{"id":31183,"date":"2012-12-26T06:10:35","date_gmt":"2012-12-26T08:10:35","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=31183"},"modified":"2020-11-10T14:01:48","modified_gmt":"2020-11-10T17:01:48","slug":"bem-aventurados-os-construtores-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html","title":{"rendered":"Bem-aventurados os construtores da paz"},"content":{"rendered":"<div><img loading=\"lazy\" title=\"33_paz\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/33_paz.jpg\" alt=\"\" width=\"830\" height=\"476\" \/><\/div>\n<div><strong>1.<\/strong> Cada ano novo traz consigo a expectativa de um mundo melhor. Nesta perspectiva, pe\u00e7o a Deus, Pai da humanidade, que nos conceda a conc\u00f3rdia e a paz, a fim de que possam tornar-se realidade, para todos, as aspira\u00e7\u00f5es duma vida feliz e pr\u00f3spera.<\/div>\n<p>\u00c0 dist\u00e2ncia de 50 anos do in\u00edcio do Conc\u00edlio Vaticano II, que permitiu dar mais for\u00e7a \u00e0 miss\u00e3o da Igreja no mundo, anima constatar como os crist\u00e3os, Povo de Deus, em comunh\u00e3o com Ele e caminhando entre os homens, se comprometem na hist\u00f3ria compartilhando alegrias e esperan\u00e7as, tristezas e ang\u00fastias, anunciando a salva\u00e7\u00e3o de Cristo e promovendo a paz para todos.<\/p>\n<p>Na realidade, o nosso tempo, caracterizado pela globaliza\u00e7\u00e3o, com seus aspectos positivos e negativos, e tamb\u00e9m por sangrentos conflitos ainda em curso e por amea\u00e7as de guerra, requer um renovado e concorde empenho na busca do bem comum, do desenvolvimento de todo homem e do homem todo.<\/p>\n<p>Causam apreens\u00e3o os focos de tens\u00e3o e conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predom\u00ednio duma mentalidade ego\u00edsta e individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado. Al\u00e9m de variadas formas de terrorismo e criminalidade internacional, p\u00f5em em perigo a paz aqueles fundamentalismos e fanatismos que distorcem a verdadeira natureza da religi\u00e3o, chamada a favorecer a comunh\u00e3o e a reconcilia\u00e7\u00e3o entre os homens.<\/p>\n<p>E, no entanto, as in\u00fameras obras de paz, de que \u00e9 rico o mundo, testemunham a voca\u00e7\u00e3o natural da humanidade \u00e0 paz. Em cada pessoa, o desejo de paz \u00e9 uma aspira\u00e7\u00e3o essencial e coincide, de certo modo, com o anelo por uma vida humana plena, feliz e bem-sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princ\u00edpio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunit\u00e1rio, e isto faz parte dos des\u00edgnios que Deus tem para o homem. Na verdade, o homem \u00e9 feito para a paz, que \u00e9 dom de Deus.<\/p>\n<p>Tudo isso me sugeriu buscar inspira\u00e7\u00e3o, para esta Mensagem, nas palavras de Jesus Cristo: \u201cBem-aventurados os que constroem a paz, porque ser\u00e3o chamados filhos de Deus\u201d (Mt 5, 9).<\/p>\n<h4><strong>A bem-aventuran\u00e7a evang\u00e9lica<\/strong><\/h4>\n<p><strong>2.<\/strong> As bem-aventuran\u00e7as proclamadas por Jesus (cf. Mt 5, 3-12; Lc 6, 20-23) s\u00e3o promessas. Com efeito, na tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica, a bem-aventuran\u00e7a \u00e9 um g\u00eanero liter\u00e1rio que traz sempre consigo uma boa nova, ou seja um evangelho, que culmina numa promessa. Assim, as bem-aventuran\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o meras recomenda\u00e7\u00f5es morais, cuja observ\u00e2ncia prev\u00ea no tempo devido \u2013 um tempo localizado geralmente na outra vida \u2013 uma recompensa, ou seja, uma situa\u00e7\u00e3o de felicidade futura; mas consistem, sobretudo, no cumprimento de uma promessa feita a quantos se deixam guiar pelas exig\u00eancias da verdade, da justi\u00e7a e do amor. Frequentemente, aos olhos do mundo, aqueles que confiam em Deus e nas suas promessas aparecem como ing\u00eanuos ou fora da realidade; ao passo que Jesus lhes declara que j\u00e1 nesta vida \u2013 e n\u00e3o s\u00f3 na outra \u2013 se dar\u00e3o conta de serem filhos de Deus e que, desde o in\u00edcio e para sempre, Deus est\u00e1 totalmente solid\u00e1rio com eles. Compreender\u00e3o que n\u00e3o se encontram sozinhos, porque Deus est\u00e1 do lado daqueles que se comprometem com a verdade, a justi\u00e7a e o amor. Jesus, revela\u00e7\u00e3o do amor do Pai, n\u00e3o hesita em oferecer-Se a Si mesmo em sacrif\u00edcio. Quando se acolhe Jesus Cristo, Homem-Deus, vive-se a jubilosa experi\u00eancia de um dom imenso: a participa\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria vida de Deus, isto \u00e9, a vida da gra\u00e7a, penhor duma vida plenamente feliz. De modo particular, Jesus Cristo d\u00e1-nos a paz verdadeira, que nasce do encontro confiante do homem com Deus.