do mundo, a escória do universo, até o presente. 14Escrevo-vos tudo isso não com a intenção de vos envergonhar, mas para vos admoestar como meus filhos queridos. 15De fato, mesmo que tivésseis dez mil educadores na vida em Cristo, não tendes muitos pais. Pois fui eu que, pelo anúncio do Evangelho, vos gerei em Jesus Cristo.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 144(145)
    O Senhor está perto de quem o invoca!

    É justo o Senhor em seus caminhos, / é santo em toda obra que ele faz. /
    Ele está perto da pessoa que o invoca, / de todo aquele que o invoca lealmente. – R.

    O Senhor cumpre os desejos dos que o temem, / ele escuta os seus clamores e os salva. /
    O Senhor guarda todo aquele que o ama, / mas dispersa e extermina os que são ímpios. – R.

    Que a minha boca cante a glória do Senhor † e que bendiga todo ser seu nome santo /
    desde agora, para sempre e pelos séculos. – R.

    Lucas 6,1-5

    1Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. 2Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?” 3Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando estavam sentindo fome? 4Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. 5E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”.

    Palavra da salvação.

    “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?”

    Hoje Jesus nos convida a refletirmos sobre o que nos aprisiona, impedindo o nosso desenvolvimento pessoal, a caridade, bondade, solidariedade  etc. No Evangelho, os fariseus o questionam apontando o que para eles era uma transgressão da lei, trabalhar em dia de sábado, mas Jesus, como autêntico intérprete da Lei, mostra que estão sendo escravos de uma interpretação errônea que possuem.

    Não podemos nos preocupar com o que não nos leva a “lugar nenhum”, nossa medida deve sempre ser a do Cristo. Doar-se aos demais em tudo, uma vida oferecida aos irmãos, nos leva a contemplar o Senhor em cada um.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 23º Domingo do Tempo comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Sabedoria 9,13-18

    13Qual é o homem que pode conhecer os desígnios de Deus? Ou quem pode imaginar o desígnio do Senhor? 14Na verdade, os pensamentos dos mortais são tímidos e nossas reflexões incertas: 15porque o corpo corruptível torna pesada a alma, e a tenda de argila oprime a mente que pensa. 16Mal podemos conhecer o que há na terra e com muito custo compreendemos o que está ao alcance de nossas mãos; quem, portanto, investigará o que há nos céus? 17Acaso alguém teria conhecido o teu desígnio, sem que lhe desses sabedoria e do alto lhe enviasses teu santo espírito? 18Só assim se tornaram retos os caminhos dos que estão na terra, e os homens aprenderam o que te agrada e pela sabedoria foram salvos.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 89(90)
    Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.

    Vós fazeis voltar ao pó todo mortal / quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” /
    Pois mil anos para vós são como ontem, / qual vigília de uma noite que passou. – R.

    Eles passam como o sono da manhã, / são iguais à erva verde pelos campos: /
    de manhã ela floresce vicejante, / mas à tarde é cortada e logo seca. – R.

    Ensinai-nos a contar os nossos dias / e dai ao nosso coração sabedoria! /
    Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? / Tende piedade e compaixão de vossos servos! – R.

    Saciai-nos de manhã com vosso amor, / e exultaremos de alegria todo o dia! /
    Que a bondade do Senhor e nosso Deus † repouse sobre nós e nos conduza! /
    Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho. – R.

    Filêmon 9-10.12-17

    Caríssimo, 9eu, Paulo, velho como estou e agora também prisioneiro de Cristo Jesus, 10faço-te um pedido em favor do meu filho que fiz nascer para Cristo na prisão, Onésimo. 12Eu o estou mandando de volta para ti. Ele é como se fosse o meu próprio coração. 13Gostaria de tê-lo comigo, a fim de que fosse teu representante para cuidar de mim nesta prisão, que eu devo ao Evangelho. 14Mas eu não quis fazer nada sem o teu parecer, para que a tua bondade não seja forçada, mas espontânea. 15Se ele te foi retirado por algum tempo, talvez seja para que o tenhas de volta para sempre, 16já não como escravo, mas, muito mais do que isso, como um irmão querido, muitíssimo querido para mim quanto mais ele o for para ti, tanto como pessoa humana quanto como irmão no Senhor. 17Assim, se estás em comunhão de fé comigo, recebe-o como se fosse a mim mesmo.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 14,25-33

    Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim não pode ser meu discípulo. 28Com efeito, qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31Ou ainda, qual o rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se, com dez mil homens, poderá enfrentar o outro, que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”

    Palavra da salvação.

    “Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim,
    não pode ser meu discípulo.”

    Hoje, o Evangelho nos provoca a perceber que o caminho do seguimento inteiro do Cristo exige renúncia total das nossas próprias seguranças e de tudo aquilo que nos impedem de caminhar junto a Jesus com liberdade.

    Vivemos hoje uma sociedade de muitos apegos, sejam eles materiais ou até sentimentais. Tudo isso transforma o homem em escravo de suas vontades e tudo o que ele julga importante, passa a ser objeto que o aprisiona. Jesus faz uma proposta diferente, Ele propõe uma vida livre sem amarras, mas para isso é necessário renunciar a si e aos outros para assumir a Cruz, que não é a cruz do sofrimento, ainda que ele exista, mas a Cruz da libertação.

    Ser discípulo amado de Cristo é justamente passar pelo processo dos sinais e num desapego total seguir a Cristo até a morte e morte de Cruz, onde poderá experimentar a Glória de Deus, todo poderoso, todo onipotente e todo pobre, pois se dá completamente. Por isso essa exigência de Cristo mostra que é necessário ter constância, não basta começar a obra ou lutar, deve se perseverar até o fim e ter como meta diante de si, Jesus Cristo e seu ideal de vida plena.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 5,1-8

    Irmãos, 1é voz geral que está acontecendo, entre vós, um caso de imoralidade; e de imoralidade tal, que nem entre os pagãos costuma acontecer: um dentre vós está convivendo com a própria madrasta. 2No entanto, estais inchados de orgulho, ao invés de vestirdes luto, a fim de que fosse tirado do meio de vós aquele que assim procede? 3Pois bem, embora ausente de corpo, mas presente em espírito, eu julguei, como se estivesse aí entre vós, esse tal que tem procedido assim: 4em nome do Senhor Jesus – estando vós e eu espiritualmente reunidos com o poder do Senhor nosso, Jesus -, 5entregamos tal homem a satanás, para a ruína da carne, a fim de que o espírito seja salvo, no dia do Senhor. 6Vós vos gloriais sem razão! Acaso ignorais que um pouco de fermento leveda a massa toda? 7Lançai fora o fermento velho, para que sejais uma massa nova, já que deveis ser sem fermento. Pois o nosso cordeiro pascal, Cristo, já está imolado. 8Assim, celebremos a festa não com velho fermento nem com fermento de maldade ou de perversidade, mas com os pães ázimos de pureza e de verdade.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 5
    Na vossa justiça guiai-me, Senhor!

    Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, / não pode o mau morar convosco; /
    nem os ímpios poderão permanecer / perante os vossos olhos. – R.

    Detestais o que pratica a iniquidade / e destruís o mentiroso. /
    Ó Senhor, abominais o sanguinário, / o perverso e enganador. – R.

    Mas exulte de alegria todo aquele / que em vós se refugia; /
    sob a vossa proteção se regozijem / os que amam vosso nome! – R.

    Lucas 6,6-11

    Aconteceu, num dia de sábado, 6que Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. 7Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para verem se Jesus iria curá-lo em dia de sábado e assim encontrarem motivo para acusá-lo. 8Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio”. Ele se levantou e ficou de pé. 9Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto, o que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” 10Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada. 11Eles ficaram com muita raiva e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus.

    Palavra da salvação.

    “Disse-lhes Jesus: ‘Eu vos pergunto: o que é permitido fazer em dia de sábado:
    o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca? ’”

    No Evangelho de hoje vemos Jesus entrar na sinagoga a fim de ensinar, num dia de sábado. Ali encontram um homem com a mão seca e os mestres da Lei e fariseus, estes que se achavam lá para verem se Jesus iria transgredir a lei curando uma pessoa em dia de sábado, mas Jesus conhecedor que era dos pensamentos pede ao homem da mão seca que se fixe ao centro da sinagoga e efetua a cura de sua mão.

    Podemos enxergar, nesta síntese do Evangelho, alguns pontos bastante relevantes. O primeiro deles é o fato de Jesus ir à sinagoga para ensinar, vemos neste seu gesto um posicionamento que todos nós, como seguidores de Cristo, devemos ter que é o entusiasmo e disposição de anunciar a Boa-nova do Reino de Deus. É possível notar que esta atitude de Jesus incomodou bastante os mestres da Lei e os fariseus e é aqui que entramos no segundo ponto. Os mestres da Lei e fariseus possuíam os seus corações fechados e não se empenhavam em compreender os ensinamentos de Jesus, que apenas desejava ensinar que o maior valor não está no cumprimento da lei, mas sim na pessoa, que, no caso da passagem, é o homem da mão seca. Jesus os leva a se indagarem a respeito desta Lei ao dizer “o que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” Lc 6, 9. Por fim, vemos que os mestres da Lei e fariseus não abriram seus corações para compreenderem tais atitudes de Jesus e com isso ficaram com raiva e tramaram o mal contra Ele. Sendo assim, podemos nos perguntar se realmente estamos de coração abertos para compreender a mensagem de Jesus.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 6,1-11

    Irmãos, 1quando um de vós tem uma questão com outro, como se atreve a entrar na justiça perante os injustos, em vez de recorrer aos santos? 2Será que ignorais que os santos julgarão o mundo? Ora, se o mundo está sujeito ao vosso julgamento, seríeis acaso indignos de deliberar e julgar sobre questões tão insignificantes? 3Ignorais que julgaremos os anjos? Quanto mais, coisas desta vida! No entanto, se tendes dessas questões a resolver, recorreis a juízes que a Igreja não pode recomendar. Digo isso para confusão vossa! Será, então, que aí entre vós não se encontra ninguém sensato e prudente que possa ser juiz entre irmãos? 6Ao invés disso, irmão contra irmão vai a juízo, e isso perante infiéis! 7Aliás, já é uma grande falta haver processos entre vós. Por que não suportais, antes, a injustiça? Por que não tolerais, antes, ser prejudicado? 8Pelo contrário, vós é que cometeis injustiças e fraudes, e isso contra irmãos! 9Porventura ignorais que pessoas injustas não terão parte no Reino de Deus? Não vos iludais: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem pederastas, 10nem ladrões, nem avarentos, nem beberrões, nem insolentes, nem salteadores terão parte no Reino de Deus. 11E vós, isto é, alguns de vós, éreis isso! Mas fostes lavados, fostes santificados, fostes justificados pelo nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 149
    O Senhor ama seu povo de verdade.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / e o seu louvor na assembleia dos fiéis! /
    Alegre-se Israel em quem o fez, / e Sião se rejubile no seu rei! – R.

