{"id":34857,"date":"2013-03-21T08:46:05","date_gmt":"2013-03-21T11:46:05","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=34857"},"modified":"2019-04-23T09:34:08","modified_gmt":"2019-04-23T12:34:08","slug":"mensagem-do-ministro-geral-para-pascoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/mensagem-do-ministro-geral-para-pascoa.html","title":{"rendered":"Mensagem do Ministro Geral para P\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<h4><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-34858\" title=\"Mensagem\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Pasqua2013_por-1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"636\" \/>CREIO, SENHOR, MAS AUMENTA MINHA POBRE F\u00c9 <\/strong><strong>(cf. <\/strong><strong>Mc <\/strong><strong>9,24)<\/strong><\/h4>\n<p><strong>\u201cRessuscitou!\u201d (Lc 24,6)<\/strong><br \/>\nEsta \u00e9, meus queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, a experi\u00eancia dos que comeram e beberam com Ele depois da sua ressurrei\u00e7\u00e3o (cf. <em>Atos <\/em>10,41), e de todos os que se sentem renascidos \u201cpara a esperan\u00e7a viva, para a heran\u00e7a incorrupt\u00edvel\u201d (<em>1Pe <\/em>1,3-4). <strong>\u201cRessuscitou!\u201d <\/strong>Este \u00e9 o fundamento da nossa f\u00e9, a raz\u00e3o da nossa esperan\u00e7a e o motivo da nossa caridade: \u201cSe Cristo n\u00e3o ressuscitou, vazia \u00e9 a nossa prega\u00e7\u00e3o, vazia tamb\u00e9m \u00e9 a vossa f\u00e9\u201d (<em>1Cor <\/em>15,14). Sem esta experi\u00eancia, a cruz de Jesus e as nossas seriam uma trag\u00e9dia e a vida crist\u00e3, um absurdo. A partir dela, ao contr\u00e1rio, podemos cantar com a liturgia: \u201c<em>O Crux, ave, spes unica<\/em>\u201d, \u201cSalve, \u00f3 cruz, nossa \u00fanica esperan\u00e7a!\u201d. O Crucificado \u201cressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras\u201d (<em>1Cor <\/em>15,4). Eis aqui o n\u00facleo central da nossa f\u00e9 e do <em>kerigma <\/em>primitivo: \u201cTanto eu como eles, eis o que proclamamos\u201d (<em>1Cor <\/em>15,11). A ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 o grande \u201csim\u201d de Deus Pai a seu Filho e, nele, a n\u00f3s, por isso \u00e9 tamb\u00e9m o tema do an\u00fancio e o fundamento da nossa f\u00e9.<br \/>\n<strong>Sim, verdadeiramente ressuscitou!<\/strong><br \/>\nSempre me impressionou o fato de que os crist\u00e3os orientais neste per\u00edodo se sa\u00fadam com as seguintes palavras: \u201c<em>Cristo ressuscitou<\/em>\u201d, ao que se responde \u201c<em>Sim, verdadeiramente ressuscitou!\u201d<\/em>. <strong>Sim, ressuscitou. <\/strong>Esta confiss\u00e3o de f\u00e9 a fazemos no contexto do <em>Ano da f\u00e9<\/em>, querido por Bento XVI \u201cpara que a Igreja renove o entusiasmo de se crer em Jesus Cristo, \u00fanico Salvador do mundo, reavive a alegria de caminhar pela via que nos tem indicado; e testemunhe de modo concreto a for\u00e7a transformadora da f\u00e9\u201d (Bento XVI, <em>Audi\u00eancia <\/em>17\/10\/2012).