{"id":89128,"date":"2015-06-18T08:21:18","date_gmt":"2015-06-18T11:21:18","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=89128"},"modified":"2020-06-10T14:44:55","modified_gmt":"2020-06-10T17:44:55","slug":"laudato-si-um-guia-para-a-primeira-leitura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/laudato-si-um-guia-para-a-primeira-leitura.html","title":{"rendered":"&#8220;Laudato Si'&#8221;: um &#8216;guia&#8217; para a primeira leitura da Enc\u00edclica"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/francisco-03-820.jpg\" alt=\"francisco-03-820\" width=\"820\" height=\"439\" \/><\/p>\n<p><strong>Cidade do Vaticano<\/strong> &#8211; Este texto oferece um instrumento de suporte para uma primeira leitura da\u00a0<a style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\" href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html\">Enc\u00edclica<\/a>, ajudando a compreender o seu desenrolar na totalidade e a identificar as linhas principais. As primeiras duas p\u00e1ginas apresentam a <em>Laudato si<\/em> na sua globalidade; depois, cada p\u00e1gina corresponde a um cap\u00edtulo, indica seu objetivo e reproduz alguns trechos significativos. Os n\u00fameros entre par\u00eantesis remetem aos par\u00e1grafos da Enc\u00edclica. As \u00faltimas duas p\u00e1ginas oferecem o \u00edndice completo.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/carta_18.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-89124\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/carta_18.jpg\" alt=\"carta_18\" width=\"416\" height=\"547\" \/><\/a>Um olhar por inteiro<\/strong><\/p>\n<p>\u00abQue tipo de mundo queremos deixar a quem vai nos suceder, \u00e0s crian\u00e7as que est\u00e3o crescendo?\u00bb\u00a0 (160).\u00a0 Esta interroga\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00e2mago da <em>\u2018Laudato\u00a0 si\u2019<\/em>,\u00a0 a esperada\u00a0 Enc\u00edclica do Papa\u00a0 Francisco sobre o cuidado da casa comum.\u00a0 Que prossegue: \u00abEsta pergunta n\u00e3o toca apenas o meio ambiente de maneira isolada, porque n\u00e3o se pode p\u00f4r a quest\u00e3o de forma fragment\u00e1ria\u00bb, e isso conduz a interrogar-se sobre o sentido da exist\u00eancia e sobre os valores que est\u00e3o na base da vida social: \u00ab Para que viemos a esta vida? Para que trabalhamos e lutamos? Que necessidade tem de n\u00f3s esta terra?\u00bb: \u00ab Se n\u00e3o pulsa nelas esta pergunta de fundo,\u2013\u00a0 diz o Pont\u00edfice\u00a0 \u2013\u00a0 n\u00e3o creio que as nossas\u00a0 \u00a0preocupa\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas possam surtir efeitos importantes\u00bb.<\/p>\n<p>O nome da Enc\u00edclica foi inspirado na invoca\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco\u00a0 \u00abLouvado sejas, meu Senhor\u00bb,\u00a0 que no <em>C\u00e2ntico das Criaturas<\/em> recorda que a terra, a nossa casa comum, \u00ab se pode comparar ora a uma irm\u00e3, com quem partilhamos a exist\u00eancia, ora a uma boa m\u00e3e, que nos acolhe nos seus bra\u00e7os\u00bb (1). N\u00f3s mesmos \u00absomos terra (cfr Gen 2,7). O nosso corpo \u00e9 constitu\u00eddo pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar e a sua \u00e1gua vivifica-nos e restaura-nos\u00bb (2).<\/p>\n<p>Agora, esta terra maltratada e saqueada se lamenta e os seus gemidos se unem aos de todos os abandonados do mundo. O Papa Francisco convida a ouvi-los, exortando todos e cada um \u2013 indiv\u00edduos, fam\u00edlias, coletividades locais, na\u00e7\u00f5es e comunidade internacional \u2013 a uma \u00abconvers\u00e3o ecol\u00f3gica\u00bb, segundo a express\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, isto \u00e9, a \u00abmudar de rumo\u00bb, assumindo a beleza e a responsabilidade de um compromisso para o \u00abcuidado da casa comum\u00bb. Ao mesmo tempo, o Papa Francisco reconhece que se nota \u00ab uma crescente sensibilidade relativamente ao meio ambiente e ao cuidado da natureza, e cresce uma sincera e sentida preocupa\u00e7\u00e3o pelo que est\u00e1 acontecendo ao nosso planeta. \u00bb (19),\u00a0 legitimando\u00a0 um olhar de esperan\u00e7a que\u00a0 permeia toda a Enc\u00edclica e envia a todos uma mensagem clara e repleta de esperan\u00e7a: \u00abA humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na constru\u00e7\u00e3o da nossa casa comum.\u00bb (13); \u00abo ser humano ainda \u00e9 capaz de intervir de forma positiva \u00bb (58); \u00abnem tudo est\u00e1 perdido, porque os seres humanos, capazes de tocar o fundo da degrada\u00e7\u00e3o, podem tamb\u00e9m superar-se, voltar a escolher o bem e regenerar-se \u00bb (205).