    Com danças glorifiquem o seu nome, / toquem harpa e tambor em sua honra! /
    Porque, de fato, o Senhor ama seu povo / e coroa com vitória os seus humildes. – R.

    Exultem os fiéis por sua glória / e, cantando, se levantem de seus leitos /
    com louvores do Senhor em sua boca. / Eis a glória para todos os seus santos. – R.

    Lucas 6,12-19

    12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. 17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele e curava a todos.

    Palavra da salvação.

    “Jesus foi á montanha para rezar”

    No evangelho de hoje, Jesus Cristo sobe a montanha para rezar. Em sintonia total com Deus, Jesus Cristo escolhe os doze discípulos que vão, juntamente com Ele, proclamar a Boa Nova do Pai e libertar o povo dos espíritos maus.

    Subir a montanha é para nós nos dias de hoje ter uma vida de oração pessoal com Deus, somos convidados a fazer essa experiência doando a nossa vida e o nosso ser a Deus para que possamos estar sempre conectados com Ele. Ao mesmo tempo somos também chamados a sermos discípulos de Jesus Cristo, pondo em prática Seu santo Evangelho em nossas vidas.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 4ª-feira da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 7,25-31

    Irmãos, 25a respeito das pessoas solteiras, não tenho nenhum mandamento do Senhor. Mas, como alguém que, por misericórdia de Deus, merece confiança, dou uma opinião: 26penso que, em razão das angústias presentes, é vantajoso não se casar, é bom cada qual estar assim. 27Estás ligado a uma mulher? Não procures desligar-te. Não estás ligado a nenhuma mulher? Não procures ligar-te. 28Se, porém, casares, não pecas. E se a virgem se casar, não peca. Mas as pessoas casadas terão as tribulações da vida matrimonial; e eu gostaria de poupar-vos isso. 29Eu digo, irmãos, o tempo está abreviado. Então, que, doravante, os que têm mulher vivam como se não tivessem mulher; 30e os que choram, como se não chorassem, e os que estão alegres, como se não estivessem alegres, e os que fazem compras, como se não possuíssem coisa alguma; 31e os que usam do mundo, como se dele não estivessem gozando. Pois a figura deste mundo passa.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 44(45)
    Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto!

    Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: / “Esquecei vosso povo e a casa paterna! /
    Que o rei se encante com vossa beleza! / Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! – R.

    Majestosa, a princesa real vem chegando, / vestida de ricos brocados de ouro. /
    Em vestes vistosas ao rei se dirige, / e as virgens amigas lhe formam cortejo. – R.

    Entre cantos de festa e com grande alegria, / ingressam, então, no palácio real”. /
    Deixareis vossos pais, mas tereis muitos filhos; / fareis deles os reis soberanos da terra. – R.

    Lucas 6,20-26

    Naquele tempo, 20Jesus, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! 22Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome por causa do Filho do Homem! 23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24Mas ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.

    Palavra da salvação.

    “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!”

    No Evangelho de hoje, Jesus proclama as bem-aventuranças. Gostaríamos de propor que reflitamos acerca da primeira delas: bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!

    Num primeiro momento, podemos nos perguntar: como Jesus defende que a pobreza seja uma coisa boa, algo que faça a pessoa feliz, ou seja, bem-aventurada? Precisamos entender, primeiramente, o que é ser pobre.

    Pobre não é necessariamente a pessoa que não possui dinheiro ou bens materiais. A pobreza que Jesus se refere é espiritual, é uma mentalidade, na qual a pessoa não deposita suas seguranças e sua confiança nos bens materiais, mas somente em Deus, o único que realmente sustenta o ser humano. Assim, o pobre de espírito não perde a paz interior quando passa por dificuldades materiais.

    Temos em São Francisco de Assis talvez o maior exemplo de alguém que viveu a pobreza. Ele depositava somente em Deus sua confiança, e desprezava toda forma de bens materiais, não tendo nada de próprio. Vivia plenamente e feliz. Peçamos, portanto, a intercessão desse grande santo, para que renovemos nosso interior, utilizando os bens materiais, mas colocando nossas esperanças e seguranças em Deus.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Natividade de Nossa Senhora

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Miqueias 5,1-4

    1“Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre os mil povoados de Judá, de ti há de sair aquele que dominará em Israel; sua origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade. 2Deus deixará seu povo ao abandono, até o tempo em que uma mãe der à luz; e o resto de seus irmãos se voltará para os filhos de Israel. 3Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus; os homens viverão em paz, pois ele agora estenderá o poder até os confins da terra, 4e ele mesmo será a paz”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl: 70(71); 12(13)
    Exulto de alegria no Senhor.

    Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, † desde o seio maternal, o meu amparo: /
    para vós o meu louvor eternamente! – R.

    Uma vez que confiei no vosso amor, † meu coração, por vosso auxílio, rejubile, /
    e que eu vos cante pelo bem que me fizestes! – R.

    Mateus 1,1-16.18-23 ou 18-23

    1Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos. 3Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar. Farés gerou Esrom; Esrom gerou Aram; 4Aram gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; 5Salmon gerou Booz, cuja mãe era Raab. Booz gerou Obed, cuja mãe era Rute. Obed gerou Jessé. 6Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, daquela que tinha sido a mulher de Urias. 7Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; 9Ozias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias. 11Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. 12Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; 14Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; 15Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacó. 16Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. [18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe em sonho e lhe disse: “José, filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.]

    Palavra da salvação.

    “A virgem conceberá e dará à luz um filho”

    Hoje celebramos a Natividade de Nossa Senhora. Como Igreja, somente recordamos como festa a natividade de três pessoas: de Jesus, no Natal; de João Batista, em junho, e hoje, de Maria. Ao perguntar-nos o porquê desta festa da natividade, pode nos ajudar a reparar na particularidade das pessoas que lembramos. Além de Jesus, filho de Deus e nosso Salvador, Maria e João Batista condividem uma caraterística em comum: ser prenunciadores da vinda do Messias. João Batista nos preparou o caminho e O indicou, e Maria O gestou, deu à luz, criou e cuidou. Ambos anunciaram a Boa Nova da vinda do Cristo ao nosso mundo.

    Voltando ao Evangelho de hoje do evangelista Matheus, ao lê-lo temos o costume de deter-nos mais na pessoa de José e o seu comportamento diante do anúncio da gravidez de Maria. Mas além da sua figura, estes versículos são de uma riqueza e conteúdo muito significativos. Anunciam-nos que Deus vai nascer e que vai receber um nome, assim como cada um de nós recebemos. “O nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados… Será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco” (Mt 1, 18.23). Cada pessoa com seu nome traz um novo anúncio ao mundo. O nome de Cristo contem em si mesmo a Boa Nova. Seu próprio nome nos anuncia que Deus se encarna e nasce entre nós para estar conosco, cada vez mais perto. Estando conosco é que nos salva.

    O nascimento de Maria, que na época foi um entre tantas crianças, e a sua pequenez e humildade original, nos lembram que o anúncio e a promessa da Salvação se revelam entre os pequenos e humildes. Que aprofundando na vida de Maria, e na própria devoção de cada um de nós por Nossa Senhora, possamos descobrir a vida de Deus que ela gestou e cuidou.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 6ª-feira da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 9,16-19.22-27

    Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 16pregar o Evangelho não é, para mim, motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o Evangelho! 17Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. 18Em que consiste então o meu salário? Em pregar o Evangelho, oferecendo-o de graça e sem usar os direitos que o Evangelho me dá. 19Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 22Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. 23Por causa do Evangelho eu faço tudo, para ter parte nele. 24Acaso não sabeis que os que correm no estádio correm todos juntos, mas um só ganha o prêmio? Correi de tal maneira que conquisteis o prêmio. 25Todo atleta se sujeita a uma disciplina rigorosa em relação a tudo, e eles procedem assim, para receberem uma coroa corruptível. Quanto a nós, a coroa que buscamos é incorruptível! 26Por isso eu corro, mas não à toa. Eu luto, mas não como quem dá murros no ar. 27Trato duramente o meu corpo e o subjugo, para não acontecer que, depois de ter proclamado a boa-nova aos outros, eu mesmo seja reprovado.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 83(84)
    Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

    Minha alma desfalece de saudades / e anseia pelos átrios do Senhor! /
    Meu coração e minha carne rejubilam / e exultam de alegria no Deus vivo! – R.

    Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, † e a andorinha ali prepara o seu ninho, /
    para nele seus filhotes colocar: / vossos altares, ó Senhor Deus do universo! /
    Vossos altares, ó meu rei e meu Senhor! – R.

    Felizes os que habitam vossa casa; / para sempre haverão de vos louvar! /
    Felizes os que em vós têm sua força / e se decidem a partir quais peregrinos! – R.

    O Senhor Deus é como um sol, é um escudo, / e largamente distribui a graça e a glória. /
    O Senhor nunca recusa bem algum / àqueles que caminham na justiça. – R.

    Lucas 6,39-42

    Naquele tempo, 39Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

    Palavra da salvação.

    “Um discípulo não é maior que o mestre”

    O Evangelho de hoje nos convida a agir com coerência no falar e no agir e a reconhecer que Jesus é o modelo verdadeiro de Mestre a seguir. Ao contar a parábola aos discípulos que diz que é impossível um cego guiar outro cego, como podemos olhar o cisco no olho do outro se temos uma trave na frente de nossas vistas?

