{"id":6592,"date":"2011-11-23T16:16:24","date_gmt":"2011-11-23T16:16:24","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=6592"},"modified":"2019-04-16T07:45:58","modified_gmt":"2019-04-16T10:45:58","slug":"carta-da-cff-em-preparacao-ao-8%c2%ba-centenario-de-aprovacao-da-regra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/carta-da-cff-em-preparacao-ao-8%c2%ba-centenario-de-aprovacao-da-regra\/","title":{"rendered":"CFF: 8\u00ba Centen\u00e1rio de Aprova\u00e7\u00e3o da Regra"},"content":{"rendered":"<p><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/255_080911-213x300.jpg\" alt=\"\" width=\"213\" height=\"300\" \/>Roma (It\u00e1lia) &#8211;<\/strong> A Fam\u00edlia Franciscana \u2013 Primeira, Segunda e Terceira Ordens, em suas diversidades e nas diferentes formas, os Institutos Seculares e os outros movimentos que se referem a Francisco \u2013 se prepara para celebrar, em 2009, um evento hist\u00f3rico particular. N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de comemorar uma figura, Francisco, Clara ou qualquer outro, mas chamar de novo \u00e0 nossa mem\u00f3ria a origem do carisma franciscano.<\/p>\n<p>Com efeito, ser\u00e3o de fato oito s\u00e9culos, no ano 2009, que uma d\u00fazia de homens se apresentou ao Papa Inoc\u00eancio 3\u00ba para pedir-lhe o reconhecimento e aprova\u00e7\u00e3o do seu projeto de vida evang\u00e9lica. Quase vinte anos mais tarde (1226), o inspirador e guia deste grupo, Francisco de Assis, descreve assim, no seu Testamento, aquilo que sucedeu ent\u00e3o: \u00abE depois que o Senhor me deu irm\u00e3os, ningu\u00e9m me mostrou que devia fazer, mas o Alt\u00edssimo mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho. E eu o fiz escrever com poucas palavras e de modo simples, e o Senhor Papa mo confirmou\u00bb (Test 14 e 15).<\/p>\n<p>Os homens acolhidos em torno de Francisco se perguntavam o que fazer, sem que nenhum fosse capaz de indic\u00e1-lo, e eis que Deus mesmo os chama com a sua Palavra a viver o santo Evangelho de Cristo. Convencidos de que aquela era a voca\u00e7\u00e3o deles, desejaram submeter a sua decis\u00e3o ao discernimento e \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da Igreja representada pelo Papa de Roma.<\/p>\n<p>Prudente e pela primeira vez de forma oral, esta n\u00e3o faltou. O texto apresentado ao Papa \u2013 a protoregra: programa e descri\u00e7\u00e3o de uma vida mais que um regulamento \u2013 foi retomada, definida, enriquecida ao longo dos anos, daquela sob a forma da Regra n\u00e3o Bulada nas suas diversas vers\u00f5es, depois definitivamente confirmada com um escrito pontif\u00edcio (Regra Bulada 1223) e lembrada por Francisco no seu Testamento (1226). Ainda que o texto diga respeito em primeiro lugar o grupo dos frades, como se ver\u00e1 em seguida, isso era aberto a todos os estados da vida crist\u00e3.<\/p>\n<p><strong>O cora\u00e7\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o: a vida segundo o Evangelho<\/strong><br \/>\nQuando se trata de apresentar globalmente a Regra, de indicar em forma sucinta o conte\u00fado central, de dar um t\u00edtulo, \u00e9 sempre a palavra \u00abEvangelho\u00bb que aparece em evid\u00eancia: \u00abViver segundo a forma do santo Evangelho\u00bb (Test 14); \u00abEsta \u00e9 a vida do Evangelho de Jesus Cristo\u00bb (Rnb Prol 2); \u00aba Regra e a vida dos Frades Menores \u00e9 esta: observar o santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo\u00bb (Rb 1,1). Alguns anos mais tarde (1253), quando Clara adapta a Regra de Francisco \u00e0 vida das Irm\u00e3s Pobres, utilizar\u00e1 as mesmas express\u00f5es (RCl 1,1). Na Carta aos fi\u00e9is que apresenta um programa de vida, Francisco pede para observar \u00abos preceitos e os conselhos\u00bb propostos por Cristo no seu Evangelho.