{"id":161222,"date":"2022-09-27T15:14:31","date_gmt":"2022-09-27T18:14:31","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/?p=161222"},"modified":"2023-07-11T10:35:22","modified_gmt":"2023-07-11T13:35:22","slug":"carta-do-ministro-e-do-definitorio-geral-a-toda-a-ordem-para-a-solenidade-de-sao-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/carta-do-ministro-e-do-definitorio-geral-a-toda-a-ordem-para-a-solenidade-de-sao-francisco\/","title":{"rendered":"Carta do Ministro e do Definit\u00f3rio Geral a toda a Ordem para a Solenidade de S\u00e3o Francisco"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-161223 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/francisco_carta.png\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/francisco_carta.png 1280w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/francisco_carta-450x253.png 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/francisco_carta-1024x576.png 1024w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/francisco_carta-768x432.png 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/francisco_carta-150x84.png 150w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00ab\u2026todos os meus irm\u00e3os que pregam, que rezam e que trabalham, tanto aos cl\u00e9rigos quanto aos leigos \u00bb<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o Francisco, RnB xvii, 5<\/p>\n<p>Caros Irm\u00e3os e Irm\u00e3s,<\/p>\n<p><em>o Senhor vos d\u00ea paz!<\/em><\/p>\n<p>As palavras de S\u00e3o Francisco que escolhemos como t\u00edtulo desta carta oferecem uma s\u00edntese precisa da identidade da Ordem assim como Francisco a quis: uma comunidade composta de homens que, na vida cotidiana, exercem atividades diversas, mas que no profundo cultivam a perten\u00e7a \u00e0 grande fam\u00edlia da Igreja de Jesus. Mesmo na diversidade de seus minist\u00e9rios, est\u00e3o unidos pela voca\u00e7\u00e3o comum de ser <em>irm\u00e3os,<\/em> isto \u00e9, pela decis\u00e3o de viver a rela\u00e7\u00e3o com o outro sempre como uma chamada de Deus que \u201cmuitas vezes faz ou diz e opera neles e por eles boas palavras e obras\u201d (RnB XVII, 6), recusando, assim, a l\u00f3gica da apropria\u00e7\u00e3o ou subjuga\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00f3prias necessidades ou desejos.<\/p>\n<p>Este ano, por ocasi\u00e3o da festa de S\u00e3o Francisco, queremos comentar convosco o Rescrito do Papa Francisco, do dia 18 de maio de 2022, com o qual se admitem os irm\u00e3os leigos ao of\u00edcio de governo.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> Compartilhamos a alegria deste passo que a Igreja amadureceu, gra\u00e7as tamb\u00e9m ao longo caminho de estudo e de solicita\u00e7\u00e3o da nossa Fam\u00edlia e de outros Institutos. Esta mensagem \u00e9 dirigida aos frades menores, \u00e0s irm\u00e3s contemplativas e \u00e0 Fam\u00edlia como mem\u00f3ria do carisma comum.<\/p>\n<p><strong><em>O Evangelho vivido em fraternidade<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A voca\u00e7\u00e3o e a miss\u00e3o de Francisco levaram-no a ressoar na sociedade e na Igreja do seu tempo a chamada \u00e0 fraternidade como o fruto mais verdadeiro da P\u00e1scoa de Jesus. Tudo nele nasce da surpreendente descoberta de que ningu\u00e9m \u00e9 esquecido pelo amor misericordioso do Pai, que acolhe todos n\u00f3s como filhos amados: s\u00e3os e leprosos, ladr\u00f5es e bandidos, papas e sult\u00f5es, cavaleiros e mendigos&#8230;<\/p>\n<p>A vida e as palavras de Jesus indicaram a Francisco a meta a ser buscada, e a fraternidade foi o caminho que lhe permitiu seguir Jesus. Verdadeiramente a vida e a Regra dos Frades Menores \u00e9 viver e observar fielmente \u00abo santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, vivendo em obedi\u00eancia, sem propriedade e em castidade \u00bb. O centen\u00e1rio da aprova\u00e7\u00e3o da Regra, do qual faremos mem\u00f3ria em 2023, quer ajudar-nos a retornar a esse cora\u00e7\u00e3o da nossa identidade, juntamente com a alegria da Encarna\u00e7\u00e3o, que celebraremos sempre em 2023, com o oitavo centen\u00e1rio do Natal de Greccio.