junho/2021

  • 3ª-feira da 9ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    SÃO JUSTINO, MÁRTIR

    Tobias 2,9-14

    Leitura do livro de Tobias – Eu, Tobit, na noite de Pentecostes, depois de ter sepultado um morto, 9 tomei banho, entrei no pátio de minha casa e deitei-me junto à parede do pátio, deixando o rosto descoberto por causa do calor. 10 Não sabia que, na parede, por cima de mim, havia pardais aninhados. Seu excremento quente caiu nos meus olhos e provocou manchas brancas. Fui procurar os médicos para me tratarem. Quanto mais remédios me aplicavam, mais meus olhos se obscureciam com as manchas, até que fiquei completamente cego. Durante quatro anos, estive privado da vista. Todos os meus irmãos se afligiram por minha causa. Aicar cuidou do meu sustento durante dois anos, até que partiu para Elimaida. 11 Naquela ocasião, Ana, minha mulher, dedicou-se a trabalhos femininos, tecendo lã. 12 Entregava o produto aos patrões e estes lhe pagavam o salário. No sétimo dia do mês de Distros, ela separou a peça de tecido que estava pronta e mandou-a aos patrões. Estes pagaram-lhe todo o salário e ainda lhe deram um cabrito para a mesa. 13 Quando entrou em minha casa, o cabrito começou a balar. Chamei minha mulher e perguntei-lhe: “De onde vem este cabrito? Não terá sido roubado? Devolve-o a seus donos, pois não temos o direito de comer coisa alguma roubada”. 14 Ela respondeu-me: “É um presente que me foi dado além do salário”. Mas não acreditei nela e insisti que o devolvesse aos patrões, ficando bastante contrariado por causa disso. Ela então replicou: “Onde estão as tuas esmolas? Onde estão as tuas obras de justiça? Vê-se bem em ti o que elas são!”

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 111(112)
    O coração do justo é firme e confiante no Senhor.

    Feliz o homem que respeita o Senhor / e que ama com carinho a sua lei! /
    Sua descendência será forte sobre a terra, / abençoada a geração dos homens retos! – R.

    Ele não teme receber notícias más: / confiando em Deus, seu coração está seguro. /
    Seu coração está tranquilo e nada teme, / e confusos há de ver seus inimigos. – R.

    Ele reparte com os pobres os seus bens, † permanece para sempre o bem que fez, /
    e crescerão a sua glória e seu poder. – R.

    Marcos 12,13-17

    Naquele tempo, 13 as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes para apanharem Jesus em alguma palavra. 14 Quando chegaram, disseram a Jesus: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: é lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?” 15 Jesus percebeu a hipocrisia deles e respondeu: “Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja”. 16 Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?” Eles responderam: “De César”. 17 Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. E eles ficaram admirados com Jesus.

    Palavra da salvação.

    “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”

    Dai a Deus o que é de Deus. A sutileza do ensinamento de Nosso Senhor contida na admoestação feita aos hipócritas que tentavam enganá-lo é digna de muita atenção. Aproveitando o ensejo, a verdadeira proposta que Cristo fez é uma verdade de fé para nós: “Dai a Deus o que é de Deus”, ou seja, tributai a Ele tudo o que Lhe é devido. Em última instância, tudo é de Deus, não podemos nos esquecer que Ele nos deu o sopro da vida.

    Jesus fez do questionamento pouco caso e apontou para o que é de fato devido, uma palavra que devemos nos perguntar diariamente, estamos prestando verdadeiro culto a Deus? Estamos tributando a Ele o que é devido? Reconhecemos que tudo pertence a Deus e que devemos a Ele sermos gratos por cada dia de nossas vidas?

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 9ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Tobias 3,1-11.16-17

    Naqueles dias, 1 tomado de grande tristeza, pus-me a suspirar e a chorar. E, depois, comecei a rezar, entre gemidos: 2“Senhor, tu és justo, e justas são todas as tuas obras. Todos os teus caminhos são misericórdia e verdade e és tu quem julga o mundo. 3 Agora, Senhor, lembra-te de mim, olha para mim e não me castigues por causa de meus pecados, de minhas transgressões ou de meus pais, que pecaram diante de ti. 4 Porque não obedecemos aos teus preceitos, entregaste-nos à pilhagem, ao cativeiro e à morte e fizeste de nós assunto de provérbios, alvo de zombaria e de injúria em todas as nações entre as quais nos dispersaste. 5 Agora, porém, vejo que são verdadeiros os teus numerosos julgamentos, quando me tratas segundo os meus pecados e os pecados de meus pais, pois não cumprimos teus mandamentos nem caminhamos na verdade diante de ti. 6 Trata-se, pois, como te aprouver. Ordena que seja retomado de mim o meu espírito, para que eu desapareça da face da terra e me transforme em terra. Para mim é melhor morrer do que viver, pois tenho ouvido injúrias caluniosas e sinto em mim profunda tristeza. Senhor, ordena que eu seja libertado desta angústia. Deixa-me ir para a morada eterna e não afastes, Senhor, de mim a tua face. Para mim é preferível morrer a ver tão grande angústia em minha vida, ouvindo ainda tais injúrias”. 7 Naquele mesmo dia, Sara, filha de Ragüel, que morava em Ecbátana, na Média, teve também que ouvir injúrias de uma das escravas de seu pai. 8 Ela fora dada em casamento a sete homens, mas o perverso demônio Asmodeu havia-os matado antes de estarem com ela como esposa. A escrava disse-lhe: “És tu que sufocas teus maridos! Já foste dada a sete homens e de nenhum até agora tiveste proveito. 9 Por que nos espancas por terem morrido os teus maridos? Vai-te embora com eles e jamais vejamos filho ou filha nascidos de ti!” 10 Naquele dia, Sara ficou com a alma cheia de tristeza e pôs-se a chorar. E subiu ao aposento de seu pai, no andar superior, com a intenção de se enforcar. Mas, pensando melhor, disse consigo mesma: “Não quero que venham injuriar a meu pai e dizer-lhe: ‘Tinhas uma filha muito querida e ela enforcou-se por causa de suas desgraças’. Assim, eu faria baixar à sepultura a velhice amargurada de meu pai. É melhor para mim, em vez de me enforcar, pedir ao Senhor que me faça morrer, para não mais ouvir injúrias em minha vida”. 11 No mesmo instante, estendendo as mãos em direção à janela, fez esta oração: “Tu és bendito, Deus de misericórdia, e é bendito eternamente o teu nome!” 16 Na mesma hora, a prece dos dois foi ouvida perante a glória de Deus. 17E Rafael foi enviado para curar a ambos.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 24(25)
    A vós, Senhor, eu elevo a minha alma.

    Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma, † em vós confio: que eu não seja envergonhado /
    nem triunfem sobre mim os inimigos! / Não se envergonha quem em vós põe a esperança, /
    mas, sim, quem nega por um nada a sua fé. – R.

    Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, / fazei-me conhecer a vossa estrada! /
    Vossa verdade me oriente e me conduza, † porque sois o Deus da minha salvação; /
    em vós espero, ó Senhor, todos os dias! – R.

    Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura / e a vossa compaixão, que são eternas! /
    De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia / e sois bondade sem limites, ó Senhor! – R.

    O Senhor é piedade e retidão / e reconduz ao bom caminho os pecadores. /
    Ele dirige os humildes na justiça / e aos pobres ele ensina o seu caminho. – R.

    Marcos 12,18-27

    Naquele tempo, 18 vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não existe ressurreição, e lhe propuseram este caso: 19“Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: se morrer o irmão de alguém e deixar a esposa sem filhos, o irmão desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir a descendência de seu irmão. 20 Ora, havia sete irmãos; o mais velho casou-se e morreu sem deixar descendência. 21 O segundo casou-se com a viúva e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. 22 E nenhum dos sete deixou descendência. Por último, morreu também a mulher. 23 Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de quem será ela mulher? Porque os sete se casaram com ela!” 24 Jesus respondeu: “Acaso vós não estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras nem o poder de Deus? 25 Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu. 26 Quanto ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’? 27 Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados”.

    Palavra da salvação.

    “Ele não é Deus de mortos, mas de vivos!”

    Jesus Cristo direciona toda interpretação da lei para busca do bem. Seguimos um Deus que é o Deus do real não do ideal, diferente dos saduceus com suas estórias esdrúxulas, argumentações, silogismos, por fim, palavras ao vento. Jesus nos aponta o Deus dos vivos. A ressureição dos mortos é, sem dúvida, uma questão importante para Jesus – por isso, demorou-se em discursos sobre o assunto, sobretudo no período pós-páscoa –, mas os saduceus estão enganados em direcionar suas energias exclusivamente a questões meramente especulativas com a pretensão de encontrar respostas de fé com a pura razão humana.

    Um grupo que era incapaz de se abrir para algo novo, incapaz de acreditar no futuro, presos a uma leitura pueril e fundamentalista das escrituras, enxergando a lei como “letra morta”, em suma, incapazes de sair de si mesmos. Os saduceus se prendiam e se fundamentavam ainda mais em certezas vãs. Esta passagem evangélica é um convite a nos abrirmos para a esperança que Cristo veio nos apresentar. Cristo, que é o próprio Deus dos vivos, é quem traz luz ao Antigo Testamento. Não podemos repetir os erros dos saduceus e cultivarmos uma fé morta que não se abre aos que estão vivos e clamando por vida ao nosso redor. Nossa fé deve nos mobilizar a cada dia a nos movermos em direção ao reino de Deus, não bastam conjecturas e estudos teológicos, Deus nos chama à vivência evangélica, ou seja, à vida.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Êxodo 24,3-8

    Naqueles dias, 3 Moisés veio e transmitiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os decretos. O povo respondeu em coro: “Faremos tudo o que o Senhor nos disse”. 4 Então Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. Levantando-se na manhã seguinte, ergueu ao pé da montanha um altar e doze marcos de pedra pelas doze tribos de Israel. 5 Em seguida, mandou alguns jovens israelitas oferecer holocaustos e imolar novilhos como sacrifícios pacíficos ao Senhor. 6 Moisés tomou metade do sangue e o pôs em vasilhas, e derramou a outra metade sobre o altar. 7 Tomou depois o livro da aliança e o leu em voz alta ao povo, que respondeu: “Faremos tudo o que o Senhor disse e lhe obedeceremos”. 8 Moisés, então, com o sangue separado, aspergiu o povo, dizendo: “Este é o sangue da aliança que o Senhor fez convosco, segundo todas estas palavras”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 115(116)
    Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor.

    Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor? /
    Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor. – R.

    É sentida por demais pelo Senhor / a morte de seus santos, seus amigos. /
    Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, † que nasceu de vossa serva; / mas me quebrastes os grilhões da escravidão! – R.

    Por isso oferto um sacrifício de louvor, / invocando o nome santo do Senhor. /
    Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido. – R.

    Hebreus 9,11-15

    Irmãos, 11 Cristo veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Através de uma tenda maior e mais perfeita, que não é obra de mãos humanas, isto é, que não faz parte desta criação, 12 e não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, ele entrou no santuário uma vez por todas, obtendo uma redenção eterna. 13 De fato, se o sangue de bodes e touros, e a cinza de novilhas espalhada sobre os seres impuros, os santifica e realiza a pureza ritual dos corpos, 14 quanto mais o sangue de Cristo purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo, pois, em virtude do Espírito eterno, Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus como vítima sem mancha. 15 Por isso, ele é mediador de uma nova aliança. Pela sua morte, ele reparou as transgressões cometidas no decorrer da primeira aliança. E, assim, aqueles que são chamados recebem a promessa da herança eterna.

    Palavra do Senhor.

    Marcos 14,12-16.22-26

    12 No primeiro dia dos Ázimos, quando se imolava o cordeiro pascal, os discípulos disseram a Jesus: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?” 13 Jesus enviou então dois dos seus discípulos e lhes disse: “Ide à cidade. Um homem carregando um jarro de água virá ao vosso encontro. Segui-o 14 e dizei ao dono da casa em que ele entrar: ‘O Mestre manda dizer: onde está a sala em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos? 15 Então ele vos mostrará, no andar de cima, uma grande sala, arrumada com almofadas. Aí fareis os preparativos para nós!” 16 Os discípulos saíram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus havia dito e prepararam a Páscoa. 22 Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo: “Tomai, isto é o meu corpo”. 23 Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes, e todos beberam dele. 24 Jesus lhes disse: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. 25 Em verdade vos digo, não beberei mais do fruto da videira até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus”. 25 Depois de terem cantado o hino, foram para o monte das Oliveiras.

