{"id":78242,"date":"2015-01-05T11:07:31","date_gmt":"2015-01-05T13:07:31","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=78242"},"modified":"2019-02-01T15:33:17","modified_gmt":"2019-02-01T17:33:17","slug":"missao-em-angola-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/missao-em-angola-10.html","title":{"rendered":"Mission\u00e1rios falam sobre a Miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_199273\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-199273\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-199273 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/missionarios.jpg\" alt=\"\" width=\"890\" height=\"668\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/missionarios.jpg 890w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/missionarios-450x338.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/missionarios-768x576.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/missionarios-150x113.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 890px) 100vw, 890px\" \/><p id=\"caption-attachment-199273\" class=\"wp-caption-text\">Frei Alexandre (esq.), Frei Evaristo e Frei Angelo<\/p><\/div>\n<p><strong>Por Moacir Beggo<\/strong><\/p>\n<p><em>Ao professar solenemente em 2009, \u00a0Frei Afonso Katchekele Quessongo ingressou definitivamente na Ordem dos Frades Menores e fez hist\u00f3ria na Funda\u00e7\u00e3o Imaculada M\u00e3e de Deus de Angola.<\/em><\/p>\n<p><em>No Cap\u00edtulo Provincial de 2009, ent\u00e3o mission\u00e1rios em Angola,\u00a0Frei Evaristo Spengler, Frei Angelo Jos\u00e9 Luiz e Frei Alexandre Magno deram um panorama sobre a Miss\u00e3o.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 Como foi chegar \u00e0 Miss\u00e3o de Angola? <\/strong><br \/>\n<strong>Frei Evaristo Spengler &#8211;<\/strong> Quando cheguei \u00e0 Miss\u00e3o, em maio de 2001, ainda era tempo de guerra. Malange, cidade do Interior de Angola, sofria com os ataques e tinha uma s\u00e9rie de restri\u00e7\u00f5es por parte da ONU, inclusive de hor\u00e1rios, nos locais onde se podia passar. N\u00e3o pod\u00edamos ir \u00e0s aldeias fora do hor\u00e1rio das 9 at\u00e9 \u00e0s 17 horas. Em outras \u00e1reas nem era permitido o acesso. A guerra terminou em abril de 2002. Foi quando descobrimos o territ\u00f3rio onde estava a nossa Miss\u00e3o. Da sede, em Luanda, at\u00e9 o final, a dist\u00e2ncia \u00e9 de 450 quil\u00f4metros. Em 30 anos de guerra, as estradas de terra desapareceram por falta de manuten\u00e7\u00e3o, assim como as pontes foram destru\u00eddas enquanto o governo perseguia a Unita ou vice-versa. O cen\u00e1rio era de muita fome nas aldeias. O povo plantava, mas nunca chegava a colher porque tinha de fugir devido aos ataques. A planta\u00e7\u00e3o nem chegava a ser colhida. Isso causava muita fome e inseguran\u00e7a. Mesmo em termos de evangeliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se podia ter muita coisa organizada. S\u00f3 com o fim da guerra \u00e9 que se come\u00e7ou a estruturar um pouco a parte pastoral atrav\u00e9s dos catequistas das aldeias. Ali\u00e1s, a f\u00e9 do povo foi alimentada neste per\u00edodo pelos catequistas, mesmo sem informa\u00e7\u00f5es, sem material de liturgia, sem material de catequese. Havia um grupo muito grande que esperava, no final da guerra, ser batizado, fazer a primeira comunh\u00e3o, receber a Eucaristia. O papel de um catequista, nas aldeias, \u00e9 fazer a ora\u00e7\u00e3o da manh\u00e3 com o povo, dar a catequese, fazer o culto dominical. \u00c9 ele que mant\u00e9m a vida crist\u00e3 na comunidade. Quando os mission\u00e1rios chegam, celebram a Eucaristia e ministram os sacramentos.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 E esse modelo permanece at\u00e9 hoje?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Evaristo \u2013<\/strong> Permanece at\u00e9 hoje. \u00c9 o modelo do catecumenato. Num per\u00edodo de quatro anos, eles preparam a pessoa que quer receber os sacramentos de inicia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 Frei Evaristo falava do final da guerra?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Evaristo &#8211;<\/strong> Com final da guerra, o povo voltou para as suas aldeias e come\u00e7ou a reconstruir as casas, refazer as ro\u00e7as e se criou, assim, uma certa estabilidade. Hoje, quando se pergunta se existe fome, a resposta \u00e9: n\u00e3o existe mais. Plantam aquele m\u00ednimo para a subsist\u00eancia, como mandioca, ab\u00f3bora, milho, batata, banana, abacate, mam\u00e3o e outras frutas. A terra \u00e9 f\u00e9rtil e boa. A alimenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 feita \u00e0 base de peixes.