{"id":161725,"date":"2024-05-16T15:02:35","date_gmt":"2024-05-16T18:02:35","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/?p=161725"},"modified":"2024-05-16T15:20:21","modified_gmt":"2024-05-16T18:20:21","slug":"carta-do-ministro-geral-para-pentecostes-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/carta-do-ministro-geral-para-pentecostes-2024\/","title":{"rendered":"Carta do Ministro Geral para Pentecostes 2024"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-161726 size-large\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/CARTA-MINISTRO-GERAL-PENTECOSTES_2024_PT_page-0001-725x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"725\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/CARTA-MINISTRO-GERAL-PENTECOSTES_2024_PT_page-0001-725x1024.jpg 725w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/CARTA-MINISTRO-GERAL-PENTECOSTES_2024_PT_page-0001-318x450.jpg 318w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/CARTA-MINISTRO-GERAL-PENTECOSTES_2024_PT_page-0001-768x1085.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/CARTA-MINISTRO-GERAL-PENTECOSTES_2024_PT_page-0001-1087x1536.jpg 1087w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/CARTA-MINISTRO-GERAL-PENTECOSTES_2024_PT_page-0001-150x212.jpg 150w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/CARTA-MINISTRO-GERAL-PENTECOSTES_2024_PT_page-0001.jpg 1241w\" sizes=\"(max-width: 725px) 100vw, 725px\" \/><\/p>\n<p><strong>Premissa<\/strong><\/p>\n<p>Em seu discurso aos anci\u00e3os de \u00c9feso, o ap\u00f3stolo Paulo reassume sua vida em miss\u00e3o. Ele reconhece o Esp\u00edrito do Senhor Crucificado e Ressuscitado como protagonista do seu longo caminho e a pr\u00f3pria alma da miss\u00e3o. Ele \u00e9 o \u00fanico a gui\u00e1-lo, orient\u00e1-lo, sempre impulsion\u00e1-lo al\u00e9m de si mesmo e al\u00e9m de muitas fronteiras.<\/p>\n<p>Se o Pentecostes nos faz ouvir sempre esta brisa do Esp\u00edrito, este ano o seu sopro \u00e9 particular na mem\u00f3ria dos Estigmas de S\u00e3o Francisco, que nos trazem de volta ao centro do nosso carisma, viver o Evangelho, seguindo as pegadas do Cristo pobre e crucificado. Sob essa luz, hoje, 13 de maio de 2024, recordamos o 500\u00ba anivers\u00e1rio da chegada dos primeiros Doze Frades mission\u00e1rios em Veracruz, M\u00e9xico, enviados pelo Ministro Geral, Frei Francisco de los \u00c1ngeles Qui\u00f1ones, na liberdade do esp\u00edrito, alma de toda voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria. \u00c9 um evento singular e importante na hist\u00f3ria da Ordem que recebeu pouca aten\u00e7\u00e3o. Com efeito, entre luzes e sombras, \u00e9 o projeto mais completo e importante para a evangeliza\u00e7\u00e3o dos povos da Am\u00e9rica, uma verdadeira resposta ao dom do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p><strong>Viver segundo o santo Evangelho <\/strong><\/p>\n<p>Muitos frades navegaram para as Am\u00e9ricas compelidos pelo desejo de viver e anunciar o Evangelho atrav\u00e9s de um forte impulso voltado para a reforma da vida franciscana e da Igreja para um mundo novo. Estes \u201cDoze primeiros franciscanos\u201d &#8211; e muitos dos frades que chegaram depois deles &#8211; vieram das correntes do reformismo espanhol da \u00e9poca. Eles eram membros da Prov\u00edncia de S\u00e3o Gabriel, a origem do movimento mais rigoroso do franciscanismo espanhol do s\u00e9culo XVI. O ideal mission\u00e1rio destes frades nasceu num contexto de luta por um estilo de vida baseado em duas notas fundamentais: o radicalismo evang\u00e9lico e o eremitismo contemplativo, no clima da liberdade do esp\u00edrito que chama a viver o Evangelho. A forma\u00e7\u00e3o intelectual de alguns desses frades tamb\u00e9m desempenha um papel importante na compreens\u00e3o da miss\u00e3o evangelizadora.