maio/2019

  • 4ª feira da 2ª Semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Memória Facultativa de São José Operário (Gn 1, 26-2, 3 ou Cl 3, 14-15.17.23-24; Sl 89 (90); Mt 13, 54-58)

    Atos 5,17-26

    Naqueles dias, 17 levantaram-se o sumo sacerdote e todos os do seu partido – isto é, o partido dos saduceus – cheios de raiva 18 e mandaram prender os apóstolos e lançá-los na cadeia pública. 19 Porém, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os fez sair, dizendo: 20 “Ide falar ao povo, no templo, sobre tudo o que se refere a este modo de viver”. 21 Eles obedeceram e, ao amanhecer, entraram no templo e começaram a ensinar. O sumo sacerdote chegou com os seus partidários e convocou o sinédrio e o conselho formado pelas pessoas importantes do povo de Israel. Então mandaram buscar os apóstolos à prisão. 22 Mas, ao chegarem à prisão, os servos não os encontraram e voltaram, dizendo: 23 “Encontramos a prisão fechada, com toda segurança, e os guardas estavam a postos na frente da porta. Mas, quando abrimos a porta, não encontramos ninguém lá dentro”. 24 Ao ouvirem essa notícia, o chefe da guarda do templo e os sumos sacerdotes não sabiam o que pensar e perguntavam-se o que poderia ter acontecido. 25 Chegou alguém que lhes disse: “Os homens que vós colocastes na prisão estão no templo ensinando o povo!” 26 Então o chefe da guarda do templo saiu com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque eles tinham medo que o povo os atacasse com pedras.

    Palavra do Senhor.

    Sl 33(34)

    Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.

    Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, / seu louvor estará sempre em minha boca. /
    Minha alma se gloria no Senhor; / que ouçam os humildes e se alegrem! – R.

    Comigo engrandecei ao Senhor Deus, / exaltemos todos juntos o seu nome! /
    Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu / e de todos os temores me livrou. – R.

    Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha! /
    Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia. – R.

    O anjo do Senhor vem acampar / ao redor dos que o temem e os salva. /
    Provai e vede quão suave é o Senhor! / Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! – R.

    João 3,16-21

    16 Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18 Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19 Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21 Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

    Palavra da Salvação.

    TRABALHO,  EXPRESSÃO DE AMOR

    Gênesis  1,26-2,3;  Mateus 13, 54-58

    Nesta festa de São José Operário pode ser de  proveito  refletir sobre algumas linhas do Papa  João Paulo II  em sua Exortação Apostólica  Redemptoris  Custos:

    Uma das expressões cotidianas de amor  na vida da  Família de Nazaré  é o trabalho.  O texto evangélico especifica  o tipo de atividade mediante o qual  José procurava garantir  o sustento da família: o ofício de carpinteiro.  Esta simples palavra envolve toda a extensão da  vida de José.  Para Jesus, este período abrange  os anos da vida oculta, de que fala o evangelista, em seguida ao episódio  acontecido no templo:   Depois desceu com seus pais para Nazaré e era-lhes obediente (Lc  2, 51).

    Esta submissão, ou seja, esta obediência  de Jesus na casa de Nazaré  é entendida também como participação  no trabalho de José.  Aquele que era designado o filho do carpinteiro  (Mt 13,55),  tinha aprendido o ofício de seu pai adotivo.  Se a  Família de Nazaré,  na ordem da salvação e da santidade, é exemplo e modelo para as famílias humanas, pode-se também, analogamente,  dizer  o mesmo do trabalho de Jesus  ao lado de José carpinteiro.

    Em nossa época a Igreja  pôs em realce este aspecto, com a inclusão da memória litúrgica de  São José Operário, fixada no dia 1º de maio.   O trabalho humano,  em particular o trabalho manual,  é de modo especial valorizado no Evangelho.  Juntamente com a humanidade do  Filho de Deus  ele foi acolhido no  mistério da  Encarnação, como também foi redimido de maneira particular.  Graças à oficina de trabalho, onde ele exercia o próprio ofício  juntamente com Jesus, José aproximou o  trabalho humano  do mistério da Redenção.

    A importância do trabalho  na vida do homem exige que se conheçam e se assimilem  todos os seus conteúdos, para, através dele ajudar os demais homens a aproximarem-se de Deus,  Criador e Redentor, e a participarem de seus desígnios salvíficos relacionados ao homem e ao mundo.  Teria ainda o trabalho um papel relevante na vida do homem  com Cristo, participando, mediante uma fé viva, na sua tríplice missão de sacerdote, profeta e rei.

    Trata-se, em última análise, da santificação da vida cotidiana,  na qual cada pessoa deve empenhar-se, segundo o próprio estado, e que por ser proposta de acordo com um modelo acessível a todos:  São José  é o modelo dos  humildes,  que o cristianismo enaltece  para grandes destinos; é a prova de que para ser bons e autênticos  seguidores de Cristo  não se exigem ações grandiosas, mas são indispensáveis  virtudes comuns,  humanas e autênticas.

    Frei Almir Guimarães

     

     

  • 5ª feira da 2ª Semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Memória de Santo Atanásio, bispo e doutor da Igreja

    Atos 5,27-33

    Naqueles dias, os guardas 27 levaram os apóstolos e os apresentaram ao sinédrio. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, 28 dizendo: “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!” 29 Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus antes que aos homens. 30 O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. 31 Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o guia supremo e salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos seus pecados. 32 E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem”. 33 Quando ouviram isso, ficaram furiosos e queriam matá-los.

    Palavra do Senhor.

    Sl 33(34)

    Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.

    Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, / seu louvor estará sempre em minha boca. /
    Provai e vede quão suave é o Senhor! / Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! – R.

    Mas ele volta a sua face contra os maus / para da terra apagar sua lembrança. /
    Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta / e de todas as angústias os liberta. – R.

    Do coração atribulado ele está perto / e conforta os de espírito abatido. /
    Muitos males se abatem sobre os justos, / mas o Senhor de todos eles os liberta. – R.

    João 3,31-36

    31 “Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32 Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33 Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34 De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o Espírito sem medida. 35 O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. 36 Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.

    Palavra da Salvação.

    “Enchestes a cidade de Jerusalém com vossa doutrina”

    At 5,27-33; Jo 3,31-36

    As autoridades judaicas haviam proibido que os apóstolos falassem de Jesus. Levados ao sinédrio, interrogados pelo sumo sacerdote, eles afirmam que não podem calar. Ousam mesmo dizer que essas autoridades é que condenaram a Jesus. Eis o teor da proibição: “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso enchestes a cidade de Jerusalém com vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem”. A coragem e a força dos apóstolos encheram a cidade de Jerusalém do nome de Jesus.

    Pedro toma a palavra: “Somos muito orgulhos de nossa fé. De geração em geração, vivemos como que suspensos à comunicação e comunhão com o Altíssimo. O Deus de nossos pais arrancou da morte esse Jesus que vocês mataram, pregando-o numa cruz. Deus o exaltou de tal modo que o tornou guia supremo e salvador. Ele veio para dar ao Povo de Israel a conversão e o poder dos pecados. Disso somos testemunhas nós e o Espírito Santo que concedeu àqueles que lhe obedecem”.

    E a história continua. Hoje há discípulos do Cristo que testemunham ser ele o vivo, estar presente no mundo. Dão testemunho claro e nítido disso. Vemo-los que se reúnem em torno da mesa da toalha branca entrando em comunhão com o Ressuscitado nos sinais do Pão e do Vinho. Outras vezes os mesmos discípulos se põem a ouvir as Escrituras na certeza de que escutam o Vivo. Ou ainda encontram o Mestre no rosto dos mais abandonados. E as pessoas que os veem agir desta maneira recebem a força de um tal testemunho.

    Completamos esta reflexão com algumas considerações muito oportunas do Missal Cotidiano da Paulus. Os autores do comentário falam do encontro com Cristo, partindo do evangelho de hoje: “O encontro com Cristo é um encontro decisivo, porque não nos encontramos em face de um enviado de Deus qualquer. Jesus é o mais eminente e o último dos enviados. Só ele vem de junto de Deus. Diz as próprias palavras de Deus e traz em si a força ilimitada da própria vida de Deus, o seu Espírito. É enviado pelo Pai ao mundo para ser imagem e revelação de Deus. Quando Jesus fala, não fala apenas com autoridade divina: o próprio Deus fala nele. Por isso, crer em Cristo é crer em Deus. Recusar Cristo, repelir seu testemunho, é recusar Deus. É tratar a Deus de mentiroso, porque Deus mesmo deu testemunho a favor do seu Filho.

    O evangelho de hoje convida-nos ainda a rever nosso relacionamento com Cristo. A aceitação ou recusa não é antes de tudo um fato intelectual ou verbal, mas vital. Na vida concreta é que devemos verificar se cremos ou não em Cristo” (p. 370-371).

    Frei Almir Guimarães

  • 6ª feira da 2ª Semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Memória de São Filipe e São Tiago Menor, apóstolos e mártires

    1 Coríntios 15,1-8

    1 Irmãos, quero lembrar-vos o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2 Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3 Com efeito, transmiti-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4 que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; 5 e que apareceu a Cefas e, depois, aos doze. 6 Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7 Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8 Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo.

    Palavra do Senhor.

    Sl 18(19)

    Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

    Os céus proclamam a glória do Senhor, / e o firmamento, a obra de suas mãos; /
    o dia ao dia transmite esta mensagem, / a noite à noite publica esta notícia. – R.

    Não são discursos nem frases ou palavras, / nem são vozes que possam ser ouvidas; /
    seu som ressoa e se espalha em toda a terra, / chega aos confins do universo a sua voz. – R.

    João 14,6-14

    Naquele tempo, Jesus disse a Tomé: 6 “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7 Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8 Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9 Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10 Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11 Acreditai-me, eu estou no Pai, e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa dessas mesmas obras. 12 Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que estas, pois eu vou para o Pai. 13 E o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14 Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei”.

    Palavra da Salvação.

    “Quem me vê, vê o Pai”

    1Cor 15,1-8; João 14, 6-14

    Exortação de Santo Agostinho:

    “Ainda pensando que o Pai fosse maior do que o Filho e vendo sua carne sem perceber sua divindade, os discípulos disseram a Jesus: Mostra-nos o Pai, isso nos basta (Jo 14,8). Era como se dissessem: “Nós já te vimos e te bendizemos, porque te conhecemos. Nós te damos graças porque te mostraste a nós, mas ainda não vimos o Pai. Por isso, arde o nosso coração com o santo desejo de ver teu Pai que te enviou. Mostra-nos o Pai e nada mais te pediremos, pois basta que nos seja mostrado aquele que não admite ninguém maior do que ele”. Excelente aspiração, ótimo desejo, mas inteligência medíocre!

    Vendo esses pequenos que procuravam grandes coisas, vendo-se grande entre os pequenos e pequeno entre os pequenos, o Senhor Jesus disse a Filipe, um dos discípulos que fizeram tal pedido: Filipe, há tanto tempo estou convosco e não me conheces? Filipe teria podido responder: “Nós te conhecemos, mas acaso te dissemos: ‘Mostra-nos a nós?’ Nós te conhecemos, mas procuramos o Pai”. O Senhor logo acrescentou: Quem me vê, vê o Pai (Jo 14,9). Se, portanto, o que é igual ao Pai foi enviado, não devemos julgá-lo segundo a fraqueza da carne, mas pensemos na majestade revestida de carne, porém não oprimida pela carne.

    Permanecendo Deus, junto do Pai, fez-se homem entre os homens, por ti, para que te tornasses capaz de encontrar a Deus. O homem não podia atingir a Deus. O homem podia ver o homem, mas não podia alcançar a Deus E por quê? Porque não possuía os olhos do coração para compreender. Alguma coisa em seu interior estava doente, alguma coisa em seu exterior estava sadia.  Tinha sadios os olhos do corpo, mas os olhos do coração estavam feridos. Cristo se fez homem para os olhos do corpo, a fim de que, acreditando naquele que podia ser visto corporalmente, sejas curado, para veres aquele que não podias ver espiritualmente.

    Filipe, há tanto tempo eu estou convosco e não me conheces? Quem me vê, vê o Pai. Por que não o viam? Viam a Ele e não viam o Pai. Viam a carne, porém a majestade permanecia oculta. O que viam os discípulos que o amavam, viam também os judeus que o crucificaram. Ele estava todo no interior, estava de tal modo no íntimo da carne que permanecia no Pai, pois não deixou o Pai quando se encarnou”

    Santo Agostinho
    Lecionário Monástico III, p. 764-765.

  • Sábado da 2ª Semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 6,1-7

    1 Naqueles dias, o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário. 2 Então os doze apóstolos reuniram a multidão dos discípulos e disseram: “Não está certo que nós deixemos a pregação da Palavra de Deus para servir às mesas. 3 Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa. 4 Desse modo nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da Palavra”. 5 A proposta agradou a toda a multidão. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; e também Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau de Antioquia, um pagão que seguia a religião dos judeus. 6 Eles foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles. 7 Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé.

    Palavra do Senhor.

    Sl 32(33)

    Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / da mesma forma que em vós nós esperamos!

    Ó justos, alegrai-vos no Senhor! / Aos retos fica bem glorificá-lo. /
    Dai graças ao Senhor ao som da harpa, / na lira de dez cordas celebrai-o! – R.

    Pois reta é a palavra do Senhor, / e tudo o que ele faz merece fé. /
    Deus ama o direito e a justiça, / transborda em toda a terra a sua graça. – R.

    O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem / e que confiam, esperando em seu amor, /
    para da morte libertar as suas vidas / e alimentá-los quando é tempo de penúria. – R.

