julho/2024

  • 2ª-feira da 13ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Amós 2,6-10.13-16

    6Isto diz o Senhor: “Pelos três crimes de Israel, pelos seus quatro crimes, não retirarei a palavra: porque eles vendem o justo por dinheiro e o indigente, pelo preço de um par de chinelos; 7pisam, na poeira do chão, a cabeça dos pobres e impedem o progresso dos humildes; filho e pai vão à mesma mulher, profanando meu santo nome; 8deitando-se junto a qualquer altar, usando roupas que foram entregues em penhor, bebem vinho à custa de pessoas multadas, na casa de Deus. 9Entretanto, eu tinha aniquilado, diante deles, os amorreus, homens espadaúdos como cedros e robustos como carvalhos, destruindo-lhes os frutos na ramada e arrancando-lhes as raízes. 10Fui eu que vos fiz sair da terra do Egito e vos guiei pelo deserto, durante quarenta anos, para ocupardes a terra dos amorreus. 13Pois bem, eu vos calcarei aos pés como calca o chão a carroça carregada de feixes; 14o mais ágil não conseguirá fugir, o mais forte não achará força, o valente não salvará a vida; 15o arqueiro não resistirá de pé, o corredor veloz não terá pernas para escapar, nem se salvará o cavaleiro; 16o mais corajoso dentre os corajosos fugirá nu naquele dia”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 49(50)
    Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!

    “Como ousas repetir os meus preceitos / e trazer minha aliança em tua boca? /
    Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos / e deste as costas às palavras dos meus lábios! – R.

    Quando vias um ladrão, tu o seguias / e te juntavas ao convívio dos adúlteros. /
    Tua boca se abriu para a maldade / e tua língua maquinava a falsidade. – R.

    Assentado, difamavas teu irmão, / e ao filho de tua mãe injuriavas. /
    Diante disso que fizeste, eu calarei? / Acaso pensas que eu sou igual a ti? /
    É disso que te acuso e repreendo / e manifesto essas coisas aos teus olhos. – R.

    Entendei isto, todos vós que esqueceis Deus, † para que eu não arrebate a vossa vida, /
    sem que haja mais ninguém para salvar-vos! / Quem me oferece um sacrifício de louvor, /
    este, sim, é que me honra de verdade. / A todo homem que procede retamente /
    eu mostrarei a salvação que vem de Deus”. – R.

    Mateus 8,18-22

    Naquele tempo, 18vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. 19Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”. 20Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. 21Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. 22Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.

    Palavra da salvação.

    “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai […] Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos.”

    Deus, quando nos chama para o Seu seguimento, espera uma decisão e esta pode ser cara e custosa. Deixar pai e mãe por conta do seguimento de Jesus Cristo, que preço alto! Jesus em Sua natureza divina também deixou o Pai para vir ao nosso encontro, assim também o convidado é chamado a deixar os pais. Mas, sendo os pais um símbolo de um preço alto a ser pago, o que Deus pede hoje aos Seus para que O sigam?

    Apesar da dificuldade em abrir mão de algo, tudo é dom e tudo é graça! Deus deu, Deus tirou! Os pais são dons, os talentos naturais também são; oportunidades, desafios, saúde, doença, conflitos, tudo é graça. Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus. Nada se pode reter para si a não ser os pecados. Se Deus pede um dom caríssimo, o que fazer senão ofertar a Ele, restituir o que recebemos por empréstimo?

    Desta forma, vamos colocar nossa confiança n’Ele. Vamos ofertar nossos dons ao Autor deles. Rendamos graças e sejamos gratos pelos bens que d’Ele recebemos, e se Ele já nos tomou os nossos “vinhos” mais finos, simplesmente nos conformemos com a Sua vontade, pois tudo é d’Ele, e por Ele, e para Ele foram feitas todas as coisas.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 13ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Amós 3,1-8; 4,11-12

    1Ouvi, filhos de Israel, a palavra que disse o Senhor para vós e para todas as tribos que eu retirei do Egito: 2“Dentre todas as nações da terra, somente a vós reconheci; por isso usarei o castigo por todas as vossas iniquidades. 3Se duas pessoas caminham juntas, não é porque estão de acordo? 4Se o leão ruge na selva, não é porque encontrou a presa? Se no covil rosna o filhote do leão, não é porque agarrou sua parte? 5Acaso, sem armadilha, se prende uma ave no chão? Acaso dispara a armadilha antes de capturar a presa? 6Se ressoa na cidade o toque da trombeta, não fica a população apavorada? Se acontece uma desgraça na cidade, não foi o Senhor que fez? 7Pois nada fará o Senhor Deus que não revele o plano a seus servos, os profetas. 8Ruge o leão, quem não terá medo? Falou o Senhor Deus, quem não será seu profeta? 4,11Eu arrasei-vos, como arrasei Sodoma e Gomorra, e ficastes como um tição, retirado da fogueira; e, contudo, não voltastes para mim”, diz o Senhor. 12“Por isso, assim te tratarei, Israel; e, porque sabes como te vou tratar, prepara-te, Israel, para ajustar contas com o teu Deus”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 5
    Na vossa justiça, guiai-me, Senhor!

    Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, / não pode o mau morar convosco; /
    nem os ímpios poderão permanecer / perante os vossos olhos. – R.

    Detestais o que pratica a iniquidade / e destruís o mentiroso. /
    Ó Senhor, abominais o sanguinário, / o perverso e enganador. – R.

    Eu, porém, por vossa graça generosa, / posso entrar em vossa casa. /
    E, voltado reverente ao vosso templo, / com respeito vos adoro. – R.

    Mateus 8,23-27

    Naquele tempo, 23Jesus entrou na barca e seus discípulos o acompanharam. 24E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia. 25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar e fez-se uma grande calmaria. 27Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”

    Palavra da salvação.

    “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?”

    O evangelho escrito pelo evangelista São Marcos tem como intuito responder à pergunta “quem é Jesus?”. Os discípulos conheceram a humanidade de Cristo e demoraram a reconhecer de fato à Pessoa que se manifestava em Jesus, o Filho de Deus vivo. Pedro só soube quem era Jesus quando o Pai lhe tinha revelado e, desta forma, a fé dada por Deus é a via para o conhecimento de Jesus, o Ungido.

    Por isso, peçamos neste dia a graça da fé, para que Deus sustente e aumente em nós a virtude da fé, para que seja reta, humilde, confiante e acolhedora e assim reconhecendo a presença sutil e simples de Jesus nos barcos de nossas vidas, possamos navegar tranquilamente no mar agitado da vida, pois teremos ao nosso lado Aquele tira as nossas almas dos abismos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • São Tomé

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Efésios 2,19-22

    Irmãos, 19já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. 20Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. 21É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo santo no Senhor. 22E vós também sois integrados nessa construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 116(117)
    Ide por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

    Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, / povos todos, festejai-o! – R.

    Pois comprovado é seu amor para conosco, / para sempre ele é fiel! – R.

    João 20,24-29

    24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29Jesus lhe disse: “Acreditaste porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

    Palavra da salvação.

    “E não sejas incrédulo, mas fiel”.

    Hoje celebramos a festa de São Tomé. Tomé é conhecido pela sua falta de fé que só acredita vendo. Ora, Jesus é o Verbo encarnado, e assim como um humano os outros podiam vê-lo com seus olhos corporais, por outro lado, a natureza divina só era revelada pela fé. Quantos hoje em dia buscam crer em Deus por uma via única da razão e acabam caindo no gnosticismo ou no ateísmo por Deus não caber em seus esquemas ou por não sentirem com seus corpos a presença de Jesus. Não que Ele não possa aparecer a alguém com Seu Corpo, como aconteceu com alguns santos, mas estas coisas não são motivos adequados para se crer na Pessoa de Jesus Cristo.

    Apesar da incredulidade de Tomé, ele não deixou de se tornar santo e acolheu a Palavra de Deus que lhe disse: bem-aventurados os que creram sem terem visto! Crer sem ter visto é uma graça que Deus concede ao longo de uma caminhada de fé. Na medida em que se precisa de mais fé, Deus dará o necessário. Mesmo assim, não nos cansemos de persistir na oração para que Ele aumente em nós a fé, e assim, alimentados pela fé em Jesus Cristo, possamos, como São Tomé, anunciar a Boa Nova ao mundo inteiro.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 13ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Amós 7,10-17

    Naqueles dias, 10Amasias, sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: “Amós conspira contra ti, dentro da própria casa de Israel; o país não consegue evitar que se espalhem todas as suas palavras. 11Ele anda dizendo: ‘Jeroboão morrerá pela espada, e Israel será deportado de sua pátria, como escravo’”. 12Disse depois Amasias a Amós: “Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; 13mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino”. 14Respondeu Amós a Amasias, dizendo: “Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. 15O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: ‘Vai profetizar para Israel, meu povo’”. 16E agora ouve a palavra do Senhor: “Tu dizes: ‘Não profetizes contra Israel e não insinues palavras contra a casa de Isaac’. 17Pois bem, isto diz o Senhor: ‘Tua mulher se prostituirá na cidade, teus filhos e filhas morrerão pela espada, tuas terras serão tomadas e loteadas; tu mesmo morrerás em terra poluída, e Israel será levado em cativeiro para longe de seu país’”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 18(19)

    Os julgamentos do Senhor são corretos / e justos igualmente.

    A lei do Senhor Deus é perfeita, / conforto para a alma! /
    O testemunho do Senhor é fiel, / sabedoria dos humildes. – R.

    Os preceitos do Senhor são precisos, / alegria ao coração. /
    O mandamento do Senhor é brilhante, / para os olhos é uma luz. – R.

    É puro o temor do Senhor, / imutável para sempre. /
    Os julgamentos do Senhor são corretos / e justos igualmente. – R.

    Mais desejáveis do que o ouro são eles, / do que o ouro refinado. /
    Suas palavras são mais doces que o mel, / que o mel que sai dos favos. – R.

    Mateus 9,1-8

    Naquele tempo, 1entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” 3Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” 4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? 6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder para perdoar pecados” – disse, então, ao paralítico -, “levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. 7O paralítico então se levantou e foi para a sua casa. 8Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

    Palavra da salvação.

    “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!”

    Queridos irmãos e queridas irmãs! Paz e bem!

    O Evangelho narra o episódio em que Jesus, ao curar um paralítico perdoando os seus pecados, é criticado pelos doutores da Lei e os rebate dizendo: “Por que tendes esses pensamentos em vossos corações? O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda? Pois bem, para que saibas que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados, – disse, então, ao paralítico – ‘Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”.

    Mostrando aos doutores da Lei, que Ele, o Filho do Homem, tem o poder de perdoar os pecados e que por esse perdão podemos ser curados, Jesus quer nos ensinar que os nossos pecados podem nos paralisar e nos impedir de caminharmos pelo caminho da Salvação.

    Porém, pela Sua infinita misericórdia, Jesus está todos os dias nos dizendo: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” (Mt 9,2) e nos convidando a uma verdadeira conversão de coração, que nos levará de volta ao caminho do plano salvífico de Seu Pai, conversão essa de coração que os doutores da Lei não compreenderam, por isso tinham suas visões paralisadas e não conseguiam enxergar que Jesus era o Messias.

    Hoje, dia em que a Igreja celebra a memória de Santa Isabel, rainha de Portugal, que buscou desde nova a verdadeira conversão de coração, não se paralisando pelo pecado e suportando com heróica abnegação provações e dificuldades e se dedicando a caridade com os mais empobrecidos se fazendo terceira franciscana, pedimos a sua intercessão, para que também nós saibamos ter os corações voltados para Deus e para os mais empobrecidos, nos afastando de todo o pecado que nos paralisa e buscando constantemente a verdadeira conversão, para que os nossos lábios e nossos corações “Confessem que Jesus Cristo é o Senhor, para a Glória de Deus Pai”. (Fl 2, 11)

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 13ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Amós 8,4-6.9-12

    4Ouvi isto, vós que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra; 5vós que andais dizendo: “Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos e adulterar balanças, 6dominar os pobres com dinheiro e os humildes com um par de sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?” 9“Acontecerá que naquele dia, diz o Senhor Deus, farei que o sol se ponha ao meio-dia e em pleno dia escureça a terra; 10mudarei em luto vossas festas e em pranto todos os vossos cânticos; farei vestir saco a todas as cinturas e tornarei calvas todas as cabeças; o país porá luto, como por um filho único, e o final desse dia terminará em amargura. 11Eis que virão dias, diz o Senhor, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão nem sede de água, mas de ouvir a palavra do Senhor”. 12Os homens vaguearão de um mar a outro mar, circulando do norte para o oriente, em busca da palavra do Senhor, mas não a encontrarão.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 118(119)
    O homem não vive somente de pão, / mas de toda palavra da boca de Deus.