<\/p>\n<p>Compreende-se que o termo \u00abEvangelho\u00bb indica o cora\u00e7\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o franciscana, \u00e9 a chave que abre o acesso ao imenso espa\u00e7o da \u00abboa nova\u00bb de Deus e de Jesus. Mas, qual conte\u00fado Francisco d\u00e1 a este voc\u00e1bulo e como n\u00f3s hoje podemos e devemos compreend\u00ea-lo e coloc\u00e1-lo em pr\u00e1tica?<\/p>\n<p>Quando n\u00f3s lemos as Regras, considerando o conjunto dos textos de Francisco, constatamos que o Evangelho n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 levar a s\u00e9rio as exig\u00eancias de uma vida fraterna, vivida numa pobreza radical \u2013 ren\u00fancia \u00e0 propriedade coletiva ou pessoal, ao dinheiro, apelo \u00e0 esmola \u2013, mas, \u00e9 sobretudo assumir o conceito de autoridade que Francisco prop\u00f5e \u2013 mestres que se fazem servos, o lavar os p\u00e9s \u2013com o seu convite a fazer-se \u00abmenor\u00bb, pequenos, submissos a todas as criaturas, irm\u00e3os de todos os homens. Aqui para Francisco est\u00e1 o cora\u00e7\u00e3o da mensagem evang\u00e9lica.<\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o mais que a \u00abpobreza, a humildade e o santo Evangelho de Jesus Cristo\u00bb (Rb 12,4; RCl 12,4), os frades no seu comportamento tomam como modelo a humildade de Deus, do Verbo do Pai, santo e glorioso, que fez-se carne pela nossa humanidade e fragilidade e escolheu a pobreza (cf 2Fi 4-5). N\u00f3s descubrimos, portanto, que a vis\u00e3o de Francisco nos revela a face de Deus e o que \u00e9 o homem precisamente tal como lhe oferece o Evangelho.<\/p>\n<p>Esta \u00abalegre e boa nova\u00bb nos leva, com efeito, em primeiro lugar, \u00e0 revela\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio de Deus-Trindade, que pelo seu santo amor nos abriu o acesso \u00e0 sua vida de comunh\u00e3o e torna-se a primeira meta de todas as nossas buscas e de todos os nossos passos.\u00a0 E junto nos d\u00e1, pois, o conhecimento de n\u00f3s mesmos, \u00aba mais digna das criaturas\u00bb (3In 21), imagem e semelhan\u00e7a, na sua intimidade e no seu corpo, de Deus e de seu Cristo, de grande nobreza e, paradoxalmente, limitada, pobre, pequena, pecadora, e por causa disso chamada \u00e0 \u00abpenit\u00eancia\u00bb \u2013 convers\u00e3o ao Evangelho \u2013, nunca conclu\u00edda, sempre a recome\u00e7ar.<\/p>\n<p>O amor do pr\u00f3ximo qualquer que seja, \u00abamigo ou inimigo, ladr\u00e3o ou assaltante, crist\u00e3o ou n\u00e3o\u00bb, \u00e9, com o amor por Deus e em igualdade com ele, uma outra decis\u00e3o evang\u00e9lica radical. Amor que deve ser concreto, eficaz, feito de humilde servi\u00e7o, assinalado pela aten\u00e7\u00e3o \u00abmaterna\u00bb, excluindo todas as formas de dom\u00ednio. Isto concede \u00e0 cria\u00e7\u00e3o uma verdadeira \u00abfraternidade\u00bb, o nome que Francisco d\u00e1 ao primeiro grupo de frades. Desde a primeira realizada entre os irm\u00e3os, deve permanecer aberta e estender-se a todos os homens e junto a todos os seres e elementos do mundo.