setembro/2026

  • 3ª-feira da 22ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 2,10-16

    Irmãos, 10o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus. 11Quem dentre os homens conhece o que se passa no homem, senão o espírito do homem que está nele? Assim também, ninguém conhece o que existe em Deus, a não ser o Espírito de Deus. 12Nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos os dons da graça que Deus nos concedeu. 13Desses dons também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com a sabedoria aprendida do Espírito: assim, ajustamos uma linguagem espiritual às realidades espirituais. 14O homem psíquico – o que fica no nível de suas capacidades naturais – não aceita o que é do Espírito de Deus, pois isso lhe parece uma insensatez. Ele não é capaz de conhecer o que vem do Espírito, porque tudo isso só pode ser julgado com a ajuda do mesmo Espírito. 15Ao contrário, o homem espiritual – enriquecido com o dom do Espírito – julga tudo, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. 16Com efeito, quem conheceu o pensamento do Senhor, de maneira a poder aconselhá-lo? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 144(145)
    É justo o Senhor em seus caminhos.

    Misericórdia e piedade é o Senhor, / ele é amor, é paciência, é compaixão. /
    O Senhor é muito bom para com todos, / sua ternura abraça toda criatura. – R.

    Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, / e os vossos santos com louvores vos bendigam! /
    Narrem a glória e o esplendor do vosso reino / e saibam proclamar vosso poder! – R.

    Para espalhar vossos prodígios entre os homens / e o fulgor de vosso reino esplendoroso. /
    O vosso reino é um reino para sempre, / vosso poder, de geração em geração. – R.

    O Senhor é amor fiel em sua palavra, / é santidade em toda obra que ele faz. /
    Ele sustenta todo aquele que vacila / e levanta todo aquele que tombou. – R.

    Lucas 4,31-37

    Naquele tempo, 31Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33Na sinagoga havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34“O que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o santo de Deus!” 35Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele e não lhe fez mal nenhum. 36O espanto se apossou de todos, e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros com autoridade e poder, e eles saem”. 37E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

    Palavra da salvação.

    “Tu és o Santo de Deus.”

    São Lucas relata a autoridade de Jesus sobre os espíritos malignos, que o reconhecem prontamente como o Santo de Deus. Jesus é o verdadeiro centro da vida cristã, manifestando sua autoridade e seu poder de oferecer bem-estar às pessoas, reintegrando-as ao amor divino, especialmente na Eucaristia. Interessante observar que o episódio citado ocorre em Cafarnaum, cidade marcada por grandes milagres de Jesus, como a cura da sogra de Pedro, de um paralítico e do servo de um oficial que demonstram sua filiação divina. Assim, a vida do justo pertence a Deus, pois ele governa e guia os passos do cristão com autoridade e amor.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 4ª-feira da 22ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 3,1-9

    1Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive que vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. 2Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, 3visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais? 4Quando um declara: “Eu sou de Paulo”, e outro: “Eu sou de Apolo”, não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? 5Pois o que é Apolo? O que é Paulo? Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. 6Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. 7De modo que nem o que planta nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus. 8Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. 9Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 32(33)
    Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

    Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, / e a nação que escolheu por sua herança! /
    Dos altos céus o Senhor olha e observa; / ele se inclina para olhar todos os homens. – R.

    Ele contempla do lugar onde reside / e vê a todos os que habitam sobre a terra. /
    Ele formou o coração de cada um / e por todos os seus atos se interessa. – R.

    No Senhor nós esperamos confiantes, / porque ele é nosso auxílio e proteção! /
    Por isso o nosso coração se alegra nele, / seu santo nome é nossa única esperança. – R.

    Lucas 4,38-44

    Naquele tempo, 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. 42Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo de que os deixasse. 43Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa-nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. 44E pregava nas sinagogas da Judeia.

    Palavra da salvação.

    Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado.”

    A declaração de Jesus em anunciar a “boa nova” revela que sua missão principal ia muito além dos prodígios materiais. Naquele tempo, assim como hoje, muitos se aproximavam d’Ele, ou mesmo dos ritos religiosos, movidos apenas pelo desejo de obter milagres, esquecendo-se da essência do Reino dos Céus. É comum ouvirmos que, diante de um pedido não atendido, a culpa recairia sobre uma suposta falta de fé. Contudo, o Evangelho nos convida a ir mais fundo: a prioridade do cristão deve ser a busca incessante pelo Reino de Deus e pela sua justiça, compreendendo que os dons são consequência, mas o verdadeiro tesouro é a comunhão com o próprio Deus.

    Reflexão dos noviços da Província

  • São Gregório Magno

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1Cor 3,18-23

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

    Irmãos, 18 ninguém se iluda: Se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez, para se tornar sábio de verdade; 19 pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus. Com efeito, está escrito: “Ele apanha os sábios em sua própria astúcia”, 20 e ainda: “O Senhor conhece os pensamentos dos sábios; sabe que são vãos”. 21 Portanto, que ninguém ponha a sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence: 22 Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, tudo é vosso, 23 mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. 1)

    – Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

    – Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.

    – “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime.

    – Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. “É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face”.

    Lc 5,1-11

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

    Naquele tempo, 1 Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. 2 Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3 Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. 4 Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. 5 Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. 6 Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. 7 Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. 8 Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9 É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10 Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. 11 Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.

    Palavra da salvação.

    De hoje em diante tu serás pescador de homens.”

    No relato de São Lucas, o chamado de Jesus vai muito além de uma simples pesca miraculosa: Ele convoca Pedro e os demais apóstolos a pescar corações, confiando-lhes a missão de evangelizar a toda criatura sem acepção de pessoas. Mais do que propagar a Palavra, esse chamado ecoa como um convite perpétuo para vivermos em verdadeira comunidade, unidos na partilha e livres de divisões. Afinal, por meio do batismo, todo cristão partilha da mesma vocação: ser um autêntico pescador de homens.

    Reflexão dos Noviços

  • 6ª-feira da 22ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 4,1-5

    Irmãos, 1que todo o mundo nos considere como servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. 2A esse respeito, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis. 3Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por algum tribunal humano. Nem eu me julgo a mim mesmo. 4É verdade que a minha consciência não me acusa de nada. Mas não é por isso que eu posso ser considerado justo. 5Quem me julga é o Senhor. Portanto, não queirais julgar antes do tempo. Aguardai que o Senhor venha. Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações. Então, cada um receberá de Deus o louvor que tiver merecido.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 36(37)
    A salvação de quem é justo vem de Deus.

    Confia no Senhor e faze o bem, / e sobre a terra habitarás em segurança. /
    Coloca no Senhor tua alegria, / e ele dará o que pedir teu coração. – R.

    Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; / confia nele, e com certeza ele agirá. /
    Fará brilhar tua inocência como a luz, / e o teu direito, como o sol do meio-dia. – R.

    Afasta-te do mal e faze o bem, / e terás tua morada para sempre. /
    Porque o Senhor Deus ama a justiça / e jamais ele abandona os seus amigos. – R.

    A salvação dos piedosos vem de Deus; / ele os protege nos momentos de aflição. /
    O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, † defende-os e protege-os contra os ímpios, /
    e os guarda porque nele confiaram. – R.

    Lucas 5,33-39

    Naquele tempo, 33os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. 34Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? 35Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”. 36Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. 37Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama, e os odres se perdem. 38Vinho novo deve ser colocado em odres novos. 39E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo, porque diz: o velho é melhor”.

    Palavra da salvação.

    Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama e os odres se perdem.” 

    Para alcançarmos a salvação eterna, é preciso primeiro nos desprendermos dos velhos hábitos, permitindo que a graça do batismo nos renove por completo em Cristo Jesus. O evangelista destaca um ponto essencial: devemos superar as amarras das antigas tradições para não nos prendermos a costumes passageiros, mas exclusivamente a Jesus Cristo. Afinal, Jesus não se limitou ao formalismo da lei judaica; Ele a conduziu à perfeição. Sem abolir sequer uma vírgula, Ele renovou tudo o que já havia envelhecido.

    Portanto, respeitamos o passado e as nossas raízes, mas acolhemos com coragem a transformação daquilo que realmente precisa ser mudado!