<\/p>\n<p>O objetivo concreto do ideal mission\u00e1rio era, nas suas origens, bastante vago, desde a miss\u00e3o aos povos do Oriente, at\u00e9 aos povos descobertos na misteriosa Am\u00e9rica. Por outro lado, recordamos que em 1524 a reforma da Igreja, promovida pelo agostiniano Martinho Lutero, j\u00e1 estava em vigor e que um dos frades que tentaram vir ao M\u00e9xico, Frei Juan Glapi\u00f3n, participou da Dieta de Worms em 1521. O primeiro projeto de organiza\u00e7\u00e3o da Igreja no M\u00e9xico, em 1526, nos d\u00e1 uma ideia do tipo de reforma eclesi\u00e1stica que esses primeiros franciscanos estavam planejando.<\/p>\n<p>A vida franciscana como miss\u00e3o \u00e9 muito clara nas instru\u00e7\u00f5es que o Ministro Geral, Frei Francisco de los \u00c1ngeles Qui\u00f1ones, d\u00e1 aos primeiros Doze. <em>\u201cUma vez que ides plantar o Evangelho nos cora\u00e7\u00f5es que ainda n\u00e3o o receberam, fazei-o de tal modo que a vossa maneira de viver n\u00e3o se desvie dele. E isso fareis se viagiardes diligentemente sobre a observ\u00e2ncia da Regra, que \u00e9 fundada no Santo Evangelho, observando-o pura e simplesmente, sem glosas e dispensa\u00e7\u00f5es\u201d<\/em> (Instru\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Encorajados pela obedi\u00eancia do Ministro Geral, os primeiros franciscanos no M\u00e9xico repensaram o modelo de vida de seus irm\u00e3os na Espanha, com base em eremit\u00e9rios e pequenas comunidades, a fim de dedicarem-se \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 pastoral das comunidades ind\u00edgenas nas cidades do M\u00e9xico recentemente conquistadas. O incremento de suas presen\u00e7as em pouco tempo foi muito grande. Isso aconteceu, em parte, tamb\u00e9m porque o estilo de vida dos frades era no in\u00edcio muito pr\u00f3ximo daquele dos ind\u00edgenas, simples, humilde, despojado de pretens\u00f5es.<\/p>\n<p>Podemos ent\u00e3o reconhecer como a primeira fonte de uma renovada miss\u00e3o foi a dimens\u00e3o contemplativa e penitencial do carisma franciscano.<\/p>\n<p><strong>Convers\u00e3o cont\u00ednua, an\u00fancio do Evangelho e aspira\u00e7\u00e3o ao mart\u00edrio <\/strong><\/p>\n<p>Nos dois documentos mission\u00e1rios com os quais os franciscanos foram enviados ao M\u00e9xico pelo Ministro Geral, \u201cObedi\u00eancia\u201d e \u201cInstru\u00e7\u00e3o\u201d, tr\u00eas elementos s\u00e3o muito claros: vida exemplar, trabalho de convers\u00e3o e desejo de mart\u00edrio. Para o Ministro Geral, a prioridade na miss\u00e3o \u00e9 a forma de vida. Estas caracter\u00edsticas est\u00e3o presentes desde as origens da Ordem. Ao longo dos s\u00e9culos, as circunst\u00e2ncias culturais em que os projetos mission\u00e1rios foram formados mudaram, mas os elementos mencionados acima est\u00e3o sempre presentes.<\/p>\n<p>Na \u201cInstru\u00e7\u00e3o\u201d destaca-se o esclarecimento de que a forma de vida do mission\u00e1rio n\u00e3o deve ser baseada em elementos externos, cerim\u00f4nias e costumes, mas na \u201cobserv\u00e2ncia do Evangelho e da Regra\u201d uma cl\u00e1usula que explica a liberdade evang\u00e9lica de esp\u00edrito com que os frades atuaram no M\u00e9xico. Convencido da import\u00e2ncia do testemunho de vida, o Ministro Geral pediu aos frades que vivessem em comunidades e cidades, <em>\u201cporque o bom exemplo que teriam visto no vosso modo de viver seria uma ajuda para a convers\u00e3o tanto quanto as palavras e a prega\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>. Essas intui\u00e7\u00f5es s\u00e3o de grande valor.