<\/p>\n<p>S\u00e3o estes, em grandes tra\u00e7os, os elementos base alcan\u00e7ados no Evangelho, que Francisco prop\u00f4s como caminho de vida. Reconhecendo-os como pr\u00f3prios e aprovando a Regra, h\u00e1 oito s\u00e9culos, a Igreja deu\u00a0 origem ao movimento franciscano.<\/p>\n<p>S\u00e3o estes os valores que somos chamados a viver no inicio do terceiro mil\u00eanio com as nossas riquezas e fraquezas. De fronte a um mundo tecnol\u00f3gico e inform\u00e1tico, em suas crises: guerras continuadas, terrorismo, pobreza, globaliza\u00e7\u00e3o, a f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 exposta a todas as quest\u00f5es e desafios sobre Deus, seu entrar na Hist\u00f3ria com a pessoa de Jesus, a diversidade das religi\u00f5es e de suas rela\u00e7\u00f5es, sobre a natureza do ser do homem e sobre o sentido da vida e da morte.<\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o de crise \u00e9 ao mesmo tempo um grande desafio para que a Igreja viva a nova evangeliza\u00e7\u00e3o e para que a Fam\u00edlia Franciscana viva a pr\u00f3pria identidade, consciente de que o seu posto e a sua incid\u00eancia s\u00e3o considerados fr\u00e1geis e contest\u00e1veis. A nossa Fam\u00edlia Franciscana est\u00e1 debilitada, em particular no mundo europeu, por causa da sua diminui\u00e7\u00e3o num\u00e9rica, das incertezas sobre nossa identidade e com a tenta\u00e7\u00e3o de retirar-se e de desencorajar-se. Todavia, a mesma identidade franciscana permanece um desafio para o mundo! \u00c9 o nosso referir-se ao Evangelho, do qual a Regra \u00e9 como o resumo, que somente pode nos ajudar a responder com confian\u00e7a, criatividade e coragem aos muitos e m\u00faltiplos desafios.<\/p>\n<p><strong>O Evangelho para todos<\/strong><br \/>\nA celebra\u00e7\u00e3o do 8\u00ba centen\u00e1rio da aprova\u00e7\u00e3o da Regra primitiva \u2013 a \u00abprotoregra\u00bb \u2013envolve evidentemente em primeiro lugar os frades da Primeira Ordem, que com a sua profiss\u00e3o se empenham em coloc\u00e1-la como fundamento de sua vida pessoal e comunit\u00e1ria. Mas o \u00e2mago deste texto \u2013 a sua refer\u00eancia ao Evangelho \u00e9 de fato a sua permanente riqueza \u2013 se destina a todos os crist\u00e3os e de\u00a0 modo especial aos filhos de Francisco.<\/p>\n<p>O apelo para viver radicalmente a mensagem de Jesus, as suas promessas e as suas exig\u00eancias, que Francisco e os seus companheiros tinham compreendido e seguido, resulta em atualidade para todos os tempos e para todos os estados de vida.<\/p>\n<p>De fato, apenas alguns anos depois, em 1212, Clara de Assis foi tocada e mais tarde (1252), para dar origem, \u00e0 Ordem das Irm\u00e3s Pobres, tomar\u00e1 em quase toda a sua integridade a Regra de Francisco. Por outro lado, logo depois, indiv\u00edduos e grupos, homens e mulheres, vivendo no seu estado de vida \u2013 fam\u00edlia, profiss\u00e3o \u2013 foram atra\u00eddos pela proposta evang\u00e9lica franciscana, como nos testemunham alguns escritos que Francisco escreveu a eles: as duas Cartas aos fi\u00e9is, assim como o conte\u00fado do cap\u00edtulo 23 da Regra n\u00e3o bulada, que constitu\u00edram a base e a refer\u00eancia espiritual, da qual derivar\u00e1 com o tempo a Ordem Terceira Franciscana.