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 22ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 4,6-15

    6Irmãos, apliquei essa doutrina a mim e a Apolo por causa de vós, para que o nosso exemplo vos ensine a não vos inchar de orgulho, tomando o partido de um contra outro, e a “não ir além daquilo que está escrito”. 7Com efeito, quem é que te faz melhor que os outros? O que tens que não tenhas recebido? Mas, se recebeste tudo que tens, por que, então, te glorias, como se não o tivesses recebido? 8Vós já estais saciados! Já vos enriquecestes! Sem nós, já começastes a reinar! Oxalá estivésseis mesmo reinando, para nós também reinarmos convosco! 9Na verdade, parece-me que Deus nos apresentou, a nós, apóstolos, em último lugar, como pessoas condenadas à morte. Tornamo-nos um espetáculo para o mundo, para os anjos e os homens. 10Nós somos os tolos por causa de Cristo; vós, porém, os sábios nas coisas de Cristo. Nós somos os fracos; vós, os fortes. Vós sois tratados com toda a estima e atenção, e nós, com todo o desprezo. 11Até a presente hora, padecemos fome, sede e nudez; somos esbofeteados e vivemos errantes; 12fadigamo-nos, trabalhando com as nossas mãos; somos injuriados, e abençoamos; somos perseguidos, e suportamos; 13somos caluniados, e exortamos. Tornamo-nos como que o lixo do mundo, a escória do universo, até o presente. 14Escrevo-vos tudo isso não com a intenção de vos envergonhar, mas para vos admoestar como meus filhos queridos. 15De fato, mesmo que tivésseis dez mil educadores na vida em Cristo, não tendes muitos pais. Pois fui eu que, pelo anúncio do Evangelho, vos gerei em Jesus Cristo.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 144(145)
    O Senhor está perto de quem o invoca!

    É justo o Senhor em seus caminhos, / é santo em toda obra que ele faz. /
    Ele está perto da pessoa que o invoca, / de todo aquele que o invoca lealmente. – R.

    O Senhor cumpre os desejos dos que o temem, / ele escuta os seus clamores e os salva. /
    O Senhor guarda todo aquele que o ama, / mas dispersa e extermina os que são ímpios. – R.

    Que a minha boca cante a glória do Senhor † e que bendiga todo ser seu nome santo /
    desde agora, para sempre e pelos séculos. – R.

    Lucas 6,1-5

    1Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. 2Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?” 3Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando estavam sentindo fome? 4Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. 5E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”.

    Palavra da salvação.

    O Filho do Homem é Senhor também do sábado” 

    O evangelista nos convida a um exame de consciência sobre o peso que atribuímos às regras em nossa rotina. Com frequência, tornamo-nos juízes severos de nós mesmos e dos outros, priorizando aparências e formalidades em detrimento do que é essencial: o amor, a empatia e o cuidado. Jesus nos recorda que Deus não busca sacrifícios cegos, mas um coração sincero. O sábado foi instituído para o repouso e a comunhão com o Criador, e nunca para se transformar em uma prisão de culpa. Leve esta reflexão para o seu dia: onde é possível substituir o julgamento pela misericórdia? Que saibamos acolher as nossas fraquezas e as do próximo com a mesma compaixão que Jesus demonstrou aos seus discípulos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 23º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 33,7-9

    Assim diz o Senhor: 7“Quanto a ti, filho do homem, eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel. Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu os deves advertir em meu nome. 8Se eu disser ao ímpio que ele vai morrer, e tu não lhe falares, advertindo-o a respeito de sua conduta, o ímpio vai morrer por própria culpa, mas eu te pedirei contas da sua morte. 9Mas, se advertires o ímpio a respeito de sua conduta, para que se arrependa, e ele não se arrepender, o ímpio morrerá por própria culpa, porém tu salvarás tua vida”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 94(95)
    Não fecheis o coração; ouvi hoje a voz de Deus!

    Vinde, exultemos de alegria no Senhor, / aclamemos o rochedo que nos salva! /
    Ao seu encontro caminhemos com louvores / e, com cantos de alegria, o celebremos! – R.

    Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, / e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! /
    Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, † e nós somos o seu povo e seu rebanho, /
    as ovelhas que conduz com sua mão. – R.

    Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / “Não fecheis os corações como em Meriba, /
    como em Massa, no deserto, aquele dia, † em que outrora vossos pais me provocaram, /
    apesar de terem visto as minhas obras”. – R.

    Romanos 13,8-10

    Irmãos, 8não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei. 9De fato, os mandamentos: “Não cometerás adultério”, “não matarás”, “não roubarás”, “não cobiçarás” e qualquer outro mandamento se resumem neste: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. 10O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 18,15-20

    Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 15“Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”.

    Palavra da salvação.

    “Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles.” 

    Na vida cristã ou mesmo na vida religiosa, utiliza-se o termo “correção fraterna” para indicar que entre irmãos não deve haver injúrias e acusações, mas diálogos assertivos e fraternos, mesmo quando há pleno conhecimento sobre o “pecado alheio”. Neste evangelho dominical, Jesus nos ensina que a fraternidade deve ser construída a partir da paciência e da insistência até as últimas instâncias! A comunidade não deve ser o espaço de diferentes juízos emitidos a partir da divergência de opiniões, mas deve ser movida e edificada pela presença do Senhor que, estando em nosso meio, possui uma só palavra irrevogável!


    Reflexão dos Noviços da Província

     

  • 2ª-feira da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 5,1-8

    Irmãos, 1é voz geral que está acontecendo, entre vós, um caso de imoralidade; e de imoralidade tal, que nem entre os pagãos costuma acontecer: um dentre vós está convivendo com a própria madrasta. 2No entanto, estais inchados de orgulho, ao invés de vestirdes luto, a fim de que fosse tirado do meio de vós aquele que assim procede? 3Pois bem, embora ausente de corpo, mas presente em espírito, eu julguei, como se estivesse aí entre vós, esse tal que tem procedido assim: 4em nome do Senhor Jesus – estando vós e eu espiritualmente reunidos com o poder do Senhor nosso, Jesus -, 5entregamos tal homem a satanás, para a ruína da carne, a fim de que o espírito seja salvo, no dia do Senhor. 6Vós vos gloriais sem razão! Acaso ignorais que um pouco de fermento leveda a massa toda? 7Lançai fora o fermento velho, para que sejais uma massa nova, já que deveis ser sem fermento. Pois o nosso cordeiro pascal, Cristo, já está imolado. 8Assim, celebremos a festa não com velho fermento nem com fermento de maldade ou de perversidade, mas com os pães ázimos de pureza e de verdade.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 5
    Na vossa justiça guiai-me, Senhor!

    Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, / não pode o mau morar convosco; /
    nem os ímpios poderão permanecer / perante os vossos olhos. – R.

    Detestais o que pratica a iniquidade / e destruís o mentiroso. /
    Ó Senhor, abominais o sanguinário, / o perverso e enganador. – R.

    Mas exulte de alegria todo aquele / que em vós se refugia; /
    sob a vossa proteção se regozijem / os que amam vosso nome! – R.

    Lucas 6,6-11

    Aconteceu, num dia de sábado, 6que Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. 7Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para verem se Jesus iria curá-lo em dia de sábado e assim encontrarem motivo para acusá-lo. 8Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio”. Ele se levantou e ficou de pé. 9Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto, o que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” 10Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada. 11Eles ficaram com muita raiva e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus.

    Palavra da salvação.

    “O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?”

    No evangelho, Jesus ao falar sobre a possibilidade de curar no dia de sábado, reafirma que a caridade se sobrepõe a lei, e que não pode haver uma verdadeira obediência e discipulado sem a primazia da vida. O ministério cristão de cada discípulo de Jesus não deve estar apegado a falsas interpretações que reduzem a fé a um código moral de “fazer e não fazer”, “permitido e proibido”, mas deve germinar da consciência reta e do amor sincero. Em seus escritos, S. Irineu de Lyon sintetizou muito bem a mensagem do Evangelho deste dia, afirmando que “a glória de Deus é o homem vivo”, pois somente na plenitude da vida se encontra o cumprimento de toda a lei.

    Reflexões dos Noviços da Província

  • Natividade de Nossa Senhora

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Miqueias 5,1-4

    Assim diz o Senhor: 1“Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre os mil povoados de Judá, de ti há de sair aquele que dominará em Israel; sua origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade. 2Deus deixará seu povo ao abandono, até o tempo em que uma mãe der à luz; e o resto de seus irmãos se voltará para os filhos de Israel. 3Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus; os homens viverão em paz, pois ele agora estenderá o poder até os confins da terra, 4e ele mesmo será a paz”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 70(71); 12(13)
    Exulto de alegria no Senhor.

    1. Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, † desde o seio maternal, o meu amparo: /

    para vós o meu louvor eternamente! – R.