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no texto de \u201cA Obedi\u00eancia\u201d, o ministro diz que o envio dos frades ao M\u00e9xico ocorre <em>\u201cquando o dia j\u00e1 est\u00e1 declinando na d\u00e9cima primeira hora\u201d<\/em>: era forte, portanto, o sentido de um tempo da hist\u00f3ria que exigia um urgente chamado \u00e0 convers\u00e3o e \u00e0 decis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Compara\u00e7\u00e3o entre diferentes culturas <\/strong><\/p>\n<p>Entre os aspectos importantes para compreender a miss\u00e3o franciscana no M\u00e9xico n\u00e3o h\u00e1 apenas a vida erem\u00edtica e contemplativa dos primeiros frades, mas tamb\u00e9m a influ\u00eancia que o ambiente religioso e cultural do humanismo renascentista teve sobre esses ideais, bem como sobre as culturas para as quais a miss\u00e3o foi dirigida.<\/p>\n<p>Em sua longa viagem mission\u00e1ria, a Ordem franciscana, antes de chegar ao M\u00e9xico, j\u00e1 tinha tido contatos com grandes culturas. O que faz a diferen\u00e7a \u00e9 que o conhecimento das culturas dos pa\u00edses da China j\u00e1 existia na Europa medieval, enquanto na Europa n\u00e3o havia conhecimento algum das grandes culturas do M\u00e9xico e de parte da Am\u00e9rica Central.<\/p>\n<p>Foi, portanto, um encontro completamente novo, n\u00e3o sem dificuldades, para entrar em um mundo desconhecido, \u201ctotalmente diferente\u201d. Daqui nascer\u00e1 uma realidade em parte nova, com o desejo de um tipo diferente de vida franciscana e at\u00e9 de Igreja. Isso foi poss\u00edvel tamb\u00e9m gra\u00e7as ao fato de que muitos dos primeiros frades, que chegaram ao M\u00e9xico, juntamente com o testemunho de vida, fossem dotados de uma s\u00f3lida prepara\u00e7\u00e3o cultural, gra\u00e7as tamb\u00e9m \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es que o Renascimento estava dando \u00e0 cultura: o interesse pelas artes, pelas l\u00ednguas e pela etnografia. A compreens\u00e3o do mundo ind\u00edgena inclu\u00eda, surpreendentemente, sua religi\u00e3o, reconhecida por alguns como uma riqueza e n\u00e3o apenas algo a ser eliminado.<\/p>\n<p>Suas mentes eram abertas e sens\u00edveis ao que encontravam, mesmo aquelas daqueles que se dedicavam sobretudo \u00e0 vida erem\u00edtico-contemplativa. Por esta raz\u00e3o, eles tamb\u00e9m puderam imaginar o nascimento de uma nova Igreja, pr\u00f3xima daquela primitiva pela simplicidade e pobreza de seus meios, livre do peso de riquezas e pompa exterior, mesmo na liturgia, capaz de viver entre os ind\u00edgenas superando os modelos europeus de bispados e privil\u00e9gios. A vida religiosa vivida na verdade era o modelo em que se inspirar.