<\/p>\n<p>O Papa\u00a0 Francisco\u00a0 se dirige certamente aos fi\u00e9is cat\u00f3licos, retomando as palavras de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II:\u00a0 \u00ab os crist\u00e3os, em particular, advertem que a sua tarefa no seio da cria\u00e7\u00e3o e os seus deveres em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza e ao Criador fazem parte da sua f\u00e9 \u00bb (64), mas se prop\u00f5e \u00ab especialmente entrar em di\u00e1logo com todos acerca da nossa casa comum\u00bb\u00a0 (3):\u00a0 o\u00a0 di\u00e1logo\u00a0 percorre\u00a0 todo o texto,\u00a0 e\u00a0 no\u00a0 cap.\u00a0 5\u00a0 se torna o instrumento para enfrentar e resolver os problemas. Desde o in\u00edcio, o Papa\u00a0 Francisco\u00a0 recorda que tamb\u00e9m \u00aboutras Igrejas e Comunidades crist\u00e3s \u2013 bem como noutras religi\u00f5es \u2013 se tem desenvolvido uma profunda preocupa\u00e7\u00e3o e uma reflex\u00e3o valiosa\u00bb sobre o tema da ecologia (7). Ou melhor, assume explicitamente sua contribui\u00e7\u00e3o a partir do que foi dito pelo \u00abamado Patriarca Ecum\u00e9nico Bartolomeu\u00bb (7), amplamente citado nos n\u00bas 8\u20109. Em v\u00e1rios trechos, o Pont\u00edfice agradece aos protagonistas deste esfor\u00e7o\u00a0 \u2013\u00a0 sejam indiv\u00edduos, seja associa\u00e7\u00f5es ou institui\u00e7\u00f5es \u2013, reconhecendo que \u00aba reflex\u00e3o de in\u00fameros cientistas, fil\u00f3sofos, te\u00f3logos e organiza\u00e7\u00f5es sociais que enriqueceram o pensamento da Igreja sobre estas quest\u00f5es\u00bb\u00a0 (7)\u00a0 e\u00a0 convida todos a reconhecer \u00aba riqueza que as religi\u00f5es possam oferecer para uma ecologia integral e o pleno desenvolvimento do g\u00e9nero humano\u00bb (62).<\/p>\n<p>O itiner\u00e1rio\u00a0 da Enc\u00edclica \u00e9 tra\u00e7ado no n\u00ba. 15\u00a0 e\u00a0 se desenvolve em seis cap\u00edtulos. Passa-se de uma an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o a partir das melhores aquisi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas hoje dispon\u00edveis (cap. 1), ao confronto com a B\u00edblia e a tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 (cap. 2), identificando a raiz dos problemas (cap. 3) na tecnocracia e num excessivo fechamento autorreferencial do ser humano. A proposta da Enc\u00edclica (cap. 4) \u00e9 a de uma \u00abecologia integral,\u00a0 que\u00a0 inclua\u00a0 claramente\u00a0 as dimens\u00f5es humanas e sociais\u00bb\u00a0 (137), indissoluvelmente ligadas com a quest\u00e3o ambiental. Nesta perspectiva, o Papa Francisco prop\u00f5e (cap. 5) empreender em todos os n\u00edveis da vida social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica um di\u00e1logo honesto, que estruture processos de decis\u00e3o transparentes, e recorda (cap. 6) que nenhum projeto pode ser eficaz se n\u00e3o for animado por uma consci\u00eancia formada e respons\u00e1vel, sugerindo ideias para crescer nesta dire\u00e7\u00e3o em n\u00edvel educativo, espiritual, eclesial, pol\u00edtico e teol\u00f3gico. O texto se conclui com duas ora\u00e7\u00f5es, uma oferecida \u00e0 partilha com todos os que acreditam num \u00abDeus Criador Omnipotente\u00bb (246), e outra proposta aos que professam a f\u00e9 em Jesus Cristo, ritmada pelo refr\u00e3o \u00abLaudato si\u2019\u00bb, com o qual a Enc\u00edclica se abre e se conclui.<\/p>\n<p>O texto \u00e9 atravessado por alguns eixos tem\u00e1ticos, analisados por uma variedade de perspectivas diferentes, que lhe conferem uma forte\u00a0 unidade:\u00a0 \u00aba rela\u00e7\u00e3o \u00edntima entre os pobres e a fragilidade do planeta, a convic\u00e7\u00e3o de que tudo est\u00e1 estreitamente interligado no mundo, a cr\u00edtica do novo paradigma e das formas de poder que derivam da tecnologia, o convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor pr\u00f3prio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a necessidade de debates sinceros e honestos, a grave responsabilidade da pol\u00edtica internacional e local, a cultura do descarte e a proposta dum novo estilo de vida \u00bb (16).<\/p>\n<p><strong>Primeiro Cap\u00edtulo \u2013 O que est\u00e1 a acontecer \u00e0 nossa casa<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">O cap\u00edtulo apresenta as mais recentes aquisi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas em mat\u00e9ria ambiental como modo de ouvir o grito da cria\u00e7\u00e3o, \u00ab transformar em sofrimento pessoal aquilo que acontece ao mundo e, assim, reconhecer a contribui\u00e7\u00e3o que cada um lhe pode dar \u00bb (19). Enfrentam-se assim \u00abv\u00e1rios aspectos da atual crise ecol\u00f3gica\u00bb (15).