    João 6,16-21

    16 Ao cair da tarde, os discípulos desceram ao mar. 17 Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles. 18 Soprava um vento forte, e o mar estava agitado. 19 Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco quilômetros quando enxergaram Jesus, andando sobre as águas e aproximando-se da barca. E ficaram com medo. 20 Mas Jesus disse: “Sou eu. Não tenhais medo”. 21 Quiseram, então, recolher Jesus na barca, mas imediatamente a barca chegou à margem para onde estavam indo.

    Palavra da Salvação.

    “Soprava um vento forte”

    Atos 6,1-7;  João 6, 16-21

    Era o cair da tarde. Já estava ficando escuro. Os discípulos desceram ao mar e entraram na barca. Jesus ainda não estava com eles. Começou a soprar um vento forte e o mar estava agitado. Quando o Mestre chega, andando sobre as águas, eles têm medo. Parecia um fantasma. O evangelho de hoje, lido na perspectiva do tempo da ressurreição, nos diz que o Senhor está presente no mar agitado de nossas vidas e da vida da Igreja.

    Estamos colhendo ainda hoje frutos do grande acontecimento eclesial que foi o Concílio Vaticano II: participação operosa na liturgia, valorização do leigo, diálogo com o mundo, renovação da elã missionário, busca de uma vida consagrada mais evangélica, redescoberta da força da Palavra.

    Nós também, cristãos, descemos para tomar a barca. Somos cristãos leigos casados, pais de família, evangelizadores, ministros ordenados. Há situações novas que nos preocupam. Muitos casais não conseguem chegar a um esplendor de vida a dois. Há separações. Os filhos de nossas famílias são solicitados a organizar sua vida tendo como objetivo o sucesso financeiro, social, o aproveitar a vida, a sociedade da competição e do lucro. Não conseguimos realizar em família uma catequese que aprofunde a fé. Nem sempre nossas comunidades conseguem organizar convenientemente uma pastoral familiar e catequética. Não há crescimento na fé. Por isso, os casamentos não chegam ao esplendor da santidade, nossos jovens não conseguem vislumbrar o encanto e beleza de uma vida cristã a partir da bem-aventuranças. Temos medo. Parece que viajamos no mar da vida sem o Ressuscitado. Nossas comunidades paróquias, de alguma forma, se esvaziam e, em certas regiões do mundo, os cristãos se rarefazem.

    Quando Jesus, andando sobre as águas, encontra seus discípulos que ainda ali experimentaram medo, diz: “Sou eu. Não tenhais medo”.

    A fé espanca o medo. Bento XVI, na Cara Apostólica Porta Fidei, transcreve um belo texto de Santo Agostinho, falando da entrega do Credo: “O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós o recebestes e o proferistes, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças, não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele” (n.9).

    Frei Almir Guimarães

  • Terceiro Domingo da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • 2ª Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 5,27-32.40-41

    Naqueles dias, os guardas levaram os apóstolos e os apresentaram ao sinédrio. 27 O sumo sacerdote começou a interrogá-los, dizendo: 28 “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!” 29 Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus antes que aos homens. 30 O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. 31 Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o guia supremo e salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos seus pecados. 32 E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem”. 40 Então mandaram açoitar os apóstolos e proibiram que eles falassem em nome de Jesus, e depois os soltaram. 41 Os apóstolos saíram do conselho muito contentes por terem sido considerados dignos de injúrias por causa do nome de Jesus.

    Palavra do Senhor.

    Sl 29(30)

    Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes.

    Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes / e não deixastes rir de mim meus inimigos! /
    Vós tirastes minha alma dos abismos / e me salvastes quando estava já morrendo! – R.

    Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, / dai-lhe graças e invocai seu santo nome! /
    Pois sua ira dura apenas um momento, / mas sua bondade permanece a vida inteira; /
    se à tarde vem o pranto visitar-nos, / de manhã vem saudar-nos a alegria. – R.

    Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! / Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! /
    Transformastes o meu pranto em uma festa, / Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos! – R.

    Ap 5,11-14

    Eu, João, vi 11 e ouvi a voz de numerosos anjos, que estavam em volta do trono, e dos seres vivos e dos anciãos. Eram milhares de milhares, milhões de milhões, 12 e proclamavam em alta voz: “O Cordeiro imolado é digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor”. 13 Ouvi também todas as criaturas que estão no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles existe, e diziam: “Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e a honra, a glória e o poder para sempre”. 14 Os quatro seres vivos respondiam: “Amém”, e os anciãos se prostraram em adoração daquele que vive para sempre.

    Palavra do Senhor.

    João 21,1-19

    Naquele tempo, 1 Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: 2 estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus. 3 Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”. Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite. 4 Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. 5 Então Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”. 6 Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca e achareis”. Lançaram, pois, a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. 7 Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar. 8 Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros. 9 Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. 10 Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”. 11 Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu. 12 Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. 13 Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. 14 Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.

    15 Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”. 16 E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus lhe disse: “Apascenta as minhas ovelhas”. 17 Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas. 18 Em verdade, em verdade te digo, quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. 19 Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”.

    Palavra da Salvação.

    Cristo ressuscitado, alegria eterna

    Atos 4, 1-12; João 21, 1-14 

    “Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.”

    Terceiro domingo da Páscoa, tempo de fé e de alegria!  As leituras falam da coragem dos apóstolos e da aparição do Ressuscitado às margens do Mar de Tiberíades. O Senhor os convida para uma refeição. Tudo respira alegria. Transcrevemos um belo texto que nos apresenta com palavras de poesia a fé naquele que ressuscitou. Seu autor é um sacerdote ortodoxo.

    Alegremo-nos deste dia
    da Ressurreição,
    porque o Cristo,
    ontem sofrendo toda sorte de zombarias,
    coroado de espinhos,
    suspenso no madeiro,
    hoje se ergue do túmulo.

    Alegremo-nos porque o Cristo
    banha com sua claridade
    aqueles que as trevas do inferno
    retém como prisioneiros.

    Alegremo-nos nesta primavera de vida!
    Levanta-se uma esperança
    para as vítimas das guerras,
    dos terremotos,
    para todos os que são afligidos no corpo e na alma.

    Alegremo-nos, porque pela cruz
    toda tristeza foi abolida,
    e a alegria inunda o mundo.

    Alegremo-nos, porque o Senhor desceu
    ao mais profundo da terra,
    ao mais fundo dos corações dos homens
    onde se esconde a angústia;
    Ele os visitou,
    os iluminou e
    foram destruídos tormentos, angústia e inferno,
    devorados pelo abismo do amor
    aberto no lado ferido do Senhor.

    Alegremo-nos, porque ele ressuscitou,
    ele o Cristo, a alegria eterna.

    Michel Evdokimov

  • 2ª feira da 3ª Semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 6,8-15

    Naqueles dias, 8 Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9 Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. 10 Porém não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 11 Então subornaram alguns indivíduos, que disseram: “Ouvimos este homem dizendo blasfêmias contra Moisés e contra Deus”. 12 Desse modo, incitaram o povo, os anciãos e os doutores da lei, que prenderam Estêvão e o conduziram ao sinédrio. 13 Aí apresentaram falsas testemunhas, que diziam: “Este homem não cessa de falar contra este lugar santo e contra a lei. 14 E nós o ouvimos afirmar que Jesus nazareno ia destruir este lugar e ia mudar os costumes que Moisés nos transmitiu”. 15 Todos os que estavam sentados no sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão e viram seu rosto como o rosto de um anjo.

    Palavra do Senhor.

    Sl 118(119)

    Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.

    Que os poderosos reunidos me condenem; / o que me importa é o vosso julgamento! /
    Minha alegria é a vossa aliança, / meus conselheiros são os vossos mandamentos. – R.

    Eu vos narrei a minha sorte e me atendestes, / ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade! /
    Fazei-me conhecer vossos caminhos / e então meditarei vossos prodígios! – R.

    Afastai-me do caminho da mentira / e dai-me a vossa lei como um presente! /
    Escolhi seguir a trilha da verdade, / diante de mim eu coloquei vossos preceitos. – R.

    João 6,22-29

    Depois que Jesus saciara os cinco mil homens, seus discípulos o viram andando sobre o mar. 22 No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar constatou que havia só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos. 23 Entretanto, tinham chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. 24 Quando a multidão viu que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus em Cafarnaum. 25 Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade eu vos digo, estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27 Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28 Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29 Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.

    Palavra da Salvação.

    A luz que emana do Ressuscitado

    Atos 6,8-15; João 6,22-29

    Continuamos a fazer nosso grande retiro do Tempo Pascal, pontilhado de alegria, marcado por cânticos e salmos de júbilo, salpicado de aleluias. É o tempo das manifestações do Ressuscitado. É o tempo em que Jesus é proclamado Senhor e anunciado pelo testemunho de pessoas escolhidas para tanto: Maria, os discípulos de Emaús, Tomé. À mesa da Palavra, somos alimentados e fortalecidos. Hoje as leituras nos falam da coragem de Estêvão frente a seus opositores e da força de atração exercida por Jesus, de modo particular depois que ele havia operado a multiplicação dos pães.

    A verdade nos liberta, arranca do erro. A verdade é Palavra que vem de Deus e atinge o nó interior de cada um. Há a Verdade encarnada que se chama Jesus Cristo que, depois de ter sido entregue à morte, ressuscitou. Os que são banhados por esta luz de verdade e da Verdade devem poder voltar ao bom caminho.  Que estes possam se gloriar de sua vocação cristã, desse chamamento a ser pessoa nova e honrem esse belíssimo nome de cristão.

    Luz do Ressuscitado! “A luz de Cristo é um dia sem noite, um dia sem fim. O Apóstolo nos ensina que este dia é o próprio Cristo, quando afirma: A noite já vai adiantada e o dia já vem chegando (Rm 13,12). Ele diz que a noite já vai adiantada e não que ela ainda virá, a fim de compreendermos que a chegada da luz de Cristo afasta as trevas do demônio e dissipa a escuridão do pecado; com seu esplendor eterno vence as sombras tenebrosas do passado e impede toda infiltração de estímulos pecaminosos.

    Este dia é o próprio Cristo. Sobre ele, o Pai, que é o dia sem princípio faz resplandecer o sol da divindade. Ele mesmo é o dia que assim fala pela boca de Salomão: Fiz brilhar no céu a luz que não se apaga (Eclo 24,6).” (São Máximo de Turim).

    Nem sempre somos dignos do nome de cristãos. Pecamos. Máximo de Turim, bispo, continua com essas palavras consoladoras que ouvimos no Tempo Pascal: “Irmãos, todos nós devemos alegrar-nos neste santo dia (o dia Páscoa). Ninguém se exclua desta alegria universal, apesar da consciência de seus pecados; ninguém se afaste das orações comuns, embora sinta o peso de suas culpas. Por mais pecador que seja, ninguém deve neste dia desesperar do perdão. Temos a nosso favor o valioso testemunho: se o ladrão arrependido  alcançou o paraíso, por que não alcançaria o cristão a graça de ser perdoado?” (São Máximo de Turim).

    Frei Almir Guimarães

  • 3ª feira da 3ª Semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 7,51-8,1

    Naqueles dias, Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos doutores da lei: 51 “Homens de cabeça dura, insensíveis e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo e, como vossos pais agiram, assim fazeis vós! 52 A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual, agora, vós vos tornastes traidores e assassinos. 53 Vós recebestes a lei por meio de anjos e não a observastes!” 54 Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55 Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. 56 E disse: “Estou vendo o céu aberto e o Filho do homem, de pé, à direita de Deus”. 57 Mas eles, dando grandes gritos e tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58 arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59 Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou, dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”. 60 Dobrando os joelhos, gritou com voz forte: “Senhor, não os condenes por este pecado”. E, ao dizer isso, morreu. 8,1 Saulo era um dos que aprovavam a execução de Estêvão.

    Palavra do Senhor.

    Sl 30(31)

    Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

    Sede uma rocha protetora para mim, / um abrigo bem seguro que me salve! /
    Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; / por vossa honra, orientai-me e conduzi-me! – R.

    Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, / porque vós me salvareis, ó Deus fiel! /
    Quanto a mim, é ao Senhor que me confio, / vosso amor me faz saltar de alegria. – R.

    Mostrai serena a vossa face ao vosso servo / e salvai-me pela vossa compaixão! /
    Na proteção de vossa face os defendeis, / bem longe das intrigas dos mortais. – R.

    João 6,30-35

    Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: 30 “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. 32 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33 Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34 Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35 Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

    Palavra da Salvação.

    Apedrejaram aquele que tinha um rosto de anjo

    Atos 7, 51-8,1; João 6, 30-35

    Antes já havia apedrejados outros que não pensavam como os doutores da lei e os anciãos do povo. Os que não andavam conforme à letra da Lei eram marginalizados, como Jesus condenado à morte fora dos muros da cidade, como tantos criminosos e pecadores dos tempos anteriores. Os evangelho dizem que, em várias ocasiões, os opositores de Jesus tomaram pedras para lançar-lhe. Não conseguiram porque sua hora ainda não tinha chegada. Depois chegou e passou. Agora chegara a vez de Estêvão.

    “Aqui estou sendo julgado pelos senhores que se dizem os autênticos e únicos intérpretes da lei. Permitam-me que lhes diga, anciãos e doutores da lei, os senhores são pessoas de cabeça dura e de coração fechado. Estou convencido de que são pessoas circuncidadas no corpo, mas incircuncisos de coração e de ouvido. Permitam lembrar uma verdade dura: os senhores sempre resistiram ao Espírito Santo, como fizeram seus antepassados. Faltou-lhes receptividade para a vinda de Deus, da novidade de Deus. Seus pais mataram os profetas que anunciaram o Justo. Os senhores receberam a lei por meio de anjos e não a observaram”.

    Com tal discurso, Estêvão não podia esperar um desfecho feliz de sua história.  “Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão”.