    Assim como um cego não pode guiar outro cego, devemos prestar muita atenção no nosso proceder. Muitas vezes julgamos uns aos outros e somos incapazes de perceber nossas cegueiras ou traves que impedem de ver nossas falhas e desvios. Se Jesus, que é o mestre por excelência e mesmo assim não julgou, porque nós temos essa tentação?

    Agir com misericórdia e amor é a forma que Deus nos aponta para uma visão mais clara, primeiramente, perante nossas falhas e transgressões e aí sim perante as falhas e transgressões de nossos irmãos. É preciso converter nosso coração de pedra em coração de carne para que nossas relações interpessoais se assemelhem à relação filial na qual Deus tem para cada um de nós!

    Reflexão dos noviços da Província

  • Sábado da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 10,14-22

    14Meus caríssimos, fugi da idolatria. 15Eu vos falo como a pessoas esclarecidas. Então, ponderai bem o que eu digo: 16o cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? 17Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão. 18Considerai os filhos de Israel: os que comem as vítimas sacrificais não estão em comunhão com o altar? 19Então, o que dizer? Que a carne de um sacrifício idolátrico tem algum valor? Ou que o ídolo vale alguma coisa? 20Nada disso. O que eu digo é que os idólatras oferecem seus sacrifícios aos demônios e não a Deus. Ora, eu não quero que entreis em comunhão com os demônios. 21Vós não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; vós não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. 22Ou, quem sabe, queremos excitar o zelo santo do Senhor? Somos porventura mais fortes do que ele?

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 115(116)
    Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.

    Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor? /
    Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor. – R.

    Por isso oferto um sacrifício de louvor, / invocando o nome santo do Senhor. /
    Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido. – R.

    Lucas 6,43-49

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Não existe árvore boa que dê frutos ruins nem árvore ruim que dê frutos bons. 44Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros nem uvas de plantas espinhosas. 45O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio. 46Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que eu digo? 47Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática. 48É semelhante a um homem que construiu uma casa: cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a torrente deu contra a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída. 49Aquele, porém, que ouve e não põe em prática é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão, sem alicerce. A torrente deu contra a casa, e ela imediatamente desabou; e foi grande a ruína dessa casa”.

    Palavra da salvação.
    “Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos”

    Hoje, Jesus nos fala da coerência necessária para segui-Lo. Não basta ao discípulo afirmar por meio de palavras que segue a Jesus, mas é necessário que sua vida seja vivida de acordo com aquilo que Cristo ensina. De fato, o exterior, ou seja, aquilo que se faz, a forma de agir de uma pessoa, revela o que se passa no seu interior. Isso não significa que o discípulo não pode errar. Seria uma ilusão pensar isso, pois todo ser humano é pecador e pode cair no caminho. Porém, a disposição interior, a intenção do coração, deve ser de alguém que deseja trilhar o caminho de Jesus, e é esse desejo que importa para Deus.

    Peçamos ao Senhor a graça de sermos árvores boas, que produzem bons frutos, para encher o mundo com o amor e a misericórdia que vêm de Deus, que age por meio de seus discípulos.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 24º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Êxodo 32,7-11.13-14

    7o Senhor falou a Moisés: “Vai, desce, pois corrompeu-se o teu povo, que tiraste da terra do Egito. 8Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, inclinaram-se em adoração diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: ‘Estes são os teus deuses, Israel, que te fizeram sair do Egito!’” 9E o Senhor disse ainda a Moisés: “Vejo que este é um povo de cabeça dura. 10Deixa que minha cólera se inflame contra eles e que eu os extermine. Mas de ti farei uma grande nação”. 11Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: “Por que, ó Senhor, se inflama a tua cólera contra o teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? 13Lembra-te de teus servos Abraão, Isaac e Israel, com os quais te comprometeste por juramento, dizendo: ‘Tornarei os vossos descendentes tão numerosos como as estrelas do céu; e toda esta terra de que vos falei, eu a darei aos vossos descendentes como herança para sempre’”. 14E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer ao seu povo. ­

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 50(51)
    Vou agora levantar-me, volto à casa do meu pai.

    Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! /
    Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.

    Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. /
    Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! – R.

    Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, / e minha boca anunciará vosso louvor! /
    Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.

    1 Timóteo 1,12-17

    12agradeço àquele que me deu força, Cristo Jesus, nosso Senhor, pela confiança que teve em mim ao designar-me para o seu serviço, 13a mim, que antes blasfemava, perseguia e insultava. Mas encontrei misericórdia, porque agia com a ignorância de quem não tem fé. 14Transbordou a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. 15Segura e digna de ser acolhida por todos é esta palavra: Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles! 16Por isso encontrei misericórdia, para que em mim, como primeiro, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza de seu coração; ele fez de mim um modelo de todos os que crerem nele para alcançar a vida eterna. 17Ao rei dos séculos, ao único Deus, imortal e invisível, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!

    Palavra do Senhor.

    Lucas 15,1-32 ou 1-10

    [Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então, Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo, assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.] 11E Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve grande fome naquela região e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isso lhe davam. 17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. 20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’”.

    Palavra da salvação.

    “Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”

    Na narrativa evangélica de hoje vemos que o tema central se trata da conversão dos pecadores. Tal tema é abordado por Jesus devido às injúrias ditas contra ele por estar andando com “pecadores”. Os fariseus e os mestres da Lei não compreendem este fato e preferem julgar as atitudes de Jesus, porém Jesus explica a eles que Deus se alegra e muito com a conversão dos pecadores, fazendo uso de duas parábolas. Pois os pecadores com os quais Jesus andava eram os recém-convertidos e que estavam dispostos a não pecar mais.

    As parábolas usadas por Jesus nos mostram o tamanho da disposição de Deus para perdoar-nos, seu esforço é imensurável para nos recuperar da condição de pecadores e se assim for feito tamanha será a alegria no Céu por nossa conversão. Deste modo, que nós tenhamos a mesma disposição e atitude de Deus em acolher um pecador com misericórdia, inclusive nós mesmos.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 2ª-feira da 24ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 11,17-26.33

    17no que tenho a dizer-vos, eu não vos louvo, pois vossas reuniões não têm sido para o vosso bem, mas para o mal. 18Com efeito, e em primeiro lugar, ouço dizer que, quando vos reunis em assembleia, têm surgido divisões entre vós. E, em parte, acredito. 19Na verdade, convém que haja até cisões entre vós, para que também se tornem bem conhecidos aqueles dentre vós que resistem à prova. 20De fato, não é para comer a ceia do Senhor que vos reunis em comum. 21Pois cada um se apressa a comer a sua própria ceia; e, enquanto um passa fome, o outro se embriaga. 22Não tendes casas onde comer e beber? Ou desprezais a Igreja de Deus e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Hei de elogiar-vos? Neste ponto, não posso elogiar-vos. 23O que eu recebi do Senhor, foi isso que eu vos transmiti: na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós. Fazei-o em memória de mim”. 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a Nova Aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes desse pão e beberdes desse cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha. 33Portanto, meus irmãos, quando vos reunirdes para a ceia, esperai uns pelos outros.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 39(40)
    Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!

    Sacrifício e oblação não quisestes, / mas abristes, Senhor, meus ouvidos; /
    não pedistes ofertas nem vítimas, † holocaustos por nossos pecados, /
    e então eu vos disse: “Eis que venho!” – R.

    Sobre mim está escrito no livro: † “Com prazer faço a vossa vontade, /
    guardo em meu coração vossa lei!” – R.

    Boas-novas de vossa justiça † anunciei numa grande assembleia; /
    vós sabeis: não fechei os meus lábios! – R.

    Mas se alegre e em vós rejubile / todo ser que vos busca, Senhor! /
    Digam sempre: “É grande o Senhor!” / os que buscam em vós seu auxílio. – R.

    Lucas 7,1-10

    Naquele tempo, 1quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado, a quem estimava muito e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado. 4Chegando aonde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças esse favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”. 6Então, Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado: ‘Faze isto!’, e ele o faz”. 9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.

    Palavra da salvação.

    “Nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”

    No Evangelho de hoje nos é apresentada a figura do centurião romano que pede a cura de seu empregado. Nesse episódio, podemos ver como a fé pode transformar a vida de uma pessoa.

    O centurião romano tinha tudo para agir justamente do modo oposto ao narrado nessa passagem. Ele era um militar de patente, e era de se esperar que se valesse de sua autoridade, sem se preocupar com aqueles que estão abaixo dele. Entretanto, o centurião demonstra compaixão pelo seu empregado doente. Além disso, tem uma atitude de grande humildade, e pede a Jesus a cura de seu empregado, não utilizando seu poder militar, mas reconhecendo o poder de Cristo. Esse modo de agir causa admiração em Jesus, que afirma não ter encontrado tamanha fé nem mesmo em Israel.

    Que nós possamos nos inspirar no exemplo do centurião romano, e transformemos nossas vidas a partir da fé em Jesus Cristo. Que não sejamos da forma que o mundo deseja, mas sim como Deus quer. Em meio a tanto ódio, desunião e individualismo, sejamos pessoas amáveis, que produzem união e agem com compaixão e misericórdia no mundo, atentas às necessidades daqueles que Deus coloca em nosso caminho.

    Reflexão dos noviços da Província

  • São João Crisóstomo

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 12,12-14.27-31

    12como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. 13De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito. 14Com efeito, o corpo não é feito de um membro apenas, mas de muitos membros. 27Vós, todos juntos, sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo. 28E, na Igreja, Deus colocou, em primeiro lugar, os apóstolos; em segundo lugar, os profetas; em terceiro lugar, os que têm o dom e a missão de ensinar; depois, outras pessoas com dons diversos, a saber: dom de milagres, dom de curas, dom para obras de misericórdia, dom de governo e direção, dom de línguas. 29Acaso todos são apóstolos? Todos são profetas? Todos ensinam? Todos realizam milagres? 30Todos têm o dom das curas? Todos falam em línguas? Todos as interpretam? 31Aspirai aos dons mais elevados.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 99(100)
    Nós somos o seu povo e seu rebanho.