    Feliz o homem que observa seus preceitos / e de todo o coração procura a Deus! – R.

    De todo o coração eu vos procuro, / não deixeis que eu abandone a vossa lei! – R.

    Minha alma se consome o tempo todo / em desejar as vossas justas decisões. – R.

    Escolhi seguir a trilha da verdade, / diante de mim eu coloquei vossos preceitos. – R.

    Como anseio pelos vossos mandamentos! / Dai-me a vida, ó Senhor, porque sois justo! – R.

    Abro a boca e aspiro largamente, / pois estou ávido de vossos mandamentos. – R.

    Mateus 9,9-13

    Naquele tempo, 9Jesus viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas, sim, os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

    Palavra da salvação.

    “Aqueles que têm saúde não precisam de médico. Quero misericórdia não sacrifício”

    Queridos irmãos e queridas irmãs! Paz e bem!

    No Evangelho de hoje, primeira sexta-feira do mês, dia em que a Igreja celebra o Sagrado Coração de Jesus, a Sagrada Escritura narra o chamado de Mateus, que de cobrador de impostos torna-se discípulo e evangelista. Estando na mesa de seu novo discípulo e junto deles outros coletores de impostos e pecadores, os fariseus questionam essa atitude de Jesus, que os responde que aqueles que têm saúde não precisam de médico e que Ele não veio para chamar os justos, mas os pecadores e os pede para que busquem saber o que significa: “Quero misericórdia e não sacrifício”.

    Ao dizer que veio para os pecadores e que deseja a misericórdia e não sacrifícios, Jesus está nos mostrando que na dinâmica do Reino de Deus, todos nós somos convidados a sermos salvos, principalmente e inclusive aqueles que mais necessitam, porém, cabe a cada um de nós responder esse chamado e adentrarmos no Seu sagrado coração, para que a Sua misericórdia perpasse as nossas vidas, nos fazendo praticar pelo Seu exemplo, apenas sacrifícios de caridade.

    Como fez Santo Antônio Maria Zaccaria, que respondendo o convite do Senhor e fazendo morada em Seu coração, dedicou-se aos pobres, curando-lhes como médico as doenças físicas e como sacerdote as espirituais. Hoje, dia em que a Igreja celebra a sua memória, pedimos sua intercessão para que saibamos praticar a misericórdia e nos assemelharmos ao Sagrado Coração de Jesus.

    Sendo Santo Antônio médico, que curava os enfermos, e sacerdote que ministrava os sacramentos, peçamos também sua intercessão pela intenção do Santo Padre o Papa Francisco e rezemos juntos com o apostolado da oração para que o Sacramento da Unção dos Enfermos dê às pessoas que o recebem e a seus entes queridos a força do Senhor e se torne para todos, cada vez mais, um sinal visível de compaixão, esperança e misericórdia.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 13ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Amós 9,11-15

    11“Naquele dia, reerguerei a tenda de Davi, em ruínas, e consertarei seus estragos, levantando-a dos escombros e reconstruindo tudo, como nos dias de outrora; 12desse modo possuirão todo o resto de Edom e das outras nações, que são chamadas com o meu nome, diz o Senhor, que tudo isso realiza. 13Eis que dias virão, diz o Senhor, em que se seguirão de perto quem ara e quem ceifa, o que pisa as uvas e o que lança a semente; os montes destilarão vinho e as colinas parecerão liquefazer-se. 14Mudarei a sorte de Israel, meu povo cativo; eles reconstruirão as cidades devastadas e as habitarão, plantarão vinhas e tomarão o vinho, cultivarão pomares e comerão seus frutos. 15Eu os plantarei sobre o seu solo e eles nunca mais serão arrancados de sua terra, que eu lhes dei”, diz o Senhor teu Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 84(85)
    O Senhor anunciará a paz para o seu povo.

    Quero ouvir o que o Senhor irá falar: / é a paz que ele vai anunciar; /
    a paz para o seu povo e seus amigos, / para os que voltam ao Senhor seu coração. – R.

    A verdade e o amor se encontrarão, / a justiça e a paz se abraçarão; /
    da terra brotará a fidelidade, / e a justiça olhará dos altos céus. – R.

    O Senhor nos dará tudo o que é bom, / e a nossa terra nos dará suas colheitas; /
    a justiça andará na sua frente / e a salvação há de seguir os passos seus. – R.

    Mateus 9,14-17

    Naquele tempo, 14os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão. 16Ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. 17Também não se coloca vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se coloca em odres novos, e assim os dois se conservam”.

    Palavra da salvação.

    “Mas vinho novo se coloca em odres novos, e assim os dois se conservam”

    Queridos irmãos e queridas irmãs! Paz e bem!

    No Evangelho de hoje, ao ser questionado pelos discípulos de João o motivo de Seus discípulos não jejuarem, Jesus em Sua imensa sabedoria, os responde que não se coloca vinho novo em odres velhos e que os amigos do noivo não podem estar de luto enquanto o noivo está com eles.

    Somos sempre convidados por Jesus a uma verdadeira conversão, e no Evangelho de hoje não é diferente. Ao dizer que o vinho novo colocado em odres novos faz com que os dois se conservem, Ele está nos ensinando que para recebermos o vinho novo, que é o Seu amor, Sua justiça e paz e conservá-los e o tornarmos constante em nossas vidas, devemos antes tornar novo o odre de nosso coração, nos desapegar de tudo que é contrário ao novo modo de vida proposto por Cristo.

    Quem compreendeu isso foi Santa Maria Goretti, que não querendo se manchar com o vinho velho deste mundo, vítima de cruel agressão, prefere morrer aos doze anos a perder a sua virgindade. A Igreja, reconhecendo o seu martírio, celebra no dia de hoje a sua memória, e nós, cativados pelo seu exemplo de entrega ao Pai, pedimos a sua intercessão, para que os nossos corações sejam odres novos e que seja preenchido somente com o amor e a paz Daquele que veio fazer nova todas as coisas. (Cf. Ap. 21,5)

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 14º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 2,2-5

    2Naqueles dias, depois de me ter falado, entrou em mim um espírito que me pôs de pé. Então eu ouvi aquele que me falava, 3o qual me disse: “Filho do homem, eu te envio aos israelitas, nação de rebeldes, que se afastaram de mim. Eles e seus pais se revoltaram contra mim até o dia de hoje. 4A estes filhos de cabeça dura e coração de pedra vou-te enviar, e tu lhes dirás: ‘Assim diz o Senhor Deus’. 5Quer te escutem, quer não – pois são um bando de rebeldes -, ficarão sabendo que houve entre eles um profeta”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 122(123)
    Os nossos olhos estão fitos no Senhor: / tende piedade, ó Senhor, tende piedade!

    Eu levanto os meus olhos para vós, / que habitais nos altos céus. /
    Como os olhos dos escravos estão fitos / nas mãos do seu senhor. – R.

    Como os olhos das escravas estão fitos / nas mãos de sua senhora, /
    assim os nossos olhos, no Senhor, / até de nós ter piedade. – R.

    Tende piedade, ó Senhor, tende piedade; / já é demais esse desprezo! /
    Estamos fartos do escárnio dos ricaços / e do desprezo dos soberbos! – R.

    2 Coríntios 12,7-10

    Irmãos, 7para que a extraordinária grandeza das revelações não me ensoberbecesse, foi espetado na minha carne um espinho, que é como um anjo de satanás a esbofetear-me, a fim de que eu não me exalte demais. 8A esse propósito, roguei três vezes ao Senhor que o afastasse de mim. 9Mas ele disse-me: “Basta-te a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta”. Por isso, de bom grado, eu me gloriarei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. 10Eis por que eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor a Cristo. Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte.

    Palavra do Senhor.

    Marcos 6,1-6

    Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isso? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

    Palavra da salvação.

    “E admirou-se com a falta de fé deles.”

    Queridos irmãos e queridas irmãs! Paz e bem!

    O Evangelho de hoje narra o episódio em que Jesus vai para Nazaré, mas é rejeitado por seus parentes e familiares. Admirado pela falta de fé deles, apenas cura alguns doentes e diz que um profeta só não é estimado entre os seus.

    Ainda hoje temos dificuldade de reconhecermos a presença de Jesus naqueles que são mais próximos de nós e, agindo como os nazarenos, vamos colocando tantos julgamentos em nossos parentes e familiares que não percebemos, com os olhos da fé, que em todos existem a presença do Verbo, e que Deus é capaz de usar instrumentos demasiadamente humanos para nos transformar e curar.

    Pedimos neste domingo, que Deus aumente a nossa fé, o amor para com os nossos parentes e familiares e nos dê a sensibilidade necessária, para que guiados pelo Espírito Santo, tenhamos corações simples e generosos, capazes de perceber Sua presença em nossos próximos e dessa forma em nossas vidas.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 14ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Oseias 2,16-18.21-22

    16“Eis que eu a vou seduzir, levando-a à solidão, onde lhe falarei ao coração; 17e ela aí responderá ao compromisso, como nos dias de sua juventude, nos dias da sua vinda da terra do Egito. 18Acontecerá nesse dia, diz o Senhor, que ela me chamará ‘Meu marido’, e não mais chamará ‘Meu Baal’. 21Eu te desposarei para sempre; eu te desposarei conforme as sanções da justiça e conforme as práticas da misericórdia. 22Eu te desposarei para manter fidelidade, e tu conhecerás o Senhor”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 144(145)
    Misericórdia e piedade é o Senhor.

    Todos os dias haverei de bendizer-vos, / hei de louvar o vosso nome para sempre. /
    Grande é o Senhor e muito digno de louvores, / e ninguém pode medir sua grandeza. – R.

    Uma idade conta à outra vossas obras / e publica os vossos feitos poderosos; /
    proclamam todos o esplendor de vossa glória / e divulgam vossas obras portentosas! – R.

    Narram todos vossas obras poderosas, / e de vossa imensidade todos falam. /
    Eles recordam vosso amor tão grandioso / e exaltam, ó Senhor, vossa justiça. – R.

    Misericórdia e piedade é o Senhor, / ele é amor, é paciência, é compaixão. /
    O Senhor é muito bom para com todos, / sua ternura abraça toda criatura. – R.

    Mateus 9,18-26

    18Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele e disse: “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela, e ela viverá”. 19Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos. 20Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia há doze anos veio por trás dele e tocou a barra do seu manto. 21Ela pensava consigo: “Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada”. 22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: “Coragem, filha! A tua fé te salvou”. E a mulher ficou curada a partir daquele instante. 23Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada 24e disse: “Retirai-vos, porque a menina não morreu, mas está dormindo”. E começaram a caçoar dele. 25Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão e ela se levantou. 26Essa notícia espalhou-se por toda aquela região.

    Palavra da salvação.

    “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá”.

    Estamos diante de duas curas em que Jesus demonstra o sinal de vida nova do Reino de Deus a uma mulher presa a uma doença por doze anos e uma garota morta, ressuscitada. Em ambas, as curas se realizaram por meio da fé, mas a presença de Jesus era diferente. O Seu testemunho fazia com que a confiança neste Reino de vida e na Sua pessoa manifestasse em milagres.

    Nós, como seguidores de Jesus, temos pelo batismo o compromisso de manifestar este Reino de Deus. Transmitir o Reino da Vida através de nossa vida de fé, de esperança e caridade, lutando pela dignidade humana e pela paz.