    O autor dos Atos observa que Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu, vendo a glória de Deus, disse: “Estou vendo o céu aberto e o Filho do homem de pé, à direita de Deus”.

    Essa afirmação irritou profundamente os ilustres senhores. A descrição é pungente e dramática: Eles, dando grandes gritos, tapando os ouvidos, foram todos em cima de Estevão e o arrastaram para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo.

    Há um detalhe extremamente curioso nesse relato. As testemunhas deixaram as vestes de Estêvão aos pés de um jovem chamado Saulo.  Esse jovem mais tarde haveria de desempenhar um papel importantíssimo na defesa e propagação da fé vivida por Estêvao. Por enquanto ele não se manifesta. Tem a seus pés as vestes de um dos mais vigorosos discípulos de Jesus, esse Estevão.

    Há o desfecho. Tudo parece semelhante à paixão de Jesus. O martirizado diz “Senhor Jesus acolhe o meu espírito” e “Senhor, não os condenes por este pecado”. Tudo como na paixão de Jesus.

    O autor dos Atos faz uma última observação muito sugestiva: “Saulo era um dos que aprovavam a execução de Estêvão”. Nada melhor do que um dia após o outro, diz a sabedoria popular. Esse impassível assistente da execução daquele que amava Cristo mais tarde dirá que tinha como lixo, como esterco tudo o que fosse Cristo Jesus. As coisas podem mudar…

    Frei Almir Guimarães

  • 4ª feira da 3ª Semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 8,1-8

    1 Naquele dia começou uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém. E todos, com exceção dos apóstolos, se dispersaram pelas regiões da Judeia e da Samaria. 2 Algumas pessoas piedosas sepultaram Estêvão e observaram grande luto por causa dele. 3 Saulo, porém, devastava a Igreja: entrava nas casas e arrastava para fora homens e mulheres, para atirá-los na prisão. 4 Entretanto, aqueles que se tinham dispersado iam por toda parte, pregando a Palavra. 5 Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6 As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7 De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. 8 Era grande a alegria naquela cidade.

    Palavra do Senhor.

    Sl 65(66)

    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / cantai salmos a seu nome glorioso, /
    dai a Deus a mais sublime louvação! / Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras! – R.

    Toda a terra vos adore com respeito / e proclame o louvor de vosso nome!” /
    Vinde ver todas as obras do Senhor: / seus prodígios estupendos entre os homens! – R.

    O mar ele mudou em terra firme, / e passaram pelo rio a pé enxuto. /
    Exultemos de alegria no Senhor! / Ele domina para sempre com poder! – R.

    João 6,35-40

    Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35 “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36 Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. 37 Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38 Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39 E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40 Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.

    Palavra da Salvação.

    Jesus, fonte de vida

    Atos 8, 1-8; João 6, 35-40

    “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

    Começamos ontem, na Liturgia da Palavra da Missa, a ouvir o Discurso sobre o Pão da Vida do quarto evangelista, um dos textos mais belos e mais trabalhados dos escritos evangélicos.

    Na leitura de ontem, o Mestre tenta esclarecer as coisas. A multidão que vem ter com ele, de alguma forma, é interesseira. As pessoas estão querendo novos sinais e mais vistosos prodígios. Não buscam Jesus por Jesus. “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas no alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do homem vos dará”. Jesus se situa como Pão da vida num outro plano. Os que quiserem fazer a obra de Deus precisam acreditar naquele que o Pai enviou. O alimento é para a fé. A fé opera a obra de Deus que fazer com que seu Filho seja “acreditado”.

    Jesus se apresenta como alimento da vida. Os ouvintes de Jesus devem ter ficado profundamente impressionados com o milagre da multiplicação dos pães e peixes. Muitos, com toda certeza, queriam conseguir dele favores novos ou a repetição das maravilhas já operadas. Nas primeiras linhas deste Discurso do Pão da Vida, não é ainda questão do pão material. O evangelista fala de uma fome diferente. A totalidade da pessoa de Jesus é alimento. “Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

    Trabalho esplêndido e oneroso esse de apresentar Jesus. Os catequistas e evangelizadores experimentarão dificuldade quando tiverem que anunciar Jesus Cristo a pessoas que estão satisfeitas com seu pequeno mundo e suas pequenas coisas, satisfeitos com dinheiro, poder e toda sorte de efêmeros e fugazes desejos. Os que, quem sabe, já foram até o fundo dos abismos humanos e experimentaram secura na garganta são suscetíveis de acolher a palavra dos catequistas e dos evangelizadores como tábua de salvação. Os fartos não precisam de Jesus.

    Jesus dá a entender que é o Pai que leva as pessoas até ele. “Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem não os afastarei”. Mistério denso e profundo! Os que o Pai chama são acolhidos por Jesus e não os larga. Quem o Pai chama? Certamente todos são chamados pelo Pai. Belíssimas a palavras de Jesus no evangelho de hoje: “É esta a vontade daquele que me enviou; que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia”. Os que veem e creem no Filho e nele creiam têm a vida eterna e estes o Senhor ressuscitará no último dia”

    Frei Almir Guimarães

  • 5ª feira da 3ª Semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 8,26-40

    Naqueles dias, 26 um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: “Prepara-te e vai para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”. Filipe levantou-se e foi. 27 Nisso apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia, e administrador-geral do seu tesouro, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém. 28 Ele estava voltando para casa e vinha sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. 29 Então o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o”. 30 Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Tu compreendes o que estás lendo?” 31 O eunuco respondeu: “Como posso, se ninguém mo explica?” Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. 32 A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro; e qual um cordeiro diante do seu tosquiador, ele emudeceu e não abriu a boca. 33 Eles o humilharam e lhe negaram justiça; e seus descendentes, quem os poderá enumerar? Pois sua vida foi arrancada da terra”. 34 E o eunuco disse a Filipe: “Peço que me expliques de quem o profeta está dizendo isso. Ele fala de si mesmo ou se refere a algum outro?” 35 Então Filipe começou a falar e, partindo dessa passagem da Escritura, anunciou Jesus ao eunuco. 36 Eles prosseguiram o caminho e chegaram a um lugar onde havia água. Então o eunuco disse a Filipe: “Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?” 38 O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água, e Filipe batizou o eunuco. 39 Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. 40 Filipe foi parar em Azoto. E, passando adiante, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesareia.

    Palavra do Senhor.

    Sl 65(66)

    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

    Nações, glorificai ao nosso Deus, / anunciai em alta voz o seu louvor! /
    É ele quem dá vida à nossa vida / e não permite que vacilem nossos pés. – R.

    Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: / vou contar-vos todo bem que ele me fez! /
    Quando a ele o meu grito se elevou, / já havia gratidão em minha boca! – R.

    Bendito seja o Senhor Deus, que me escutou, † não rejeitou minha oração e meu clamor /
    nem afastou longe de mim o seu amor! – R.

    João 6,44-51

    Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44 “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45 Está escrito nos profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído vem a mim. 46 Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47 Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50 Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer nunca morrerá. 51 Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

    Palavra da Salvação

    A corrida da Palavra

    Atos 8, 26-40; João 6, 44-51

    A partir da Ascensão do Senhor, os Atos dos Apóstolos, primeira história da Igreja apostólica, nos falam de corrida da Palavra. É como se a força do Ressuscitado não desse mais sossego aos apóstolos. A Boa Nova da Ressurreição precisava atingir os confins da terra, até a Roma dos imperadores.

    Hoje lemos o episódio de Filipe. Ele é convidado a ir para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. Houve acontecimento marcante naquela estrada. O anjo havia dito a Filipe que o caminho era deserto. Apareceu, na estrada, um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia. Tinha ido à peregrinação a Jerusalém. Vinha sentado no seu carro e lia o profeta Isaías. O anjo pediu que Filipe se aproximasse do etíope.

    Filipe não sabia que estava para começar a instruir um candidato ao batismo. Filipe diz: “ Vejo que lês o profeta Isaías. Nós, povo de tradição religiosa temos Isaías como uma luz em nossa caminhada. Compreendes o que estás lendo?” O eunuco deve ter ficado surpreso com a chegada do apóstolo. Na verdade ele não entendia o que estava lendo. Ninguém o explicara. O trecho era um dos Cânticos do Servo de Javé. Conhecemos o teor do texto em questão. O Servo foi levado como ovelha ao matadouro, ficou calado, foi tosquiado. Sua vida foi arrancada da terra. Segundo o Livro dos Atos o eunuco colocou uma pergunta muito oportuna para que Filipe fizesse uma explicação catequética exemplar. “O profeta fala de si ou se refere a algum outro”. “Pois bem, esse texto aponta para Jesus, homem provado e cheio de temor do Senhor, esse Jesus foi levado há pouco tempo ao patíbulo, morreu, marcado com o sinal de Deus, ele ressuscitou. Sim, Isaías estava fazendo uma profecia a respeito da morte e ressurreição de Jesus. Eu aproveito para te dizer que os discípulos desse Jesus ressuscitado, recebem o banho da regeneração, morrem com Cristo e com ele ressuscitam nas águas do batismo”.

    “Estamos passando perto de água, como vês. O que me impede de morrer a mim mesmo e renascer, de receber o batismo?“ “Os dois desceram para a água, e Filipe batizou o eunuco. Quando saíram da água, o espírito do Senhor arrebatou Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. Filipe foi parar em Azoto. E, passando adiante, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesareia”.

    E assim a Palavra ia fazendo sua corrida…

    Frei Almir Guimarães

  • 6ª feira da 3ª Semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 9,1-20

    Naqueles dias, 1 Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao sumo sacerdote 2 e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho. 3 Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo, de repente, viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. 4 Caindo por terra, ele ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” 5 Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. 6 Agora, levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que deves fazer”. 7 Os homens que acompanhavam Saulo ficaram mudos de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. 8 Saulo levantou-se do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então pegaram nele pela mão e levaram-no para Damasco. 9 Saulo ficou três dias sem poder ver. E não comeu nem bebeu. 10 Em Damasco havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” E Ananias respondeu: “Aqui estou, Senhor!” 11 O Senhor lhe disse: “Levanta-te, vai à rua que se chama Direita e procura, na casa de Judas, por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está rezando”. 12 E, numa visão, Saulo contemplou um homem chamado Ananias entrando e impondo-lhe as mãos para que recuperasse a vista. 13 Ananias respondeu: “Senhor, já ouvi muitos falarem desse homem e do mal que fez aos teus fiéis que estão em Jerusalém. 14 E aqui em Damasco ele tem plenos poderes, recebidos dos sumos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome”. 15 Mas o Senhor disse a Ananias: “Vai, porque esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. 16 Eu vou mostrar-lhe quanto ele deve sofrer por minha causa”. 17 Então Ananias saiu, entrou na casa e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: “Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas no caminho, ele me mandou aqui para que tu recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”. 18 Imediatamente caíram dos olhos de Saulo como que escamas e ele recuperou a vista. Em seguida, Saulo levantou-se e foi batizado. 19 Tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco 20 e logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus.

    Palavra do Senhor.

    Sl 116(117)

    Ide por todo o mundo, / a todos pregai o evangelho.

    Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, / povos todos, festejai-o! – R.

    Pois comprovado é seu amor para conosco, / para sempre ele é fiel! – R.

    João 6,52-59

    Naquele tempo, 52 os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” 53 Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57 Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim. 58 Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”. 59 Assim falou Jesus, ensinando na sinagoga em Cafarnaum.

    Palavra da Salvação.

    Minha carne é verdadeira comida

    Atos 9, 1-20; Joao 6, 52-59 ( tb. 44-51)

    Continuamos a nos deixar impregnar pelo vigor e pela força do discurso do Pão da Vida do evangelho de João. Acompanhemos passo por passo o desenrolar da fala de Jesus.

    – Todos os que escutam o Pai e por ele são instruídos são levados a Jesus. Não podemos nos esquecer que Pai costuma revelar “essas coisas” aos pequenos e humildes. Ninguém pode chegar a Jesus se o Pai não o atrair. Ninguém é atraído se não for humilde e simples.

    – Quem crê em Jesus tem a vida eterna. Deveríamos, de quando em vez, fazer como que o histórico de nossa vida de fé. Há esse “se” apresentar de Jesus a cada um de nós em nossas famílias, na comunidade de fé paroquial, na catequese, no testemunho dos que creem, na repetição de nossa adesão mais interior a Cristo. Os que têm a fé são fadados à vida que não conhece morte, que é a vida eterna.

    – O maná que os israelitas comeram no deserto, alimento sem gosto, alimentou seu estômago e sua fé por um tempo. Nossos pais comeram dele e morreram. “Eu sou o Pão da Vida”. Não somente no pão da Eucaristia. Todo ele, todo esse Jesus que desce do céu, é alimento no sentido mais amplo e mais vasto. O pão que Jesus dá é sua carne, sua história, sua vida para a vida do mundo… Felizes os que creem que Jesus vem do céu.

    – Belíssima afirmação de Jesus: “O pão que eu vos darei é minha carne para a vida do mundo” Jesus fala que sua carne é comida e seu sangue bebida.

    – Houve discussão: “Como compreender que ele, esse Jesus, diziam os ouvintes, possa nos dar sua carne?” Comer a Eucaristia, ter a fé em Jesus, alimentar com os sinais dos sacramentos? Sempre Jesus que desce e vem viver nossa vida e morrer nossa morte. Esse Deus tão próximo alimenta nossa vida.

    – Os pais da fé no deserto comeram o maná e morreram. Quem se alimenta de Cristo tem sementes e germes de vida eterna.

