{"id":161928,"date":"2025-09-01T13:29:18","date_gmt":"2025-09-01T16:29:18","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/?p=161928"},"modified":"2025-09-03T15:00:18","modified_gmt":"2025-09-03T18:00:18","slug":"cancao-de-reconciliacao-carta-para-o-viii-centenario-do-cantico-das-criaturas-1225-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/cancao-de-reconciliacao-carta-para-o-viii-centenario-do-cantico-das-criaturas-1225-2025\/","title":{"rendered":"Can\u00e7\u00e3o de Reconcilia\u00e7\u00e3o: Carta para o VIII Centen\u00e1rio do C\u00e2ntico das Criaturas (1225-2025)"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-161966 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/chamada.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"550\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/chamada.jpg 800w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/chamada-450x309.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/chamada-768x528.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/chamada-150x103.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>Nesta segunda-feira, 1\u00ba de setembro, a Ordem dos Frades Menores e a Fam\u00edlia Franciscana publicaram o documento intitulado \u201cCanto \u00e0 Reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d, por ocasi\u00e3o do VIII Centen\u00e1rio do C\u00e2ntico das Criaturas (1225-2025).<\/p>\n<p>O texto \u00e9 assinado por Frei Massimo Fusarelli, Ministro Geral OFM; Frei Carlos Trovarelli, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores Conventuais; Frei Roberto Genuin, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; e Frei Amando Trujillo Cano, Ministro Geral da Terceira Ordem Regular.<\/p>\n<p>Esta celebra\u00e7\u00e3o integra a sequ\u00eancia dos centen\u00e1rios que comp\u00f5em o \u00fanico Centen\u00e1rio Franciscano, passando por Fonte Colombo, Greccio, La Verna, S\u00e3o Dami\u00e3o e, finalmente, Santa Maria dos Anjos.<\/p>\n<p>De acordo com o texto publicado no site da Ordem, entre a dor e o amor de La Verna \u2014 onde Francisco recebeu os Estigmas \u2014 e o seu encontro com a &#8220;Irm\u00e3 Morte&#8221;, encontramos este c\u00e2ntico de louvor e reconcilia\u00e7\u00e3o, que resume a vis\u00e3o de Francisco sobre Deus e o mundo, sobre as criaturas e os seres humanos, sobre si mesmo e o Todo-Poderoso. O C\u00e2ntico \u00e9 uma s\u00edntese da vis\u00e3o franciscana da realidade, e juntos queremos ento\u00e1-lo novamente com alegria de esp\u00edrito!<\/p>\n<p>Em 2025, Ano Santo e Ano do C\u00e2ntico das Criaturas, desejamos redescobrir, juntos, a profundidade desta ora\u00e7\u00e3o que atravessou os s\u00e9culos e que ainda hoje fala ao cora\u00e7\u00e3o da humanidade e da Igreja. Composto gradualmente por Francisco entre 1225 e 1226, o C\u00e2ntico n\u00e3o \u00e9 apenas um texto po\u00e9tico, mas o testemunho de uma vis\u00e3o abrangente de Deus Criador, da cria\u00e7\u00e3o, da fraternidade universal e da ecologia integral \u2014 temas que o Papa Francisco retomou com vigor em sua enc\u00edclica Laudato si\u2019.<\/p>\n<p><strong>Acompanhe a carta abaixo<\/strong><\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-161929 aligncenter\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/texto-1.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"66\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/texto-1.jpg 299w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/texto-1-150x33.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 299px) 100vw, 299px\" \/><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s da Fam\u00edlia Franciscana no mundo,<\/p>\n<p><em>Que o Senhor lhes d\u00ea a sua paz!<\/em><\/p>\n<p>Com esta carta, desejamos compartilhar com voc\u00eas a alegria pelo VIII Centen\u00e1rio do <em>C\u00e2ntico das Criaturas<\/em>, uma data que n\u00e3o podemos deixar passar despercebida. Esta celebra\u00e7\u00e3o se insere plenamente na sequ\u00eancia dos Centen\u00e1rios que comp\u00f5em o \u00fanico e grande Centen\u00e1rio Franciscano: de Fonte Colombo a Greccio, passando pelo Alverne, por S\u00e3o Dami\u00e3o e, por fim, por Santa Maria dos Anjos.