{"id":266937,"date":"2026-05-14T08:35:59","date_gmt":"2026-05-14T11:35:59","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=266937"},"modified":"2026-05-14T08:35:59","modified_gmt":"2026-05-14T11:35:59","slug":"carta-do-ministro-geral-para-o-pentecostes-de-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/carta-do-ministro-geral-para-o-pentecostes-de-2026.html","title":{"rendered":"Carta do Ministro geral para o Pentecostes de 2026"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-266936 aligncenter\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/0-421x450.jpg\" alt=\"\" width=\"421\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/0-421x450.jpg 421w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/0-958x1024.jpg 958w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/0-768x821.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/0-150x160.jpg 150w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/0.jpg 1011w\" sizes=\"(max-width: 421px) 100vw, 421px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste ano em que a Fam\u00edlia Franciscana celebra os 800 anos da p\u00e1scoa de S\u00e3o Francisco de Assis, marcada pelo encontro do Santo com a irm\u00e3 morte, a carta de Pentecostes do Ministro geral da Ordem dos Frades Menores, Frei Massimo Fusarelli, prop\u00f5e uma profunda reflex\u00e3o sobre a unidade espiritual presente nos \u00faltimos momentos da vida do Pobrezinho de Assis.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A celebra\u00e7\u00e3o de Pentecostes, realizada cinquenta dias ap\u00f3s a P\u00e1scoa, recorda a descida do Esp\u00edrito Santo sobre os disc\u00edpulos reunidos em Jerusal\u00e9m, conforme narra o livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos. Na solenidade, a Igreja revive o dom do Esp\u00edrito que fortalece e conduz os crist\u00e3os na miss\u00e3o de testemunhar o Evangelho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na carta deste ano, Frei Massimo prop\u00f5e uma releitura do percurso espiritual de S\u00e3o Francisco de Assis a partir de alguns momentos decisivos de sua experi\u00eancia: Fonte Colombo, Greccio, Alverne, S\u00e3o Dami\u00e3o e a Porci\u00fancula. Nas passagens, s\u00e3o ressaltadas as a\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito Santo na vida do Santo Ser\u00e1fico, transformando crises, sofrimentos e fragilidades em um caminho de renova\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao refletir sobre o centen\u00e1rio franciscano, Frei Massimo alerta para o risco de \u201cmonumentalizar\u201d S\u00e3o Francisco, reduzindo sua experi\u00eancia a lembran\u00e7as do passado sem permitir que seu carisma continue gerando vida nova no presente. Por isso, insiste que o Esp\u00edrito continua conduzindo a Ordem e toda a Fam\u00edlia Franciscana a encontrar novas formas de viver o Evangelho em meio aos desafios atuais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A carta tamb\u00e9m refor\u00e7a a rela\u00e7\u00e3o entre contempla\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o, recordando que S\u00e3o Francisco nunca separou a busca por Deus da proximidade com os pobres e sofredores.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o Ministro geral, o carisma franciscano permanece vivo quando se traduz em simplicidade e solidariedade concreta com os mais vulner\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao olhar para os conflitos, sofrimentos e crises humanit\u00e1rias presentes em diversas partes do mundo, Frei Massimo recorda que o carisma franciscano n\u00e3o pode permanecer distante da realidade concreta da humanidade. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 justamente nesses contextos de dor e fragilidade que a presen\u00e7a franciscana \u00e9 chamada a ser sinal de esperan\u00e7a, reconcilia\u00e7\u00e3o e paz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A carta tamb\u00e9m projeta o olhar para o futuro da Ordem, especialmente para a prepara\u00e7\u00e3o do Cap\u00edtulo geral de 2027, que ser\u00e1 realizado no Vietn\u00e3. Ao concluir sua mensagem, o Ministro geral dirige uma ora\u00e7\u00e3o ao Esp\u00edrito Santo, pedindo que reacenda na Fam\u00edlia Franciscana \u201cuma f\u00e9 reta, uma esperan\u00e7a certa e uma caridade perfeita\u201d, para que o carisma de S\u00e3o Francisco continue sendo presen\u00e7a viva e transformadora na Igreja e no mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Leia abaixo a carta na \u00edntegra ou <a href=\"https:\/\/ofm.org\/uploads\/Lettera_MG_Pentecoste_2026_PT.pdf\">clique aqui para acessar o documento oficial.