Vida Cristã - Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil - OFM

A cada dia uma Pérola

dezembro/2019

  • Não se vive sem esperança

    Advento, tempo de espera, tempo de alimentar confiança no amanhã, de acreditar num horizonte brilhante que pode se desenhar diante de nós. Deus está para chegar. Este é o clamor do Advento, seu canto firme e dolente. Fundamental querer e saber esperar. Haverá Natal para aqueles que suspiram pela visita de Deus no mais íntimo de seus corações, para os que arregaçam as mangas para extirpar toda sorte de desânimo e desesperança. Ele vem. Não se trata de uma espera passiva, mas ativa, resoluta, decidida, capaz de transportar montanhas. Abrir caminho para a esperança. Ninguém vive sem esperança.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • O samaritano

    A figura do “samaritano” na parábola narrada por Jesus é o modelo de quem vive imitando a compaixão do Pai do céu. O “samaritano” vê o ferido no caminho, comove-se e se aproxima dele. Esta é a primeira coisa a fazer: olhar atentamente os que sofrem, comover-nos e aproximar-nos. Em seguida o samaritano inventa todo tipo de atenções: venda suas feridas, trata-as com azeite e vinho, coloca-o sobre sua própria cavalgadura, leva-o a uma hospedaria, cuida dele, se compromete a pagar suas despesas.  Este homem não se pergunta se o ferido é próximo seu ou não.  Não age movido por um código religioso. A compaixão não brota da atenção à lei ou do respeito aos direitos humanos. Ela desperta a partir do olhar atento aos que sofrem.

    José Antonio Pagola

  • O sonho da esperança

    Esperar não é sonhar:
    É o meio de transformar o sonho em realidade.
    Felizes os que têm a coragem de sonhar,
    os que estão dispostos a pagar seu preço,
    para que o sonho ganhe corpo na história dos homens.

    Cardeal Suenens

  • A eterna novidade de Deus

    Deus é sempre novidade, que nos impele a partir sem cessar e a mover-nos para ir mais além do conhecido, rumo às periferias e aos confins. Leva-nos onde se encontra a humanidade mais ferida e aonde os seres humanos, sob a aparência da superficialidade e do conformismo, continuam à procura da resposta para o sentido da vida. Deus não tem medo! Não tem medo Ultrapassa todos os nossos esquemas e não lhe metem medo as periferias. Ele próprio se fez periferia (Fl 2,6-8;Jo 1,4). Por isso se ousarmos ir às periferias, lá o encontraremos. Ele já estará lá. Jesus antecipa-se no coração daquele irmão, na sua carne ferida, na sua vida oprimida, na sua alma sombria. Ele já está lá.

    Papa Francisco
    Gaudete e Exultate, n.135

  • Esperando, sempre esperando

    A mãe espera ansiosamente a chegada do filho que se aninhou em seu seio. A moça que trabalha no caixa do supermercado espera o final da jornada de trabalho para descansar, tomar um banho, encontrar o marido e os filhos e se ocupar das coisas da casa onde ela se sente muito bem. Um casal espera que seu relacionamento melhore, que possam desenhar novos sonhos e esboços novos projetos de bem querer. O amigo aguarda o amigo na rodoviária ou no aeroporto já vivendo a festa do encontro no fundo do coração.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • Precisamos de verdade de Deus?

    No mês de dezembro há uma pergunta que me ronda desde que começo a observar pelas ruas os preparativos que anunciam a proximidade do Natal: o que pode haver ainda de verdade no fundo dessas festas tão degeneradas por interesses consumistas e por nossa própria mediocridade? Não sou o único. Ouço muitas pessoas falar da superficialidade do Natal, da perda de seu caráter íntimo e familiar, da vergonhosa manipulação dos símbolos religiosos e de tantos excessos e despropósitos que deterioram hoje o Natal. Mas na minha opinião o problema é mais profundo. Como pode celebrar o mistério de um “Deus feito homem” uma sociedade que vive praticamente de costas para Deus, e que destrói de tantas maneiras a dignidade do ser humano? Como pode celebrar o nascimento uma sociedade na qual o célebre professor francês G. Lipovetsky, ao descrever a atual indiferença, pode dizer estas palavras: “Deus está morto, as grandes finalidades se extinguem, mas tudo isso dá na mesma, é essa a feliz notícia?” Ao que parece são muitas as pessoas para as quais dá exatamente no mesmo crer, ouvir que “Deus está morto” ou que “Deus nasceu”. Sua vida continua funcionando como sempre. Parece que não precisam mais de Deus.