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m para n\u00f3s a fraternidade \u00e9 o espa\u00e7o onde experimentar a vida nova segundo o evangelho e vivenciar aquela harmonia que s\u00f3 pode nascer de notas diversas e de uma multiplicidade de instrumentos musicais. Desta forma somos profecia de uma humanidade fiel ao des\u00edgnio original do Criador.<strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>A diminui\u00e7\u00e3o num\u00e9rica dos irm\u00e3os leigos<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Mas a harmonia da diversidade \u00e9 uma realidade que deve ser acolhida enquanto dom, como fruto da vida e da P\u00e1scoa de Jesus, a ser guardado e cultivado com cuidado. No momento hist\u00f3rico em que estamos vivendo, parece-nos que cuidar do dom da fraternidade significa tamb\u00e9m partilhar a nossa preocupa\u00e7\u00e3o pelo decl\u00ednio num\u00e9rico dos frades leigos na Ordem, cujo percentual em rela\u00e7\u00e3o aos frades cl\u00e9rigos \u00e9 maior<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>Se a diminui\u00e7\u00e3o geral na Ordem obriga-nos a refletir com sabedoria, como pediu-nos o Cap\u00edtulo Geral 2021, aquela dos frades leigos \u00e9 um sinal que deveria preocupar-nos. A nossa Fraternidade parece ter dificuldades para guardar essa diversidade de minist\u00e9rios que a caracteriza desde as suas origens. Francisco compreendeu a sua fraternidade como diversa, quase alternativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida mon\u00e1stica ou can\u00f4nica; hoje temos dificuldades para acolher a originalidade desta forma de vida. Corremos o risco, talvez, de transformar-nos em uma comunidade de ministros ordenados que se referem a uma <em>Regra<\/em>, considerada sobretudo como um instrumento para organizar dignamente a conviv\u00eancia comum, ao inv\u00e9s de ser uma provoca\u00e7\u00e3o cont\u00ednua para projetar formas sempre novas de vida fraterna segundo o evangelho? Naturalmente, constata-se que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 igual nas diferentes \u00e1reas em que a Ordem se faz presente; mas estamos convictos de que se trata de uma quest\u00e3o que vai ao cora\u00e7\u00e3o da nossa voca\u00e7\u00e3o e que, portanto, interpela todos os frades.<\/p>\n<p>Tudo isso constitui principalmente um apelo \u00e0 nossa proposta de forma\u00e7\u00e3o. Com efeito, o que nos une \u00e9 sermos todos irm\u00e3os, n\u00e3o em primeiro lugar sacerdotes. Faz-nos bem redescobrir sempre de novo e propor, da forma\u00e7\u00e3o permanente \u00e0quela inicial, que a primeira voca\u00e7\u00e3o de cada um de n\u00f3s \u00e9 aquela de ser frade menor. \u00c9 trilhando este caminho que tamb\u00e9m podemos apreciar novamente o grande dom que \u00e9 a realidade dos frades leigos, e apresent\u00e1-la com mais convic\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m na nossa proposta vocacional.<\/p>\n<p><strong><em>Alguma reflex\u00f5es<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Nessa situa\u00e7\u00e3o de diminui\u00e7\u00e3o, um sinal positivo veio do Papa Francisco que, com o seu j\u00e1 citado Rescrito, reconhece que a participa\u00e7\u00e3o de todos os freis na vida, na miss\u00e3o e no governo da fraternidade \u00e9 determinada pela partilha do mesmo carisma. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o apenas de \u201cdireitos\u201d e de poder, mas de carisma e identidade. A partir do dom deste Rescrito pontif\u00edcio, parece-nos oportuno tecer mais alguma reflex\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1)\u00a0 A vida consagrada no primeiro mil\u00eanio crist\u00e3o foi fundamentalmente de natureza laical. <\/strong>No curso da hist\u00f3ria, j\u00e1 desde os primeiros s\u00e9culos da era crist\u00e3, a vida consagrada nasce, com efeito, do desejo de viver o evangelho de modo mais radical, levando a uma escolha que oriente integralmente a exist\u00eancia dos homens e das mulheres que a essa se sentem chamados; homens e mulheres que s\u00e3o e permanecem leigos. N\u00e3o se trata evidentemente de olhar com nostalgia para um passado j\u00e1 muito remoto; com efeito, temos de considerar tamb\u00e9m que na Igreja surgiram comunidades religiosas de tipo clerical e que esta tend\u00eancia marcou tamb\u00e9m as Ordens mais antigas. A hist\u00f3ria \u00e9 complexa, mas n\u00e3o nos isenta de perguntar-nos agora se entre n\u00f3s o desejo totalizante de \u00abviver segundo a perfei\u00e7\u00e3o do santo evangelho \u00bb como irm\u00e3os seja ainda t\u00e3o vivo a ponto de orientar as nossas escolhas pessoais e fraternas para o futuro e, portanto, decisivo no que diz respeito a uma identidade clerical, que sempre corre o risco de absorver a voca\u00e7\u00e3o dos frades menores.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, vamos pensar bem nisso: S\u00e3o Francisco n\u00e3o era presb\u00edtero e \u00e9 justamente nele que encontramos uma raiz fundamental da nossa identidade. S\u00e3o Francisco, em rela\u00e7\u00e3o aos sistemas hier\u00e1rquicos e estratificados da sociedade e de algumas institui\u00e7\u00f5es no seio da Igreja e da vida religiosa do seu tempo, pensou nos &#8220;frades menores&#8221; como homens chamados a realizarem-se na pr\u00f3pria fam\u00edlia, por meio de um c\u00f3digo de comunh\u00e3o fraterna radicada e fundada na caridade e na minoridade. Este ideal implicava um desafio permanente para a m\u00e1xima familiaridade entre os irm\u00e3os, para a igualdade, teol\u00f3gica e juridicamente, no sinal do amor crist\u00e3o, do respeito, do servi\u00e7o e da obedi\u00eancia rec\u00edproca.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Eis porque sentimos muito pr\u00f3ximo o sopro que anima o Rescrito do Papa Francisco que, para n\u00f3s, \u00e9 de grande inspira\u00e7\u00e3o a fim de reavivar hoje a intui\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria da nossa voca\u00e7\u00e3o. \u00c0 luz de tudo isso, confessamos o temor de que, no mundo, n\u00e3o poucos candidatos \u00e0 nossa vida sejam atra\u00eddos mais pelo estado clerical do que pela vida dos frades menores. Ou que n\u00e3o saibam suficientemente a diferen\u00e7a entre esses. Al\u00e9m disso, nosso sistema de forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o inspira e apoia essa conscientiza\u00e7\u00e3o, bem como o perfil e a atividade da maioria das nossas fraternidades e modos de presen\u00e7a, muito marcados pelo minist\u00e9rio presbiteral. Isso poderia explicar at\u00e9 o fato de mais da metade dos frades cl\u00e9rigos que deixam a nossa Fraternidade ingressarem no clero diocesano, declarando, em termos inequ\u00edvocos, sentirem-se mais sacerdotes do que frades menores. \u00c9 urgente uma mudan\u00e7a de marcha.