<\/p>\n<p>A bem-aventuran\u00e7a de Jesus diz que a paz \u00e9, simultaneamente, dom messi\u00e2nico e obra humana. Na verdade, a paz pressup\u00f5e um humanismo aberto \u00e0 transcend\u00eancia; \u00e9 fruto do dom rec\u00edproco, de um m\u00fatuo enriquecimento, gra\u00e7as ao dom que prov\u00e9m de Deus e nos permite viver com os outros e para os outros. A \u00e9tica da paz \u00e9 uma \u00e9tica de comunh\u00e3o e partilha. Por isso, \u00e9 indispens\u00e1vel que as v\u00e1rias culturas de hoje superem antropologias e \u00e9ticas fundadas sobre motivos te\u00f3rico-pr\u00e1ticos meramente subjetivistas e pragm\u00e1ticos, em virtude dos quais as rela\u00e7\u00f5es da conviv\u00eancia se inspiram em crit\u00e9rios de poder ou de lucro, os meios tornam-se fins, e vice-versa, a cultura e a educa\u00e7\u00e3o concentram-se apenas nos instrumentos, na t\u00e9cnica e na efici\u00eancia. Condi\u00e7\u00e3o preliminar para a paz \u00e9 o desmantelamento da ditadura do relativismo e da apologia duma moral totalmente aut\u00f4noma, que impede o reconhecimento de qu\u00e3o imprescind\u00edvel seja a lei moral natural inscrita por Deus na consci\u00eancia de cada homem. A paz \u00e9 constru\u00e7\u00e3o em termos racionais e morais da conviv\u00eancia, fundando-a sobre um alicerce, cuja medida n\u00e3o \u00e9 criada pelo homem, mas por Deus. Como lembra o Salmo 29, \u201co Senhor d\u00e1 for\u00e7a ao seu povo; o Senhor aben\u00e7oar\u00e1 o seu povo com a paz\u201d (v. 11).<\/p>\n<h4><strong>A paz: dom de Deus e obra do homem<\/strong><\/h4>\n<p><strong>3.<\/strong> A paz envolve o ser humano na sua integridade e sup\u00f5e o empenho da pessoa inteira: \u00e9 paz com Deus, vivendo conforme \u00e0 sua vontade; \u00e9 paz interior consigo mesmo, e paz exterior com o pr\u00f3ximo e com toda a cria\u00e7\u00e3o. Como escreveu o Bem-aventurado Jo\u00e3o XXIII na Enc\u00edclica <em>Pacem in terris<\/em> &#8211; cujo cinquenten\u00e1rio ter\u00e1 lugar dentro de poucos meses \u2013, a paz implica principalmente a constru\u00e7\u00e3o duma conviv\u00eancia humana baseada na verdade, na liberdade, no amor e na justi\u00e7a. A nega\u00e7\u00e3o daquilo que constitui a verdadeira natureza do ser humano, nas suas dimens\u00f5es essenciais, na sua capacidade intr\u00ednseca de conhecer a verdade e o bem e, em \u00faltima an\u00e1lise, o pr\u00f3prio Deus, p\u00f5e em perigo a constru\u00e7\u00e3o da paz. Sem a verdade sobre o homem, inscrita pelo Criador no seu cora\u00e7\u00e3o, a liberdade e o amor depreciam-se, a justi\u00e7a perde a base para o seu exerc\u00edcio.<\/p>\n<p>Para nos tornarmos aut\u00eanticos obreiros da paz, s\u00e3o fundamentais a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 dimens\u00e3o transcendente e o di\u00e1logo constante com Deus, Pai misericordioso, pelo qual se implora a reden\u00e7\u00e3o que nos foi conquistada pelo seu Filho Unig\u00eanito. Assim, o homem pode vencer aquele germe de obscurecimento e nega\u00e7\u00e3o da paz que \u00e9 o pecado em todas as suas formas: ego\u00edsmo e viol\u00eancia, avidez e desejo de poder e dom\u00ednio, intoler\u00e2ncia, \u00f3dio e estruturas injustas.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o da paz depende, sobretudo, do reconhecimento de que somos, em Deus, uma \u00fanica fam\u00edlia humana. Esta, como ensina a Enc\u00edclica <em>Pacem in terris, <\/em>est\u00e1 estruturada mediante rela\u00e7\u00f5es interpessoais e institui\u00e7\u00f5es sustentadas e animadas por um \u00abn\u00f3s\u00bb comunit\u00e1rio, que implica uma ordem moral, interna e externa, na qual se reconhe\u00e7am sinceramente, com verdade e justi\u00e7a, os pr\u00f3prios direitos e os pr\u00f3prios deveres para com os demais.