    José Antonio Pagola
    Mateus p. 18

  • Amar os pobres

    Amar os pobres significa, em primeiro lugar, respeita-los e reconhecer a sua dignidade. Neles, justamente pela falta de outros títulos e distinções secundárias, brilha com luz mais viva a radical dignidade do ser humano. Em uma homilia de Natal e Milão, o Cardeal Montini declarou: “A visão completa da vida humana à luz de Cristo enxerga no pobre algo mais do que apenas um necessitado; enxerga nele um irmão misteriosamente revestido de uma dignidade que obriga a lhe tributar reverência, acolhe-lo com presteza, compadecer-te dele além do mérito”.

    Frei Raniero Cantalamessa, OFMCap

  • Maria de todos os tempos

    Moça que vivia para o Altíssimo, rezadora dos salmos, integrante do grupo dos Pobres de Deus, dos Pobres de Javé, do resto fiel de Israel.
    Mulher que tinha tudo a ver com a espiritualidade de Abraão, grande afinidade com o Patriarca da fé. Como ele, Maria jogou-se no Senhor e esperou que ele lhe revelasse a estrada a ser percorrida. Deus mostrará…
    Maria do sim, do fiat, do faça-se em mim…como tentamos nós fazer nos dias de nosso viver. Ela nos ensina a lição da entrega, uma pobreza locupletada. Entrega irrestrita.
    Maria contemplativa. Sempre olhando na transparência da fé: o presépio, a apresentação no templo, a vida pública do Filho, os momentos delicados ao pé da cruz, o filho morto em seu colo… “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonas-te?”

    Vivia o mundo rico da interioridade.
    Maria, mãe do Menino e nossa mãe.
    Presença feminina em nossas vidas.
    Assunta ao céu e porteira da gloria.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • Que a terra germine o Salvador

    Agostinho de Hipona é um dos maiores buscadores de Deus. Ele também nos ajudar a viver o tempo da espera, do advento. “Irrequieto é nosso coração enquanto não descansar em Deus”. Felizes os que não se satisfazem com coisinhas pequenas, mas dilatam o horizonte de seus anseios e desejos. Os salmos nos falam de um homem sedento de Deus, desejo da visita do Alto. “Assim como a corça suspira pelas águas corrente, suspira igualmente minha alma por vós, ó meu Deus . Minha alma tem sede de Deus e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?” (Sl 41, 2-3). Assim como a terra a chuva que cai das nuvens, da mesma forma o coração inquieto se volta para as alturas. Este pensamento é belamente expresso na liturgia do advento: “Que os céus lá do alto, derramem o orvalho, que chova das nuvens o Justo esperado. Que a terra se abre e germine o Salvador”.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • O Reino de Deus

    O reino de Deus está chegando, mas o que Jesus espera para o fim dos tempos é muito mais do que se pode ver nas aldeias da Galileia. O reino de Deus já está atuando, mas apenas como “semente” que está sendo semeada no mundo: um dia se fará a colheita final. O reino de Deus já está trabalhando secretamente a vida como um punhado de fermento oculto na massa da farinha: Deus fará com que algum dia tudo fique transformado. Jesus não duvida nunca desse final bom, nem sequer no momento de sua execução, apesar de todas as resistências e fracassos que ocorreram. Deus tornará realidade esta utopia tão antiga como o coração humano: o desaparecimento do mal, da injustiça e da morte. O Pai celebrará a festa final com seus filhos e filhas e secará para sempre as lágrimas de seus olhos.