<\/p>\n<p>Em nossos dias a Fam\u00edlia Franciscana se comp\u00f5e ainda destes tr\u00eas ramos: os Frades Menores, distribu\u00eddos nas tr\u00eas obedi\u00eancias: as Irm\u00e3s Pobres \u2013 Clarissas; o grupo, o mais numeroso, chamado \u00abTerceira Ordem\u00bb, na sua componente religiosa, irm\u00e3s e irm\u00e3os da Terceira Ordem Regular, TOR e na sua componente secular, a Ordem Franciscana Secular, OFS. A estes devemos juntar os membros dos Institutos Seculares franciscanos nascidos no s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p>Todos se referem explicitamente \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica de Francisco e receberam os seus textos espirituais como base para a sua legisla\u00e7\u00e3o. Sinal de irradia\u00e7\u00e3o da proposta evang\u00e9lica franciscana \u00e9 a exist\u00eancia fora da comunh\u00e3o com a Igreja Cat\u00f3lica, dentro das Igrejas anglicana e luterana, das comunidades de homens e de mulheres que se denominam e s\u00e3o de inspira\u00e7\u00e3o franciscana. Ao lado desta fam\u00edlia de contornos jur\u00eddicos definidos, muitos homens e mulheres se interessam pelo carisma franciscano, o estudam, se inspiram: s\u00e3o todos os amigos de Francisco.<\/p>\n<p>O vento que Francisco e os seus frades t\u00eam feito levantar, continua a animar a Igreja e toca a todos os crist\u00e3os e \u00abtodos os homens de boa vontade\u00bb. Assim, este centen\u00e1rio pertence a todos.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas passos para preparar o Centen\u00e1rio<\/strong><br \/>\nSejam enviados todos e imediatamente a a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelo dom que Deus fez, a n\u00f3s e a sua Igreja, chamando os crist\u00e3os, por intercess\u00e3o de Francisco e dos seus companheiros, a acolher a totalidade do Evangelho de Jesus Cristo para um novo viver.<\/p>\n<p>Este chamado \u2013 a gra\u00e7a da origem \u2013 n\u00e3o cessou de ressoar, de ser entendido, de exprimir-se dentro da vida, e depois de oito s\u00e9culos, alcan\u00e7a uma multid\u00e3o inumer\u00e1vel de homens e de mulheres de cada condi\u00e7\u00e3o e estado de vida. Tantos homens e mulheres ilustres ou desconhecidos t\u00eam produzido frutos de santidade, de sabedoria, de ci\u00eancia, de identidade com os pobres, de servi\u00e7o \u00e0 Igreja e \u00e0 humanidade, de mart\u00edrio de sangue.<\/p>\n<p>Difundindo-se e enriquecendo-se ao longo dos s\u00e9culos com in\u00fameras contribui\u00e7\u00f5es, a corrente espiritual franciscana, como um rio de vida, nunca deixou de nos irrigar e a pr\u00f3pria Igreja. Hoje, neste momento do terceiro mil\u00eanio, gra\u00e7as a um melhor conhecimento dos escritos de Francisco, numa vis\u00e3o mais precisa e mais ampla daquela que \u00e9 o centro do seu projeto origin\u00e1rio, a sua mensagem nos \u00e9 proposta como est\u00edmulo, encorajamento e p\u00e3o para o caminho.<\/p>\n<p>A esta alegre a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as ocorre, por\u00e9m, unir o simples reconhecimento da dist\u00e2ncia entre a proposta evang\u00e9lica e o modo com a qual \u00e9 vista no curso da nossa longa e tumultuosa hist\u00f3ria. N\u00e3o obstante o esfor\u00e7o permanente de retomada e de \u201creformas\u201d, o nosso movimento n\u00e3o est\u00e1 ainda a altura das exig\u00eancias do Evangelho.\u00a0 Se n\u00e3o temos nada a acusar, nada a condenar aos nossos pais, devemos reconhecer diante da Igreja e do mundo que a nossa hist\u00f3ria e a nossa hereditariedade traz consigo suas sombras, tanto do passado como para o presente.