<br \/>\n<strong>Crer, um caminho que dura tanto quanto a vida<\/strong><br \/>\nTalvez possa parecer estranho que dedique esta carta de P\u00e1scoa ao tema da f\u00e9. Alguns poderiam pensar que a f\u00e9 \u00e9 um pressuposto \u00f3bvio na vida de um religioso e franciscano. Eu n\u00e3o creio que seja assim. Realmente a f\u00e9 nunca pode ser dada por descontada,\u00a0 particularmente em nosso tempo em que \u201cuma profunda crise de f\u00e9 atingiu muitas pessoas\u201d (<em>PF <\/em>2). E dado que atravessar a Porta da f\u00e9 (cf. <em>Atos <\/em>14,27) \u201cimplica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira\u201d, que \u201ctem in\u00edcio no batismo (cf. <em>Rom <\/em>6,4) [\u2026] e conclui-se com a passagem atrav\u00e9s da morte para a vida eterna\u201d(<em>PF <\/em>1), \u00e9 necess\u00e1rio que em todo tempo e em todas as circunst\u00e2ncias da vida se <em>fa\u00e7a verdade <\/em>sobre nossa f\u00e9, a fim de que esta cres\u00e7a dia a dia e possa \u201cfazer brilhar, com evid\u00eancia sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo\u201d (<em>PF <\/em>2). Precisamos ter a coragem de perguntar-nos: sou pessoa de f\u00e9 ou um simples <em>ateu praticante<\/em>? Qual \u00e9 o estado real de \u201csa\u00fade\u201d da minha f\u00e9? Temos que ter tamb\u00e9m a lucidez necess\u00e1ria para dar uma resposta sincera e profunda a perguntas t\u00e3o vitais como estas. Penso dizer a verdade ao afirmar que a crise de f\u00e9 vivida dentro da Igreja, como muitas vezes denunciou o Papa, tamb\u00e9m \u00e9 palp\u00e1vel entre n\u00f3s. Ao afirmar isso n\u00e3o penso tanto numa f\u00e9 te\u00f3rica e conceitual, mas numa f\u00e9 celebrada, vivida e confessada na vida quotidiana. Sem negar que a maior parte dos irm\u00e3os d\u00e3o cotidianamente, sem holofotes, sem aplausos e sem grandes discursos, testemunho humilde de uma f\u00e9 confessada, vivida e celebrada, permanecendo fi\u00e9is contra toda a esperan\u00e7a e fazendo de sua vida experi\u00eancia do mist\u00e9rio pascal, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que o secularismo, entendido como um conjunto de atitudes hostis \u00e0 f\u00e9 e que afeta vastos setores da sociedade, pode ter entrado em nossas fraternidades e em nossas vidas; e que a queda do horizonte da eternidade e a redu\u00e7\u00e3o do real \u00e0 \u00fanica dimens\u00e3o terrena tem sobre a f\u00e9 o efeito que tem a areia jogada sobre a chama: a sufoca e acaba por apag\u00e1-la. Creio que seja necess\u00e1rio, especialmente durante este <em>Ano da f\u00e9<\/em>, fazer uma parada, <em>moratorium<\/em>, para avaliar a nossa f\u00e9. Quanto s\u00e3o atuais as palavras do ent\u00e3o Cardeal Ratzinger quando, em 1989, afirmava: \u201cA apostasia da idade moderna se funda sobre a queda de uma verifica\u00e7\u00e3o da f\u00e9 na vida dos crist\u00e3os.