    José Antonio Pagola
    Voltar a Jesus, Vozes, p.69-70

  • Não somos um museu de recordações

    Assim nos fala o Papa Francisco:

    Peçamos a graça de não hesitar quando o Espírito nos exige que dessem um passo adiante; peçamos a coragem apostólica de comunicar o Evangelho aos outros e de renunciar de fazer de nossa vida um museu de recordações. Em qualquer situação , deixemos que o Espírito nos deixe contemplar a história na perspectiva de Jesus ressuscitado. Assim a Igreja, em vez de cair cansada, poderá continuar em frente acolhendo as surpresas do Senhor.

    Gaudete et Exsultate, n. 139

  • Clima de silêncio

    A experiência do silêncio interior é especialmente idônea para o cultivo da inteligência espiritual. O desenvolvimento da vida espiritual exige um clima de silêncio, daquilo que, metaforicamente , denomina-se a vivencia do deserto. O silêncio é um marco especialmente idôneo para a irrupção de perguntas e de experiências que estão intimamente conectadas com a vida espiritual. Quando se está em silêncio consigo mesmo e se consegue acalmar as vozes da mente, é possível experimentar o espanto da realidade, o assombro ante o mistério de tudo o que existe e, dentro de impetuosamente, palpita a pergunta pelo sentido. A intolerância ao silêncio que se detecta em nossa cultura é claro sintoma da pobreza espiritual que há nela, uma expressão do homem contemporâneo para completar-se a si mesmo e perguntar-se a respeito do que dá significado à sua vida.

    Inteligência Espiritual
    Francesc Torralba, Vozes, p. 169-170

  • Formação espiritual

    A formação espiritual requer a continua disciplina da oração para que possamos ir da opacidade para a transparência; esta disciplina transforma o mundo da escuridão num mundo de luz transcendente. A natureza não é mais algo a ser controlado, mas uma dádiva a ser recebida e compartilhada. O tempo não é mais uma série de eventos ao acaso, mas uma oportunidade permanente para mudanças no coração (…). Quando as pessoas não são mais personagens interessantes a serem encontrados ou exploradas para nossos ganhos, mas pessoas ressonando mais do contêm elas podem ser amadas, protegidas e entendidas. A prece contemplativa nos ajuda a remover nossas vendas e a ver o mundo como realmente ele é; ele é sacramentado, conectado e constantemente nos revela o grande amor divino.

    Henri Nouwen
    A Formação Espiritual, Vozes, p. 56

  • Há chispas de luz nas trevas

    A noite nunca é absoluta.
    Há sempre, bem no fundo de cada desgosto,
    uma janela aberta, uma janela iluminada.
    Há sempre um sonho em estado de vigília,
    um desejo a ser realizado,
    uma fome a ser satisfeita,
    um coração generoso,
    uma mão estendida,
    uma mão aberta,
    olhos atentos,
    uma vida a partilhar

    Paul Eluard

  • Ele vem…

    O Senhor anda espreitando as agruras que vivem os seus.
    Uma voz grita:
    “Fortalecei as mãos enfraquecidas.
    Firmai os joelhos debilitados.
    Criai ânimo.
    Deus vem, vem para salvar.
    Os olhos dos cegos estão para se abrir.
    As pessoas poderão divisar o sentido de suas vidas.
    Haverão de ouvir palavras que brotam do coração de Deus.
    Essa comunicação do Altíssimo vai atingir os que têm um coração contrito.
    João Batista, o filho da velhice de Isabel está a nos diz que ele vem”.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

  • Homens “humanos”

    Pode parecer estranho colocar humano como adjetivo de homens. Os seres humanos são seres humanos e ponto final. Deveria ser. Infelizmente não é desta maneira que as coisas acontecem. Antes de tudo, ao longo do tempo da vida, nós que nos dizemos homens e mulheres necessitamos aprender a viver humanamente: conviver, partilhar, respeitar, enxergar os mistérios do outro, levantá-lo para que não venha a arruinar sua vida, ajuda-lo a ser pessoa e pessoa significativa. Há todo um aprendizado para que venhamos a nos tornas humanos. Só assim homens e mulheres corresponderão ao mistério dentro deles escondido: são imagens de Deus e não apenas animais racionais. E Deus é amor.

    Frei Almir Ribeiro Guimarães

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