    – Os apóstolos queriam ir embora. Seguiram-no até aquele momento. Jesus se deu conta que houve rejeição de suas palavras. Faltava-lhe fé. “O Espírito é que dá a vida. A carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida”. Muitos discípulos, murmurando, a partir daquele momento não andavam mais com ele. Ele ainda tem junto de si o grupo dos doze e faz ecoar uma pergunta densa e grave: “Vós também quereis ir embora?” Pedro toma a palavra e faz um solene ato de fé no Senhor que nós repetimos em tantas ocasiões limites de nossa vida de fé: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

    Frei Almir Guimarães

  • Sábado da 3ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 9,31-42

    Naqueles dias, 31 a Igreja vivia em paz em toda a Judeia, Galileia e Samaria. Ela consolidava-se e progredia no temor do Senhor e crescia em número com a ajuda do Espírito Santo. 32 Pedro percorria todos os lugares; e visitou também os fiéis que moravam em Lida. 33 Encontrou aí um homem chamado Eneias, que estava paralítico e há oito anos jazia numa cama. 34 Pedro disse-lhe: “Eneias, Jesus Cristo te cura! Levanta-te e arruma a tua cama!” Imediatamente Eneias se levantou. 35 Todos os habitantes de Lida e da região do Saron viram isso e se converteram ao Senhor. 36 Em Jope havia uma discípula chamada Tabita, nome que quer dizer Gazela. Eram muitas as boas obras que fazia e as esmolas que dava. 37 Naqueles dias ela ficou doente e morreu. Então lavaram seu corpo e o colocaram no andar superior da casa. 38 Como Lida ficava perto de Jope, e ouvindo dizer que Pedro estava lá, os discípulos mandaram dois homens com um recado: “Vem depressa até nós!” 39 Pedro partiu imediatamente com eles. Assim que chegou, levaram-no ao andar superior, onde todas as viúvas foram ao seu encontro. Chorando, elas mostravam a Pedro as túnicas e mantos que Tabita havia feito quando vivia com elas. 40 Pedro mandou que todos saíssem. Em seguida, pôs-se de joelhos e rezou. Depois, voltou-se para o corpo e disse: “Tabita, levanta-te!” Ela então abriu os olhos, viu Pedro e sentou-se. 41 Pedro deu-lhe a mão e ajudou-a a levantar-se. Depois chamou os fiéis e as viúvas e apresentou-lhes Tabita viva. 42 O fato ficou conhecido em toda a cidade de Jope, e muitos acreditaram no Senhor.

    Palavra do Senhor.

    Sl 115(116B)

    Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor?

    Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor? /
    Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor. – R.

    Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido. /
    É sentida por demais pelo Senhor / a morte de seus santos, seus amigos. – R.

    Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, † vosso servo que nasceu de vossa serva; /
    mas me quebrastes os grilhões da escravidão! / Por isso oferto um sacrifício de louvor, /
    invocando o nome santo do Senhor. – R.

    João 6,60-69

    Naquele tempo, 60 muitos dos discípulos de Jesus que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” 61 Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isso vos escandaliza? 62 E quando virdes o Filho do homem subindo para onde estava antes? 63 O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64 Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. 65 E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. 66 A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67 Então, Jesus disse aos doze: “Vós também quereis ir embora?” 68 Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69 Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o santo de Deus”.

    Palavra da Salvação.

    A Palavra continua sua corrida

    Atos 9, 31-42; João 6, 60-69

    Amamos a Igreja. Somos filhos da Igreja. Nunca, como em nossos tempos, foi tão necessário ligar-se à Igreja, essa comunidade de fé que nos sustenta na peregrinação da vida. Acompanhamos hoje parte das atividades de Pedro em seu labor evangelizador. A Palavra continua sua corrida. A Igreja vai fazendo caminho.

    Os Atos nos dizem que a Igreja vivia em paz, na Judéia, na Galileia, na Samaria. “Ela consolidava-se e progredia no temor do Senhor e crescia em número com a ajuda do Espírito Santo”. A Igreja é organismo vivo, realidade humana e divina. Falamos da santa Igreja, santificada pela presença do Ressuscitado, com o sopro do Espírito. Ele conhece também sombras, porque seus membros ainda não chegaram à plena santidade. Os membros da Igreja tem o costume de se reunir para ouvir a Palavra, celebrar a ceia, manifestar o mútuo amor e traçar as estratégias para a solidificação da fé dos seus membros e auscultar as batidas do coração daqueles que ainda não deram sua adesão a Deus de Abraão, Isaque, Jacó e de Jesus Cristo. Amamos nossa Igreja.

    Frei Almir Guimarães

  • 4º domingo da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • 2ª Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 13,14.43-52

    Naqueles dias, Paulo e Barnabé, 14 partindo de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia. E, entrando na sinagoga em dia de sábado, sentaram-se. 43 Muitos judeus e pessoas piedosas convertidas ao judaísmo seguiram Paulo e Barnabé. Conversando com eles, os dois insistiam para que continuassem fiéis à graça de Deus. 44 No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra de Deus. 45 Ao verem aquela multidão, os judeus ficaram cheios de inveja e, com blasfêmias, opunham-se ao que Paulo dizia. 46 Então, com muita coragem, Paulo e Barnabé declararam: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos. 47 Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’”. 48 Os pagãos ficaram muito contentes quando ouviram isso e glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que eram destinados à vida eterna abraçaram a fé. 49 Desse modo, a palavra do Senhor espalhava-se por toda a região. 50 Mas os judeus instigaram as mulheres ricas e religiosas, assim como os homens influentes da cidade, provocaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território. 51 Então os apóstolos sacudiram contra eles a poeira dos pés e foram para a cidade de Icônio. 52 Os discípulos, porém, ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo.

    Palavra do Senhor.

    Sl 99(100)

    Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, / nós somos seu povo e seu rebanho.

    Aclamai o Senhor, ó terra inteira, † servi ao Senhor com alegria, /
    ide a ele cantando jubilosos! – R.

    Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, † ele mesmo nos fez e somos seus, /
    nós somos seu povo e seu rebanho. – R.

    Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, † sua bondade perdura para sempre, /
    seu amor é fiel eternamente! – R.

    Apocalipse 7,9.14-17

    Eu, João, 9 vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. 14 Então, um dos anciãos me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro. 15 Por isso, estão diante do trono de Deus e lhe prestam culto, dia e noite, no seu templo. E aquele que está sentado no trono os abrigará na sua tenda. 16 Nunca mais terão fome nem sede. Nem os molestará o sol nem algum calor ardente. 17 Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água da vida. E Deus enxugará as lágrimas de seus olhos”.

    Palavra do Senhor.

    João 10,27-30

    Naquele tempo, disse Jesus: 27 “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28 Eu dou-lhes a vida eterna, e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. 29 Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30 Eu e o Pai somos um”.

    Palavra da Salvação.

    Os pastores do bom pastor

    Atos 13, 14.43-52; Apocalipse 7, 9.14-17; João 10,27-30

    Este é o domingo do Bom Pastor e também dia das vocações sacerdotais e religiosas que estão a serviço do Reino.

    Paulo e Barnabé, pastores do evangelho do Ressuscitado, partindo de Perge chegaram a Antioquia da Pisídia. Conversando com as pessoas a sinagoga, em dia de sábado, exortaram a que continuassem fiéis à graça de Deus. Anunciam o Evangelho à multidão. São olhados com inveja por alguns judeus. “Os pagãos ficaram muito contentes quando ouviram isso (a palavra dos apóstolos) e glorificavam a palavra do Senhor”. Como os dois apóstolos sentiram resistência de uma parte dos antioquenos da Pisídia “sacudiram contra eles a poeira dos pés e foram para a cidade de Icônio. Os discípulos, porém, ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo”.

    A figura do pastor aparece no texto do Apocalipse hoje proclamado: “Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes de água viva. E Deus enxugará as lágrimas de seus olhos”. As “fontes de água viva” brotam do coração do Senhor, do peito aberto no alto da cruz.

    No coração da Igreja estão os pastores. Sabemos que o pastoreio do Povo de Deus foi confiado aos apóstolos e seus sucessores. De maneira muito concreta foi confiado ao Papa, Bispos, sacerdotes. Pensamos ainda nos diáconos, no laicato consciente de sua missão evangelizadora, de modo particular no seio da família. Há toda uma mística no trabalho dos pastores.

    Antes de mais nada, trata-se de alimentar profundamente a fé daqueles que já deram sua adesão ao mundo do Reino de Jesus e do Pai. Há todo um empenho de aprofundamento dos temas da fé, do cultivo de uma consciência, da necessidade de dar o testemunho cristão no meio das situações mais diferentes, de deixar uma religião de consolações e pietismo.

    Celebrações bem preparadas densas e profundas são indispensáveis. Os pastores reúnem o povo para dias de oração e de aprofundamento humano, evangélico e missionário. Buscam as ovelhas desgarradas lá onde estão.

    Em nossos tempos, parece fundamental buscar uma renovação da Igreja e sempre manter uma ponte com o mundo que ainda não compreendeu as luminosas propostas do Reino:

    – Não queremos uma Igreja anônima, formal, rotineira. Queremos fazer experiências cristãs em fraternidades onde se possa discutir e aprofundar a fé. Não podemos deixar que grasse um cristianismo individualista. Queremos uma Igreja viva e fraterna, feita de pessoas com senso crítico e capazes de captar o novo.

    – Os pastores precisam colocar diante dos olhos de todos o ideal da santidade de vida num mundo que se contenta com a mediocridade.

    – Os pastores saberão valorizar os sacramentos. Não queremos alimentar qualquer tipo de sacramentalismo. Os santos e veneráveis sacramentos serão recebidos por pessoas que estão em franco processo de transparência e de conversão evangélicas.

    – Leigos e sacerdotes haverão de trabalhar juntos. Os leigos não são funcionários de uma estrutura ou de uma organização fria, mas pessoas tocadas pelo fogo do Evangelho e junto com os sacerdotes armam estratégias para tocar o coração das pessoas. Juntos, sem subserviência.

    – Fundamental a criação e alimentação de grupos de oração, de espaços de vazio interior para que o Espírito possa trabalhar. Não se trata apenas de rezar com os lábios, mas de deixar que o Espírito cave profundidade.

    – Os pastores de hoje precisam criar fóruns e espaços de troca de ideias e discussão sobre a família, a questão da moral sexual, da formação da juventude, e tantos problemas candentes. Não basta uma política de conservação, mas e renovação.

    – Urgente fazer propostas de vida evangélica que convençam aos jovens de nossos tempos: descoberta do Cristo, opção por ele, viver tudo em função dele.

    Frei Almir Guimarães

  • 2ª feira da 4ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Memória facultativa de Nossa Senhora de Fátima

    Atos 11,1-18

    Naqueles dias, 1 os apóstolos e os irmãos que viviam na Judeia souberam que também os pagãos haviam acolhido a Palavra de Deus. 2 Quando Pedro subiu a Jerusalém, os fiéis de origem judaica começaram a discutir com ele, dizendo: 3 “Tu entraste na casa de pagãos e comeste com eles!” 4 Então, Pedro começou a contar-lhes, ponto por ponto, o que havia acontecido: 5 “Eu estava na cidade de Jope e, ao fazer oração, entrei em êxtase e tive a seguinte visão: vi uma coisa parecida com uma grande toalha que, sustentada pelas quatro pontas, descia do céu e chegava até junto de mim. 6 Olhei atentamente e vi dentro dela quadrúpedes da terra, animais selvagens, répteis e aves do céu. 7 Depois ouvi uma voz que me dizia: ‘Levanta-te, Pedro, mata e come’. 8 Eu respondi: ‘De modo nenhum, Senhor! Porque jamais entrou coisa profana e impura na minha boca’. 9 A voz me disse pela segunda vez: ‘Não chames impuro o que Deus purificou’. 10 Isso repetiu-se por três vezes. Depois a coisa foi novamente levantada para o céu. 11 Nesse momento, três homens se apresentaram na casa em que nos encontrávamos. Tinham sido enviados de Cesareia, à minha procura. 12 O Espírito me disse que eu fosse com eles sem hesitar. Os seis irmãos que estão aqui me acompanharam e nós entramos na casa daquele homem. 13 Então ele nos contou que tinha visto um anjo apresentar-se em sua casa e dizer: ‘Manda alguém a Jope para chamar Simão, conhecido como Pedro. 14 Ele te falará de acontecimentos que trazem a salvação para ti e para toda a tua família’. 15 Logo que comecei a falar, o Espírito Santo desceu sobre eles, da mesma forma que desceu sobre nós no princípio. 16 Então eu me lembrei do que o Senhor havia dito: ‘João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo’. 17 Deus concedeu a eles o mesmo dom que deu a nós, que acreditamos no Senhor Jesus Cristo. Quem seria eu para me opor à ação de Deus?” 18 Ao ouvirem isso, os fiéis de origem judaica se acalmaram e glorificavam a Deus, dizendo: “Também aos pagãos Deus concedeu a conversão que leva para a vida!”

    Palavra do Senhor.

    Sl 41(42)

    Minha alma suspira por vós, ó meu Deus.

    Assim como a corça suspira / pelas águas correntes, /
    suspira igualmente minha alma / por vós, ó meu Deus! – R.

    A minha alma tem sede de Deus / e deseja o Deus vivo. /
    Quando terei a alegria de ver / a face de Deus? – R.

    Enviai vossa luz, vossa verdade: / elas serão o meu guia; /
    que me levem ao vosso monte santo, / até a vossa morada! – R.

    Então irei aos altares do Senhor, / Deus da minha alegria. /
    Vosso louvor cantarei ao som da harpa, / meu Senhor e meu Deus! – R.

    João 10,1-10

    Naquele tempo, disse Jesus: 1 “Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2 Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3 A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4 E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5 Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. 6 Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7 Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9 Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

    Palavra da Salvação.