    2. Uma vez que confiei no vosso amor, † meu coração, por vosso auxílio, rejubile, /
    e que eu vos cante pelo bem que me fizestes! – R.

    Mateus 1,1-16.18-23 ou 18-23

    1Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos. 3Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar. Farés gerou Esrom; Esrom gerou Aram; 4Aram gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; 5Salmon gerou Booz, cuja mãe era Raab. Booz gerou Obed, cuja mãe era Rute. Obed gerou Jessé. 6Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, daquela que tinha sido a mulher de Urias. 7Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; 9Ozias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias. 11Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. 12Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; 14Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; 15Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacó. 16Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. [18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe em sonho e lhe disse: “José, filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.]

    Palavra da salvação.

    “Ela dará luz a um filho”

    Hoje, dia em que se celebra a festa da natividade da Virgem Maria, o Evangelho é narrado por Mateus a partir da descrição da genealogia de Jesus. Falar sobre a genealogia do messias significa assumir toda sua descendência como instrumento frágil e concreto para a realização do plano de Deus na história da salvação. Ao celebrar este dia, professamos que no último galho de uma antiga raiz, em Maria, se cumprem todos os percursos, todas as vidas entrelaçadas, as sentenças dos profetas, as dores e as alegrias de um povo. Da fragilidade de uma mulher, gerada na natural simplicidade e inserida nos rumos da história, nós recebemos a salvação e tornamo-nos novamente participantes da genealogia do Pai!

    Reflexão dos Noviços

  • 4ª-feira da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 7,25-31

    Irmãos, 25a respeito das pessoas solteiras, não tenho nenhum mandamento do Senhor. Mas, como alguém que, por misericórdia de Deus, merece confiança, dou uma opinião: 26penso que, em razão das angústias presentes, é vantajoso não se casar, é bom cada qual estar assim. 27Estás ligado a uma mulher? Não procures desligar-te. Não estás ligado a nenhuma mulher? Não procures ligar-te. 28Se, porém, casares, não pecas. E, se a virgem se casar, não peca. Mas as pessoas casadas terão as tribulações da vida matrimonial; e eu gostaria de poupar-vos isso. 29Eu digo, irmãos, o tempo está abreviado. Então, que, doravante, os que têm mulher vivam como se não tivessem mulher; 30e os que choram, como se não chorassem, e os que estão alegres, como se não estivessem alegres, e os que fazem compras, como se não possuíssem coisa alguma; 31e os que usam do mundo, como se dele não estivessem gozando. Pois a figura deste mundo passa.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 44(45)
    Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto!

    Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: / “Esquecei vosso povo e a casa paterna! /
    Que o rei se encante com vossa beleza! / Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! – R.

    Majestosa, a princesa real vem chegando, / vestida de ricos brocados de ouro. /
    Em vestes vistosas ao rei se dirige, / e as virgens amigas lhe formam cortejo. – R.

    Entre cantos de festa e com grande alegria, / ingressam, então, no palácio real”. /
    Deixareis vossos pais, mas tereis muitos filhos; / fareis deles os reis soberanos da terra. – R.

    Lucas 6,20-26

    Naquele tempo, 20Jesus, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! 22Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome por causa do Filho do Homem! 23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24Mas ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.

    Palavra da salvação.

    “Bem-aventurados vós, os pobres…, mas aí de vós, ricos” 

    No Evangelho de hoje, tendemos a imaginar que a pobreza e a riqueza são dimensões meramente materiais, que devem ser debatidas e questionadas a partir de nossos discursos ideológicos e materialistas. Entretanto, na lógica de Jesus, o pobre é “bem-aventurado” não por estar com o “bolso vazio”, mas por estar aberto ao dom, esvaziando-se a si e entregando-se totalmente ao Senhor e aos irmãos; enquanto o rico é condenado pois representa todo aquele que estando cheio de si, nega a Deus em um fechamento “ensimesmado” e indiferente.

    Peçamos ao Senhor, a graça das bem aventuranças, para que verdadeiramente pobres, possamos almejar somente as riquezas celestes.

    Reflexões dos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 8,1-7.11-13

    Irmãos, 1o conhecimento incha, a caridade é que constrói. 2Se alguém acha que conhece bem alguma coisa, ainda não sabe como deveria saber. 3Mas, se alguém ama a Deus, ele é conhecido por Deus! 4Quanto ao comer as carnes de animais sacrificados aos ídolos, nós sabemos que um ídolo não é nada no mundo e que Deus é um só. 5É verdade que alguns são chamados deuses, no céu ou na terra, e muita gente pensa que existem muitos deuses e muitos senhores. 6Para nós, porém, existe um só Deus, o Pai, de quem vêm todos os seres e para quem nós existimos. E, ainda, para nós, existe um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual tudo existe, e nós também existimos por ele. 7Mas nem todos têm esse conhecimento. De fato, alguns habituados, até o presente, ao culto dos ídolos comem da carne dos sacrifícios como se ela fosse mesmo oferecida aos ídolos. E assim a sua consciência, que é fraca, fica manchada. 11E então, por causa do teu conhecimento, perece o fraco, o irmão pelo qual Cristo morreu. 12Pecando, assim, contra os irmãos e ferindo a consciência deles, que é fraca, é contra Cristo que pecais. 13Por isso, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, nunca mais comerei carne, para não escandalizar meu irmão.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 138(139)
    Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

    Senhor, vós me sondais e conheceis, / sabeis quando me sento ou me levanto; /
    de longe penetrais meus pensamentos, † percebeis quando me deito e quando eu ando, /
    os meus caminhos vos são todos conhecidos. – R.

    Fostes vós que me formastes as entranhas, / e no seio de minha mãe vós me tecestes. /
    Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, † porque de modo admirável me formastes! /
    Que prodígio e maravilha as vossas obras! – R.

    Senhor, sondai-me, conhecei meu coração, / examinai-me e provai meus pensamentos! /
    Vede bem se não estou no mau caminho / e conduzi-me no caminho para a vida! – R.

    Lucas 6,27-38

    Naquele tempo, falou Jesus aos seus discípulos: 27“A vós que me escutais, eu digo: amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28bendizei os que vos amaldiçoam e rezai por aqueles que vos caluniam. 29Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 30Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 36Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque, com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

    Palavra da salvação.

    “Sede misericordiosos, como também o vosso pai é misericordioso”

    Tradicionalmente no ambiente da família, os pais transmitem aos seus filhos a herança de seus legados, e na família cristã não é diferente. Hoje no evangelho, Jesus apresenta o “legado do pai” aos seus discípulos. Alguns imaginaram que o legado de um Deus deveria ser o poder, a realeza e a exaltação, mas estes se enganaram, pois as propostas de Jesus aos olhos do mundo, não parecem tão atrativas: oferecer a outra face, bendizer aqueles que nos amaldiçoam e amar os inimigos, são algumas delas. A lógica paradoxal de Jesus não se baseia em teorias e interesses, mas consiste no amor filial, familiar. Afinal, um pai de muitos filhos deve amar a todos e desejar que todos se entendam como irmãos e, para isso, não deve haver inimigo. O paradoxo que hoje o Pai nos oferece como legado é a misericórdia: em nossos corações, ela deve despertar o desejo ardente de que nenhum se perca!

    Reflexões dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 9,16-19.22-27

    Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 16pregar o Evangelho não é, para mim, motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o Evangelho! 17Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. 18Em que consiste então o meu salário? Em pregar o Evangelho, oferecendo-o de graça e sem usar os direitos que o Evangelho me dá. 19Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 22Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. 23Por causa do Evangelho eu faço tudo, para ter parte nele. 24Acaso não sabeis que os que correm no estádio correm todos juntos, mas um só ganha o prêmio? Correi de tal maneira que conquisteis o prêmio. 25Todo atleta se sujeita a uma disciplina rigorosa em relação a tudo, e eles procedem assim, para receberem uma coroa corruptível. Quanto a nós, a coroa que buscamos é incorruptível! 26Por isso eu corro, mas não à toa. Eu luto, mas não como quem dá murros no ar. 27Trato duramente o meu corpo e o subjugo, para não acontecer que, depois de ter proclamado a boa-nova aos outros, eu mesmo seja reprovado.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 83(84)
    Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

    Minha alma desfalece de saudades / e anseia pelos átrios do Senhor! /
    Meu coração e minha carne rejubilam / e exultam de alegria no Deus vivo! – R.

    Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, † e a andorinha ali prepara o seu ninho, /
    para nele seus filhotes colocar: / vossos altares, ó Senhor Deus do universo! /
    Vossos altares, ó meu rei e meu Senhor! – R.