<br \/>\n<strong>Frei Alexandre \u2013<\/strong> Tive que esperar seis meses para receber o visto de entrada no pa\u00eds. Quando cheguei, em julho de 2002, fiquei em Luanda e peguei um pouco deste controle que havia e que Frei Evaristo falou, porque foi justamente alguns meses depois do final da guerra. Morava numa par\u00f3quia em Luanda, coordenada por um sacerdote que n\u00e3o era franciscano. Muito rica, essa par\u00f3quia abrigava as pessoas que sa\u00edram do Interior, fugindo da guerra, e ficaram residindo na capital. Era interessante ver a mistura \u00e9tnica muito grande naquele bairro. Quando tivemos o Congresso Eucar\u00edstico Nacional, um ano depois, os cantos foram feitos em cinco, seis e at\u00e9 sete idiomas, por causa desta diversidade. Mas tudo com uma rela\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima e fraterna. Em 2003, tive a oportunidade de participar do mutir\u00e3o mission\u00e1rio em Malange, com os frades estudantes e os frades de Viana. Um momento que nos marcou foi a alegria com que nos acolheram nas aldeias. Eles nos disseram assim: \u201cAgora, acreditamos que a guerra acabou\u201d. A presen\u00e7a dos mission\u00e1rios lhes dava esta certeza. Foi um momento muito forte, de muitos testemunhos. Para fazer isso, tivemos de andar 250 quil\u00f4metros, fazendo um trecho de carro, outro de bicicleta ou moto e a p\u00e9.<br \/>\n<strong>Frei Evaristo Spengler \u2013<\/strong> A prop\u00f3sito deste mutir\u00e3o, lembrei de um fato: havia uma mulher gr\u00e1vida que veio para se casar. Ela, o marido, que era catequista, e alguns filhos. Esperaram todo o tempo da guerra para isso. Ela saiu na sexta-feira de manh\u00e3 e na sexta-feira \u00e0 tarde sentiu dores do parto. Parou numa aldeia e teve o beb\u00ea. No s\u00e1bado, o catequista colocou-a nas costas e, carregando\u00a0 o beb\u00ea nos bra\u00e7os, caminhou o dia inteiro, o domingo todo, at\u00e9 chegar no local na segunda. Tudo para se casar.<br \/>\n<strong>Frei Alexandre &#8211;<\/strong> Esse povo esperou esse per\u00edodo todo para receber os sacramentos. Foram os catequistas que alimentaram isso. Depois do mutir\u00e3o, retornamos a Luanda. Foi uma experi\u00eancia marcante para os frades angolanos.<br \/>\n<strong><br \/>\nSite Franciscanos \u2013 Hoje, a realidade j\u00e1 mudou?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Alexandre &#8211;<\/strong> Estou em Malange h\u00e1 quase dois anos. Neste momento, o governo pediu \u00e0 Igreja de Angola para ajudar na reconstru\u00e7\u00e3o da rede de escolas e da sa\u00fade. Hoje, existe um grande esfor\u00e7o dos mission\u00e1rios para investir nessas \u00e1reas. Da parte da Igreja, temos o compromisso de reabilitar as escolas destru\u00eddas da Miss\u00e3o e construir novas. O Estado dever\u00e1 entrar com a coloca\u00e7\u00e3o dos professores e o equipamento das salas de aula. O que a Igreja de Angola j\u00e1 fez neste sentido \u00e9 uma coisa formid\u00e1vel. E claro, junto com isso, h\u00e1 o desafio de formar os professores para superar algumas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas ultrapassadas, como a palmat\u00f3ria, e a pouca freq\u00fc\u00eancia \u00e0s aulas. Neste sentido, todo um trabalho tem de ser refeito.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 Neste quadro de p\u00f3s-guerra, a viol\u00eancia \u00e9 muito grande?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Alexandre &#8211;<\/strong> Eu imaginava uma Angola mais violenta do que no Rio de Janeiro, mas surpreendentemente n\u00e3o encontrei isso. L\u00e1 n\u00e3o se ouve tiros, coisa comum nas cidades brasileiras. Mas o perigo existe e \u00e9 preciso um investimento muito grande em educa\u00e7\u00e3o para isso n\u00e3o acontecer.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 Como \u00e9 o trabalho da Miss\u00e3o?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Angelo &#8211;<\/strong> O trabalho na cidade, onde n\u00f3s estamos, \u00e9 tipicamente urbano. O bairro de Palanca faz parte da Grande Luanda, como Viana, onde o Frei Alexandre morou. Os problemas tamb\u00e9m s\u00e3o de uma cidade grande, como falta de hospitais, falta de escolas, de saneamento b\u00e1sico. Isso \u00e9 em toda Luanda, principalmente na periferia, onde n\u00f3s moramos. As popula\u00e7\u00f5es sa\u00edram das zonas rurais durante a guerra e vieram para a capital. O governo aceitou que as pessoas ocupassem a periferia de forma irregular. Ent\u00e3o, hoje, a periferia \u00e9 um mar de casinhas e enfrenta os problemas de um crescimento irregular.