<\/p>\n<p>A paz \u00e9 uma ordem de tal modo vivificada e integrada pelo amor, que se sentem como pr\u00f3prias as necessidades e exig\u00eancias alheias, que se fazem os outros coparticipantes dos pr\u00f3prios bens e que se estende sempre mais no mundo a comunh\u00e3o dos valores espirituais. \u00c9 uma ordem realizada na liberdade, isto \u00e9, segundo o modo que corresponde \u00e0 dignidade de pessoas que, por\u00a0sua pr\u00f3pria natureza racional, assumem a responsabilidade do pr\u00f3prio agir.<\/p>\n<p>A paz n\u00e3o \u00e9 um sonho, nem uma utopia; a paz \u00e9 poss\u00edvel. Os nossos olhos devem ver em profundidade, sob a superf\u00edcie das apar\u00eancias e dos fen\u00f4menos, para vislumbrar uma realidade positiva que existe nos cora\u00e7\u00f5es, pois cada homem \u00e9 criado \u00e0 imagem de Deus e chamado a crescer contribuindo para a edifica\u00e7\u00e3o de um mundo novo.<\/p>\n<p>Na realidade, atrav\u00e9s da encarna\u00e7\u00e3o do Filho e da reden\u00e7\u00e3o por Ele operada, o pr\u00f3prio Deus entrou na hist\u00f3ria e fez surgir uma nova cria\u00e7\u00e3o e uma nova alian\u00e7a entre Deus e o homem (cf. Jr 31, 31-34), oferecendo-nos a possibilidade de ter \u201cum cora\u00e7\u00e3o novo e um esp\u00edrito novo\u201d (cf. Ez 36, 26).<br \/>\nPor isso mesmo, a Igreja est\u00e1 convencida de que urge um novo an\u00fancio de Jesus Cristo, primeiro e principal fator do desenvolvimento integral dos povos e tamb\u00e9m da paz. Na realidade, Jesus \u00e9 a nossa paz, a nossa justi\u00e7a, a nossa reconcilia\u00e7\u00e3o (cf. Ef 2, 14; 2 Cor 5, 18). O obreiro da paz, segundo a bem-aventuran\u00e7a de Jesus, \u00e9 aquele que procura o bem do outro, o bem pleno da alma e do corpo, no tempo presente e na eternidade.<\/p>\n<p>A partir deste ensinamento, pode-se deduzir que cada pessoa e cada comunidade \u2013 religiosa, civil, educativa e cultural \u2013 \u00e9 chamada a trabalhar pela paz. Esta consiste, principalmente, na realiza\u00e7\u00e3o do bem comum das v\u00e1rias sociedades, prim\u00e1rias e interm\u00e9dias, nacionais, internacionais e a mundial. Por isso mesmo, pode-se supor que os caminhos para a implementa\u00e7\u00e3o do bem comum sejam tamb\u00e9m os caminhos que temos de seguir para se obter a paz.<\/p>\n<h4><strong>Construtores da paz s\u00e3o aqueles que\u00a0<\/strong><strong>amam, defendem e promovem a vida na\u00a0<\/strong><strong>sua integridade<\/strong><\/h4>\n<p><strong>4.<\/strong> Caminho para a consecu\u00e7\u00e3o do bem comum e da paz \u00e9, antes de mais nada, o respeito pela vida humana, considerada na multiplicidade dos seus aspectos, a come\u00e7ar da concep\u00e7\u00e3o, passando pelo seu desenvolvimento at\u00e9 ao fim natural. Assim, os verdadeiros obreiros da paz s\u00e3o aqueles que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimens\u00f5es: pessoal, comunit\u00e1ria e transcendente. A vida em plenitude \u00e9 o \u00e1pice da paz. Quem deseja a paz n\u00e3o pode tolerar atentados e crimes contra a vida.<\/p>\n<p>Aqueles que n\u00e3o apreciam suficientemente o valor da vida humana, chegando a defender, por exemplo, a liberaliza\u00e7\u00e3o do aborto, talvez n\u00e3o se deem conta de que, assim, est\u00e3o propondo a prossecu\u00e7\u00e3o duma paz ilus\u00f3ria. A fuga das responsabilidades, que deprecia a pessoa humana, e mais ainda o assassinato de um ser humano indefeso e inocente nunca poder\u00e3o gerar felicidade nem a paz. Na verdade, como se pode pensar em realizar a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a pr\u00f3pria salvaguarda do ambiente, sem estar tutelado o direito \u00e0 vida dos mais fr\u00e1geis, a come\u00e7ar pelos nascituros? Qualquer les\u00e3o \u00e0 vida, de modo especial na sua origem, provoca inevitavelmente danos irrepar\u00e1veis ao desenvolvimento, \u00e0 paz, ao ambiente. T\u00e3o pouco \u00e9 justo codificar ardilosamente falsos direitos ou op\u00e7\u00f5es que, baseados numa vis\u00e3o redutiva e relativista do ser humano e com o h\u00e1bil recurso a express\u00f5es amb\u00edguas tendentes a favorecer um suposto direito ao aborto e \u00e0 eutan\u00e1sia, amea\u00e7am o direito fundamental \u00e0 vida.