    Felizes os que habitam vossa casa; / para sempre haverão de vos louvar! /
    Felizes os que em vós têm sua força / e se decidem a partir quais peregrinos! – R.

    O Senhor Deus é como um sol, é um escudo, / e largamente distribui a graça e a glória. /
    O Senhor nunca recusa bem algum / àqueles que caminham na justiça. – R.

    Lucas 6,39-42

    Naquele tempo, 39Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

    Palavra da salvação.

    “Pode um cego guiar outro cego?”

    No evangelho de hoje, Jesus nos fala sobre a busca da conversão pessoal. É muito mais fácil ter um olhar para fora e apontar os erros do próximo do que ter um olhar para dentro de si mesmo e reconhecer nossos próprios erros. Jesus nos chama a segui-lo como mestre buscando primeiro nossa própria conversão. Assim nos tornarmos mais semelhantes a Ele e, a partir daí, poderemos ajudar o próximo em sua caminhada. Caso contrário, cairemos no erro da hipocrisia e exigir dos outros algo que nem nós mesmos podemos fazer.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Sábado da 23ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 10,14-22

    14Meus caríssimos, fugi da idolatria. 15Eu vos falo como a pessoas esclarecidas. Então, ponderai bem o que eu digo: 16o cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? 17Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão. 18Considerai os filhos de Israel: os que comem as vítimas sacrificais não estão em comunhão com o altar? 19Então, o que dizer? Que a carne de um sacrifício idolátrico tem algum valor? Ou que o ídolo vale alguma coisa? 20Nada disso. O que eu digo é que os idólatras oferecem seus sacrifícios aos demônios e não a Deus. Ora, eu não quero que entreis em comunhão com os demônios. 21Vós não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; vós não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. 22Ou, quem sabe, queremos excitar o zelo santo do Senhor? Somos porventura mais fortes do que ele?

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 115(116)
    Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.

    Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor? /
    Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor. – R.

    Por isso oferto um sacrifício de louvor, / invocando o nome santo do Senhor. /
    Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido. – R.

    Lucas 6,43-49

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Não existe árvore boa que dê frutos ruins nem árvore ruim que dê frutos bons. 44Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros nem uvas de plantas espinhosas. 45O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio. 46Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que eu digo? 47Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática. 48É semelhante a um homem que construiu uma casa: cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a torrente deu contra a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída. 49Aquele, porém, que ouve e não põe em prática é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão, sem alicerce. A torrente deu contra a casa, e ela imediatamente desabou; e foi grande a ruína dessa casa”.

    Palavra da salvação.

    “Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor! ’, mas não fazeis o que eu digo?”

    No evangelho de hoje, Jesus nos adverte para que de fato vivamos a fé que professamos crer. De que vale chamar Jesus de “Senhor” e viver uma vida como se Ele não existisse? Mais importante do que saber o que o Cristo disse é pôr em prática seus mandamentos, só assim se edifica uma fé sólida, capaz de resistir às provações da vida. A teoria sem a prática não nos sustenta num momento de crise.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 24º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Eclesiástico 27,33-28,9

    33O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las. 28,1Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. 2Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados. 3Se alguém guarda raiva contra o outro, como poderá pedir a Deus a cura? 4Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados? 5Se ele, que é um mortal, guarda rancor, quem é que vai alcançar perdão para os seus pecados? 6Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; 7pensa na destruição e na morte e persevera nos mandamentos. 8Pensa nos mandamentos e não guardes rancor ao teu próximo. 9Pensa na aliança do Altíssimo e não leves em conta a falta alheia!

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 102(103)
    O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.

    Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / e todo o meu ser, seu santo nome! /
    Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / não te esqueças de nenhum de seus favores! – R.

    Pois ele te perdoa toda culpa / e cura toda a tua enfermidade; /
    da sepultura ele salva a tua vida / e te cerca de carinho e compaixão. – R.

    Não fica sempre repetindo as suas queixas / nem guarda eternamente o seu rancor. /
    Não nos trata como exigem nossas faltas / nem nos pune em proporção às nossas culpas. – R.

    Quanto os céus por sobre a terra se elevam, / tanto é grande o seu amor aos que o temem; /
    quanto dista o nascente do poente, / tanto afasta para longe nossos crimes. – R.

    Romanos 14,7-9

    Irmãos, 7ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo. 8Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor. 9Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto, para ser o Senhor dos mortos e dos vivos.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 18,21-35

    Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’ 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.

    Palavra da salvação.

    “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?”

    No evangelho de hoje, Jesus nos fala sobre o perdão. É claro que com ‘setenta vezes sete’, o Senhor não está nos dando um valor numérico, como se dissesse para perdoarmos o próximo no máximo 490 vezes. O que ele nos diz é que o perdão se dá sem medida. Na parábola, ele nos adverte para que tenhamos coerência de vida: se fomos perdoados, também devemos perdoar o próximo, não só por compaixão a ele, mas também por amor a Deus que nos perdoou primeiro.


    Reflexão dos Noviços da Província

  • Exaltação da Santa Cruz

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Números 21,4-9

    Naqueles dias, 4os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem, o povo começou a impacientar-se 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente de bronze e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.
    Leitura opcional: Filipenses 2,6-11.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 77(78)
    Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

    Escuta, ó meu povo, a minha lei, / ouve atento as palavras que eu te digo; /
    abrirei a minha boca em parábolas, / os mistérios do passado lembrarei. – R.

    Quando os feria, eles então o procuravam, / convertiam-se, correndo para ele; /
    recordavam que o Senhor é sua rocha / e que Deus, seu redentor, é o Deus altíssimo. – R.

    Mas apenas o honravam com seus lábios / e mentiam ao Senhor com suas línguas; /
    seus corações enganadores eram falsos / e, infiéis, eles rompiam a aliança. – R.

    Mas o Senhor, sempre benigno e compassivo, / não os matava e perdoava seu pecado; /
    quantas vezes dominou a sua ira / e não deu largas à vazão de seu furor. – R.

    João 3,13-17

    Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

    Palavra da salvação.

    “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado”

    Na liturgia de hoje celebramos a festa da Exaltação da Santa Cruz. Os textos bíblicos apresentados estabelecem um interessante paralelo entre a Cruz de Cristo e a serpente de bronze levantada por Moisés. A serpente de bronze era sinal de salvação para aqueles que haviam sido mordidos pelas serpentes venenosas e, ao olharem para ela, eram curados. Para nós, porém, a Cruz é mais do que um sinal: é a concretização da salvação para aqueles que foram feridos pelo pecado. Assim, a cruz, que outrora era um símbolo de morte, passou a ser um motivo de recordação do amor de Deus para conosco.

    Reflexões dos Noviços da Província

  • Bem-aventurada Virgem Maria das Dores

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Hb 5,7-9

    Leitura da Carta aos Hebreus.

    7 Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8 Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9 Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 30(31),2-3a.3bc-4.5-6.15-16.20 (R. 17b)

    – Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

    – Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!

    – Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!

    – Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!

    – A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor!

    – Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.

    Jo 19,25-27

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

    Naquele tempo, 25 perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27 Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Palavra da Salvação.

    Palavra da salvação.

    “Perto da cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena”

    Hoje é celebrada a memória de Nossa Senhora das Dores. É oportuno observar como a Virgem Maria participou dos sofrimentos de seu Filho: ela também sofreu junto com Ele. Nas palavras de São Bernardino falando sobre a Paixão: “enquanto o Filho sacrificava o corpo, a Mãe sacrificava a alma”. E essa participação nos sofrimentos de Cristo já é percebida desde a apresentação de Jesus no templo através da profecia de Simeão. Amor e dor andam lado a lado: quanto mais se ama alguém, também mais se compadece de seus sofrimentos. Ora, ninguém duvidará que não houve na terra quem mais amasse Jesus que sua própria Mãe, assim como ninguém sofreu mais por compaixão por Ele do que ela própria. Refletir sobre Nossa Senhora das Dores não é apenas um ato piedoso de se compadecer das dores da santíssima Mãe do Salvador, mas também nos convida a ter mais empatia pelos que sofrem e sermos para eles consolo e companhia em suas dores.