<br \/>\n<strong>Frei Evaristo &#8211;<\/strong> Praticamente um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o de Angola est\u00e1 em Luanda.<br \/>\n<strong>Frei Angelo &#8211;<\/strong> A Grande Luanda tem 5 milh\u00f5es de habitantes atualmente. E ali tamb\u00e9m temos falta de estruturas nas par\u00f3quias, nas comunidades, faltam salas de aula para catequese, para reuni\u00f5es. H\u00e1 muitas matr\u00edculas de crian\u00e7as para a catequese, mas n\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es de acolher todo mundo. A Igreja urbana tamb\u00e9m tem essa caracter\u00edstica de o pessoal ir \u00e0 procura dos sacramentos iniciais: Batismo, Primeira Comunh\u00e3o e Crisma. Casamento \u00e9 outra hist\u00f3ria, pois tem a quest\u00e3o da bigamia.<br \/>\nNa cidade, temos a prepara\u00e7\u00e3o das lideran\u00e7as, mas \u00e9 muito rotativa, pois eles entram, depois arrumam empregos ou escola para estudar e j\u00e1 n\u00e3o podem mais dar catequese. Temos de procurar outro. J\u00e1 no interior, as lideran\u00e7as s\u00e3o fixas.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 Como \u00e9 a Igreja de Luanda?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Angelo &#8211;<\/strong> A Igreja de Luanda basicamente, assim como em todo o pa\u00eds,\u00a0 coordenada por mission\u00e1rios estrangeiros. Ent\u00e3o, n\u00e3o existe uma linha de pastoral definida. Cada mission\u00e1rio traz a experi\u00eancia pastoral do seu pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Frei Gustavo \u2013 \u00c9 mais ou menos por conta de cada p\u00e1roco?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Angelo<\/strong> \u2013 Cada grupo de religiosos ou religiosas que est\u00e1 junto no projeto,\u00a0 imprime as suas caracter\u00edsticas. As congrega\u00e7\u00f5es fortes fazem grandes col\u00e9gios, com 20, 30 salas para atender ao povo.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 S\u00e3o particulares?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Angelo &#8211;<\/strong> N\u00e3o s\u00e3o bem col\u00e9gios particulares. S\u00e3o col\u00e9gios que o governo paga os professores e o diretor. A administra\u00e7\u00e3o fica por conta da congrega\u00e7\u00e3o das irm\u00e3s e as crian\u00e7as colaboram com uma mensalidade pequena para a manuten\u00e7\u00e3o di\u00e1ria, dos lanches etc. E as Igrejas organizam muitas escolas de explica\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma escolinha para crian\u00e7as que n\u00e3o conseguem vaga na escola regular. O sistema \u00e9 assim: se a crian\u00e7a tem 6 anos e ela n\u00e3o conseguiu uma vaga para entrar na escola regular, n\u00e3o entra mais. S\u00f3 vai entrar com 12 anos, quando come\u00e7a a alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos. N\u00e3o \u00e9 como no Brasil. Ent\u00e3o, tem muita crian\u00e7a fora do sistema escolar. A Igreja monta salas e saletas para atender a essas crian\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 E Angola \u00e9 um pa\u00eds jovem?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Angelo &#8211;<\/strong> Sim, 60% t\u00eam at\u00e9 18 anos. E \u00e9 um povo participativo e interessado em aprender. Na sede paroquial temos 17 grupos de jovens s\u00f3 de uma comunidade. Todas as comunidades t\u00eam v\u00e1rios grupos de jovens, grupos de catequeses, pastorais familiares, Jufra, OFS. Depois temos os trabalhos sociais que s\u00e3o as escolas. Na cidade, na Escola Santa Teresa, temos 1.600 crian\u00e7as. Depois, uma tem 300, outra tem mais ou menos 500 crian\u00e7as. S\u00f3 na nossa par\u00f3quia, em Luanda, temos tr\u00eas creches que est\u00e3o funcionando e o projeto \u201cNossos Mi\u00fados\u201d, que \u00e9 um trabalho com menores abandonados. As crian\u00e7as ficam perto daqueles dep\u00f3sitos de lixo, onde pegam pequenos objetos e se alimentam. Muitos n\u00e3o t\u00eam fam\u00edlia. Ent\u00e3o, Frei M\u00e1rcio faz um trabalho de reintegra\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia. Fica com eles, recupera, coloca na escola e cria uma auto-estima na crian\u00e7a. Uma vez por m\u00eas a crian\u00e7a tem de visitar a fam\u00edlia, nem que seja um tio, um av\u00f4, uma av\u00f3. Tem que visitar. Quando fazem 17 anos, eles passam para outra casa. Eles v\u00e3o morar sozinhos num quartinho, onde mora uma fam\u00edlia. Eles t\u00eam de come\u00e7ar a tocar a vida deles. Esse projeto \u201cNossos Mi\u00fados\u201d tamb\u00e9m tem uma padaria, onde fazem p\u00e3es, vendem e ajudam no auto-sustento da casa.