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a estrutura natural do matrim\u00f4nio, como uni\u00e3o entre um homem e uma mulher, deve ser reconhecida e promovida contra as tentativas de tornar, juridicamente, equivalente a formas radicalmente diversas de uni\u00e3o que, na realidade, a prejudicam e contribuem para a sua desestabiliza\u00e7\u00e3o, obscurecendo o seu car\u00e1ter peculiar e a sua insubstitu\u00edvel fun\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Estes princ\u00edpios n\u00e3o s\u00e3o verdades de f\u00e9, nem uma mera deriva\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 liberdade religiosa; mas est\u00e3o inscritos na pr\u00f3pria natureza humana \u2013 sendo reconhec\u00edveis pela raz\u00e3o \u2013 e consequentemente comuns a toda a humanidade. Por conseguinte, a a\u00e7\u00e3o da Igreja para os promover n\u00e3o tem car\u00e1cter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, independentemente da sua filia\u00e7\u00e3o religiosa. Tal a\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais necess\u00e1ria quando estes princ\u00edpios s\u00e3o negados ou mal entendidos, porque isso constitui uma ofensa contra a verdade da pessoa humana, uma ferida grave infligida \u00e0 justi\u00e7a e \u00e0 paz.<\/p>\n<p>Por isso, uma importante colabora\u00e7\u00e3o para a paz \u00e9 dada tamb\u00e9m pelos ordenamentos jur\u00eddicos e a administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a quando reconhecem o direito ao uso do princ\u00edpio da obje\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia face a leis e medidas governamentais que atentem contra a dignidade humana, como o aborto e a eutan\u00e1sia.<\/p>\n<p>Entre os direitos humanos basilares mesmo para a vida pac\u00edfica dos povos, conta-se o direito dos indiv\u00edduos e comunidades \u00e0 liberdade religiosa. Neste momento hist\u00f3rico, torna-se cada vez mais importante que este direito seja promovido n\u00e3o s\u00f3 negativamente, como liberdade de \u2013 por exemplo, de obriga\u00e7\u00f5es e coa\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 liberdade de escolher a pr\u00f3pria religi\u00e3o \u2013, mas tamb\u00e9m positivamente, nas suas v\u00e1rias articula\u00e7\u00f5es, como liberdade para: por exemplo, para testemunhar a pr\u00f3pria religi\u00e3o, anunciar e comunicar a sua doutrina; para realizar atividades educativas, benem\u00e9ritas e de assist\u00eancia que permitem aplicar os preceitos religiosos; para existir e atuar como organismos sociais, estruturados de acordo com os princ\u00edpios doutrinais e as finalidades institucionais que lhe s\u00e3o pr\u00f3prias. Infelizmente, v\u00e3o-se multiplicando, mesmo em pa\u00edses de antiga tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, os epis\u00f3dios de intoler\u00e2ncia religiosa, especialmente contra o cristianismo e aqueles que se limitam a usar os sinais identificadores da pr\u00f3pria religi\u00e3o.<\/p>\n<p>O construtor da paz deve ter presente tamb\u00e9m que as ideologias do liberalismo radical e da tecnocracia insinuam, numa percentagem cada vez maior da opini\u00e3o p\u00fablica, a convic\u00e7\u00e3o de que o crescimento econ\u00f4mico se deve conseguir mesmo \u00e0 custa da eros\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o social do Estado e das redes de solidariedade da sociedade civil, bem como dos direitos e deveres sociais. Ora, h\u00e1 que considerar que estes direitos e deveres s\u00e3o fundamentais para a plena realiza\u00e7\u00e3o de outros, a come\u00e7ar pelos direitos civis e pol\u00edticos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-31191\" title=\"37_paz\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/37_paz.