    Palavra da salvação.

    “Isto é meu corpo. Isto é meu sangue.”

    A festa dos ázimos recebe novo significado com Jesus Cristo, a recordação da passagem do povo de Israel pelo deserto se tornará a recordação da passagem do Messias por este mundo. Eis a culminância do Mistério de amor. Deus, que é o sacrifício e o sacerdote, entrega-se totalmente à humanidade por amor a cada um de nós, entrega-se em forma de pão e de vinho.

    Jesus quis ardentemente comer essa ceia com seus fiéis apóstolos. Assim, também a nós, que somos sua fiel Igreja, Deus quer ardentemente estar em comunhão conosco, nos quer em união com Ele, anseia por essa proximidade que nos engrandece. A comunhão é estarmos completamente integrados como Igreja. Por isso devemos permanecer em unidade com Ele através da Eucaristia. Deus vem até nós, Ele desce das alturas celestes para se fazer presente na Santa Missa. Busquemos a comunhão frequente para viver este mistério de amor.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 9ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Tobias 11,5-17

    Naqueles dias, 5 Ana estava sentada, observando atentamente o caminho por onde devia chegar seu filho. 6 Percebeu que ele se aproximava e disse ao pai: “Teu filho está chegando, e com ele o homem que o acompanhou”. 7 Antes que Tobias se aproximasse do pai, Rafael lhe disse: “Estou certo de que seus olhos se abrirão. 8 Aplica-lhe nos olhos o fel do peixe. O remédio fará que as manchas brancas se contraiam e se desprendam de seus olhos. Teu pai vai recuperar a vista e enxergará a luz”. 9 Ana correu, atirou-se ao pescoço do filho e disse: “Voltei a ver-te, meu filho, agora posso morrer!” E chorou. 10 Tobit levantou-se e, tropeçando, atravessou a porta do pátio. 11 Tobias foi ao seu encontro, tendo na mão o fel do peixe. Soprou-lhe nos olhos e, segurando-o, disse: “Confiança, pai!” Derramou o remédio e esfregou-o. 12 Depois, com ambas as mãos, tirou-lhe as películas dos cantos dos olhos. 13 Então Tobit caiu-lhe ao pescoço, chorando e dizendo: “Eu te vejo, meu filho, luz de meus olhos!” 14 E acrescentou: “Bendito seja Deus! Bendito seja o seu grande nome! Benditos sejam todos os seus santos anjos por todos os séculos! 15 Porque, se ele me castigou, agora vejo o meu filho Tobias!” A seguir, Tobit entrou com Ana em sua casa, louvando e bendizendo a Deus em alta voz por tudo o que lhes tinha acontecido. E Tobias contou ao pai como tinha sido boa a viagem deles por obra do Senhor Deus, como haviam trazido o dinheiro e como se tinha casado com Sara, filha de Ragüel. Aliás, ela já se aproximava das portas de Nínive. 16 Tobit e Ana alegraram-se muito e saíram ao encontro da nora, às portas da cidade. Vendo-o andar a passos largos e com toda a firmeza, sem que ninguém o conduzisse pela mão, os ninivitas se admiraram. 17E diante deles Tobit louvava e bendizia a Deus em alta voz por ter sido misericordioso para com ele e por lhe ter aberto os olhos. E, aproximando-se de Sara, mulher de seu filho Tobias, abençoou-a e disse: “Bem-vinda sejas, minha filha! E bendito seja o teu Deus, filha, que te trouxe para junto de nós! Abençoado seja o teu pai, abençoado o meu filho Tobias e abençoada sejas tu, minha filha! Entra em tua casa com saúde, a ti bênção e alegria! Entra, minha filha!” E naquele dia foi grande o contentamento entre todos os judeus que se encontravam em Nínive.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 145(146)
    Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

    Bendirei ao Senhor toda a vida, / cantarei ao meu Deus sem cessar! – R.

    O Senhor é fiel para sempre, / faz justiça aos que são oprimidos; /
    ele dá alimento aos famintos, / é o Senhor quem liberta os cativos. – R.

    O Senhor abre os olhos aos cegos, / o Senhor faz erguer-se o caído; /
    o Senhor ama aquele que é justo. / É o Senhor quem protege o estrangeiro. – R.

    Ele ampara a viúva e o órfão, / mas confunde os caminhos dos maus. /
    O Senhor reinará para sempre! † Ó Sião, o teu Deus reinará / para sempre e por todos os séculos! – R.

    Marcos 12,35-37

    Naquele tempo, 35 Jesus ensinava no templo, dizendo: “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é filho de Davi? 36 O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. 37 Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?” E uma grande multidão o escutava com prazer.

    Palavra da salvação.

    “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi?”

    Não há rei maior que Cristo e, assim como Davi, submeteu-se a Ele, que era o herdeiro de seu trono dizendo ser Ele ainda mais digno de homenagens e de glória que o próprio Davi. Diante de tantas promessas de salvação esta palavra hoje nos lembra que o Filho de Deus já se encarnou. Não devemos esperar de nenhum homem a instauração de um reino ou uma outra promessa milagrosa: o único que submeteria todos os homens a seus pés é Jesus e ele com humildade se deixou entregar aos homens, dando assim verdadeira mostra de realeza.

    Aprendamos com seu exemplo, que sendo ele o messias prometido, o ungido filho de Davi, soube ser humilde se submetendo a toda humana criatura e não se sobrexaltando. Aprendamos com esse exemplo de humildade a não querermos honras e glórias para o nosso nome, a não esperarmos ser reconhecidos por nossos feitos visto que nem o próprio Cristo teve em vida o reconhecimento de sua grandeza.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 9ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Tb 12,1.5-15.20

    Naqueles dias, 1Tobit chamou Tobias, seu filho, e disse-lhe: “Filho, paguemos o salário ao homem que viajou contigo, acrescentando uma gratificação”. 5Tobias chamou, pois, o anjo e disse-lhe: “Recebe como salário a metade de tudo o que trouxeste ao voltar, e vai em paz”. 6Então Rafael chamou os dois à parte e disse-lhes: “Bendizei a Deus e dai-lhe graças, diante de todos os viventes, pelos benefícios que vos concedeu. Bendizei e cantai o seu nome. Manifestai a todos os homens as obras de Deus, como é justo, e não hesiteis em expressar-lhe o vosso reconhecimento. 7Se é bom guardar o segredo do rei, é justo revelar e publicar as obras de Deus. Fazei o bem, e o mal não vos atingirá. 8É valiosa a oração com o jejum, e a esmola com a justiça. Melhor é pouco com justiça, do que muito com iniquidade. Melhor é dar esmolas, do que acumular tesouros. 9A esmola livra da morte e purifica de todo pecado. Os que dão esmola serão saciados de vida. 10Aqueles, porém, que cometem o pecado e a injustiça, são inimigos de si mesmos. 11E agora vos manifestarei toda a verdade, sem vos ocultar coisa alguma. Já vos declarei e disse: “É bom guardar o segredo do rei, mas as obras de Deus devem ser reveladas, com a glória devida”. 12Pois bem, quando tu e Sara fazíeis oração, eu apresentava o memorial da vossa prece diante da glória do Senhor. E fazia o mesmo quando tu, Tobit, enterravas os mortos. 13Quando não hesitaste em levantar-te da mesa, deixando a refeição e saindo para sepultar um morto, fui enviado a ti para te pôr à prova. 14Mas Deus enviou-me, também, para te curar a ti e a Sara, tua nora. 15Eu sou Rafael, um dos sete anjos que permanecem diante da glória do Senhor e têm acesso à sua presença”. 20Agora, bendizei o Senhor sobre a terra e dai graças a Deus. Eis que subo para junto de quem me enviou. Escrevi tudo o que vos aconteceu”. E o anjo desapareceu.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl Tb 13
    Bendito seja Deus, que vive eternamente!

    Porque vós castigais e salvais, / fazeis descer aos abismos da terra /
    e de lá nos trazeis novamente: / de vossa mão nada pode escapar. – R.

    Compreendei o que fez para nós, / dai-lhe graças com todo o respeito! /
    Vossas obras celebrem a Deus / e exaltem o rei sempiterno! – R.

    Eu desejo, de toda a minha alma, / alegrar-me em Deus, rei dos céus. – R.

    Bendizei o Senhor, seus eleitos, / fazei festa e alegres louvai-o! – R.

    Mc 12,38-44

    Naquele tempo, 38Jesus dizia, no seu ensinamento, à multidão: “Tomai cuidado com os doutores da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; 39gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. 40Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”. 41Jesus estava sentado no Templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. 42Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. 43Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. 44Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.

    Palavra da Salvação.

    “Esta pobre viúva deu mais do que todos os outros”

    A viúva do Evangelho se oferece a si mesma por inteira, sem buscar recompensas. As ofertas agradáveis a Deus são as feitas em silêncio. Que não visam quantidade, mas são doadas com todo o coração, seja na ajuda aos necessitados ou rezando e intercedendo em segredo por todos. Busquemos o ofertório de nossas vidas sem intentar grandes mudanças ou feitos grandiosos a serem reconhecidos.

    O óbolo da viúva é a singela entrega de uma quantia irrisória que em nada acrescenta no tesouro do templo. Assim como deve ser nossa oferta de nossas vidas na causa do Evangelho. Jesus nos pede que façamos nós mesmos a nossa oferta, que busquemos, com nossos braços, fazer nem que seja pouco, mas que contribuamos com amor a oblação na obra de Deus.

    Reflexão feita pelos Noviços da Província

  • 10º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Gn 3,9-15

    Depois que o homem comeu da fruta da árvore, 9o Senhor Deus chamou Adão, dizendo: ‘Onde estás?’ 10 E ele respondeu: ‘Ouvi tua voz no jardim, e fiquei com medo, porque estava nu; e me escondi’. 11 Disse-lhe o Senhor Deus: ‘E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer?’ 12 Adão disse: ‘A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi’. 13 Disse o Senhor Deus à mulher: ‘Por que fizeste isso?’ E a mulher respondeu: ‘A serpente enganou-me e eu comi’. 14 Então o Senhor Deus disse à serpente: ‘Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre
    e comerás pó todos os dias da tua vida! 15Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar’.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 129,1-2.3-4ab.4c-6.7-8 (R. 7)
    R.No Senhor toda graça e redenção!

    Das profundezas eu clamo a vós, Senhor,* 2 escutai a minha voz!
    Vossos ouvidos estejam bem atentos* ao clamor da minha prece!R.

    Se levardes em conta nossas faltas,* quem haverá de subsistir?
    4Mas em vós se encontra o perdão,* eu vos temo e em vós espero.R.

    No Senhor ponho a minha esperança,* espero em sua palavra.
    6 A minh’alma espera no Senhor* mais que o vigia pela aurora.R.

    Espere Israel pelo Senhor,* pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção.
    8 Ele vem libertar a Israel* de toda a sua culpa.R.

    2Cor 4,13-18- 5,1

    Irmãos: 13 Sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: ‘Eu creio e, por isso, falei’, nós também cremos e, por isso, falamos, 14 certos de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também com Jesus e nos colocará ao seu lado, juntamente convosco. 15 E tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas faça crescer a ação de graças para a glória de Deus.
    16 Por isso, não desanimamos. Mesmo se o nosso homem exterior se vai arruinando, o nosso homem interior, pelo contrário, vai-se renovando, dia a dia. 17 Com efeito, o volume insignificante de uma tribulação momentânea acarreta para nós uma glória eterna e incomensurável. 18 E isso acontece, porque voltamos os nossos olhares para as coisas invisíveis e não para as coisas visíveis. Pois o que é visível é passageiro, mas o que é invisível é eterno.
    5,1 De fato, sabemos que, se a tenda em que moramos neste mundo for destruída, Deus nos dá uma outra moradia no céu que não é obra de mãos humanas, mas que é eterna.

    Palavra do Senhor.

    Mc 3,20-35

    * 20 Jesus foi para casa, e de novo se reuniu tanta gente que eles não podiam comer nem sequer um pedaço de pão. 21 Quando souberam disso, os parentes de Jesus foram segurá-lo, porque eles mesmos estavam dizendo que Jesus tinha ficado louco. 22 Alguns doutores da Lei, que tinham ido de Jerusalém, diziam: «Ele está possuído por Belzebu»; e também: «É pelo príncipe dos demônios que ele expulsa os demônios.»