    Que o próprio Espírito Santo nos conduza e nos impulsione a vivermos como sinais do Reino de Deus.

    Reflexão dos Noviços da Província
  • Santa Paulina

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Oseias 8,4-7.11-13

    4“Eles constituíram reis sem minha vontade; constituíram príncipes sem meu conhecimento; sua prata e seu ouro serviram para fazer ídolos e para sua perdição. 5Teu bezerro, ó Samaria, foi jogado ao chão; minha cólera inflamou-se contra eles. Até quando ficarão sem purificar-se? 6Esse bezerro provém de Israel; um artesão fabricou-o, isso não é um deus; será feito em pedaços esse bezerro de Samaria. 7Semeiam ventos, colherão tempestades; se não há espiga, o grão não dará farinha; e, mesmo que dê, estranhos a comerão. 11Efraim ergueu muitos altares em expiação do pecado, mas seus altares resultaram-lhe em pecado. 12Eu lhes deixei, por escrito, grande número de preceitos, mas estes foram considerados coisa que não lhes toca. 13Gostam de oferecer sacrifícios, imolam carnes e comem; mas o Senhor não os recebe. Antes, o Senhor lembra seus pecados e castiga suas culpas: eles deverão voltar para o Egito”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 113B(115)
    Confia, Israel, no Senhor!

    É nos céus que está o nosso Deus, / ele faz tudo aquilo que quer. /
    São os deuses pagãos ouro e prata, / todos eles são obras humanas. – R.

    Têm boca e não podem falar, / têm olhos e não podem ver; /
    têm nariz e não podem cheirar, / tendo ouvidos, não podem ouvir. – R.

    Têm mãos e não podem pegar, / têm pés e não podem andar. /
    Como eles, serão seus autores, / que os fabricam e neles confiam. – R.

    Confia, Israel, no Senhor. / Ele é teu auxílio e escudo! /
    Confia, Aarão, no Senhor. / Ele é teu auxílio e escudo! – R.

    Mateus 9,32-38

    Naquele tempo, 32apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: “Nunca se viu coisa igual em Israel”. 34Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”. 35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”

    Palavra da salvação.

    “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”.

    Hoje se celebra a memória de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, seu nome de batismo é Amabile, como a primeira santa canonizada em terras brasileiras.A vida de Santa Paulina é marcada por duas coisas: seu amor e cuidado pelos sofredores e as perseguições. Sua vida foi de entrega real pelos sofredores e à educação dos órfãos. Como Jesus, se compadecia das ovelhas cansadas e abatidas. Contudo, também passou pelas perseguições dentro de casa, isto é, da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que havia fundado, até ser removida do encargo de governo, suportou tudo por amor ao Cristo sofredor e no fim de sua vida foi recompensada pelo seu testemunho de doação e serviço. Uma vida de escondimento e sacrifício por amor a Jesus.Suplicando a proteção de Santa Paulina, que a seu exemplo possamos viver neste espírito de doação. Peçamos também que cresçam mais vocações santas para a Igreja.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 14ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Oseias 10,1-3.7-8.12

    1Israel era uma vinha exuberante e dava frutos para seu consumo; na medida de sua produção, erguia os numerosos altares; na medida da fertilidade da terra, embelezava seus ídolos. 2Com o coração dividido, deve agora receber castigo; o Senhor mesmo derrubará seus altares, destruirá os seus simulacros. 3Decerto, dirão agora: “Não temos rei; não temos medo do Senhor. Que poderia o rei fazer por nós?” 7Samaria está liquidada, seu rei vai flutuando como palha em cima da água. 8Será desmantelada a idolatria dos lugares altos, pecado de Israel; ali crescerão espinhos e abrolhos sobre seus altares; então se dirá aos montes: “Cobri-nos!” e às colinas: “Caí sobre nós!”1 2Semeai justiça entre vós e colhereis amor; desbravai uma roça nova. É tempo de procurar o Senhor, até que ele venha e derrame a justiça em vós.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 104(105)
    Buscai constantemente a face do Senhor!

    Cantai, entoai salmos para ele, / publicai todas as suas maravilhas! /
    Gloriai-vos em seu nome que é santo, / exulte o coração que busca a Deus! – R.

    Procurai o Senhor Deus e seu poder, / buscai constantemente a sua face! /
    Lembrai as maravilhas que ele fez, / seus prodígios e as palavras de seus lábios! – R.

    Descendentes de Abraão, seu servidor, / e filhos de Jacó, seu escolhido, /
    ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, / vigoram suas leis em toda a terra. – R.

    Mateus 10,1-7

    Naquele tempo, 1Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. 2Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; 3Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. 5Jesus enviou esses Doze com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’”.

    Palavra da salvação.

    “Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel”.

    Hoje, vemos no Evangelho a apresentação dos doze primeiros discípulos e companheiros íntimos de Jesus a serem enviados em Seu nome para cumprirem a ordem d’Ele de expulsar espíritos maus e curarem. Podemos também colocar nossos nomes na lista, pois pelo dom do Espírito Santo, todos somos chamados a nos unirmos à Sua companhia e sermos Seus missionários e anunciarmos o Reino de Deus.

    Não podemos esquecer também de rezarmos pelas vocações, não somente por novas vocações, mas pela perseverança e fidelidade dos que já estão vivendo o seu chamado, com olhar carinhoso aos que estão em terras estrangeiras em meio às guerras e a fome.

    Que o bom Espírito Santo nos fortaleça e nos ajude a vivermos como chamados do Senhor em nossas realidades cotidianas e, aos que estão em missão em terras de guerra e de fome, que Ele lhes dê força, perseverança e fé na ressurreição e na missão do Reino de Deus.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • São Bento

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Oseias 11,1-4.8-9

    1“Quando Israel era criança, eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho. 2Quanto mais eu os chamava, tanto mais eles se afastavam de mim; imolavam aos Baals e sacrificavam aos ídolos. 3Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. 4Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo e rebaixava-me a dar-lhes de comer. 8Meu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. 9Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 79(80)
    Sobre nós iluminai a vossa face / e, então, seremos salvos, ó Senhor!

    Ó pastor de Israel, prestai ouvidos. / Vós, que sobre os querubins vos assentais, /
    despertai vosso poder, ó nosso Deus, / e vinde logo nos trazer a salvação! – R.

    Voltai-vos para nós, Deus do universo! † Olhai dos altos céus e observai. /
    Visitai a vossa vinha e protegei-a! / Foi a vossa mão direita que a plantou; /
    protegei-a, e ao rebento que firmastes! – R.

    Mateus 10,7-15

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! 9Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro nos vossos cintos; 10nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento. 11Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida. 12Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. 14Se alguém não vos receber nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade e sacudi a poeira dos vossos pés. 15Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo”.
    Palavra da salvação.

    “De graça recebestes, de graça deveis dar!”.

    Jesus, hoje, orienta o modo de ser e agir dos missionários d’Ele, deixando bem claro que devemos viver na total gratuidade os dons que Deus não só nos dá, mas que também quer que se manifestem aos outros no Reino de Deus que se realiza em nós.

    Celebrando a memória de São Bento, vemos como o dom de Deus pode se manifestar e realizar mudanças na história. Conhecido como o “Pai da vida monástica”, foi o responsável por deixar a Regra mais difundida, foi quem iniciou a vida comunitária e estruturou a vida consagrada no Ocidente. Homem de grande sabedoria, de vida de trabalho e de oração.

    Que pela intercessão de São Bento o Senhor nos ajude a sermos abertos aos dons de Deus em nossas vidas e sejamos capazes de manifestarmos os dons da bondade de Deus e do Seu Reino com total gratuidade.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 14ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Oseias 14,2-10

    2“Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado. 3Vós todos, encontrai palavras e voltai para o Senhor; dizei-lhe: ‘Livra-nos de todo o mal e aceita este bem que oferecemos, o fruto de nossos lábios. 4A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não chamaremos mais ‘deuses nossos’ a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o órfão misericórdia’. 5Hei de curar sua perversidade e me será fácil amá-los, deles afastou-se a minha cólera. 6Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio e lançará raízes como plantas do Líbano. 7Seus ramos hão de estender-se; será seu esplendor como o da oliveira, e seu perfume como o do Líbano. 8Voltarão a sentar-se à minha sombra e a cultivar o trigo, e florescerão como a videira, cuja fama se iguala à do vinho do Líbano. 9Que tem ainda Efraim a ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste sempre verde: de mim procede o teu fruto. 10Compreenda estas palavras o homem sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e por eles andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 50(51)
    Minha boca anunciará vosso louvor!

    Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! /
    Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.

    Mas vós amais os corações que são sinceros, / na intimidade me ensinais sabedoria. /
    Aspergi-me e serei puro do pecado, / e mais branco do que a neve ficarei. – R.

    Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. /
    Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! – R.

    Dai-me de novo a alegria de ser salvo / e confirmai-me com espírito generoso! /
    Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, / e minha boca anunciará vosso louvor! – R.

    Mateus 10,16-23

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16“Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18Vós sereis levados diante de governadores e reis por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados de como falar ou do que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas, sim, o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais e os matarão. 22Vós sereis odiados por todos por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. 23Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel antes que venha o Filho do Homem”.

    Palavra da salvação.

    “Não sereis vós que havereis de falar, mas sem o Espírito do vosso Pai”.

    No Evangelho de hoje, os discípulos de Jesus são chamados a viverem e a anunciarem a Boa Nova do evangelho no mundo. No entanto, este mundo é perverso e guiado por um sistema anti-cristão, inclinado ao mal.

    Diferentemente do que muitos andam pregando e prometendo nos dias de hoje, Jesus não promete a seus discípulos nenhum lugar ao sol, não diz que eles serão bem acolhidos, que serão aplaudidos, que conquistarão os palcos deste mundo e que o mundo amará a Palavra por eles anunciada. Muito pelo contrário: eles serão odiados, rejeitados, maltratados, presos e mortos por causa do nome de Jesus. Como alguém pode se sentir atraído por um projeto que o levará a sofrer, a perder espaço neste mundo? Como alguém pode amar um gênero de vida que não faz nenhuma promessa humanamente convincente, que não promete nada que encha os olhos? Só há uma explicação: aqueles discípulos conheceram um Grande Amor. Esse amor transformou suas vidas, deu-lhes um novo coração.

    Ninguém por si mesmo é capaz de amar. O amar é um dom de Deus. E só por um dom de Deus alguém se torna capaz de abraçar o martírio.

    Peçamos a Jesus o dom de amá-lo. Reconheçamos nossa miséria! Reconheçamos que, sem Ele, nada poderemos fazer. O amor que Jesus nos dá tem um nome: chama-se Espírito Santo. Ele (o Espírito Santo) estará sempre conosco nas tribulações deste mundo. É com esse Espírito que venceremos e é Ele que nos dará as palavras de vida para que com elas possamos anunciar o evangelho ao mundo.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 14ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 6,1-8

    1No ano da morte do rei Ozias, vi o Senhor sentado num trono de grande altura; o seu manto estendia-se pelo templo. 2Havia serafins de pé a seu lado; cada um tinha seis asas: duas cobriam-lhes o rosto, duas os pés e, com duas, eles podiam voar. 3Eles exclamavam uns para os outros: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está repleta de sua glória”. 4Ao clamor dessas vozes, começaram a tremer as portas em seus gonzos e o templo encheu-se de fumaça. 5Disse eu então: “Ai de mim, estou perdido! Sou apenas um homem de lábios impuros, mas eu vi com meus olhos o rei, o Senhor dos exércitos”. 6Nisto, um dos serafins voou para mim, tendo na mão uma brasa, que retirara do altar com uma tenaz, 7e tocou minha boca, dizendo: “Assim que isto tocou teus lábios, desapareceu tua culpa, e teu pecado está perdoado”. 8Ouvi a voz do Senhor, que dizia: “Quem enviarei? Quem irá por nós?” Eu respondi: “Aqui estou! Envia-me”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 92(93)
    Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

    Deus é rei e se vestiu de majestade, / revestiu-se de poder e de esplendor! – R.