<\/span><\/p>\n<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas:\u00a0 \u00ab As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o\u00a0 um\u00a0 problema\u00a0 global com graves implica\u00e7\u00f5es ambientais, sociais, econ\u00f3micas, distributivas e pol\u00edticas, constituindo atualmente um dos principais desafios para a humanidade\u00bb (25). Se \u00ab o clima \u00e9 um bem comum, um bem de todos e para todos \u00bb (23), o impacto mais pesado da sua altera\u00e7\u00e3o recai sobre os mais pobres, mas muitos \u00abdaqueles que det\u00eam mais recursos e poder econ\u00f3mico ou pol\u00edtico parecem concentrar-se sobretudo em mascarar os problemas ou ocultar os seus sintomas \u00bb (26): \u00aba falta de rea\u00e7\u00f5es diante destes dramas dos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s \u00e9 um sinal da perda do sentido de responsabilidade pelos nossos semelhantes, sobre o qual se funda toda a sociedade civil \u00bb (25).<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da \u00e1gua: O Pont\u00edfice afirma claramente que \u00ab o acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel e segura \u00e9 um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobreviv\u00eancia das pessoas e, portanto, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para o exerc\u00edcio dos outros direitos humanos \u00bb.\u00a0 Privar os pobres do acesso \u00e0 \u00e1gua significa \u00ab negar-lhes o direito \u00e0 vida radicado na sua dignidade inalien\u00e1vel \u00bb (30).<\/p>\n<p>A\u00a0 preserva\u00e7\u00e3o da\u00a0 biodiversidade:\u00a0 \u00ab Anualmente, desaparecem milhares de esp\u00e9cies vegetais e animais que j\u00e1 n\u00e3o poderemos conhecer mais, que os nossos filhos n\u00e3o poder\u00e3o ver, perdidas para sempre\u00bb\u00a0 (33).\u00a0 N\u00e3o s\u00e3o somente eventuais \u201crecursos\u201d\u00a0 explor\u00e1veis,\u00a0 mas t\u00eam um valor em si mesmos. Nesta perspectiva, \u00ab s\u00e3o louv\u00e1veis e, \u00e0s vezes, admir\u00e1veis os esfor\u00e7os de cientistas e t\u00e9cnicos que procuram dar solu\u00e7\u00e3o aos problemas criados pelo ser humano \u00bb,\u00a0 mas a interven\u00e7\u00e3o humana, quando se coloca a servi\u00e7o da finan\u00e7a e do consumismo,\u00a0 \u00ab faz com que esta terra onde vivemos se torne realmente menos rica e bela, cada vez mais limitada e cinzenta \u00bb (34).<\/p>\n<p>A d\u00edvida ecol\u00f3gica: no \u00e2mbito de uma \u00e9tica das rela\u00e7\u00f5es internacionais, a Enc\u00edclica indica que existe \u00abuma verdadeira \u201cd\u00edvida ecol\u00f3gica\u201d\u00bb\u00a0 (51),\u00a0 sobretudo do Norte em rela\u00e7\u00e3o ao Sul do mundo. Diante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, existem \u00abresponsabilidades diversificadas\u00bb (52), e as dos pa\u00edses desenvolvidos s\u00e3o maiores.<\/p>\n<p>Consciente das profundas diverg\u00eancias quanto a essas problem\u00e1ticas, o Papa Francisco se \u00a0mostra\u00a0 profundamente\u00a0 impressionado com a\u00a0 \u00abfraqueza das rea\u00e7\u00f5es\u00bb\u00a0 diante dos dramas de tantas pessoas e popula\u00e7\u00f5es. Embora n\u00e3o faltem exemplos positivos (58),\u00a0 sinaliza\u00a0 \u00abum certo\u00a0 torpor\u00a0 e\u00a0 uma alegre irresponsabilidade \u00bb (59). Faltam uma cultura adequada (53) e a disponibilidade em mudar estilos de vida, produ\u00e7\u00e3o e consumo (59), enquanto \u00e9 urgente \u00abcriar um sistema normativo [&#8230;] que inclua limites inviol\u00e1veis e assegure a prote\u00e7\u00e3o dos ecossistemas \u00bb (53).<\/p>\n<p><strong>Segundo cap\u00edtulo \u2013 O Evangelho da cria\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Para enfrentar as problem\u00e1ticas ilustradas no cap\u00edtulo precedente, o Papa Francisco rel\u00ea as narra\u00e7\u00f5es da B\u00edblia, oferece uma vis\u00e3o global oriunda da tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 e articula a \u00abtremenda responsabilidade\u00bb\u00a0 (90)\u00a0 do ser humano\u00a0 diante da cria\u00e7\u00e3o, o elo \u00edntimo entre todas as criaturas e o fato de que \u00abo meio ambiente \u00e9 um bem coletivo, patrim\u00f3nio de toda a humanidade e responsabilidade de todos\u00bb (95).<\/span><\/p>\n<p>Na B\u00edblia, \u00abo Deus que liberta e salva \u00e9 o mesmo que criou o universo. [&#8230;] n\u2019Ele se conjugam o carinho e a for\u00e7a \u00bb\u00a0 (73).