<br \/>\n<strong>Frei Alexandre\u00a0 &#8211;<\/strong> O Frei M\u00e1rcio conseguiu resultado de retorno \u00e0 fam\u00edlia muito grande.<br \/>\n<strong>Frei Angelo \u2013<\/strong> Tamb\u00e9m apoiamos a campanha de adquirir pequenas m\u00e1quinas para a gera\u00e7\u00e3o de renda. A gente est\u00e1 criando uma consci\u00eancia de que passou esta fase da guerra, do dar, de distribuir comida, roupa, enfim, uma fase mais assistencialista. Foi necess\u00e1rio isso durante a guerra. Mas agora precisamos dar outro passo, embora o povo ainda dependa desta pr\u00e1tica, de que temos de levar comida etc.<br \/>\n<strong>Frei Evaristo \u2013<\/strong> Isso porque na \u00e9poca da guerra havia os caminh\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o da ONU, que passavam a comida para a C\u00e1ritas e ela distribu\u00eda para as miss\u00f5es. Na miss\u00e3o de Malange, cerca de 2 mil pessoas almo\u00e7avam diariamente l\u00e1. Era um trabalho de socorro imediato. E hoje o trabalho \u00e9 de estrutura\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Frei \u00c2ngelo \u2013<\/strong> Queremos criar pequenas cooperativas para a gera\u00e7\u00e3o de renda, junto com as mulheres que s\u00e3o agentes de sa\u00fade da Pastoral da Crian\u00e7a. \u00c9 uma forma de elas ganharem dinheiro para ajudar no sustento da fam\u00edlia e tamb\u00e9m atender \u00e0 Pastoral da Crian\u00e7a. Essas m\u00e1quinas fazem fraldas, sacolas de pl\u00e1sticos, sacos de lixo. Essa mat\u00e9ria-prima tem muito em Angola, porque existe uma f\u00e1brica de pl\u00e1stico.<br \/>\n<strong>Frei Evaristo &#8211;<\/strong> Na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o, em Malange, ainda durante a guerra, come\u00e7amos um trabalho de alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos nas aldeias, porque os catequistas liam muito mal. Conseguir lideran\u00e7as que possam estudar e ensinar \u00e9 muito dif\u00edcil. No in\u00edcio t\u00ednhamos um grupo de 13 alfabetizadores volunt\u00e1rios, mas depois conseguimos a contrata\u00e7\u00e3o deles. Hoje s\u00e3o 23 professores e cerca de 500 jovens e adultos que fazem essa alfabetiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Frei Alexandre \u2013<\/strong> Com o final da guerra, come\u00e7ou-se um trabalho de prepara\u00e7\u00e3o da terra. As pessoas se organizaram em cooperativas e os frades gerenciavam tr\u00eas tratores da Diocese para preparar os funcion\u00e1rios que faziam este tipo de trabalho. Com isso, houve um aumento consider\u00e1vel na prepara\u00e7\u00e3o e na produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Frei Evaristo &#8211;<\/strong> No in\u00edcio, eles recebiam a terra e preparavam, recebiam a semente, tudo na m\u00e3o. Com o passar dos anos, foram se tornando cooperativas. Cada ano, eles guardam uma parte do que colheram para vender e outra para pagar a colheita seguinte, al\u00e9m de comprar a semente. Hoje h\u00e1 v\u00e1rias pequenas cooperativas organizadas, que plantam mandioca, milho, feij\u00e3o, batata doce e batata.<br \/>\n<strong>Frei Angelo \u2013<\/strong> Quando Frei Wilson estava l\u00e1, enchia o caminh\u00e3o de abacaxi e levava para a feira. As \u201cmam\u00e1s\u201d compravam tudo para revender. Mandioca, carv\u00e3o\u2026 S\u00f3 que isso n\u00e3o \u00e9 bem o nosso trabalho l\u00e1. Mas ajuda aliviar quando estamos em crise financeira.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 Como um empres\u00e1rio, por exemplo, pode ajudar a miss\u00e3o?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Angelo \u2013<\/strong> Se ele tem como declarar o que ele est\u00e1 doando, ele pode mandar. N\u00f3s n\u00e3o precisamos declarar o que ganhamos.<br \/>\nSite Franciscanos \u2013 Por qual motivo optou-se pela forma\u00e7\u00e3o inicial em Angola<br \/>\n<strong>Frei Alexandre \u2013<\/strong> A pr\u00f3pria Confer\u00eancia Episcopal nos pediu isso. O ideal \u00e9 que n\u00f3s recebamos os valores do Evangelho e do franciscanismo dentro da nossa cultura. Quando est\u00e1vamos estudando Teologia, refletia-se que a \u201cgente pensa a partir de onde nossos p\u00e9s pisam\u201d. Por\u00e9m, nem todas as etapas fazemos l\u00e1, como o Noviciado, por causa da impossibilidade num\u00e9rica de formadores. Se tiv\u00e9ssemos formadores suficientes, o Noviciado seria em Angola.<\/p>\n<p><strong>Frei Gustavo \u2013 Como est\u00e1 sendo a experi\u00eancia de Noviciado no Brasil?