    Vós firmastes o universo inabalável, † vós firmastes vosso trono desde a origem, / desde sempre, ó Senhor, vós existis! – R.

    Verdadeiros são os vossos testemunhos, † refulge a santidade em vossa casa, / pelos séculos dos séculos, Senhor! – R.

    Mateus 10,24-33

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24“O discípulo não está acima do mestre nem o servo acima do seu senhor. 25Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares! 26Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado e nada há de escondido que não seja conhecido. 27O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! 28Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! 29Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. 31Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. 32Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.

    Palavra da salvação.

    “Não tenhais medo dos que matam o corpo”.

    No evangelho de hoje, Nosso Senhor Jesus Cristo encoraja seus discípulos a não terem medo de proclamar o seu amor ao mundo. Ele não mente a seus discípulos, mas lhes diz a verdade: “Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares”. Em outras palavras: se Ele, Jesus, foi insultado, perseguido, rejeitado, condenado pelos homens, seus discípulos não devem esperar algo melhor deles, pois “o discípulo não está acima do mestre”. No entanto, ensina-lhes a não temerem os homens, que podem matar seus corpos, mas jamais poderão tirar-lhes a Vida Eterna.

    Neste Evangelho, Jesus está dizendo com toda clareza que aquele que andar com Ele vai encontrar oposições e ameaças. Paradoxalmente, o seu Grande Amor vai provocar o ódio de muitos. A Salvação NÃO será bem acolhida por muita gente e a razão para tal rejeição é muito simples: Cristo veio nos salvar de nossos enganos, de nossos falsos deuses, de nossos ídolos, de nossos sonhos ilusórios, de nosso mundinho, de nossos gostos destrutivos, de nossas paixões desordenadas, de nosso euzinho que deseja reinar. Ele veio nos salvar de nós mesmos. Com frequência, nós somos os “faraós” de nossas próprias vidas, os quais não desejam nos libertar a fim de que sejamos livres para a amar a Deus. Nós, que somos nossos algozes, não raramente nos opomos ao nosso Libertador (Jesus Cristo): resistimo-Lo, tapamos nossos ouvidos, queremos calá-Lo ou então, deturpamos sua mensagem a fim de adaptá-la a nossos caprichos e preferências arbitrárias.

    Como será que acolhemos a Cristo e sua Palavra? Saibamos nós que mesmo que nós não o acolhamos, Ele nos acolhe, ama-nos e, todos os dias, por amor, procura atrair-nos para Si. Abramos nossos corações para correspondermos a Seu Grande Amor!

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 15º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Amós 7,12-15

    Naqueles dias, 12disse Amasias, sacerdote de Betel, a Amós: “Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; 13mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino”. 14Respondeu Amós a Amasias, dizendo: “Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. 15O Senhor chamou-me quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: ‘Vai profetizar para Israel, meu povo’”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 84(85)
    Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade / e a vossa salvação nos concedei!

    Quero ouvir o que o Senhor irá falar: / é a paz que ele vai anunciar. /
    Está perto a salvação dos que o temem, / e a glória habitará em nossa terra. – R.

    A verdade e o amor se encontrarão, / a justiça e a paz se abraçarão; /
    da terra brotará a fidelidade, / e a justiça olhará dos altos céus. – R.

    O Senhor nos dará tudo o que é bom, / e a nossa terra nos dará suas colheitas; /
    a justiça andará na sua frente / e a salvação há de seguir os passos seus. – R.

    Efésios 1,3-14 ou 3-10

    [3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. 4Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. 5Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, 6para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado. 7Pelo seu sangue, nós somos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas, segundo a riqueza da sua graça, 8que Deus derramou profusamente sobre nós, abrindo-nos a toda sabedoria e prudência. 9Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em si mesmo, 10para levar à plenitude o tempo estabelecido e recapitular, em Cristo, o universo inteiro: tudo o que está nos céus e tudo o que está sobre a terra.] 11Nele também nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados 12a ser, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo. 13Nele também vós ouvistes a Palavra da verdade, o Evangelho que vos salva. Nele, ainda, acreditastes e fostes marcados com o selo do Espírito prometido, o Espírito Santo, 14que é o penhor da nossa herança para a redenção do povo que ele adquiriu para o louvor da sua glória.

    Palavra do Senhor.

    Marcos 6,7-13

    Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” 12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

    Palavra da salvação.

    “Começou a enviá-los”

    O Evangelho de hoje fala sobre uma missão que Jesus dá aos doze, os quais Ele chamou para serem seus apóstolos (mensageiros). Os discípulos são enviados a anunciar o evangelho do Reino de Deus ordenando-lhes que não levassem nada pelo caminho. Com isso, os doze discípulos do Senhor deveriam aprender que nessa missão eles não deveriam pôr a sua confiança nos bens materiais, nem na própria força e nem na própria inteligência. Toda a confiança do missionário deve ser colocada unicamente no Senhor que provê o que é necessário para a sua obra e para aqueles que a desempenham. É do Senhor que provém: o alimento, a sabedoria, a inteligência, as vestes e o poder de anunciar o Evangelho. Sem Cristo nada podemos fazer. Se Ele nada nos der, nada teremos para dar aos outros. Se Ele não nos enriquecer com sua graça e com sua palavra, nada teremos com que partilhar. Se Ele não nos der o Amor, não teremos com o que amar.

    Por isso, creiamos que todo dom para nossa vida e missão aqui neste mundo provém do Senhor. Nada é apenas produto do esforço pessoal. Peça hoje ao Pai: “Senhor, dai-me a graça de saber vos servir!”.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • São Boaventura

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 1,10-17

    10Ouvi a palavra do Senhor, magistrados de Sodoma, prestai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra. 11Que me importa a abundância de vossos sacrifícios? – diz o Senhor. Estou farto de holocaustos de carneiros e de gordura de animais cevados; do sangue de touros, de cordeiros e de bodes não me agrado. 12Quando entrais para vos apresentar diante de mim, quem vos pediu para pisardes os meus átrios? 13Não continueis a trazer oferendas vazias! O incenso é para mim uma abominação! Não suporto lua nova, sábado, convocação de assembleia: iniquidade com reunião solene! 14Vossas luas novas e vossas solenidades, eu as detesto! Elas são para mim um peso, estou cansado de suportá-las. 15Quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos. Ainda que multipliqueis a oração, eu não ouço: vossas mãos estão cheias de sangue! 16Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! 17Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 49(50)
    A todo homem que procede retamente / eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

    Eu não venho censurar teus sacrifícios, / pois sempre estão perante mim teus holocaustos; /
    não preciso dos novilhos de tua casa / nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos. – R.

    Como ousas repetir os meus preceitos / e trazer minha aliança em tua boca? /
    Tu, que odiaste minhas leis e meus conselhos / e deste as costas às palavras dos meus lábios! – R.

    Diante disso que fizeste, eu calarei? / Acaso pensas que eu sou igual a ti? /
    É disso que te acuso e repreendo / e manifesto essas coisas aos teus olhos. – R.

    Quem me oferece um sacrifício de louvor, / este, sim, é que honra de verdade. /
    A todo homem que procede retamente / eu mostrarei a salvação que vem de Deus. – R.

    Mateus 10,34-11,1

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 34“Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. 35De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. 36E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. 37Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim. 38Quem não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim. 39Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. 40Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. 42Quem der ainda que seja apenas um copo de água fresca a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”. 11,1Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.

    Palavra da salvação.

    “Não vim trazer paz, mas sim a espada”

    No Evangelho de hoje, Cristo fala com seus discípulos sobre a radicalidade de seu seguimento. Para estar com Ele (Jesus) e participar de Sua Vida é necessário estar disposto a dar-se por inteiro, desapegando-se de todas as coisas deste mundo, até mesmo dos próprios familiares, porque Cristo é o Senhor de tudo e de todos. Com isso entendemos que aquele que vive agarrado à sua “vidinha”, segurando-a, conservando-a para NÃO perdê-la, jamais poderá experimentar a Grande Vida, a Vida Verdadeira, que provém do céu.

    Hoje, celebrando a memória de São Boaventura, temos um grande exemplo de um homem que, seguindo os passos de São Francisco de Assis, dedicou tudo o que tinha a Jesus. Místico e pensador medieval, Boaventura é considerado “segundo” fundador e pai da Ordem dos Frades Menores. São Francisco ensinava que a teologia pode ser estudada pelos frades desde que estes, com os estudos, não percam o principal: o espírito de oração e devoção. São Boaventura é o maior exemplo de quem conseguiu viver tal realidade. Era dotado de grande capacidade para os estudos, aos quais se dedicou, buscando sempre com eles servir a Deus.

    São Boaventura é um grande exemplo cristão e franciscano que serve como palavra de Deus para os tempos atuais. Muitos de nós buscam o conhecimento apenas para servirem a si mesmos, às suas vaidades, às buscas do próprio ego, à necessidade de ganharem mais dinheiro, de obterem status, títulos ou domínio sobre os outros ou à busca sequiosa por “ser alguém” nesta vida. São Boaventura foi muito além disso: estudou e, com os estudos, serviu a Deus. Tornou-se um grande intelectual da Ordem franciscana, mas, em vez de envaidecer-se, reconheceu que toda a sua capacidade intelectual e conhecimento obtido eram dom de Deus e por esse dom deveria amá-lo e servi-lo.

    Que a exemplo de São Boaventura possamos aprender a grande lição que o evangelho de hoje nos traz: viver orientados NÃO para esta vida passageira, mas para o Eterno, que é Deus, que é Jesus Cristo, a Vida que NÃO passa.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Nossa Senhora do Carmo

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Zacarias 2,14-17

    14“Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15Muitas nações se aproximarão do Senhor naquele dia e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl Lc 1
    O Poderoso fez por mim maravilhas, / e santo é o seu nome.

    A minha alma engrandece ao Senhor, / e se alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador. – R.

    Pois ele viu a pequenez de sua serva, / desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. /
    O Poderoso fez por mim maravilhas, / e santo é o seu nome! – R.

    Seu amor, de geração em geração, / chega a todos os que o respeitam. /
    Demonstrou o poder de seu braço, / dispersou os orgulhosos. – R.

    Derrubou os poderosos de seus tronos / e os humildes exaltou. / De bens saciou os famintos /
    e despediu, sem nada, os ricos. – R.

    Acolheu Israel, seu servidor, / fiel ao seu amor, / como havia prometido aos nossos pais, /
    em favor de Abraão e de seus filhos para sempre. – R.

    Mateus 12,46-50

    Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

    Palavra da salvação.

    “E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: Eis minha mãe e meus irmãos”.

    Caros irmãos e irmãs, Paz e Bem! A mensagem do evangelho de hoje nos ajuda a refletir sobre a identidade de Jesus. Só é possível reconhecer Jesus como Cristo por meio da fé, e não segundo categorias puramente humanas. A mãe e os irmãos de Jesus são aqueles que cumprem a vontade do Pai. Num gesto inesperado, Jesus se recusa a fazer algo muito compreensível e explica a atitude referindo-se à nova família: os que como Ele buscam fazer a vontade do Pai. É a família dos discípulos do Reino, cuja vinculação se dá pela obediência ao querer divino. A nova família, prescindindo dos laços sanguíneos, pode se alegrar ao infinito, a ponto de abarcar pessoas de todos os povos e nações. E mais ninguém pode se arrogar superior aos outros. Diante do Pai, todos têm igual dignidade. Portanto, como membros da família do Reino, que possamos conservar o espírito de igualdade e de fraternidade, que a exemplo da bem-aventurada Virgem Maria do monte Carmelo, possamos fazer a vontade do bom Deus.