\u201d<br \/>\n<strong>F\u00e9 \u00e9 vida<\/strong><br \/>\nO Papa na sua catequese sobre a f\u00e9, no dia 17 de outubro de 2012, afirma: \u201cTer f\u00e9 no Senhor n\u00e3o \u00e9 um fato que interessa s\u00f3 \u00e0 nossa intelig\u00eancia, a \u00e1rea do saber intelectual, mas \u00e9 uma mudan\u00e7a que envolve a vida, a totalidade de n\u00f3s mesmos: sentimento, cora\u00e7\u00e3o, intelig\u00eancia, vontade, corporeidade, emo\u00e7\u00f5es, rela\u00e7\u00f5es humanas.\u201d E nesta mesma ocasi\u00e3o o Papa Bento se pergunta: \u201cA f\u00e9 \u00e9 verdadeiramente a for\u00e7a transformadora em nossa vida, em minha vida? Ou \u00e9 s\u00f3 um dos elementos que fazem parte da exist\u00eancia, sem ser o determinante que a envolve totalmente?\u201d \u00c9 isto, meus queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, o que temos de perguntar-nos, porque a f\u00e9, longe de ser algo separado da vida, \u00e9 a sua alma: \u201cA f\u00e9 crist\u00e3, operosa na caridade e forte na esperan\u00e7a, n\u00e3o limita, mas humaniza a vida; mais ainda, a torna plenamente humana\u201d (Bento XVI, <em>Audi\u00eancia <\/em>&#8230;). N\u00e3o podemos falar de f\u00e9 sem fazer refer\u00eancia \u00e0 vida, porque \u00e9 esta que a torna compreens\u00edvel e atraente (cf. <em>Sant <\/em>2, 1ss). F\u00e9 e vida se exigem reciprocamente, e uma sustenta a outra.<br \/>\nPor outro lado, sustentados pela f\u00e9, olhamos com confian\u00e7a o nosso compromisso pela transforma\u00e7\u00e3o das estruturas de pecado, esperando \u201cnovos c\u00e9us e nova terra, onde habitar\u00e1 a justi\u00e7a\u201d (<em>2P <\/em>3,13). S\u00f3 unindo f\u00e9 e vida, f\u00e9 e compromisso em favor de uma sociedade mais em sintonia com os valores do Evangelho, seremos \u201csinais vivos da presen\u00e7a do Ressuscitado no mundo\u201d (<em>PF <\/em>15). Com raz\u00e3o o Cap\u00edtulo de 2006 nos dizia no documento final: \u201cA f\u00e9 implica tudo o que somos, [\u2026] A vida na f\u00e9 \u00e9 a verdadeira fonte da nossa alegria e da nossa esperan\u00e7a, do nosso seguimento a Jesus Cristo e do nosso testemunho para o mundo\u201d (<em>Sfc<\/em>, 18). F\u00e9 e vida s\u00e3o insepar\u00e1veis. S\u00e3o Boaventura, no <em>Pr\u00f3logo <\/em>do <em>Breviloquium<\/em>, define a f\u00e9 com tr\u00eas imagens que considero muito esclarecedoras em rela\u00e7\u00e3o ao que estamos dizendo: \u201c<em>fundamentum stabiliens<\/em>\u201d, fundamento que d\u00e1 estabilidade; \u201c<em>lucerna dirigens<\/em>\u201d, l\u00e2mpada que dirige; \u201c<em>ianua introducens<\/em>\u201d, porta que introduz. Enquanto <em>fundamento<\/em>, a f\u00e9 \u00e9 o que d\u00e1 estabilidade \u00e0 nossa vida; enquanto <em>l\u00e2mpada<\/em>, a f\u00e9 \u00e9 a luz que consente ver e indica a dire\u00e7\u00e3o justa; enquanto <em>porta<\/em>, a f\u00e9 \u00e9 a que permite ir mais al\u00e9m e que introduz na comunh\u00e3o com o Santo dos santos. A f\u00e9 \u00e9 a luz que nos permite alcan\u00e7ar e poder abrir a porta que nos introduz sem obst\u00e1culos no mundo de Deus, permitindo-nos caminhar segundo a Sua vontade.<br \/>\n<strong>A f\u00e9: gra\u00e7a e responsabilidade<\/strong><br \/>\nCrer sup\u00f5e, acima de tudo, <em>acolher <\/em>um dom com o qual somos agraciados imerecidamente: o dom da f\u00e9.