    23 Então Jesus chamou as pessoas e falou com parábolas: «Como é que Satanás pode expulsar Satanás? 24 Se um reino se divide em grupos que lutam entre si, esse reino acabará se destruindo; 25 se uma família se divide em grupos que brigam entre si, essa família não poderá durar. 26 Portanto, se Satanás se levanta e se divide em grupos que lutam entre si, ele não poderá sobreviver, mas também será destruído. 27 Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar suas coisas, se antes não amarrar o homem forte. Só depois poderá roubar a sua casa. 28 Eu garanto a vocês: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados como as blasfêmias que tiverem dito. 29 Mas, quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, pois a culpa desse pecado dura para sempre.» 30 Jesus falou isso porque estavam dizendo: «Ele está possuído por um espírito mau.»

    A verdadeira família de Jesus -* 31 Nisso chegaram a mãe e os irmãos de Jesus; ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo: 32 Havia uma multidão sentada ao redor de Jesus. Então lhe disseram: «Olha, tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram.» 33 Jesus perguntou: «Quem é minha mãe e meus irmãos?» 34 Então Jesus olhou para as pessoas que estavam sentadas ao seu redor e disse: «Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35 Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.»

    Palavra da salvação.

    “Satanás será destruído”

    Mães e irmãos de Jesus são todos aqueles que buscam agir pela unidade não alimentando rixas ou distensões. Todos que trabalham pela unidade cristã, visando a comunhão ecumênica com as demais religiões cristãs são a verdadeira família de Cristo. Nossa principal preocupação enquanto cristãos deve ser a busca pela instauração do reino de Deus na terra, o que só será possível o dia em que nos unirmos e nos fortalecermos, e não sermos como um reino que se divide e opõe forças contra si mesmo.

    Para vencermos o império do mal, a cultura do descartável, o mercantilismo estéril, as relações líquidas e superficiais devemos primar pelos valores da nossa fé, unindo-nos em Nosso Senhor, caminhando para o ecumenismo e para a somar forças em projetos que buscam não só dialogar, mas, unidos, levar o Reino e a boa nova mais adiante.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 10ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Cor 1,1-7

    1Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus e o irmão Timóteo, à Igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos que se encontram em toda a Acaia: 2para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 3Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação. 4Ele nos consola em todas as nossas aflições, para que, com a consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que se acham em toda e qualquer aflição. 5Pois, à medida que os sofrimentos de Cristo crescem para nós, cresce também a nossa consolação por Cristo. 6Se estamos em aflições, é para a vossa consolação e salvação; se somos consolados, é para a vossa consolação. E essa consolação sustenta a vossa paciência em meio aos mesmos sofrimentos que nós também padecemos. 7E a nossa esperança a vosso respeito é firme, pois sabemos que, assim como participais dos nossos sofrimentos, participais também da nossa consolação.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 33
    Provai e vede quão suave é o Senhor!

    Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!

    Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

    Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

    O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

    Mt 5,1-12

    Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los: 3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus. Do mesmo modo perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

    Palavra da Salvação.

    “Bem-aventurados os pobres em espírito.”

    Jesus faz no sermão da montanha uma quebra de paradigmas nunca antes visto. O aparente paradoxal conceito das bem-aventuranças é o que deve nortear o nosso olhar. Diferentemente da conclusão intuitiva, a felicidade para nós, cristãos, não está nos bens terrenos, nas posições privilegiadas, na aparente harmonia e segurança, mas está em saber suportar a perseguição, a pobreza, o desprezo e as injustiças.

    São Francisco, por sua vez, compreende muito bem este ensinamento e o intitula de “perfeita alegria”. É perfeitamente alegre quem se mantem em sua paz inabalável apesar de todas as adversidades e mesmo no pior cenário imaginável não esmorece, pois conquistou a sua paz e ela não pode ser roubada em hipótese alguma. É, pois, bem-aventurado ou feliz todo aquele que deposita sua confiança em Deus, segue seus ensinamentos, não deixa sua fé ser abalada e suporta tudo neste mundo por amor a Ele. O que nos leva a pensar: somos capazes de levar nossa fé até as últimas consequências? Conseguimos nos lembrar das bem-aventuranças nos momentos de aflição? Buscamos viver em uma perfeita alegria?

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 10ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Coríntios 1,18-22

    Irmãos, 18 eu vos asseguro, pela fidelidade de Deus: o ensinamento que vos transmitimos não é “sim e não”. 19 Pois o Filho de Deus, Jesus Cristo, que nós – a saber: eu, Silvano e Timóteo – pregamos entre vós, nunca foi “sim e não”, mas somente “sim”. 20Com efeito, é nele que todas as promessas de Deus têm o seu “sim” garantido. Por isso também, é por ele que dizemos “amém” a Deus, para a sua glória. 21 É Deus que nos confirma, a nós e a vós, em nossa adesão a Cristo, como também é Deus que nos ungiu. 22 Foi ele que nos marcou com o seu selo e nos adiantou, como sinal, o Espírito derramado em nossos corações.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 118(119)
    Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo!

    Maravilhosos são os vossos testemunhos, / eis por que meu coração os observa! – R.

    Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina, / ela dá sabedoria aos pequeninos. – R.

    Abro a boca e aspiro largamente, / pois estou ávido de vossos mandamentos. – R.

    Senhor, voltai-vos para mim, tende piedade, / como fazeis para os que amam vosso nome! – R.

    Conforme a vossa lei, firmai meus passos / para que não domine em mim a iniquidade! – R.

    Libertai-me da opressão e da calúnia, / para que eu possa observar vossos preceitos! – R.

    Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo / e ensinai-me vossas leis e mandamentos! – R.

    Mateus 5,13-16

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 13“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15 Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. 16 Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

    Palavra da salvação.

    “Vós sois a luz do mundo”.

    Os cristãos são sal e a luz do mundo, vivem como os demais, não distinguem por suas roupas e costumes, agem no mundo e na sociedade conforme os tempos e lugares. Todavia, nós somos o tempero do mundo, chamados a testemunhar o amor que Jesus nos testou, vivemos como os demais mas sabemos que somos peregrinos neste mundo. Nossa passagem na Terra não é a verdadeira vida, abrimos nossos olhos para verdadeira vida na passagem deste mundo, por isso carregamos uma inquebrantável esperança, uma alegria de viver que não nos pode ser tirada por nada, pois o que nos faz felizes é muito mais sublime que todos os problemas que os outros podem nos causar. Carreguemos a constância deste ensinamento, recordemos que somos alegres pois somos herdeiros da vida bem-aventurada, não nos distinguimos por sinais humanos, mas sim por um sinal deixado por Cristo, a fé e a crença na vida eterna, a certeza do céu.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 10ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Coríntios 3,4-11

    Irmãos, 4 é por Cristo que temos tal confiança perante Deus, 5 não porque sejamos capazes, por nós mesmos, de ter algum pensamento como de nós mesmos, mas essa nossa capacidade vem de Deus. 6 Ele é que nos tornou capazes de exercer o ministério de uma aliança nova. Esta não é uma aliança da letra, mas do Espírito. Pois a letra mata, mas o Espírito comunica a vida. 7 Se o ministério da morte, gravado em pedras com letras, foi cercado de tanta glória, que os israelitas não podiam fitar o rosto de Moisés por causa do seu fulgor, ainda que passageiro, 8 quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito? 9 Pois, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais glorioso há de ser o ministério a serviço da justificação. 10 Realmente, em comparação com uma glória tão eminente, já não se pode chamar glória o que então tinha sido glorioso. 11 Pois, se o que era passageiro foi marcado de glória, muito mais glorioso será o que permanece.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 98(99)
    Santo é o Senhor nosso Deus!

    Exaltai o Senhor nosso Deus † e prostrai-vos perante seus pés, /
    pois é santo o Senhor nosso Deus! – R.

    Eis Moisés e Aarão entre os seus sacerdotes. † E também Samuel invocava seu nome, /
    e ele mesmo, o Senhor, os ouvia. – R.

    Da coluna de nuvem falava com eles. † E guardavam a lei e os preceitos divinos /
    que o Senhor nosso Deus tinha dado. – R.

    Respondíeis a eles, Senhor nosso Deus, † porque éreis um Deus paciente com eles, /
    mas sabíeis punir seu pecado. – R.

    Exaltai o Senhor nosso Deus † e prostrai-vos perante seu monte, /
    pois é santo o Senhor nosso Deus! – R.

    Mateus 5,17-19

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17“Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18 Em verdade eu vos digo, antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei sem que tudo se cumpra. 19 Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino dos céus. Porém quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos céus”.

    Palavra da salvação.

    “Não vim para abolir a Lei, mas para dar-lhe pleno cumprimento”.

    Muitos achavam que Jesus era um perigo para a fé do povo, por muitos que estariam rejeitando as Antigas Escrituras.

    Jesus dá tudo por tudo e pede fidelidade plena. Deu-se totalmente, pede que nos demos totalmente. Jesus eliminou muitas pequeninas prescrições ou proibições que só serviam de tropeço. O objetivo de Jesus não são as leis, mas a vontade do Pai. É o plano de Deus que se deve cumprir, o retorno a ele, retorno à perfeição do amor, a comunhão de Deus com todos. A Eucaristia é modelo e força dessa doação e comunhão.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 10ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Coríntios 3,15-4,1.3-6

    Irmãos, 15 até o dia de hoje, quando os israelitas leem os escritos de Moisés, um véu cobre o coração deles. 16 Mas, todas as vezes que o coração se converte ao Senhor, o véu é tirado. 17 Pois o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade. 18 Todos nós, porém, com o rosto descoberto, contemplamos e refletimos a glória do Senhor e assim somos transformados à sua imagem, pelo seu Espírito, com uma glória cada vez maior. 4,1 Não desanimamos no exercício deste ministério que recebemos da misericórdia divina. 3 E, se o nosso Evangelho está velado, é só para aqueles que perecem que ele está velado. 4 O deus deste mundo cegou a inteligência desses incrédulos, para que eles não vejam a luz esplendorosa do Evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. 5 De fato, não nos pregamos a nós mesmos, pregamos a Jesus Cristo, o Senhor. Quanto a nós, apresentamo-nos como servos vossos, por causa de Jesus. 6 Com efeito, Deus que disse: “Do meio das trevas brilhe a luz” é o mesmo que fez brilhar a sua luz em nossos corações, para tornar claro o conhecimento da sua glória na face de Cristo.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 84(85)
    A glória do Senhor habitará em nossa terra.

    Quero ouvir o que o Senhor irá falar: † é a paz que ele vai anunciar; /
    a paz para o seu povo e seus amigos. / Está perto a salvação dos que o temem, /
    e a glória habitará em nossa terra. – R.

    A verdade e o amor se encontrarão, / a justiça e a paz se abraçarão; /
    da terra brotará a fidelidade, / e a justiça olhará dos altos céus. – R.

    O Senhor nos dará tudo o que é bom, / e a nossa terra nos dará suas colheitas; /
    a justiça andará na sua frente / e a salvação há de seguir os passos seus. – R.

    Mateus 5,20-26

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos céus. 21 Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo, todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de tolo será condenado ao fogo do inferno. 23 Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25 Procura reconciliar-te com teu adversário enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26 Em verdade eu te digo, dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.

    Palavra da salvação.

    “Todo aquele que se encoleriza com seu irmão, será réu em juízo”.

    Para Jesus, a justiça é mais ampla e profunda do que nós entendemos. Compreender toda atitude e comportamento espiritual e moral dos homens, é sobretudo fraternidade, vivida como filiação em relação a Deus. Só assim o homem é verdadeiramente justo para com seu irmão.

    Não basta não matar, irar-se, odiar, insultar é gravemente condenável. Não pode honrar a Deus se não estiver bem com o irmão. O verdadeiro culto a Deus é dar o primeiro passo de reconciliação com o irmão. Se o ensinamento do Evangelho fosse levado a sério, não haveria brigas, discussões e nem haveria tantas divisões entre nós. A reconciliação é própria de quem ama e respeita o Senhor e seus ensinamentos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 10ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

    Oseias 11,1.3-4.8-9

    Assim diz o Senhor: 1“Quando Israel era criança, eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho. 3 Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. 4 Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo e rebaixava-me a dar-lhes de comer. 8 Meu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. 9 Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror”.

    Palavra do Senhor.


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    Sl Is 12
    Com alegria bebereis do manancial da salvação.

    Eis o Deus, meu salvador, eu confio e nada temo; / o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. – R.

    Com alegria bebereis no manancial da salvação. / E direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, /
    invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, / entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. – R.

    Louvai, cantando, ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, /
    publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! / Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, /
    porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel!” – R.