\u00a0 A narra\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 central para refletir sobre a rela\u00e7\u00e3o entre o ser humano e as outras criaturas e sobre como o pecado rompe o equil\u00edbrio de toda a cria\u00e7\u00e3o no seu conjunto: \u00abEssas narra\u00e7\u00f5es sugerem que a exist\u00eancia humana se baseia sobre tr\u00eas rela\u00e7\u00f5es fundamentais intimamente ligadas:\u00a0 as rela\u00e7\u00f5es com Deus, com o pr\u00f3ximo e com a terra. Segundo a B\u00edblia, essas tr\u00eas rela\u00e7\u00f5es vitais romperam-se n\u00e3o s\u00f3 exteriormente, mas tamb\u00e9m dentro de n\u00f3s. Esta ruptura \u00e9 o pecado\u00bb (66).<\/p>\n<p>Por isso, mesmo que n\u00f3s \u00ab crist\u00e3os, algumas vezes interpret\u00e1mos de forma incorreta as Escrituras, hoje devemos decididamente rejeitar que, do facto de ser criados \u00e0 imagem de Deus e do mandato de dominar a terra, se deduza um dom\u00ednio absoluto sobre as outras criaturas\u00bb (67). Ao ser humano cabe a responsabilidade de \u00ab\u201ccultivar e guardar\u201d\u00a0 o jardim do mundo (cf.\u00a0 Gen\u00a0 2,15)\u00bb\u00a0 (67),\u00a0 sabendo que \u00abo fim \u00faltimo das restantes criaturas n\u00e3o somos n\u00f3s. Mas todas avan\u00e7am, juntamente conosco e atrav\u00e9s de n\u00f3s, para a meta comum, que \u00e9 Deus \u00bb (83).<\/p>\n<p>Que o ser humano n\u00e3o seja o dono do universo, \u00abn\u00e3o significa igualar todos os seres vivos e tirar ao ser humano aquele seu valor peculiar \u00bb que o caracteriza; \u00ab tamb\u00e9m n\u00e3o requer uma diviniza\u00e7\u00e3o da terra, que nos privaria da nossa voca\u00e7\u00e3o de colaborar com ela e proteger a sua fragilidade \u00bb\u00a0 (90).\u00a0 Nesta perspectiva, \u00ab todo o encarni\u00e7amento contra qualquer criatura \u00ab\u00e9 contr\u00e1rio \u00e0 dignidade humana\u00bb \u00bb\u00a0 (92),\u00a0 mas \u00ab n\u00e3o pode ser aut\u00eantico um sentimento de uni\u00e3o \u00edntima com os outros seres da natureza, se ao mesmo tempo n\u00e3o houver no cora\u00e7\u00e3o ternura, compaix\u00e3o e preocupa\u00e7\u00e3o pelos seres humanos \u00bb\u00a0 (91).\u00a0 Necessita-se da consci\u00eancia de uma comunh\u00e3o universal: \u00ab criados pelo mesmo Pai, estamos unidos por la\u00e7os invis\u00edveis e formamos uma esp\u00e9cie de fam\u00edlia universal, [\u2026]que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde \u00bb (89).<\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o da revela\u00e7\u00e3o crist\u00e3 conclui o Cap\u00edtulo:\u00a0 \u00abJesus\u00a0 terreno\u00bb\u00a0 com a\u00a0 \u00absua\u00a0 rela\u00e7\u00e3o\u00a0 t\u00e3o concreta\u00a0 e\u00a0 amorosa com o mundo\u00bb\u00a0 \u00abressuscitado e glorioso\u00bb, est\u00e1 \u00abpresente em toda a cria\u00e7\u00e3o com o seu dom\u00ednio universal \u00bb (100).<\/p>\n<p><strong>Terceiro cap\u00edtulo \u2013 A raiz humana da crise ecol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Este cap\u00edtulo apresenta uma an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o atual, \u00abde modo a individuar n\u00e3o apenas os seus sintomas, mas tamb\u00e9m as causas mais profundas\u00bb (15), em um di\u00e1logo com a filosofia e as ci\u00eancias humanas.<\/span><\/p>\n<p>Um primeiro fulcro do cap\u00edtulo s\u00e3o as reflex\u00f5es sobre a tecnologia: \u00e9 reconhecida, com gratid\u00e3o, a sua contribui\u00e7\u00e3o para o melhoramento das condi\u00e7\u00f5es de vida (102-103); todavia ela oferece \u00ab\u00e0queles que det\u00eam o conhecimento e, sobretudo, o poder econ\u00f3mico para o desfrutar, um dom\u00ednio impressionante sobre o conjunto do g\u00e9nero humano e do mundo inteiro\u00bb (104). S\u00e3o precisamente as l\u00f3gicas de dom\u00ednio tecnocr\u00e1tico que levam a destruir a natureza e explorar as pessoas e as popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis. \u00abO paradigma tecnocr\u00e1tico tende a exercer o seu dom\u00ednio tamb\u00e9m sobre a economia e a pol\u00edtica\u00bb (109), impedindo reconhecer que \u00abo mercado, por si mesmo[&#8230;] n\u00e3o garante o desenvolvimento humano integral nem a inclus\u00e3o social\u00bb (109).