<br \/>\n\u201cO Senhor lhe abrira o cora\u00e7\u00e3o para que atendesse ao que Paulo dizia\u201d, afirmam os Atos ao referir-se \u00e0 L\u00eddia (cf. <em>Atos <\/em>16,14). Francisco assim o reconhece tamb\u00e9m em seu <em>Testamento<\/em>: \u201cO Senhor me deu uma t\u00e3o grande f\u00e9 [\u2026] O Senhor me deu e me d\u00e1 tanta f\u00e9\u2026\u201d (cf. <em>Test <\/em>4.6). Para Francisco, e tamb\u00e9m para n\u00f3s, tudo \u00e9 gra\u00e7a (cf. <em>Test <\/em>1.2.4.6.14.25), tamb\u00e9m a f\u00e9. Por isso a f\u00e9 visa sempre atuar e transformar a pessoa a partir de dentro, visa a convers\u00e3o da mente e do cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA f\u00e9, no entanto, \u00e9 tamb\u00e9m compromisso pessoal para conserv\u00e1-la e faz\u00ea-la crescer. Por isso Bento XVI nos prop\u00f5e que durante este <em>Ano da f\u00e9 <\/em>fa\u00e7amos \u201cmem\u00f3ria do dom precioso da f\u00e9\u201d (<em>PF <\/em>8). J\u00e1 o santo Bispo de Hipona, numa de suas homilias sobre a <em>Redditio Symboli<\/em>, a entrega do Credo, diz: \u201cV\u00f3s o tendes recebido [o Credo], por\u00e9m deveis t\u00ea-lo sempre presente na mente e no cora\u00e7\u00e3o, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas pra\u00e7as e n\u00e3o o esquecer durante as refei\u00e7\u00f5es; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso cora\u00e7\u00e3o continue de vig\u00edlia por ele\u201d (S. Agostinho, <em>Sermo <\/em>215, 1). A Igreja primitiva pedia que se aprendesse de mem\u00f3ria o Credo (cf. <em>PF <\/em>9), para <em>conservar <\/em>a f\u00e9 e para <em>recordar <\/em>a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de pessoas de f\u00e9. Este <em>re<\/em>&#8211;<em>cordar<\/em>, passar de novo pelo cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se limita ao passado, mas faz com que a f\u00e9 entre no presente, qualificando a pr\u00f3pria vida, e se abra ao futuro desenvolvendo-se, como cresce o gr\u00e3o de mostarda ( <em>Mt <\/em>13,31). Assim o conte\u00fado do Credo, s\u00edntese de nossa f\u00e9, se faz hist\u00f3ria, se faz vida e se abre \u00e0s <em>mirabilia Dei<\/em>, \u201cobras admir\u00e1veis de Deus\u201d, que o Senhor continua a operar em n\u00f3s.<br \/>\nA f\u00e9 \u00e9, pois, uma gra\u00e7a que devemos acolher com verdadeira e profunda gratid\u00e3o, e uma responsabilidade que nos leva a tomar consci\u00eancia dela, \u201cpara reaviv\u00e1-la, para purific\u00e1-la, para confirm\u00e1-la e para confess\u00e1-la\u201d (Paulo VI, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica<em>. Petrum et Paulum. Apostolos<\/em>, 1967). A f\u00e9, se queremos que n\u00e3o se apague, perdendo assim a possibilidade de ser sal e luz em nosso mundo (cf. <em>Mt <\/em>5,13-16), deve ser redescoberta constantemente (cf. <em>PF <\/em>4), e vivida com alegria, de tal modo que possamos confess\u00e1-la, individual e comunitariamente, interior e exteriormente (cf. <em>Petrum..