    Efésios 3,8-12.14-19

    Irmãos, 8 eu, que sou o último de todos os santos, recebi esta graça de anunciar aos pagãos a insondável riqueza de Cristo 9 e de mostrar a todos como Deus realiza o mistério desde sempre escondido nele, o criador do universo. 10 Assim, doravante, as autoridades e poderes nos céus conhecem, graças à Igreja, a multiforme sabedoria de Deus, 11 de acordo com o desígnio eterno que ele executou em Jesus Cristo, nosso Senhor. 12 Em Cristo nós temos, pela fé nele, a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança. 14 É por isso que dobro os joelhos diante do Pai, 15 de quem toda e qualquer família recebe seu nome, no céu e sobre a terra. 16 Que ele vos conceda, segundo a riqueza da sua glória, serdes robustecidos, por seu Espírito, quanto ao homem interior; 17 que ele faça habitar, pela fé, Cristo em vossos corações e que estejais enraizados e fundados no amor. 18 Tereis assim a capacidade de compreender, com todos os santos, qual a largura, o comprimento, a altura, a profundidade, 19 e de conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo conhecimento, a fim de que sejais cumulados até receber toda a plenitude de Deus.

    Palavra do Senhor.

    “Um soldado abriu-lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água”.

    Jesus, na sua bondade, nos mostra seu coração como um sinal de paz e amor. O coração simboliza o centro vivo da pessoa, o fundamento da complexidade das energias e experiências, na intíma unidade da pessoa. Além disso, o coração é símbolo da profundidade e autenticidade dos sentimentos e palavras, da sua fonte profunda, o amor. A celebração de hoje é uma exaltação de amor, mostra tudo o que é devido ao amor, da criação à redenção, o eterno destino de glória na plenitude do amor-Deus.

    Abramos nossos corações para que o amor e a misericórdia de Cristo inflamem nossos corações, para que sejamos semelhantes a Ele. Fazei o nosso coração semelhante ao vosso.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 10ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

    Isaías 61,9-11

    9 A descendência do meu povo será conhecida entre as nações, e seus filhos se fixarão no meio dos povos; quem os vir há de reconhecê-los como descendentes abençoados por Deus. 10 Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa ou uma noiva com suas joias. 11 Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações.

    Palavra do Senhor.


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    Sl 1Sm 2
    Meu coração se regozija no Senhor.

    Exulta no Senhor meu coração / e se eleva a minha fronte no meu Deus; /
    minha boca desafia os meus rivais / porque me alegro com a vossa salvação. – R.

    O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, / mas os fracos se vestiram de vigor. /
    Os saciados se empregaram por um pão, / mas os pobres e os famintos se fartaram. /

    Muitas vezes deu à luz a que era estéril, / mas a mãe de muitos filhos definhou. – R.

    É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, / faz descer à sepultura e faz voltar; /
    é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, / é o Senhor quem nos humilha e nos exalta. – R.

    O Senhor ergue do pó o homem fraco, / do lixo ele retira o indigente, /
    para fazê-los assentar-se com os nobres / num lugar de muita honra e distinção. – R.

    Lucas 2,41-51

    41 Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42 Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43 Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém sem que seus pais o notassem. 44 Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45 Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46 Três dias depois, o encontraram no templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. 47 Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48 Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49 Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50 Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51 Jesus desceu então com seus pais para Nazaré e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas essas coisas.

    Palavra da salvação.

    “Sua mãe conservava no coração todas estas coisas”.

    O evangelho apresenta Jesus, em sua adolescência, efetuando seus primeiros atos de independência, assim como todo adolescente com a consequente desorientação dos tranquilos hábitos familiares.
    Quando Maria e José encontraram Jesus no templo com os doutores, eles não entendiam o que acontecera, nem as palavras que Jesus dizia. Mas guardavam tudo no coração esperando a hora de compreender tudo. José era homem justo, Maria era cheia de Graça. Mesmo assim eles caminhavam no caminho da fé na confiança, sem entender, sem ver tudo claramente ao o Senhor os conduziria. Quem é sábio guarda a verdade, mesmo sem entender, no seu coração.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 11º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Ezequiel 17,22-24

    22 Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um broto e o plantarei sobre um monte alto e elevado. 23 Vou plantá-lo sobre o alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um cedro majestoso. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de sua ramagem as aves farão ninhos. 24 E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que abaixo a árvore alta e elevo a árvore baixa; faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, digo e faço”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 91(92)
    Como é bom agradecermos ao Senhor.

    Como é bom agradecermos ao Senhor / e cantar salmos de louvor ao Deus altíssimo! /
    Anunciar pela manhã vossa bondade, / e o vosso amor fiel a noite inteira. – R.

    O justo crescerá como a palmeira, / florirá igual ao cedro que há no Líbano; /
    na casa do Senhor estão plantados, / nos átrios de meu Deus florescerão. – R.

    Mesmo no tempo da velhice darão frutos, / cheios de seiva e de folhas verdejantes; /
    e dirão: “É justo mesmo o Senhor Deus: / meu rochedo, não existe nele o mal!” – R.

    2 Coríntios 5,6-10

    Irmãos, 6 estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; 7 pois caminhamos na fé e não na visão clara. 8 Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo para ir morar junto do Senhor. 9 Por isso também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada. 10 Aliás, todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa – prêmio ou castigo – do que tiver feito ao longo de sua vida corporal.

    Palavra do Senhor.

    Marcos 4,26-34

    Naquele tempo, 26 Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27 Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29 Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”. 30 E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32 Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”. 33 Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

    Palavra da salvação.

    “É a menor de todas as sementes e se torna maior do que todas as hortaliças”.

    Com essas pequenas parábolas, Jesus descreve o Reino de Deus em três delas, com o processo misterioso do crescimento. A semente cresce e se desenvolve sem que o homem intervenha, dormindo ou vigiando, o resultado é o mesmo. A semente tem suas próprias energias e forças para se germinar e crescer. Assim é a palavra de Deus semeada em nossa vida. Cabe abrirmos nossos corações para que Deus faça de nosso coração um terreno para semear a sua Palavra, e deixar que Ele transforme nossa vida, fazendo crescer muitos frutos de amor e justiça dentro de nós e nos lugares em que vivemos. Jesus nos ensina e nos convida a acreditar no que parece pequeno e insignificante.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 11ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Coríntios 6,1-10

    Irmãos, 1 como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, 2 pois ele diz: “No momento favorável, eu te ouvi e, no dia da salvação, eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação. 3 Não damos a ninguém nenhum motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado. 4 Mas em tudo nos recomendamos como ministros de Deus, com muita paciência, em tribulações, em necessidades, em angústias, 5 em açoites, em prisões, em tumultos, em fadigas, em insônias, em jejuns, 6 em castidade, em compreensão, em longanimidade, em bondade, no Espírito Santo, em amor sincero, 7 em palavras verdadeiras, no poder de Deus, em armas de justiça, ofensivas e defensivas, 8 em honra e desonra, em má ou boa fama; considerados sedutores, sendo, porém, verazes; 9 como desconhecidos, sendo, porém, bem conhecidos; como moribundos, embora vivamos; como castigados, mas não mortos; 10 como aflitos, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo muitos; como quem nada possui, mas tendo tudo.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 97(98)
    O Senhor fez conhecer a salvação.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! /
    Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

    O Senhor fez conhecer a salvação / e, às nações, sua justiça; /
    recordou o seu amor sempre fiel / pela casa de Israel. – R.

    Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. /
    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! – R.

    Mateus 5,38-42

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 38“Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ 39 Eu, porém, vos digo: não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40 Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41 Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42 Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado”.

    Palavra da salvação.

    “Eu vos digo: não enfrenteis quem é malvado”.

    Começamos a ouvir hoje um dos mais difíceis mandamentos de Jesus, que nos revela o fundamento que sustenta seu modo de pensar e viver. Jesus pede a seus discípulos, e a nós hoje, que não revidemos ao mal que nos é infligido pelo outro. Que não retribuamos com violência contra aquele que agiu com violência para conosco, que não entremos em litígio com aquele que deseja nos roubar algo que não lhe pertence…

    Sem dúvida alguma, o pedido de que não enfrentemos o malvado não nos agrada. Parece-nos injusto, desumano, impossível! Mas será que Jesus nos pediria algo tão difícil sem um bom motivo para tal?
    O mal que o outro realiza, mesmo que aparentemente dirigido a nós, atinge primeiramente a Deus. Trata-se da recusa da relação amorosa e pacífica de Deus e a adoção das medidas violentas do amor próprio. Desta forma, mais que uma ofensa a nós, trata-se de uma triste ruptura de relação entre Deus e ele. E se reagirmos com a mesma postura, o mesmo se dará entre nós e Deus! Que Ele nos dê a força e coragem de acreditar na paz e em seu amor, e continuarmos a agir com caridade com o outro!

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 11ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Coríntios 8,1-9

    1 Irmãos, queremos levar ao vosso conhecimento a graça de Deus que foi concedida às Igrejas da Macedônia. 2 Com efeito, em meio a grandes tribulações que as provaram, a sua extraordinária alegria e extrema pobreza transbordaram em tesouros de liberalidade. 3 Eu sou testemunha de que esses irmãos, segundo os seus recursos e mesmo além dos seus recursos, por sua própria iniciativa 4 e com muita insistência, nos pediram a graça de participar da coleta em favor dos santos de Jerusalém. 5 E, indo além de nossas expectativas, colocaram-se logo à disposição do Senhor e também à nossa, pela vontade de Deus. 6 Por isso solicitamos a Tito que, assim como a iniciou, ele leve a bom termo entre vós essa obra de generosidade. 7 E, como tendes tudo em abundância – fé, eloquência, ciência, zelo para tudo e a caridade de que vos demos o exemplo -, assim também procurai ser abundantes nesta obra de generosidade. 8 Não é uma ordem que estou dando; mas é para testar a sinceridade da vossa caridade que eu lembro a boa vontade de outros. 9 Na verdade, conheceis a generosidade de nosso Senhor Jesus Cristo: de rico que era, tornou-se pobre por causa de vós, para que vos torneis ricos por sua pobreza.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 145(146)
    Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

    Bendirei ao Senhor toda a vida, / cantarei ao meu Deus sem cessar! – R.

    É feliz todo homem que busca † seu auxílio no Deus de Jacó / e que põe no Senhor a esperança. /
    O Senhor fez o céu e a terra, † fez o mar e o que neles existe. / O Senhor é fiel para sempre. – R.

    Faz justiça aos que são oprimidos; † ele dá alimento aos famintos, /
    é o Senhor quem liberta os cativos. – R.

    O Senhor abre os olhos aos cegos, / o Senhor faz erguer-se o caído, /
    o Senhor ama aquele que é justo. / É o Senhor quem protege o estrangeiro. – R.

    Mateus 5,43-48

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44 Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45 Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46 Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47 E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48 Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.

    Palavra da salvação.

    “Amai os vossos inimigos”.

    As exclusões nem sempre são queridas, porém existem. Rancores, ressentimentos, dificuldades de convivência e de comunicação fazem que não mais vivamos o amor universal de que fala o evangelho. Jesus nos faz compreender que nosso coração não é feito para os horizontes fechados. Proíbe-nos de qualquer exclusão, ordena a benevolência universal, que inclui os próprios inimigos.

    O amor tem seu mais profundo motivo na raiz e razão primordial de toda a existência, Deus. Tal ensinamento é inteiramente novo em relação à época, e ainda hoje ressoa incompreensível aos que não conhecem a Deus. Se alguém que não conhece a Deus e pratica esse amor faz parte da Igreja que abraça todos aqueles que têm em si algo da perfeição do Pai, o amor. Amemos uns aos outros, assim como o Pai nos ama.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 11ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Coríntios 9,6-11

    Irmãos, 6“quem semeia pouco colherá também pouco e quem semeia com largueza colherá também com largueza”. 7 Dê cada um conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento; pois Deus “ama quem dá com alegria”. 8 Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para toda obra boa, 9 como está escrito: “Distribuiu generosamente, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre”. 10 Aquele que dá a semente ao semeador e lhe dará o pão como alimento, ele mesmo multiplicará as vossas sementes e aumentará os frutos da vossa justiça. 11 Assim, ficareis enriquecidos em tudo e podereis praticar toda espécie de liberalidade, que, através de nós, resultará em ação de graças a Deus.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 111(112)
    Feliz aquele que respeita o Senhor!

    Feliz o homem que respeita o Senhor / e que ama com carinho a sua lei! /
    Sua descendência será forte sobre a terra, / abeoçoada a geração dos homens retos! – R.