    Refexão feita pelos Noviços

  • Santos Cornélio e Cipriano

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1Cor 12,31-13,13

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

    Irmãos, 31 Aspirai aos dons mais elevados. Eu vou ainda mostrar-vos um caminho incomparavelmente superior. 13,1 Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse caridade, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine. 2 Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, mas se não tivesse caridade, eu não seria nada. 3 Se eu gastasse todos os meus bens para sustento dos pobres, se entregasse o meu corpo às chamas, mas não tivesse caridade, isso de nada me serviria. 4 A caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; 5 não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor; 6 não se alegra com a iniquidade, mas regozija-se com a verdade. 7 Suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo. 8 A caridade não acabará nunca. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. 9 Com efeito, o nosso conhecimento é limitado e a nossa profecia é imperfeita. 10 Mas, quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito. 11 Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. 12 Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então, veremos face a face. Agora, conheço apenas de modo imperfeito, mas, então, conhecerei como sou conhecido. 13 Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 32(33),2-3.4-5.12 e 22 (R. 12b)

    – Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

    – Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação!

    – Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.

    – Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!

    Lc 7,31-35

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

    Naquele tempo, disse Jesus: 31 “Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32 São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’ 33 Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34 Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35 Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.

    Palavra da salvação.

    “Com quem ei de comparar os homens desta geração?”

    No Evangelho da liturgia de hoje o Senhor nos convida a uma reflexão sobre nossa atitude diante da necessidade de conversão diária. Nosso Senhor compara os homens de sua época a crianças indiferentes aos estímulos externos, não dançam e não choram. E nós, como estamos respondendo a nossa realidade? Como nos portamos diante da Palavra que nos convida a um compromisso? Jesus nos quer de prontidão, sempre vigilantes e dispostos ao serviço de seu Reino, mesmo que nossa resposta não seja a melhor possível. Que sejamos capazes de responder com o que temos e somos.

    Reflexão dos Noviços

  • 5ª-feira da 24ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 15,1-11

    1Irmãos, quero lembrar-vos o Evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3Com efeito, transmiti-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; 5e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze. 6Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. 9Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10É pela graça de Deus que eu sou o que sou. Sua graça para comigo não foi estéril: a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo. 11É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 117(118)
    Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!

    Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! / “Eterna é a sua misericórdia!” /
    A casa de Israel agora o diga: / “Eterna é a sua misericórdia!” – R.

    “A mão direita do Senhor fez maravilhas, † a mão direita do Senhor me levantou, /
    a mão direita do Senhor fez maravilhas!” / Não morrerei, mas, ao contrário, viverei /
    para cantar as grandes obras do Senhor! – R.

    Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! /
    Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores! – R.

    Lucas 7,36-50

    Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”. 40Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, mestre!” 41“Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinquenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?” 43Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”. 44Então, Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por essa razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”. 48E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”. 49Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?” 50Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”

    Palavra da salvação.

    “Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”

    Jesus, o homem que “até perdoa pecados”, nos ensina o caminho da misericórdia. Presos que estamos em uma sociedade do julgamento, podemos nos deter em imagens e rótulos que não dizem respeito a nossa identidade mais profunda, podemos muito bem viver uma vida de desesperança por não saber valorizar nosso verdadeiro “eu”. Jesus, porém, se mostra Deus de Misericórdia e vai além dos estigmas sociais, acolhe quem peca e nos chama a um reconhecimento de que podemos recomeçar sempre e que não devemos ficar sem esperanças. Afinal, é em quem o pecado mais deixou marcas que o amor pode florescer com mais força. Mas é preciso reconhecer que, se por vezes somos a pecadora arrependida, tantas outras vezes podemos ser o fariseu, muito preocupado com as aparências e com o rigor das regras religiosas e sociais, mas incapaz de viver com radicalidade a misericórdia, expressão da vontade de Deus, que é Amor encarnado.

    Reflexões dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 24ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    1Cor 15,12-20

    Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

    Irmãos, 12 se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? 13 Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. 14 E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e a vossa fé é vã também. 15 Nesse caso, nós seríamos testemunhas mentirosas de Deus, porque teríamos atestado – contra Deus – que ele ressuscitou Cristo, quando, de fato, ele não o teria ressuscitado – se é verdade que os mortos não ressuscitam. 16 Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. 17 E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. 18 Então, também os que morreram em Cristo pereceram. 19 Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos – de todos os homens – os mais dignos de compaixão. 20 Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 16(17),1.6-7.8b e 15 (R. 15b)

    – Ao despertar, me saciará vossa presença, ó Senhor.

    – Ao despertar, me saciará vossa presença, ó Senhor.

    – Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios!

    – Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós.

    – Protegei-me qual dos olhos a pupila e guardai-me, à proteção de vossas asas, Mas eu verei, justificado, a vossa face e ao despertar me saciará vossa presença.

    Lc 8,1-3

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

    Naquele tempo, 1 Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2 e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3 Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.

    Palavra da salvação.

    “Os doze iam com Ele, e também algumas mulheres ”

    O Cristo segue fazendo seu caminho de anúncio e serviço. Com ele, caminham discípulos e também algumas mulheres, testemunhas de seu anúncio e de seus milagres. O Evangelho nos apresenta essas mulheres como personificações de como deve ser a atitude de gratidão do autêntico discípulo de Jesus, que reconhecendo os benefícios do Senhor em sua vida, não mede esforços: doa de seus bens, de seu tempo e entrega sua vida para o serviço de Deus e da comunidade.

    Reflexão dos Noviços

  • Sábado da 24ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    1 Coríntios 15,35-37.42-49

    Irmãos, 35alguém perguntará: Como ressuscitam os mortos? 36Insensato! O que semeias não nasce sem antes morrer. 37E, quando semeias, não semeias o corpo da planta, que há de nascer, mas o simples grão, como o de trigo ou de alguma outra planta. 42Pois assim será também a ressurreição dos mortos. Semeia-se em corrupção e ressuscita-se em incorrupção. 43Semeia-se em ignomínia e ressuscita-se em glória. Semeia-se em fraqueza e ressuscita-se em vigor. 44Semeia-se um corpo animal e ressuscita-se um corpo espiritual. Se há um corpo animal, há também um espiritual. 45Por isso está escrito: o primeiro homem, Adão, “foi um ser vivo”. O segundo Adão é um espírito vivificante. 46Veio primeiro não o homem espiritual, mas o homem natural; depois é que veio o homem espiritual. 47O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo homem vem do céu. 48Como foi o homem terrestre, assim também são as pessoas terrestres; e, como é o homem celeste, assim também vão ser as pessoas celestes. 49E, como já refletimos a imagem do homem terrestre, assim também refletiremos a imagem do homem celeste.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 55(56)
    Na presença do Senhor, andarei na luz da vida.

    Meus inimigos haverão de recuar † em qualquer dia em que eu vos invocar; /
    tenho certeza: o Senhor está comigo! – R.

    Confio em Deus e louvarei sua promessa; † é no Senhor que eu confio e nada temo: /
    que poderia contra mim um ser mortal? – R.

    Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz, / e vos oferto um sacrifício de louvor, /
    porque da morte arrancastes minha vida / e não deixastes os meus pés escorregarem, /
    para que eu ande na presença do Senhor, / na presença do Senhor na luz da vida. – R.

    Lucas 8,4-15

    Naquele tempo, 4reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: 5“O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram. 6Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. 7Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos e a sufocaram. 8Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”. Dizendo isso, Jesus exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 9Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. 10Jesus respondeu: “A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que, olhando, não vejam e, ouvindo, não compreendam. 11A parábola quer dizer o seguinte: a semente é a Palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas depois vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem. 13Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam, mas, na hora da tentação, voltam atrás. 14Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo, são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida e não chegam a amadurecer. 15E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra e dão fruto na perseverança”.

    Palavra da salvação.

    “O Semeador saiu para semear.”

    Novamente nos encontramos diante da “Parábola do Semeador”, novamente a liturgia nos apresenta a imagem do semeador, novamente a Igreja lança a semente da boa nova em nossos corações. Fui terreno bom até aqui, tenho permitido que a Palavra brote, cresça e de bons frutos em mim? Depois de um olhar atento para nossa vida, reconheçamos nossas dificuldades em sermos fiéis à vontade de Deus. E, como agricultores dedicados, cuidemos do terreno de nossos corações, arranquemos pedras e espinhos, aplainemos o terreno e acolhamos o Senhor que nos fala.

    Reflexão dos noviços da Província

  • 25º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Isaías 55,6-9

    6Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto. 7Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão. 8Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. 9Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos quanto está o céu acima da terra.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 144(145)
    O Senhor está perto da pessoa que o invoca!

    Todos os dias haverei de bendizer-vos, / hei de louvar o vosso nome para sempre. /
    Grande é o Senhor e muito digno de louvores, / e ninguém pode medir sua grandeza. – R.