<\/p>\n<p>Na raiz se diagnostica na \u00e9poca moderna um excesso de antropocentrismo (116): o ser humano n\u00e3o reconhece mais sua correta posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao mundo e assume uma posi\u00e7\u00e3o autorreferencial, centrada exclusivamente em si mesmo e no pr\u00f3prio poder. Deriva ent\u00e3o uma l\u00f3gica do \u00abdescart\u00e1vel\u00bb que justifica todo tipo de descarte, ambiental ou humano que seja, que trata o outro e a natureza como um simples objeto e conduz a uma mir\u00edade de formas de domina\u00e7\u00e3o. \u00c9 a l\u00f3gica que leva a explorar as crian\u00e7as, a abandonar os idosos, a reduzir os outros \u00e0 escravid\u00e3o, a superestimar a capacidade do mercado de se autorregular, a praticar o tr\u00e1fico de seres humanos, o com\u00e9rcio de peles de animais em risco de extin\u00e7\u00e3o e de \u201cdiamantes ensanguentados\u201d. \u00c9 a mesma l\u00f3gica de muitas m\u00e1fias, dos traficantes de \u00f3rg\u00e3os, do tr\u00e1fico de drogas e do descarte de crian\u00e7as porque n\u00e3o correspondem ao desejo de seus pais. (123)<\/p>\n<p>Nesta luz, a enc\u00edclica aborda duas quest\u00f5es cruciais para o mundo de hoje. Antes de tudo, o trabalho: \u00abEm qualquer abordagem de ecologia integral que n\u00e3o exclua o ser humano, \u00e9 indispens\u00e1vel incluir o valor do trabalho\u00bb (124), bem como \u00abrenunciar a investir nas pessoas para se obter maior receita imediata \u00e9 um p\u00e9ssimo neg\u00f3cio para a sociedade\u00bb (128).<\/p>\n<p>A segunda diz respeito aos limites do progresso cient\u00edfico, com clara refer\u00eancia aos OGM (132-136), que s\u00e3o \u00abuma quest\u00e3o de car\u00e1cter complexo\u00bb (135). Embora \u00abnalgumas regi\u00f5es, a sua utiliza\u00e7\u00e3o ter produzido um crescimento econ\u00f3mico que contribuiu para resolver determinados problemas, h\u00e1 dificuldades importantes que n\u00e3o devem ser minimizadas\u00bb (134), a partir da \u00abconcentra\u00e7\u00e3o de terras produtivas nas m\u00e3os de poucos\u00bb (134). O Papa Francisco pensa em particular nos pequenos produtores e trabalhadores rurais, na biodiversidade, na rede de ecossistemas. \u00c9, portanto, preciso assegurar \u00abum debate cient\u00edfico e social que seja respons\u00e1vel e amplo, capaz de considerar toda a informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel e chamar as coisas pelo seu nome\u00bb a partir de \u00ablinhas de pesquisa aut\u00f3nomas e interdisciplinares que possam trazer nova luz\u00bb (135).<\/p>\n<p><strong>Quarto\u00a0cap\u00edtulo\u00a0\u2013\u00a0Uma ecologia\u00a0integral\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">O cora\u00e7\u00e3o da proposta da Enc\u00edclica \u00e9 a ecologia integral como novo paradigma de justi\u00e7a; uma ecologia \u00abque integre o lugar espec\u00edfico que o ser humano ocupa neste mundo e as suas rela\u00e7\u00f5es com a realidade que o circunda\u00bb (15). De fato, \u00abisto impede-nos de considerar a natureza como algo separado de n\u00f3s ou como uma mera moldura da nossa vida\u00bb (139). Isto vale, por mais que vivemos em diferentes campos: na economia e na pol\u00edtica, nas diversas culturas, em particular modo nas mais amea\u00e7adas, e at\u00e9 mesmo em cada momento da nossa vida cotidiana.<\/span><\/p>\n<p>A perspectiva integral p\u00f5e em jogo tamb\u00e9m uma ecologia das institui\u00e7\u00f5es: \u00ab Se tudo est\u00e1 relacionado, tamb\u00e9m o estado de sa\u00fade das institui\u00e7\u00f5es de uma sociedade tem consequ\u00eancias no ambiente e na qualidade de vida humana: \u201ctoda a les\u00e3o da solidariedade e da amizade c\u00edvica provoca danos ambientais\u201d \u00bb (142). Com muitos exemplos concretos, o Papa Francisco reafirma o seu pensamento: h\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o entre quest\u00f5es ambientais e quest\u00f5es sociais e humanas que nunca pode ser rompida. Assim, \u00ab a an\u00e1lise dos problemas ambientais \u00e9 insepar\u00e1vel da an\u00e1lise dos contextos humanos, familiares, laborais, urbanos, e da rela\u00e7\u00e3o de cada pessoa consigo mesma \u00bb (141), enquanto \u00abN\u00e3o h\u00e1 duas crises separadas, uma ambiental e outra social, mas uma \u00fanica e complexa crise s\u00f3cio-ambiental\u00bb (139).<\/p>\n<p>Esta ecologia integral \u00ab\u00e9 insepar\u00e1vel da no\u00e7\u00e3o de bem comum\u00bb (156), a ser entendida, no entanto, de modo concreto: no contexto de hoje, no qual \u00abh\u00e1 tantas desigualdades e s\u00e3o cada vez mais numerosas as pessoas descartadas, privadas dos direitos humanos fundamentais\u00bb comprometer-se pelo bem comum significa fazer escolhas solid\u00e1rias com base em \u00abuma op\u00e7\u00e3o preferencial pelos mais pobres\u00bb (158). Esta \u00e9 tamb\u00e9m a melhor maneira para deixar um mundo sustent\u00e1vel \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras, n\u00e3o com proclamas, mas atrav\u00e9s de um compromisso de cuidado dos pobres de hoje, como j\u00e1 havia sublinhado Bento XVI: \u00abpara al\u00e9m da leal solidariedade entre as gera\u00e7\u00f5es, h\u00e1 que reafirmar a urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade entre os indiv\u00edduos da mesma gera\u00e7\u00e3o\u00bb (162).