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Alexandre \u2013<\/strong> Inicialmente j\u00e1 tivemos tr\u00eas grupos fazendo o Noviciado em Rodeio (SC). Eles sa\u00edram muito satisfeitos pela acolhida da Prov\u00edncia. Os que v\u00eam para c\u00e1 voltam encantados com o Brasil. O estrangeiro que tem a possibilidade de conhecer nosso pa\u00eds, volta encantado com a cordialidade do brasileiro. N\u00e3o foi diferente com os nossos frades. Eles guardam muitas recorda\u00e7\u00f5es.<br \/>\n<strong>Frei Angelo \u2013<\/strong> A quest\u00e3o cultural est\u00e1 por tr\u00e1s de tudo isso. S\u00e3o jovens e tir\u00e1-los simplesmente do Continente para o semin\u00e1rio, onde tem mais estrutura, tudo isso j\u00e1 foi feito. Essas experi\u00eancias, contudo, n\u00e3o deram certo. Levamos uma vez o grupo para a Z\u00e2mbia, onde existe um Instituto da Ordem, para cursar Filosofia. N\u00e3o deu certo. Tivemos realmente que voltar atr\u00e1s e fazer o nosso ato penitencial. E depois o fato de a forma\u00e7\u00e3o inicial ser Angola, junto com a gente, \u00e9 ver um pouquinho dos nossos frutos, n\u00e9? Do esfor\u00e7o, da presen\u00e7a, do testemunho nosso l\u00e1. \u00c9 gratificante voc\u00ea ver que est\u00e3o querendo seguir esta proposta de vida. Acho que isso estimula o mission\u00e1rio. S\u00e3o filhos espirituais e est\u00e3o a\u00ed. No futuro v\u00e3o tocar isso aqui.<br \/>\n<strong>Frei Evaristo \u2013<\/strong> A gente falava que \u00e9 uma orienta\u00e7\u00e3o dos bispos, mas \u00e9 tamb\u00e9m uma orienta\u00e7\u00e3o da Ordem Franciscana.<br \/>\n<strong>Frei Alexandre \u2013<\/strong> \u00c9 tamb\u00e9m uma fun\u00e7\u00e3o de m\u00e3o dupla. Porque neste encontro do dia-a-dia, a partir daquilo que se faz, do tipo de comida, tamb\u00e9m somos formados por eles. Porque a gente convive nesta troca e realmente existe um encontro de culturas. Uma coisa \u00e9 pregar para fora. Ent\u00e3o, n\u00f3s vamos sendo mais africanos, angolanos tamb\u00e9m, por estar com eles, conviver com eles.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 Onde \u00e9 feito o estudo de Filosofia?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Angelo \u2013<\/strong> Eles atualmente estudam com os salesianos, que t\u00eam um Instituto Superior. O curso de Filosofia dura tr\u00eas anos e o Curso de Teologia \u00e9 feito no Semin\u00e1rio Maior da Arquidiocese de Luanda.<br \/>\n<strong>Frei Alexandre \u2013<\/strong> Os salesianos pediram o apoio de outras congrega\u00e7\u00f5es porque eles sozinhos n\u00e3o tocariam este projeto. N\u00f3s ainda temos essa d\u00edvida com eles, pois n\u00e3o contamos com frades suficientes para este trabalho. Mas esperamos que, com este novo refor\u00e7o (a ida de novos frades neste ano), possamos participar tamb\u00e9m deste instituto como coordenadores.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 A Funda\u00e7\u00e3o Imaculada M\u00e3e de Deus vive um momento de expectativas como o pa\u00eds?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Angelo \u2013<\/strong> A gente tem expectativas, est\u00e1 otimista junto com o povo. Tamb\u00e9m est\u00e1 contaminado com esta ebuli\u00e7\u00e3o em Angola. A gente espera que fa\u00e7am estradas, que as coisas melhorem, porque da\u00ed as dist\u00e2ncias ficam menores. Por exemplo, de Luanda a Malange, s\u00e3o 450 quil\u00f4metros e com asfalto d\u00e1 para ir e voltar no mesmo dia. \u00c9 claro que o povo tem outras necessidades tamb\u00e9m. Mas \u00e9 uma estrutura necess\u00e1ria para se viver, para o povo ir e voltar, para a agricultura escoar sua produ\u00e7\u00e3o para a cidade. Tem lugares que o amendoim apodrece porque n\u00e3o h\u00e1 meio para transport\u00e1-lo. Via mar n\u00e3o d\u00e1, via rio n\u00e3o d\u00e1. Ent\u00e3o, a gente vive esse momento de expectativa.<br \/>\n<strong>Frei Evaristo \u2013<\/strong> E a Miss\u00e3o, tanto em Luanda como em Malange, est\u00e1 investindo muito em educa\u00e7\u00e3o. O grande desafio agora \u00e9 preparar bem estes professores para que d\u00eaem um ensino de qualidade. Acredito que pela educa\u00e7\u00e3o \u00e9 que vai passar tamb\u00e9m muito da reconstru\u00e7\u00e3o humana do pa\u00eds. Neste sentido, h\u00e1 dois aspectos importantes: a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o. L\u00e1 ainda h\u00e1 muito paludismo. O animal que mais mata no mundo \u00e9 um mosquito. Ent\u00e3o, por falta de saneamento e condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de sa\u00fade, muitas miss\u00f5es est\u00e3o envolvidas neste trabalho de sa\u00fade.<br \/>\n<strong>Frei Alexandre \u2013<\/strong> Muita coisa j\u00e1 foi feita. N\u00f3s e o povo vivemos uma expectativa muito grande. Internamente, na Funda\u00e7\u00e3o, vivemos um momento muito feliz, tamb\u00e9m nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 O que muda na Miss\u00e3o depois do Capitulo Provincial de 2006?