    Misericórdia e piedade é o Senhor, / ele é amor, é paciência, é compaixão. /
    O Senhor é muito bom para com todos, / sua ternura abraça toda criatura. – R.

    É justo o Senhor em seus caminhos, / é santo em toda obra que ele faz. /
    Ele está perto da pessoa que o invoca, / de todo aquele que o invoca lealmente. – R.

    Filipenses 1,20-24.27

    Irmãos, 20Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. 21Pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. 22Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso, não sei o que escolher. 23Sinto-me atraído para os dois lados: tenho o desejo de partir, para estar com Cristo – o que para mim seria de longe o melhor -, 24mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo. 27Só uma coisa importa: vivei à altura do Evangelho de Cristo.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 20,1-16

    Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: 1“O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia e os mandou para a vinha. 3Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça desocupados 4e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. 5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde e fez a mesma coisa. 6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. 8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’ 9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro e pensavam que iam receber mais. Porém cada um deles também recebeu uma moeda de prata. 11Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’. 13Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ 16Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

    Palavra da salvação.

    “Estás com inveja porque eu sou bom?”

    Somos trabalhadores invejosos? No Evangelhos de hoje, uma cena é apresentada e parece nos desconcertar, nos inquieta por um senso humano de justiça. Acaso é justo um trabalhador que fez menos ganhar o mesmo? Aos nossos olhos não é, e é exatamente disso que Nosso Senhor está tratando. Julgamos com um olhar humano ou divino? A bondade de Deus transcende o merecimento humano e isso não só em relação à nossa pequenez, mas também do outro, do irmão. Ao olhar humano, devemos amar quem nos ama, querer bem quem nos quer bem e pagar com justiça quem pratica justiça conosco. Mas Deus é diferente e nos convida a olhar de forma diferenciada, pagando o mal com o bem, o ódio com o amor. Embora seja difícil, é preciso, com a graça de Deus, amar para além dos merecimentos.

    Reflexão dos Noviços da Província 

  • São Mateus

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Efésios 4,1-7.11-13

    Irmãos, 1eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: 2com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. 3Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. 4Há um só corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. 5Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos. 7Cada um de nós recebeu a graça na medida em que Cristo lha deu. 11E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. 12Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, 13até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 18(19A)
    Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

    Os céus proclamam a glória do Senhor, / e o firmamento, a obra de suas mãos; /
    o dia ao dia transmite essa mensagem, / a noite à noite publica essa notícia. – R.

    Não são discursos nem frases ou palavras, / nem são vozes que possam ser ouvidas; /
    seu som ressoa e se espalha em toda a terra, / chega aos confins do universo a sua voz. – R.

    Mateus 9,9-13

    Naquele tempo, 9Jesus viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

    Palavra da salvação.

    “Aqueles que tem saúde não precisam de médico, mas sim os doentes”

    Neste Evangelho, Jesus nos mostra o significado de misericórdia. Ele não veio para quem se acha pronto, mas para quem se reconhece pecador e necessitado de misericórdia. Jesus se compadece dos humildes e concede esta misericórdia para quem o pede. Não sejamos, portanto, como os fariseus. Sejamos misericordiosos para que assim possamos também alcançar de Deus a misericórdia.

    Reflexões dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 25ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Provérbios 21,1-6.10-13

    1O coração do rei nas mãos do Senhor é como água corrente; ele o dirige para onde quer. 2O homem pensa que o seu caminho é sempre reto, mas é o Senhor quem sonda os corações. 3Praticar a justiça e o direito é mais agradável ao Senhor do que os sacrifícios. 4Olhar arrogante e coração orgulhoso, a lâmpada dos malvados não é senão o pecado. 5Os projetos do homem aplicado produzem abundância, mas todos os apressados só alcançam indigência. 6Tesouros adquiridos com língua mentirosa são ilusão passageira dos que procuram a morte. 10A alma do malvado deseja o mal, ele olha sem piedade para o seu próximo. 11Quando se castiga o zombador, aprende o imbecil, e quando o sábio é instruído, ele adquire mais saber. 12O justo observa a casa do ímpio e leva os ímpios à desgraça. 13Quem tapa os ouvidos ao clamor do pobre também há de clamar, mas não será ouvido.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 118(119)
    Guiai-me, Senhor, no caminho de vossos preceitos!

    Feliz o homem sem pecado em seu caminho, / que na lei do Senhor Deus vai progredindo! – R.

    Fazei-me conhecer vossos caminhos, / e então meditarei vossos prodígios! – R.

    Escolhi seguir a trilha da verdade, / diante de mim eu coloquei vossos preceitos. – R.

    Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, / e de todo o coração a guardarei. – R.

    Guiai meus passos no caminho que traçastes, / pois só nele encontrarei felicidade. – R.

    Cumprirei constantemente a vossa lei; / para sempre, eternamente, a cumprirei! – R.

    Lucas 8,19-21

    Naquele tempo, 19a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele por causa da multidão. 20Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática”.

    Palavra da salvação.

    “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.”

    Na passagem de hoje, Jesus diz que todos que seguem a vontade do Pai é sua família. Quando colocamos Deus no centro da nossa vida, botamos em prática seus ensinamentos e acolhemos a mudança que Ele quer fazer em nossa vida. Assim, somos verdadeiramente parte da família de Jesus.

    Reflexões dos Noviços da Província

  • São Pio de Pietrelcina

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Pr 30,5-9

    Leitura do Livro dos Provérbios.

    5 A Palavra de Deus é comprovada. Ele é um escudo para os que nele se abrigam. 6 Não acrescentes nada às suas palavras, para que ele não te repreenda e passes por mentiroso! 7 Duas coisas eu te pedi; não mas recuses, antes de eu morrer: 8 afasta de mim a falsidade e a mentira, não me dês pobreza nem riqueza, mas concede-me o pão que me é necessário. 9 Não aconteça que, saciado, eu te renegue e diga: “Quem é o Senhor?” Ou que, empobrecido, eu me ponha a roubar e profane o nome de meu Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 118(119),29.72.89.101.104.163 (R. 105a)

    – Vossa palavra é uma luz para os meus passos!

    – Afastai-me do caminho da mentira e dai-me a vossa lei como um presente!

    – A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.

    – É eterna, ó Senhor, vossa palavra, ela é tão firme e estável como o céu.

    – De todo mau caminho afasto os passos, para que eu siga fielmente as vossas ordens.

    – De vossa lei eu recebi inteligência, por isso odeio os caminhos da mentira.

    – Eu odeio e detesto a falsidade, porém amo vossas leis e mandamentos!

    Lc 9,1-6

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

    Naquele tempo, 1 Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, 2 enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3 E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem mesmo duas túnicas. 4 Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5 Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. 6 Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa-Nova e fazendo curas em todos os lugares.

    Palavra da salvação.

    “Não leveis nada para o caminho.”

    No Evangelho de hoje, Jesus envia seus discípulos para anunciar a Boa-Nova, mas sem levar nada pelo caminho. Seguindo as palavras de Jesus, somos convidados a confiar na providência e desapegarmos de tudo que não podemos levar desta vida, seguindo sempre o único objetivo que é a salvação. Assim, poderemos anunciar verdadeiramente a Palavra de Deus.

    Reflexão dos Noviços

  • 5ª-feira da 25ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Eclesiastes 1,2-11

    2“Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade.” 3Que proveito tira o homem de todo trabalho com o qual se afadiga debaixo do sol? 4Uma geração passa, outra lhe sucede, enquanto a terra permanece sempre a mesma. 5O sol se levanta, o sol se deita, apressando-se para voltar ao seu lugar, donde novamente torna a levantar-se. 6Dirigindo-se para o sul e voltando para o norte, ora para cá, ora para lá, vai soprando o vento, para retomar novamente o seu curso. 7Todos os rios correm para o mar e, contudo, o mar não transborda; voltam ao lugar de onde saíram para tornarem a correr. 8Tudo é penoso, difícil para o homem explicar. A vista não se cansa de ver nem o ouvido se farta de ouvir. 9O que foi, será; o que aconteceu, acontecerá: 10não há nada de novo debaixo do sol. Uma coisa da qual se diz: “Eis aqui algo de novo”, também esta já existiu nos séculos que nos precederam. 11Não há memória do que aconteceu no passado nem também haverá lembrança do que acontecer, entre aqueles que viverão depois.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 89(90)
    Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.