<\/p>\n<p>As sombras n\u00e3o faltaram nesse percurso. O risco de combinar uma \u201cconquista espiritual\u201d com a colonial; de ver as religi\u00f5es locais apenas como algo demon\u00edaco a ser extirpado; de considerar os ind\u00edgenas como \u201cinfantis\u201d, \u201crudes\u201d e \u201cb\u00e1rbaros\u201d a serem corrigidos; de uma certa acelera\u00e7\u00e3o na evangeliza\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o permitia uma incultura\u00e7\u00e3o mais completa. O sincretismo religioso foi um efeito, com suas luzes e sombras. A intersec\u00e7\u00e3o de dois mundos n\u00e3o foi t\u00e3o simples e, muitas vezes, parece ter coincidido mais com a imposi\u00e7\u00e3o daquele europeu, em detrimento do novo. Os milh\u00f5es de mortes entre os ind\u00edgenas s\u00e3o uma mem\u00f3ria muito dolorosa. Da releitura destes acontecimentos complexos e, portanto, da purifica\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria, pode nascer uma hist\u00f3ria renovada. Somos ajudados por aquilo que os Sumos Pont\u00edfices repetiram e pelo que o Papa Francisco fez justamente na sua carta de 27 de setembro de 2021 ao Presidente do Episcopado Mexicano: <em>\u201cPor esse motivo, em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, tanto meus predecessores como eu pedimos perd\u00e3o pelos pecados pessoais e sociais, por todas as a\u00e7\u00f5es ou omiss\u00f5es que n\u00e3o contribu\u00edram para a evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>.<\/p>\n<p><strong>A miss\u00e3o de hoje para a nossa Ordem <\/strong><\/p>\n<p>Da mem\u00f3ria dos primeiros frades do M\u00e9xico, podemos receber luz para o nosso presente. Com efeito, estamos redescobrindo cada vez mais que a renova\u00e7\u00e3o da vida de seguimento e da vida de miss\u00e3o caminham juntas. Esta \u00faltima, de fato, n\u00e3o corresponde \u00e0s obras e aos servi\u00e7os que nos foram solicitados e nos quais parecemos realizados. A a\u00e7\u00e3o evangelizadora brota da vida vivida segundo o Evangelho, <em>como irm\u00e3os e menores contemplativos em miss\u00e3o entre e com os pobres<\/em>.<\/p>\n<p>Se queremos uma renova\u00e7\u00e3o da nossa a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria hoje, \u00e9 necess\u00e1rio fazer nova a vida, isto \u00e9, escolher como irm\u00e3os o primado da rela\u00e7\u00e3o com Deus, de uma vida verdadeiramente fraterna, de uma sobriedade de vida e de trabalho que n\u00e3o nos afaste muito dos mais humildes, de uma miss\u00e3o vivida juntos, na paix\u00e3o pela paz e pela casa comum. N\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, mas um imperativo para hoje e para o futuro.<\/p>\n<p>De uma vida franciscana capaz de cont\u00ednua reforma, poderemos tamb\u00e9m encontrar a alegria de cruzar nossas fronteiras, de deixar comodidades e seguran\u00e7as que nos anestesiam e nos fazem esquecer a beleza e a paix\u00e3o de nossa voca\u00e7\u00e3o de irm\u00e3os e menores.<\/p>\n<p>Pergunto-me cada vez mais insistentemente se a escassez das voca\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias entre n\u00f3s hoje n\u00e3o se deve precisamente ao definhar-se da paix\u00e3o pela vida franciscana, muitas vezes considerada coincidente com alguns minist\u00e9rios pastorais. O desejo de renov\u00e1-la profundamente e n\u00e3o apenas em palavras, ousando mais, ser\u00e1 uma fonte de mission\u00e1rios em todos os lugares.<\/p>\n<p>\u00c0queles que me perguntam insistentemente como vai a Ordem, gostaria de responder que vai bem onde encontro irm\u00e3os animados por esses desejos e com a vontade de come\u00e7ar a realiz\u00e1-los, enquanto vai mal onde nos contentamos em continuar o que existe, sem um novo olhar sobre a vida e em dire\u00e7\u00e3o ao futuro. N\u00e3o podemos pedir aos irm\u00e3os mais jovens que simplesmente continuem o que a hist\u00f3ria nos legou e que n\u00f3s conservamos, muitas vezes passivamente, convictos de que \u00e9 o melhor para o an\u00fancio do Evangelho hoje.