<\/em>.) e celebr\u00e1-la na liturgia e em nossa vida cotidiana (cf. <em>PF <\/em>8.9). A f\u00e9 que me foi dada, me foi tamb\u00e9m confiada para que a conserve e a fa\u00e7a crescer. Com o cora\u00e7\u00e3o se cr\u00ea, e com a boca se faz a profiss\u00e3o de f\u00e9 (cf. <em>Rom <\/em>10,10). Acolhida e responsabilidade s\u00e3o insepar\u00e1veis.<br \/>\n<strong>A f\u00e9: ades\u00e3o a Cristo e \u00e0 Igreja<\/strong><br \/>\nTentando sintetizar ao m\u00e1ximo, penso que a resposta \u00e0 pergunta <em>o que \u00e9 a f\u00e9?<\/em> seja <em>ades\u00e3o<\/em>. <em>Ades\u00e3o cordial <\/em>a uma pessoa, \u00e0 pessoa de Cristo, e <em>ades\u00e3o gozosa <\/em>aos conte\u00fados, os que a Igreja nos prop\u00f5e no Credo e atrav\u00e9s do Magist\u00e9rio. A ades\u00e3o \u00e0 pessoa de Jesus Cristo, essencial na vida da pessoa crente, comporta um encontro pessoal com Jesus atrav\u00e9s de uma vida intensa de ora\u00e7\u00e3o, de uma rica vida sacramental e da Leitura orante da Palavra.<br \/>\nTemos de ser muito conscientes de que no campo da f\u00e9 jogamos tudo no encontro com a pessoa de Jesus. Sem este encontro nossa ades\u00e3o ser\u00e1 a uma ideia ou ideologia, nunca a uma pessoa ou a uma forma de vida. Por outro lado, a ades\u00e3o aos conte\u00fados da f\u00e9 que nos apresenta a Igreja comporta o conhecimento de tais conte\u00fados e uma reflex\u00e3o profunda sobre eles, assim como uma vis\u00e3o de f\u00e9 sobre a pr\u00f3pria Igreja. N\u00e3o se trata de professar \u201ca minha f\u00e9\u201d, mas de fazer minha a f\u00e9 da Igreja, o que se traduz em <em>obedi\u00eancia caritativa <\/em>(cf. <em>Adm <\/em>3,6) e em consentimento \u201ccom a intelig\u00eancia e a vontade ao que prop\u00f5e a Igreja\u201d (<em>PF <\/em>10; <em>Dei Verbum <\/em>5; <em>Dei Filius <\/em>III). Fa\u00e7o meu o convite do \u00faltimo S\u00ednodo para reanimar o nosso entusiasmo de pertencer \u00e0 Igreja (cf. <em>Instrumentum Laboris <\/em>87). Somente com este entusiasmo poderemos \u201crestaur\u00e1-la\u201d, como fez Francisco.<br \/>\n<strong>A f\u00e9 conforme Francisco<\/strong><br \/>\nEnquanto Irm\u00e3os Menores ou seguidores de Francisco, \u00e9 importante deter-nos, ainda que brevemente, sobre o caminho da f\u00e9 de Francisco e as suas express\u00f5es. Tendo presente os seus <em>Escritos, <\/em>\u00e9 f\u00e1cil descobrir que a f\u00e9 do Assisense \u00e9, acima de tudo, uma f\u00e9 teologal, com clara estrutura trinit\u00e1ria e cristoc\u00eantrica (cf. <em>Ad <\/em>1; <em>RnB <\/em>22,41-55; 23,11; <em>LM <\/em>9,7). A sua experi\u00eancia espiritual se caracteriza por uma rela\u00e7\u00e3o de familiaridade com a Trindade. Al\u00e9m disso, algo que salta imediatamente \u00e0 vista \u00e9 que sua f\u00e9 tem uma dimens\u00e3o eclesial, superando assim a vis\u00e3o meramente individualista. Francisco, como a pr\u00f3pria Igreja, nos ensina a dizer \u201ccreio\u201d, \u201ccremos\u201d (cf. <em>PF <\/em>9). No <em>Testamento <\/em>faz confiss\u00e3o da sua \u201cf\u00e9 nas igrejas e nos sacerdotes\u201d (cf. <em>Test <\/em>4-7). Esta \u201cf\u00e9 nas igrejas e nos sacerdotes\u201d