{"id":82494,"date":"2015-04-02T07:11:58","date_gmt":"2015-04-02T10:11:58","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=82494"},"modified":"2020-06-10T15:54:11","modified_gmt":"2020-06-10T18:54:11","slug":"papa-as-chagas-dos-pes-sao-sinal-de-como-o-seguimos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/papa-as-chagas-dos-pes-sao-sinal-de-como-o-seguimos.html","title":{"rendered":"&#8220;As chagas dos p\u00e9s  s\u00e3o sinal de como O seguimos&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/crisma.jpg\" alt=\"crisma\" width=\"820\" height=\"390\" \/><\/p>\n<p><strong>Cidade do Vaticano<\/strong> \u2013 O Papa celebrou, na manh\u00e3 desta Quinta-feira Santa (02\/04), a Missa do Crisma, na Bas\u00edlica Vaticana. Francisco aben\u00e7oou os santos \u00f3leos que ser\u00e3o utilizados ao longo do ano nos sacramentos do Batismo, Crisma e Un\u00e7\u00e3o dos Enfermos.<\/p>\n<p>O tema central da homilia do Papa foi o cansa\u00e7o dos sacerdotes. \u201cSabem quantas vezes penso nisto, no cansa\u00e7o de todos voc\u00eas?\u201d, perguntou Francisco. E disse: \u201cPenso muito e rezo com frequ\u00eancia, especialmente quando sou eu que estou cansado. Rezo por voc\u00eas que trabalham no meio do povo fiel de Deus, que foi confiado a voc\u00eas; e muitos fazem isso em lugares t\u00e3o isolados e perigosos. E o nosso cansa\u00e7o, queridos sacerdotes, \u00e9 como o incenso que sobe silenciosamente ao C\u00e9u. O nosso cansa\u00e7o eleva-se diretamente ao cora\u00e7\u00e3o do Pai\u201d, disse o Papa.<\/p>\n<p><strong>Nossa Senhora<\/strong><br \/>\nFrancisco encorajou os sacerdotes a perceberam tamb\u00e9m que Nossa Senhora est\u00e1 ciente deste cansa\u00e7o e que imediatamente faz not\u00e1-lo ao Senhor. \u201cComo M\u00e3e, sabe compreender quando os seus filhos est\u00e3o cansados, e s\u00f3 disso se preocupa. \u2018Bem-vindo! Descansa, meu filho. Depois falamos&#8230; N\u00e3o estou aqui eu, que sou tua M\u00e3e?\u2019\u201d, refletiu Francisco.<\/p>\n<p><strong>Repouso merecido<\/strong><br \/>\nAo citar uma chave da fecundidade sacerdotal que, de acordo com o Papa, est\u00e1 na forma como os sacerdotes repousam e como o Senhor cuida do cansa\u00e7o deles, Francisco afirmou: \u201cComo \u00e9 dif\u00edcil aprender a repousar\u201d, e prosseguiu: \u201cNisto transparece a nossa confian\u00e7a e a consci\u00eancia de que tamb\u00e9m n\u00f3s somos ovelhas\u201d.<\/p>\n<p>Contudo, Francisco convidou os sacerdotes ao discernimento: \u201cSei repousar recebendo o amor, a gratid\u00e3o e todo o carinho que me d\u00e1 o povo fiel de Deus? Ou, depois do trabalho pastoral, procuro repousos mais refinados: n\u00e3o os repousos dos pobres, mas os que oferece a sociedade de consumo?\u201d, ponderou Francisco.