<\/p>\n<p>2) \u00a0\u00a0 <strong>A voca\u00e7\u00e3o leiga no seio de nossa fraternidade \u00e9 preciosa, sobretudo porque \u00e9 mem\u00f3ria viva da dimens\u00e3o sacerdotal inerente \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o batismal, que est\u00e1 na raiz da consagra\u00e7\u00e3o religiosa. <\/strong>Em virtude de seu batismo, todo aquele que cr\u00ea, \u00e9 chamado a participar do \u00fanico e perfeito sacrif\u00edcio de Cristo, n\u00e3o somente por meio da celebra\u00e7\u00e3o sacramental, mas em especial atrav\u00e9s do dom da pr\u00f3pria vida para o bem dos irm\u00e3os e das irm\u00e3s: este \u00e9 o verdadeiro culto segundo o Esp\u00edrito<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> que todo batizado, cl\u00e9rigo ou leigo deve oferecer a Deus. A rela\u00e7\u00e3o com Deus, assim compreendida, n\u00e3o se torna uma ocupa\u00e7\u00e3o entre outras que preenchem o meu dia, mas a orienta\u00e7\u00e3o de fundo que coloca ordem e unifica todas as outras atividades que sou chamado a cumprir, clericais ou laicais que sejam. \u00ab O dom que cada um recebeu, ponha-o a servi\u00e7o dos outros, como bons administradores da gra\u00e7a multiforme de Deus&#8230; a fim de que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo&#8230;\u00bb<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>3) A reflex\u00e3o sobre a presen\u00e7a dos irm\u00e3os leigos na nossa Ordem pode, enfim, tornar-se um convite a conscientizar-nos da <strong>responsabilidade que, como disc\u00edpulo de Francisco, temos para com toda a comunidade eclesial. <\/strong>Neste momento hist\u00f3rico t\u00e3o dif\u00edcil, marcado tamb\u00e9m na Igreja por turbul\u00eancias, inquieta\u00e7\u00f5es, resist\u00eancias e reivindica\u00e7\u00f5es, a chamada que une sem contraposi\u00e7\u00f5es cl\u00e9rigos e leigos no seio da nossa fraternidade pode tamb\u00e9m tornar-se um incentivo para sonhar com uma Igreja em que se realiza verdadeiramente a palavra de Cristo: <strong>\u00a0<\/strong>\u00ab N\u00e3o seja assim entre v\u00f3s, mas o maior seja como o menor, e quem manda, como quem serve \u00bb<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. S\u00e3o as palavras que inspiraram a Francisco o nome da sua fraternidade: <em>frades menores,<\/em> ou seja, pessoas que sentem o desejo de servir porque experimentaram que foi o Senhor quem primeiro se colocou a servi\u00e7o delas. Esta parece-nos uma chamada urgente que o nosso tempo dirige a n\u00f3s que trazemos esse nome: n\u00e3o dever\u00edamos ser testemunhas hoje de uma comunidade em que ningu\u00e9m se considera como \u00ab os reis das na\u00e7\u00f5es \u2026 e os que exercem o poder sobre essas\u00bb<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>? A Igreja necessita urgentemente do testemunho desinteresseiro de homens e mulheres que mostrem com a pr\u00f3pria vida que \u00e9 poss\u00edvel viver como irm\u00e3os e irm\u00e3s, n\u00e3o como concorrentes ou como advers\u00e1rios. S\u00f3 este testemunho pode cortar pela raiz toda forma de clericalismo (que provenha de cl\u00e9rigos ou de leigos), toda press\u00e3o social, pretens\u00e3o de dom\u00ednio ou de superioridade em rela\u00e7\u00e3o aos irm\u00e3os, qualquer vis\u00e3o m\u00edope que considere a diversidade de voca\u00e7\u00f5es como uma amea\u00e7a \u00e0 vida bem ordenada da organiza\u00e7\u00e3o eclesial.<\/p>\n<p><strong><em>Os Encontros dos frades leigos<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Como definit\u00f3rio geral, acreditamos que os encontros dos frades leigos a n\u00edvel de Confer\u00eancias e aquele a n\u00edvel internacional, em 2025, pedidos pelo Cap\u00edtulo Geral 2021, ser\u00e3o lugares e oportunidades preciosas para essa reflex\u00e3o, com a avalia\u00e7\u00e3o que faremos e a esperan\u00e7a de um reavivamento da nossa voca\u00e7\u00e3o integral. Em vista disso, convidamos a preparar e viver com convic\u00e7\u00e3o estes encontros.