<\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Carta do Ministro geral para o Pentecostes de 2026<\/strong><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">A todos os Frades Menores da Ordem <\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0s Irm\u00e3s Clarissas e Concepcionistas <\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0s Irm\u00e3s Franciscanas afiliadas \u00e0 Ordem <\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Aos leigos e leigas franciscanos <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Caros Irm\u00e3os e Irm\u00e3s,\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>O Senhor vos d\u00ea a paz!\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estamos vivendo no cora\u00e7\u00e3o do oitavo centen\u00e1rio do encontro de S\u00e3o Francisco com a irm\u00e3 morte. Preparamo-nos ao longo de tr\u00eas anos, percorrendo novamente as \u00faltimas etapas do seu caminho: a Regra e o Natal de Greccio, os estigmas no Alverne, o C\u00e2ntico das Criaturas, at\u00e9 \u00e0 sua morte.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Parece-me importante dizer uma palavra que nos ajude a captar a unidade deste percurso, para que o Centen\u00e1rio n\u00e3o se encerre como mais uma celebra\u00e7\u00e3o, sem deixar rasto. Vejo o risco de monumentalizar a figura de Francisco, fixando como numa fotografia instant\u00e2nea alguns aspectos da sua hist\u00f3ria e perdendo de vista o movimento interior que os unifica. \u00c9 precisamente aqui que reencontramos o dom que o Senhor, no Esp\u00edrito, fez \u00e0 Igreja e ao mundo atrav\u00e9s de Francisco de Assis: o seu carisma. \u00c9 por isso que vos alcan\u00e7o com esta carta no in\u00edcio da Novena de Pentecostes. Invoquemos o Esp\u00edrito Santo vivificante, Ministro geral da Ordem, para que nos abra \u00e0 sua luz e ao seu fogo para uma nova vitalidade evang\u00e9lica. Como precisamos disso, todos n\u00f3s na Fam\u00edlia franciscana e o mundo conosco!\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>O Esp\u00edrito do Senhor que d\u00e1 a vida\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para orientar o nosso olhar precisamos de um crit\u00e9rio. Refletindo, parece-me que para Francisco esse crit\u00e9rio foi simplesmente o Esp\u00edrito do Senhor que d\u00e1 a vida. Abriu-se ao seu\u00a0 \u00absanto modo de operar\u00bb, reconheceu-o presente em si e \u00e0 sua volta, n\u00e3o teve medo de seguir a sua inspira\u00e7\u00e3o suave.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Esp\u00edrito mostra a Francisco o Evangelho como forma de uma vida em busca do rosto do Senhor, itinerante e pobre, livre para o an\u00fancio, fraterna e solid\u00e1ria com todos, especialmente com os pobres. \u00c9 esta presen\u00e7a operante do Esp\u00edrito que ele contempla e recebe nas diversas etapas do seu caminho, e que hoje pedimos para reconhecer de novo, tamb\u00e9m por n\u00f3s, nas diversas condi\u00e7\u00f5es de vida em que nos encontramos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Fonte Colombo: a liberdade do Esp\u00edrito na letra\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em Fonte Colombo, Francisco, como s\u00e1bio artes\u00e3o, liberta o Esp\u00edrito na letra da Regra: viver segundo o Evangelho de Jesus em obedi\u00eancia, sem nada de pr\u00f3prio e em castidade, como irm\u00e3os e menores. O percurso para chegar a este texto foi longo e escavou profundamente Francisco: ele e os seus frades atravessaram a crise de uma fraternidade que crescia e se transformava, com a pergunta de como guardar viva a centelha origin\u00e1ria em formas cada vez mais articuladas.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Greccio: o amor de Deus manifesta-se na nossa carne\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em Gr\u00e9ccio, segundo Celano, encerra-se a primeira parte da sua vida, quando Francisco contempla o Evangelho feito carne na humildade da sua encarna\u00e7\u00e3o e na simplicidade da cria\u00e7\u00e3o. Reconhece que a carne, a mat\u00e9ria, a hist\u00f3ria concreta dos homens s\u00e3o o lugar onde Deus escolhe habitar. Na Eucaristia \u00abeis que diariamente ele se humilha \u2026 diariamente ele vem a n\u00f3s em apar\u00eancia humilde\u00bb, suscitando em n\u00f3s uma vida pobre e simples. Em Gr\u00e9ccio, Francisco aprende que toda a realidade \u00e9 capaz de manifestar algo do mist\u00e9rio de Deus.