<\/p>\n<p><strong> Compromissos dos sacerdotes<\/strong><br \/>\nO Papa prosseguiu sua reflex\u00e3o falando sobre os deveres dos sacerdotes, os quais repassou brevemente: \u201clevar a Boa-Nova aos pobres, anunciar a liberta\u00e7\u00e3o aos cativos e a cura aos cegos, dar a liberdade aos oprimidos e proclamar o ano de gra\u00e7a do Senhor. Isa\u00edas diz tamb\u00e9m cuidar daqueles que t\u00eam o cora\u00e7\u00e3o despeda\u00e7ado e consolar os aflitos\u201d, recordou Francisco. De maneira espont\u00e2nea, o Papa quis compartilhar suas reflex\u00f5es acerca de tr\u00eas tipos de cansa\u00e7o sobre os quais o pont\u00edfice meditou:<\/p>\n<p><strong>O cansa\u00e7o do povo, das multid\u00f5es<\/strong><br \/>\nEste \u00e9 um \u201ccansa\u00e7o bom e saud\u00e1vel\u201d, disse o Papa, e acrescentou \u201c\u00c9 o cansa\u00e7o do sacerdote com o cheiro das ovelhas, mas com o sorriso de um pai que contempla os seus filhos ou os seus netinhos. Isto n\u00e3o tem nada a ver com aqueles que conhecem perfumes caros e te olham de cima para baixo\u201d.<\/p>\n<p><strong>O cansa\u00e7o dos inimigos<\/strong><br \/>\nFrancisco alertou que o diabo e os seus sect\u00e1rios n\u00e3o dormem e, uma vez que os seus ouvidos n\u00e3o suportam a Palavra de Deus, trabalham incansavelmente para silenciar ou distorcer. Aqui o cansa\u00e7o de enfrent\u00e1-los \u00e9 mais \u00e1rduo. N\u00e3o se trata apenas de fazer o bem, com toda a fadiga que isso implica, mas \u00e9 preciso tamb\u00e9m defender o rebanho e defender-se a si mesmo do mal (cf. Evangelii Gaudium, 83).<\/p>\n<p>\u201cO maligno \u00e9 mais astuto do que n\u00f3s e \u00e9 capaz de destruir num instante aquilo que constru\u00edmos pacientemente durante muito tempo. Aqui \u00e9 preciso pedir a gra\u00e7a de aprender a neutralizar: neutralizar o mal, n\u00e3o arrancar a ciz\u00e2nia, n\u00e3o pretender defender como super-homens aquilo que s\u00f3 o Senhor deve defender\u201d, advertiu o Papa.<\/p>\n<p><strong>O cansa\u00e7o de n\u00f3s pr\u00f3prios<\/strong><br \/>\nAo concluir, Francisco citou este cansa\u00e7o que, para ele, \u00e9 o mais perigoso uma vez que os anteriores derivam do fato dos sacerdotes estarem expostos, de terem sa\u00eddo deles mesmos para ungir e servir. \u201cEste cansa\u00e7o \u00e9 mais auto-referencial&#8230;Trata-se do cansa\u00e7o que resulta de \u2018querer e n\u00e3o querer\u2019\u201d, finalizou o Papa, ao exortar a todos os sacerdotes para que possam aprender a estar cansados, \u201cmas com um cansa\u00e7o bom\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00cdNTEGRA DA HOMILIA<\/strong><\/p>\n<p>A minha m\u00e3o estar\u00e1 sempre com ele \/ e o meu bra\u00e7o h\u00e1-de torn\u00e1-lo forte\u00bb (Sl 89\/88, 22). Assim pensa o Senhor, quando diz para consigo: \u00abEncontrei David, meu servo, \/ e ungi-o com \u00f3leo santo\u00bb (v. 21). Assim pensa o nosso Pai cada vez que \u00abencontra\u00bb um padre. E acrescenta: \u00abA minha fidelidade e o meu amor estar\u00e3o com ele \/ (&#8230;) Ele me invocar\u00e1, dizendo: &#8216;Tu \u00e9s meu pai, \/ \u00e9s o meu Deus e o rochedo da minha salva\u00e7\u00e3o&#8217;\u00bb (vv. 25.27).