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"257\" \/>E, entre os direitos e deveres sociais atualmente mais amea\u00e7ados, conta-se o direito ao trabalho. Isto \u00e9 devido ao fato, que se verifica cada vez mais, de o trabalho e o justo reconhecimento do estatuto jur\u00eddico dos trabalhadores n\u00e3o serem adequadamente valorizados, porque o crescimento econ\u00f4mico dependeria, sobretudo, da liberdade total dos mercados. Assim, o trabalho \u00e9 considerado uma vari\u00e1vel dependente dos mecanismos econ\u00f4micos e financeiros. A prop\u00f3sito disso, volto a afirmar que n\u00e3o s\u00f3 a dignidade do homem mas tamb\u00e9m raz\u00f5es econ\u00f4micas, sociais e pol\u00edticas exigem que se continue \u201ca perseguir como priorit\u00e1rio o objetivo do acesso ao trabalho para todos, ou da sua manuten\u00e7\u00e3o\u201d. Para se realizar este ambicioso objetivo, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o preliminar uma renovada aprecia\u00e7\u00e3o do trabalho, fundada em princ\u00edpios \u00e9ticos e valores espirituais, que revigore a sua concep\u00e7\u00e3o como bem fundamental para a pessoa, a fam\u00edlia, a sociedade. A um tal bem corresponde um dever e um direito, que exigem novas e ousadas pol\u00edticas de trabalho para todos.<\/p>\n<p><strong>Construir o bem da paz atrav\u00e9s de\u00a0<\/strong><strong>um novo modelo de desenvolvimento\u00a0<\/strong><strong>e de economia<\/strong><\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> De v\u00e1rios lados se reconhece que, hoje, \u00e9 necess\u00e1rio um novo modelo de desenvolvimento e tamb\u00e9m uma nova vis\u00e3o da economia. Quer um desenvolvimento integral, solid\u00e1rio e sustent\u00e1vel, quer o bem comum exigem uma justa escala de bens-valores, que \u00e9 poss\u00edvel estruturar tendo Deus como refer\u00eancia suprema. N\u00e3o basta ter \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o muitos meios e muitas oportunidades de escolha, mesmo apreci\u00e1veis; \u00e9 que tanto os in\u00fameros bens em fun\u00e7\u00e3o do desenvolvimento como as oportunidades de escolha devem ser empregues de acordo com a perspectiva duma vida boa, duma conduta reta, que reconhe\u00e7a o primado da dimens\u00e3o espiritual e o apelo \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do bem comum. Caso contr\u00e1rio, perdem a sua justa val\u00eancia, acabando por erguer novos \u00eddolos.<\/p>\n<p>Para sair da crise financeira e econ\u00f4mica atual, que provoca um aumento das desigualdades, s\u00e3o necess\u00e1rias pessoas, grupos, institui\u00e7\u00f5es que promovam a vida, favorecendo a criatividade humana para fazer da pr\u00f3pria crise uma ocasi\u00e3o de discernimento e de um novo modelo econ\u00f4mico. O modelo que prevaleceu nas \u00faltimas d\u00e9cadas apostava na busca da maximiza\u00e7\u00e3o do lucro e do consumo, numa \u00f3ptica individualista e ego\u00edsta que pretendia avaliar as pessoas apenas pela sua capacidade de dar resposta \u00e0s exig\u00eancias da competitividade. Olhando de outra perspectiva, por\u00e9m, o sucesso verdadeiro e duradouro pode ser obtido com a d\u00e1diva de si mesmo, dos seus dotes intelectuais, da pr\u00f3pria capacidade de iniciativa, j\u00e1 que o desenvolvimento econ\u00f4mico suport\u00e1vel, isto \u00e9, autenticamente humano tem necessidade do princ\u00edpio da gratuidade como express\u00e3o de fraternidade e da l\u00f3gica do dom. Concretamente, na atividade econ\u00f4mica, o obreiro da paz aparece como aquele que cria rela\u00e7\u00f5es de lealdade e reciprocidade com os colaboradores e os colegas, com os clientes e os usu\u00e1rios. Ele exerce a atividade econ\u00f4mica para o bem comum, vive o seu compromisso como algo que ultrapassa o interesse pr\u00f3prio, beneficiando as gera\u00e7\u00f5es presentes e futuras. Deste modo, sente-se trabalhando n\u00e3o s\u00f3 para si mesmo, mas tamb\u00e9m para dar aos outros um futuro e um trabalho dignos.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito econ\u00f4mico, s\u00e3o necess\u00e1rias \u2013 especialmente por parte dos Estados \u2013 pol\u00edticas de desenvolvimento industrial e agr\u00edcola que tenham a peito o progresso social e a universaliza\u00e7\u00e3o de um Estado de direito e democr\u00e1tico. Fundamental e imprescind\u00edvel \u00e9 tamb\u00e9m a estrutura\u00e7\u00e3o \u00e9tica dos mercados monet\u00e1rio, financeiro e comercial; devem ser estabilizados e melhor coordenados e controlados, de modo que n\u00e3o causem dano aos mais pobres. A solicitude dos diversos obreiros da paz deve ainda concentrar-se \u2013 com mais determina\u00e7\u00e3o do que tem sido feito at\u00e9 agora \u2013 na considera\u00e7\u00e3o da crise alimentar, muito mais grave do que a financeira.