    Aclamai o Senhor, ó terra inteira, † servi ao Senhor com alegria, /
    ide a ele cantando jubilosos! – R.

    Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, † ele mesmo nos fez, e somos seus, /
    nós somos seu povo e seu rebanho. – R.

    Entrai por suas portas dando graças † e em seus átrios com hinos de louvor; /
    dai-lhe graças, seu nome bendizei! – R.

    Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, † sua bondade perdura para sempre, /
    seu amor é fiel eternamente! – R.

    Lucas 7,11-17

    Naquele tempo, 11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” 14Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. 17E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira e por toda a redondeza.

    Palavra da salvação.

    “Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão”

     O Evangelho do dia de hoje é o da ressurreição do filho da viúva de Naim, no qual o Senhor sentiu compaixão para com ela e restabeleceu a vida de seu filho. O evangelista Lucas quer nos mostrar nesta passagem que Jesus Cristo sempre foi misericordioso e bondoso para com todos que têm Deus como guia de suas vidas.

    Jesus Cristo tem compaixão diante da dor humana, Ele não fecha o coração para não vivenciar cada momento que Deus lhe concede. Nós somos convidados a sermos o seu povo seguidor e também para sentirmos compaixão para com o nosso próximo que está ao nosso lado. Pedimos a graça de Deus para podermos confortar a todos que sofrem a dor da perda de seus entes queridos, pois Jesus é vida e salvação para todos os que Nele creem.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Exaltação da Santa Cruz

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Números 21,4-9

    Naqueles dias, 4os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem, o povo começou a impacientar-se 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente de bronze e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

    Palavra do Senhor.

    Leitura opcional: Filipenses 2,6-11.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 77(78)
    Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

    Escuta, ó meu povo, a minha lei, / ouve atento as palavras que eu te digo; /
    abrirei a minha boca em parábolas, / os mistérios do passado lembrarei. – R.

    Quando os feria, eles então o procuravam, / convertiam-se, correndo para ele; /
    recordavam que o Senhor é sua rocha / e que Deus, seu redentor, é o Deus altíssimo. – R.

    Mas apenas o honravam com seus lábios / e mentiam ao Senhor com suas línguas; /
    seus corações enganadores eram falsos / e, infiéis, eles rompiam a Aliança. – R.

    Mas o Senhor, sempre benigno e compassivo, / não os matava e perdoava seu pecado; /
    quantas vezes dominou a sua ira / e não deu largas à vazão de seu furor. – R.

    João 3,13-17

    Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

    Palavra da salvação.

    “Deus amou tanto o mundo, que deu seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenham a vida eterna.”

    Hoje celebramos a Festa da Exaltação da Santa Cruz, festa que remonta a plenitude do amor que Deus todo poderoso derramou e continua derramando sobre todos nós. A cruz que para os judeus era motivo de escândalo e para os gentios loucura, para nós, os cristãos, passa ser símbolo de salvação, assim como a serpente levantada no deserto por Moisés.

    A cruz é a plenitude da salvação e da glória de Deus, é nela que Ele se revela plenamente, é na cruz que Deus dá pleno entendimento a todas as promessas que se tratava do Messias. A cruz é também a expressão do amor sem limites de um Deus que se doa em plenitude ao ponto de se esvaziar da própria vida, por todas as vidas. Na cruz podemos contemplar Deus todo poderoso, todo glorificado e todo pobre.

    Não havia outro caminho para a libertação, a cruz foi o preço da promessa de vida plena e abundante, sem ela não há salvação, não há discipulado, não há ressureição. No fundo exaltar a cruz em última análise, é exaltar o próprio Cristo que não só se entrega, mas nos convida a assumirmos a nossa própria cruz e nos assemelharmos a Ele.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Nossa Senhora das Dores

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Hebreus 5,7-9

    7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 30(31)
    Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

    Senhor, eu ponho em vós minha esperança; / que eu não fique envergonhado eternamente! /
    Porque sois justo, defendei-me e libertai-me, / apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me! – R.

    Sede uma rocha protetora para mim, / um abrigo bem seguro que me salve! /
    Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; / por vossa honra, orientai-me e conduzi-me! – R.

    Retirai-me desta rede traiçoeira, / porque sois o meu refúgio protetor! /
    Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, / porque vós me salvareis, ó Deus fiel! – R.

    A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio / e afirmo que só vós sois o meu Deus! /
    Eu entrego em vossas mãos o meu destino; / libertai-me do inimigo e do opressor! – R.

    Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, / que reservastes para aqueles que vos temem! /
    Para aqueles que em vós se refugiam, / mostrando, assim, o vosso amor perante os homens. – R.

    João 19,25-27

    Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.

    Palavra da salvação.

    Evangelho opcional: Lucas 2,33-35.

     “Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma.”

    Hoje celebramos a memória de Nossa Senhora das Dores, um título da Mãe de Deus que revela muito de sua espiritualidade e testemunho para todos que desejam seguir seu filho, Jesus Cristo. Desde o início, ela sempre procurou ser obediente à vontade de Deus. Uma obediência que a levou a estar ao lado de seu filho até mesmo no momento da crucificação. Ali as palavras do velho Simeão ganharam grande sentido, quando tamanho sofrimento pode muito bem ser comparado a uma espada traspassada em seu coração. Mesmo assim, de pé, ela se manteve fiel, confiando tudo a Deus.

    É também ali que Jesus, completando sua missão, a torna símbolo da Igreja, ligando-a filialmente ao discípulo, representando assim todo povo de Deus que deseja viver do Reino. Assim, por sua confiança e fidelidade, passa a ser um exemplo perfeito da ação salvífica de Deus que, mesmo por caminhos, a princípio estranhos ou difíceis para nós, se dá por inteiro, amando-nos mais do que podemos compreender. Que inspirados por Maria, possamos ser fiéis e agradecidos a Deus, buscando viver Sua vontade em nossas vidas.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Santos Cornélio e Cipriano

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 15,12-20

    Irmãos, 12se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? 13Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. 14E, se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e a vossa fé é vã também. 15Nesse caso, nós seríamos testemunhas mentirosas de Deus, porque teríamos atestado, contra Deus, que ele ressuscitou Cristo quando, de fato, ele não o teria ressuscitado – se é verdade que os mortos não ressuscitam. 16Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. 17E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. 18Então, também os que morreram em Cristo pereceram. 19Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos – de todos os homens – os mais dignos de compaixão. 20Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl16(17)
    Ao despertar, me saciará vossa presença, ó Senhor.

    Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, / escutai-me e atendei o meu clamor! /
    Inclinai o vosso ouvido à minha prece, / pois não existe falsidade nos meus lábios! – R.

    Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, / inclinai o vosso ouvido e escutai-me! /
    Mostrai-me vosso amor maravilhoso, † vós que salvais e libertais do inimigo / quem procura a proteção junto de vós. – R.

    Protegei-me qual dos olhos a pupila / e guardai-me à proteção de vossas asas. /
    E verei, justificado, a vossa face, / e, ao despertar, me saciará vossa presença. – R.

    Lucas 8,1-3

    Naquele tempo, 1Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.

    Palavra da salvação.

    “Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-nova do reino de Deus”

    No Evangelho de hoje, Jesus Cristo está andando por cidades e povoados anunciando a Boa-nova do reino de Deus, dois outros personagens aparecem juntamente com Jesus, os Apóstolos e as Mulheres.  Os doze Apóstolos desde quando foram escolhidos por Jesus após uma noite de oração na montanha, sempre estiveram com Ele pregando e anunciando o Reino de Deus. As mulheres que foram fiéis a Jesus Cristo também seguiram fiéis, colocavam em disponibilidade até os seus bens.

    Com o exemplo desta passagem do evangelho, percebemos que o anúncio da salvação de Deus envolve a todos os irmãos e irmãs que estão dispostos a doar suas vidas para proclamar a Boa-nova de Deus para todos.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Sábado da 24ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 15,35-37.42-49

    Irmãos, 35alguém perguntará: Como ressuscitam os mortos? 36Insensato! O que semeias não nasce sem antes morrer. 37E, quando semeias, não semeias o corpo da planta, que há de nascer, mas o simples grão, como o de trigo ou de alguma outra planta. 42Pois assim será também a ressurreição dos mortos. Semeia-se em corrupção e ressuscita-se em incorrupção. 43Semeia-se em ignomínia e ressuscita-se em glória. Semeia-se em fraqueza e ressuscita-se em vigor. 44Semeia-se um corpo animal e ressuscita-se um corpo espiritual. Se há um corpo animal, há também um espiritual. 45Por isso está escrito: o primeiro homem, Adão, “foi um ser vivo”. O segundo Adão é um espírito vivificante. 46Veio primeiro não o homem espiritual, mas o homem natural; depois é que veio o homem espiritual. 47O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo homem vem do céu. 48Como foi o homem terrestre, assim também são as pessoas terrestres; e, como é o homem celeste, assim também vão ser as pessoas celestes. 49E, como já refletimos a imagem do homem terrestre, assim também refletiremos a imagem do homem celeste.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 55(56)
    Na presença do Senhor, andarei na luz da vida.

    Meus inimigos haverão de recuar † em qualquer dia em que eu vos invocar; /
    tenho certeza: o Senhor está comigo! – R.

    Confio em Deus e louvarei sua promessa; † é no Senhor que eu confio e nada temo: /
    que poderia contra mim um ser mortal? – R.

    Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz, / e vos oferto um sacrifício de louvor, /
    porque da morte arrancastes minha vida / e não deixastes os meus pés escorregarem, /
    para que eu ande na presença do Senhor, / na presença do Senhor na luz da vida. – R.

    Lucas 8,4-15

    Naquele tempo, 4reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: 5“O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram. 6Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. 7Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos e a sufocaram. 8Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”. Dizendo isso, Jesus exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 9Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. 10Jesus respondeu: “A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que, olhando, não vejam e, ouvindo, não compreendam. 11A parábola quer dizer o seguinte: a semente é a Palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas depois vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem. 13Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam, mas, na hora da tentação, voltam atrás. 14Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo, são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida e não chegam a amadurecer. 15E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra e dão fruto na perseverança”.

    Palavra da salvação.