    Jo 10,1-10

    “Eu sou a porta das ovelhas”.

    Na liturgia de hoje, Jesus nos apresenta uma imagem bastante familiar: a do Bom Pastor. A forma como Ele se expressa é didática, a fim de levar seus ouvintes mais facilmente ao entendimento. Primeiro, Jesus recorda a relação que o pastor tem com seu rebanho e explica como diferenciar um pastor de um ladrão. Depois, recorda a relação de confiança que as ovelhas têm com o pastor. Seguem-no porque ele as conhece e elas o conhecem e são gratas pelo que ele significa para elas. Porém, de um estranho elas fogem, pois não o conhecem.

    Com isso, Jesus quer falar da gratuidade de seu amor. Ele não é um ladrão que invade e rouba, mas é alguém que ama. Ele é O Bom Pastor que ama, dá de comer e de beber, Ele mesmo vai à frente mostrando o caminho para que todos que o seguirem “tenham vida e a tenham em abundância”.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 3ª feira da 4ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Festa de São Matias, apóstolo

    Atos 1,15-17.20-26

    15 Naqueles dias, Pedro levantou-se no meio dos irmãos e disse: 16 “Irmãos, era preciso que se cumprisse o que o Espírito Santo, por meio de Davi, anunciou na Escritura sobre Judas, que se tornou o guia daqueles que prenderam Jesus. 17 Judas era um dos nossos e participava do mesmo ministério. 20 De fato, no livro dos Salmos está escrito: ‘Fique deserta a sua morada, nem haja quem nela habite!’ E ainda: ‘Que outro ocupe o seu lugar!’ 21 Há homens que nos acompanharam durante todo o tempo em que o Senhor Jesus vivia no meio de nós, 22 a começar pelo batismo de João, até o dia em que foi elevado ao céu. Agora, é preciso que um deles se junte a nós para ser testemunha da sua ressurreição”. 23 Então eles apresentaram dois homens: José, chamado Barsabás, que tinha o apelido de Justo, e Matias. 24 Em seguida, fizeram esta oração: “Senhor, tu conheces os corações de todos. Mostra-nos qual destes dois escolheste 25 para ocupar, neste ministério e apostolado, o lugar que Judas abandonou para seguir o seu destino!” 26 Então tiraram a sorte entre os dois. A sorte caiu em Matias, o qual foi juntado ao número dos onze apóstolos.

    Palavra do Senhor.

    Sl 112(113)

    O Senhor fez o indigente assentar-se com os nobres.

    Louvai, louvai, ó servos do Senhor, / louvai, louvai o nome do Senhor! /
    Bendito seja o nome do Senhor, / agora e por toda a eternidade! – R.

    Do nascer do sol até o seu ocaso, / louvado seja o nome do Senhor! /
    O Senhor está acima das nações, / sua glória vai além dos altos céus. – R.

    Quem pode comparar-se ao nosso Deus, † ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono /
    e se inclina para olhar o céu e a terra? – R.

    Levanta da poeira o indigente / e do lixo ele retira o pobrezinho, /
    para fazê-lo assentar-se com os nobres, / assentar-se com os nobres do seu povo. – R.

    João 15,9-17

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 9 “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 11 E eu vos disse isso para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. 12 Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13 Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. 14 Vós sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando. 15 Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. 16 Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17 Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

    Palavra da Salvação.

    “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”.

    “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”. Jesus indica que o amor que vale o Reino dos Céus é um amor sem vínculos diretos, não são laços sanguíneos ou de parentesco que nos tornam filhos de Deus.

    Isso por que Deus não nos ama obrigatoriamente por ser o Criador. Da mesma forma que uma mãe não ama um filho apenas por tê-lo gerado corporalmente, mas pelo espírito que é gerado nessa relação, que é imagem d’Ele, que nos ama de livre vontade porque Ele é o próprio Amor, o sumo amor.

    Jesus nos convida a participarmos desse mesmo amor, um amor de amigo, aquele que, de livre vontade, decidiu amar em espírito e é capaz de se entregar por completo.

    Reflexão feita pelos noviços.

  • 4ª feira da 4ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 12,24-13,5

    Naqueles dias, 24 a palavra do Senhor crescia e se espalhava cada vez mais. 25 Barnabé e Saulo, tendo concluído seu ministério, voltaram de Jerusalém, trazendo consigo João, chamado Marcos. 13,1 Na Igreja de Antioquia havia profetas e doutores. Eram eles: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado junto com Herodes, e Saulo. 2 Um dia, enquanto celebravam a liturgia em honra do Senhor e jejuavam, o Espírito Santo disse: “Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei”. 3 Então eles jejuaram e rezaram, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo e deixaram-nos partir. 4 Enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e daí navegaram para Chipre. 5 Quando chegaram a Salamina, começaram a anunciar a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Eles tinham João como ajudante.

    Palavra do Senhor.

    Sl 66(67)

    Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, / que todas as nações vos glorifiquem.

    Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, / e sua face resplandeça sobre nós! /
    Que na terra se conheça o seu caminho / e a sua salvação por entre os povos. – R.

    Exulte de alegria a terra inteira, / pois julgais o universo com justiça; /
    os povos governais com retidão / e guiais, em toda a terra, as nações. – R.

    Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, / que todas as nações vos glorifiquem! /
    Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, / e o respeitem os confins de toda a terra! – R.

    João 12,44-50

    Naquele tempo, 44 Jesus exclamou em alta voz: “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. 45 Quem me vê, vê aquele que me enviou. 46 Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. 47 Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. 48 Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. 49 Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. 50 E eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o digo conforme o Pai me falou”.

    Palavra da Salvação.

    “Eu vim ao mundo como luz”.

    Desde a liturgia de domingo, Jesus insiste nas mesmas palavras para que todos entendam que Ele e o Pai são um e que Ele é o Bom Pastor que guarda as ovelhas do Pai, Ele as conhece e elas O seguem e ninguém pode arrancá-las de suas mãos.

    No Evangelho de hoje, continuando do mesmo modo, Jesus diz “Eu vim ao mundo como luz”. Luz esta que ilumina os caminhos e torna mais fácil o percurso. Luz que afugenta as trevas e não deixa brechas para que o inimigo se esconda.

    Por isso queiramos todos estar nesta luz. Estar em Jesus é estar com o Pai e seguir seu caminho é seguir o caminho para o Reino dos Céus.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 5ª feira da 4ª Semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 13,13-25

    13 Paulo e seus companheiros embarcaram em Pafos e chegaram a Perge da Panfília. João deixou-os e voltou para Jerusalém. 14 Eles, porém, partindo de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia. E, entrando na sinagoga em dia de sábado, sentaram-se. 15 Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: “Irmãos, se vós tendes alguma palavra para encorajar o povo, podeis falar”. 16 Paulo levantou-se, fez um sinal com a mão e disse: “Israelitas e vós que temeis a Deus, escutai! 17 O Deus deste povo de Israel escolheu os nossos antepassados e fez deles um grande povo quando moravam como estrangeiros no Egito; e de lá os tirou com braço poderoso. 18 E, durante mais ou menos quarenta anos, cercou-os de cuidados no deserto. 19 Destruiu sete nações na terra de Canaã e passou para eles a posse do seu território 20 por quatrocentos e cinquenta anos aproximadamente. Depois disso, concedeu-lhes juízes, até o profeta Samuel. 21 Em seguida, eles pediram um rei, e Deus concedeu-lhes Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim, que reinou durante quarenta anos. 22 Em seguida, Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’. 23 Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um salvador, que é Jesus. 24 Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. 25 Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede, depois de mim vem aquele do qual nem mereço desamarrar as sandálias’”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 88(89)

    Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

    Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, / de geração em geração eu cantarei vossa verdade! /
    Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” / E a vossa lealdade é tão firme como os céus. – R.

    “Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, / e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. /
    Estará sempre com ele minha mão onipotente, / e meu braço poderoso há de ser a sua força. – R.

    Não será surpreendido pela força do inimigo, / nem o filho da maldade poderá prejudicá-lo. /
    Diante dele esmagarei seus inimigos e agressores, / ferirei e abaterei todos aqueles que o odeiam. – R.

    Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, / sua força e seu poder por meu nome crescerão. /
    Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, / sois meu Deus, sois meu rochedo onde encontro a salvação!’” – R.

    João 13,16-20

    Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: 16 “Em verdade, em verdade vos digo, o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. 17 Se sabeis isso e o puserdes em prática, sereis felizes. 18 Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar’. 19 Desde agora vos digo isso, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou. 20 Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.

    Palavra da Salvação.

    Jo 13,16-20

    “Quem recebe aquele que eu enviar, recebe a mim” 

    A vida de Jesus é marcada pelo serviço humilde e pelo amor àqueles que sofrem. Antes de Jesus Cristo, tivemos João Batista, o precursor que preparou um batismo de conversão para todo o povo. No entanto, o próprio João Batista diz: “depois de mim vem aquele do qual não sou digno de desamarrar as sandálias de seus pés”.

    João Batista realizou sua missão, preparou o caminho do Senhor, e, por fim, acolheu o Salvador reconhecendo seu senhorio em sua humildade. Agora, Jesus diz a cada um de nós: “quem recebe aquele que eu enviar é a mim que recebe”.

    Quem são os enviados de Jesus hoje? A quem somos capazes de acolher? É preciso fé para compreender a ação do Amor à nossa volta e acolher aquele que vem ao nosso encontro, para assim acolher o próprio Cristo. O Senhor nos escolheu, Ele nos conhece! Pratiquemos sua vontade e seremos felizes.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 6ª feira da 4ª Semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 13,26-33

    Naqueles dias, tendo chegado a Antioquia da Pisídia, Paulo disse na sinagoga: 26 “Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada esta mensagem de salvação. 27 Os habitantes de Jerusalém e seus chefes não reconheceram a Jesus e, ao condená-lo, cumpriram as profecias que se leem todos os sábados. 28 Embora não encontrassem nenhum motivo para a sua condenação, pediram a Pilatos que fosse morto. 29 Depois de realizarem tudo o que a Escritura diz a respeito de Jesus, eles o tiraram da cruz e o colocaram num túmulo. 30 Mas Deus o ressuscitou dos mortos 31 e, durante muitos dias, ele foi visto por aqueles que o acompanharam desde a Galileia até Jerusalém. Agora eles são testemunhas de Jesus diante do povo. 32 Por isso, nós vos anunciamos este evangelho: a promessa que Deus fez aos antepassados, 33 ele a cumpriu para nós, seus filhos, quando ressuscitou Jesus, como está escrito no salmo segundo: ‘Tu és o meu filho, eu hoje te gerei’”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 2

    Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!

    “Fui eu mesmo que escolhi este meu rei / e, em Sião, meu monte santo, o consagrei!” /
    O decreto do Senhor promulgarei, † foi assim que me falou o Senhor Deus: / “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!” – R.

    Podes pedir-me e, em resposta, eu te darei † por tua herança os povos todos e as nações, /
    e há de ser a terra inteira o teu domínio. / Com cetro férreo haverás de dominá-los / e quebrá-los como um vaso de argila! – R.

    E agora, poderosos, entendei; / soberanos, aprendei esta lição: / com temor servi a Deus, rendei-lhe glória /
    e prestai-lhe homenagem com respeito! – R.

    João 14,1-6

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1 “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós 3 e, quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais também vós. 4 E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”. 5 Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6 Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”.

    Palavra da Salvação.

    “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.

    No Antigo Testamento, temos a libertação do povo de Israel das mãos dos egípcios. Deus lhes fez uma promessa e a cumpriu: deu-lhes a Terra Prometida onde corre leite e mel. Agora, Jesus em sua Páscoa, liberta-nos da escravidão do pecado e nos faz uma nova promessa: de conduzir-nos à morada do Pai, convida-nos a termos fé em Deus e também em sua Palavra, pois ela é verdadeira e, para que jamais nos percamos. Ele próprio se apresenta como o Caminho, a Verdade e a Vida.  Ele deseja que nós sempre estejamos com Ele.

    Não há motivo para que nosso coração se perturbe. Creiamos, meus irmãos, nas promessas que Deus nos faz. Mesmo diante da infidelidade de muitos, Deus se mantém fiel.

    Ele jamais negará auxílio àqueles que o buscam com fé. Deste modo, certamente chegaremos ao Pai, à morada eterna que Jesus preparou a cada um de nós e que certamente virá nos buscar como prometido.

    Reflexão feita pelos noviços

  • Sábado da 4ª Semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória facultativa de São João I, papa e mártir

    Atos 13,44-52

    44 No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a Palavra de Deus. 45 Ao verem aquela multidão, os judeus ficaram cheios de inveja e, com blasfêmias, opunham-se ao que Paulo dizia. 46 Então, com muita coragem, Paulo e Barnabé declararam: “Era preciso anunciar a Palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que nos vamos dirigir aos pagãos. 47 Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’”. 48 Os pagãos ficaram muito contentes quando ouviram isso e glorificavam a Palavra do Senhor. Todos os que eram destinados à vida eterna abraçaram a fé. 49 Desse modo, a Palavra do Senhor espalhava-se por toda a região. 50 Mas os judeus instigaram as mulheres ricas e religiosas, assim como os homens influentes da cidade, provocaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território. 51 Então os apóstolos sacudiram contra eles a poeira dos pés e foram para a cidade de Icônio. 52 Os discípulos, porém, ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo.

    Palavra do Senhor.

    Sl 97(98)

    Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! /
    Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

    O Senhor fez conhecer a salvação, / e às nações, sua justiça; /
    recordou o seu amor sempre fiel / pela casa de Israel. – R.

    Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. /
    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! – R.

    João 14,7-14

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 7 “Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8 Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9 Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10 Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11 Acreditai-me, eu estou no Pai, e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa dessas mesmas obras. 12 Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13 e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14 Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei”.