<\/p>\n<p>O tema da seguran\u00e7a das provis\u00f5es alimentares voltou a ser central na agenda pol\u00edtica internacional, por causa de crises relacionadas, para al\u00e9m do mais, com as bruscas oscila\u00e7\u00f5es do pre\u00e7o das mat\u00e9rias-primas agr\u00edcolas, com comportamentos irrespons\u00e1veis por parte de certos agentes econ\u00f4micos e com um controle insuficiente por parte dos governos e da comunidade internacional.<\/p>\n<p>Para enfrentar semelhante crise, os obreiros da paz s\u00e3o chamados a trabalhar juntos em esp\u00edrito de solidariedade, desde o n\u00edvel local at\u00e9 ao internacional, com o objetivo de colocar os agricultores, especialmente nas pequenas realidades rurais, em condi\u00e7\u00f5es de poderem realizar a sua atividade de modo digno e sustent\u00e1vel dos pontos de vista social, ambiental e econ\u00f4mico.<\/p>\n<h4><strong>Educa\u00e7\u00e3o para uma cultura da paz:\u00a0<\/strong><strong>o papel da fam\u00edlia e das institui\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p><strong>6.<\/strong> Desejo veementemente reafirmar que os diversos obreiros da paz s\u00e3o chamados a cultivar a paix\u00e3o pelo bem comum da fam\u00edlia e pela justi\u00e7a social, bem como o empenho por uma v\u00e1lida educa\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode ignorar ou subestimar o papel decisivo da fam\u00edlia, c\u00e9lula b\u00e1sica da sociedade, dos pontos de vista demogr\u00e1fico, \u00e9tico, pedag\u00f3gico, econ\u00f4mico e pol\u00edtico. Ela possui uma voca\u00e7\u00e3o natural para promover a vida: acompanha as pessoas no seu crescimento e estimula-as a enriquecerem-se entre si atrav\u00e9s do cuidado rec\u00edproco. De modo especial, a fam\u00edlia crist\u00e3 guarda em si o primordial projeto da educa\u00e7\u00e3o das pessoas segundo a medida do amor divino.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia \u00e9 um dos sujeitos sociais indispens\u00e1veis para a realiza\u00e7\u00e3o de uma cultura da paz. \u00c9 preciso tutelar o direito dos pais e o seu papel prim\u00e1rio na educa\u00e7\u00e3o dos filhos, nomeadamente nos \u00e2mbitos moral e religioso. Na fam\u00edlia, nascem e crescem os obreiros da paz, os futuros promotores duma cultura da vida e do amor.<br \/>\nNesta tarefa imensa de educar para a paz, est\u00e3o envolvidas de modo particular as comunidades dos crentes.<\/p>\n<p>A Igreja toma parte nesta grande responsabilidade atrav\u00e9s da nova evangeliza\u00e7\u00e3o, que tem como pontos de apoio a convers\u00e3o \u00e0 verdade e ao amor de Cristo e, consequentemente, o renascimento espiritual e moral das pessoas e das sociedades. O encontro com Jesus Cristo plasma os obreiros da paz, comprometendo-os na comunh\u00e3o e na supera\u00e7\u00e3o da injusti\u00e7a.<\/p>\n<p>Uma miss\u00e3o especial em prol da paz \u00e9 desempenhada pelas institui\u00e7\u00f5es culturais, escolares e universit\u00e1rias. Delas se requer uma not\u00e1vel contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 para a forma\u00e7\u00e3o de novas gera\u00e7\u00f5es de l\u00edderes, mas tamb\u00e9m para a renova\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, nacionais e internacionais. Podem tamb\u00e9m contribuir para uma reflex\u00e3o cient\u00edfica que radique as atividades econ\u00f4micas e financeiras numa s\u00f3lida base antropol\u00f3gica e \u00e9tica.<\/p>\n<p>O mundo atual, particularmente o mundo da pol\u00edtica, necessita do apoio dum novo pensamento, duma nova s\u00edntese cultural, para superar tecnicismos e harmonizar as v\u00e1rias tend\u00eancias pol\u00edticas em ordem ao bem comum. Este, visto como conjunto de rela\u00e7\u00f5es interpessoais e institui\u00e7\u00f5es positivas ao servi\u00e7o do crescimento integral dos indiv\u00edduos e dos grupos, est\u00e1 na base de toda a verdadeira educa\u00e7\u00e3o para a paz.