<\/p>\n<p>Entre a dor e o amor vividos no Alverne, onde Francisco recebeu os Estigmas, e o encontro com a \u201cIrm\u00e3 Morte\u201d, encontramos este c\u00e2ntico de louvor e reconcilia\u00e7\u00e3o que resume o olhar de Francisco sobre Deus e o mundo, sobre as criaturas e os seres humanos, sobre si mesmo e sobre o Alt\u00edssimo. O C\u00e2ntico \u00e9 uma s\u00edntese do modo como Francisco percebia a realidade, e queremos, juntos, continuar a cant\u00e1-lo com alegria de esp\u00edrito!<\/p>\n<p>Em 2025, Ano Santo e Ano do C\u00e2ntico das Criaturas, desejamos redescobrir juntos a profundidade dessa ora\u00e7\u00e3o que atravessou os s\u00e9culos e que, ainda hoje, fala ao cora\u00e7\u00e3o da humanidade e da Igreja.<\/p>\n<p>Composto gradualmente por Francisco entre 1225 e 1226, o C\u00e2ntico n\u00e3o \u00e9 apenas um texto po\u00e9tico, mas o testemunho de uma vis\u00e3o completa de Deus Criador, da cria\u00e7\u00e3o, da fraternidade universal e da ecologia integral, temas que o Papa Francisco retomou com for\u00e7a em sua enc\u00edclica <em>Laudato si\u2019<\/em>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-161930 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/texto-2.png\" alt=\"\" width=\"347\" height=\"57\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/texto-2.png 347w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/texto-2-150x25.png 150w\" sizes=\"(max-width: 347px) 100vw, 347px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">Hino de J\u00fabilo<\/span><\/p>\n<p>Que louvor pode existir sem o canto? E qual canto pode existir sem um som que o acompanhe? \u201cLouvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas\u201d. \u00a0O C\u00e2ntico do Trovador de Deus \u00e9 m\u00fasica, talvez at\u00e9 antes de ser palavra, pois Francisco desejava que, por meio do canto, se anunciassem o perd\u00e3o e a paz aos poderes em conflito. Foi isso que aconteceu, posteriormente, com o movimento dos <em>paceri<\/em>, tamb\u00e9m conhecido como o movimento do <em>Aleluia<\/em>. O C\u00e2ntico pertence ao g\u00eanero das <em>laudas medievais<\/em> e \u00e9, antes de tudo, um louvor. N\u00e3o foi criado para ser lido em sil\u00eancio, mas para ser proclamado em canto.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o Jubileu come\u00e7a com um som: o do <em>shofar<\/em>, o chifre de carneiro que, se \u00edntegro e devidamente preparado, torna-se o yobel, a trombeta do jubileu. Que tipo de liturgia pode haver sem m\u00fasica? E que m\u00fasica pode existir sem a ajuda de um instrumento-, instrumento que somente a cria\u00e7\u00e3o, obra das m\u00e3os de Deus, pode fornecer? N\u00e3o se tratava de instrumentos mec\u00e2nicos, mas de sopros e cordofones de arco, feitos com materiais animais e vegetais, que eram admitidos para expressar na liturgia a sublimidade do louvor a Deus, que \u00e9 \u201co Bem, o Sumo Bem, Senhor Deus vivo e verdadeiro\u201d. Como diz o Salmo \u201cDesperta, c\u00edtara e harpa, eu vou despertar a aurora\u201d. De fato, o ser humano n\u00e3o pode ser salvo sem a cria\u00e7\u00e3o. Quando agimos contra a cria\u00e7\u00e3o de Deus (<em>opus Dei<\/em>), fazemos mal a n\u00f3s mesmos e \u00e0 nossa alian\u00e7a com o Criador. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o oriental, o ser humano que maltrata a natureza perde o sentido da beleza; quem n\u00e3o a cuida torna-se pregui\u00e7oso, e quem ignora sua alteridade natural cai na ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A espiritualidade do louvor acompanha Francisco de Assis desde a convers\u00e3o at\u00e9 o encontro com a irm\u00e3 morte, atravessando as dificuldades da exist\u00eancia humana, como aquelas descritas na par\u00e1bola da \u201cverdadeira e perfeita alegria\u201d. \u201cLouvado sejas, meu Senhor, por aqueles que&#8230; sustentam enfermidade e tribula\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d. N\u00e3o pode haver reconcilia\u00e7\u00e3o com os irm\u00e3os sem reconcilia\u00e7\u00e3o com a terra, como exige o an\u00fancio do Jubileu. \u00c9 poss\u00edvel proclamar a liberta\u00e7\u00e3o dos escravos sem eliminar a injusti\u00e7a