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>O Alverne: a vida que passa atrav\u00e9s das chagas\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No monte Alverne, Francisco abre ainda tr\u00eas vezes o Evangelho e na prova experimenta o sopro do Esp\u00edrito que d\u00e1 a vida. Reconhece-se \u00abvil\u00edssimo verme e in\u00fatil servo\u00bb, envolvido por uma grande escurid\u00e3o interior. Precisamente ali, a vida \u00e9-lhe restitu\u00edda pelo encontro com o Crucificado glorioso, que o alcan\u00e7a na evid\u00eancia da sua pobreza. O Serafim mostra-lhe que a verdadeira vida passa pelo dom de si at\u00e9 ao fim. Os estigmas n\u00e3o apagam as suas perguntas, mas unem-no mais profundamente a Cristo e revelam-lhe que a vida nova nasce tamb\u00e9m da dor oferecida.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>S\u00e3o Dami\u00e3o: o louvor que nasce da noite\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em S\u00e3o Dami\u00e3o, Francisco vive o Evangelho na noite da dor, da enfermidade e da cegueira. A escurid\u00e3o da prova \u00e9 o ventre que gera a intui\u00e7\u00e3o do C\u00e2ntico, quando o Esp\u00edrito da vida o abre ao louvor. Francisco convoca o outro Evangelho, o livro de todas as criaturas, para que o socorram ao pronunciar o nome de Deus. O C\u00e2ntico nasce nesta noite luminosa na dor e continua na exorta\u00e7\u00e3o \u00e0s irm\u00e3s de S\u00e3o Dami\u00e3o, prolonga-se at\u00e9 \u00e0 estrofe do perd\u00e3o, e Francisco quer ouvi-lo ainda antes de morrer, continuando a comp\u00f4-lo e a cant\u00e1-lo, louvando agora o Senhor precisamente pela \u00abnossa irm\u00e3 morte corporal\u00bb.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>A Porci\u00fancula: a morte como P\u00e1scoa\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Porci\u00fancula, a morte de Francisco, cume do seu caminho de seguimento do Filho de Deus, celebra a P\u00e1scoa do Senhor, sobretudo atrav\u00e9s do dom das rela\u00e7\u00f5es fraternas. Deixa-se rodear pelos frades como por uma m\u00e3e e pede para ouvir o Evangelho de Jesus que lava os p\u00e9s. O encontro com a morte, a quem por isso chama \u00abirm\u00e3\u00bb, abre-lhe o limiar de \u00abum lugar extremamente delicioso, onde corriam \u00e1guas limpid\u00edssimas\u00bb. Assim Francisco passa desta vida \u00e0 Vida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>O que nos resta?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que nos resta a n\u00f3s da vida iniciada com Francisco e crescida atrav\u00e9s de tantos irm\u00e3os e irm\u00e3s no tempo? A centelha que capturou e transformou Francisco continua ainda a torn\u00e1-lo semente de vida para todas as gera\u00e7\u00f5es. E n\u00f3s, frades, irm\u00e3s e leigos franciscanos no mundo, onde estamos? Deixemo-nos interrogar por esta pergunta, com honestidade, porque \u00e9 aqui que o dom do Esp\u00edrito que chamamos \u00abcarisma\u00bb pode crescer. Mas basta conserv\u00e1-lo nos santu\u00e1rios, nas tradi\u00e7\u00f5es que se repetem, nos lugares que herdamos, sem nos perguntarmos se pode manifestar no nosso tempo o que ainda n\u00e3o foi dito? Francisco foi chamado por Tom\u00e1s de Celano \u00abhomem do mundo futuro\u00bb: a vida que nele tomou forma n\u00e3o esgotou todas as suas potencialidades e orienta-nos para o futuro de Deus.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Para al\u00e9m de toda a monumentaliza\u00e7\u00e3o\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eis aquilo de que precisamos para que o caminho continue para al\u00e9m do Centen\u00e1rio: n\u00e3o opor resist\u00eancia \u00e0 vida iniciada com Francisco, deix\u00e1-la tomar formas in\u00e9ditas. O mesmo Esp\u00edrito que a suscitou continua a anim\u00e1-la para que tome forma hoje. N\u00e3o podemos ent\u00e3o evitar uma pergunta: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">que frade menor, irm\u00e3 contemplativa, leigo franciscano o dom do carisma desenha e suscita hoje? A que franciscano\/a queremos formar, n\u00f3s mesmos e quantos ainda batem \u00e0s nossas portas?