<\/p>\n<h4><strong>Uma pedagogia do\u00a0<\/strong><strong>construtor da paz<\/strong><\/h4>\n<p><strong>7.<\/strong> Concluindo, h\u00e1 necessidade de propor e promover uma pedagogia da paz. Esta requer uma vida interior rica, refer\u00eancias morais claras e v\u00e1lidas, atitudes e estilos de vida adequados. Com efeito, as obras de paz concorrem para realizar o bem comum e criam o interesse pela paz, educando para ela. Pensamentos, palavras e gestos de paz criam uma mentalidade e uma cultura da paz, uma atmosfera de respeito, honestidade e cordialidade. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio ensinar os homens a amarem-se e educarem-se para a paz, a viverem mais de benevol\u00eancia que de mera toler\u00e2ncia. Incentivo fundamental ser\u00e1 \u201cdizer n\u00e3o \u00e0 vingan\u00e7a, reconhecer os pr\u00f3prios erros, aceitar as desculpas sem as buscar e, finalmente, perdoar\u201d, de modo que os erros e as ofensas possam ser verdadeiramente reconhecidos a fim de caminhar juntos para a reconcilia\u00e7\u00e3o. Isto requer a difus\u00e3o duma pedagogia do perd\u00e3o. Na realidade, o mal vence-se com o bem, e a justi\u00e7a deve ser procurada imitando a Deus Pai que ama todos os seus filhos (cf. Mt 5, 21-48).<\/p>\n<p>\u00c9 um trabalho lento, porque sup\u00f5e uma evolu\u00e7\u00e3o espiritual, uma educa\u00e7\u00e3o para os valores mais altos, uma vis\u00e3o nova da hist\u00f3ria humana. \u00c9 preciso renunciar \u00e0 paz falsa, que prometem os \u00eddolos deste mundo, e aos perigos que a acompanham; refiro-me \u00e0 paz que torna as consci\u00eancias cada vez mais insens\u00edveis, que leva a fechar-se em si mesmo, a uma exist\u00eancia atrofiada vivida na indiferen\u00e7a. Ao contr\u00e1rio, a pedagogia da paz implica servi\u00e7o, compaix\u00e3o, solidariedade, coragem e perseveran\u00e7a.<br \/>\nJesus encarna o conjunto destas atitudes na sua vida at\u00e9 ao dom total de Si mesmo, at\u00e9 \u00abperder a vida\u00bb (cf. Mt 10, 39; Lc 17, 33; Jo 12, 25). E promete aos seus disc\u00edpulos que chegar\u00e3o, mais cedo ou mais tarde, a fazer a descoberta extraordin\u00e1ria de que falamos no in\u00edcio: no mundo, est\u00e1 presente Deus, o Deus de Jesus Cristo, plenamente solid\u00e1rio com os homens.<\/p>\n<p>Neste contexto, apraz-me lembrar a ora\u00e7\u00e3o com que se pede a Deus para fazer de n\u00f3s instrumentos da sua paz, a fim de levar o seu amor onde h\u00e1 \u00f3dio, o seu perd\u00e3o onde h\u00e1 ofensa, a verdadeira f\u00e9 onde h\u00e1 d\u00favida. Por nossa vez, pedimos a Deus, juntamente com o Beato Jo\u00e3o XXIII, que ilumine os respons\u00e1veis dos povos para que, junto com a solicitude pelo justo bem-estar dos pr\u00f3prios concidad\u00e3os, garantam e defendam o dom precioso da paz; inflame a vontade de todos para superarem as barreiras que dividem, refor\u00e7arem os v\u00ednculos da caridade m\u00fatua, compreenderem os outros e perdoarem aos que lhes tiverem feito inj\u00farias, de tal modo que, em virtude da sua a\u00e7\u00e3o, todos os povos da terra se tornem irm\u00e3os e flores\u00e7a neles e reine para sempre a t\u00e3o suspirada paz.<\/p>\n<p>Com esta invoca\u00e7\u00e3o, fa\u00e7o votos de que todos possam ser aut\u00eanticos obreiros e construtores da paz, para que a cidade do homem cres\u00e7a em conc\u00f3rdia fraterna, na prosperidade e na paz.<\/p>\n<p><strong>Vaticano, 21 de dezembro de 2012<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia Mundial da Paz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":202250,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Bem-aventurados os construtores da paz - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Bem-aventurados os construtores da paz - Not\u00edcias - Franciscanos\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Dia Mundial da Paz\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Not\u00edcias - Franciscanos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2012-12-26T08:10:35+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2020-11-10T17:01:48+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/33_paz.