na posse da terra? Sim, liberta\u00e7\u00e3o dos escravos, mas n\u00e3o sem o repouso da terra! \u201cGrito da terra e grito dos pobres\u201d Francisco n\u00e3o conhecia contraposi\u00e7\u00e3o ou polariza\u00e7\u00e3o. Na linguagem do C\u00e2ntico, a diferen\u00e7a torna-se harmonia, e n\u00e3o antagonismo; complementariedade, e n\u00e3o disson\u00e2ncia. At\u00e9 os g\u00eaneros gramaticais dos substantivos sinalizam o ritmo da reciprocidade: <em>irm\u00e3o Sol e irm\u00e3 Lua, irm\u00e3o Vento e irm\u00e3 \u00c1gua, irm\u00e3o Fogo e irm\u00e3 nossa m\u00e3e Terra<\/em>. E n\u00e3o se trata apenas de uma peculiaridade estil\u00edstica, mas de uma verdadeira vis\u00e3o teol\u00f3gica, amadurecida por Francisco ao longo do seu caminho evang\u00e9lico. A irmandade c\u00f3smica que ele proclama n\u00e3o elimina as diferen\u00e7as, mas as integra em uma ordem de respeito e reciprocidade, refletindo a liga\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria entre homem e mulher, entre c\u00e9u e terra, entre luz e trevas. Assim, seu canto n\u00e3o apenas enumera as criaturas, mas as une em uma totalidade na qual at\u00e9 mesmo os contrastes mais radicais- dia e noite, frio e calorse reconciliam em uma unidade mais ampla. Nada est\u00e1 exclu\u00eddo dessa sinfonia, onde a diversidade do criado n\u00e3o \u00e9 fragmenta\u00e7\u00e3o, mas riqueza, e onde cada ser, em sua singularidade, \u00e9 chamado a participar do comum louvor ao Criador: <em>Louvado sejas, meu Senhor, pelo irm\u00e3o Vento<\/em>, &#8230; e pelo ar e pelas nuvens e pelo sereno e por todo tempo. Francisco aprendeu que unidade n\u00e3o \u00e9 uniformidade, mas comunh\u00e3o: uma interconex\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es em que cada criatura existe n\u00e3o por si mesma, mas em rela\u00e7\u00e3o com as demais, numa ordem de integra\u00e7\u00e3o e reciprocidade que reflete a bondade divina.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Ao Alt\u00edssimo Bom Senhor<\/span><\/h3>\n<p>Tudo est\u00e1 conectado, tudo est\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o: tudo \u00e9 trinit\u00e1rio. Deus \u00e9 tudo, e tudo est\u00e1 em Deus. Como expressar o jubileu ao Alt\u00edssimo, onipotente e bom Senhor, que depois daquela noite de tormentos f\u00edsicos e espirituais em S\u00e3o Dami\u00e3o, consolou novamente Francisco com a promessa da salva\u00e7\u00e3o eterna, mostrando-lhe uma vis\u00e3o semelhante a um maravilhoso jardim? Somente os sons, as cores, os sabores e os perfumes das criaturas permitem restituir plenamente o louvor ao Criador do universo. \u00c9 apenas por meio da cria\u00e7\u00e3o que recebemos linguagem e m\u00fasica para cantar a sua beleza: \u201cReconhece nas coisas belas aquele que \u00e9 o mais Belo; todas as coisas boas lhe clamam: \u2018Quem nos fez \u00e9 o Melhor\u2019\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMeu Deus e meu tudo! \u201d- Francisco repetira isso durante toda a noite na casa de Bernardo de Quintavalle. Era o grito de Jesus na cruz, unido \u00e0 esperan\u00e7a de S\u00e3o Paulo: \u201cpara que Deus seja tudo em todos\u201d. E tamb\u00e9m no Monte Alverne, como nos conta frei Le\u00e3o, Francisco voltou a contemplar o abismo do amor de Deus: \u201cQuem \u00e9s tu, dulc\u00edssimo Deus meu, e quem sou eu, vil\u00edssimo verme e teu in\u00fatil servo? \u201d. Ali mesmo, no Monte Alverne, j\u00e1 sem hesita\u00e7\u00e3o, exclama: \u201cV\u00f3s sois tudo, nossa riqueza em sufici\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Deus \u00e9 tudo, e tudo est\u00e1 em Deus. Francisco n\u00e3o cessa de afirmar a infinita magnific\u00eancia e bondade de Deus: \u201cV\u00f3s, Senhor, [&#8230;] sois o sumo e eterno Bem, do qual procede todo o bem, sem o qual n\u00e3o h\u00e1 nenhum bem\u201d. Como poderia ele, ass\u00edduo leitor da Escritura, n\u00e3o reconhecer na pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o o dedo de Deus, o livro que narra a Sua beleza? Como escreve Tom\u00e1s de Celano, seu primeiro bi\u00f3grafo:<\/p>\n<p>Quem seria capaz de narrar a do\u00e7ura que fru\u00eda ao contemplar nas criaturas a sabedoria, o poder e a bondade do Criador? Na verdade, a partir desta considera\u00e7\u00e3o, enchia-se muitas vezes de admir\u00e1vel e inef\u00e1vel alegria, quando olhava o sol, quando via a lua, quando contemplava as estrelas e o firmamento.