<\/p>\n<p>\u00c9 muito bom entrar, com o Salmista, neste solil\u00f3quio do nosso Deus. Ele fala de n\u00f3s, os seus sacerdotes, os seus padres; na realidade, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 um solil\u00f3quio, n\u00e3o fala sozinho. \u00c9 o Pai que diz a Jesus: \u00abOs teus amigos, aqueles que Te amam, poder\u00e3o dizer-Me de uma maneira especial: &#8216;Tu \u00e9s o meu Pai&#8217;\u00bb (cf. Jo 14, 21). E, se o Senhor pensa e Se preocupa tanto com o modo como poder\u00e1 ajudar-nos, \u00e9 porque sabe que a tarefa de ungir o povo fiel \u00e9 dura; causa fadiga e leva-nos ao cansa\u00e7o. E n\u00f3s experimentamo-lo em todas as suas formas: desde o cansa\u00e7o habitual do trabalho apost\u00f3lico di\u00e1rio at\u00e9 ao da doen\u00e7a e da morte, incluindo o consumar-se no mart\u00edrio.<\/p>\n<p>O cansa\u00e7o dos sacerdotes! Sabeis quantas vezes penso nisto, no cansa\u00e7o de todos v\u00f3s? Penso muito e rezo com frequ\u00eancia, especialmente quando sou eu que estou cansado. Rezo por v\u00f3s que trabalhais no meio do povo fiel de Deus, que vos foi confiado; e muitos fazem-no em lugares demasiado isolados e perigosos. E o nosso cansa\u00e7o, queridos sacerdotes, \u00e9 como o incenso que sobe silenciosamente ao C\u00e9u (cf. Sl 141\/140, 2; Ap 8, 3-4). O nosso cansa\u00e7o eleva-se diretamente ao cora\u00e7\u00e3o do Pai.<\/p>\n<p>Estai certos de que tamb\u00e9m Nossa Senhora Se d\u00e1 conta deste cansa\u00e7o e, imediatamente, f\u00e1-lo notar ao Senhor. Como M\u00e3e, sabe compreender quando os seus filhos est\u00e3o cansados, e s\u00f3 disso se preocupa. \u00abBem-vindo! Descansa, meu filho. Depois falamos&#8230; N\u00e3o estou aqui eu, que sou tua M\u00e3e?\u00bb: dir-nos-\u00e1 ao abeirarmo-nos d\u2019Ela (cf. Evangelii gaudium, 286). E dir\u00e1, ao seu Filho, como em Can\u00e1: \u00abN\u00e3o t\u00eam vinho!\u00bb (Jo 2, 3).<\/p>\n<p>Pode acontecer tamb\u00e9m que, ao sentir o peso do trabalho pastoral, nos venha a tenta\u00e7\u00e3o de descansarmos de um modo qualquer, como se o repouso n\u00e3o fosse uma coisa de Deus. N\u00e3o caiamos nesta tenta\u00e7\u00e3o! A nossa fadiga \u00e9 preciosa aos olhos de Jesus, que nos acolhe e faz levantar o \u00e2nimo: \u00abVinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos\u00bb (Mt 11, 28). Se uma pessoa sabe que, morta de cansa\u00e7o, pode prostrar-se em adora\u00e7\u00e3o e dizer: \u00abSenhor, por hoje basta!\u00bb, rendendo-se ao Pai, sabe tamb\u00e9m que n\u00e3o tomba mas renova-se, pois o Senhor que ungiu com o \u00f3leo da alegria o povo fiel de Deus, tamb\u00e9m a unge a ela: \u00abMuda a sua cinza em coroa, o seu semblante triste em perfume de festa e o seu abatimento em cantos de festa\u00bb (cf. Is 61, 3).<\/p>\n<p>Tenhamos bem em mente que uma chave da fecundidade sacerdotal reside na forma como repousamos e como sentimos que o Senhor cuida do nosso cansa\u00e7o. Como \u00e9 dif\u00edcil aprender a repousar! Nisto transparece a nossa confian\u00e7a e a consci\u00eancia de que tamb\u00e9m n\u00f3s somos ovelhas. A prop\u00f3sito, podem ajudar-nos algumas perguntas.