    Vós fazeis voltar ao pó todo mortal / quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” /
    Pois mil anos para vós são como ontem, / qual vigília de uma noite que passou. – R.

    Eles passam como o sono da manhã, / são iguais à erva verde pelos campos: /
    de manhã ela floresce vicejante, / mas à tarde é cortada e logo seca. – R.

    Ensinai-nos a contar os nossos dias / e dai ao nosso coração sabedoria! /
    Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? / Tende piedade e compaixão de vossos servos! – R.

    Saciai-nos de manhã com vosso amor, / e exultaremos de alegria todo o dia! /
    Que a bondade do Senhor e nosso Deus † repouse sobre nós e nos conduza! /
    Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho. – R.

    Lucas 9,7-9

    Naquele tempo, 7o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros, ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus.

    Palavra da salvação.

    “Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?”

    Neste Evangelho, vemos Herodes confuso com tudo que ouvia falar sobre Jesus. Herodes não compreendia sua mensagem, seu pensamento era superficial, só enxergava valor nas glórias do mundo, e assim não podia entender que Jesus não se importava com tais coisas. Nós também devemos viver nossa vida buscando acolher os desígnios de Deus, sem nos importar com o reconhecimento humano, pois nossa recompensa será no céu.

    Reflexões dos Noviços da Província

  • 6 ª-feira da 25ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Ecl 3,1-11

    Leitura do Livro do Eclesiastes.

    1 Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para tudo que acontece debaixo do céu. 2 Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher a planta. 3 Tempo de matar e tempo de salvar; tempo de destruir e tempo de construir. 4 Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar. 5 Tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar; tempo de abraçar e tempo de se separar. 6 Tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de esbanjar. 7 Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar. 8 Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz. 9 Que proveito tira o trabalhador de seu esforço? 10 Observei a tarefa que Deus impôs aos homens, para que nela se ocupassem. 11 As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno. Além disso, ele dispôs que fossem permanentes; no entanto o homem jamais chega a conhecer o princípio e o fim da ação que Deus realiza.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 143(144),1a e 2abc.3-4 (R. 1a)

    – Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

    – Bendito seja o Senhor, meu rochedo. Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; É meu escudo: é nele que espero,

    – Que é o homem, Senhor, para vós? Por que dele cuidais tanto assim, e no filho do homem pensais? Como o sopro de vento é o homem, os seus dias são sombra que passa.

    Lc 9,18-22

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

    Aconteceu que Jesus 18 estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19 Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. 20 Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21 Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22 E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.

    Palavra da salvação.

    “O filho do homem deve sofrer muito”

    Nesta passagem, Jesus anuncia sua paixão e nos mostra que, para ser verdadeiramente seu discípulo, é preciso coragem, pois na caminhada haverá muitas dificuldades e muitos sofrimentos. Apesar de tudo isso, podemos nos alegrar por todos os percalços que podem aparecer em nosso caminho no seguimento de Cristo, pois o mesmo Cristo que sofreu a paixão, também ressuscitou verdadeiramente no terceiro dia. Portanto, se seguirmos Jesus com fidelidade até o fim, podemos ter a alegria e a certeza de que também nós ressuscitaremos no dia final.

    Reflexão dos Noviços

  • Sábado da 25ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Eclesiastes 11,9-12,8

    9Alegra-te, jovem, na tua adolescência, e que o teu coração repouse no bem nos dias da tua juventude; segue as aspirações do teu coração e os desejos dos teus olhos; fica sabendo, porém, que de tudo isso Deus te pedirá contas. 10Tira a tristeza do teu coração e afasta a malícia do teu corpo, pois a adolescência e a juventude são vaidade. 12,1Lembra-te do teu Criador nos dias da juventude, antes que venham os dias da desgraça e cheguem os anos dos quais dirás: “Não sinto prazer neles”; 2antes que se obscureçam o sol, a luz, a lua e as estrelas e voltem as nuvens depois da chuva; 3quando os guardas da casa começarem a tremer, e se curvarem os homens robustos; quando as poucas mulheres cessarem de moer, e ficarem turvas as vistas das que olham pelas janelas, 4e se fecharem as portas que dão para a rua; quando enfraquecer o ruído do moinho, e os homens se levantarem ao canto dos pássaros, e silenciarem as vozes das canções, 5e houver medo das alturas e sobressaltos no caminho, enquanto a amendoeira floresce, o gafanhoto se arrasta e a alcaparra perde o seu gosto, porque o homem se encaminha para a morada eterna e os que choram já rondam pelas ruas; 6antes que se rompa o cordão de prata e se despedace a taça de ouro, a jarra se parta na fonte, a roldana se arrebente no poço; 7antes que volte o pó à terra, de onde veio, e o sopro de vida volte a Deus, que o concedeu. 8Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, tudo é vaidade.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 89(90)
    Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.

    Vós fazeis voltar ao pó todo mortal / quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” /
    Pois mil anos para vós são como ontem, / qual vigília de uma noite que passou. – R.

    Eles passam como o sono da manhã, / são iguais à erva verde pelos campos: /
    de manhã ela floresce vicejante, / mas à tarde é cortada e logo seca. – R.

    Ensinai-nos a contar os nossos dias / e dai ao nosso coração sabedoria! /
    Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? / Tende piedade e compaixão de vossos servos! – R.

    Saciai-nos de manhã com vosso amor, / e exultaremos de alegria todo o dia! /
    Que a bondade do Senhor e nosso Deus † repouse sobre nós e nos conduza! /
    Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho. – R.

    Lucas 9,43-45

    Naquele tempo, 43todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Então Jesus disse a seus discípulos: 44“Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. 45Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

    Palavra da salvação.

    “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens.”

    O que Jesus nos quer transmitir hoje é que, apesar de tudo o que fez — os milagres e as curas, e que mais tarde os próprios apóstolos fariam —, ele seria entregue, perseguido e morto por aqueles a quem serviu. Trazendo isso para nós, o sentido a ser considerado é o seguimento de seus passos: se vivermos como ele viveu, devemos proceder como ele procedeu (cf. 1Jo 2,6). Esforcemo-nos para ter presente em nós esse espírito de doação de si mesmo, como ele próprio se doou; não nos conformemos somente com as belas obras que podemos realizar, mas, acima de tudo, com o serviço ao próximo.

    Reflexões dos Noviços da Província

  • 26º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira Leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 18,25-28

    Assim diz o Senhor: 25“Vós andais dizendo: ‘A conduta do Senhor não é correta’. Ouvi, vós da casa de Israel: é a minha conduta que não é correta ou, antes, é a vossa conduta que não é correta? 26Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre. 27Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. 28Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 24(25)
    Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão!

    Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos / e fazei-me conhecer a vossa estrada! /
    Vossa verdade me oriente e me conduza, † porque sois o Deus da minha salvação; /
    em vós espero, ó Senhor, todos os dias! – R.

    Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura / e a vossa compaixão, que são eternas! /
    Não recordeis os meus pecados quando jovem / nem vos lembreis de minhas faltas e delitos! /
    De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia / e sois bondade sem limites, ó Senhor! – R.

    O Senhor é piedade e retidão / e reconduz ao bom caminho os pecadores. /
    Ele dirige os humildes na justiça / e aos pobres ele ensina o seu caminho. – R.

    Filipenses 2,1-11 ou 1-5

    [Irmãos, 1se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão, 2tornai então completa a minha alegria: aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. 3Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante 4e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro. 5Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus.] 6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.

    Palavra do Senhor.

    Mateus 21,28-32

    Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.

    Palavra da salvação.

    “Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.

    Entendamos que aquele que ouve a Boa-Nova e abre os ouvidos é como a terra seca que o trabalhador cultiva e aduba para que possa dar frutos. O propósito do que Jesus nos fala é agir conforme suas palavras; é preferível ser aquele que não fala, mas vive, do que aqueles que falam e não vivem, como os fariseus, por exemplo. Aqueles que se abrem à Palavra de Deus, sejam quem forem no mundo, e começam a vivê-la, esses, sim, serão salvos. Esse é o verdadeiro ato de conversão. “Cessem as palavras e falem as obras” (Santo Antônio de Pádua).