<\/p>\n<p>Tom\u00e1s de Celano, com convic\u00e7\u00e3o, continua a lapidar sua narrativa sobre a origem e o princ\u00edpio inspirador do C\u00e2ntico, inclusive ao escrever o Memorial no desejo da Alma:<\/p>\n<p>Toda aquela bondade fontal, que h\u00e1 de ser tudo em todos, j\u00e1 se manifestava a este santo como tudo em todos.<\/p>\n<h3><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-161955 aligncenter\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/texto-22-450x39.png\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"39\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/texto-22-450x39.png 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/texto-22-150x13.png 150w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/texto-22.png 457w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Com a ajuda das criaturas<\/span><\/h3>\n<p>\u201cAlt\u00edssimo, onipotente, bom Senhor&#8230;\u201d: n\u00e3o poderiam existir t\u00edtulos mais sublimes para expressar a plenitude c\u00f3smica do Deus de Francisco!<\/p>\n<p>Mas \u00e9 justamente ao contemplar a incomensur\u00e1vel grandeza do Pai de todas as coisas que Francisco descobre o abismo do pr\u00f3prio nada. A vis\u00e3o da sublimidade do Alt\u00edssimo desperta nele a consci\u00eancia da pr\u00f3pria indignidade, o que o leva a invocar a ajuda das criaturas. A bondade excessiva desse Deus -o \u00fanico verdadeiro digno de louvor- faz com que Francisco se sinta at\u00e9 mesmo incapaz de pronunciar o seu nome:<\/p>\n<p><em>\u201cTeus s\u00e3o o louvor, a gl\u00f3ria e a honra e toda b\u00ean\u00e7\u00e3o. Somente a ti, \u00f3 Alt\u00edssimo, eles conv\u00eam, e homem algum \u00e9 digno de mencionar-te\u201d.<\/em><\/p>\n<p>No louvor elevado a Deus pelos vinte e quatro anci\u00e3os do Apocalipse, Francisco identificava o \u00e1pice do seu itiner\u00e1rio espiritual: um caminho que vai do \u201cconhecimento\u201d de Deus- \u201ctodo bem, sumo bem, todo o bem\u201d- ao \u201creconhecimento\u201d da sua do\u00e7ura, for\u00e7a e beleza, at\u00e9 chegar \u00e0 \u201crestitui\u00e7\u00e3o\u201d de tudo, por meio do louvor:<\/p>\n<p><em>\u201cE restituamos todos os bens ao Senhor Deus alt\u00edssimo e sumo e reconhe\u00e7amos que todos os bens s\u00e3o dele e por tudo demos gra\u00e7as a ele, de quem procedem todos os bens\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Se na Regra \u00e9 Cristo quem socorrer\u00e1 a humanidade- que \u201cn\u00e3o \u00e9 digna de proferir o vosso nome\u201d- no C\u00e2ntico, s\u00e3o as criaturas que emprestam suas vozes ao g\u00eanero humano. Essa \u00e9 uma das grandes intui\u00e7\u00f5es de Francisco, retomada pelo Papa Francisco na Laudato si\u2019, quando aponta o Santo do C\u00e2ntico como modelo de ecologia integral:<\/p>\n<p>\u201cAcho que Francisco \u00e9 o exemplo por excel\u00eancia do cuidado pelo que \u00e9 fr\u00e1gil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade [&#8230;]. Era um m\u00edstico e um peregrino que vivia com simplicidade e numa maravilhosa harmonia com Deus, com os outros, com a natureza e consigo mesmo\u201d.<\/p>\n<h3><strong><span style=\"color: #993300;\">Pegadas da Palavra Feita Carne<\/span><\/strong><\/h3>\n<p>\u00c9 somente por meio das criaturas que o ser humano, indigno, encontra aux\u00edlio para restituir a Deus um louvor \u201ccomo Lhe \u00e9 agrad\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Como recorda Francisco em suas Admoesta\u00e7\u00f5es, as criaturas \u201cservem, reconhecem e obedecem ao seu Criador melhor do que tu\u201d. Essa n\u00e3o \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o po\u00e9tica de Francisco, mas fruto de sua leitura atenta das Escrituras. Na liturgia, antes de tudo, as criaturas aparecem como um livro sonoro que proclama \u201ca gl\u00f3ria\u201d do seu Criador: \u201cOs c\u00e9us narram a gl\u00f3ria de Deus, o firmamento anuncia a obra de suas m\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p>Muito se discutiu entre os estudiosos sobre o valor daquele \u201ccum\u201d (com) na express\u00e3o \u201cLouvado sejas, meu Senhor, cum todas as criaturas\u201d. Seria esse cum um complemento de companhia <em>(\u201csejas louvado, Senhor, e contigo sejam louvadas tamb\u00e9m as criaturas\u201d<\/em>) ou um complemento de meio <em>(\u201csejas louvado, Senhor, por meio de todas as criaturas\u201d)<\/em>?