     

    “A vos foi dado a conhecer os mistérios do Reino de Deus”

    Hoje, a família franciscana celebra a festa da impressão das Chagas de São Francisco de Assis. Nesta festa recordamos a profunda devoção e veneração que São Francisco possuía pelo Cristo crucificado, que o levou a sentir em seu próprio corpo as marcas do Crucificado. São Francisco se torna, dessa forma, um terreno fértil para palavra do Senhor e verdadeiramente discípulo amado de Jesus ao se tornar um “outro Cristo” repleto de amor seráfico.

    Desta forma, a palavra nos apresentada é a parábola do semeador do Evangelho de Lucas, a mesma que no mês de julho líamos do livro de Mateus. É curioso que tanto nestes dois Evangelhos como naquele de Marcos, se repete uma parábola praticamente igual seguida da exclamação de Jesus: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” e dos discípulos que se aproximam para perguntar por que ele ensina por meio de parábolas e o sentido das mesmas. É importante poder deter-se nos momentos em que Jesus vai ensinando parábolas para as multidões para poder reconhecer as atitudes essenciais de quem foi capaz de ouvir. Primeiramente podemos perceber a pedagogia que tem as parábolas. Elas não foram ensinadas para compreender diretamente mas para despertar em nós perguntas. Para isto tem que acontecer em nós um duplo movimento de aproximação a Jesus. Um primeiro de aproximar-se para ouvir. Um segundo passo é aprofundar no ouvido, procurar compreender fazendo-nos perguntas a partir da Palavra de Jesus e, em seguida, perguntando diretamente a Ele.

    Nesta dinâmica, que é própria do discipulado, descobrimos do que se trata ser terra boa para a Palavra. Ouvindo com um coração atento e generoso onde tem espaço para guardar, entesourar a Palavra. Esta terra fértil e boa, só vai ser possível cuidá-la e nutri-la permanecendo perto de Cristo, ouvindo e deixando-nos interpelar e fazer perguntas a partir da sua Palavra. É isto que nos convida Jesus para viver o Reino, assim como fez São Francisco de Assis que se aproximou de Cristo de tal maneira que não só se tornou um verdadeiro discípulo, mas que também foi consumido pelo seráfico ardor, próprio dos que amam e servem a Deus e gozam já na terra das coisas celestes. Viva São Francisco das Chagas!

    Reflexão dos noviços da Província

  • 25º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Amós 8,4-7

    4Ouvi isto, vós que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra; 5vós que andais dizendo: “Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos e adulterar balanças, 6dominar os pobres com dinheiro e os humildes com um par de sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?” 7Por causa da soberba de Jacó, jurou o Senhor: “Nunca mais esquecerei o que eles fizeram”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 112(113)
    Louvai o Senhor, que eleva os pobres!

    Louvai, louvai, ó servos do Senhor, / louvai, louvai o nome do Senhor! /
    Bendito seja o nome do Senhor, / agora e por toda a eternidade! – R.

    O Senhor está acima das nações, / sua glória vai além dos altos céus. /
    Quem pode comparar-se ao nosso Deus, † ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono /
    e se inclina para olhar o céu e a terra? – R.

    Levanta da poeira o indigente / e do lixo ele retira o pobrezinho, /
    para fazê-lo assentar-se com os nobres, / assentar-se com nobres do seu povo. – R.

    1 Timóteo 2,1-8

    1antes de tudo, recomendo que se façam preces e orações, súplicas e ações de graças por todos os homens; 2pelos que governam e por todos os que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena, com toda piedade e dignidade. 3Isso é bom e agradável a Deus, nosso salvador; 4ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. 5Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, 6que se entregou em resgate por todos. Esse é o testemunho dado no tempo estabelecido por Deus, 7e para esse testemunho eu fui designado pregador e apóstolo, e – falo a verdade, não minto – mestre das nações pagãs na fé e na verdade. 8Quero, portanto, que em todo lugar os homens façam a oração, erguendo mãos santas, sem ira e sem discussões.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 16,1-13 ou 10-13

    [Naquele tempo, 1Jesus dizia aos discípulos:] “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isso que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. 5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te depressa e escreve cinquenta!’ 7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. 9E eu vos digo, usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. [10Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? 13Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.]

    Palavra da salvação.

    “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.”

    Neste domingo, o Evangelho do Senhor nos recorda a parábola do administrador infiel, que agindo de esperteza consegue amigos a partir do bem que fizera a todos os que deviam o seu patrão que estava a ponto de demiti-lo por causa de sua desonestidade.

    A parábola não tem o objetivo de engrandecer ou mesmo elogiar a atitude perante as atitudes de engano e desonestidades, afinal não se pode apagar o mal feito com uma série de bondades a fim de conquistar algo que seja para proveito próprio. Atitudes desonestas pertencem aos filhos do mundo (filhos das trevas) e não aos filhos da luz (os discípulos). O que Jesus busca chamar a atenção é que os discípulos precisam, assim como o administrador infiel, ser criativos para conseguir amizades verdadeiras, partilhando seus dons e bens em favor dos mais necessitados, perdoando-lhes suas dívidas.

    Não podemos ficar amarrados ao signo do dinheiro, ele não traz felicidade, não liberta, não compra o céu e nem as graças de Deus ao contrário ele escraviza o homem, ou seja, não cumpre a vontade de Deus que quer sua criação livre e disponível ao serviço do bem e da paz. Não podemos, pois irmãs e irmãos, servir a Deus e ao dinheiro. Mas se formos fiéis nas pequenas coisas, Deus nos confiará o céu na gratuidade e na graça.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 2ª-feira da 25ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Provérbios 3,27-34

    27não recuses um favor a quem dele necessita, se tu podes fazê-lo. 28Não digas ao próximo: “Vai embora, volta amanhã, então te darei”, quando podes dar logo! 29Não trames o mal contra o próximo quando ele vive contigo cheio de confiança. 30Não abras processo contra alguém sem motivo, se não te fez mal algum! 31Não invejes o homem violento e não escolhas nenhum de seus caminhos, 32porque o Senhor detesta o perverso, mas reserva sua amizade aos íntegros. 33O Senhor amaldiçoa a casa do ímpio, mas abençoa a morada dos justos. 34Ele zomba dos zombadores, mas concede o seu favor aos humildes.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 14(15)
    O justo habitará no monte santo do Senhor.

    “Senhor, quem entrará em vossa casa?” † Aquele que caminha sem pecado /
    e pratica a justiça fielmente; / que pensa a verdade no seu íntimo / e não solta em calúnias sua língua. – R.

    Que em nada prejudica o seu irmão / nem cobre de insultos seu vizinho; /
    que não dá valor algum ao homem ímpio, / mas honra os que respeitam o Senhor. – R.

    Não empresta o seu dinheiro com usura † nem se deixa subornar contra o inocente. /
    Jamais vacilará quem vive assim! – R.

    Lucas 8,16-18

    Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 16“Ninguém acende uma lâmpada para cobri-la com uma vasilha ou colocá-la debaixo da cama; ao contrário, coloca-a no candeeiro, a fim de que todos os que entram vejam a luz. 17Com efeito, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto; e tudo o que está em segredo deverá tornar-se conhecido e claramente manifesto. 18Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis! Pois a quem tem alguma coisa, será dado ainda mais; e àquele que não tem, será tirado até mesmo o que ele pensa ter”.

    Palavra da salvação.

    “Coloca lâmpada no candeeiro, a fim de que todos que entram, vejam a luz”

    O Evangelho de hoje nos provoca a reflexão acerca da luz de Deus, que é o próprio Cristo. Quando o filho do Homem conta essa parábola, ele em verdade fala de si mesmo, a luz no candeeiro é ele próprio, nós é que devemos estar atentos aos seus sinais.

    Nesse sentido, quando Jesus fala que todo o segredo deve ser revelado está na realidade explicando o que acontecerá com consigo quando de sua paixão, morte e ressurreição. Nós os seus seguidores é que devemos tomar o candeeiro a mão para iluminar nossa vida, porque Cristo e suas palavras são fonte de toda a revelação, tudo provém de seus caminhos.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Ss. André Kim Taegon e Paulo Chong Hasang

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Provérbios 21,1-6.10-13

    1O coração do rei nas mãos do Senhor é como água corrente; ele o dirige para onde quer. 2O homem pensa que o seu caminho é sempre reto, mas é o Senhor quem sonda os corações. 3Praticar a justiça e o direito é mais agradável ao Senhor do que os sacrifícios. 4Olhar arrogante e coração orgulhoso, a lâmpada dos malvados não é senão o pecado. 5Os projetos do homem aplicado produzem abundância, mas todos os apressados só alcançam indigência. 6Tesouros adquiridos com língua mentirosa são ilusão passageira dos que procuram a morte. 10A alma do malvado deseja o mal, ele olha sem piedade para o seu próximo. 11Quando se castiga o zombador, aprende o imbecil, e, quando o sábio é instruído, ele adquire mais saber. 12O justo observa a casa do ímpio e leva os ímpios à desgraça. 13Quem tapa os ouvidos ao clamor do pobre também há de clamar, mas não será ouvido.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 118(119)
    Guiai-me, Senhor, no caminho de vossos preceitos!

    Feliz o homem sem pecado em seu caminho, / que na lei do Senhor Deus vai progredindo! – R.

    Fazei-me conhecer vossos caminhos, / e então meditarei vossos prodígios! – R.

    Escolhi seguir a trilha da verdade, / diante de mim eu coloquei vossos preceitos. – R.

    Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, / e de todo o coração a guardarei. – R.

    Guiai meus passos no caminho que traçastes, / pois só nele encontrarei felicidade. – R.

    Cumprirei constantemente a vossa lei; / para sempre, eternamente, a cumprirei! – R.

    Lucas 8,19-21

    Naquele tempo, 19a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele por causa da multidão. 20Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática”.

    Palavra da salvação.