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"273\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"181\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"20 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#website\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/\",\"name\":\"Not\u00edcias - Franciscanos\",\"description\":\"Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do Brasil - Ordem dos Frades Menores - OFM\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/33_paz.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/33_paz.jpg\",\"width\":273,\"height\":181},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html#webpage\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html\",\"name\":\"Bem-aventurados os construtores da paz - Not\u00edcias - Franciscanos\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html#primaryimage\"},\"datePublished\":\"2012-12-26T08:10:35+00:00\",\"dateModified\":\"2020-11-10T17:01:48+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#\/schema\/person\/b38fbf43118f02820bd932f2e4b14ad3\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Bem-aventurados os construtores da paz\"}]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#\/schema\/person\/b38fbf43118f02820bd932f2e4b14ad3\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8495742d34d0ba6448ea1c628263b3e?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8495742d34d0ba6448ea1c628263b3e?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/author\/admin\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Bem-aventurados os construtores da paz - Not\u00edcias - Franciscanos","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Bem-aventurados os construtores da paz - Not\u00edcias - Franciscanos","og_description":"Dia Mundial da Paz","og_url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html","og_site_name":"Not\u00edcias - Franciscanos","article_published_time":"2012-12-26T08:10:35+00:00","article_modified_time":"2020-11-10T17:01:48+00:00","og_image":[{"width":273,"height":181,"url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/33_paz.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"20 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#website","url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/","name":"Not\u00edcias - Franciscanos","description":"Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do Brasil - Ordem dos Frades Menores - OFM","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html#primaryimage","url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/33_paz.jpg","contentUrl":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/33_paz.jpg","width":273,"height":181},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html#webpage","url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html","name":"Bem-aventurados os construtores da paz - Not\u00edcias - Franciscanos","isPartOf":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html#primaryimage"},"datePublished":"2012-12-26T08:10:35+00:00","dateModified":"2020-11-10T17:01:48+00:00","author":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#\/schema\/person\/b38fbf43118f02820bd932f2e4b14ad3"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/bem-aventurados-os-construtores-da-paz.html#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Bem-aventurados os construtores da paz"}]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#\/schema\/person\/b38fbf43118f02820bd932f2e4b14ad3","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8495742d34d0ba6448ea1c628263b3e?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8495742d34d0ba6448ea1c628263b3e?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/author\/admin"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31183"}],"collection":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31183"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31183\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":229198,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31183\/revisions\/229198"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/202250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}