    Reflexão dos noviços da Província

  • 2ª-feira da 26ª Semana do TC

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jó 1,6-22

    6Um dia, foram os filhos de Deus apresentar-se ao Senhor; entre eles, também satanás. 7O Senhor, então, disse a satanás: “Donde vens?” “Venho de dar umas voltas pela terra”, respondeu ele. 😯 Senhor disse-lhe: “Reparaste no meu servo Jó? Na terra não há outro igual: é um homem íntegro e correto, teme a Deus e afasta-se do mal”. 9Satanás respondeu ao Senhor: “Mas será por nada que Jó teme a Deus? 10Porventura não levantaste um muro de proteção ao redor dele, de sua casa e de todos os seus bens? Tu abençoaste tudo o que ele fez, e seus rebanhos cobrem toda a região. 11Mas estende a mão e toca em todos os seus bens; e eu garanto que ele te lançará maldições no rosto!” 12Então o Senhor disse a satanás: “Pois bem, de tudo o que ele possui podes dispor, mas não estendas a mão contra ele”. E satanás saiu da presença do Senhor. 13Ora, num dia em que os filhos e filhas de Jó comiam e bebiam vinho na casa do irmão mais velho, 14um mensageiro veio dizer a Jó: “Estavam os bois lavrando e as mulas pastando a seu lado 15quando, de repente, apareceram os sabeus e roubaram tudo, passando os criados ao fio da espada. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia”. 16Estava ainda falando quando chegou outro e disse: “Caiu do céu o fogo de Deus e matou ovelhas e pastores, reduzindo-os a cinza. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia”. 17Este ainda falava quando chegou outro e disse: “Os caldeus, divididos em três bandos, lançaram-se sobre os camelos e levaram-nos consigo, depois de passarem os criados ao fio da espada. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia”. 18Este ainda falava quando chegou outro e disse: “Teus filhos e tuas filhas estavam comendo e bebendo vinho na casa do irmão mais velho 19quando um furacão se levantou das bandas do deserto e se lançou contra os quatro cantos da casa, que desabou sobre os jovens e os matou. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia”. 20Então, Jó levantou-se, rasgou o manto, rapou a cabeça, caiu por terra e, prostrado, disse: 21“Nu eu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá. O Senhor deu, o Senhor tirou; como foi do agrado do Senhor, assim foi feito. Bendito seja o nome do Senhor!” 22Apesar de tudo isso, Jó não cometeu pecado nem se revoltou contra Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 16(17)
    Inclinai o vosso ouvido e escutai-me!

    Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, / escutai-me e atendei o meu clamor! /
    Inclinai o vosso ouvido à minha prece, / pois não existe falsidade nos meus lábios! – R.

    De vossa face é que me venha o julgamento, / pois vossos olhos sabem ver o que é justo. /
    Provai meu coração durante a noite, † visitai-o, examinai-o pelo fogo, /
    mas em mim não achareis iniquidade. – R.

    Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, / inclinai o vosso ouvido e escutai-me! /
    Mostrai-me vosso amor maravilhoso, † vós que salvais e libertais do inimigo /
    quem procura a proteção junto de vós. – R.

    Lucas 9,46-50

    Naquele tempo, 46houve entre os discípulos uma discussão para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando. Pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome estará recebendo a mim. E quem me receber estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”. 49João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós lho proibimos, porque não anda conosco”. 50Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós está a vosso favor”.

    Palavra da salvação.

    “Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior.”

    Aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior! Muitas vezes podemos conservar o pensamento de que quanto maior o intelecto, a força, o poder, maior será o destaque deste no meio dos outros. Em verdade, se este possuir certas aptidões, mas não souber abaixar-se e pôr-se em favor do próximo, não dará testemunho da Verdade. O Senhor usa os fracos para confundir os fortes, os loucos para confundir os inteligentes (cf. ICor 1, 27). Somos chamados, desse modo, a sermos humildes para que não haja espaço para a soberba e o orgulho em nossos corações, pois estes roubam o lugar central de Deus e tiram a paz de nosso íntimo.

    Reflexão dos noviços da Província

  • Santos Miguel, Gabriel e Rafael

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Daniel 7,9-10.13-14

    9Eu continuava olhando, até que foram colocados uns tronos, e um ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal, e os livros foram abertos. 13Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 137(138)
    Perante os vossos anjos, vou cantar-vos, ó Senhor!

    Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, / porque ouvistes as palavras dos meus lábios! /
    Perante os vossos anjos vou cantar-vos / e ante o vosso templo vou prostrar-me. – R.

    Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, / porque fizestes muito mais que prometestes; /
    naquele dia em que gritei, vós me escutastes / e aumentastes o vigor da minha alma. – R.

    Os reis de toda a terra hão de louvar-vos / quando ouvirem, ó Senhor, vossa promessa. /
    Hão de cantar vossos caminhos e dirão: / “Como a glória do Senhor é grandiosa!” – R.

    João 1,47-51

    Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael, que vinha para ele, e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”. 50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: ‘Eu te vi debaixo da figueira’? Coisas maiores que essa verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

    Palavra da salvação.

    “Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

    Jesus é quem faz essa ponte entre os anjos e os homens, entre o céu e a terra. Este é o sinal que a Salvação chegou para nós, que o Messias está em nosso meio. Como no Pai-Nosso nós dizemos: “…seja feita a vossa vontade assim na terra (através dos homens) como no céu (pelos anjos) …”. Por esse motivo não é suficiente proclamar que Jesus é o Senhor, mas é preciso, como mencionado na própria oração, entregar-se, cumprir a vontade do Pai.

    Reflexão dos noviços da Província

  • São Jerônimo

    • Primeira Leitura
    • Salmo Responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    Jó 9,1-12.14-16

    Leitura do Livro de Jó.

    1 Jó respondeu a seus amigos e disse: 2 “Sei muito bem que é assim: como poderia o homem ser justo diante de Deus? 3 Se quisesse disputar com ele, entre mil razões não haverá uma para rebatê-lo. 4 Ele é sábio de coração e poderoso em força; quem poderia enfrentá-lo e ficar ileso? 5 Ele desloca as montanhas, sem que elas percebam e as derruba em sua cólera. 6 Ele abala a terra em suas bases e suas colunas vacilam. 7 Ele manda ao sol que não brilhe e guarda escondidas as estrelas. 8 Sozinho desdobra os céus, e caminha sobre as ondas do mar. 9 Criou a Ursa e o Órion, as Plêiades e as constelações do Sul. 10 Faz prodígios insondáveis, maravilhas sem conta. 11 Se passa junto de mim, não o vejo, e quando se afasta, não o percebo. 12 Se ele apanha uma presa, quem ousa impedi-lo? Quem pode dizer-lhe: – ‘O que está fazendo?’ 14 Quem sou eu para replicar-lhe, e contra ele escolher meus argumentos? 15 Ainda que eu tivesse razão, não poderia replicar, e deveria pedir misericórdia ao meu juiz. 16 Se eu clamasse e ele me respondesse, não creio que daria atenção à minha voz”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 87(88),10bc-11.12-13.14-15 (R. 3a)

    – Chegue a minha oração até a vossa presença!

    – Clamo a vós, ó Senhor sem cessar, todo o dia, minhas mãos para vós se levantam em prece. Para os mortos, acaso, faríeis milagres? poderiam as sombras erguer-se e louvar-vos?

    – No sepulcro haverá quem vos cante o amor e proclame entre os mortos a vossa verdade? Vossas obras serão conhecidas nas trevas, vossa graça, no reino onde tudo se esquece?

    – Quanto a mim, ó Senhor, clamo a vós na aflição, minha prece se eleva até vós desde a aurora. Por que vós, ó Senhor, rejeitais a minh’alma? E por que escondeis vossa face de mim?

    Lc 9,57-62

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

    Naquele tempo, 57 enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. 58 Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59 Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60 Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61 Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62 Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus”.

    Palavra da salvação.

    “Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus.”

    O Senhor, no Evangelho de hoje, nos admoesta sobre o desapego. Se prestarmos atenção, perceberemos que as três pessoas que dialogam com Jesus possuem “apegos” que se tornam obstáculos e impedem o seguimento de Cristo. O anúncio do Reino de Deus é prioridade absoluta. Por isso, o Evangelho nos mostra que não se deve estar preso aos bens materiais, que nos prendem às coisas da terra; nem duvidar da Palavra, o que pode retardar nossa resposta; muito menos permanecer preso aos fatos do passado, que impedem de viver plenamente o presente. É preciso estar desprendido, ir aonde o Espírito soprar, sem preocupações terrenas. Um passarinho não conseguirá voar se estiver preso a um fio de linha, seja ele fino, seja grosso (São João da Cruz). Sendo assim, quanto mais livres estivermos de nossos anseios passageiros, mais cultivaremos os anseios eternos.

    Reflexão dos noviços da Província