Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

2ª feira da 3ª semana do Advento

  • Primeira leitura
  • Salmo
  • Evangelho
  • Sabor da Palavra

Números 24,2-7.15-17

Naqueles dias, 2 Balaão levantou os olhos e viu Israel acampado por tribos. O espírito de Deus veio sobre ele, 3 e Balaão pronunciou seu poema: “Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem os olhos abertos; 4 oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, que vê o que o Poderoso lhe faz ver, que cai, e seus olhos se abrem. 5 Como são belas as tuas tendas, ó Jacó, e as tuas moradas, ó Israel! 6 Elas se estendem como vales, como jardins ao longo de um rio, como aloés que o Senhor plantou, como cedros junto das águas. 7 A água transborda de seus cântaros, e sua semente é ricamente regada. Seu rei é mais poderoso do que Agag, seu reino está em ascensão”. 15 E Balaão continuou pronunciando o seu poema: “Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem os olhos abertos, 16 oráculo daquele que ouve as palavras de Deus e conhece os pensamentos do Altíssimo, que vê o que o Poderoso lhe faz ver, que cai, e seus olhos se abrem. 17 Eu o vejo, mas não agora; e o contemplo, mas não de perto. Uma estrela sai de Jacó, e um cetro se levanta de Israel”.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 24(25)

Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos / e fazei-me conhecer a vossa estrada! /
Vossa verdade me oriente e me conduza, / porque sois o Deus da minha salvação. – R.

Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura / e a vossa compaixão, que são eternas! /
De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia / e sois bondade sem limites, ó Senhor! – R.

O Senhor é piedade e retidão / e reconduz ao bom caminho os pecadores. /
Ele dirige os humildes na justiça, / e aos pobres ele ensina o seu caminho. – R.

Mateus 21,23-27

Naquele tempo, 23 Jesus voltou ao templo. Enquanto ensinava, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se dele e perguntaram: “Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu tal autoridade?” 24 Jesus respondeu-lhes: “Também eu vos farei uma pergunta. Se vós me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço essas coisas. 25 Donde vinha o batismo de João? Do céu ou dos homens?” Eles refletiam entre si: “Se dissermos ‘do céu’, ele nos dirá: ‘Por que não acreditastes nele?’ 26 Se dissermos ‘dos homens’, temos medo do povo, pois todos têm João Batista na conta de profeta”. 27 Eles então responderam a Jesus: “Não sabemos”. Ao que Jesus também respondeu: “Eu também não vos direi com que autoridade faço essas coisas”.

Palavra da Salvação.

“Donde vinha o batismo de João?”.

Os sacerdotes e anciãos do povo judeu são tomados pelo escândalo ao serem confrontados com a autoridade de Jesus. Pertencente ao povo simples, da pequena vila de Belém, exercendo o ofício de marceneiro, Jesus revela sua firmeza ao questionar as antigas estruturas do poder judaico, que mais oprimiam o povo do que revelavam a rosto misericordioso de Deus. Esta autoridade revela outra visão de Jesus sobre o exercício do mistério sacerdotal.

Filho do próprio Deus, o Salvador deseja deixar aos seus discípulos o exemplo de um real sacerdote que dá a vida pelas suas ovelhas. Acima do poder jurídico desempenhado pelos sacerdotes, deve estar presente, acima de tudo, a prática do amor e do bem pelo povo a eles confiado como rebanho. A imagem do Bom Pastor usada por Jesus é exemplo perfeito de um ministério visto como um serviço humilde e simples, que consiste na misericórdia de um Deus amor.

Reflexão feita pelos noviços.

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