    Hoje celebramos a festa da bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, nos recordamos o momento em que São Simão Stock recebeu das mãos da Virgem Maria o escapulário e a promessa de eterna salvação. Festa mariana de origem devocional. Este título recorda a herança espiritual do profeta Elias, como contemplativo e incansável defensor do único Deus de Israel. No monte Carmelo, no século XII recolheram-se alguns eremitas com o intuito de dedicar-se dia e noite ao louvor de Deus sob o patrocínio da bem-aventurada Virgem Maria.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Bem-Aventurado Inácio de Azevedo

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 10,5-7.13-16

    Assim fala o Senhor: 5“Ai de Assur, vara de minha cólera, bastão em minhas mãos, instrumento de minha indignação! 6Eu o envio contra uma nação ímpia e ordeno-lhe, contra um povo que me excita à ira, que o submeta à pilhagem e ao saque, que o calque aos pés como lama nas ruas. 7Mas ele assim não pensava, seu propósito não era esse; pelo contrário, sua intenção era esmagar e exterminar não poucas nações. 13Pois diz o rei da Assíria: ‘Realizei isso pela força da minha mão e com minha sagacidade, pois tenho experiência; aboli as fronteiras dos povos, saqueei seus tesouros e derrubei de golpe os ocupantes de altos postos; 14minha mão empalmou como um ninho a riqueza dos povos; e como se apanha uma ninhada de ovos, assim ajuntei eu os povos da terra, e não houve quem batesse asa ou abrisse o bico e desse um pio’. 15Mas, acaso, gloria-se o machado, em detrimento do lenhador que com ele corta? Ou se exalta a serra contra o serrador que a maneja? Como se a vara movesse quem a levanta e um bastão erguesse aquele que não é madeira. 16Por isso, enviará o Dominador, Senhor dos exércitos, contra aqueles fortes guerreiros, o raquitismo; e abalará sua glória com convulsões que queimam como fogo”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 93(94)
    O Senhor não rejeita o seu povo.

    Eis que oprimem, Senhor, vosso povo / e humilham a vossa herança; /
    estrangeiro e viúva trucidam, / e assassinam o pobre e o órfão! – R.

    Eles dizem: “O Senhor não nos vê / e o Deus de Jacó não percebe!” /
    Entendei, ó estultos do povo; / insensatos, quando é que vereis? – R.

    O que fez o ouvido não ouve? / Quem os olhos formou não verá? /
    Quem educa as nações não castiga? / Quem os homens ensina não sabe? – R.

    O Senhor não rejeita o seu povo / e não pode esquecer sua herança: /
    voltarão a juízo as sentenças; / quem é reto andará na justiça. – R.

    Mateus 11,25-27

    25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

    Palavra da salvação.

    “Escondestes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos”.

    Caros irmãos e irmãs, Paz e bem! Como é bom ver nosso Senhor exultando em louvor, como Maria no magnificat e Zacarias exultando em um cântico para Deus! Seria esse também o cântico de Cristo? Nesse evangelho louvemos a Deus como Jesus. Louvemos a Deus de coração sincero. Dar graças a Deus é louvar, agradecer em tudo por tudo ao Senhor. Jesus nos ensina a rezar como fez a vida toda e ainda faz se doando no altar como hóstia santa, nos ensinando que doação é a todo momento e a todo instante. Não há tempo ruim para se doar, não existe dia que não se deva fazer o bem, mas como fará o bem sem a graça de Deus? Vos pedimos Senhor: fazei que sempre procuremos fazer o que é correto; como dizia padre Zezinho: falar como Ele falou, olhar como Ele olhou, e agora louvar, exultar e cantar como Ele. Nossa Senhora, Rainha da Ordem dos Frades Menores, rogai por nós!

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 15ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 26,7-9.12.16-19

    7O caminho do justo é reto, e tu ainda aplainas a estrada ao justo. 8Sim, no caminho dos teus juízos esperamos em ti, Senhor; para o teu nome e para a tua memória volta-se o nosso desejo. 9Quando vem a noite, anseia por ti a minha alma e, com a força do espírito, te procuro no meu íntimo. Quando brilharem na terra teus juízos, os habitantes do mundo aprenderão a ser justos. 12Senhor, hás de dar-nos a paz, como nos deste a mão em nossos trabalhos. 16Senhor, eles a ti recorreram na angústia; exageraram na superstição, e veio-lhes o teu castigo. 17Como a mulher grávida, ao aproximar-se o parto, geme e chora em suas dores, assim nós, Senhor, em tua presença. 18Concebemos e sofremos dores de parto, e o que geramos foi vento. Não demos à terra frutos de salvação, não fizemos nascer habitantes para o mundo. 19Reviverão os teus mortos e se levantarão também os meus mortos. Despertai, cantai louvores, vós que jazeis no pó! Senhor, é orvalho de luz o teu orvalho, e a terra trará à luz os falecidos.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 101(102)
    O Senhor olhou a terra do alto céu.

    Vós, Senhor, permaneceis eternamente, / de geração em geração sereis lembrado! /
    Levantai-vos, tende pena de Sião, / já é tempo de mostrar misericórdia! /
    Pois vossos servos têm amor aos seus escombros / e sentem compaixão de sua ruína. – R.

    As nações respeitarão o vosso nome, / e os reis de toda a terra, a vossa glória; /
    quando o Senhor reconstruir Jerusalém / e aparecer com gloriosa majestade, /
    ele ouvirá a oração dos oprimidos / e não desprezará a sua prece. – R.

    Para as futuras gerações se escreva isto, / e um povo novo a ser criado louve a Deus. /
    Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, / e o Senhor olhou a terra do alto céu, /
    para os gemidos dos cativos escutar / e da morte libertar os condenados. – R.

    Mateus 11,28-30

    Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 28“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

    Palavra da salvação.

    “Sou manso e humilde de coração”.

    Caros irmãos e irmãs, Paz e Bem! No Evangelho de hoje, Jesus convida a todos que estão cansados e fatigados, por causa do peso de seus fardos, a Ele, que os dará descanso, pois o seu jugo é suave e o seu fardo é leve.

    O peso de nossas tristezas, angústias, dores e sofrimentos causam em nós o cansaço e a dura dificuldade em carregá-los, mas se entregarmos tudo isso que estamos vivendo nas mãos de Cristo, que é manso e humilde de coração, Ele nos dará o descanso e a força para vencermos as nossas dores e dificuldades da vida. Jesus Cristo carregou a pesada cruz de nossos pecados, suportou com amor os açoites e a terrível rejeição, mas seguiu até o fim por amor à humanidade.

    Que possamos também nós sermos suportes para a vida do nosso irmão que necessita de ajuda e força em sua caminhada e que tenhamos a confiança em Deus que é Pai e nos ajuda a vencer as dificuldades da vida com fé, esperança e amor, como ouvimos em um conhecido canto: “Eu confio em Nosso Senhor, com fé, esperança e amor”.

    Reflexão dos Noviços da Província 

  • 6ª-feira da 15ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 38,1-6.21-22.7-8

    1Naqueles dias, Ezequias foi acometido de uma doença mortal. Foi visitá-lo o profeta Isaías, filho de Amós, e disse-lhe: “Isto diz o Senhor: Arruma as coisas de tua casa, pois vais morrer e não viverás”. 2Então Ezequias virou o rosto contra a parede e orou ao Senhor, dizendo: 3“Peço-te, Senhor, te lembres de que tenho caminhado em tua presença, com fidelidade e probidade de coração, e tenho praticado o bem aos teus olhos”. Ezequias prorrompeu num grande choro. 4A palavra do Senhor foi dirigida a Isaías: 5“Vai dizer a Ezequias: Isto diz o Senhor, Deus de Davi, teu pai: ‘Ouvi a tua oração, vi as tuas lágrimas; eis que vou acrescentar à tua vida mais quinze anos, 6vou libertar-te das mãos do rei da Assíria, junto com esta cidade, que ponho sob minha proteção’”. 21Então Isaías ordenou que fizessem uma cataplasma de massa de figos e a aplicassem sobre a ferida, que ele ficaria bom. 22Perguntou Ezequias: “E qual é o sinal de que hei de subir à casa do Senhor?” 7“Este é o sinal que terás do Senhor de que ele cumprirá a promessa que fez: 8Eis que farei recuar dez graus a sombra dos graus que já desceu no relógio solar de Acaz”. De fato, a marca do sol recuara dez graus dos que ela tinha descido.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl Is 38
    Vós livrastes minha vida do sepulcro, / a fim de eu não deixar de existir.

    Eu dizia: “É necessário que eu me vá / no apogeu de minha vida e de meus dias; /
    para a mansão triste dos mortos descerei, / sem viver o que me resta dos meus anos”. – R.

    Eu dizia: “Não verei o Senhor Deus † sobre a terra dos viventes nunca mais; /
    nunca mais verei um homem neste mundo!” – R.

    Minha morada foi à força arrebatada, / desarmada como a tenda de um pastor. /
    Qual tecelão, eu ia tecendo a minha vida, / mas agora foi cortada a sua trama. – R.

    Ó Senhor, meu coração em vós espera; † por vós há de viver o meu espírito, /
    curai-me e conservai a minha vida. – R.

    Mateus 12,1-8

    1Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer. 2Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido fazer em dia de sábado!” 3Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros sentiram fome? 4Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda, que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? 5Ou nunca lestes na Lei que, em dia de sábado, no templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma? 6Ora, eu vos digo, aqui está quem é maior do que o templo. 7Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. 8De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado”.

    Palavra da salvação.

    “O Filho do Homem é Senhor do sábado.”

    Caríssimos, irmãos e irmãs, a liturgia de hoje nos fala sobre a misericórdia de Deus. Na primeira leitura, vemos Ezequias que estava acometido por uma doença mortal e, em meio a esse perigo de morte, dirigiu-se ao Senhor, em oração; cuja oração, de coração sincero, ele clama a Deus para que se lembre dele; logo após, o Senhor não apenas a escuta em suas preces e vê suas lágrimas, mas lhe dá a graça da saúde, concedendo-lhe mais tempo de vida e, ademais, colocou-o em sua santa proteção.

    Outrossim, no evangelho, quando os discípulos estão com fome e vão coletar alimentos, em dia de sábado, os fariseus os acusam de estarem violando a Lei do sábado – que consiste em ser um dia de repouso – Jesus repreende os fariseus e afirma ser o Senhor do sábado, ou seja, a vida humana é superior a Lei, pois a Lei foi criada para salvaguardar e promover a vida, não o contrário.

    Desse modo, eis o convite que a Palavra nos faz hoje, para que, ao rezarmos ao Pai, com sinceridade de coração, depositemos em seus cuidados as nossas alegrias e tristezas; sempre com fé que Deus há de nos escutar e ter misericórdia. Outro convite é a exemplo da caridade de Jesus, exposta no evangelho, possamos, também nós, privilegiarmos a vida, tanto a própria vida quanto a das outras pessoas. Tendo misericórdia, principalmente, com os que mais sofrem, por exemplo: Se é um dia de domingo e tenho um familiar enfermo, entre a missa a cuidar deste familiar, eu ajudo esta pessoa enferma, porque este gesto de cuidado, caridade e amor é a minha missa; quem age assim não peca, pois está praticando a caridade, a misericórdia, o amor e a justiça, da qual tanto nos falam as Escrituras.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 15ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Miqueias 2,1-5

    1Ai dos que tramam a iniquidade e se ocupam de maldades ainda em seus leitos! Ao amanhecer do dia, executam tudo o que está em poder de suas mãos. 2Cobiçam campos e tomam-nos com violência, cobiçam casas e roubam-nas. Oprimem o dono e sua casa, o proprietário e seus bens. 3Isto diz o Senhor: “Eis que tenciono enviar sobre esta geração perversa uma desgraça de onde não livrareis vossos pescoços; não podereis andar de cabeça erguida, porque serão tempos desastrosos. 4Naquele dia, sereis assunto de uma alegoria, de uma canção triste que diz: ‘Fomos inteiramente devastados; a parte de meu povo que passou a outro por ninguém lhe será restituída; os nossos campos são repartidos entre infiéis’. 5Por isso, não terás na assembleia do Senhor quem meça com cordel as porções consignadas por sorte”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 9B(10)
    O Senhor não se esquece do clamor dos aflitos.