<\/p>\n<p>Sei repousar recebendo o amor, a gratid\u00e3o e todo o carinho que me d\u00e1 o povo fiel de Deus? Ou, depois do trabalho pastoral, procuro repousos mais refinados: n\u00e3o os repousos dos pobres, mas os que oferece a sociedade de consumo? O Esp\u00edrito Santo \u00e9 verdadeiramente, para mim, \u00abrepouso na fadiga\u00bb, ou apenas Aquele que me faz trabalhar? Sei pedir ajuda a qualquer sacerdote experiente? Sei repousar de mim mesmo, da minha auto-exig\u00eancia, da minha autocomplac\u00eancia, da minha auto-referencialidade? Sei conversar com Jesus, com o Pai, com a Virgem Maria e S\u00e3o Jos\u00e9, com os meus Santos padroeiros e amigos, para repousar nas suas exig\u00eancias \u2013 que s\u00e3o suaves e leves \u2013 nas suas complac\u00eancias \u2013 eles gostam de estar na minha companhia \u2013 nos seus interesses e refer\u00eancias \u2013 s\u00f3 lhes interessa a maior gl\u00f3ria de Deus? Sei repousar dos meus inimigos, sob a prote\u00e7\u00e3o do Senhor? Vou argumentando, tecendo e ruminando repetidamente comigo a minha defesa, ou confio-me ao Esp\u00edrito que me ensina o que devo dizer em cada ocasi\u00e3o? Preocupo-me e afano-me excessivamente ou encontro repouso, dizendo como Paulo: \u00abSei em quem acreditei\u00bb (2 Tm 1, 12).<\/p>\n<p>Repassemos brevemente os compromissos dos sacerdotes, que proclama a liturgia de hoje: levar a Boa-Nova aos pobres, anunciar a liberta\u00e7\u00e3o aos cativos e a cura aos cegos, dar a liberdade aos oprimidos e proclamar o ano de gra\u00e7a do Senhor. Isa\u00edas diz tamb\u00e9m cuidar daqueles que t\u00eam o cora\u00e7\u00e3o despeda\u00e7ado e consolar os aflitos.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o tarefas f\u00e1ceis, externas, como, por exemplo, as atividades manuais: construir um novo sal\u00e3o paroquial, ou tra\u00e7ar as linhas dum campo de futebol para os jovens do orat\u00f3rio, etc. Os compromissos mencionados por Jesus envolvem a nossa capacidade de compaix\u00e3o: s\u00e3o compromissos nos quais o nosso cora\u00e7\u00e3o estremece e se comove. Alegramo-nos com os noivos que v\u00e3o casar; rimos com a crian\u00e7a que trazem para batizar; acompanhamos os jovens que se preparam para o matrim\u00f4nio e para ser fam\u00edlia; entristecemo-nos com quem recebe a un\u00e7\u00e3o dos enfermos no leito do hospital; choramos com os que enterram uma pessoa querida&#8230; Tantas emo\u00e7\u00f5es, tanto carinho cansam o cora\u00e7\u00e3o do pastor. Para n\u00f3s, sacerdotes, as hist\u00f3rias do nosso povo n\u00e3o s\u00e3o um notici\u00e1rio: conhecemos a nossa gente, podemos adivinhar o que se passa no seu cora\u00e7\u00e3o; e o nosso, sofrendo com eles, vai-se desgastando, divide-se em mil peda\u00e7os, compadece-se e parece at\u00e9 ser comido pelas pessoas: tomai, comei. Esta \u00e9 a palavra que o sacerdote de Jesus sussurra sem cessar, quando cuida do seu povo fiel: tomai e comei, tomai e bebei&#8230; E, assim, a nossa vida sacerdotal se vai doando no servi\u00e7o, na proximidade ao povo fiel de Deus, etc., o que sempre cansa.<\/p>\n<p>Gostaria agora de partilhar convosco alguns cansa\u00e7os, em que meditei.