<\/p>\n<p>A ecologia integral envolve tamb\u00e9m a vida di\u00e1ria, para a qual a Enc\u00edclica reserva uma aten\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em particular em ambiente urbano. O ser humano tem uma grande capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e \u00abadmir\u00e1vel \u00e9 a criatividade e generosidade de pessoas e grupos que s\u00e3o capazes de dar a volta \u00e0s limita\u00e7\u00f5es do ambiente, [&#8230;] aprendendo a orientar a sua exist\u00eancia no meio da desordem e precariedade\u00bb (148). No entanto, um desenvolvimento aut\u00eantico pressup\u00f5e um melhoramento integral na qualidade da vida humana: espa\u00e7os p\u00fablicos, moradias, transportes, etc. (150-154).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00abo nosso corpo nos coloca em uma rela\u00e7\u00e3o direta com o meio ambiente e com os outros seres vivos. A aceita\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio corpo como dom de Deus \u00e9 necess\u00e1ria para acolher e aceitar o mundo inteiro como dom do Pai e casa comum; pelo contr\u00e1rio, uma l\u00f3gica de dom\u00ednio sobre o pr\u00f3prio corpo transforma-se numa l\u00f3gica, por vezes subtil, de dom\u00ednio sobre a cria\u00e7\u00e3o\u00bb (155).<\/p>\n<p><strong>Quinto\u00a0cap\u00edtulo\u00a0\u2013\u00a0Algumas linhas de orienta\u00e7\u00e3o\u00a0e\u00a0a\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Este cap\u00edtulo aborda a pergunta sobre o que podemos e devemos fazer. As an\u00e1lises n\u00e3o podem ser suficientes: s\u00e3o necess\u00e1rias propostas \u00abde di\u00e1logo e de a\u00e7\u00e3o que envolvam seja cada um de n\u00f3s seja a pol\u00edtica internacional\u00bb (15), e \u00ab que nos ajudem a sair da espiral de autodestrui\u00e7\u00e3o onde estamos a afundar\u00bb (163). Para o Papa Francisco \u00e9 imprescind\u00edvel que a constru\u00e7\u00e3o de caminhos concretos n\u00e3o seja enfrentada de modo ideol\u00f3gico, superficial ou reducionista. Por isso, \u00e9 indispens\u00e1vel o di\u00e1logo, termo presente no t\u00edtulo de cada se\u00e7\u00e3o deste cap\u00edtulo: \u00abH\u00e1 discuss\u00f5es sobre quest\u00f5es relativas ao meio ambiente, onde \u00e9 dif\u00edcil chegar a um consenso. [&#8230;] a Igreja n\u00e3o pretende definir as quest\u00f5es cient\u00edficas, nem substituir-se \u00e0 pol\u00edtica, mas [eu] convido a um debate honesto e transparente para que as necessidades particulares ou as ideologias n\u00e3o lesem o bem comum\u00bb (188).<\/span><\/p>\n<p>Com esta base o Papa Francisco n\u00e3o tem medo de fazer um julgamento severo sobre as din\u00e2micas internacionais recentes: \u00abas cimeiras mundiais sobre o meio ambiente dos \u00faltimos anos n\u00e3o corresponderam \u00e0s expectativas, porque n\u00e3o alcan\u00e7aram, por falta de decis\u00e3o pol\u00edtica, acordos ambientais globais realmente significativos e eficazes\u00bb (166). E se pergunta: \u00abPara que se quer preservar hoje um poder que ser\u00e1 recordado pela sua incapacidade de intervir quando era urgente e necess\u00e1rio faz\u00ea-lo?\u00bb (57). Servem, \u200b\u200bem vez disso, como os Pont\u00edfices repetiram v\u00e1rias vezes, a partir da <em>Pacem in Terris<\/em>, formas e instrumentos eficazes de governan\u00e7a global (175): \u00abprecisamos de um acordo sobre os regimes de governan\u00e7a para toda a gama dos chamados bens comuns globais\u00bb (174), j\u00e1 que \u00ab\u201da prote\u00e7\u00e3o ambiental n\u00e3o pode ser assegurada apenas com base no c\u00e1lculo financeiro de custos e benef\u00edcios. O ambiente \u00e9 um dos bens que os mecanismos de mercado n\u00e3o est\u00e3o aptos a defender ou a promover adequadamente\u201d\u00bb (190), que retoma as palavras do Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja).<\/p>\n<p>Sempre neste cap\u00edtulo, o Papa Francisco insiste sobre o desenvolvimento de processos de decis\u00e3o honestos e transparentes, para poder \u00abdiscernir\u00bb quais pol\u00edticas e iniciativas empresariais poder\u00e3o levar \u00aba um desenvolvimento verdadeiramente integral\u00bb (185). Em particular, o estudo do impacto ambiental de um novo projeto \u00abrequer processos pol\u00edticos transparentes e sujeitos a di\u00e1logo, enquanto a corrup\u00e7\u00e3o, que esconde o verdadeiro impacto ambiental dum projeto em troca de favores, frequentemente leva a acordos amb\u00edguos que fogem ao dever de informar e a um debate profundo\u00bb (182).