    Ó Senhor, por que ficais assim tão longe / e, no tempo da aflição, vos escondeis, /
    enquanto o pecador se ensoberbece, / o pobre sofre e cai no laço do malvado? – R.

    O ímpio se gloria em seus excessos, / blasfema o avarento e vos despreza; /
    em seu orgulho, ele diz: “Não há castigo! / Deus não existe!” É isso mesmo que ele pensa. – R.

    Só há maldade e violência em sua boca, / em sua língua, só mentira e falsidade. /
    Arma emboscadas nas saídas das aldeias, / mata inocentes em lugares escondidos. – R.

    Vós, porém, vedes a dor e o sofrimento, / vós olhais e tomais tudo em vossas mãos! /
    A vós o pobre se abandona confiante, / sois dos órfãos vigilante protetor. – R.

    Mateus 12,14-21

    Naquele tempo, 14os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. 15Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. 16E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, 17para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 18“Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual coloco a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. 19Ele não discutirá nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. 20Não quebrará o caniço rachado nem apagará o pavio que ainda fumega, até que faça triunfar o direito. 21Em seu nome as nações depositarão a sua esperança”.

    Palavra da salvação.

    “E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, para se cumprir o que foi dito.”

    Na liturgia de hoje, há a relação entre os justos e os injustos. O injusto, como aponta a primeira leitura, é aqueles que só pensam em si, é aqueles que possuem uma sede insaciável de posses, poderes e na tentativa de suprir essa carência, exploram e oprimem os pobres e os pequenos proprietários; a esses, o Senhor, pune por seus atos de maldade, porque, não buscam e nem desejam estar na dinâmica do amor de Deus.

    De outro lado, o justo, é aquele que sabe, reconhece e é grato pelos bens, pelas posses e pela vida que têm; pois, ao reconhecer que é Deus quem lhe dá todas as coisas e que lhe sustenta em seu Amor de Pai, impede que o seu coração seja orgulhoso, prepotente e arrogante. Neste habita o direito, a justiça e o amor de Deus.

    Nesta ótica, possamos buscar a graça da justiça, do reconhecimento de Deus, porque, só assim teremos vida plena, se permanecermos ligados a Cristo e, a seu exemplo de vida, nos esforçarmos para imitá-Lo nas ações e nas palavras. Com gratidão, agradeçamos-lhe pelos bens que Ele nos concede, diariamente.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 16º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jeremias 23,1-6

    1“Ai dos pastores que deixam perder-se e dispersar-se o rebanho de minha pastagem, diz o Senhor! 2Desse modo, isto diz o Senhor, Deus de Israel, aos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes o meu rebanho, e o afugentastes e não cuidastes dele; eis que irei verificar isso entre vós e castigar a malícia de vossas ações, diz o Senhor. 3E eu reunirei o resto de minhas ovelhas de todos os países para onde forem expulsas e as farei voltar a seus campos, e elas se reproduzirão e multiplicarão. 4Suscitarei para elas novos pastores que as apascentem; não sofrerão mais o medo e a angústia, nenhuma delas se perderá, diz o Senhor. 5Eis que virão dias, diz o Senhor, em que farei nascer um descendente de Davi; reinará como rei e será sábio, fará valer a justiça e a retidão na terra. 6Naqueles dias, Judá será salvo, e Israel viverá tranquilo; este é o nome com que o chamarão: ‘Senhor, nossa justiça’.”

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 22(23)
    O Senhor é o pastor que me conduz: / felicidade e todo bem hão de seguir-me!

    O Senhor é o pastor que me conduz; / não me falta coisa alguma. /
    Pelos prados e campinas verdejantes / ele me leva a descansar. /
    Para as águas repousantes me encaminha / e restaura as minhas forças. – R.

    Ele me guia no caminho mais seguro, / pela honra do seu nome. /
    Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, / nenhum mal eu temerei; /
    estais comigo com bastão e com cajado; / eles me dão a segurança! – R.

    Preparais à minha frente uma mesa, / bem à vista do inimigo, /
    e com óleo vós ungis minha cabeça; / o meu cálice transborda. – R.

    Felicidade e todo bem hão de seguir-me / por toda a minha vida; /
    e na casa do Senhor habitarei / pelos tempos infinitos. – R.

    Efésios 2,13-18

    Irmãos, 13agora, em Jesus Cristo, vós, que outrora estáveis longe, vos tornastes próximos pelo sangue de Cristo. 14Ele, de fato, é a nossa paz: do que era dividido, ele fez uma unidade. Em sua carne ele destruiu o muro de separação: a inimizade. 15Ele aboliu a Lei com seus mandamentos e decretos. Ele quis, assim, a partir do judeu e do pagão, criar em si um só homem novo, estabelecendo a paz. 16Quis reconciliá-los com Deus, ambos em um só corpo, por meio da cruz; assim ele destruiu em si mesmo a inimizade. 17Ele veio anunciar a paz a vós, que estáveis longe, e a paz aos que estavam próximos. 18É graças a ele que uns e outros, em um só Espírito, temos acesso junto ao Pai.

    Palavra do Senhor.

    Mc 6, 30-34

    * 30 Os apóstolos se reuniram com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31 Havia aí tanta gente que chegava e saía, a tal ponto que Jesus e os discípulos não tinham tempo nem para comer. Então Jesus disse para eles: «Vamos sozinhos para algum lugar deserto, para que vocês descansem um pouco.» 32 Então foram sozinhos, de barca, para um lugar deserto e afastado. 33 Muitas pessoas, porém, os viram partir. Sabendo que eram eles, saíram de todas as cidades, correram na frente, a pé, e chegaram lá antes deles. 34 Quando saiu da barca, Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão, porque eles estavam como ovelhas sem pastor. Então começou a ensinar muitas coisas para eles.

    * 30-44: Enquanto Herodes celebra o banquete da morte com os grandes, Jesus celebra o banquete da vida com o povo simples. Marcos não diz o que Jesus ensina, mas o grande ensinamento de toda a cena está no fato de que não é preciso muito dinheiro para comprar comida para o povo. É preciso simplesmente dar e repartir entre todos o pouco que cada um possui. Jesus projeta nova sociedade, onde o comércio é substituído pelo dom, e a posse pela partilha. Mas, para que isso realmente aconteça, é preciso organizar o povo. Dando e repartindo, todos ficam satisfeitos, e ainda sobra muita coisa.

    Palavra da salvação.

    “Eram como ovelhas sem pastor.”

    No Evangelho, há a demonstração daquilo que Jesus Cristo fala, em outra passagem, que “os pássaros do céu têm seus ninhos, as raposas suas tocas, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Nesse viés, vemos a compaixão de Jesus para com os discípulos que necessitavam de um momento de repouso, ao retirar-se a outro lugar; porém, a missão está acima da necessidade pessoal – daqueles que foram escolhidos e se propuseram a ser pastores, ou seja, servidores, juntamente com Cristo – pois, o povo, como narra o evangelho, “eram como ovelhas sem pastor”, ou seja, estavam carentes de um direcionamento, de cuidado, de ensinamentos e de amor e Jesus teve compaixão para com seu povo e começou “ a ensinar-lhes muitas coisas”.

    Nessa perspectiva, caríssimos, que à luz do evangelho, busquemos ter fé para reconhecermos Jesus Cristo, como o Bom Pastor, e façamos como o povo fez, em sua época, correndo ao seu encontro, na certeza que Ele há de acolher-nos, ensinar-nos e guiar-nos pelos caminhos da verdade – vida eterna – que apenas nele encontramos. Pois, escreve São Paulo: “É graças a Ele que temos acesso junto ao Pai”.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Santa Maria Madalena

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Cântico 3,1-4

    Eis o que diz a noiva: 1“Em meu leito, durante a noite, busquei o amor de minha vida: procurei-o e não o encontrei. 2Vou levantar-me e percorrer a cidade, procurando, pelas ruas e praças, o amor de minha vida: procurei-o e não o encontrei. 3Encontraram-me os guardas que faziam a ronda pela cidade. ‘Vistes porventura o amor de minha vida?’ 4E logo que passei por eles, encontrei o amor de minha vida”.

    Leitura opcional: 2 Coríntios 5,14-17.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 62(63)
    A minha alma tem sede de vós, Senhor!

    Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! / Desde a aurora, ansioso vos busco! /
    A minha alma tem sede de vós, † minha carne também vos deseja, /
    como terra sedenta e sem água! – R.

    Venho, assim, contemplar-vos no templo / para ver vossa glória e poder. /
    Vosso amor vale mais do que a vida, / e por isso meus lábios vos louvam. – R.

    Quero, pois, vos louvar pela vida / e elevar para vós minhas mãos! / A minha alma será saciada, /
    como em grande banquete de festa; / cantará a alegria em meus lábios / ao cantar para vós meu louvor! – R.

    Para mim fostes sempre um socorro; / de vossas asas à sombra eu exulto! /
    Minha alma se agarra em vós; / com poder vossa mão me sustenta. – R.

    João 20,1-2.11-18

    1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 11Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. 14Tendo dito isso, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”. 16Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou em hebraico: “Rabunni” (que quer dizer: Mestre). 17Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!” e contou o que Jesus lhe tinha dito.

    Palavra da salvação.

    “Mulher, por que choras? A quem procuras?”

    Santa Maria Madalena, festa.

    Caríssimos irmãos e irmãs, hoje é o dia em que celebramos a festa de Maria Madalena. Ela foi quem, desde sua conversão, esteve ao lado da Virgem Maria e dos apóstolos. Ela é a discípula fiel de Jesus e permaneceu a seu lado desde a crucificação até a ressurreição.

    Por seu grande amor a Jesus, Maria teve a honra e o privilégio de ser a primeira a ver Jesus Cristo ressuscitado. É interessante notar o amor que Maria tinha por Jesus, que ao ver o túmulo vazio desaba em lágrimas por achar que haviam roubado o corpo do seu amado; nisso o anjo aparece e lhe questiona: “Mulher, por que choras?’’, mais adiante, o próprio Cristo lhe questiona: “mulher, por que choras?’’ e Madalena, novamente, questiona sobre o paradeiro de Jesus, desejando ardorosamente encontrá-Lo. Somente quando Jesus a chama pelo nome, ela reconhece ser Ele a quem procurava e exclama: ‘’Rabunni”, que significa, Mestre.

    Que neste dia tão especial possamos nós sermos fiéis a Cristo, a exemplo de Maria Madalena. Que ousemos pedir a Deus esse grande amor que irradiou e ardia no peito de Madalena, para que possamos permanecer juntos a Cristo até às últimas consequências, como testemunhas fidedignas a fim de, um dia, dizermos também, “eu vi o Senhor!

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 16ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Miqueias 7,14-15.18-20

    14Apascenta o teu povo com o cajado da autoridade, o rebanho de tua propriedade, os habitantes dispersos pela mata e pelos campos cultivados; que eles desfrutem a terra de Basã e Galaad, como nos velhos tempos. 15E, como foi nos dias em que nos fizeste sair do Egito, faze-nos ver novos prodígios. 18Qual Deus existe, como tu, que apagas a iniquidade e esqueces o pecado daqueles que são resto de tua propriedade? Ele não guarda rancor para sempre, o que ama é a misericórdia. 19Voltará a compadecer-se de nós, esquecerá nossas iniquidades e lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados. 20Tu manterás fidelidade a Jacó e terás compaixão de Abraão, como juraste a nossos pais, desde tempos remotos.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 84(85)
    Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade.

    Favorecestes, ó Senhor, a vossa terra, / libertastes os cativos de Jacó. /
    Perdoastes o pecado ao vosso povo, / encobristes toda a falta cometida; /
    retirastes a ameaça que fizestes, / acalmastes o furor de vossa ira. – R.

    Renovai-nos, nosso Deus e salvador, / esquecei a vossa mágoa contra nós! /
    Ficareis eternamente irritado? / Guardareis a vossa ira pelos séculos? – R.

    Não vireis restituir a nossa vida, / para que em vós se rejubile o vosso povo? /
    Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, / concedei-nos também vossa salvação! – R.

    Mateus 12,46-50

    Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

    Palavra da salvação.