    “Ouvem a Palavra de Deus e a põem em pratica”

    A Palavra de hoje nos apresenta uma parte breve do capítulo 8 do Evangelho de Lucas. Neste capítulo, Jesus vai insistir na importância de ouvir a Palavra e pô-la em prática. É assim que ele conclui a explicação da parábola do semeador (do começo deste capítulo) e que também agora repete para concluir a série de parábolas que ele proclamava. “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática” (Lc 8, 21). É parte da essência da Boa Nova que Jesus nos anuncia. Ser filho de Deus, ser irmãos e mãe de Jesus, parece não ser um privilégio exclusivo de ninguém, mas se traduz em uma atitude concreta, de viver ouvindo e praticando a Palavra de Deus.

    O diálogo que acontece a partir da presença da família de sangue de Jesus nos revela o olhar de Jesus. Ele amplia o próprio entendimento dos vínculos de família. A multidão parece ser um problema para a sua família, porque os separa. Jesus transforma isto em uma nova possibilidade. Compreendendo-nos como irmãos, como uma grande família, o outro não me afasta de Jesus, da nossa família, mas me deixa perto, porque experimento nele a familiaridade.

    Voltando à proposta que refletíamos inicialmente, poderíamos nos perguntar: Como ficar atentos e ouvir a Palavra? De que modo podemos pô-la em prática? Para ouvir é preciso ter a iniciativa de fazer silêncio. A partir disso podemos dispor-nos a ouvir verdadeiramente e começar a ter um ouvido mais fino que se abra à Palavra escrita, mas também a descoberta nos outros e na própria cotidianidade. Como pô-la em prática? Temos muitos exemplos de vida que podem nos iluminar no caminho de descobrir o próprio autêntico modo de encarnar a Palavra na própria vida. Um exemplo são os mártires da Coréia, que como Igreja celebramos hoje. Que seu exemplo como missionários leigos, fervorosos de anunciar a Boa Nova onde ainda não tinha sido ouvida, possa animar-nos a buscar e pôr em prática a Palavra que nos salva.

    Reflexão dos noviços da Província

  • São Mateus

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Efésios 4,1-7.11-13

    Irmãos, 1eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: 2com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. 3Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. 4Há um só corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. 5Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos. 7Cada um de nós recebeu a graça na medida em que Cristo lha deu. 11E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. 12Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, 13até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 18(19A)
    Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

    Os céus proclamam a glória do Senhor, / e o firmamento, a obra de suas mãos; /
    o dia ao dia transmite essa mensagem, / a noite à noite publica essa notícia. – R.

    Não são discursos nem frases ou palavras, / nem são vozes que possam ser ouvidas; /
    seu som ressoa e se espalha em toda a terra, / chega aos confins do universo a sua voz. – R.

    Mateus 9,9-13

    Naquele tempo, 9Jesus viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

    Palavra da salvação.

    “Jesus viu um homem chamado Mateus, (…), e disse-lhe: “Segue-me.”

    Hoje a igreja celebra a festa de São Mateus, apóstolo e evangelista, e no Evangelho vem abordar justamente sobre a vocação de Mateus e o chamado de Jesus. A primeira coisa que podemos notar nesse Evangelho é que Jesus vê Mateus, percebe Mateus com todas suas virtudes, falhas e potencialidades e o convoca. Ele o resgata e lhe concede vida nova.

    Quantos “Mateus” passam por nós e nós não os vemos, percebemos e os ignoramos? Falta-nos muitas vezes a misericórdia na qual Jesus usou perante Mateus, falta-nos o reconhecimento que a nossa missão é a de justamente ir ao encontro dos que sofrem e se reconhecem como nós pecadores.

    A vocação de Mateus não vem de seu mérito, mas do chamado misericordioso de Jesus, assim também acontece com todo aquele que é chamado por Deus. Nunca é um movimento que parte do indivíduo, mas do próprio Deus, e assim como Mateus devemos dar a nossa resposta sem medo a esse chamado “Segue-me”. Deus não promete conforto, uma vida sem problemas, uma vida sem fraquezas, misérias, desvirtuamentos, traições e contradições, ele promete a Cruz que leva a ressurreição, ele promete a vida eterna, e a isso não vale a pena, vale a vida. Que São Mateus interceda por nós a Deus.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 5ª-feira da 25ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Eclesiastes 1,2-11

    2“Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade.” 3Que proveito tira o homem de todo trabalho com o qual se afadiga debaixo do sol? 4Uma geração passa, outra lhe sucede, enquanto a terra permanece sempre a mesma. 5O sol se levanta, o sol se deita, apressando-se para voltar ao seu lugar, donde novamente torna a levantar-se. 6Dirigindo-se para o sul e voltando para o norte, ora para cá, ora para lá, vai soprando o vento, para retomar novamente o seu curso. 7Todos os rios correm para o mar e, contudo, o mar não transborda; voltam ao lugar de onde saíram para tornarem a correr. 8Tudo é penoso, difícil para o homem explicar. A vista não se cansa de ver nem o ouvido se farta de ouvir. 9O que foi, será; o que aconteceu, acontecerá: 10não há nada de novo debaixo do sol. Uma coisa da qual se diz: “Eis aqui algo de novo”, também esta já existiu nos séculos que nos precederam. 11Não há memória do que aconteceu no passado nem também haverá lembrança do que acontecer, entre aqueles que viverão depois.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 89(90)
    Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.

    Vós fazeis voltar ao pó todo mortal / quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” /
    Pois mil anos para vós são como ontem, / qual vigília de uma noite que passou. – R.

    Eles passam como o sono da manhã, / são iguais à erva verde pelos campos: /
    de manhã ela floresce vicejante, / mas à tarde é cortada e logo seca. – R.

    Ensinai-nos a contar os nossos dias / e dai ao nosso coração sabedoria! /
    Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? / Tende piedade e compaixão de vossos servos! – R.

    Saciai-nos de manhã com vosso amor, / e exultaremos de alegria todo o dia! /
    Que a bondade do Senhor e nosso Deus † repouse sobre nós e nos conduza! /
    Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho. – R.

    Lucas 9,7-9

    Naquele tempo, 7o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros, ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus.

    Palavra da salvação.

    “Quem é esse homem, sobre que ouço falar essas coisas?”

    Ouvimos todos os dias muitas coisas sobre Jesus, muitas experiências diferentes.  “Alguns dizem que João Batista tinha ressuscitado dos mortos, outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado.” Porém a pergunta de Herodes hoje: “Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” deve também atingir a cada um de nós.

    Quem é Jesus para mim? Como percebo sua presença em minha vida, na minha rotina de trabalho, de estudos, etc.? Com toda a certeza, Ele está presente, caminha junto e sustenta, é necessário ter fé. Herodes procurava ver Jesus, mas vê-lo apenas com os olhos não basta. Sem fé não o vemos de verdade.

    Reflexão dos noviços da Província

  • São Pio de Pietrelcina

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Eclesiastes 3,1-11

    1Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para tudo que acontece debaixo do céu. 2Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher a planta. 3Tempo de matar e tempo de salvar; tempo de destruir e tempo de construir. 4Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar. 5Tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar; tempo de abraçar e tempo de se separar. 6Tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de esbanjar. 7Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar. 8Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz. 9Que proveito tira o trabalhador de seu esforço? 10Observei a tarefa que Deus impôs aos homens, para que nela se ocupassem. 11As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno. Além disso, ele dispôs que fossem permanentes; no entanto, o homem jamais chega a conhecer o princípio e o fim da ação que Deus realiza.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 143(144)
    Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

    Bendito seja o Senhor, meu rochedo. / Ele é meu amor; meu refúgio, /
    libertador, fortaleza e abrigo. / É meu escudo: é nele que espero. – R.

    Que é o homem, Senhor, para vós? † Por que dele cuidais tanto assim /
    e no filho do homem pensais? / Como o sopro de vento é o homem, /
    os seus dias são sombra que passa. – R.

    Lucas 9,18-22

    Aconteceu que Jesus 18estava rezando num lugar retirado e os discípulos estavam com ele. Então, Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. 20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.

    Palavra da salvação.

    “E vós, quem dizeis que eu sou?”

    Na narrativa evangélica de hoje vemos que Jesus estava em um local retirado, rezando junto de seus discípulos. Nesta narração, Jesus pergunta aos seus discípulos quem o povo diz ser Ele pergunta também aos seus discípulos quem Ele era para eles. Num nível específico, os que estão mais próximos de Jesus possuem uma visão mais acertada a respeito da sua identidade, que é o caso de Pedro, que responde de maneira firme e sem dúvida é “o Cristo de Deus” Lc 9, 20.

    Devemos, então, nos aproximarmos cada vez mais de Jesus, cultivando mais intimamente a sua Palavra. Que pela intercessão de São Pio de Pietrelcina, o qual a Igreja faz memória hoje, tenhamos um abençoado dia com as graças de Deus.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Sábado da 25ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Eclesiastes 11,9-12,8

    9Alegra-te, jovem, na tua adolescência, e que o teu coração repouse no bem nos dias da tua juventude; segue as aspirações do teu coração e os desejos dos teus olhos; fica sabendo, porém, que de tudo isso Deus te pedirá contas. 10Tira a tristeza do teu coração e afasta a malícia do teu corpo, pois a adolescência e a juventude são vaidade. 12,1Lembra-te do teu Criador nos dias da juventude, antes que venham os dias da desgraça e cheguem os anos dos quais dirás: “Não sinto prazer neles”; 2antes que se obscureçam o sol, a luz, a lua e as estrelas e voltem as nuvens depois da chuva; 3quando os guardas da casa começarem a tremer e se curvarem os homens robustos; quando as poucas mulheres cessarem de moer, e ficarem turvas as vistas das que olham pelas janelas, 4e se fecharem as portas que dão para a rua; quando enfraquecer o ruído do moinho, e os homens se levantarem ao canto dos pássaros, e silenciarem as vozes das canções, 5e houver medo das alturas e sobressaltos no caminho, enquanto a amendoeira floresce, o gafanhoto se arrasta e a alcaparra perde o seu gosto, porque o homem se encaminha para a morada eterna e os que choram já rondam pelas ruas; 6antes que se rompa o cordão de prata e se despedace a taça de ouro, a jarra se parta na fonte, a roldana se arrebente no poço; 7antes que volte o pó à terra, de onde veio, e o sopro de vida volte a Deus, que o concedeu. 8Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, tudo é vaidade.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 89(90)
    Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.