<\/p>\n<p>A afirma\u00e7\u00e3o da indignidade do ser humano no in\u00edcio do C\u00e2ntico parece favorecer esta segunda interpreta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o encontrando em si mesmo uma voz digna de louvor, Francisco acolhe o apelo do Salmista:<\/p>\n<p>\u201cQue todas as tuas obras te louvem, Senhor\u201d. Nos Escritos de Francisco, encontramos sempre, junto ao \u201ccom as tuas criaturas\u201d, tamb\u00e9m o \u201cpelas tuas criaturas\u201d: por meio das quais Ele nos ilumina e sustenta. Afinal, n\u00e3o \u00e9 a carne o ponto central da salva\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\">No olhar po\u00e9tico<\/span><\/h3>\n<p>Que as criaturas n\u00e3o sejam fruto de um demiurgo maligno- como sustentava a heresia dos c\u00e1taros, contempor\u00e2nea de Francisco-, mas sim fruto da beleza do Alt\u00edssimo, bom Senhor, torna- se evidente na estrofe dedicada \u00e0 \u201cm\u00e3e terra\u201d. Ao ler atentamente o texto do G\u00eanesis:<\/p>\n<p>\u201cA terra produza vegeta\u00e7\u00e3o&#8230; plantas&#8230; A terra produza seres viventes, animais dom\u00e9sticos, animais selvagens&#8230; Deus formou o homem do p\u00f3 da terra\u201d.<\/p>\n<p>Francisco reconhece a dimens\u00e3o materna da terra, vendo-a como \u201cco-geradora\u201d de todas as demais criaturas, inclusive do pr\u00f3prio ser humano. A terra n\u00e3o s\u00f3 co-genera apenas no in\u00edcio do mundo, mas continua exercendo seu papel materno ao longo da hist\u00f3ria, nutrindo e governando cada ser vivente. A m\u00e3e terra governa porque nutre, realiza um servi\u00e7o pol\u00edtico porque veste o avental do servi\u00e7o, \u00e0 semelhan\u00e7a daquele que Jesus usou no lava-p\u00e9s.<\/p>\n<p>\u201c&#8230;e produz diversos frutos com coloridas flores e ervas\u201d. Que a erva n\u00e3o seja apenas alimento, reduzida a uma fun\u00e7\u00e3o utilitarista, mas tamb\u00e9m criatura digna de admira\u00e7\u00e3o- junto com as flores coloridas- \u00e9 uma intui\u00e7\u00e3o que nasce da genialidade po\u00e9tica de Francisco.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m Tom\u00e1s de Celano se maravilha com isso:<\/p>\n<p>Quanta alegria julgas que a beleza das flores lhe trazia \u00e0 mente, quando ele via a delicadeza da forma e sentia o suave perfume delas? E quando encontrava grande quantidade de flores, de tal modo lhes pregava e as convidava ao louvor do Senhor, como se elas fossem dotadas de raz\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-161953 aligncenter\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/4Captura-de-tela-2025-09-01-090238-450x78.png\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"78\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/4Captura-de-tela-2025-09-01-090238-450x78.png 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/4Captura-de-tela-2025-09-01-090238-150x26.png 150w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/4Captura-de-tela-2025-09-01-090238.png 547w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Na escada da cria\u00e7\u00e3o<\/span><\/h3>\n<p>Ao final, chegamos a n\u00f3s: os seres humanos. A entrada em cena do homen e da mulher parece provocar um \u201csalto\u201d, um sobresalto, uma eleva\u00e7\u00e3o repentina no C\u00e2ntico. \u00c9 como se Francisco tivesse prepara- do, at\u00e9 aqui, o terreno para a novidade- ou a diferen\u00e7a- representada por este \u00faltimo motivo de louvor. A ecologia franciscana, para ser verdadeiramente integral, n\u00e3o pode deixar \u201cde fora\u201d o ser humano. Mas a verdadeira pergunta \u00e9: qual ser humano?At\u00e9 este ponto, o ser humano- expulso do jardim e emudecido, sem palavras para louvar o seu Deus- teve que apoiar-se em toda a cria\u00e7\u00e3o, quase pedindo a ela media\u00e7\u00e3o. Agora, est\u00e1 pronto para entrar em cena, tendo encontrado outras palavras. Quais palavras? Mesmo que o C\u00e2ntico n\u00e3o possua uma composi\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria no tempo e no lugar, ele expressa uma coerente unidade de pensamento.