    Haverá glória e riqueza em sua casa, / e permanece para sempre o bem que fez. /
    Ele é correto, generoso e compassivo, / como luz brilha nas trevas para os justos. – R.

    Ele reparte com os pobres os seus bens, † permanece para sempre o bem que fez, /
    e crescerão a sua glória e seu poder. – R.

    Mateus 6,1-6.16-18

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1 “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2 Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 3 Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4 de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 5 Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 6 Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16 Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 17 Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18 para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

    Palavra da salvação.

    “Teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

    Em nossa liturgia diária estamos ouvindo a proclamação do Sermão da Montanha de Mateus. Desnecessário dizer que a personalidade do cristão se constitui e se constrói na medida em que ele vai assimilando e absorvendo as grandes diretrizes do Sermão que traça as linhas da felicidade humana. Com o texto hoje proclamado na liturgia os discípulos de Jesus são convidados a viver com transparência, viver interiormente e não sem preocupar em fazer as obras diante dos homens. O Pai que vê no secreto, somente ele, pode recompensar.

    Esmola – Natural e necessário que os cristãos sejam generosos e pródigos. Não se pode conceber um cristão indiferente às necessidades dos outros. Há a esmola do dinheiro, do pão, da veste. Há também a esmola da inventividade, da criação de novas condições de justiça. Há iniciativas individuais ou de uma comunidade. Em todas as situações, o socorro aos irmãos carentes será feito com toda discrição, sem alarde, sem atabaques e fanfarras, tudo feito com sinceridade transparente. Nada mais.

    Oração – Estamos hoje convencidos do valor e da força da oração comunitária. Deus grande e belo ouve os rogos dos seus filhos em unanime oração. No entanto, será sempre necessário que a oração provenha e brote de nosso coração. Não pode ser um papaguear de palavras que exteriormente agradam. Os profetas e o próprio Jesus dizem que o povo pode louvar a Deus com os lábios, mas ter o coração distante. Pode também acontecer que alguém se satisfaça com a exterioridade da oração. Jesus fala da oração no quarto fechado. O Pai que tudo vê no segredo, escuta tal prece marcada pela sinceridade e transparência.

    Jejum – Jesus fala daqueles que fazem jejum, mas que desfiguram o rosto para que todos saibam que estão se privando de comer. “Tu, quando jejuares perfuma a cabeça e lava o rosto para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente o teu Pai que está no oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

    Frei Almir Guimarães

  • 5ª-feira da 11ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Coríntios 11,1-11

    Irmãos, 1 oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez da minha parte. Na verdade, vós me suportais. 2 Sinto por vós um amor ciumento, semelhante ao amor que Deus vos tem. Fui eu que vos desposei a um único esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura. 3 Porém, receio que, como Eva foi enganada pela esperteza da serpente, também vossos pensamentos se corrompam, afastando-se da simplicidade e pureza devidas a Cristo. 4 De fato, se aparece alguém pregando outro Jesus, que nós não pregamos, ou prometendo um outro Espírito, que não recebestes, ou anunciando um outro Evangelho, que não acolhestes, vós o suportais de bom grado. 5 No entanto, entendo que em nada sou inferior a esses “superapóstolos”! 6 Mesmo que eu seja inábil na arte de falar, não o sou quanto à ciência: eu vo-lo tenho demonstrado em tudo e de todas as maneiras. 7 Acaso cometi algum pecado pelo fato de vos ter anunciado o Evangelho de Deus gratuitamente, humilhando-me a mim mesmo para vos exaltar? 8 Para vos servir, despojei outras Igrejas, delas recebendo o meu sustento. 9 E, quando, estando entre vós, tive alguma necessidade, não fui pesado a ninguém, pois os irmãos vindos da Macedônia supriram as minhas necessidades. Em todas as circunstâncias, cuidei – e cuidarei ainda – de não ser pesado a vós. 10 Tão certo como a verdade de Cristo está em mim, essa minha glória não me será arrebatada nas regiões da Acaia. 11 E por quê? Será porque eu não vos amo? Deus o sabe!

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 110(111)
    Vossas obras, ó Senhor, são verdade e são justiça.

    Eu agradeço a Deus de todo o coração, / junto com todos os seus justos reunidos! /
    Que grandiosas são as obras do Senhor, / elas merecem todo o amor e admiração! – R.

    Que beleza e esplendor são os seus feitos! / Sua justiça permanece eternamente! /
    O Senhor bom e clemente nos deixou / a lembrança de suas grandes maravilhas. – R.

    Suas obras são verdade e são justiça, / seus preceitos, todos eles, são estáveis, /
    confirmados para sempre e pelos séculos, / realizados na verdade e retidão. – R.

    Mateus 6,7-15

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8 Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9 Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12 Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13 E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.

    Palavra da salvação.

    “Quando orardes não useis muitas palavras, como fazem os pagãos.
    Eles pensam que serão ouvidos pela força de muitas palavras”.

    Mais uma vez ouvimos Jesus ensinando os seus a rezar. Pede que não usem muitas palavras e ensina-lhes a oração do nosso Pai, do Pai comum ao qual pedimos a vinda do Reino, o perdão das ofensas e o pão de cada dia.

    A oração do Pai Nosso é uma oração de confiança plena no Pai e em sua vontade de salvar a humanidade a quem tanto ama. Pedimos, insistentemente, que seja feita a sua vontade, que a nossa vida seja como ele quer, que o mundo seja como o seu Reino. Trocando em miúdos, pedimos que o seu amor nos alcance, nos transforme e nos leve a nos comprometer uns com os outros. Que seu amor perpasse todas as realidades e cure todas as feridas que continuamente vamos infringindo uns nos outros. Que a graça do seu perdão se torne nossa bandeira até que toda forma de mal seja afastada de todos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 11ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Coríntios 11,18.21-30

    Irmãos, 18 já que muitos se gloriam segundo a carne, eu também me gloriarei. 21O que outros ousam dizer em vantagem própria, eu também o digo a meu respeito, embora fale como insensato. 22 São hebreus? Eu também. São israelitas? Eu também. São da descendência de Abraão? Eu também. 23 São servos de Cristo? Como menos sensato, digo: eu ainda mais. De fato, muito mais do que eles: pelos trabalhos, pelas prisões, pelos açoites sem conta. Muitas vezes, vi-me em perigo de morte. 24 Cinco vezes, recebi dos judeus quarenta açoites menos um. 25 Três vezes, fui batido com varas. Uma vez, fui apedrejado. Três vezes, naufraguei. Passei uma noite e um dia no alto-mar. 26 Fiz inúmeras viagens, com inúmeros perigos: perigos de rios, perigos de ladrões, perigos da parte de meus compatriotas, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos em lugares desertos, perigos no mar, perigos por parte de falsos irmãos. 27 Trabalhos e fadigas, inúmeras vigílias, fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez! 28E, sem falar de outras coisas, a minha preocupação de cada dia, a solicitude por todas as Igrejas! 29 Quem é fraco, que eu também não seja fraco com ele? Quem é escandalizado, que eu não fique ardendo de indignação? 30 Se é preciso gloriar-se, é de minhas fraquezas que me gloriarei!

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 33(34)
    O Senhor liberta os justos de todas as angústias!

    Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, / seu louvor estará sempre em minha boca. /
    Minha alma se gloria no Senhor; / que ouçam os humildes e se alegrem! – R.

    Comigo engrandecei ao Senhor Deus, / exaltemos todos juntos o seu nome! /
    Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu / e de todos os temores me livrou. – R.

    Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha! /
    Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia. – R.

    Mateus 6,19-23

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 19“Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e os ladrões assaltam e roubam. 20 Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem nem os ladrões assaltam e roubam. 21 Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. 22 O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. 23 Se o teu olho está doente, todo o teu corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão”.

    Palavra da salvação.

    “Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”.

    Enquanto os Evangelhos insistem que o amor cristão se realiza no serviço prestado em favor do próximo, hoje ele nos pede para acumularmos tesouros no céu e não na terra, ou seja, pede que façamos o bem, que amemos o próximo, que, a exemplo de tantos santos, sejamos capazes de ter um coração voltado para Deus e que estejamos sempre prontos ao serviço do próximo.

    Breve é a nossa estadia sobre a terra. Breve é a duração dos tesouros que aqui podemos acumular, mas eterna é a felicidade daqueles que, com Deus, partilham a vida. Eterna é a alegria daqueles que sabem e buscam doar a sua vida em favor dos irmãos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado da 11ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    2 Coríntios 12,1-10

    Irmãos, 1 será que é preciso gloriar-me? Na verdade, não convém. No entanto, passarei a falar das visões e revelações do Senhor. 2 Conheço um homem, unido a Cristo, que há quatorze anos foi arrebatado até o terceiro céu. Se ele foi arrebatado com o corpo ou sem o corpo, eu não o sei, só Deus sabe. 3 Sei que esse homem – se com o corpo ou sem o corpo, não sei, Deus o sabe – 4 foi arrebatado ao paraíso e lá ouviu palavras inefáveis que nenhum homem consegue pronunciar. 5 Quanto a esse homem eu me gloriarei, mas, quanto a mim mesmo, eu não me gloriarei, a não ser das minhas fraquezas. 6 No entanto, se eu quisesse gloriar-me, não seria insensato, pois só diria a verdade. Mas evito gloriar-me, para que ninguém faça de mim uma ideia superior àquilo que vê em mim ou que ouve de mim. 7 E, para que a extraordinária grandeza das revelações não me ensoberbecesse, foi espetado na minha carne um espinho, que é como um anjo de satanás a esbofetear-me, a fim de que eu não me exalte demais. 8 A esse propósito, roguei três vezes ao Senhor que o afastasse de mim. 9 Mas ele disse-me: “Basta-te a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta”. Por isso, de bom grado, eu me gloriarei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. 10 Eis por que eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor a Cristo. Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 33(34)
    Provai e vede quão suave é o Senhor!

    O anjo do Senhor vem acampar / ao redor dos que o temem e os salva. /
    Provai e vede quão suave é o Senhor! / Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! – R.

    Respeitai o Senhor Deus, seus santos todos, / porque nada faltará aos que o temem. /
    Os ricos empobrecem, passam fome, / mas aos que buscam o Senhor não falta nada. – R.

    Meus filhos, vinde agora e escutai-me: / vou ensinar-vos o temor do Senhor Deus. /
    Qual o homem que não ama sua vida, / procurando ser feliz todos os dias? – R.

    Mateus 6,24-34

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24“Ninguém pode servir a dois senhores, pois ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. 25 Por isso eu vos digo, não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? 26 Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros? 27 Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida só pelo fato de se preocupar com isso? 28E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29 Porém eu vos digo, nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé? 31 Portanto, não vos preocupeis, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir?’ 32 Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. 33 Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. 34 Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios problemas”.

    Palavra da salvação.

    “Não vos preocupeis com o dia de amanhã”.

    No dia de hoje o Senhor nos convida a termos um coração indiviso e totalmente voltado a Ele, que confia e não se deixa levar pelas preocupações da vida, que sabe viver com o essencial e que não perde de vista a sua missão de ser imagem de Deus na terra.

    Livres de preocupações desnecessárias, busquemos construir o Reino dos Céus, que acontece já aqui na terra, a partir do momento que deixamos Deus agir em nós, nos dedicando à escuta atenta da Palavra do Senhor, servindo as nossas comunidades e amando aos irmãos.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 12º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Jó 38,1.8-11

    1O Senhor respondeu a Jó, do meio da tempestade, e disse: 8“Quem fechou o mar com portas quando ele jorrou com ímpeto do seio materno, 9 quando eu lhe dava nuvens por vestes e névoas espessas por faixas; 10 quando marquei seus limites e coloquei portas e trancas, 11 e disse: ‘Até aqui chegarás, e não além; aqui cessa a arrogância de tuas ondas’?”

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 106(107)
    Dai graças ao Senhor porque ele é bom, / porque eterna é a sua misericórdia!

    Os que sulcam o alto-mar com seus navios, / para ir comerciar nas grandes águas, /
    testemunharam os prodígios do Senhor / e as suas maravilhas no alto-mar. – R.

    Ele ordenou, e levantou-se o furacão, / arremessando grandes ondas para o alto; /
    aos céus subiam e desciam aos abismos, / seus corações desfaleciam de pavor. – R.

    Mas gritaram ao Senhor na aflição, / e ele os libertou daquela angústia. /
    Transformou a tempestade em bonança, / e as ondas do oceano se calaram. – R.