    “E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: ‘Eis minha mãe e meus irmãos”.

    Queridos irmãos e irmãs. O Evangelho de hoje nos mostra o quanto para Jesus é importante o fazer a Vontade do Pai. Àqueles que fazem a vontade de Deus, Ele chama de “minha mãe e meus irmãos”. Com isso vemos o caráter de família que possui o Reino de Deus. Jesus não apenas veio ao mundo implantar uma nova religião. Não! Ele veio constituir uma nova família, a saber, a Família de Deus, onde todos os seus membros estariam unidos por um só corpo e um só sangue: o corpo e o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.

    Alguns grupos usam este evangelho para darem a entender que Jesus desprezou sua mãe. Não é verdade! Maria fez a vontade do Pai ao lhe dizer “sim”, por meio do Anjo Gabriel que anuncia o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela fez a vontade de Deus, oferecendo a Ele um santuário, pelo qual o Verbo nasceria, tornando-se carne e sangue.

    Que possamos, desse modo, imitarmos o exemplo de Maria, que disse o seu “Sim” a Deus. Que sejamos fiéis discípulos seus. Não há recompensa maior do que servir ao Senhor, abandonando a nossa vontade na Vontade d’Ele.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 16ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jeremias 1,1.4-10

    1Palavras de Jeremias, filho de Helcias, um dos sacerdotes de Anatot, da tribo de Benjamim. 4Foi-me dirigida a palavra do Senhor, dizendo: 5“Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci; antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta das nações”. 6Disse eu: “Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo”. 7Disse-me o Senhor: “Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás, e tudo que eu te mandar dizer, dirás. 8Não tenhas medo deles, pois estou contigo para defender-te”, diz o Senhor. 9O Senhor estendeu a mão, tocou-me a boca e disse-me: “Eis que ponho minhas palavras em tua boca. 10Eu te constituí hoje sobre povos e reinos com poder para extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 70(71)
    Minha boca anunciará vossa justiça.

    Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: / que eu não seja envergonhado para sempre! /
    Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! / Escutai a minha voz, vinde salvar-me! – R.

    Sede uma rocha protetora para mim, / um abrigo bem seguro que me salve! /
    Porque sois a minha força e meu amparo, † o meu refúgio, proteção e segurança! /
    Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio. – R.

    Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, / em vós confio desde a minha juventude! /
    Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, / desde o seio maternal, o meu amparo. – R.

    Minha boca anunciará todos os dias / vossa justiça e vossas graças incontáveis. / Vós me ensinastes desde a minha juventude, / e até hoje canto as vossas maravilhas. – R.

    Mateus 13,1-9

    1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8Outras sementes, porém, caíram em terra boa e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9Quem tem ouvidos, ouça!”

    Palavra da salvação.

    “Produziram à base de cem frutos por semente”.

    Hoje, a Palavra de Nosso Senhor é dirigida a um grande público e, considerando a diversidade da multidão que se aproximava, decide falar em parábolas: a semente e o seu semeador. Algumas sementes que não brotaram, outras que brotaram pouco e morreram, outras que cresceram e não conseguiram se sustentar, mas sempre firmes na esperança daquelas que deram frutos em solo fértil.

    Devemos refletir particularmente sobre como interpretamos estes ensinamentos no contexto daquela multidão que se reuniu em torno de Jesus. É uma mensagem direta para as nossas vidas na representação simbólica do semeador, da semente e da terra fértil. Temos o semeador à nossa disposição, pela graça de Deus. Somos administradores daquelas terras aptas para plantio. Onde queremos crescer hoje na nossa família, no nosso trabalho e na nossa sociedade em geral? Estamos realmente procurando dar frutos para a glória de Deus?

    Que o Espírito Santo nos ilumine no discernimento da vida para que possamos encontrar o caminho que nos leva a Cristo.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • São Tiago Maior

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Coríntios 4,7-15

    Irmãos, 7trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que esse poder extraordinário vem de Deus e não de nós. 8Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos entre os maiores apuros, mas sem perder a esperança; 9perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados; 10por toda parte e sempre, levamos em nós mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossos corpos. 11De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal. 12Assim, a morte age em nós, enquanto a vida age em vós. 13Mas, sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: “Eu creio e, por isso, falei”, nós também cremos e, por isso, falamos, 14certos de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também com Jesus e nos colocará ao seu lado, juntamente convosco. 15E tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas faça crescer a ação de graças para a glória de Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 125(126)O
    s que lançam as sementes entre lágrimas / ceifarão com alegria.

    Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, / parecíamos sonhar; /
    encheu-se de sorriso nossa boca, / nossos lábios, de canções. – R.

    Entre os gentios se dizia: “Maravilhas / fez com eles o Senhor!” /
    Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, / exultemos de alegria! – R.

    Mudai a nossa sorte, ó Senhor, / como torrentes no deserto. /
    Os que lançam as sementes entre lágrimas / ceifarão com alegria. – R.

    Chorando de tristeza, sairão, / espalhando suas sementes; /
    cantando de alegria, voltarão, / carregando os seus feixes! – R.

    Mateus 20,20-28

    Naquele tempo, 20a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. 24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande torne-se vosso servidor; 27quem quiser ser o primeiro seja vosso servo. 28Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

    Palavra da salvação.

    Queridos irmãos, Paz e Bem!

    Hoje meditamos o Evangelho segundo Mateus Festa de São Tiago Maior, Apóstolo, no qual a esposa de Zebedeu pede posições privilegiadas para os seus filhos ao lado de Jesus. A fama de Jesus como mestre já se espalhava por uma grande área e seus discípulos demonstravam uma espécie de zelo protetor para com ele devido ao pedido desta mãe.

    Nosso Senhor reconhece que estes dois filhos, fingindo sentar-se à sua esquerda e à sua direita, iam, na verdade, beber do mesmo cálice, o que implicava testemunhar a paixão, a morte e a ressurreição já profetizadas desde a antiguidade. Porém, ele se dirige a eles dizendo que não é sua responsabilidade conceder essas posições privilegiadas no Reino porque é uma decisão exclusiva do Pai e apenas daqueles que estão preparados. Depois exorta os seus discípulos a não procurarem a glória para si próprios, aproveitando a sua proximidade com Ele, como acontecia com os governos autoritários da época. Pelo contrário, deveriam tornar-se servos e aspirar sempre a ser os últimos, tal como viveu o Filho do Homem, que veio para servir e não para ser servido. Por isso lhes propõe beber o cálice que ele vai beber, e eles aceitam com alegria e determinação.

    Que esta passagem nos leve a refletir sobre o nosso dever como cristãos de não esperar o reconhecimento das nossas boas ações como a única medida de julgamento para a entrada no Reino dos Céus. É preciso dar significado às obras, única e exclusivamente como opção de serviço aos necessitados e comunhão com a missão de Jesus.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • São Joaquim e Santa Ana

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Eclesiástico 44,1.10-15

    1Vamos fazer o elogio dos homens famosos, nossos antepassados através das gerações. 10Estes são homens de misericórdia; seus gestos de bondade não serão esquecidos. 11Eles permanecem com seus descendentes; seus próprios netos são a sua melhor herança. 12A descendência deles mantém-se fiel às alianças 13e, graças a eles, também os seus filhos. Sua descendência permanece para sempre, e sua glória jamais se apagará. 14Seus corpos serão sepultados na paz, e seu nome dura através das gerações. 15Os povos proclamarão a sua sabedoria, e a assembleia vai celebrar o seu louvor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 131(132)
    O Senhor vai dar-lhe o trono / de seu pai, o rei Davi.

    O Senhor fez a Davi um juramento, / uma promessa que jamais renegará: /
    “Um herdeiro que é fruto do teu ventre / colocarei sobre o trono em teu lugar!” – R.

    Pois o Senhor quis para si Jerusalém / e a desejou para que fosse sua morada: /
    “Eis o lugar do meu repouso para sempre, / eu fico aqui: este é o lugar que preferi!” – R.

    “De Davi farei brotar um forte herdeiro, / acenderei ao meu ungido uma lâmpada. /
    Cobrirei de confusão seus inimigos, / mas sobre ele brilhará minha coroa!” – R.

    Mateus 13,16-17

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16“Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram, desejaram ouvir o que ouvis e não ouviram”.

    Palavra da salvação.

    “Felizes sois vós”.

    Os antigos profetizaram e os apóstolos viram a profecia: Jesus Cristo, nossa Vida.

    Ora, quão felizes somos também nós. Pois aprendemos de tudo isso. Dos profetas, sem ver ou viver, entregaram suas vidas em serviço da esperança no Senhor: dando-nos o exemplo da fé. Dos apóstolos temos o autêntico testemunho e tesouro da Boa-Nova e do Verbo Encarnado.

    Poderíamos até pensar que mais fácil seria se estivéssemos naquela época junto de Jesus encarnado. Mas não só ouvimos e cremos na ação do Senhor que nos foi anunciada, temos a Graça do Espírito Santo que nos dá o verdadeiro entendimento de tudo.  Somos os que ouvimos e vivemos, na caminhada para sermos o Evangelho vivo.

    Que Sant’Ana e São Joaquim, hoje memorados, avós de Jesus, intercedam por nós como exemplo daqueles que perpetuam e nutrem a fé no Senhor.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 16ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jeremias 7,1-11

    1Palavra comunicada a Jeremias da parte do Senhor: 2“Põe-te à porta da casa do Senhor e lá anuncia esta palavra, dizendo: Ouvi a palavra do Senhor, todos vós de Judá, que entrais por estas portas para adorar o Senhor. 3Isto diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Melhorai vossa conduta e vossas obras, que eu vos farei habitar neste lugar. 4Não ponhais vossa confiança em palavras mentirosas, dizendo: ‘É o templo do Senhor, o templo do Senhor, o templo do Senhor!’ 5Mas, se melhorardes vossa conduta e vossas obras, se fizerdes valer a justiça uns com os outros, 6não cometerdes fraudes contra o estrangeiro, o órfão e a viúva nem derramardes sangue inocente neste lugar, e não andardes atrás de deuses estrangeiros, para vosso próprio mal, 7então eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde sempre e para sempre. 8Eis que confiais em palavras mentirosas, que para nada servem. 9Como?! Roubar, matar, cometer adultério e perjúrio, queimar incenso a Baal e andar atrás de deuses que nem sequer conheceis; 10e depois vindes à minha presença, nesta casa em que meu nome é invocado, e dizeis: ‘Nenhum mal nos foi infligido’, tendo embora cometido todas essas abominações. 11Acaso, esta casa, em que meu nome é invocado, tornou-se a vossos olhos uma caverna de ladrões? Eis que também eu vi”, diz o Senhor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 83(84)
    Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

    Minha alma desfalece de saudades / e anseia pelos átrios do Senhor! /
    Meu coração e minha carne rejubilam / e exultam de alegria no Deus vivo! – R.

    Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, † e a andorinha ali prepara o seu ninho, /
    para nele seus filhotes colocar: / vossos altares, ó Senhor Deus do universo! /
    Vossos altares, ó meu rei e meu Senhor! – R.

    Felizes os que habitam vossa casa; / para sempre haverão de vos louvar! /
    Felizes os que em vós têm sua força, / caminharão com um ardor sempre crescente. – R.

    Na verdade, um só dia em vosso templo / vale mais do que milhares fora dele! /
    Prefiro estar no limiar de vossa casa / a hospedar-me na mansão dos pecadores! – R.

    Mateus 13,24-30

    Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro’”.

    Palavra da salvação.

    “Deixai crescer um e outro até a colheita”.

    Em todos nós há a semente do Bem deixada pelo Criador. Há, porém, também a semente do pecado original. Devemos desde o início nos compreender  como criaturas limitadas, um campo a ser trabalhado. A boa semente está lançada e quando começamos a cultivá-la, cresce. Cresce também o joio. Mas só reconhecemos a presença do joio conforme cultivamos as terras, pois, ao crescer o bem, é que nos sensibilizamos para perceber a discrepância do mal.