    Vós fazeis voltar ao pó todo mortal / quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” /
    Pois mil anos para vós são como ontem, / qual vigília de uma noite que passou. – R.

    Eles passam como o sono da manhã, / são iguais à erva verde pelos campos: /
    de manhã ela floresce vicejante, / mas à tarde é cortada e logo seca. – R.

    Ensinai-nos a contar os nossos dias / e dai ao nosso coração sabedoria! /
    Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? / Tende piedade e compaixão de vossos servos! – R.

    Saciai-nos de manhã com vosso amor, / e exultaremos de alegria todo o dia! /
    Que a bondade do Senhor e nosso Deus † repouse sobre nós e nos conduza! /
    Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho. – R.

    Lucas 9,43-45

    Naquele tempo, 43todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Então Jesus disse a seus discípulos: 44“Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. 45Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

    Palavra da salvação.

    “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”

    No Evangelho de hoje, Jesus Cristo anuncia a seus discípulos que será entregue nas mãos dos homens. Jesus está se referindo à sua entrega para a condenação que Ele vai passar e a sua morte na Cruz que irá acontecer.

    Portanto, percebe-se que seus discípulos estavam admirados com o que Jesus estava fazendo e não perguntavam a respeito do assunto. Nós, como discípulos de Jesus Cristo, temos que estar sempre atentos para compreender o Santo Evangelho e a missão nossa de fiéis a Jesus Cristo.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 26º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Amós 6,1.4-7n

    1“Ai dos que vivem despreocupadamente em Sião, os que se sentem seguros nas alturas de Samaria! 4Os que dormem em camas de marfim, deitam-se em almofadas, comendo cordeiros do rebanho e novilhos do seu gado; 5os que cantam ao som das harpas ou, como Davi, dedilham instrumentos musicais; 6os que bebem vinho em taças e se perfumam com os mais finos unguentos, e não se preocupam com a ruína de José. 7Por isso, eles irão agora para o desterro, na primeira fila, e o bando dos gozadores será desfeito”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 145(146)
    Bendize, minha alma, e louva ao Senhor!

    O Senhor é fiel para sempre, / faz justiça aos que são oprimidos; /
    ele dá alimento aos famintos, / é o Senhor quem liberta os cativos. – R.

    O Senhor abre os olhos aos cegos, / o Senhor faz erguer-se o caído; /
    o Senhor ama aquele que é justo. / É o Senhor quem protege o estrangeiro. – R.

    Ele ampara a viúva e o órfão, / mas confunde os caminhos dos maus. /
    O Senhor reinará para sempre! † Ó Sião, o teu Deus reinará / para sempre e por todos os séculos! – R.

    1 Timóteo 6,11-16

    11Tu que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas. 13Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu o bom testemunho da verdade perante Pôncio Pilatos, eu te ordeno: 14guarda o teu mandato íntegro e sem mancha até a manifestação gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo. 15Essa manifestação será feita no tempo oportuno pelo bendito e único soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, 16o único que possui a imortalidade e que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu nem pode ver. A ele, honra e poder eterno. Amém.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 16,19-31

    Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: 19“Havia um homem rico que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. 20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. 22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. 25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’. 27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. 29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’ 30O rico insistiu: ‘Não, pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. 31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”.

    Palavra da salvação.

    “Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão,
    mesmo que alguém ressuscite dos mortos”

    Hoje a Igreja no Brasil celebra o Dia Nacional da Bíblia, e o Evangelho nos mostra que a palavra que não se torna vida, morre. No relato, Jesus conta-nos uma história, em que um homem rico, que conhecia a Lei e os profetas, ao ver um homem necessitado nada fez para socorrê-lo, foi indiferente. Na morte, o homem rico sofria e o necessitado estava ao lado de Abraão.

    Diante disso, Abraão mostra ao homem rico que de nada serviu conhecer a Lei e os profetas se aquilo que conheceu não foi vivenciado, colocado em prática. O mesmo ocorre conosco, o Dia da Bíblia deve suscitar em nós o desejo real e sincero de ler e conhecer melhor a Deus. No entanto, mais do que conhecer num sentido intelectual, é necessário conhecê-Lo num sentido íntimo, que nos move à prática daquilo que lemos. Como nos diz São João, a Palavra de Deus se fez carne, e assim, é necessário, que as palavras das Sagradas Escrituras se encarnem em nós, pois deste modo, as palavras não serão vazias e mortas, mas gerarão vida, e vida em abundância.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 2ª-feira da 26ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jó 1,6-22

    6Um dia, foram os filhos de Deus apresentar-se ao Senhor; entre eles, também satanás. 7O Senhor, então, disse a satanás: “Donde vens?” “Venho de dar umas voltas pela terra”, respondeu ele. 😯 Senhor disse-lhe: “Reparaste no meu servo Jó? Na terra não há outro igual: é um homem íntegro e correto, teme a Deus e afasta-se do mal”. 9Satanás respondeu ao Senhor: “Mas será por nada que Jó teme a Deus? 10Porventura não levantaste um muro de proteção ao redor dele, de sua casa e de todos os seus bens? Tu abençoaste tudo o que ele fez, e seus rebanhos cobrem toda a região. 11Mas estende a mão e toca em todos os seus bens; e eu garanto que ele te lançará maldições no rosto!” 12Então o Senhor disse a satanás: “Pois bem, de tudo o que ele possui podes dispor, mas não estendas a mão contra ele”. E satanás saiu da presença do Senhor. 13Ora, num dia em que os filhos e filhas de Jó comiam e bebiam vinho na casa do irmão mais velho, 14um mensageiro veio dizer a Jó: “Estavam os bois lavrando e as mulas pastando a seu lado 15quando, de repente, apareceram os sabeus e roubaram tudo, passando os criados ao fio da espada. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia”. 16Estava ainda falando quando chegou outro e disse: “Caiu do céu o fogo de Deus e matou ovelhas e pastores, reduzindo-os a cinza. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia”. 17Este ainda falava quando chegou outro e disse: “Os caldeus, divididos em três bandos, lançaram-se sobre os camelos e levaram-nos consigo, depois de passarem os criados ao fio da espada. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia”. 18Este ainda falava quando chegou outro e disse: “Teus filhos e tuas filhas estavam comendo e bebendo vinho na casa do irmão mais velho 19quando um furacão se levantou das bandas do deserto e se lançou contra os quatro cantos da casa, que desabou sobre os jovens e os matou. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia”. 20Então, Jó levantou-se, rasgou o manto, rapou a cabeça, caiu por terra e, prostrado, disse: 21“Nu eu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá. O Senhor deu, o Senhor tirou; como foi do agrado do Senhor, assim foi feito. Bendito seja o nome do Senhor!” 22Apesar de tudo isso, Jó não cometeu pecado nem se revoltou contra Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 16(17)
    Inclinai o vosso ouvido e escutai-me!

    Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, / escutai-me e atendei o meu clamor! /
    Inclinai o vosso ouvido à minha prece, / pois não existe falsidade nos meus lábios! – R.

    De vossa face é que me venha o julgamento, / pois vossos olhos sabem ver o que é justo. /
    Provai meu coração durante a noite, † visitai-o, examinai-o pelo fogo, /
    mas em mim não achareis iniquidade. – R.

    Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, / inclinai o vosso ouvido e escutai-me! /
    Mostrai-me vosso amor maravilhoso, † vós que salvais e libertais do inimigo /
    quem procura a proteção junto de vós. – R.

    Lucas 9,46-50

    Naquele tempo, 46houve entre os discípulos uma discussão para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando. Pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome estará recebendo a mim. E quem me receber estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”. 49João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós lho proibimos, porque não anda conosco”. 50Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós está a vosso favor”.

    Palavra da salvação.

    “Amarás o teu Deus e ao teu próximo como a ti mesmo”

    No dia em que comemoramos a memória de São Cosme e Damião, que eram médicos e exerceram a sua profissão de forma a prestar caridade sendo martirizados na Síria, o Evangelho do dia é um verdadeiro convite a olhar nossa sociedade de uma forma diferente, com uma preocupação muito maior.

    Nesta passagem, Jesus faz com que tanto os discípulos, quanto nós hoje tenhamos um olhar preocupado com a dimensão da caridade com todos que são mais frágeis em nossa sociedade, com toda a inocência de uma criança, Jesus nos provoca a prestar a atenção em todos os que sofrem, pois, a fala de uma criança que muitas vezes é ingênua, nunca esconde nada, é uma verdadeira revelação, tal como a palavra de Deus.

    Reflexão dos noviços da Província

  • São Vicente de Paulo

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jó 3,1-3.11-17.20-23

    1Jó abriu a boca e amaldiçoou o seu dia, 2dizendo: 3“Maldito o dia em que nasci e a noite em que fui concebido. 11Por que não morri desde o ventre materno ou não expirei ao sair das entranhas? 12Por que me acolheu um regaço e uns seios me amamentaram? 13Estaria agora deitado e poderia descansar, dormiria e teria repouso 14com os reis e ministros do país, que construíram para si sepulcros grandiosos; 15ou com os nobres, que amontoaram ouro e prata em seus palácios. 16Ou, então, enterrado como aborto, eu agora não existiria, como crianças que nem chegaram a ver a luz. 17Ali acaba o tumulto dos ímpios, ali repousam os que esgotaram as forças. 20Por que foi dado à luz um infeliz e vida àqueles que têm a alma amargurada? 21Eles desejam a morte que não vem e a buscam mais que um tesouro; 22eles se alegrariam por um túmulo e gozariam ao receberem sepultura. 23Por que, então, foi dado à luz o homem a quem seu próprio caminho está oculto, a quem Deus cercou de todos os lados?”

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 87(88)
    Chegue a minha oração até a vossa presença.

    A vós clamo, Senhor, sem cessar, todo o dia, / e de noite se eleva até vós meu gemido. /
    Chegue a minha oração até a vossa presença, / inclinai vosso ouvido a meu triste clamor! – R.

    Saturada de males se encontra a minha alma, / minha vida chegou junto às portas da morte. /
    Sou contado entre aqueles que descem à cova, / toda gente me vê como um caso perdido! – R.