    Palavra da Salvação.

    “Quem me viu, viu o Pai”.

    Jesus afirma para os seus discípulos que, ao conhecê-lo, conheceriam também o Pai. Filipe, sem entender muito bem o que Jesus está dizendo, questiona: “Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta”. Filipe, além de discípulo, é uma das pessoas mais próximas de Jesus e, mesmo assim, ainda não tinha plena clareza sobre qual “ver” Jesus estava falando.

    Certamente conosco não é diferente. Por vezes, não entendemos ou não sabemos como olhar para Jesus ou para nossos próprios irmãos e irmãs. Jesus fala de um olhar espiritual. O Pai é Espírito e somente em espírito pode ser visto. O olhar espiritual nos permite ver Deus que se fez homem, Jesus. Permite ver este mesmo Deus homem se fazer pão, a Eucaristia.

    Filipe demorou em enxergar Deus em Jesus. E nós, conseguimos enxergar Jesus na Eucaristia e em outras tantas formas que Ele se apresenta a nós? Nesta busca de conhecermos tamanho mistério divino, abramos nossos olhos espirituais, caso contrário, não enxergaremos nada além da matéria.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 5º domingo da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • 2ª Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 14,21-27

    Naqueles dias, Paulo e Barnabé 21 voltaram para as cidades de Listra, Icônio e Antioquia. 22 Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no reino de Deus”. 23 Os apóstolos designaram presbíteros para cada comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado. 24 Em seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. 25 Anunciaram a Palavra em Perge e depois desceram para Atália. 26 Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado. 27 Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos.

    Palavra do Senhor.

    Sl 144(145)

    Bendirei o vosso nome, ó meu Deus, / meu Senhor e meu rei para sempre.

    Misericórdia e piedade é o Senhor, / ele é amor, é paciência, é compaixão. /
    O Senhor é muito bom para com todos, / sua ternura abraça toda criatura. – R.

    Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, / e os vossos santos com louvores vos bendigam! /
    Narrem a glória e o esplendor do vosso reino / e saibam proclamar vosso poder! – R.

    Para espalhar vossos prodígios entre os homens / e o fulgor de vosso reino esplendoroso. /
    O vosso reino é um reino para sempre, / vosso poder, de geração em geração. – R.

    Apocalipse 21,1-5

    Eu, João, 1 vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2 Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido. 3 Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles. 4 Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. 5 Aquele que está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas”. Depois, ele me disse: “Escreve, porque estas palavras são dignas de fé e verdadeiras”.

    Palavra do Senhor.

    João 13,31-35

    31 Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do homem, e Deus foi glorificado nele. 32 Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo e o glorificará logo. 33 Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. 34 Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. 35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”.

    Palavra da Salvação.

    “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”.

    Judas, o traidor, saiu para cumprir o que tramava em seu coração: entregar Jesus. Ele, no entanto, por amor à humanidade dá a vida pelos seus. Assim Jesus glorifica a Deus e Deus o glorifica por tamanha obediência em fazer a sua vontade.

    Notemos que o motor de toda a glória do Pai e do Filho é o amor. Por isso, Jesus nos dá um novo mandamento; amar uns aos outros como Ele nos amou. Ele nos amou incondicionalmente e até o fim. E continuou: “nisto todos conhecerão que sois meus discípulos”. O amor deve ser nosso motor, o nosso norte, nossa identidade como cristãos.

    Negarmos isso é nos tornar outro Judas.

    Desviemos o coração das tramas de traições para que, neste Tempo Pascal em que celebramos a Glória do Cristo Ressuscitado, possamos nos deixar ser tomados e movidos por este amor imprescindível e onde quer que estejamos sejamos reflexo deste mesmo amor.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 2ª feira da 5ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória facultativa de São Bernardino de Sena, presbítero

    Atos 14,5-18

    Naqueles dias, em Icônio, 5 pagãos e judeus, tendo à frente seus chefes, estavam dispostos a ultrajar e apedrejar Paulo e Barnabé. 6 Ao saberem disso, Paulo e Barnabé fugiram e foram para Listra e Derbe, cidades da Licaônia, e seus arredores. 7 Aí começaram a anunciar o evangelho. 8 Em Listra havia um homem paralítico das pernas, que era coxo de nascença e nunca fora capaz de andar. 9 Ele escutava o discurso de Paulo. E este, fixando nele o olhar e notando que tinha fé para ser curado, 10 disse em alta voz: “Levanta-te direito sobre os teus pés”. O homem deu um salto e começou a caminhar. 11 Vendo o que Paulo acabara de fazer, a multidão exclamou em dialeto licaônico: “Os deuses desceram entre nós em forma de gente!” 12 Chamavam a Barnabé Júpiter e a Paulo Mercúrio, porque era Paulo quem falava. 13 Os sacerdotes de Júpiter, cujo templo ficava defronte à cidade, levaram à porta touros ornados de grinaldas e queriam, com a multidão, oferecer sacrifícios. 14 Ao saberem disso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as vestes e foram para o meio da multidão, gritando: 15 “Homens, o que estais fazendo? Nós também somos homens mortais como vós e vos estamos anunciando que precisais deixar esses ídolos inúteis para vos converterdes ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 16 Nas gerações passadas, Deus permitiu que todas as nações seguissem o próprio caminho. 17 No entanto, ele não deixou de dar testemunho de si mesmo através de seus benefícios, mandando do céu chuvas e colheitas, dando alimento e alegrando vossos corações”. 18 E assim falando, com muito custo, conseguiram que a multidão desistisse de lhes oferecer um sacrifício.

    Palavra do Senhor.

    Sl 113B(115)

    Não a nós, ó Senhor, não a nós, / ao vosso nome, porém, seja glória.

    Não a nós, ó Senhor, não a nós, † ao vosso nome, porém, seja a glória, / porque sois todo amor e verdade! /
    Por que hão de dizer os pagãos: / “Onde está o seu Deus, onde está?” – R.

    É nos céus que está o nosso Deus, / ele faz tudo aquilo que quer. /
    São os deuses pagãos ouro e prata, / todos eles são obras humanas. – R.

    Abençoados sejais do Senhor, / do Senhor que criou céu e terra! /
    Os céus são os céus do Senhor, / mas a terra ele deu para os homens. – R.

    João 14,21-26

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 21 “Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”. 22 Judas – não o Iscariotes – disse-lhe: “Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?” 23 Jesus respondeu-lhe: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24 Quem não me ama não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. 25 Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26 Mas o defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”.

    Palavra da Salvação.

    “O Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará, ele vos ensinará tudo”.

    Como vimos no Evangelho deste último domingo, o amor é o motor da glória do Pai e do Filho e nos impulsiona a amar como Jesus nos amou. Hoje, Jesus vai ainda mais a fundo nesta lógica do amor. Somente pelo amor guardaremos sua Palavra. Ao guardá-La, o Pai nos amará e assim faremos nele nossa morada.

    Deus nos deu seu Filho único para nos arrancar do pecado por uma cruenta morte na cruz; pede e espera que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou e ainda nos dá forças, por meio do seu Espírito, para que cumpramos tal mandamento.

    Jamais esqueçamos que é acolhendo a Palavra de Jesus que nosso amor a Ele se revela. Afinal, que amor é este que não guarda aquilo que diz o seu amado? Caros irmãos e irmãs, por nós mesmos, por nossas forças, nada faremos. Mas o Espírito Santo que o Pai enviará sobre nós é que será nossa força, nosso entendimento e nosso auxílio.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 3ª feira da 5ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 14,19-28

    Naqueles dias, 19 de Antioquia e Icônio chegaram judeus que convenceram as multidões. Então apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, pensando que ele estivesse morto. 20 Mas, enquanto os discípulos o rodeavam, Paulo levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu para Derbe com Barnabé. 21 Depois de terem pregado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia. 22 Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no reino de Deus”. 23 Os apóstolos designaram presbíteros para cada comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado. 24 Em seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. 25 Anunciaram a Palavra em Perge e depois desceram para Atália. 26 Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado. 27 Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos. 28 E passaram então algum tempo com os discípulos.

    Palavra do Senhor.

    Sl 144(145)

    Ó Senhor, vossos amigos anunciem / vosso reino glorioso.

    Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, / e os vossos santos com louvores vos bendigam! /
    Narrem a glória e o esplendor do vosso reino / e saibam proclamar vosso poder! – R.

    Para espalhar vossos prodígios entre os homens / e o fulgor de vosso reino esplendoroso. /
    O vosso reino é um reino para sempre, / vosso poder, de geração em geração. – R.

    Que a minha boca cante a glória do Senhor † e que bendiga todo ser seu nome santo, /
    desde agora, para sempre e pelos séculos. – R.

    João 14,27-31

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27 “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28 Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29 Disse-vos isso agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. 30 Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, 31 mas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou”.

    Palavra da Salvação.

    “A minha paz vos dou”.

    Somos constantemente bombardeados com propagandas das mais diversas, que nos cativam e nos induzem a diferentes meios de se chegar a desejada paz, a liberdade de espírito, a felicidade. Palestrantes, escritores editoras, músicos, cineastas e os mais diversos tipos de profissionais ganham a vida criando e vendendo formas de paz.

    Mas Jesus nos entrega outra paz, uma que não acaba no final de um livro ou de uma música, mas que perdura, pois provém do Espírito Santo, uma paz que não é estar livre de problemas e dificuldades, não é isso que Cristo promete, Ele nos oferece a sua presença e sua amizade. Nosso Senhor nos promete a paz daqueles que sabem que nunca estão sozinhos, que tem um ombro amigo onde chorar suas lágrimas, e que sabem que são amados.

    Busquemos reconhecer o Senhor Ressuscitado que se faz presente em todos os momentos de nossas vidas, através da oração pessoal e comunitária, de uma palavra amiga, de um gesto de perdão e permitamos que o Espírito venha habitar em nós e nos dar a paz.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 4ª feira da 5ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória facultativa de Santa Rita de Cássia, religiosa

    Atos 15,1-6

    Naqueles dias, 1 chegaram alguns da Judeia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo: “Vós não podereis salvar-vos se não fordes circuncidados, como ordena a lei de Moisés”. 2 Isso provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos. 3 Depois de terem sido acompanhados pela comunidade, Paulo e Barnabé atravessaram a Fenícia e a Samaria. Contaram sobre a conversão dos pagãos, causando grande alegria entre todos os irmãos. 4 Chegando a Jerusalém, foram recebidos pelos apóstolos e os anciãos e narraram as maravilhas que Deus tinha realizado por meio deles. 5 Alguns dos que tinham pertencido ao partido dos fariseus e que haviam abraçado a fé levantaram-se e disseram que era preciso circuncidar os pagãos e obrigá-los a observar a lei de Moisés. 6 Então, os apóstolos e os anciãos reuniram-se para tratar desse assunto.

    Palavra do Senhor.

    Sl 121(122)

    Que alegria quando ouvi que me disseram: / “Vamos à casa do Senhor!”

    Que alegria quando ouvi que me disseram: / “Vamos à casa do Senhor!” /
    E agora nossos pés já se detêm, / Jerusalém, em tuas portas. – R.

    Jerusalém, cidade bem edificada / num conjunto harmonioso; /
    para lá sobem as tribos de Israel, / as tribos do Senhor. – R.

    Para louvar, segundo a lei de Israel, / o nome do Senhor. /
    A sede da justiça lá está / e o trono de Davi. – R.

    João 15,1-8

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1 “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. 2 Todo ramo que em mim não dá fruto, ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3 Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. 4 Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim. 5 Eu sou a videira, e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6 Quem não permanecer em mim será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7 Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8 Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos”.

    Palavra da Salvação.

    “Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto”.

    Nesta terça-feira, a liturgia da Igreja nos apresenta o Evangelho em que Jesus se declara uma videira e nos adverte que para darmos frutos e termos vida, devemos estar unidos a Ele. E neste dia também fazemos memória de Santa Rita de Cássia, uma mulher cheia de vida, que permaneceu sempre unida ao Senhor através da oração e do serviço ao próximo, e que, por isso, superou as contrariedades da vida.

    Hoje somos convidados por Jesus a permanecermos unidos a Ele, para que não aconteça o mesmo que com os galhos que se desprendem das plantas, definham e morrem.

    O Senhor quer que tenhamos vida e vida em abundância, e sendo Ele a fonte da vida, quer que estejamos unidos a Ele.

    Temos a advertência de Jesus e o exemplo de Santa Rita de Cássia, esforcemo-nos então, sirvamos ao próximo, busquemos a Jesus na oração e nas celebrações em nossas comunidades e teremos vida e daremos bons frutos.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 5ª feira da 5ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 15,7-21

    Naqueles dias, 7 depois de longa discussão, Pedro levantou-se e falou aos apóstolos e anciãos: “Irmãos, vós sabeis que, desde os primeiros dias, Deus me escolheu do vosso meio para que os pagãos ouvissem de minha boca a palavra do evangelho e acreditassem. 8 Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, dando-lhes o Espírito Santo como o deu a nós. 9 E não fez nenhuma distinção entre nós e eles, purificando o coração deles mediante a fé. 10 Então, por que vós agora colocais Deus à prova, querendo impor aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós mesmos tivemos força para suportar? 11 Ao contrário, é pela graça do Senhor Jesus que acreditamos ser salvos, exatamente como eles”. 12 Houve então um grande silêncio em toda a assembleia. Depois disso, ouviram Barnabé e Paulo contar todos os sinais e prodígios que Deus havia realizado, por meio deles, entre os pagãos. 13 Quando Barnabé e Paulo terminaram de falar, Tiago tomou a palavra e disse: “Irmãos, ouvi-me: 14 Simão acaba de nos lembrar como, desde o começo, Deus se dignou tomar homens das nações pagãs para formar um povo dedicado ao seu nome. 15 Isso concorda com as palavras dos profetas, pois está escrito: 16 ‘Depois disso, eu voltarei e reconstruirei a tenda de Davi que havia caído; reconstruirei as ruínas que ficaram e a reerguerei, 17 a fim de que o resto dos homens procure o Senhor com todas as nações que foram consagradas ao meu nome. É o que diz o Senhor, que fez essas coisas, 18 conhecidas há muito tempo’. 19 Por isso, sou do parecer que devemos parar de importunar os pagãos que se convertem a Deus. 20 Vamos somente prescrever que eles evitem o que está contaminado pelos ídolos, as uniões ilegítimas, comer carne de animal sufocado e o uso do sangue. 21 Com efeito, desde os tempos antigos, em cada cidade Moisés tem os seus pregadores, que o leem todos os sábados nas sinagogas”.