    Alegraram-se ao ver o mar tranquilo, / e ao porto desejado os conduziu. /
    Agradeçam ao Senhor por seu amor / e por suas maravilhas entre os homens! – R.

    2 Coríntios 5,14-17

    Irmãos, 14 o amor de Cristo nos pressiona, pois julgamos que um só morreu por todos e que, logo, todos morreram. 15 De fato, Cristo morreu por todos, para que os vivos não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. 16 Assim, doravante, não conhecemos ninguém conforme a natureza humana. E, se uma vez conhecemos Cristo segundo a carne, agora já não o conhecemos assim. 17 Portanto, se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo.

    Palavra do Senhor.

    Marcos 4,35-41

    35 Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: “Vamos para a outra margem!” 36 Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava, na barca. Havia ainda outras barcas com ele. 37 Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. 38 Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” 39 Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: “Silêncio! Cala-te!” O vento cessou e houve uma grande calmaria. 40 Então Jesus perguntou aos discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” 41 Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”

    Palavra da salvação.

    “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”

    O Evangelho deste dia nos aponta que, assim como os discípulos, muitas vezes deixamos o medo falar mais alto em nossa vida. Sabemos que Jesus escolheu pescadores como apóstolos, portanto essa não seria a primeira tempestade que eles estariam passando. Mas, também, não se dão conta de que Aquele que está junto deles é o Messias, o Filho de Deus, que não deixaria que nada de mal acontecesse a eles. Jesus, então, dominou as águas, como Moisés, para trazer segurança ao povo, no caso os seus discípulos.

    Assim, também nós nos aterrorizamos com um incômodo que não sabemos como superar, esquecemos que Deus está conosco e não deixará nada de mal acontecer. A pergunta central, que diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”, agora pode ser respondida como Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, Senhor do tempo e da história, que caminha conosco, mesmo em nossas maiores dificuldades.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 12ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Gênesis 12,1-9

    Naqueles dias, 1 o Senhor disse a Abrão: “Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai e vai para a terra que eu te vou mostrar. 2 Farei de ti um grande povo e te abençoarei: engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção. 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!” 4 E Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando partiu de Harã. 5 Ele levou consigo sua mulher Sarai, seu sobrinho Ló e todos os bens que possuíam, bem como todos os escravos que haviam adquirido em Harã. Partiram rumo à terra de Canaã e ali chegaram. 6 Abrão atravessou o país até o santuário de Siquém, até o carvalho de Moré. Os cananeus estavam então naquela terra. 7 O Senhor apareceu a Abrão e lhe disse: “Darei esta terra à tua descendência”. Abrão ergueu ali um altar ao Senhor, que lhe tinha aparecido. 8 De lá, deslocou-se em direção ao monte que estava a oriente de Betel, onde armou sua tenda, com Betel a ocidente e Hai a oriente. Ali construiu também um altar ao Senhor e invocou o seu nome. 9 Depois, de acampamento em acampamento, Abrão foi até o Negueb.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 32(33)
    Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

    Feliz o povo cujo Deus é o Senhor / e a nação que escolheu por sua herança! /
    Dos altos céus o Senhor olha e observa; / ele se inclina para olhar todos os homens. – R.

    Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem / e que confiam, esperando em seu amor, /
    para da morte libertar as suas vidas / e alimentá-los quando é tempo de penúria. – R.

    No Senhor nós esperamos confiantes, / porque ele é nosso auxílio e proteção! /
    Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / da mesma forma que em vós nós esperamos! – R.

    Mateus 7,1-5

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Não julgueis e não sereis julgados. 2 Pois vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos com a mesma medida com que medirdes. 3 Por que observas o cisco no olho do teu irmão e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4 Ou como podes dizer ao teu irmão: ‘deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5 Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

    Palavra da salvação.

    “Tira primeiro a trave do teu próprio olho”.

    O Ensinamento proposto por Jesus no Evangelho dessa segunda-feira expressa uma preocupação frente a uma atitude de seu tempo e que encontra eco até os dias de hoje em nossas comunidades cristãs: o julgamento.

    As palavras do evangelista são bastante claras, no olho daquele que julga há uma trave. O fato é que aqueles que julgam se sentem superiores, se sentem melhores do que aqueles que caminham com ele rumo à Pátria Celeste, e o Evangelho nos aponta o caminho inverso: aquele que julga tem uma trave nos olhos, isso não significa que aquele o cisco apontado pelo irmão não exista.

    E aqui está a chave evangélica de Jesus Cristo, a medida que aplicamos ao outro deve ser aplicada primeiramente a nós. Desse modo, nos reconheceremos necessitados da misericórdia de Deus e saberemos julgar também com misericórdia. Essa é a medida de Deus!

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 12ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Gênesis 13,2.5-18

    2 Abrão era muito rico em rebanhos, prata e ouro. 5 Ló, que acompanhava Abrão, também tinha ovelhas, gado e tendas. 6 A região já não bastava para os dois, pois seus rebanhos eram demasiado numerosos para poderem morar juntos. 7 Surgiram discórdias entre os pastores que cuidavam da criação de Abrão e os pastores de Ló. Naquele tempo, os cananeus e os ferezeus ainda habitavam naquela terra. 8 Abrão disse a Ló: “Não deve haver discórdia entre nós e entre os nossos pastores, pois somos irmãos. 9 Estás vendo toda esta terra diante de ti? Pois bem, peço-te, separa-te de mim. Se fores para a esquerda, eu irei para a direita; se fores para a direita, eu irei para a esquerda”. 10 Levantando os olhos, Ló viu que toda a região em torno do Jordão era por toda parte irrigada – isso antes que o Senhor destruísse Sodoma e Gomorra -, era como um jardim do Senhor e como o Egito, até a altura de Segor. 11 Ló escolheu, então, para si a região em torno do Jordão e foi para oriente. Foi assim que os dois se separaram um do outro. 12 Abrão habitou na terra de Canaã, enquanto Ló se estabeleceu nas cidades próximas do Jordão e armou suas tendas até Sodoma. 13 Ora, os habitantes de Sodoma eram péssimos e grandes pecadores diante do Senhor. 14E o Senhor disse a Abrão, depois que Ló se separou dele: “Ergue os olhos e, do lugar onde estás, olha para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente: 15 toda essa terra que estás vendo, eu a darei a ti e à tua descendência para sempre. 16 Tornarei tua descendência tão numerosa como o pó da terra. Se alguém puder contar os grãos do pó da terra, então poderá contar a tua descendência. 17 Levanta-te e percorre este país de ponta a ponta, porque é a ti que o darei”. 18 Tendo desarmado suas tendas, Abrão foi morar junto ao carvalho de Mambré, que está em Hebron, e ali construiu um altar ao Senhor.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 14(15)
    Senhor, quem morará em vosso monte santo?

    “Senhor, quem morará em vossa casa?” † É aquele que caminha sem pecado /
    e pratica a justiça fielmente; / que pensa a verdade no seu íntimo /
    e não solta em calúnias sua língua. – R.

    Que em nada prejudica o seu irmão / nem cobre de insultos seu vizinho; /
    que não dá valor algum ao homem ímpio, / mas honra os que respeitam o Senhor. – R.

    Não empresta o seu dinheiro com usura † nem se deixa subornar contra o inocente. /
    Jamais vacilará quem vive assim! – R.

    Mateus 7,6.12-14

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 6 “Não deis aos cães as coisas santas nem atireis vossas pérolas aos porcos, para que eles não as pisem com os pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem. 12 Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. 13 Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! 14 Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram!”

    Palavra da salvação.

    “Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles”.

    No Evangelho dessa terça-feira encontramos a “regra de ouro” da Escritura: “Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles”. Jesus não é utópico ou irrealista no seu projeto de expansão do Reino e por isso não nos esconde as dificuldades.

    “Não atireis pérolas aos porcos”. Uma das dificuldades é a acolhida da palavra de Deus. A Palavra é pérola preciosa e deve ser guardada com muito zelo no nosso íntimo, vale nos perguntarmos de que forma nós acolhemos essa Palavra que nos é transmitida e de que formas nós buscamos cultivá-la no nosso dia a dia.

    A porta pela qual o cristão deve passar é estreita, isso porque a proposta de vida de Jesus não se adequa aos valores de uma sociedade excludente e egoísta. Contudo é necessário que, se preciso for, sejamos profetas indo contra a corrente, respondendo com solidariedade aos avanços de um mundo egoísta.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 12ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Gênesis 15,1-12.17-18

    Naqueles dias, 1 o Senhor falou a Abrão, dizendo: “Não temas, Abrão! Eu sou o teu protetor, e tua recompensa será muito grande”. 2 Abrão respondeu: “Senhor Deus, que me darás? Eu me vou desta vida sem filhos e o herdeiro de minha casa será Eliezer de Damasco”. 3 E acrescentou: “Como não me deste descendência, um servo nascido em minha casa será meu herdeiro”. 4 Então, o Senhor falou-lhe nestes termos: “O teu herdeiro não será esse, mas um dos teus descendentes é que será o herdeiro”. 5 E, conduzindo-o para fora, disse-lhe: “Olha para o céu e conta as estrelas se fores capaz!” E acrescentou: “Assim será a tua descendência”. 6 Abrão teve fé no Senhor, que considerou isso como justiça. 7 E lhe disse: “Eu sou o Senhor que te fez sair de Ur dos caldeus para te dar em possessão esta terra”. 8 Abrão lhe perguntou: “Senhor Deus, como poderei saber que vou possuí-la?” 9 E o Senhor lhe disse: “Traze-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, além de uma rola e de uma pombinha”. 10 Abrão trouxe tudo e dividiu os animais pelo meio, mas não as aves, colocando as respectivas partes uma frente à outra. 11 Aves de rapina se precipitaram sobre os cadáveres, mas Abrão as enxotou. 12 Quando o sol já se ia pondo, caiu um sono profundo sobre Abrão e ele foi tomado de grande e misterioso terror. 17 Quando o sol se pôs e escureceu, apareceu um braseiro fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre os animais divididos. 18 Naquele dia o Senhor fez aliança com Abrão, dizendo: “Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o Eufrates”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 104(105)
    O Senhor se lembra sempre da Aliança.

    Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, / anunciai entre as nações seus grandes feitos! /
    Cantai, entoai salmos para ele, / publicai todas as suas maravilhas! – R.

    Gloriai-vos em seu nome que é santo, / exulte o coração que busca a Deus! /
    Procurai o Senhor Deus e seu poder, / buscai constantemente a sua face! – R.

    Descendentes de Abraão, seu servidor, / e filhos de Jacó, seu escolhido, /
    ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, / vigoram suas leis em toda a terra. – R.

    Ele sempre se recorda da Aliança, / promulgada a incontáveis gerações; /
    da Aliança que ele fez com Abraão / e do seu santo juramento a Isaac. – R.

    Mateus 7,15-20

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15“Cuidado com os falsos profetas: eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. 16 Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? 17 Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má produz frutos maus. 18 Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. 19 Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. 20 Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis”.

    Palavra da salvação.

    “Pelos seus frutos vós os conhecereis”.

    A sabedoria dos ensinamentos de Jesus é admirável. Ele nos inicia em um novo modo de vida, em conformidade com a vontade do Pai e nos provoca a dar um testemunho coerente, através de nossos atos, com a fé cristã abraçada.

    Em conformidade com este modo de pensar de Deus, ele também nos provoca ao discernimento sobre o testemunho e exemplo dado por outros que se dizem cristãos e, através de suas doces palavras, podem levar muitos dos filhos e filhas de Deus ao erro e ao distanciamento dos ensinamentos de Cristo. Ele provoca a nós, seus discípulos, a olharmos para sua vida, o exemplo e atitudes que tomam, e nos perguntarmos se estes são coerentes com aquilo que pregam e falam. Palavras e vida devem andar juntos na fé cristã: o mandamento e anúncio do amor e sua prática são a verdadeira identidade do discípulo de Jesus Cristo. Façamo-nos verdadeiros profetas de Sua palavra através do esforço do testemunho coerente e verdadeiro daquilo que aprendemos com Ele.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 5ª-feira da 12ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA

    Isaías 49,1-6

    1 Nações marinhas, ouvi-me; povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; 2 fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, 3 e disse-me: “Tu és o meu servo, Israel, em quem serei glorificado”. 4 E eu disse: “Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa”. 5 E, agora, diz-me o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor, esta é a minha glória. 6 Disse ele: “Não basta seres meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 138(139)
    Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, / porque de modo admirável me formastes!