nos leva a compreender tamb\u00e9m outro aspecto digno de nota: a import\u00e2ncia existencial da Igreja na vida da f\u00e9 de Francisco; import\u00e2ncia que n\u00e3o se deve \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o de seus membros, particularmente da hierarquia ou dos sacerdotes, mas ao fato de que nela se pode encontrar a Cristo. Deus fala a Francisco na Igreja e atrav\u00e9s dela, tamb\u00e9m quando esta \u201c\u00e9 amea\u00e7ada de ru\u00edna\u201d (cf. <em>2Cel <\/em>10-11; <em>LTC <\/em>13), porque nela, tamb\u00e9m naquele tempo, est\u00e1 Cristo. Francisco nunca ver\u00e1 a Igreja, a Igreja Romana da qual fala, como uma amea\u00e7a para viver o Evangelho, nem sequer quando esta poderia ser uma igreja \u201cferida\u201d e \u201cpecadora\u201d. \u201cE n\u00e3o quero considerar neles o pecado &#8211; dir\u00e1 falando dos sacerdotes-, porque vejo neles o Filho de Deus, e eles s\u00e3o meus senhores\u201d (<em>Test <\/em>9). A partir da sua f\u00e9 em Cristo, que se encontra na Igreja e que passa atrav\u00e9s da f\u00e9 \u201cnas igrejas e nos sacerdotes\u201d, se compreende porque o <em>Poverello <\/em>tenha entregado a sua <em>Forma de vida<\/em>, revelada-lhe pelo Alt\u00edssimo (cf. <em>Test <\/em>14), \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da Igreja, e que na <em>Regra <\/em>prometa \u201cobedi\u00eancia e rever\u00eancia ao senhor papa Hon\u00f3rio e a seus sucessores canonicamente eleitos e \u00e0 Igreja Romana\u201d (<em>RB <\/em>1,2). Nessa mesma \u00f3tica, se entende muito bem que pe\u00e7a a seus Irm\u00e3os que vivam segundo \u201ca f\u00e9 e a vida cat\u00f3lica\u201d e que isto seja uma condi\u00e7\u00e3o para permanecer na Fraternidade (cf. <em>RnB <\/em>19,1-2). Tamb\u00e9m \u00e9 facilmente compreens\u00edvel que a \u201cf\u00e9 cat\u00f3lica\u201d seja para S\u00e3o Francisco um dos crit\u00e9rios fundamentais do discernimento de um candidato (cf. <em>RB <\/em>2,3), e a Igreja crit\u00e9rio para a verdadeira f\u00e9 (cf. T. Matura, <em>Francesco parla di Dio<\/em>, Milano 1992).<br \/>\n<strong>Uma pen\u00faltima anota\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nEm seu itiner\u00e1rio, \u201co mist\u00e9rio eucar\u00edstico constitui para Francisco o cora\u00e7\u00e3o da vida de f\u00e9\u201d (P. Martinelli, <em>Dammi fede diritta<\/em>, Porziuncula 2012), como aparece, entre outros muitos textos, na primeira <em>Admoesta\u00e7\u00e3o<\/em>. Diante deste mist\u00e9rio \u00e9 necess\u00e1rio ativar <em>os olhos do esp\u00edrito <\/em>ou <em>os olhos da f\u00e9<\/em>, uma express\u00e3o que j\u00e1 encontramos em Santo Agostinho, para evitar o ver <em>segundo a carne <\/em>e, como consequ\u00eancia, \u201cn\u00e3o ver nem crer\u201d (cf. <em>Adm <\/em>1,8; C. Vaiani, <em>Vedere e credere<\/em>. <em>L\u2019esperienza cristiana di Francesco<\/em>, Milano 2000). Finalmente, temos que recordar que para Francisco o mist\u00e9rio eucar\u00edstico est\u00e1 intimamente unido \u00e0 Palavra, a ponto de considerar esta segundo a mesma l\u00f3gica da Eucaristia, e para a Palavra pede \u201cvenera\u00e7\u00e3o\u201d (cf. <em>Ord <\/em>34-37), porque nela se deve honrar \u201co Senhor\u201d (cf. <em>Ord <\/em>36). Atr\u00e1s das palavras, Francisco \u201cv\u00ea\u201d a Palavra; nas palavras escuta a Palavra salv\u00edfica do Pai no momento presente (cf. <em>2Fi <\/em>34).