<\/p>\n<p>Os elementos naturais descritos at\u00e9 agora s\u00e3o louvados por aquilo que s\u00e3o por natureza, por aquilo que realizam em favor do ser humano. Reconhecer isso e louvar a Deus por esse dom j\u00e1 \u00e9 um passo adiante. Mas Francisco n\u00e3o louva o ser humano do mesmo modo. Ele n\u00e3o o louva por suas caracter\u00edsticas inatas, mas por algo que n\u00e3o \u00e9 espont\u00e2neo: a capacidade de habitar o mist\u00e9rio da vida, mesmo que a partir das margens. N\u00e3o foi o pr\u00f3prio Francisco quem comp\u00f4s o <em>C\u00e2ntico<\/em> justamente a partir de sua \u201cmargem\u201d existencial? Francisco louva apenas \u201ceste homem\u201d, e n\u00e3o todos os homens em geral. Ele louva o ser humano capaz de estar conscientemente tamb\u00e9m nas situa\u00e7\u00f5es de conflito, na brecha, na ferida, na contradi\u00e7\u00e3o, na aparente derrota. Francisco sabe bem que o contr\u00e1rio do amor n\u00e3o \u00e9 o \u00f3dio, mas a posse, que, por sua vez, pode facilmente se transformar em \u00f3dio. Ele sabe que abra\u00e7ar \u00e9 diferente de reter: e Francisco n\u00e3o deseja mais possuir nada, nem a si mesmo, nem os pr\u00f3prios limites, nem as pr\u00f3prias fragilidades, nem os seus medos, nem o mal que os outros lhe fazem.<\/p>\n<h3><strong><span style=\"color: #993300;\">Os \u00faltimos degraus<\/span><\/strong><\/h3>\n<p>O <em>C\u00e2ntico<\/em> \u00e9, antes de tudo, cristol\u00f3gico: ele nos fala algo de Cristo e, por consequ\u00eancia, da antropologia franciscana, nos revela aquilo que o ser humano \u00e9 chamado a ser, \u00e0 imagem de Cristo. Se Jesus perdoou da cruz, \u00e9 pela for\u00e7a desse mesmo perd\u00e3o (\u201cpelo Teu amor\u201d) que o ser humano se torna verdadeiramente tal: porque, antes de tudo, \u00e9 capaz de perdoar, mesmo em meio ao mal. Ele sabe responder de forma alternativa ao mal recebido, rompendo assim o ciclo.<\/p>\n<p>\u00c9 livre, porque possui a possibilidade de n\u00e3o aumentar o mal que j\u00e1 existe no mundo. A grandeza do ser humano, tamb\u00e9m ela \u00e0 imagem de Cristo, est\u00e1 ainda na capacidade de acolher e dar sentido \u00e0 enfermidade e \u00e0 fragilidade- n\u00e3o vistas apenas como acidentes de percurso. Como diz um leproso em um epis\u00f3dio narrado nos Fioretti: \u201cE que paz posso ter eu de Deus que me tirou a paz e todos os bens e me fez todo podre e asqueroso?\u201d. A isso Francisco responde, depois de exortar os frades a cuidar do irm\u00e3o enfermo: \u201cE pe\u00e7o ao irm\u00e3o enfermo que por tudo renda gra\u00e7as ao Criador; e que, da maneira como o Senhor o quer, assim deseje estar, s\u00e3o ou enfermo\u201d.<\/p>\n<p>Por fim, chegamos \u00e0 acolhida da morte- de toda morte, inclusive aquela cotidiana- o rochedo onde se despeda\u00e7a todo sonho nosso de onipot\u00eancia, e a chamamos de \u201cirm\u00e3\u201d. Isso significa reconciliar-se com ela, quase como que perdo\u00e1-la. Desde que cheguemos a esse encontro vivos, plenamente e evangelicamente vivos. \u00c9 uma ques- t\u00e3o de vida, n\u00e3o de morte: encontrar a morte significa confrontar-se com o sentido profundo da vida. Somente depois de haver passado pelo perd\u00e3o, pela acolhida da fragilidade humana e pela reconci- lia\u00e7\u00e3o com a morte, aquele ser humano que, no in\u00edcio, n\u00e3o era se- quer digno de mencionar o nome do Senhor, pode finalmente ousar louv\u00e1-lo em plena voz, em coro com toda a cria\u00e7\u00e3o! Porque esse \u00e9 Francisco, e com ele, toda pessoa livre, pacificada, conforme a Cristo. Servir (preferir o \u00faltimo lugar, estar submetido a todos31, faz\u00ea-lo \u201ccom grande humildade\u201d, seguir os passos de Cristo que \u201ca cada dia se humilha\u201d32 e, com todos, louvar, bendizer e agradecer) \u00e9 isso que cada homem e cada