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Evaristo \u2013<\/strong> O Cap\u00edtulo Provincial (em novembro de 2006) assumiu oficialmente a Miss\u00e3o e, neste sentido, ela entra na estrutura global da Ordem Franciscana. E vai fazer com que mais Prov\u00edncias enviem frades para l\u00e1. Conseguiu-se tamb\u00e9m um n\u00famero maior de frades para Angola visando estruturar todas as fases da forma\u00e7\u00e3o, de modo especial a reestrutura\u00e7\u00e3o do Postulantado, tendo em\u00a0 vista o Noviciado da Miss\u00e3o. Com isso, os candidatos n\u00e3o precisariam mais sair de Angola para fazerem este ano de experi\u00eancia no Brasil.<br \/>\n<strong>Frei \u00c2ngelo \u2013<\/strong> A Funda\u00e7\u00e3o vivia no anonimato e era conversa de poucos. No Cap\u00edtulo, a gente sentiu que a Miss\u00e3o \u00e9 um assunto freq\u00fcente. Todos comentam e perguntam. H\u00e1 um interesse maior dos frades. Podemos dizer que a Funda\u00e7\u00e3o saiu do anonimato, do sonho, da paix\u00e3o de um pequeno grupo que estava l\u00e1 levando a coisa adiante, como volunt\u00e1rios \u2013 voc\u00eas est\u00e3o l\u00e1 porque\u00a0 querem \u2013, e agora est\u00e1 na boca do povo, como se diz.<br \/>\n<strong>Frei Alexandre \u2013<\/strong> O Cap\u00edtulo tamb\u00e9m assinalou que a iniciativa de ir para a Miss\u00e3o n\u00e3o passa s\u00f3 pelos frades, mas pelo pr\u00f3prio governo da Prov\u00edncia. A gente v\u00ea realmente que a Miss\u00e3o \u00e9 de todos e o carisma mission\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o de alguns. Mas \u00e9 um carisma do franciscanismo. \u00c9 um momento belo que se vive neste contexto.<br \/>\n<strong>Frei Evaristo \u2013<\/strong> Alguns perguntam por que ir a Angola se n\u00f3s temos tamb\u00e9m uma \u00c1frica dentro do Brasil, ou se temos tanta pobreza no Brasil? A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a necessidade de Angola porque temos tamb\u00e9m aqui. \u00c9 porque a Igreja nasceu mission\u00e1ria. E a Ordem Franciscana tamb\u00e9m nasceu mission\u00e1ria. Ou n\u00f3s somos mission\u00e1rios ou n\u00f3s somos franciscanos. Quer dizer, na Igreja h\u00e1 v\u00e1rias formas de sermos mission\u00e1rios, mas este mission\u00e1rio \u2018ad gentes\u2019 \u00e9 uma caracter\u00edstica essencial da Ordem Franciscana.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 Qual o principal desafio da Miss\u00e3o hoje?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei \u00c2ngelo \u2013<\/strong> Vejo assim que um dos grandes desafios \u2013 n\u00f3s estamos l\u00e1 com um objetivo: semear a Ordem Franciscana \u2013 \u00e9 como vamos dar esse testemunho em Angola, um pa\u00eds em que est\u00e1 em ebuli\u00e7\u00e3o, sofrendo mudan\u00e7as e transforma\u00e7\u00f5es profundas e culturais? E n\u00e3o \u00e9 um processo, assim, lento como o que outros pa\u00edses viveram. \u00c9 uma transforma\u00e7\u00e3o violenta, r\u00e1pida, do dia para a noite voc\u00ea tem coisas novas. Todo mundo est\u00e1 vivendo isso. Se a gente n\u00e3o se cuidar, tamb\u00e9m vai entrar um pouco dentro deste ritmo e corre-se o risco de se descaracterizar como frades, como Ordem Franciscana. Ent\u00e3o, acho que um dos grandes desafios \u00e9 como que a gente vai estar diante de tudo isso?. Como que a gente vai viver junto com o povo essa transforma\u00e7\u00e3o, como a gente vai prepar\u00e1-los e vai tamb\u00e9m, junto, se preparar para poder n\u00e3o ser engolido por esse progresso ilus\u00f3rio, por essa reconstru\u00e7\u00e3o, que no fundo traz benef\u00edcios, sim, mas para um grupo de privilegiados.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 De qualquer forma, voc\u00eas j\u00e1 t\u00eam uma boa base em 16 anos?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Angelo &#8211;<\/strong> Nestes 16 anos, a gente j\u00e1 marcou presen\u00e7a e come\u00e7a a criar um jeito franciscano de estar, fazer, de coordenar, de viver l\u00e1 com eles. Aos poucos, a gente vai criando estas caracter\u00edsticas, essa maneira de ser nossa. Agora, em 16 anos, contudo, temos uma miss\u00e3o \u201cadolescente\u201d, e o adolescente sonha muito. \u00c0s vezes comete certas irresponsabilidades. Ent\u00e3o, a Funda\u00e7\u00e3o, em 16 anos, est\u00e1 passando para uma fase mais \u201cadulta\u201d, vamos dizer assim.<br \/>\n<strong>Frei Evaristo &#8211;<\/strong> A busca n\u00e3o \u00e9 de dar rumo ao povo, mas de estarmos juntos com o povo e sermos menores e servidores entre eles. Assim, como Francisco, anunciando a paz e o bem. Assim, buscando fomentar os valores do Evangelho no meio da cultura.