<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> Coloquemo-nos estas perguntas nos muitos e diversos contextos em que procuramos responder ao dom da nossa voca\u00e7\u00e3o. Com efeito, esta vida, inserida nas diversas culturas e hist\u00f3rias em que estamos presentes, pode receber formas e linguagens novas se estivermos dispon\u00edveis para a reconhecer tamb\u00e9m nos outros: no irm\u00e3o que vem de um mundo diferente do meu, na irm\u00e3 que aprendeu a rezar numa l\u00edngua que n\u00e3o conhe\u00e7o, na comunidade que encontrou express\u00f5es do carisma que eu n\u00e3o tinha imaginado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro espa\u00e7o decisivo \u00e9 o contato vivo \u2014 muitas vezes sofrido \u2014 com a hist\u00f3ria dram\u00e1tica que estamos vivendo. Penso nos irm\u00e3os e irm\u00e3s na Terra Santa, na Ucr\u00e2nia, no leste do Congo, no Sud\u00e3o e Sud\u00e3o do Sul e noutros lugares de \u00c1frica, em Myanmar, no Haiti, em Cuba, no M\u00e9xico como noutros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina: lugares onde o carisma \u00e9 chamado a crescer hoje, n\u00e3o como resposta abstrata mas como presen\u00e7a concreta e solid\u00e1ria.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Contemplativos em miss\u00e3o, juntos como irm\u00e3os e menores<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na nossa hist\u00f3ria, os movimentos de reforma partiam sempre daquilo que Francisco manteve unido e que n\u00f3s arriscamos separar: a contempla\u00e7\u00e3o e a miss\u00e3o. N\u00e3o s\u00e3o duas escolhas alternativas, dois \u00abmodelos\u00bb de vida franciscana entre os quais optar. Continuam a ser os dois pulm\u00f5es de um \u00fanico respiro. A prega\u00e7\u00e3o, a presen\u00e7a e o servi\u00e7o n\u00e3o privavam Francisco do deserto: ele voltava sempre a tempos prolongados de retiro. O Esp\u00edrito que d\u00e1 a vida \u00e9 o mesmo que leva a olhar o rosto de Deus e o rosto do pobre, e revela-os insepar\u00e1veis.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Precisamos de reencontrar esta unidade tamb\u00e9m hoje, n\u00f3s frades e irm\u00e3s nas estruturas que habitamos e nas que constru\u00edmos nos pa\u00edses de nova presen\u00e7a, os leigos franciscanos nas suas condi\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias de vida. Nem todas as estruturas ajudam: \u00e9 um discernimento necess\u00e1rio, a fazer juntos com honestidade, para que sil\u00eancio e servi\u00e7o, ora\u00e7\u00e3o e proximidade possam respirar juntos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesta miss\u00e3o n\u00e3o estamos s\u00f3s. Os leigos franciscanos, as irm\u00e3s, quantos partilham a nossa inspira\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica s\u00e3o companheiros de caminho, n\u00e3o destinat\u00e1rios do nosso cuidado pastoral. Francisco n\u00e3o fundou uma institui\u00e7\u00e3o clerical: reuniu \u00e0 volta do Evangelho homens e mulheres de toda a condi\u00e7\u00e3o. As novas formas de vida franciscana que o Esp\u00edrito suscita neste tempo nascem do encontro com a realidade concreta e da identidade profunda do que somos: irm\u00e3os e menores, contemplativos em miss\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>A escolha dos pobres: os nossos mestres\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No cora\u00e7\u00e3o do nosso carisma h\u00e1 uma escolha que Francisco nunca atenuou: \u00abE devem alegrar-se, quando conviverem entre pessoas insignificantes e desprezadas, entre os pobres, fracos, enfermos, leprosos e os que mendigam pela rua\u00bb. No fim da sua vida, queria voltar precisamente entre os leprosos. P\u00f4s em n\u00f3s este germe: viver como, entre e para os pobres. N\u00e3o como benfeitores que se aproximam com benevol\u00eancia, mas como irm\u00e3os que partilham a condi\u00e7\u00e3o. Os pobres n\u00e3o s\u00e3o o \u00abcampo\u00bb da nossa miss\u00e3o: s\u00e3o os nossos mestres. Francisco compreendeu-o no encontro com o leproso, que lhe restituiu o gosto da vida e mudou para sempre a forma do seu olhar. E da\u00ed nunca mais voltou atr\u00e1s.