    Senhor, vós me sondais e conheceis, † sabeis quando me sento ou me levanto; /
    de longe penetrais meus pensamentos; / percebeis quando me deito e quando eu ando, /
    os meus caminhos vos são todos conhecidos. – R.

    Fostes vós que me formastes as entranhas, / e no seio de minha mãe vós me tecestes. /
    Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, / porque de modo admirável me formastes! – R.

    Até o mais íntimo, Senhor, me conheceis; / nem uma sequer de minhas fibras ignoráveis /
    quando eu era modelado ocultamente, / era formado nas entranhas subterrâneas. – R.

    Atos 13,22-26

    Naqueles dias, Paulo disse: 22 “Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’. 23 Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um salvador, que é Jesus. 24 Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. 25 Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede, depois de mim vem aquele do qual nem mereço desamarrar as sandálias’. 26 Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada essa mensagem de salvação”.

    Palavra do Senhor.

    Lucas 1,57-66.80

    57 Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58 Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel e alegraram-se com ela. 59 No oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe, porém, disse: “Não! Ele vai chamar-se João”. 61 Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62 Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63 Zacarias pediu uma tabuinha e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. 64 No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou e ele começou a louvar a Deus. 65 Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66 E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. 80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel.

    Palavra da salvação.

    Nascimento de João Batista

    Os nomes bíblicos trazem sempre a missão daqueles que são citados. João vem do hebraico, e significa “Deus tem misericórdia”, “Deus é benevolente” ou também “Deus perdoa”. De fato, São João Batista anunciava que a misericórdia de Deus abundaria a terra inteira, pois estava próximo o envio do seu Filho Unigênito, salvador da humanidade. Por isso, o batismo realizado por São João era de arrependimento, reconhecer-se pecador perante de Deus. O nome Zacarias, pai de João, significa “Deus se lembrou”, e de sua mãe, Isabel, significa “pura e casta”.

    Caros irmãos, o caminho que São João Batista preparou ainda continua aberto para nós. Deus se lembrou de nós, e continua lembrando de cada um em particular. Pelo batismo nos tornamos puros e castos, regenerados da antiga culpa, com os pecados perdoados. Voltemo-nos para Ele que é a abundância da misericórdia, da benevolência e do perdão.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 6ª-feira da 12ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Gênesis 17,1.9-10.15-22

    1 Abrão tinha noventa e nove anos de idade quando o Senhor lhe apareceu e lhe disse: “Eu sou o Deus poderoso. Anda na minha presença e sê perfeito”. 9 Deus disse ainda a Abraão: “Guarda a minha aliança, tu e a tua descendência para sempre. 10 Esta é a minha aliança que devereis observar, aliança entre mim e vós e tua descendência futura: todo homem entre vós deverá ser circuncidado”. 15 Deus disse também a Abraão: “Quanto à tua mulher, Sarai, já não a chamarás Sarai, mas Sara. 16 Eu a abençoarei e também dela te darei um filho. Vou abençoá-la, e ela será mãe de nações, e reis de povos dela sairão”. 17 Abraão prostrou-se com o rosto em terra e pôs-se a rir, dizendo consigo mesmo: “Será que um homem de cem anos vai ter um filho e que, aos noventa anos, Sara vai dar à luz?” 18 E, dirigindo-se a Deus, disse: “Se ao menos Ismael pudesse viver em tua presença”. 19 Deus, porém, disse: “Na verdade, é Sara, tua mulher, que te dará um filho, a quem chamarás Isaac. Com ele estabelecerei a minha aliança, uma aliança perpétua para a sua descendência. 20 Atendo ao teu pedido, também, a respeito de Ismael. Eu o abençoarei e tornarei fecundo e extremamente numeroso. Será pai de doze príncipes e farei dele uma grande nação. 21 Mas, quanto à minha aliança, eu a estabelecerei com Isaac, o filho que Sara te dará no ano que vem, por este tempo”. 22 Tendo acabado de falar com Abraão, Deus se retirou.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 127(128)
    Será assim abençoado todo aquele / que respeita o Senhor.

    Feliz és tu se temes o Senhor / e trilhas seus caminhos! /
    Do trabalho de tuas mãos hás de viver, / serás feliz, tudo irá bem! – R.

    A tua esposa é uma videira bem fecunda / no coração da tua casa; /
    os teus filhos são rebentos de oliveira / ao redor de tua mesa. – R.

    Será assim abençoado todo homem / que teme o Senhor. /
    O Senhor te abençoe de Sião / cada dia de tua vida. – R.

    Mateus 8,1-4

    1 Tendo Jesus descido do monte, numerosas multidões o seguiam. 2- Eis que um leproso se aproximou e se ajoelhou diante dele, dizendo: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 3 Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica limpo”. No mesmo instante, o homem ficou curado da lepra. 4 Então Jesus lhe disse: “Olha, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e faze a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho para eles”.

    Palavra da salvação.

    “Se queres, tu tens o poder de me purificar”.

    Neste início do capítulo 8 de São Mateus, percebemos que numerosas multidões seguiam Jesus, provavelmente por tudo que havia pregado no monte. Ao descer, coloca também em prática o que pregou. Ninguém tocaria em um leproso, mas Jesus estendeu a mão, o tocou e o curou. Assim, cada um de nós não devemos ter medo de estender a mão a quem precisa. Nosso Senhor é o libertador, curou a grande ferida da humanidade, o pecado. Na Igreja, ninguém é excluído, mas todos são curados, basta querer pertencer a esta fé.

    O leproso manifesta uma grande profissão de fé. Crê piamente que Jesus o pode curar. É com essa fé ilimitada que devemos nos aproximar de Jesus. Em Jesus está a Palavra que cura, que liberta, que nos torna novos homens e mulheres.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • Sábado 12ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Gênesis 18,1-15

    Naqueles dias, 1 o Senhor apareceu a Abraão junto ao carvalho de Mambré, quando ele estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia. 2 Levantando os olhos, Abraão viu três homens de pé, perto dele. Assim que os viu, correu ao seu encontro e prostrou-se por terra. 3 E disse: “Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem sem parar junto a mim, teu servo. 4 Mandarei trazer um pouco de água para vos lavar os pés, e descansareis debaixo da árvore. 5Farei servir um pouco de pão para refazerdes vossas forças antes de continuar a viagem. Pois foi para isso mesmo que vos aproximastes do vosso servo”. Eles responderam: “Faze como disseste”. 6 Abraão entrou logo na tenda onde estava Sara e lhe disse: “Toma depressa três medidas da mais fina farinha, amassa alguns pães e assa-os”. 7 Depois, Abraão correu até o rebanho, pegou um bezerro dos mais tenros e melhores e deu-o a um criado, para que o preparasse sem demora. 8 A seguir, foi buscar coalhada, leite e o bezerro assado e pôs tudo diante deles. Abraão, porém, permaneceu de pé, junto deles, debaixo da árvore, enquanto comiam. 9 E eles lhe perguntaram: “Onde está Sara, tua mulher?” “Está na tenda”, respondeu ele. 10E um deles disse: “Voltarei sem falta, no ano que vem, por este tempo, e Sara, tua mulher, já terá um filho”. Ouvindo isso, Sara pôs-se a rir, da entrada da tenda, que estava atrás dele. 11 Abraão e Sara já eram velhos, muito avançados em idade, e para ela já havia cessado o período regular das mulheres. 12 Por isso, Sara se pôs a rir em seu íntimo, dizendo: “Acabada como estou, terei ainda tal prazer, sendo meu marido já velho?” 13 E o Senhor disse a Abraão: “Por que riu Sara, dizendo consigo mesma: ‘Acaso ainda terei um filho, sendo tão velha?’ 14 Existe alguma coisa impossível para o Senhor? No ano que vem, voltarei por este tempo, e Sara já terá um filho”. 15 Sara protestou, dizendo: “Eu não ri”, pois estava com medo. Mas ele insistiu: “Sim, tu riste”.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl Lc 1
    O Senhor se lembrou de mostrar sua bondade.

    A minha alma engrandece ao Senhor, / e se alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador. – R.

    Pois ele viu a pequenez de sua serva, / eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita. /
    O Poderoso fez por mim maravilhas / e santo é o seu nome! – R.

    Seu amor, de geração em geração, / chega a todos os que o respeitam. /
    De bens saciou os famintos / e despediu, sem nada, os ricos. – R.

    Acolheu Israel, seu servidor, / fiel ao seu amor, / como havia prometido aos nossos pais, /
    em favor de Abraão e de seus filhos para sempre. – R.

    Mateus 8,5-17

    Naquele tempo, 5 quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7 Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8 O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9 Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”. 10 Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Em verdade vos digo, nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11 Eu vos digo, muitos virão do Oriente e do Ocidente e se sentarão à mesa no Reino dos céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12 enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”. 13 Então, Jesus disse ao oficial: “Vai! E seja feito como tu creste”. E naquela mesma hora o empregado ficou curado. 14 Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. 15 Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e pôs-se a servi-lo. 16 Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos com sua palavra e curou todos os doentes, 17 para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”.

    Palavra da salvação.

    “Muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa junto com Abraão, Isaac e Jacó.”

    O Evangelho de hoje apresenta duas curas, a do empregado do oficial romano e a da sogra de Pedro. Sabemos que muitos judeus tinham dificuldade de enxergar Jesus como o messias. Por isso, os autores sagrados destacam, na vida de Cristo, episódios que demonstram que Ele é o salvador, não só dos judeus, mas de toda a humanidade redimida. O oficial romano, certamente, era um pagão, e Jesus fica admirado com a sua fé. Por isso, afirma que muitos virão de outros povos (Oriente e Ocidente), que não são israelitas, mas serão salvos. Contudo, a cura da sogra de Pedro demonstra que os judeus redimidos também são curados e ganham a salvação.

    Não importa a procedência nem os pecados de outrora, mas basta se arrepender e crer que Jesus Cristo é verdadeiramente o Salvador. Para nós, devem também permanecer os dois exemplos: a fé do oficial romano e o serviço da sogra de Pedro. Fé e obras são prerrogativas dos que seguem os caminhos do Senhor.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 13º Domingo do Tempo Comum

    • Primeira leitura
    • Salmo
    • Segunda Leitura
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Sabedoria 1,13-15; 2,23-24

    13 Deus não fez a morte, nem tem prazer com a destruição dos vivos. 14 Ele criou todas as coisas para existirem, e as criaturas do mundo são saudáveis: nelas não há nenhum veneno de morte, nem é a morte que reina sobre a terra: 15 pois a justiça é imortal. 2,23 Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à imagem de sua própria natureza; 24 foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo, e experimentam-na os que a ele pertencem.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 29(30)
    Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes / e preservastes minha vida da morte!

    Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes / e não deixastes rir de mim meus inimigos! /
    Vós tirastes minha alma dos abismos / e me salvastes quando estava já morrendo! – R.

    Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, / dai-lhe graças e invocai seu santo nome! /
    Pois sua ira dura apenas um momento, / mas sua bondade permanece a vida inteira; /
    se à tarde vem o pranto visitar-nos, / de manhã vem saudar-nos a alegria. – R.

    Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! / Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! /
    Transformastes o meu pranto em uma festa, /
    Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos! – R.

    2 Coríntios 8,7.9.13-15

    Irmãos, 7 como tendes tudo em abundância – fé, eloquência, ciência, zelo para tudo, e a caridade de que vos demos o exemplo -, assim também procurai ser abundantes nesta obra de generosidade. 9 Na verdade, conheceis a generosidade de nosso Senhor Jesus Cristo: de rico que era, tornou-se pobre por causa de vós, para que vos torneis ricos por sua pobreza. 13 Não se trata de vos colocar numa situação aflitiva para aliviar os outros; o que se deseja é que haja igualdade. 14 Nas atuais circunstâncias, a vossa fartura supra a penúria deles e, por outro lado, o que eles têm em abundância venha suprir a vossa carência. Assim haverá igualdade, como está escrito: 15 “Quem recolheu muito não teve de sobra e quem recolheu pouco não teve falta”.

    Palavra do Senhor.

    Marcos 5,21-43

    Naquele tempo, 21 Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22 Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés 23 e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!” 24 Jesus então o acompanhou. Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia.] 25 Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia; 26 tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27 Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28 Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29 A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31 Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou?’” 32 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33 A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34 Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”. 35 Ele estava ainda falando quando [chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga e disseram a Jairo: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36 Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37 E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38 Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. 39 Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. 40 Começaram então a caçoar dele. Mas ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41 Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” – que quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42 Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43 Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.

    Palavra da salvação.

    “Menina, levanta-te!”