<br \/>\nComo se pode ver, a f\u00e9 de Francisco n\u00e3o \u00e9, em absoluto, uma f\u00e9 abstrata. Hoje se nos apresenta como uma testemunha de f\u00e9: a confessou, a professou, a celebrou e a testemunhou com a sua vida, em um ambiente nada f\u00e1cil. O que nos est\u00e1 dizendo Francisco como confessor da f\u00e9? Que mudan\u00e7as nos pede no que se refere \u00e0 f\u00e9?<br \/>\n<strong>Conclus\u00e3o<\/strong><br \/>\nQueridos irm\u00e3os e queridas irm\u00e3s: muitas vezes se diz que o problema da Igreja s\u00e3o os \u201cafastados\u201d. Pessoalmente penso que n\u00e3o s\u00f3 eles s\u00e3o o problema, mas tamb\u00e9m os \u201cde perto\u201d podem ser um problema quando permanecem na soleira da \u201cPorta da f\u00e9\u201d sem nunca atravess\u00e1-la. O <em>Ano <\/em>que estamos vivendo \u00e9 um convite urgente para atravessar a <em>Porta da f\u00e9<\/em>, para considerar-nos <em>peregrinos na noite<\/em>, para colocar-nos em caminho para encontrar Aquele a quem nunca buscar\u00edamos se n\u00e3o tivesse vindo antes a buscar-nos (cf. Santo Agostinho, <em>Confiss\u00f5es, <\/em>13,1). Como afirmou o Cardeal Martini, a f\u00e9 \u00e9 sempre \u201cuma f\u00e9 mendicante\u201d, como aquela dos Magos, nunca uma f\u00e9 \u201cpr\u00e9-fabricada\u201d, como a dos escribas (cf. <em>Mt <\/em>2,1ss). Paulo pede a seu disc\u00edpulo Tim\u00f3teo que \u201cbusque a f\u00e9\u201d (cf. <em>2Tm <\/em>2,22), com a mesma const\u00e2ncia como quando era jovem (cf. <em>2Tm <\/em>3,15). Acolhamos este convite como dirigido a cada um de n\u00f3s e aproveitemos este <em>Ano <\/em>de gra\u00e7a para \u201cfazer mem\u00f3ria do dom da f\u00e9\u201d (<em>PF <\/em>8).<br \/>\n<strong>Cristo ressuscitou!\u00a0 Sim, verdadeiramente ressuscitou!<\/strong><br \/>\nMeus queridos irm\u00e3os e minhas queridas irm\u00e3s: Feliz P\u00e1scoa de Ressurrei\u00e7\u00e3o! Feliz caminhada neste <em>Ano da F\u00e9<\/em>!<br \/>\nVosso irm\u00e3o, Ministro e servo<br \/>\n<em>Frei Jos\u00e9 Rodr\u00edguez Carballo, OFM <\/em><br \/>\n<strong>Ministro Geral, OFM<\/strong><br \/>\nRoma, 19 de mar\u00e7o de 2013, festa de S\u00e3o Jos\u00e9.<\/p>\n<h4><a href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Pasqua2013_por.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">VEJA VERS\u00c3O EM PDF<\/a><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":202980,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Mensagem do Ministro Geral para P\u00e1scoa - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/mensagem-do-ministro-geral-para-pascoa.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Mensagem do Ministro Geral para P\u00e1scoa - 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