mulher deveriam saber fazer de melhor, para continuar verdadeiramente humanos. Tanto \u00e9 assim que o humilde Francisco prev\u00ea no C\u00e2ntico a possibilidade de um \u201cai\u201d solit\u00e1rio, reservado justamente \u00e0queles seres humanos que n\u00e3o desejaram s\u00ea-lo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-161960 aligncenter\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/5-Captura-de-tela-2025-09-01-090325.png\" alt=\"\" width=\"331\" height=\"61\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/5-Captura-de-tela-2025-09-01-090325.png 331w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/5-Captura-de-tela-2025-09-01-090325-150x28.png 150w\" sizes=\"(max-width: 331px) 100vw, 331px\" \/><\/p>\n<h3><strong><span style=\"color: #993300;\">Se pensarmos bem&#8230;<\/span><\/strong><\/h3>\n<p>O C\u00e2ntico n\u00e3o foi escrito de uma s\u00f3 vez, mas no ritmo da pr\u00f3pria vida de Francisco:<\/p>\n<p>No outono de 1225, hospedado em S\u00e3o Dami\u00e3o e j\u00e1 quase cego, ele comp\u00f5e as estrofes dedicadas \u00e0s criaturas.<\/p>\n<p>Em julho de 1226, durante sua perman\u00eancia na resid\u00eancia do bispo de Assis, acrescenta a estrofe sobre o perd\u00e3o e a paz.<\/p>\n<p>E, j\u00e1 no fim de 1226, pr\u00f3ximo da morte, inclui a estrofe dedicada \u00e0 Irm\u00e3 Morte.<\/p>\n<p>O C\u00e2ntico n\u00e3o \u00e9 apenas fruto de uma reflex\u00e3o interior, mas nasce de uma alma profundamente mission\u00e1ria. Nos versos sobre o per- d\u00e3o e a paz, transparece o desejo de que os frades \u201cfossem com ele por todo o mundo pregando e cantando os louvores do Senhor\u201d33. A escolha da l\u00edngua vern\u00e1cula, em lugar do latim, mostra a inten\u00e7\u00e3o clara de que sua mensagem pudesse atingir todos os cora\u00e7\u00f5es, sem barreiras culturais ou sociais. O C\u00e2ntico \u00e9, em sua ess\u00eancia, um doce convite \u00e0 convers\u00e3o, n\u00e3o como um imperativo moral, mas como uma abertura \u00e0 experi\u00eancia de Deus presente no criado. Para entrar nessa l\u00f3gica de louvor, Francisco oferece duas chaves essenciais: a pureza de cora\u00e7\u00e3o e a pobreza de esp\u00edrito.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Uma aut\u00eantica vis\u00e3o teol\u00f3gica<\/span><\/h3>\n<p>O <em>C\u00e2ntico<\/em> encarna uma din\u00e2mica lit\u00fargica marcada por um duplo movimento: uma descida, na qual o olhar se abre para reconhecer a presen\u00e7a divina em cada criatura; e um retorno, no qual tudo o que existe \u00e9 novamente oferecido ao Criador. \u00c9 a mesma experi\u00eancia crist\u00e3 de Francisco que orienta esse olhar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, compreendida em um ritmo circular, que une e reconcilia. Francisco se faz voz de um c\u00e2ntico de descentraliza\u00e7\u00e3o, pois quem louva se despoja de si mesmo para reconhecer que o bem n\u00e3o \u00e9 uma posse, mas dom recebido e partilhado.<\/p>\n<p>O <em>C\u00e2ntico<\/em> \u00e9 express\u00e3o de uma vis\u00e3o redimida do mundo, que Fran- cisco amadureceu ao longo do seu caminho de f\u00e9. Ele canta a partir de uma profunda pacifica\u00e7\u00e3o interior: reconciliado consigo mesmo, com os outros, com a cria\u00e7\u00e3o e com o mist\u00e9rio da morte. Essa fraternidade universal nasce da certeza de que tudo o que Deus criou \u00e9 bom. Seu olhar- longe de ser ofuscado pelo sofrimento que o afligia na \u00e9poca da composi\u00e7\u00e3o- se abre \u00e0 experi\u00eancia pascal: na escurid\u00e3o, o cego canta \u00e0 luz; na enfermidade, o enfermo exalta a beleza da terra; na imin\u00eancia da morte, o moribundo proclama a bem-aventuran\u00e7a eterna: \u201cLouvado sejas, meu Senhor, pela irm\u00e3 nossa morte corporal\u201d.