    Neste evangelho, Marcos apresenta Jesus Cristo como Senhor da vida. Ele cura uma mulher desconhecida no meio da multidão e ressuscita a filha de Jairo, chefe da sinagoga, que goza de grande prestígio pelo cargo que ocupa. Dois ensinamentos saltam aos nossos olhos: Deus não faz acepção de pessoas e o cuidado pela vida, mesmo quando parece que não existe mais solução.

    Contudo, é preciso abandonar nossos medos e ter fé. Os dois personagens se aproximam de Jesus com muita fé. A fé mantém em nós acesa a chama da esperança e a certeza da salvação. Imitemos a Cristo, defendamos a vida sem fazer acepção de pessoas.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 2ª-feira da 13ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra

    SANTO IRINEU

    Gênesis 18,16-33

    De junto ao carvalho de Mambré, 16 os homens levantaram-se e partiram na direção de Sodoma. Abraão acompanhava-os para encaminhá-los. 17 E o Senhor disse consigo: “Acaso poderei ocultar a Abraão o que vou fazer? 18 Pois Abraão virá a ser uma nação grande e forte e nele serão abençoadas todas as nações da terra. 19 De fato, eu o escolhi, para que ensine seus filhos e sua família a guardarem os caminhos do Senhor, praticando a justiça e o direito, a fim de que o Senhor cumpra em favor de Abraão tudo o que lhe prometeu”. 20 Então, o Senhor disse: “O clamor contra Sodoma e Gomorra cresceu, e agravou-se muito o seu pecado. 21 Vou descer para verificar se as suas obras correspondem ou não ao clamor que chegou até mim”. 22 Partindo dali, os homens dirigiram-se a Sodoma, enquanto Abraão ficou na presença do Senhor. 23 Então, aproximando-se, disse Abraão: “Vais realmente exterminar o justo com o ímpio? 24 Se houvesse cinquenta justos na cidade, acaso irias exterminá-los? Não pouparias o lugar por causa dos cinquenta justos que ali vivem? 25 Longe de ti agir assim, fazendo morrer o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio. Longe de ti! O juiz de toda a terra não faria justiça?” 26 O Senhor respondeu: “Se eu encontrasse em Sodoma cinquenta justos, pouparia, por causa deles, a cidade inteira”. 27 Abraão prosseguiu, dizendo: “Estou sendo atrevido em falar a meu Senhor, eu que sou pó e cinza. 28 Se dos cinquenta justos faltassem cinco, destruirias, por causa dos cinco, a cidade inteira?” O Senhor respondeu: “Não destruiria se achasse ali quarenta e cinco justos”. 29 Insistiu ainda Abraão e disse: “E se houvesse quarenta?” Ele respondeu: “Por causa dos quarenta, não o faria”. 30 Abraão tornou a insistir: “Não se irrite o meu Senhor se ainda falo. E se houvesse apenas trinta justos?” Ele respondeu: “Também não o faria se encontrasse trinta”. 31 Tornou Abraão a insistir: “Já que me atrevi a falar a meu Senhor, e se houver vinte justos?’ Ele respondeu: “Não a iria destruir por causa dos vinte”. 32 Abraão disse: “Que o meu Senhor não se irrite se eu falar só mais uma vez: e se houvesse apenas dez?’ Ele respondeu: “Por causa dos dez, não a destruiria”. 33 Tendo acabado de falar, o Senhor retirou-se, e Abraão voltou para a sua tenda.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 102(103)
    O Senhor é indulgente, é favorável.

    Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / e todo o meu ser, seu santo nome! /
    Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / não te esqueças de nenhum de seus favores! – R.

    Pois ele te perdoa toda culpa / e cura toda a tua enfermidade; /
    da sepultura ele salva a tua vida / e te cerca de carinho e compaixão. – R.

    O Senhor é indulgente, é favorável, / é paciente, é bondoso e compassivo. /
    Não fica sempre repetindo as suas queixas / nem guarda eternamente o seu rancor. – R.

    Não nos trata como exigem nossas faltas / nem nos pune em proporção às nossas culpas. /
    Quanto os céus por sobre a terra se elevam, / tanto é grande o seu amor aos que o temem. – R.

    Mateus 8,18-22

    Naquele tempo, 18 vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. 19Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”. 20Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. 21Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. 22Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.

    Palavra da salvação.

    “Segue-me!”

    Jesus Cristo, nesse Evangelho de hoje, usa de palavras que a princípio parecem duras. Mas, antes de serem duras, são palavras de vida eterna. Duas pessoas querem seguir Jesus e, para ambas, o Senhor pede uma só coisa: despojamento. Seguir a Cristo exige desapego. Ao responder que o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça, Jesus mostra a necessidade do desapego aos bens materiais para segui-Lo. Ao exortar que os mortos devem sepultar seus mortos, Cristo mostra que devemos nos desapegar das pessoas e dos sentimentos afetivos que nos impedem de segui-Lo.

    E assim, Jesus faz o convite: Segue-me! Tenha um coração despreendido de tudo. O gesto de se afastar da multidão para o outro lado da margem do rio, revela também a necessidade de nos afastarmos de tudo que nos rouba o olhar do que é essencial para colocar a cabeça e a vida em ordem. Seguir Jesus é exigente, mas a recompensa é eterna.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 3ª-feira da 13ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Gênesis 19,15-29

    Naqueles dias, 15os anjos insistiram com Ló, dizendo: “Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas e sai, para não morreres também por causa das iniquidades da cidade”. 16Como ele hesitasse, os homens tomaram-no pela mão, a ele, à mulher e às duas filhas – pois o Senhor tivera compaixão dele -, fizeram-nos sair e deixaram-nos fora da cidade. 17Uma vez fora, disseram: “Trata de salvar a tua vida. Não olhes para trás nem te detenhas em parte alguma desta região. Mas foge para a montanha, se não quiseres morrer”. 18Ló respondeu: “Não, meu Senhor, eu te peço! 19O teu servo encontrou teu favor e foi grande a tua bondade, salvando-me a vida. Mas receio não poder salvar-me na montanha, antes que a calamidade me atinja e eu morra. 20Eis aí perto uma cidade onde poderei refugiar-me; é pequena, mas aí salvarei a minha vida”. E ele lhe disse: “Pois bem, concedo-te também este favor: não destruirei a cidade de que falas. 22Refugia-te lá depressa, pois nada posso fazer enquanto não tiveres entrado na cidade”. Por isso foi dado àquela cidade o nome de Segor. 23O sol estava nascendo quando Ló entrou em Segor. 24O Senhor fez então chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. 25Destruiu as cidades e toda a região, todos os habitantes das cidades e até a vegetação do solo. 26Ora, a mulher de Ló olhou para trás e tornou-se uma estátua de sal. 27Abraão levantou-se bem cedo e foi até o lugar onde antes tinha estado com o Senhor. 28Olhando para Sodoma e Gomorra e para toda a região, viu levantar-se da terra uma densa fumaça, como a fumaça de uma fornalha. 29Mas, ao destruir as cidades da região, Deus lembrou-se de Abraão e salvou Ló da catástrofe que arrasou as cidades onde Ló havia morado.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 25(26)
    Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.

    Provai-me, ó Senhor, e examinai-me, / sondai meu coração e o meu íntimo! /
    Pois tenho sempre vosso amor ante meus olhos; / vossa verdade escolhi por meu caminho. – R.

    Não junteis a minha alma à dos malvados, / nem minha vida à dos homens sanguinários; /
    eles têm as suas mãos cheias de crime; / sua direita está repleta de suborno. – R.

    Eu, porém, vou caminhando na inocência; / libertai-me, ó Senhor, tende piedade! /
    Está firme o meu pé na estrada certa; / ao Senhor eu bendirei nas assembleias. – R.

    Mateus 8,23-27

    Naquele tempo, 23Jesus entrou na barca e seus discípulos o acompanharam. 24E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia. 25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. 27Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”

    Palavra da salvação.

    “Levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria”.

    É fato que, ao longo de nossas vidas, passamos por muitas tempestades. Contudo, Jesus acalma essas tempestades, pois ele está nela, silencioso, como que dormindo. Precisamos clamar como os discípulos: “Salva-nos Senhor!” Quando bate o desespero, quando parece que não existe solução, precisamos lembrar que Cristo está conosco. Não é o medo ou o desespero que deve tomar conta, mas a fé.

    Ao mesmo tempo que a barca pode simbolizar a nossa vida, ela representa a Igreja, onde Cristo sempre estará presente, de forma misteriosa e silenciosa, sempre agindo. Ainda que as tempestades do mundo pareçam agitar esta barca, não precisamos temer, basta ter fé nas promessas de Cristo, que nunca a abandonará.

    Reflexão dos Noviços da Província

  • 4ª-feira da 13ª Semana do TC

    • Primeira leitura
    • Salmo responsorial
    • Evangelho
    • Sabor da Palavra
    Gênesis 21,5.8-20

    5Abraão tinha cem anos quando lhe nasceu o filho Isaac. 8Entretanto, o menino cresceu e foi desmamado; e no dia em que o menino foi desmamado, Abraão deu um grande banquete. 9Sara, porém, viu o filho que a egípcia Agar dera a Abraão brincando com Isaac. 10E disse a Abraão: “Manda embora essa escrava e seu filho, pois o filho de uma escrava não pode ser herdeiro com o meu filho Isaac”. 11Abraão ficou muito desgostoso com isso, por se tratar de um filho seu. 12Mas Deus lhe disse: “Não te aflijas por causa do menino e da tua escrava. Atende a tudo o que Sara te pedir, pois é por Isaac que uma descendência levará o teu nome. 13Mas do filho da escrava farei também um grande povo, por ele ser da tua raça”. 14Abraão levantou-se de manhã, tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, colocando-os nos ombros dela; depois, entregou-lhe o menino e despediu-a. Ela foi-se embora e andou vagueando pelo deserto de Bersabeia. 15Tendo acabado a água do odre, largou o menino debaixo de um arbusto 16e foi sentar-se em frente dele, à distância de um tiro de arco. Pois dizia consigo: “Não quero ver o menino morrer”. Assim, ficou sentada defronte ao menino e pôs-se a gritar e a chorar. 17Deus ouviu o grito do menino e o anjo de Deus chamou do céu a Agar, dizendo: “Que tens, Agar? Não tenhas medo, pois Deus ouviu a voz do menino do lugar em que está. 18Levanta-te, toma o menino e segura-o bem pela mão, porque farei dele um grande povo”. 19Deus abriu-lhe os olhos e ela viu um poço de água. Foi então encher o odre e deu de beber ao menino. 20Deus estava com o menino, que cresceu e habitou no deserto, tornando-se um jovem arqueiro.

    Palavra do Senhor.


    Imagem ilustrativa de Frei Fábio Melo Vasconcelos

    Sl 33(34)
    Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.

    Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia. /
    O anjo do Senhor vem acampar / ao redor dos que o temem e os salva. – R.

    Respeitai o Senhor Deus, seus santos todos, / porque nada faltará aos que o temem. /
    Os ricos empobrecem, passam fome, / mas aos que buscam o Senhor não falta nada. – R.

    Meus filhos, vinde agora e escutai-me: / vou ensinar-vos o temor do Senhor Deus. /
    Qual o homem que não ama sua vida, / procurando ser feliz todos os dias? – R.

    Mateus 8,28-34

    Naquele tempo, 28quando Jesus chegou à outra margem do lago, na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29 Eles então gritaram: “O que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?” 30 Ora, a certa distância deles, estava pastando uma grande manada de porcos. 31 Os demônios suplicavam-lhe: “Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos”. 32 Jesus disse: “Ide”. Os demônios saíram e foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas. 33 Os homens que guardavam os porcos fugiram e, indo até a cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos pelo demônio. 34 Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles.

    Palavra da salvação.

    “Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?”

    No Evangelho de hoje, Jesus está entre os gadarenos, da cidade gentílica de Gadara, que pertencia à decápolis, um conjunto de 10 cidades romanas. Com a cura dos possessos gadarenos, Jesus é convidado a se retirar da região, porque os porcos eram mais importantes que os dois homens libertos das amarras de satanás. Jesus devolveu àqueles homens a sua dignidade de filhos amados de Deus, porque feitos à Sua imagem e semelhança.

    A atitude dos moradores ao expulsarem Jesus da sua região foi uma recusa total da salvação trazida por Ele. Que nós, reconhecendo o poder de Jesus, o projeto de vida eterna na pessoa de Jesus, possamos dar graças a Deus!

    Reflexão dos Noviços da Província