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esta escolha n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o entre outras, uma sensibilidade que alguns t\u00eam e outros n\u00e3o. \u00c9 um crit\u00e9rio vocacional. Vale para todos na nossa grande fam\u00edlia. Permitam-me agora uma palavra dirigida sobretudo aos meus frades. Quem se reconhece chamado a ser frade menor aceita que a minoridade n\u00e3o \u00e9 um t\u00edtulo honor\u00edfico, mas uma posi\u00e7\u00e3o real: estar embaixo, com quem est\u00e1 embaixo, sem procurar subir. Quando na nossa vida se manifesta de diversos modos o desejo de ascens\u00e3o social \u2014 de maior reconhecimento, de estatuto mais elevado, de protagonismos individuais ou de grupo \u2014 \u00e9 a\u00ed que o carisma \u00e9 contestado nos fatos, mesmo que seja proclamado com palavras. A minoridade \u00e9 crit\u00e9rio de voca\u00e7\u00e3o e crit\u00e9rio de miss\u00e3o: diz-nos de onde partimos e com quem caminhamos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Perguntemo-nos, com franqueza fraterna: n\u00f3s com as nossas fraternidades somos realmente pr\u00f3ximos dos pobres, ou a dist\u00e2ncia cresceu com o tempo, coberta talvez por obras institucionais que funcionam mas que j\u00e1 n\u00e3o exigem o contato direto? O encontro vivo, pessoal e cotidiano com quem est\u00e1 \u00e0 margem \u00e9 uma das formas mais verdadeiras em que o carisma se mant\u00e9m vivo e reconhec\u00edvel.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Liberdade evang\u00e9lica: trabalho, dinheiro, depend\u00eancia\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 um n\u00f3 que n\u00e3o podemos evitar, porque toca a coer\u00eancia da nossa vida e o seu an\u00fancio: a rela\u00e7\u00e3o com o dinheiro. Isto toca a todos n\u00f3s, frades, irm\u00e3s e leigos, cada um de modo diferente. Francisco fez disso uma das quest\u00f5es mais radicais da sua experi\u00eancia evang\u00e9lica. N\u00e3o por desprezo das coisas criadas \u2014 ele que cantava a beleza de cada criatura \u2014 mas porque tinha compreendido que o dinheiro, quando se torna seguran\u00e7a, se transforma numa forma de poder e de defesa contra o que assusta. Retemo-lo como propriedade, enquanto prometemos viver <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">sem nada de pr\u00f3prio<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Somos chamados a olhar com honestidade este n\u00f3 na nossa vida concreta. Que rela\u00e7\u00e3o temos com o dinheiro e como o gerimos, individualmente e em fraternidade? A disponibilidade de recursos, mesmo quando usada para obras boas, pode tornar-se pouco a pouco um muro invis\u00edvel entre n\u00f3s e os pobres, na mesma fraternidade entre quem tem mais acesso a eles e quem tem menos. Eis uma forma de seguran\u00e7a que nos afasta da depend\u00eancia evang\u00e9lica que Francisco escolhia como estilo. Esta \u00e9 uma quest\u00e3o aberta, que devemos colocar-nos com for\u00e7a nas nossas fraternidades.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Francisco liga tudo isto \u00e0 prioridade do trabalho com as pr\u00f3prias m\u00e3os como forma fundamental de sustento. Trabalhar n\u00e3o \u00e9 uma concess\u00e3o \u00e0 necessidade: \u00e9 uma escolha que nos mant\u00e9m na realidade como criaturas, que nos torna dependentes da vida comum e n\u00e3o de posi\u00e7\u00f5es adquiridas, como pobres e n\u00e3o como senhores. O risco oposto \u2014 viver do que recebemos sem oferecer em troca nenhuma forma de trabalho, assumindo um direito passivo ao sustento \u2014 diz que estamos longe do carisma, e que arriscamos n\u00e3o o receber mais como dom do Esp\u00edrito. Os leigos podem ajudar-nos a descobrir e a viver melhor esta dimens\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 finalmente uma palavra de Francisco que ressoa de modo particular: tudo o que temos \u00e9 um dom, n\u00e3o nos pertence, apenas o recebemos. O nosso ser, os bens que gerimos, as estruturas que habitamos, os recursos que utilizamos: s\u00e3o um dom que nos \u00e9 dado em empr\u00e9stimo. N\u00e3o podemos ret\u00ea-los para n\u00f3s, mas somos chamados a restitu\u00ed-los e o verdadeiro destinat\u00e1rio \u00e9 o pobre: \u00abE a esmola \u00e9 a heran\u00e7a e direito que se deve aos pobres, a qual Nosso Senhor Jesus Cristo conquistou para n\u00f3s\u00bb. Restituir aos pobres o que apenas recebemos \u00e9 o gesto mais eloquente da nossa voca\u00e7\u00e3o: diz que n\u00e3o temos medo, que confiamos no Pai como Francisco nos mostra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Rumo ao Cap\u00edtulo geral\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ir al\u00e9m do Centen\u00e1rio n\u00e3o significa descobrir mais algum monumento e arquivar tamb\u00e9m este cap\u00edtulo. Significa n\u00e3o nos cansarmos de responder ao dom desta vida<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">que o Esp\u00edrito fez brotar de Francisco, deixando-nos tocar e tamb\u00e9m inquietar, para que tome corpo hoje.