    Palavra do Senhor.

    Sl 95(96)

    Anunciai as maravilhas do Senhor / entre todas as nações.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, † cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! /
    Cantai e bendizei seu santo nome! – R.

    Dia após dia anunciai sua salvação, † manifestai a sua glória entre as nações /
    e entre os povos do universo seus prodígios! – R.

    Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” † Ele firmou o universo inabalável, /
    pois os povos ele julga com justiça. – R.

    João 15,9-11

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9 “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 11 Eu vos disse isso para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”.

    Palavra da Salvação.

    “Permanecei no meu amor para que a vossa alegria seja plena”.

    Todos nós desejamos viver a plena alegria da qual Jesus nos fala no Evangelho de hoje. Mas, infelizmente, somos muitas vezes levados a acreditar que ela se encontra no ter dinheiro, casa, muitos amigos e seguidores nas redes sociais, enfim, naquilo que passa e acaba nos desanimando por sua ausência. Mas Nosso Senhor nos mostra que a verdadeira alegria se encontra naqueles que sabem viver o amor e que guardam os seus mandamentos.

    Somos convidados, no dia de hoje, a permanecermos no amor de Deus, a deixarmos de lado as falsas promessas e a buscarmos conhecer a vontade de Deus que se revela nas Sagradas Escrituras e nas pessoas que nos cercam.

    Animados pelas promessas de Jesus, esforcemo-nos por conhecer a sua vontade através do estudo das Sagradas Escrituras e da participação em nossas comunidades de fé e assim permaneceremos no amor de Deus e encontraremos a alegria que vem dele.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 6ª feira da 5ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 15,22-31

    Naqueles dias, 22 pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos. 23 Através deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. 24 Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós. 25 Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, 26 homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27 Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem. 28 Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: 29 abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!” 30 Depois da despedida, Judas e Silas foram para Antioquia, reuniram a assembleia e entregaram a carta. 31 A sua leitura causou alegria, por causa do estímulo que trazia.

    Palavra do Senhor.

    Sl 56(57)

    Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos.

    Meu coração está pronto, meu Deus, / está pronto o meu coração! / Vou cantar e tocar para vós: /
    desperta, minha alma, desperta! / Despertem a harpa e a lira, / eu irei acordar a aurora! – R.

    Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos, / dar-vos graças por entre as nações! / Vosso amor é mais alto que os céus, /
    mais que as nuvens a vossa verdade! / Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, / vossa glória refulja na terra! – R.

    João 15,12-17

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12 “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13 Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. 14 Vós sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando. 15 Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. 16 Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17 Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

    Palavra da Salvação.

    “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros”.

    Na liturgia desta sexta-feira, somos convidados por Jesus a amarmos os nossos irmãos. Ele nos lembra que deve ser um amor a exemplo do dele, capaz de doar a própria vida.

    Ao nos depararmos com a necessidade de doarmos a própria vida, podemos sentir um pouco de receio, pois de imediato pensamos que esse mandamento diz respeito a simplesmente morrer por causa de alguém e nos esquecemos, ou nem chegamos a refletir, que a intenção de Jesus é nos convocar ao serviço aos outros, sejam eles próximos ou não tão próximos de nós. Este serviço que se dá na escuta de alguém que precisa desabafar, na atenção e ajuda que dou aos que passam necessidades ou no meu envolvimento na busca por um mundo melhor e mais justo para todos.

    Tudo isso inevitavelmente acaba tomando o nosso tempo e nossas energias. E isso é amar com o amor de Jesus, tornando-nos capazes de sacrificarmos algo em prol do bem de outros. Busquemos no dia de hoje amar aqueles que necessitam de nossa ajuda e sejamos capazes de nos sacrificar por eles.

    Reflexão feita pelos noviços

  • Sábado da 5ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória facultativa de São Gregório VII, papa

    Atos 16,1-10

    Naqueles dias, 1 Paulo foi para Derbe e Listra. Havia em Listra um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia, crente, e de pai grego. 2 Os irmãos de Listra e Icônio davam bom testemunho de Timóteo. 3 Paulo quis então que Timóteo partisse com ele. Tomou-o consigo e circuncidou-o, por causa dos judeus que se encontravam nessas regiões, pois todos sabiam que o pai de Timóteo era grego. 4 Percorrendo as cidades, Paulo e Timóteo transmitiam as decisões que os apóstolos e anciãos de Jerusalém haviam tomado. E recomendavam que fossem observadas. 5 As Igrejas fortaleciam-se na fé e, de dia para dia, cresciam em número. 6 Paulo e Timóteo atravessaram a Frígia e a região da Galácia, pois o Espírito Santo os proibira de pregar a Palavra de Deus na Ásia. 7 Chegando perto da Mísia, eles tentaram entrar na Bitínia, mas o Espírito de Jesus os impediu. 8 Então atravessaram a Mísia e desceram para Trôade. 9 Durante a noite, Paulo teve uma visão: na sua frente, estava de pé um macedônio que lhe suplicava: “Vem à Macedônia e ajuda-nos!” 10 Depois dessa visão, procuramos partir imediatamente para a Macedônia, pois estávamos convencidos de que Deus acabava de nos chamar para pregar-lhes o evangelho.

    Palavra do Senhor

    Sl 99(100)

    Aclamai o Senhor, ó terra inteira.

    Aclamai o Senhor, ó terra inteira, † servi ao Senhor com alegria, /
    ide a ele, cantando jubilosos! – R.

    Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, † ele mesmo nos fez e somos seus, /
    nós somos seu povo e seu rebanho. – R.

    Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, † sua bondade perdura para sempre, /
    seu amor é fiel eternamente! – R.

    João 15,18-21

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18 “Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim. 19 Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que lhe pertence. Mas, porque não sois do mundo, porque eu vos escolhi e apartei do mundo, o mundo por isso vos odeia. 20 Lembrai-vos daquilo que eu vos disse: ‘O servo não é maior que seu senhor’. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. 21 Tudo isso eles farão contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou”.

    Palavra da Salvação

    “Não sois do mundo, porque eu vos escolhi e apartei do mundo”.

    Nos últimos dias, o Senhor tem nos falado sobre a sua paz, seu amor, sobre a vivência dos seus mandamentos e sobre a alegria que sente aquele que vive uma forte amizade com Ele. Mas, no dia de hoje, Nosso Senhor nos faz um alerta sobre as consequências de buscarmos viver como Ele viveu.

    Quando ouvimos as palavras de Jesus, quando o encontramos na oração e nos irmãos, sentimo-nos animados para segui-lo e viver como Ele, buscamos vivenciar o amor, ajudar o próximo, lutar por um mundo melhor para todos, viver uma intensa vida de oração pessoal e comunitária, mas nem sempre aqueles que estão ao nosso redor veem isso com bons olhos. Por vezes, essas atitudes têm como resposta os escárnios, a agressão verbal e física e as mais diversas formas de retaliação. O Senhor, sabendo disso, nos anima e encoraja, mostrando que Ele também viveu essas experiências e tudo venceu no amor.

    Tenhamos coragem e ânimo! O Senhor caminha conosco, peçamos a Ele que sempre nos conduza em seus caminhos e que nos de forças nas adversidades.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 6º domingo da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • 2ª Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 15,1-2.22-29

    Naqueles dias, 1 chegaram alguns da Judeia e ensinavam aos ir­mãos de Antioquia, dizendo: “Vós não pode­reis salvar-vos se não fordes circuncidados, como ordena a lei de Moisés”. 2 Isso provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos. 22 Então os apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, resolveram escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos. 23 Através deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. 24Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós. 25Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, 26 homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27 Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem. 28 Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: 29 abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!”

    Palavra do Senhor.

    Sl 66(67)

    Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, / que todas as nações vos glorifiquem!

    Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, / e sua face resplandeça sobre nós! /
    Que na terra se conheça o seu caminho / e a sua salvação por entre os povos. – R.

    Exulte de alegria a terra inteira, / pois julgais o universo com justiça; /
    os povos governais com retidão / e guiais, em toda a terra, as nações. – R.

    Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, / que todas as nações vos glorifiquem! /
    Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, / e o respeitem os confins de toda a terra! – R.

    Apocalipse 21,10-14.22-23

    10 Um anjo me levou em espírito a uma montanha grande e alta. Mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, 11 brilhando com a glória de Deus. Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima, como o brilho de jaspe cristalino. 12 Estava cercada por uma muralha maciça e alta, com doze portas. Sobre as portas estavam doze anjos, e nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel. 13 Havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente. 14 A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. 22 Não vi templo na cidade, pois o seu templo é o próprio Senhor, o Deus todo-poderoso, e o Cordeiro. 23 A cidade não precisa de sol nem de lua que a iluminem, pois a glória de Deus é a sua luz e a sua lâmpada é o Cordeiro.

    Palavra do Senhor.

    João 14,23-29

    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 23 “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24 Quem não me ama não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. 25 Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26 Mas o defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito. 27 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28 Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29 Disse-vos isso agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis”.

    Palavra da Salvação.

    “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.

    O trecho do Evangelho de hoje estabelece uma interessante relação entre a capacidade de amar e ouvir. Aquele que ama, torna-se aberto e interessado em compreender, a ouvir aquilo que o Amado tem a lhe dizer e explicar.

    Se há uma provocação que sustenta toda nossa relação com a Boa Nova anunciada por Jesus é a de buscarmos amar a Deus e ao próximo. Compreender em profundidade esta base nos permitirá compreender a necessidade do envio do Espírito Santo sobre cada um de nós: precisamos ser inflamados pelo fogo do Amor para que esta paixão nos leve à conversão da vida cristã!

    Afinal, no fim, tudo o que importa é o amor que recebemos de Deus e devolvemos a Ele através do amor àqueles que por ele são amados. Assim, alcançaremos a paz que ele nos dá porque acreditamos que junto de nós ele sempre estará.

    Reflexão feita pelos noviços

  • 2ª feira da 6ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Memória facultativa de Santo Agostinho de Cantuária

    Atos 16,11-15

    11 Embarcamos em Trôade e navegamos diretamente para a ilha de Samotrácia. No dia seguinte, ancoramos em Neápolis, 12 de onde passamos para Filipos, que é uma das principais cidades da Macedônia e que tem direitos de colônia romana. Passamos alguns dias nessa cidade. 13 No sábado, saímos além da porta da cidade para um lugar junto ao rio, onde nos parecia haver oração. Sentados, começamos a falar com as mulheres que estavam aí reunidas. 14 Uma delas chamava-se Lídia; era comerciante de púrpura, da cidade de Tiatira. Lídia acreditava em Deus e escutava com atenção. O Senhor abriu o seu coração para que aceitasse as palavras de Paulo. 15 Após ter sido batizada, assim como toda a sua família, ela convidou-nos: “Se vós me considerais uma fiel do Senhor, permanecei em minha casa”. E forçou-nos a aceitar.

    Palavra do Senhor.

    Sl 149

    O Senhor ama seu povo de verdade.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / e o seu louvor na assembleia dos fiéis! /
    Alegre-se Israel em quem o fez, / e Sião se rejubile no seu rei! – R.

    Com danças glorifiquem o seu nome, / toquem harpa e tambor em sua honra! /
    Porque, de fato, o Senhor ama seu povo / e coroa com vitória os seus humildes. – R.

    Exultem os fiéis por sua glória / e, cantando, se levantem de seus leitos /
    com louvores do Senhor em sua boca. / Eis a glória para todos os seus santos. – R.

    João 15,26-16,4

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26 “Quando vier o defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. 27 E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo. 16,1 Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada. 2 Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus. 3 Agirão assim porque não conheceram o Pai nem a mim. 4 Eu vos digo isso para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora”.

    Palavra da Salvação.

    “O Espírito da Verdade dará testemunho de mim”.

    A cada dia estamos mais próximos da Solenidade de Pentecostes e a liturgia continua a nos preparar para a meditação da presença do Espírito Santo sobre a Igreja e todo o povo de Deus.

    Só nos tornamos capazes de crer na presença do Cristo Ressuscitado pela nobre ação de seu Espírito que perpassa nossos corações e abre nossos olhos para reconhecer os seus sinais em nossa história.

    Em outras palavras, o Espírito dá testemunho de Jesus Cristo ao nos permitir melhor crermos nele. Por consequência, após termos sido transformados por esta fé, tornamo-nos também nós fidedignas testemunhas daquele a quem encontramos, Jesus Cristo, aos nossos irmãos e irmãs.

    Haverão, e o Evangelho não nos engana quanto a isso, aqueles que não acreditarão e, pior, desconfiarão de nossas motivações por viver de forma cristã. Poderão nos perseguir acreditando que agem em nome de Deus. Mas não temamos, o Espírito é também o Defensor, aquele que não nos permitirá nos abatermos em nossa fé e no desejo de fidelidade. Vem, Espírito Santo, vem nos iluminar!