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 Quanto tempo ser\u00e1 necess\u00e1rio para a miss\u00e3o de Angola ser independente?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Evaristo \u2013<\/strong> Para voc\u00ea ter uma id\u00e9ia, s\u00f3 depois de muitos anos os franciscanos do Egito conseguiram abrir uma miss\u00e3o no Sud\u00e3o. Na \u00c1frica do Sul tem uma Prov\u00edncia estruturada h\u00e1 muito tempo e est\u00e3o abrindo uma miss\u00e3o na Nam\u00edbia. A Ordem refor\u00e7ou uma frente mission\u00e1ria no Qu\u00eania, que abrange dez pa\u00edses. Ent\u00e3o, n\u00e3o temos a pretens\u00e3o de logo ir para fora, mas de fato estruturar o franciscanismo e a Ordem dentro de Angola neste momento. \u201cPartir em miss\u00e3o\u201d \u00e9 uma coisa para o futuro, n\u00e3o \u00e9 o pensamento de agora. O pensamento de agora \u00e9 \u201cir em miss\u00e3o para Angola\u201d. Quer dizer, no futuro, a Miss\u00e3o vai dar este passo. A Ordem j\u00e1 tem presen\u00e7a mission\u00e1ria em mais da metade dos pa\u00edses da \u00c1frica, e essa presen\u00e7a \u00e9 crescente porque tem voca\u00e7\u00f5es. A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 o Norte da \u00c1frica, onde a maioria \u00e9 mul\u00e7umana. O Congo democr\u00e1tico tem a maior prov\u00edncia da \u00c1frica, com praticamente 200 frades num pa\u00eds. Em todos os pa\u00edses da \u00c1frica subsaariana as voca\u00e7\u00f5es s\u00e3o florescentes. Ent\u00e3o, se espera num futuro que todos os pa\u00edses da \u00c1frica possam ter mission\u00e1rios a partir das miss\u00f5es africanas.<br \/>\n<strong>Frei Alexandre &#8211;<\/strong> Em outros pa\u00edses verificamos que antes de 50 anos essa autonomia n\u00e3o aconteceu. Ent\u00e3o, acho que a gente n\u00e3o pode criar falsas expectativas achando que daqui a 20, 30 anos isso vai acontecer. N\u00f3s devemos criar uma estrutura que possibilite fazer com que os frades depois consigam, com os recursos locais \u2013 n\u00e3o s\u00f3 vocacionalmente mas materialmente \u2013 levar essa Funda\u00e7\u00e3o adiante.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos \u2013 Como voc\u00ea sente o apoio da Prov\u00edncia?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Evaristo \u2013<\/strong> Desde o in\u00edcio, quando os frades partiram para Angola, tinham uma certeza no cora\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o estavam indo sozinhos. Estavam indo em nome da Prov\u00edncia e com o respaldo da Prov\u00edncia. Foi sempre a Prov\u00edncia que nos sustentou, a Prov\u00edncia que nos socorreu no momento de doen\u00e7a. \u00c9 ela que reza muito e faz campanhas em prol das Miss\u00f5es. Por exemplo, no ano passado, houve uma campanha grande para que se pudesse colocar uma B\u00edblia na m\u00e3o de todos os catequistas das comunidades. E at\u00e9 tenho que fazer um agradecimento muito grande a todas as pessoas que colaboraram nesta campanha. E a outra parte da campanha foi para kits escolares para ajudar as crian\u00e7as que n\u00e3o podiam comprar o material escolar.<br \/>\n<strong>Frei Angelo \u2013<\/strong> A \u00faltima campanha foi um pedido\u00a0 \u00e0 Prov\u00edncia para conseguir doadores de pequenas m\u00e1quinas, pequenos aparelhos, de fazer estas sacolas pl\u00e1sticas que a gente recebe nos mercados. A gente sempre recebeu apoio da Prov\u00edncia e agora v\u00ea que a Prov\u00edncia come\u00e7a a se envolver tamb\u00e9m no apoio \u00e0 Evangeliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Frei Alexandre \u2013 Cada dia, cada noite, as nossas ora\u00e7\u00f5es e nossos agradecimentos na inten\u00e7\u00e3o da Prov\u00edncia e de nossos benfeitores.<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Evaristo \u2013<\/strong> Nem todo mundo pode ser mission\u00e1rio mas todo mundo pode rezar pelas miss\u00f5es, apoiar as voca\u00e7\u00f5es para as miss\u00f5es.