    O meu leito já tenho no reino dos mortos, / como um homem caído que jaz no sepulcro, /
    de quem mesmo o Senhor se esqueceu para sempre / e excluiu por completo da sua atenção. – R.

    Ó Senhor, me pusestes na cova mais funda, / nos locais tenebrosos da sombra da morte. /
    Sobre mim cai o peso do vosso furor, / vossas ondas enormes me cobrem, me afogam. – R.

    Lucas 9,51-56

    51Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos para preparar hospedagem para Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 54Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” 55Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56E partiram para outro povoado.

    Palavra da salvação.

     “Então ele tomou a firme decisão de ir partir para Jerusalém”

    Jesus Cristo nasceu pobre, sem ter lugar na hospedaria, levou uma vida itinerante, com diferentes embates e rejeições durante os anos que pregou sua mensagem e, não foi diferente quanto a sua morte. Quando Ele toma a firme decisão de ir a Jerusalém, sabe muito bem que está tomando o caminho da cruz e, neste percurso é rejeitado, como vemos na passagem do Evangelho de hoje.

    Diante da rejeição nos é apresentado duas reações, primeiro a dos discípulos que querendo destruir os samaritanos optam por retribuir o mal. Porém, como segunda reação, temos Jesus que sempre segue cumprindo sua missão de fazer a vontade de Deus, mostrando a todas as pessoas que as ama e prioriza a vida de todos.

    Que como o exemplo de Jesus, também nós possamos enfrentar as adversidades em nossas vidas com a firme decisão de fazer prevalecer o bem sobre o mal, procurando construir um mundo melhor que prioriza a vida, sempre mais fortalecido no amor que o próprio Cristo nos deu com sua entrega voluntária na cruz.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 4ª-feira da 26ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jó 9,1-12.14-16

    1Jó respondeu a seus amigos e disse: 2“Sei muito bem que é assim: como poderia o homem ser justo diante de Deus? 3Se quisesse disputar com ele, entre mil razões não haverá uma para rebatê-lo. 4Ele é sábio de coração e poderoso em força; quem poderia enfrentá-lo e ficar ileso? 5Ele desloca as montanhas sem que elas percebam e as derruba em sua cólera. 6Ele abala a terra em suas bases e suas colunas vacilam. 7Ele manda ao sol que não brilhe e guarda escondidas as estrelas. 8Sozinho desdobra os céus e caminha sobre as ondas do mar. 9Criou a Ursa e o Órion, as Plêiades e as constelações do Sul. 10Faz prodígios insondáveis, maravilhas sem conta. 11Se passa junto de mim, não o vejo e, quando se afasta, não o percebo. 12Se ele apanha uma presa, quem ousa impedi-lo? Quem pode dizer-lhe: ‘O que está fazendo?’ 14Quem sou eu para replicar-lhe e contra ele escolher meus argumentos? 15Ainda que eu tivesse razão, não poderia replicar e deveria pedir misericórdia ao meu juiz. 16Se eu clamasse e ele me respondesse, não creio que daria atenção à minha voz”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 87(88)
    Chegue a minha oração até a vossa presença!

    Clamo a vós, ó Senhor, sem cessar, todo o dia, / minhas mãos para vós se levantam em prece. /
    Para os mortos, acaso, faríeis milagres? / Poderiam as sombras erguer-se e louvar-vos? – R.

    No sepulcro haverá quem vos cante o amor / e proclame entre os mortos a vossa verdade? /
    Vossas obras serão conhecidas nas trevas, / vossa graça, no reino onde tudo se esquece? – R.

    Quanto a mim, ó Senhor, clamo a vós na aflição, / minha prece se eleva até vós desde a aurora. /
    Por que vós, ó Senhor, rejeitais a minha alma? / E por que escondeis vossa face de mim? – R.

    Lucas 9,57-62

    Naquele tempo, 57enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. 58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.

    Palavra da salvação.

    “Eu te seguirei para onde quer que fores”

    No Evangelho de hoje, Jesus apresenta algumas afirmações aparentemente duras sobre aqueles que desejam segui-Lo. Dentre elas, diz que “as raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. Com isso, Jesus não está afirmando que não possui uma casa material para morar, mas sim que seus seguidores não devem se apegar às seguranças deste mundo, mas sim a Deus, o único refúgio e proteção do ser humano.

    Que cada um de nós tenha a coragem de abandonar tudo o aquilo que atrapalha o seguimento de Jesus Cristo, e que desapegados das seguranças terrenas, possamos servir ao Reino de Deus sem impedimentos.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Santos Miguel, Gabriel e Rafael

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Daniel 7,9-10.13-14

    9Eu continuava olhando, até que foram colocados uns tronos, e um ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal, e os livros foram abertos. 13Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 137(138)
    Perante os vossos anjos, vou cantar-vos, ó Senhor!

    Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, / porque ouvistes as palavras dos meus lábios! /
    Perante os vossos anjos vou cantar-vos / e ante o vosso templo vou prostrar-me. – R.

    Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, / porque fizestes muito mais que prometestes; /
    naquele dia em que gritei, vós me escutastes / e aumentastes o vigor da minha alma. – R.

    Os reis de toda a terra hão de louvar-vos / quando ouvirem, ó Senhor, vossa promessa. /
    Hão de cantar vossos caminhos e dirão: / “Como a glória do Senhor é grandiosa!” – R.

    João 1,47-51

    Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael, que vinha para ele, e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”. 50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: ‘Eu te vi debaixo da figueira’? Coisas maiores que essa verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

    Palavra da salvação.

    “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”

    Neste dia em que a igreja celebra a festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, Jesus hoje revela a Natanael que o havia visto mesmo antes do encontro entre os dois, já sabia o que ele estava fazendo sem que o dissesse. Natanael, no mesmo instante professa sua fé, sente o Senhor, e Jesus o promete: “Coisas maiores que esta verás! ” Cristo conhece a cada um de nós também, olha-nos com misericórdia, conhece nossos desejos mais profundos, é o Totalmente Outro, mas que ao mesmo tempo é mais íntimo de nós que nós mesmos.

    Precisamos nos abandonar a Cristo, mas abandonar-se por inteiro, sabendo que Ele é quem pode nos realizar, nos preencher, Ele é quem sabe de nossas necessidades e de nossas fraquezas. Peçamos com insistência e seremos atendidos e confiemos na glória celeste onde os anjos e arcanjos glorificam a Deus e são seus mensageiros.

    Reflexão dos noviços da Província

  • São Jerônimo

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jó 38,1.12-21; 40,3-5

    1O Senhor respondeu a Jó, do meio da tempestade, e disse: 12“Alguma vez na vida deste ordens à manhã ou indicaste à aurora o seu lugar, 13para que ela apanhe a terra pelos quatro cantos e sejam dela sacudidos os malfeitores? 14A terra torna argila compacta, e tudo se apresenta em trajes de gala, 15mas recusa-se a luz aos malfeitores e quebra-se o braço rebelde. 16Chegaste perto das nascentes do mar ou pousaste no fundo do oceano? 17Foram-te franqueadas as portas da morte ou viste os portais das sombras? 18Examinaste a extensão da terra? Conta-me, se sabes tudo isso! 19Qual é o caminho para a morada da luz, e onde fica o lugar das trevas? 20Poderias alcançá-las em seu domínio e reconhecer o acesso à sua morada? 21Deverias sabê-lo, pois já tinhas nascido e grande é o número dos teus anos!” 40,3Jó respondeu ao Senhor, dizendo: 4“Fui precipitado. Que te posso responder? Porei minha mão sobre a boca. 5Falei uma vez, não replicarei; uma segunda vez, mas não falarei mais”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 138(139)
    Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

    Senhor, vós me sondais e conheceis, / sabeis quando me sento ou me levanto; /
    de longe penetrais meus pensamentos, † percebeis quando me deito e quando eu ando, /
    os meus caminhos vos são todos conhecidos. – R.

    Em que lugar me ocultarei de vosso espírito? / E para onde fugirei de vossa face? /
    Se eu subir até os céus, ali estais; / se eu descer até o abismo, estais presente. – R.

    Se a aurora me emprestar as suas asas, / para eu voar e habitar no fim dos mares, /
    mesmo lá vai me guiar a vossa mão / e segurar-me com firmeza a vossa destra. – R.

    Fostes vós que me formastes as entranhas, / e no seio de minha mãe vós me tecestes. /
    Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, † porque de modo admirável me formastes! /
    Que prodígio e maravilha as vossas obras! – R.

    Lucas 10,13-16

    Naquele tempo, disse Jesus: 13“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e Sidônia tivessem sido realizados os milagres que foram feitos no vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre cinzas. 14Pois bem, no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós. 15Ai de ti, Cafarnaum! Serás elevada até o céu? Não, tu serás atirada no inferno. 16Quem vos escuta a mim escuta; e quem vos rejeita a mim despreza; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou”.

    Palavra da salvação.

    “Quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.”

    O Evangelho de hoje nos convoca a não sermos resistentes à Palavra de Deus. Mais do que isso, nos convoca a sermos homens e mulheres que a acolhem e buscam fazer penitência. Muitas vezes, quando ouvirmos a palavra penitência pensamos logo em algo negativo, algo ruim, ou algo que devemos deixar de fazer como forma de sofrimento. No entanto, o verdadeiro sentido de penitência não é esse, pelo menos, não completamente.

    Penitência é um conjunto de exercícios que nos levam à conversão, isto é, nos levam a voltarmos a Deus e a sua vontade. E nós voltamos a Deus quando nos conformamos e nos tornamos, de fato, semelhantes a Ele. Deixar de fazer algo, em nível penitencial, pode ter seu valor, quando esse algo que deixamos de fazer é ruim, como falar mal dos outros, julgar alguém, ser violento. Contudo, mais do que deixar de fazer coisas, somos convidados a fazer aquilo que Cristo fez como amar, acolher, perdoar e agradecer.

    Portanto, levar uma vida penitencial é estar na permanência de Jesus, e quem permanece n’Ele permanece no Pai que o enviou.

    Reflexão dos noviços da Província