<\/p>\n<p>Este duplo movimento \u2013 a\u00e7\u00f5es de gra\u00e7as pelo chamar novamente a viver o Evangelho e a purifica\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria como reconhecimento das sombras da nossa fam\u00edlia \u2013 deve nos levar a afrontar o desafio da refunda\u00e7\u00e3o. A experi\u00eancia de oito s\u00e9culos nos ensina que, como Francisco, temos sempre que retomar de novo o nosso itiner\u00e1rio de penit\u00eancia evang\u00e9lica que \u00e9 a convers\u00e3o, por em pr\u00e1tica com gestos concretos para encarnar com a vida, pessoal e comunit\u00e1ria de cada dia, qualquer coisa da novidade e da juventude do Evangelho.<\/p>\n<p>Desde o primeiro s\u00e9culo da nossa hist\u00f3ria, n\u00e3o temos cessado de \u201crenascer\u201d. (cf. Jo 3,3), como \u00e9 testemunhado ainda hoje pelos nossos diferentes ramos e pelas centenas dos nossos Institutos. E \u00e9 por isto que devemos alcan\u00e7ar as ra\u00edzes, os \u201cfundamentos\u201d, ou seja, descobrir a maravilha da \u201cfor\u00e7a de Deus\u201d, o Evangelho (Rm 1,16), a boa nova do Amor de Deus por n\u00f3s e da comunh\u00e3o com Ele, que a n\u00f3s se oferece. S\u00f3 sobre tal fundamento se pode construir um edif\u00edcio s\u00f3lido, uma verdadeira comunidade em miss\u00e3o na Igreja e no mundo. Este momento de gra\u00e7a &#8211;\u00a0 kair\u00f3s \u2013 que vivemos no presente, nos coloca \u00e0 prova, nos revelando a nossa fraqueza, mas nos convidando sobretudo a contar com o poder de Deus.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><br \/>\nEsta nossa Carta deseja ser um primeiro an\u00fancio. O fazemos com tr\u00eas anos de antecipa\u00e7\u00e3o para afirmar que o evento que nos propomos a celebrar atinge a todos n\u00f3s: n\u00e3o podemos viv\u00ea-lo cada um por conta pr\u00f3pria! \u00c9 tamb\u00e9m um convite para come\u00e7ar desde j\u00e1 a render gra\u00e7as pelo dom que Deus deu \u00e0 Igreja e ao mundo, desde quando o projeto de Francisco e dos seus frades de viver \u201csegundo o Evangelho de Jesus Cristo\u201d, foi aprovado em 1209, pelo Papa Inoc\u00eancio 3\u00ba. N\u00f3s temos h\u00e1 oito s\u00e9culos a gra\u00e7a de ser os herdeiros deste projeto e o s\u00e9rio empenho de sermos os continuadores.<\/p>\n<p>Irm\u00e3os e Irm\u00e3s, \u201crestituamos ao Senhor Deus Alt\u00edssimo e Sumo Bem, Todo Bem<br \/>\ne reconhe\u00e7amos que todos os bens s\u00e3o seus,<br \/>\ne de tudo rendamos gra\u00e7as a Ele, do qual procede todo bem\u201d (Rnb 17,17).<\/p>\n<p>Roma, 29 de novembro de 2006<br \/>\nFesta de todos os Santos Franciscanos<\/p>\n<p><strong>Confer\u00eancia da Fam\u00edlia Franciscana (CFF):<\/strong><br \/>\n<strong>Fr. Mauro J\u00f6hri, OFMCap, Ministro Geral e Presidente da CFF<\/strong><br \/>\n<strong>Fr. Jos\u00e9 Rodriguez Carballo, OFM, Ministro Geral <\/strong><br \/>\n<strong>Fr. Joachim Giermek, OFMConv, Ministro Geral <\/strong><br \/>\n<strong>Fr. Ilija \u017divkovi\u010d, TOR, Ministro Geral <\/strong><br \/>\n<strong>Encarnaci\u00f3n Del Pozo, OFS, Ministra Geral <\/strong><br \/>\n<strong>Sr. An\u00edsia Schneider, OSF, Presidenta CFI-TOR<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documentos da Ordem<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":160633,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v21.0 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>CFF: 8\u00ba Centen\u00e1rio de Aprova\u00e7\u00e3o da Regra - Quem Somos - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/carta-da-cff-em-preparacao-ao-8\u00ba-centenario-de-aprovacao-da-regra\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"CFF: 8\u00ba Centen\u00e1rio de Aprova\u00e7\u00e3o da Regra - 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