<\/p>\n<p>No <em>C\u00e2ntico<\/em>, Francisco manifesta uma vis\u00e3o na qual princ\u00edpio e fim da cria\u00e7\u00e3o se entrela\u00e7am em um mesmo louvor, como um eco da justi\u00e7a origin\u00e1ria e uma antecipa\u00e7\u00e3o da plenitude do Reino de Deus. Este hino, percebido com o olhar puro de quem aprendeu a ver o mundo com os olhos da f\u00e9, n\u00e3o apenas recorda a harmonia primor- dial- na qual tudo o que foi criado era bom- mas proclama tamb\u00e9m o cumprimento definitivo do des\u00edgnio divino, quando cada reali- dade, transfigurada pela gra\u00e7a, retomar\u00e1 a sua unidade em Deus. Assim, Francisco canta o passado e o futuro do sonho divino, em um hino que \u00e9 mem\u00f3ria e profecia, certeza e esperan\u00e7a, celebra\u00e7\u00e3o e desejo. Seu louvor n\u00e3o \u00e9 mero reconhecimento da beleza criada, mas uma confiss\u00e3o de f\u00e9 Naquele que \u00e9 bom com todos, e cuja ternura alcan\u00e7a todas as suas criaturas35, sustentando o cosmos com seu amor e conduzindo-o \u00e0 sua \u00faltima plenitude.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-161962 aligncenter\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/texto-6.jpg\" alt=\"\" width=\"267\" height=\"48\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/texto-6.jpg 289w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/texto-6-150x27.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 267px) 100vw, 267px\" \/><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s da Fam\u00edlia Franciscana,<\/p>\n<p>Convidamos todos a celebrar com alegria o VIII Centen\u00e1rio do C\u00e2ntico das Criaturas, no contexto do Ano Jubilar de 2025. Fa\u00e7amos nosso o olhar l\u00edmpido e prof\u00e9tico do Pobrezinho de Assis, capaz de reconhecer em cada criatura um vest\u00edgio do Criador e de nos chamar a uma fraternidade universal que abra\u00e7a o cosmos por inteiro.<\/p>\n<p>Num tempo em que as feridas da terra e o grito dos pobres se fazem ouvir com for\u00e7a, a voz de Francisco nos convida a redescobrir a beleza de sermos peregrinos e forasteiros neste mundo: cust\u00f3dios e n\u00e3o donos da cria\u00e7\u00e3o, irm\u00e3os e irm\u00e3s de cada ser vivente. O seu canto nos impulsiona a tornar-nos artes\u00e3os da paz e do perd\u00e3o, a viver a vulnerabilidade n\u00e3o como limite, mas como abertura ao outro, a integrar a morte no grande mist\u00e9rio da vida.<\/p>\n<p>Com Francisco, aprendemos a acolher toda realidade- da mais luminosa \u00e0 mais obscura- dentro de uma experi\u00eancia de louvor e de restitui\u00e7\u00e3o. O C\u00e2ntico nos ensina que n\u00e3o existem vidas desprovidas de sentido, nem criaturas sem voz, nem situa\u00e7\u00f5es fora do alcance da compaix\u00e3o divina. Tudo \u00e9 abra\u00e7ado pela ternura do Pai, e tudo pode tornar-se ocasi\u00e3o de louvor.<\/p>\n<p>Que esta celebra\u00e7\u00e3o centen\u00e1ria nos ajude a recuperar o olhar puro de Francisco, capaz de ver al\u00e9m das apar\u00eancias e de reconhecer a dignidade e a beleza de cada ser.<\/p>\n<p>Possamos, assim, tornar-se como ele: cantores da reconcilia\u00e7\u00e3o e da esperan\u00e7a para o nosso tempo, despertando nos cora\u00e7\u00f5es a capacidade de maravilhar-se, agradecer e cuidar da casa comum.<\/p>\n<p>Com gratid\u00e3o e esperan\u00e7a, vos aben\u00e7oamos no Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Fr. Massimo Fusarelli, OFM<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Fr. Carlos Trovarelli, OFMConv<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Fr. Roberto Genuin, OFMCap<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Fr. Amando Trujillo Cano, TOR<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Assis, 1\u00ba de setembro de 2025<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/banca\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Lettera_Famiglia_Francescana_Centenario_Cantico_PT.pdf\"><strong>CLIQUE E ACESSE O DOCUMENTO OFICIAL<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: https:\/\/ofm.org\/canto-alla-riconciliazione.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia Mundial de Ora\u00e7\u00e3o pelo Cuidado da Cria\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":161966,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[130,131,132],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v21.0 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Can\u00e7\u00e3o de Reconcilia\u00e7\u00e3o: Carta para o VIII Centen\u00e1rio do C\u00e2ntico das Criaturas (1225-2025) - 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