Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

Jesus, o Filho de Deus – 3ª parte.

05/06/2012

curso_escoladafe_1parte

1- Nota: para o nosso vocabulário católico, O SENHOR.

O Senhor é mais um título atribuído a Jesus. O povo católico emprega constantemente a expressão NOSSO SENHOR, aplicado tanto a Deus, como a Jesus Cristo. O povo está expressando-se de forma católica corretíssima.

“Na versão grega dos livros do A.T., o nome inefável com o qual Deus se revelou a Moisés, Iahweh, é traduzido por ‘Kyrios’ (‘Senhor’). Senhor torna-se desde então o nome mais habitual para designar a própria divindade do Deus de Israel. É nesse sentido forte que o N.T.

utiliza o título de ‘Senhor’ ao mesmo tempo para o Pai, mas também – e aí está a novidade – para Jesus, reconhecido assim como o próprio Deus” (Catecismo da Igreja Católica, CIC, n. 446).

Senhor é atribuído indistintamente tanto ao Pai, como a Jesus.

Da mesma forma, total e perfeita, tanto o Pai como Jesus são Deus “Eu e o Pai somos um”.

Senhor tem a ver com poder, com soberania total. “Todo o poder me foi dado no Céu e na Terra”. Traduz-se em respeito e confiança para o cristão orante. É o elemento gerador da verdadeira atitude de adoração, como aprendemos com Tomé na sua expressão de fé. Ele literalmente desaba aos pés de Jesus ressuscitado e sua confissão brota de forma avassaladora: “meu Senhor e meu Deus” (Jo 20,28).

Desde o berço o cristianismo reconhece em Jesus toda a grandeza e senhorio que atribui a Deus.

Daqui nasce a festa de Cristo Rei. Nossa piedade, nossa prática religiosa pode deliciar-se com a proximidade e a ternura de Deus conosco em Jesus.

Mas nunca podemos cair na banalidade do intimismo e pietismo! Antídoto para esta mania infantil é o tradicional e bom “temor de Deus” dos antigos.

Na verdade, o título Senhor, costuma estar muitas vezes em nossa boca quando somos convidados a orar, na fórmula:

“O Senhor esteja convosco”. Está na conclusão da prece: “por Jesus Cristo Nosso Senhor”. Homens piedosos em profunda oração, podiam simplesmente exclamar: “Maran Atha” (“O Senhor vem!”) ou “Maranatha” (“Vem, Senhor!”) [1Cor 16,22].

2- “ E o Logos se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14).

2.1- Introdução.

A palavra “carne” ocorre constantemente no N.T. para acentuar a natureza humana enquanto terrena, biológica, criada. Nunca ocorre essa palavra carne como uma coisa destacada ou oposta a espírito, alma, ou “Nous”.

Encarnar-se é fazer-se um ser humano completo.

2.2 – Por que o Logos se fez um ser humano?

Essa pergunta foi posta pelo Catecismo Católico. Vamos ler o n. 456.

“Com o Credo niceno-constantinopolitano, respondemos confessando:

‘E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria e se fez homem’ ”.

Vamos continuar seguindo nosso Catecismo.

Como primeira razão para a encarnação do Verbo é apontado “para salvar-nos, reconciliando-nos com Deus”.

Três textos do mesmo autor, João, afirmam isso.
– “Foi Ele quem nos amou e enviou-nos seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados” (1Jo 4,10).
– “O Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo” (1Jo 4,14).
– “Este apareceu para tirar os pecados” (1Jo 2,5).

A segunda razão para a encarnação do Verbo está no desejo de Deus de revelar-nos Seu amor.

Vamos a mais duas citações de João.
– “Nisto manifestou-se o amor de Deus por nós: Deus enviou seu Filho Único ao mundo para que vivamos por Ele” (1Jo 4,9).

– “Pois Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho Único a fim de que todo que crer nele não pereça, mas tenha a Vida Eterna” (Jo 3,16).

Uma terceira razão encontramos no catecismo que diz: “para ser nosso modelo de santidade” (n. 459). Vamos, novamente, aos textos bíblicos.

– “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim …” (Mt 11,29).
– “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai a não ser por mim” (Jo 14,6).
– na transfiguração o Pai fala: “Ouvi-o” (Mc 9,7).

– Nosso catecismo afirma que Jesus é para nós modelo das bem aventuranças e “norma da Nova Lei”. Jo 15,12 diz: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. Amar como Jesus amou exige de nós que estejamos sempre dispostos a fazer oferta efetiva de nós mesmos nos caminhos de Jesus.

Uma quarta razão aponta nosso Catecismo dizendo: “o Verbo se fez Carne para tornar-nos ‘participantes da natureza divina’ (2Pe 1,4). O Catecismo diz ainda “Pois essa é a razão pela qual o Verbo se fez homem e o Filho de Deus, Filho do homem: é para que o homem, entrando em comunhão com o Verbo se torne filho de Deus” (Sto. Irineu, Adv. haer., 3,19,1). Continuemos com o texto do Catecismo: “Pois, o Filho de Deus se fez homem para nos fazer Deus (Sto. Atanásio, De Incarnatione 54.3). …

O Filho Unigênito de Deus querendo-nos participantes da sua divindade, assumiu a nossa natureza, para que aquele que se fez homem, dos homens fizesse deuses (Sto. Tomás de Aquino, Opusc. 57 in festo Corp. Chr. 1.-576)” [n. 460].

Vou ousar acrescentar uma razão para a Encarnação do Verbo à lista do CIC. O Verbo se fez carne para aprendermos a nos relacionar com Deus e com o próximo. Na verdade, minha afirmação é um desdobramento da terceira razão acima nomeada.

Trata-se de insistir que Cristo é realmente modelo acabado de todos os aspectos importantes da nossa prática religiosa. Entre todas essas práticas sobressai a nossa concepção e relação com Deus. Nosso Deus tem que ser o Deus de Jesus de Nazaré.

Aqui caberia uma boa reflexão sobre a necessidade de limpar nossa mente de todas as idéias pessoais que construímos sobre Deus.

Além de elas afastarem-se da concepção de Deus que Jesus tem, em geral, elas revelam-se verdadeiras armadilhas em nossa caminhada espiritual.

Daí vem tantas decepções, revoltas, desistências …

Frei Hipólito Martendal, OFM.

TEXTO EM PDF PARA IMPRESSÃO

 

 

Download Premium WordPress Themes Free
Premium WordPress Themes Download
Free Download WordPress Themes
Download WordPress Themes Free
free download udemy paid course
download lava firmware
Download WordPress Themes
udemy paid course free download