<br \/>\nTemos aquele que podemos chamar \u00abo cansa\u00e7o do povo, das multid\u00f5es\u00bb: para o Senhor, como o \u00e9 para n\u00f3s, era desgastante \u2013 di-lo o Evangelho \u2013 mas \u00e9 um cansa\u00e7o bom, um cansa\u00e7o cheio de frutos e de alegria. O povo que O seguia, as fam\u00edlias que Lhe traziam os seus filhos para que os aben\u00e7oasse, aqueles que foram curados e voltavam com os seus amigos, os jovens que se entusiasmavam com o Mestre\u2026 N\u00e3o Lhe deixavam sequer tempo para comer. Mas o Senhor n\u00e3o Se aborrecia de estar com a gente. Antes pelo contr\u00e1rio, parecia que ganhava nova energia (cf. Evangelii gaudium, 11). Este cansa\u00e7o habitual no meio da nossa atividade \u00e9 uma gra\u00e7a que est\u00e1 ao alcance de todos n\u00f3s, sacerdotes (cf. ibid., 279). Como \u00e9 belo tudo isto: o povo amar, desejar e precisar dos seus pastores! O povo fiel n\u00e3o nos deixa sem atividade direta, a n\u00e3o ser que algu\u00e9m se esconda num escrit\u00f3rio ou passe pela cidade com vidros escuros. E este cansa\u00e7o \u00e9 bom, \u00e9 saud\u00e1vel. \u00c9 o cansa\u00e7o do sacerdote com o cheiro das ovelhas, mas com o sorriso de um pai que contempla os seus filhos ou os seus netinhos. Isto n\u00e3o tem nada a ver com aqueles que conhecem perfumes caros e te olham de cima e de longe (cf. ibid., 97). Somos os amigos do noivo: esta \u00e9 a nossa alegria. Se Jesus est\u00e1 apascentando o rebanho no meio de n\u00f3s, n\u00e3o podemos ser pastores com a cara azeda ou melanc\u00f3lica, nem \u2013 o que \u00e9 pior \u2013 pastores enjoados. Cheiro de ovelhas e sorriso de pais&#8230; Muito cansados, sim; mas com a alegria de quem ouve o seu Senhor que diz: \u00abVinde, benditos de meu Pai!\u00bb (Mt 25, 34).<\/p>\n<p>Existe depois aquele que podemos chamar \u00abo cansa\u00e7o dos inimigos\u00bb. O diabo e os seus sect\u00e1rios n\u00e3o dormem e, uma vez que os seus ouvidos n\u00e3o suportam a Palavra de Deus, trabalham incansavelmente para a silenciar ou distorcer. Aqui o cansa\u00e7o de enfrent\u00e1-los \u00e9 mais \u00e1rduo. N\u00e3o se trata apenas de fazer o bem, com toda a fadiga que isso implica, mas \u00e9 preciso tamb\u00e9m defender o rebanho e defender-se a si mesmo do mal (cf. Evangelii gaudium, 83). O maligno \u00e9 mais astuto do que n\u00f3s e \u00e9 capaz de destruir num instante aquilo que constru\u00edmos pacientemente durante muito tempo. Aqui \u00e9 preciso pedir a gra\u00e7a de aprender a neutralizar: neutralizar o mal, n\u00e3o arrancar a ciz\u00e2nia, n\u00e3o pretender defender como super-homens aquilo que s\u00f3 o Senhor deve defender. Tudo isto ajuda a n\u00e3o nos deixar cair os bra\u00e7os \u00e0 vista da espessura da iniquidade, frente \u00e0 zombaria dos malvados. Eis a palavra do Senhor para estas situa\u00e7\u00f5es de cansa\u00e7o: \u00abTende confian\u00e7a! Eu j\u00e1 venci o mundo\u00bb (Jo 16, 33).<\/p>\n<p>E, por \u00faltimo (para que esta homilia n\u00e3o vos canse!), h\u00e1 tamb\u00e9m \u00abo cansa\u00e7o de n\u00f3s pr\u00f3prios\u00bb (cf. Evangelii gaudium, 277). \u00c9 talvez o mais perigoso. Porque os outros dois derivam do fato de estarmos expostos, de sairmos de n\u00f3s mesmos para ungir e servir (somos aqueles que cuidam). Diversamente, este cansa\u00e7o \u00e9 mais auto-referencial: \u00e9 a desilus\u00e3o com n\u00f3s mesmos, mas sem a encararmos de frente, com a alegria serena de quem se descobre pecador e carecido de perd\u00e3o; \u00e9 que, neste caso, a pessoa pede ajuda e segue em frente. Trata-se do cansa\u00e7o que resulta de \u00abquerer e n\u00e3o