<\/p>\n<h4>Angola e a guerra<\/h4>\n<p>Com o fim da ditadura em Portugal (25 de abril de 1974), abriram-se perspectivas imediatas para a independ\u00eancia de Angola. O novo governo revolucion\u00e1rio portugu\u00eas abriu negocia\u00e7\u00f5es com os tr\u00eas principais movimentos de liberta\u00e7\u00e3o (MPLA \u2013 Movimento Popular de Liberta\u00e7\u00e3o de Angola, FNLA \u2013 Frente Nacional de Liberta\u00e7\u00e3o de Angola e UNITA \u2013 Uni\u00e3o Nacional para a Independ\u00eancia Total de Angola). A independ\u00eancia de Angola n\u00e3o foi o in\u00edcio da paz, mas o in\u00edcio de uma nova guerra aberta. Muito antes do Dia da Independ\u00eancia, a 11 de Novembro de 1975, j\u00e1 os tr\u00eas grupos nacionalistas que tinham combatido o colonialismo portugu\u00eas lutavam entre si pelo controle do pa\u00eds. Cada um deles era apoiado por pot\u00eancias estrangeiras, dando ao conflito uma dimens\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>Em maio de 1977, um grupo do MPLA encabe\u00e7ado por Nito Alves, desencadeou um golpe de Estado e provocou um banho de sangue. No final deste ano, o MPLA realizou o seu 1\u00ba Congresso, onde se proclamou como sendo um partido marxista-leninista, adoptando o nome de MPLA-Partido do Trabalho.<\/p>\n<p>A guerra continuava a alastrar por todo o territ\u00f3rio. Agostinho Neto morreu em Moscovo a 10 de setembro de 1979, sucedendo-lhe no cargo o ministro da Planifica\u00e7\u00e3o, o engenheiro Jos\u00e9 Eduardo dos Santos.<\/p>\n<p>A partir de 1989, com a queda do bloco da ex-Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, sucederam-se em Angola os acordos de paz entre a Unita e o MPLA, seguidos do recome\u00e7o das hostilidades. Em Junho de 1989, em Gbadolite (Zaire), a Unita e o MPLA estabeleceram uma nova tr\u00e9gua. A paz apenas durou dois meses.<\/p>\n<p>Em fins de abril de 1990, o governo de Angola anunciou o rein\u00edcio das conversa\u00e7\u00f5es diretas com a Unita, com vista ao estabelecimento do cessar-fogo. No m\u00eas seguinte, a Unita reconhecia oficialmente Jos\u00e9 Eduardo dos Santos como o Chefe de Estado angolano. O desmoronar da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica acelerou o processo de democratiza\u00e7\u00e3o. No final do ano, o MPLA anunciava a introdu\u00e7\u00e3o de reformas democr\u00e1ticas no pa\u00eds. A 11 de maio de 1991, o governo publicou uma lei que autorizava a cria\u00e7\u00e3o de novos partidos, pondo fim ao monopartidarismo. A 22 de maio os \u00faltimos cubanos sa\u00edram de Angola.<br \/>\nEm 31 de maio de 1991, com a media\u00e7\u00e3o de Portugal, EUA, Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e da ONU, celebraram-se os acordos de Bicesse (Estoril), terminando com a guerra civil desde 1975, e marcando as elei\u00e7\u00f5es para o ano seguinte.<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es de setembro de 1992, deram a vit\u00f3ria ao MPLA (cerca de 50% dos votos). A Unita (cerca de 40% dos votos) n\u00e3o reconheceu os resultados eleitorais. Quase de imediato sucedeu-se um banho de sangue, reiniciando-se o conflito armado, primeiro em Luanda, mas alastrando-se rapidamente ao restante territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>A Unita restabeleceu primeiramente a sua capital no Planalto Central com sede no Huambo (antiga Nova Lisboa), no leste e norte.<\/p>\n<p>Em 1993, o Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas embargou as transfer\u00eancias de armas e petr\u00f3leo para a Unita. Tanto o governo como a Unita acordaram em parar as novas aquisi\u00e7\u00f5es de armas, mas tudo n\u00e3o passou de palavras.<\/p>\n<p>Em novembro de 1994, celebrou-se o Protocolo de Lusaka, na Z\u00e2mbia entre a Unita e o governo de Angola. A paz parecia mais do que nunca estar perto de ser alcan\u00e7ada. A Unita usou o acordo de paz de Lusaka para impedir mais perdas territoriais e para fortalecer as suas for\u00e7as militares. Em 1996 e 1997 adquiriu grandes quantidades de armamentos e combust\u00edvel, enquanto ia cumprindo, sem pressa, v\u00e1rios dos compromissos que assumira atrav\u00e9s do Protocolo de Lusaka.<\/p>\n<p>Entretanto, o Ocidente passara a apoiar o governo do MPLA, o que marcou o decl\u00ednio militar e pol\u00edtico da Unita. Em dezembro de 1998, Angola retornou ao estado de guerra aberta, que s\u00f3 parou em 2002, com a morte de Jonas Savimbi (l\u00edder da Unita). Com a morte do l\u00edder hist\u00f3rico da Unita, este movimento iniciou negocia\u00e7\u00f5es com o Governo de Angola com vista \u00e0 deposi\u00e7\u00e3o das armas, deixando de ser um movimento armado, e assumindo-se como mera for\u00e7a pol\u00edtica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presen\u00e7a franciscana em Angola<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":199274,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[360],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Mission\u00e1rios falam sobre a Miss\u00e3o - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/missao-em-angola-10.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Mission\u00e1rios falam sobre a Miss\u00e3o - 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