    Reflexão feita pelos noviços

  • 3ª feira da 6ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 16,22-34

    Naqueles dias, 22 a multidão dos filipenses levantou-se contra Paulo e Silas; e os magistrados, depois de lhes rasgarem as vestes, mandaram açoitar os dois com varas. 23 Depois de açoitá-los bastante, lançaram-nos na prisão, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. 24 Ao receber essa ordem, o carcereiro levou-os para o fundo da prisão e prendeu os pés deles no tronco. 25 À meia-noite, Paulo e Silas estavam rezando e cantando hinos a Deus. Os outros prisioneiros os escutavam. 26 De repente, houve um terremoto tão violento, que sacudiu os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram, e as correntes de todos se soltaram. 27 O carcereiro acordou e viu as portas da prisão abertas. Pensando que os prisioneiros tivessem fugido, puxou da espada e estava para suicidar-se. 28 Mas Paulo gritou com voz forte: “Não te faças mal algum! Nós estamos todos aqui”. 29 Então o carcereiro pediu tochas, correu para dentro e, tremendo, caiu aos pés de Paulo e Silas. 30 Conduzindo-os para fora, perguntou: “Senhores, que devo fazer para ser salvo?” 31 Paulo e Silas responderam: “Crê no Senhor Jesus e sereis salvos tu e todos os de tua família”. 32 Então Paulo e Silas anunciaram a Palavra do Senhor ao carcereiro e a todos os da sua família. 33 Na mesma hora da noite, o carcereiro levou-os consigo para lavar as feridas causadas pelos açoites. E, imediatamente, foi batizado junto com todos os seus familiares. 34 Depois fez Paulo e Silas subirem até sua casa, preparou-lhes um jantar e alegrou-se com todos os seus familiares por ter acreditado em Deus.

    Palavra do Senhor.

    Sl 137(138)

    Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.

    Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, / porque ouvistes as palavras dos meus lábios! /
    Perante os vossos anjos vou cantar-vos / e ante o vosso templo vou prostrar-me. – R.

    Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, / porque fizestes muito mais que prometestes; /
    naquele dia em que gritei, vós me escutastes / e aumentastes o vigor da minha alma. – R.

    Estendereis o vosso braço em meu auxílio / e havereis de me salvar com vossa destra. /
    Completai em mim a obra começada; / ó Senhor, vossa bondade é para sempre! /
    Eu vos peço: não deixeis inacabada / esta obra que fizeram vossas mãos! – R.

    João 16,5-11

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5 “Agora, parto para aquele que me enviou e nenhum de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’ 6 Mas, porque vos disse isso, a tristeza encheu os vossos corações. 7 No entanto, eu vos digo a verdade: é bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei. 8 E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento: 9 o pecado, porque não acreditaram em mim; 10 a justiça, porque vou para o Pai, de modo que não mais me vereis; 11 e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está condenado”.

    Palavra da Salvação.

    “Se eu não for, não virá até vós o Defensor”.

    A condição dos discípulos de Jesus é paradoxal por comportar dois extremos: ao assumir o seguimento de Jesus Cristo, eles assumem a sua missão de anunciar a sua Boa

    Nova e os valores do Reino de Deus. Por consequência a esta escolha, eles acabarão se contrapondo com os valores do mundo e atrairão sobre si a perseguição e a condenação, tal como Jesus a sofreu. Os discípulos se entristecem por tomar conhecimento do destino de Jesus e, por associação, descobrirem ser este seu próprio destino.

    Mas assim deve ser: teremos ao nosso lado um Defensor, o Espírito Santo! Ele revelará a verdadeira natureza dos corações, os erros e sombras mais escondidos estarão às claras e as verdadeiras motivações de todos os atos estarão expostos para que todos a conheçam. Os cristãos, iluminados pelo Espírito, seguindo a Jesus Cristo se tornarão, por seu testemunho, luminares dos valores perenes que trarão a bem-aventurança, a felicidade, aos corações da humanidade. Nós cremos e por isso clamamos: vinde, Espírito Santo!

    Reflexão feita pelos noviços

  • 4ª feira da 6ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 17,15.22-18,1

    Naqueles dias, 15 os que conduziram Paulo levaram-no até Atenas. De lá, voltando, transmitiram a Silas e Timóteo a ordem de que fossem ter com ele o mais cedo possível. E partiram. 22 De pé, no meio do Areópago, Paulo disse: “Homens atenienses, em tudo eu vejo que vós sois extremamente religiosos. 23 Com efeito, passando e observando os vossos lugares de culto, encontrei também um altar com esta inscrição: ‘Ao Deus desconhecido’. Pois bem, esse Deus que vós adorais sem conhecer é exatamente aquele que eu vos anuncio. 24 O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe; sendo Senhor do céu e da terra, ele não habita em santuários feitos por mãos humanas. 25 Também não é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa; pois é ele que dá a todos vida, respiração e tudo o mais. 26 De um só homem ele fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, tendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites de sua habitação. 27 Assim fez, para que buscassem a Deus e para ver se o descobririam, ainda que às apalpadelas. Ele não está longe de cada um de nós, 28 pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dentre vossos poetas: ‘Somos da raça do próprio Deus’. 29 Sendo, portanto, da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante a ouro, prata ou pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. 30 Mas Deus, sem levar em conta os tempos da ignorância, agora anuncia aos homens que todos e em todo lugar se arrependam, 31 pois ele estabeleceu um dia em que irá julgar o mundo com justiça por meio do homem que designou diante de todos, oferecendo uma garantia, ao ressuscitá-lo dos mortos”. 32 Quando ouviram falar da ressurreição dos mortos, alguns caçoavam e outros diziam: “Nós te ouviremos falar disso em outra ocasião”. 33 Assim Paulo saiu do meio deles. 34 Alguns, porém, uniram-se a ele e abraçaram a fé. Entre eles estava também Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e outros com eles. 18,1 Paulo deixou Atenas e foi para Corinto.

    Palavra do Senhor.

    Sl 148

    Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

    Louvai o Senhor Deus nos altos céus, / louvai-o no excelso firmamento! /
    Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, / louvai-o, legiões celestiais! – R.

    Reis da terra, povos todos, bendizei-o, / e vós, príncipes e todos os juízes; /
    e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, / anciãos e criancinhas, bendizei-o! – R.

    Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, / porque somente o seu nome é excelso! /
    A majestade e esplendor de sua glória / ultrapassam em grandeza o céu e a terra. – R.

    Ele exaltou seu povo eleito em poderio, / ele é o motivo de louvor para os seus santos. /
    É um hino para os filhos de Israel, / este povo que ele ama e lhe pertence. – R.

    João 16,12-15

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12 “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13 Quando, porém, vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. 14 Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15 Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso disse que o que ele receberá e vos anunciará é meu”.

    Palavra da Salvação.

    “O Espírito da Verdade vos conduzirá à plena verdade”.

    Deus nos respeita em nosso processo de amadurecimento na fé e conhecimento da Verdade. Deus não nos força à compreensão plena de tudo aquilo que representa sua

    Encarnação e o Reino de Deus anunciado por Jesus Cristo. A Verdade vai se desvelando aos poucos àqueles que a buscam com sinceridade. Assim é a vida do discípulo de

    Jesus: uma contínua aventura para descobrir e viver nos mistérios de Deus.

    Entretanto, Jesus Cristo não nos abandona nesta busca às cegas: ele nos confia o Espírito Santo, o Espírito da Verdade que vai nos conduzindo à plena verdade conforme vamo-nos permitindo que ele aja em nós. A Verdade de Jesus é comprometedora: uma vez que nos aprofundamos nela não haverá mais caminho de volta! Temos coragem para empreender esta aventura da descoberta de sua vontade e permitir que esta Verdade nos transforme?

    Reflexão feita pelos noviços

  • 5ª feira da 6ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Atos 18,1-8

    Naqueles dias, 1 Paulo deixou Atenas e foi para Corinto. 2 Aí encontrou um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, que acabava de chegar da Itália, e sua esposa, Priscila, pois o imperador Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo entrou em contato com eles. 3 E, como tinham a mesma profissão – eram fabricantes de tendas –, Paulo passou a morar com eles e trabalhavam juntos. 4 Todos os sábados, Paulo discutia na sinagoga, procurando convencer judeus e gregos. 5 Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo dedicou-se inteiramente à Palavra, testemunhando diante dos judeus que Jesus era o Messias. 6 Mas, por causa da resistência e blasfêmias deles, Paulo sacudiu as vestes e disse: “Vós sois responsáveis pelo que acontecer. Eu não tenho culpa; de agora em diante, vou dirigir-me aos pagãos”. 7 Então, saindo dali, Paulo foi para a casa de um pagão, um certo Tício Justo, adorador do Deus único, que morava ao lado da sinagoga. 8 Crispo, o chefe da sinagoga, acreditou no Senhor com toda a sua família; e muitos coríntios que escutavam Paulo acreditavam e recebiam o batismo.

    Palavra do Senhor.

    Sl 97(98)

    O Senhor fez conhecer seu poder salvador / perante as nações.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! /
    Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

    O Senhor fez conhecer a salvação, / e às nações, sua justiça; /
    recordou o seu amor sempre fiel / pela casa de Israel. – R.

    Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. /
    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! – R.

    João 16,16-20

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16 “Pouco tempo ainda e já não me vereis. E outra vez pouco tempo e me vereis de novo”. 17 Alguns dos seus discípulos disseram então entre si: “O que significa o que ele nos está dizendo: ‘Pouco tempo e não me vereis, e outra vez pouco tempo e me vereis de novo’, e: ‘Eu vou para junto do Pai’?” 18 Diziam, pois: “O que significa esse pouco tempo? Não entendemos o que ele quer dizer”. 19 Jesus compreendeu que eles queriam interrogá-lo; então, disse-lhes: “Estais discutindo entre vós porque eu disse: ‘Pouco tempo e já não me vereis, e outra vez pouco tempo e me vereis’? 20 Em verdade, em verdade vos digo, vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará. Vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”.

    Palavra da Salvação.

    “Vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”.

    É impossível a nós, discípulos de Jesus, compreender plenamente os mistérios de Deus. Quando tentamos olhar para as situações do cotidiano de nossa vida e de nossa sociedade tudo parece ainda mais nebuloso: como explicar alguns acontecimentos dolorosos, tragédias anunciadas e vividas por muitas pessoas?

    Provavelmente, os discípulos de Jesus também viveram estes mesmos sentimentos ao ouvir suas palavras e Jesus compreende esta situação e acalma a eles e a nós: em alguns momentos, o mundo parecerá ter vencido às custas de nossa dor, o mundo parecerá estar feliz às custas de nossos sofrimentos. A injustiça parecerá ter dado a última palavra até que, estejamos certos disso, nossa tristeza se transformará em alegria! É preciso compreender bem estas palavras: Jesus não está prometendo uma reviravolta certa onde aqueles que são pisados se tornarão os opressores, ou aqueles que foram feridos sentirão o gosto da vingança. Obviamente que não. Ele está reafirmando que, por mais que em alguns momentos tenderemos a nos sentirmos tristes, derrotados, distantes de nosso Deus, nunca nos esqueçamos que Ele se encontra junto a nós e, quando nisso formos nos confiando, nossa alegria retornará aos nossos corações. Deus não nos abandona, mas está ao nosso lado para nos ajudar a viver e enfrentar nossos desafios do cotidiano! Creiamos: Deus vive e conosco está todos os dias!

    Reflexão feita pelos noviços

  • 6ª feira da 6ª semana da Páscoa

    • 1ª Leitura
    • Salmo
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Festa da Visitação de Nossa Senhora

    Sofonias 3,14-18

    14 Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! 15 O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. 16 Naquele dia se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! 17 O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores, 18 como nos dias de festa. Afastarei de ti a desgraça, para que nunca mais te cause humilhação”.

    Palavra do Senhor.

    Sl Is 12

    O santo de Israel é grande entre vós.

    Eis o Deus, meu salvador, eu confio e nada temo; † o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. /
    Com alegria bebereis do manancial da salvação. – R.

    E direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, † invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, /
    entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. – R.

    Louvai, cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, / publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! /
    Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, / porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel!” – R.

    Lucas 1,39-56

    39 Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46 Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, 48 porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49 porque o Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo 50 e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem. 51 Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52 Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. 54 Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55 conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência para sempre”. 56 Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

    Palavra da Salvação.

    “Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?”.

    A festa da Visitação de Nossa Senhora à sua prima Isabel nos permite melhor compreender o que motiva o coração daqueles que se entregaram plenamente à ação de Deus em suas vidas. Maria acabara de dizer seu “sim” ao anjo Gabriel e passara a trazer em seu ventre o Menino Deus.

    A partir dali, sua vida nunca mais seria a mesma. Ela descobre que sua prima precisava de sua ajuda e parte imediatamente para atender sua necessidade. Saudada como aquela que traz a presença de Deus ao lar de sua prima, responde com o belo hino da humildade cristã: o Senhor havia feito nela maravilhas e somente ele é o Grandioso. Isabel lhe havia interpelado sobre o merecimento de ter a mãe de Deus em seu lar, Maria lhe responde que apenas a Deus é devido todo o louvor, toda a honra e toda a glória.

    Ela só podia ser reverenciada em referência ao Filho de Deus que ela trazia em seu ventre. Eis a humildade cristã: nossa grandeza é a possibilidade de escolhermos nos fazermos pequenos para que Deus seja grande em nós. De desejar abrir espaço dentro de nossas autossuficiências para que Deus nos ensine como podemos ser felizes atendendo as necessidades dos outros. Maria nos mostra como ser a serva do Senhor. Que seu exemplo nos inspire a desejar que Deus aja em nós também.

    Reflexão feita pelos noviços