<\/p>\n<p>\u00c9 daqui que podemos acolher a oportunidade que o Papa Francisco nos oferece para chamar outros irm\u00e3os ao governo da Ordem: \u00e9 provoca\u00e7\u00e3o para repensar e mudar mentalidades arraigadamente estabelecidas e para abrir-nos ao futuro que o Esp\u00edrito j\u00e1 suscita entre n\u00f3s.<\/p>\n<p>Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s, a celebra\u00e7\u00e3o da Festa do Nosso Pai e Irm\u00e3o S\u00e3o Francisco ajude-nos a retornar ao cora\u00e7\u00e3o da nossa voca\u00e7\u00e3o, a viver a unidade em torno do n\u00facleo incandescente da chamada do Senhor.<\/p>\n<p>Ajude-nos a n\u00e3o deixar a chama do carisma extinguir-se sob o peso de desilus\u00f5es e cansa\u00e7os; reacenda, assim, o fogo da vida e da f\u00e9, os maiores dons que recebemos.<\/p>\n<p>Nesse esp\u00edrito, saudamos cada um e todos os irm\u00e3os que s\u00e3o peregrinos e forasteiros no mundo inteiro, desejando, com a b\u00ean\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco, que vivam com alegria o Evangelho, caminhando nas pegadas do Senhor Jesus, neste tempo dif\u00edcil e bendito, e permanecendo sempre a caminho com os homens e as mulheres de boa vontade de hoje.<\/p>\n<p>Uma fraterna sauda\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Roma, C\u00faria geral, 17 de setembro de 2022<\/p>\n<p><em>Festa da Impress\u00e3o das Chagas de Nosso Pai S\u00e3o Francisco<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-161224\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/assinaturas.jpg\" alt=\"\" width=\"890\" height=\"1004\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/assinaturas.jpg 890w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/assinaturas-399x450.jpg 399w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/assinaturas-768x866.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/assinaturas-150x169.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 890px) 100vw, 890px\" \/><\/p>\n<p>Prot. 111649<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Cf. https:\/\/press.vatican.va\/content\/salastampa\/it\/bollettino\/pubblico\/2022\/05\/18\/0371\/00782.html<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Cf. <em>A Nossa Voca\u00e7\u00e3o Entre Abandonos e Fidelidade<\/em>, Roma 2019, n. 3 .1-2, p. 11-14.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Cf. <em>A Identidade da Ordem Franciscana no Momento de sua Funda\u00e7\u00e3o<\/em>. Documento da Comiss\u00e3o Interfranciscana \u201cPara o Estudo da Ordem Franciscana como \u201cInstituto Misto\u201d, maio de 1999. Enchiridion OFM II, nn. 3281-3282.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Cf. Rm 12, 1.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> 1Pd 4, 10.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> \u00a0Lc 22, 26.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Cfr. Lc 22, 25.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Solenidade de S\u00e3o Francisco<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":161223,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[78],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v21.0 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Carta do Ministro e do Definit\u00f3rio Geral a toda a Ordem para a Solenidade de S\u00e3o Francisco - Quem Somos - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/quemsomos\/carta-do-ministro-e-do-definitorio-geral-a-toda-a-ordem-para-a-solenidade-de-sao-francisco\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Carta do Ministro e do Definit\u00f3rio Geral a toda a Ordem para a Solenidade de S\u00e3o Francisco - 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