<\/p>\n<p>Particularmente significativo \u00e9 o apelo dirigido \u00e0queles que det\u00eam cargos pol\u00edticos, para que se distanciem da l\u00f3gica \u00abeficientista e imediatista\u00bb (181) hoje dominante: \u00abse ele tiver a coragem de o fazer, poder\u00e1 novamente reconhecer a dignidade que Deus lhe deu como pessoa e deixar\u00e1, depois da sua passagem por esta hist\u00f3ria, um testemunho de generosa responsabilidade\u00bb (181).<\/p>\n<p><strong>Sexto cap\u00edtulo &#8211; Educa\u00e7\u00e3o e espiritualidade ecol\u00f3gicas<\/strong><\/p>\n<p>O \u00faltimo cap\u00edtulo vai ao cerne da convers\u00e3o ecol\u00f3gica \u00e0 qual a Enc\u00edclica convida. As ra\u00edzes da crise cultural agem em profundidade e n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil reformular h\u00e1bitos e comportamentos. A educa\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o continuam sendo desafios centrais: \u00abtoda mudan\u00e7a tem necessidade de motiva\u00e7\u00f5es e dum caminho educativo\u00bb (15); est\u00e3o envolvidos todos os ambientes educacionais, por primeiro \u00ab a escola, a fam\u00edlia, os meios de comunica\u00e7\u00e3o, a catequese\u00bb (213).<\/p>\n<p>O in\u00edcio \u00e9 apostar \u00abem uma mudan\u00e7a nos estilos de vida\u00bb (203-208), que tamb\u00e9m abre \u00e0 possibilidade de \u201cexercer uma press\u00e3o salutar sobre quantos det\u00eam o poder pol\u00edtico, econ\u00f3mico e social\u00bb (206). Isso \u00e9 o que acontece quando as escolhas dos consumidores conseguem \u00aba mudan\u00e7a do comportamento das empresas, for\u00e7ando-as a reconsiderar o impacto ambiental e os modelos de produ\u00e7\u00e3o\u00bb (206).<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode subestimar a import\u00e2ncia de percursos de educa\u00e7\u00e3o ambiental capazes de incidir sobre gestos e h\u00e1bitos cotidianos, da redu\u00e7\u00e3o do consumo de \u00e1gua, \u00e0 diferencia\u00e7\u00e3o do lixo at\u00e9 \u00abapagar as luzes desnecess\u00e1rias\u00bb (211): \u00abUma ecologia integral \u00e9 feita tamb\u00e9m de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a l\u00f3gica da viol\u00eancia, da explora\u00e7\u00e3o, do ego\u00edsmo\u00bb (230). Tudo isto ser\u00e1 mais f\u00e1cil a partir de um olhar contemplativo que vem da f\u00e9: \u00abO crente contempla o mundo, n\u00e3o como algu\u00e9m que est\u00e1 fora dele, mas dentro, reconhecendo os la\u00e7os com que o Pai nos uniu a todos os seres. Al\u00e9m disso a convers\u00e3o ecol\u00f3gica, fazendo crescer as peculiares capacidades que Deus deu a cada crente, leva-o a desenvolver a sua criatividade e entusiasmo\u00bb (220).<\/p>\n<p>Retorna \u00e0 linha proposta na <em>Evangelii Gaudium<\/em>: \u00ab A sobriedade, vivida livre e conscientemente, \u00e9 libertadora\u00bb (223), bem como \u00abA felicidade exige saber limitar algumas necessidades que nos entorpecem, permanecendo assim dispon\u00edveis para as muitas possibilidades que a vida oferece\u00bb (223); desta forma torna-se poss\u00edvel \u00ab voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo, que vale a pena ser bons e honestos\u00bb (229).<\/p>\n<p>Os santos acompanham-nos neste caminho. S\u00e3o Francisco, muitas vezes mencionado, \u00e9 \u00abo exemplo por excel\u00eancia do cuidado pelo que \u00e9 fr\u00e1gil e por uma ecologia integral, vivida com alegria\u00bb (10), modelo de como \u00abs\u00e3o insepar\u00e1veis a preocupa\u00e7\u00e3o pela natureza, a justi\u00e7a para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior (10). Mas a enc\u00edclica recorda tamb\u00e9m S\u00e3o Bento, Santa Teresa de Lisieux e o Beato Charles de Foucauld.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a <em>Laudato si<\/em>, o exame de consci\u00eancia, o instrumento que a Igreja sempre recomendou para orientar a pr\u00f3pria vida \u00e0 luz da rela\u00e7\u00e3o com o Senhor, dever\u00e1 incluir uma nova dimens\u00e3o, considerando n\u00e3o apenas como se vive a comunh\u00e3o com Deus, com os outros, consigo mesmo, mas tamb\u00e9m com todas as criaturas e a natureza.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00cdNDICE<\/strong><\/p>\n<p>L AUDATO SI\u2019, mi\u2019 Signore [1-2] . . . . . . 