<\/p>\n<p>Estou intimamente certo de que o Esp\u00edrito nos pede outra coisa e com urg\u00eancia: isto \u00e9, ter a coragem de nos deixarmos impelir para al\u00e9m de nossas seguran\u00e7as, mesmo pastorais, para conceber e come\u00e7ar a viver uma vida franciscana \u201cnova\u201d nos modos e nos meios, sustentada por uma adequada prepara\u00e7\u00e3o para a miss\u00e3o. O fim de tudo permanece a comunh\u00e3o com o Cristo pobre e crucificado, anunciado a todos como o Salvador que, em cada l\u00edngua, cultura e credo, faz resplandecer o seu Amor humilde e redentor.<\/p>\n<p>O relan\u00e7amento das chamadas \u201cNovas Formas\u201d de vida e evangeliza\u00e7\u00e3o, a retomada de algumas presen\u00e7as mission\u00e1rias da Ordem, a reflex\u00e3o sobre novas maneiras de nos organizarmos em territ\u00f3rios onde as formas jur\u00eddicas que dispomos parecem que n\u00e3o s\u00e3o mais suficientes, a necessidade de come\u00e7ar a partir de novas realidades, tamb\u00e9m em termos de entidade, para acompanhar as possibilidades e as sementes de um renascimento, tudo isso n\u00e3o \u00e9 apenas necess\u00e1rio, mas urgente, um verdadeiro chamado do Esp\u00edrito hoje.<\/p>\n<p>Que a mem\u00f3ria dos Primeiros Doze frades do M\u00e9xico e daqueles que os seguiram nos estimule a superar limites e obriga\u00e7\u00f5es que nos parecem intranspon\u00edveis e a deixar circular entre n\u00f3s o sopro do Esp\u00edrito, que faz novas todas as coisas, n\u00e3o s\u00f3 no dia de Pentecostes, mas sempre, porque sem a sua \u201csanta opera\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o ser\u00edamos nada, apenas tristes guardi\u00e3es de museus. Ao contr\u00e1rio, desejamos muito mais neste tempo da hist\u00f3ria que \u00e9 uma gra\u00e7a para n\u00f3s!<\/p>\n<p>Juntamente com a renova\u00e7\u00e3o de nossa vida, l\u00e1 onde estamos, recordo que a Ordem precisa urgentemente de mission\u00e1rios neste momento, especialmente em Marrocos, Turquia e R\u00fassia, al\u00e9m de certamente na Terra Santa. Recordo tamb\u00e9m a miss\u00e3o na Amaz\u00f4nia e o valor das nossas presen\u00e7as com os ind\u00edgenas de muitos pa\u00edses. Fa\u00e7o urgente apelo aos irm\u00e3os que se sentirem chamados para viver nestes pa\u00edses, a fim de anunciar o Evangelho com a vida e, quando ao Senhor agradar, com a palavra: respondei com generosidade e confian\u00e7a!<\/p>\n<p>V\u00e1rios est\u00e3o fazendo isso em outros lugares e a vida continua a fluir.<\/p>\n<p>Desejando-vos um Pentecostes de luz para um novo impulso de vida em miss\u00e3o, sa\u00fado-vos, com a B\u00ean\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: left;\">Roma, 13 de maio de 2024<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Fr. Massimo Fusarelli, ofm<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Ministro geral<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/banca\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/CARTA-MINISTRO-GERAL-PENTECOSTES_2024_PT-1.pdf\"><strong>Acesse:\u00a0<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Premissa Em seu discurso aos anci\u00e3os de \u00c9feso, o ap\u00f3stolo Paulo reassume sua vida em miss\u00e3o. Ele reconhece o Esp\u00edrito do Senhor Crucificado e Ressuscitado como protagonista do seu longo caminho e a pr\u00f3pria alma da miss\u00e3o. Ele \u00e9 o \u00fanico a gui\u00e1-lo, orient\u00e1-lo, sempre impulsion\u00e1-lo al\u00e9m de si mesmo e al\u00e9m de muitas fronteiras. 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