querer\u00bb, de ter apostado tudo e depois p\u00f4r-se a chorar pelos alhos e as cebolas do Egito, de jogar com a ilus\u00e3o de sermos outra coisa qualquer. Gosto de lhe chamar o cansa\u00e7o de \u00abfazer a corte ao mundanismo espiritual\u00bb. E, quando uma pessoa fica sozinha, d\u00e1-se conta de quantos setores da vida foram impregnados por este mundanismo e temos at\u00e9 a impress\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1 banho que o possa lavar. Aqui pode haver um cansa\u00e7o mau. A palavra do Apocalipse indica-nos a causa deste cansa\u00e7o: \u00abTens const\u00e2ncia, sofreste por causa de Mim, sem te cansares. No entanto, tenho uma coisa contra ti: abandonaste o teu primeiro amor\u00bb (2, 3-4). S\u00f3 o amor d\u00e1 repouso. Aquilo que n\u00e3o se ama, cansa; e, com o passar do tempo, torna-se um cansa\u00e7o mau.<\/p>\n<p>A imagem mais profunda e misteriosa do modo como o Senhor cuida do nosso cansa\u00e7o pastoral \u2013 \u00abEle que amara os seus (\u2026), levou o seu amor por eles at\u00e9 ao extremo\u00bb (Jo 13,1) \u2013 \u00e9 a cena do lava-p\u00e9s. Gosto de a contemplar como o lava-seguimento. O Senhor purifica o pr\u00f3prio seguimento, Ele \u00abenvolve-Se\u00bb connosco (Evangelii gaudium, 24), tem pessoalmente o cuidado de lavar todas as manchas, aquela sujeira mundana e gordurosa que se apegou a n\u00f3s no caminho que percorremos em seu Nome.<\/p>\n<p>Sabemos que, nos p\u00e9s, se pode ver como est\u00e1 todo o nosso corpo. No modo de seguir o Senhor, manifesta-se como est\u00e1 o nosso cora\u00e7\u00e3o. As chagas dos p\u00e9s, os entorses e o cansa\u00e7o s\u00e3o sinal de como O seguimos, das estradas que percorremos \u00e0 procura das ovelhas perdidas, tentando conduzir o rebanho aos prados verdejantes e \u00e0s \u00e1guas tranquilas (cf. ibid., 270). O Senhor lava-nos e purifica-nos de tudo aquilo que se acumulou nos nossos p\u00e9s ao segui-Lo. Isto \u00e9 sagrado. N\u00e3o permitais que fique manchado. Como Ele beija as feridas de guerra, assim lava a sujeira do trabalho.<\/p>\n<p>O seguimento de Jesus \u00e9 lavado pelo pr\u00f3prio Senhor para que nos sintamos no direito de ser e viver \u00abalegres\u00bb, \u00absatisfeitos\u00bb, \u00absem medo nem culpa\u00bb e, assim, tenhamos a coragem de sair e ir, \u00aba todas as periferias at\u00e9 aos confins do mundo\u00bb, levar esta Boa-Nova aos mais abandonados, sabendo que \u00abEle estar\u00e1 sempre connosco at\u00e9 ao fim dos tempos\u00bb. E saibamos aprender a estar cansados, mas com um cansa\u00e7o bom!<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quinta-feira Santa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":202270,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1428],"tags":[1435],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>&quot;As chagas dos p\u00e9s s\u00e3o sinal de como O seguimos&quot; - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/papa-as-chagas-dos-pes-sao-sinal-de-como-o-seguimos.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"&quot;As chagas dos p\u00e9s s\u00e3o sinal de como O seguimos&quot; - 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