3<br \/>\nNada deste mundo nos \u00e9 indiferente [3-6] . . . . 4<br \/>\nUnidos por uma preocupa\u00e7\u00e3o comum [7-9] . . . . 7<br \/>\nS\u00e3o Francisco de Assis [10-12] . . . . . . . 10<br \/>\nO meu apelo [13-16] . . . . . . . . . . . 12<br \/>\nCAP\u00cdTULO I<br \/>\nO QUE EST\u00c1 A ACONTECER \u00c0 NOSSA CASA<br \/>\n1. POLUI\u00c7\u00c3O E MUDAN\u00c7AS CLIM\u00c1TICAS . . 18<br \/>\nPolui\u00e7\u00e3o, res\u00edduos e cultura do descarte<br \/>\n[20-22] . . . . . . . . . . . . 18<br \/>\nO clima como bem comum [23-26] . . . . 20<br \/>\n2. A QUEST\u00c3O DA \u00c1GUA [27-31] . . . . . 24<br \/>\n3. PERDA DE BIODIVERSIDADE [32-42]. . . 27<br \/>\n4. DETERIORA\u00c7\u00c3O DA QUALIDADE DE VIDA<br \/>\nHUMANA E DEGRADA\u00c7\u00c3O SO CIAL [43-47] 34<br \/>\n5. DESIGUALDADE PLANET\u00c1RIA [48-52] . . 37<br \/>\n6. A FRAQUEZA DAS REAC\u00c7\u00d5ES [53-59] . . 43<br \/>\n7. DIVERSIDADE DE O PINI\u00d5ES [60-61] . . . 47<br \/>\nCAP\u00cdTULO II<br \/>\nO EVANGELHO DA CRIA\u00c7\u00c3O<br \/>\n1. A LUZ QUE A F\u00c9 OFERECE [63-64] . . . 49<br \/>\n2. A SABEDORIA DAS NARRA\u00c7\u00d5ES B\u00cdBLICAS<br \/>\n[65-75] . . . . . . . . . . . . 51<br \/>\n3. O MIST\u00c9RIO DO UNIVERSO [76-83] . . . 60<br \/>\n4. A MENSAGEM DE CADA CRIATURA NA HARMONIA DE TODA A CRIA\u00c7\u00c3O [84-88] . . 66<br \/>\n5. UMA COMUNH\u00c3O UNIVERSAL [89-92] . . 70<br \/>\n190<br \/>\n6. O DESTINO COMUM DOS BENS [93-95] . . 73<br \/>\n7. O OLHAR DE JESUS [96-100] . . . . . 75<br \/>\nCAP\u00cdTULO III<br \/>\nA RAIZ HUMANA DA CRISE ECOL\u00d3GICA<br \/>\n1. A TECNOLOGIA: CRIATIVIDADE E PODER<br \/>\n[102-105] . . . . . . . . . . . 79<br \/>\n2. A GLOBALIZA\u00c7\u00c3O DO PARADIGMA TECNOCR\u00c1TICO [106-114] . . . . . . . . 82<br \/>\n3. CRISE DO ANTRO PO CENTRISMO MODERNO<br \/>\nE SUAS CONSEQU\u00caNCIAS [115-121] . . 90<br \/>\nO relativismo pr\u00e1tico [122-123] . . . . . 94<br \/>\nA necessidade de defender o trabalho [124-129] 96<br \/>\nA inova\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica a partir da pesquisa<br \/>\n[130-136] . . . . . . . . . . . 101<br \/>\nCAP\u00cdTULO IV<br \/>\nUMA ECOLOGIA INTEGRAL<br \/>\n1. ECOLOGIA AMBIENTAL, ECON\u00d4MICA E SOCIAL [138-142] . . . . . . . . . 107<br \/>\n2. ECOLOGIA CULTURAL [143-146] . . . . 112<br \/>\n3. ECOLOGIA DA VIDA QUOTIDIANA [147-155] 114<br \/>\n4. O PRINC\u00cdPIO DO BEM COMUM [156-158] 120<br \/>\n5. A JUSTI\u00c7A INTERGENERACIONAL [159-162] 122<br \/>\nCAP\u00cdTULO V<br \/>\nALGUMAS LINHAS DE ORIENTA\u00c7\u00c3O E AC\u00c7\u00c3O<br \/>\n1. O DI\u00c1LOGO SOBRE O MEIO AMBIENTE NA<br \/>\nPOL\u00cdTICA INTERNACIONAL [164-175] . 127<br \/>\n2. O DI\u00c1LOGO PARA NOVAS POL\u00cdTICAS NACIONAIS E LOCAIS [176-181] . . . . 135<br \/>\n3. DI\u00c1LOGO E TRANSPAR\u00caNCIA NOS PROCESSOS DECIS\u00d3RIOS [182-188] . . . . . 140<br \/>\n4. POL\u00cdTICA E ECONOMIA EM DI\u00c1LOGO PARA<br \/>\nA PLENITUDE HUMANA [189-198]. . . 144<br \/>\n5. AS RELIGI\u00d5ES NO DI\u00c1LOGO COM AS CI\u00caNCIAS [199-201] . . . . . . . . . 152<br \/>\nCAP\u00cdTULO VI<br \/>\nEDUCA\u00c7\u00c3O E ESPIRITUALIDADE ECOL\u00d3GICAS<br \/>\n1. APONTAR PARA OUTRO ESTILO DE VIDA<br \/>\n[203-208] . . . . . . . . . . . 155<br \/>\n2. EDUCAR PARA A ALIAN\u00c7A ENTRE A HUMANIDADE E O AMBIENTE [209-215] . . 159<br \/>\n3. A CONVERS\u00c3O ECOL\u00d3GICA [216-221] . . 164<br \/>\n4. ALEGRIA E PAZ [222-227] . . . . . . 168<br \/>\n5. AMOR CIVIL E POL\u00cdTICO [228-232] . . . 172<br \/>\n6. OS SINAIS SACRAMENTAIS E O DESCANSO<br \/>\nCELEBRATIVO [233-237] . . . . . . 175<br \/>\n7. A TRINDADE E A RELA\u00c7\u00c3O ENTRE AS CRIATURAS [238-240] . . . . . . . . . 180<br \/>\n8. A RAINHA DE TODA A CRIA\u00c7\u00c3O [241-242] 182<br \/>\n9. PARA AL\u00c9M DO SOL [243-246] . . . . . 183<br \/>\nOra\u00e7\u00e3o pela nossa terra . . . . . . . . . . 184<br \/>\nOra\u00e7\u00e3o crist\u00e3 com a cria\u00e7\u00e3o . . . . . . . . . 185<\/p>\n<p>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enc\u00edclica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":200599,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1428],"tags":[701],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>&quot;Laudato Si&#039;&quot;: um &#039;guia&#039; para a primeira leitura da Enc\u00edclica - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/laudato-si-um-guia-para-a-primeira-leitura.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"&quot;Laudato Si&#039;&quot;: um &#039;guia&#039; 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