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esta vida liberta-nos da identifica\u00e7\u00e3o excessiva entre o carisma recebido e os modos, as tradi\u00e7\u00f5es, as estruturas em que tomou corpo ao longo dos s\u00e9culos. Francisco respirou no Esp\u00edrito a liberdade do Evangelho: n\u00e3o nos defendamos do seu sopro. Continuemos a dar-lhe carne, para que possa exprimir-se nas nossas escolhas, no nosso an\u00fancio, no estilo aut\u00eantico das nossas fraternidades.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Comecemos a preparar-nos todos juntos para o Cap\u00edtulo geral 2027 no Vietn\u00e3. Parece um evento distante da vida cotidiana dos frades. Nesta hora da hist\u00f3ria \u00e9 vital sentirmo-nos e agir cada vez mais como fraternidade internacional. Na prepara\u00e7\u00e3o para o Cap\u00edtulo ser\u00e3o envolvidos frades, as fraternidades locais, as Entidades e as Confer\u00eancias. Convidaremos tamb\u00e9m ao Vietn\u00e3, para uma semana comum, dois leigos de cada Confer\u00eancia, para ouvir a sua voz e o seu olhar para o futuro. Seja ent\u00e3o um caminho para dar voz a esta vida presente entre n\u00f3s, mesmo que muitas vezes seja como uma brasa muito t\u00eanue sob a cinza. Seja uma oportunidade para reaviv\u00e1-la e faz\u00ea-la arder. Esta vida urge em n\u00f3s, abre portas onde tudo parecia j\u00e1 fechado, orienta-nos para o futuro que Deus j\u00e1 est\u00e1 a tecer no trabalho deste tempo \u2014 que nos educa como nunca para uma laboriosa esperan\u00e7a.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>O mundo espera\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o vale s\u00f3 para n\u00f3s. A Igreja precisa desta express\u00e3o do Esp\u00edrito para viver plenamente a sua voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o. E o mundo \u2014 tamb\u00e9m atrav\u00e9s de tantas mulheres e homens que n\u00e3o se reconhecem em nenhuma perten\u00e7a religiosa \u2014 pede-nos que libertemos esta vida que levamos, para que haja lugares onde se possa perceber aquele pulsar que habita em cada criatura e a conduz ao seu cumprimento na pr\u00f3pria vida de Deus.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>REZEMOS JUNTOS:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Vem Esp\u00edrito Santo, sobre este pequeno povo de irm\u00e3os, irm\u00e3s e menores.<br \/>\n<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Acende de novo em n\u00f3s, com a chama do teu amor, uma f\u00e9 reta, uma esperan\u00e7a certa e uma caridade perfeita.<br \/>\n<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Transforma a nossa vontade e o nosso cora\u00e7\u00e3o para que n\u00e3o retenhamos o dom recebido: torne-se vida oferecida.<br \/>\n<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Santa Maria, Virgem feita Igreja, acompanha-nos neste caminho.<br \/>\n<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o Francisco, homem do mundo futuro, lembra-nos que o Evangelho \u00e9 ainda hoje a nossa \u00fanica riqueza. Am\u00e9m.\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desejo-vos um luminoso Pentecostes, irm\u00e3os e irm\u00e3s. O Esp\u00edrito, verdadeiro Ministro geral da Ordem, nos guie juntos rumo \u00e0quela vida plena que \u00e9 o desejo mais profundo do cora\u00e7\u00e3o de cada criatura.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vosso irm\u00e3o e servo,\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fr. Massimo Fusarelli, OFM <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ministro geral<\/span><\/i> <span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Roma, da C\u00faria geral da Ordem, 13 de maio de 2026. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Prot. 115201\/MG-048-2026<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ofm.org\/uploads\/Lettera_MG_Pentecoste_2026_PT.pdf\">*clique aqui para acessar o documento oficial<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cartas e Documentos<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":266936,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Carta do Ministro geral para o Pentecostes de 2026 - 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