    Eis, então, a sabedoria de Deus: deixai crescer ambos até a colheita, onde serão separados. Não está dizendo que cultive o joio, mas que preservemos o trigo. Assim, no tempo devido de Deus, ele quem dá a graça, separará o joio e dará a perfeita purificação. Ele verá o quanto cultivamos nosso campo, verá o quanto cuidamos do trigo e não do joio, pois o quanto deixarmos que o Bem cresça em nós, tanto o mal se tornará incompatível.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 17º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Reis 4,42-44

    Naqueles dias, 42veio também um homem de Baal-Salisa, trazendo em seu alforje para Eliseu, o homem de Deus, pães dos primeiros frutos da terra: eram vinte pães de cevada e trigo novo. E Eliseu disse: “Dá ao povo para que coma”. 43Mas o seu servo respondeu-lhe: “Como vou distribuir tão pouco para cem pessoas?” Eliseu disse outra vez: “Dá ao povo para que coma; pois assim diz o Senhor: ‘Comerão e ainda sobrará’”. 44O homem distribuiu e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 144(145)
    Saciai os vossos filhos, ó Senhor!

    Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, / e os vossos santos com louvores vos bendigam! /
    Narrem a glória e o esplendor do vosso reino / e saibam proclamar vosso poder! – R.

    Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam, / e vós lhes dais no tempo certo o alimento; /
    vós abris a vossa mão prodigamente / e saciais todo ser vivo com fartura. ­– R.

    É justo o Senhor em seus caminhos, / é santo em toda obra que ele faz. /
    Ele está perto da pessoa que o invoca, / de todo aquele que o invoca lealmente. – R.

    Efésios 4,1-6

    Irmãos, 1eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: 2com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. 3Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. 4Há um só corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. 5Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos.

    Palavra do Senhor.

    João 6,1-15

    Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Levantando os olhos e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. 8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. 11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!” 13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

    Palavra da salvação.

    “Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer”.

    Na passagem deste domingo, Deus novamente providencia o alimento ao seu povo. Em diversas ocasiões Ele socorreu os seus, como quando fez de José governador do Egito, quando deu ao povo de Moisés o Maná, e agora distribuindo a pequena oferta em muito. O Pai sempre proveu àqueles que o recorreram. Contudo, por que nos falta confiança?

    O Evangelista diz que Jesus questiona Filipe para pô-lo à prova. Já sabia como se resolveria a questão, mas queria provar. Assim Deus faz conosco, Ele já sabe tudo quanto precisamos e das nossas preces antes de fazê-las, mas quer ouvi-las e sondar nosso coração diante da confiança de que Ele proverá.

    Como agimos diariamente mediante a certeza de que Deus é nossa abundância? Como a Filipe, que põe nas incertezas do dinheiro a solução para suas dificuldades? Como André, que tem o pouco necessário, mas duvida? Ou como o menino anônimo, que se aproxima com aquele pouco e o dá de bom grado, mesmo que seja ilógico querer alimentar cinco mil com cinco pães e dois peixes?

    A criança nos mostra a atitude de confiança: é só isso que ela tem, mas, dando o seu tudo, espera no Senhor.

    Confiemos no Senhor, que dá ao pobre e ao rico. Ele tem a solução e a Graça. Apenas espera que ofertemos o nosso pouco para que possa atuar. “Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam”.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Ss. Marta, Maria e Lázaro

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 João 4,7-16

    7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. 11Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós. 13A prova de que permanecemos com ele e ele conosco é que ele nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele e ele com Deus. 16E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor permanece com Deus, e Deus permanece com ele.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 33(34)
    Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!

    Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, / seu louvor estará sempre em minha boca. /
    Minha alma se gloria no Senhor; / que ouçam os humildes e se alegrem! – R.

    Comigo engrandecei ao Senhor Deus, / exaltemos todos juntos o seu nome! /
    Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu / e de todos os temores me livrou. – R.

    Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha! /
    Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia. – R.

    O anjo do Senhor vem acampar / ao redor dos que o temem e os salva. /
    Provai e vede quão suave é o Senhor! / Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! – R.

    Respeitai o Senhor Deus, seus santos todos, / porque nada faltará aos que o temem. /
    Os ricos empobrecem, passam fome, / mas aos que buscam o Senhor não falta nada. – R.

    João 11,19-27

    Naquele tempo, 19muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas, mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”. 23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais. Crês isto?” 27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.

    Palavra da salvação.

    Leitura opcional: Lucas 10,38-42.

    “Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada.”

    No Evangelho desta segunda-feira, Jesus é acolhido por Marta em sua casa. Ocupada em muitos afazeres, Marta percebeu a ausência de sua irmã Maria, que se encontrava sentada aos pés do Senhor, e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” Ao passo que o Senhor respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada.”

    Nós cristãos, por vezes, quando na presença do Senhor, também nos comportamos como Marta. Andamos agitados e preocupados por muitas coisas e ao invés de, aos pés do Senhor, nos colocarmos em humilde reverência e atenção, nos distraímos com o que quer que seja e que esteja a nos incomodar. Apenas uma só coisa é necessária, diz o Senhor. Por que haveríamos de nos ocupar e nos preocupar com o que não nos cabe ou com o que de nós não depende, abrindo mão daquilo de que dependemos e necessitamos? Ora, dependemos de Deus e só Dele necessitamos. De fato, Maria, colocando-se aos pés do Senhor, escolheu a melhor parte!

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 17ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jeremias 14,17-22

    17“Derramem lágrimas meus olhos, noite e dia, sem parar, porque um grande desastre feriu a cidade, a jovem filha de meu povo, um golpe terrível e violento. 18Se eu sair ao campo, vejo cadáveres abatidos à espada; se entrar na cidade, deparo com gente consumida de fome; até os profetas e sacerdotes andam à toa pelo país”. 19Acaso terás rejeitado Judá inteiramente ou te desgostaste deveras de Sião? Por que, então, nos feriste tanto, que não há meio para nos curarmos? Esperávamos a paz, e não veio a felicidade; contávamos com o tempo de cura, e não nos restou senão consternação. 20Reconhecemos, Senhor, a nossa impiedade, os pecados de nossos pais, porque todos pecamos contra ti. 21Mas, por teu nome, não nos faças sofrer a vergonha suprema de levarmos a desonra ao trono de tua glória; lembra-te, não quebres a tua aliança conosco. 22Acaso existem entre os ídolos dos povos os que podem fazer chover? Acaso podem os céus mandar-nos as águas? Não és tu o Senhor, nosso Deus, que estamos esperando? Tu realizas todas essas coisas.”

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 78(79)
    Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos!

    Não lembreis as nossas culpas do passado, † mas venha logo sobre nós vossa bondade, /
    pois estamos humilhados em extremo. – R.

    Ajudai-nos, nosso Deus e salvador! † Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! /
    Por vosso nome, perdoai nossos pecados! – R.

    Até vós chegue o gemido dos cativos: † libertai com vosso braço poderoso /
    os que foram condenados a morrer! / Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo, †
    celebraremos vosso nome para sempre, / de geração em geração vos louvaremos. – R.

    Mateus 13,36-43

    Naquele tempo, 36Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao maligno. 39O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. 40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41o Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42e depois os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.

    Palavra da salvação.

    “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem.

    Certa vez, contou o mestre aos seus discípulos uma parábola. Serviu-se de um conhecimento comum da realidade rural daquele povo a fim de explicar-lhes como haveria de acontecer, no fim dos tempos, a separação daqueles que haveriam de pertencer ao Reino, daqueles que não haveriam de pertencer-lhe. Assim, contou-lhes a parábola do joio e do trigo. Por não a compreenderem, solicitaram aos discípulos, como narra o presente Evangelho, o seu significado.

    O joio para nada serve, somente o trigo pode ser aproveitado. Ambos, quando juntos, se confundem, fazendo-se necessário aguardar até que amadureçam para que não se arranque, precipitadamente, o trigo com o joio.

    Todos nós, por vezes, nos assemelhamos ao joio, quando os frutos de nossas más ações cuidam apenas de sufocar aqueles que poderiam ser os bons frutos do trigo. Outras vezes, acontece-nos o contrário, feito trigos em meio ao joio, sentimo-nos sufocados por inúmeras injustiças. Em sua bondade e misericórdia, aprovou Deus que o joio fosse retirado somente no dia da colheita. Deu-nos assim a oportunidade de amadurecermos como bons e dourados feixes de trigo, cujas sementes, pelos anjos, serão depositadas em seus celeiros.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Santo Inácio de Loyola

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jeremias 15,10.16-21

    10“Ai de mim, minha mãe, que me geraste um homem de controvérsia, um homem em discórdia com toda a gente! Não emprestei com usura nem ninguém me emprestou, e contudo todos me amaldiçoam. 16Quando encontrei tuas palavras, alimentei-me, elas se tornaram para mim uma delícia e a alegria do coração, o modo como invocar teu nome sobre mim, Senhor Deus dos exércitos. 17Não costumo frequentar a roda dos folgazões e gabo-me disso; fiquei a sós, sob o influxo de tua presença e cheio de indignação. 18Por que se tornou eterna minha dor, por que não sara minha chaga maligna? Para mim te tornaste como miragem de um regato, como visão de águas ilusórias”. 19Ainda assim, isto diz-me o Senhor: “Se te converteres, converterei teu coração, para te sustentares em minha presença; se souberes separar o precioso do vil, falarás por minha boca; os outros voltarão para ti, e tu não voltarás para eles. 20Em favor deste povo, farei de ti uma muralha de bronze fortificada; combaterão contra ti, mas não prevalecerão, porque eu estou contigo para te salvar e te defender, diz o Senhor. 21Eu te libertarei das mãos dos perversos e te salvarei dos prepotentes”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl58(59)
    Sois meu refúgio no dia da aflição.

    Libertai-me do inimigo, ó meu Deus, / e protegei-me contra os meus perseguidores! /
    Libertai-me dos obreiros da maldade, / defendei-me desses homens sanguinários! – R.

    Eis que ficam espreitando a minha vida, † poderosos armam tramas contra mim. /
    Mas eu, Senhor, não cometi pecado ou crime. – R.

    Minha força, é a vós que me dirijo, † porque sois o meu refúgio e proteção, /
    Deus clemente e compassivo, meu amor! / Deus virá com seu amor ao meu encontro, /
    e hei de ver meus inimigos humilhados. – R.

    Eu, então, hei de cantar vosso poder / e de manhã celebrarei vossa bondade, /
    porque fostes para mim o meu abrigo, / o meu refúgio no dia da aflição. – R.

    Minha força, cantarei vossos louvores, † porque sois o meu refúgio e proteção, /
    Deus clemente e compassivo, meu amor! – R.

    Mateus 13,44-46

    Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.

    Palavra da salvação.

    “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo.”

    Perguntaram ao mestre o que era preciso fazer para ter a vida eterna. Este respondeu que para entrar na Vida era preciso guardar os mandamentos. “Tudo isso tenho guardado. Que me falta ainda?”, respondeu-lhe: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois vem e segue-me.”

    No Evangelho de hoje nos deparamos com a postura de certo homem que ao encontrar um tesouro no campo, “cheio de alegria”, vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. Também nos deparamos com a postura de certo comprador que, ao encontrar uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui a fim de comprar aquela pérola. Essa parábola de Jesus faz-me recordar a postura do jovem rico, que após receber o conselho do Senhor, chamando-o à perfeição, retornou pesaroso, pois possuía muitos bens. Diante de tamanho contraste, entre a disposição dos homens da parábola e a do jovem rico, que muitas coisas possuíam, pergunto-me: não foi ele capaz de perceber o valor superior daquilo que o mestre estava lhe oferecendo?

    Todos nós somos chamados, a exemplo daqueles homens da parábola, a reconhecermos o valor daquele campo e daquela pérola, e a nos desvencilharmos de tudo quanto nos impeça de adentrar no Reino dos Céus. Os valores do Reino são outros e superiores aos valores do mundo. Alegremo-nos, eis que Cristo chama-nos a uma vida de plenitude!

    Reflexão dos Noviços da Província