{"id":244829,"date":"2023-09-24T06:32:19","date_gmt":"2023-09-24T09:32:19","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=244829"},"modified":"2023-09-24T06:32:58","modified_gmt":"2023-09-24T09:32:58","slug":"papa-com-a-vida-nao-se-brinca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/papa-com-a-vida-nao-se-brinca.html","title":{"rendered":"Papa: \u201cCom a vida n\u00e3o se brinca\u201d"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_244830\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-244830\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-244830 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563.jpeg 1000w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563-450x253.jpeg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563-768x432.jpeg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cq5dam.thumbnail.cropped.1000.563-150x84.jpeg 150w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><p id=\"caption-attachment-244830\" class=\"wp-caption-text\"><em>Imagem: Vatican Media<\/em><\/p><\/div>\n<p>Francisco em di\u00e1logo com jornalistas no voo de regresso da Fran\u00e7a: \u201cAs migra\u00e7\u00f5es bem conduzidas s\u00e3o um tesouro\u201d. As palavras sobre a eutan\u00e1sia: \u201cCuidado com as coloniza\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas que arru\u00ednam a vida humana\u201d. Ucr\u00e2nia: \u201cN\u00e3o devemos brincar com o mart\u00edrio desse povo\u201d<\/p>\n<p>&#8220;Boa noite Santidade, boa noite a todos. Obrigado por reservar esse tempo no voo de volta. Foi uma viagem particular, em que pode sentir tamb\u00e9m, como dizia sua Emin\u00eancia, todo o afeto dos franceses que foram rezar com o senhor. Mas creio que ainda existem algumas perguntas ou quest\u00f5es que os jornalistas queriam fazer-lhe. Ou o senhor queria nos dizer algumas palavras&#8221;, disse Matteo Bruni.<\/p>\n<p><strong>Raphaelle Schapira (France Televisions) &#8211; Santo Padre, boa noite. O senhor come\u00e7ou seu pontificado em Lampedusa, denunciando a indiferen\u00e7a. Dez anos depois, continua pedindo \u00e0 Europa que demonstre solidariedade. E vem repetindo a mesma mensagem h\u00e1 dez anos. Isso significa que o senhor falhou?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Papa Francisco<\/strong> &#8211; Eu diria que n\u00e3o. Eu diria que o progresso tem sido lento. Hoje, h\u00e1 consci\u00eancia do problema da migra\u00e7\u00e3o. H\u00e1 consci\u00eancia. E tamb\u00e9m existe a consci\u00eancia de que o problema chegou a um ponto&#8230; como uma batata quente que voc\u00ea n\u00e3o sabe como segur\u00e1-la. Angela Merkel disse uma vez que o problema \u00e9 resolvido indo \u00e0 \u00c1frica e resolvendo-o na \u00c1frica, elevando o n\u00edvel dos povos africanos. Mas h\u00e1 casos que s\u00e3o dif\u00edceis. Casos muito dif\u00edceis. Em que migrantes s\u00e3o enviados como &#8220;pingue-pongue&#8221;. E sabe-se que muitas vezes eles acabam em &#8220;campos de concentra\u00e7\u00e3o&#8221;, acabam em situa\u00e7\u00f5es piores do que estavam antes. Eu acompanhei a vida de um rapaz, Mahmoud, que estava tentando sair porque precisava, e no final ele se enforcou; ele n\u00e3o suportou essa tortura. Eu j\u00e1 lhes disse para lerem esse livro: Irm\u00e3zinho, ou &#8220;Hermanito&#8221;. As pessoas que retornam s\u00e3o primeiro vendidas. Depois, tiram-lhes dinheiro. Em seguida, obrigam-nas a ligar para a fam\u00edlia para enviar mais dinheiro. Mas s\u00e3o pessoas pobres. \u00c9 uma vida terr\u00edvel. Ouvi uma pessoa que testemunhou, quando \u00e0 noite, ao embarcar, viu um navio t\u00e3o simples, sem seguran\u00e7a, e n\u00e3o quis embarcar. E&#8230; &#8220;pum pum&#8221; (barulho como de tiros). Fim da hist\u00f3ria. \u00c9 o reino do terror! Eles sofrem n\u00e3o apenas porque precisam sair, mas porque l\u00e1 \u00e9 o reino do terror. Eles s\u00e3o escravos. E n\u00e3o podemos, sem ver a realidade, envi\u00e1-los de volta como uma bola de &#8220;pingue-pongue&#8221;. N\u00e3o. \u00c9 por isso que continuo dizendo que, em princ\u00edpio, os migrantes devem ser bem-vindos, acompanhados, promovidos e integrados. Se voc\u00ea n\u00e3o puder integr\u00e1-los em seu pa\u00eds, ent\u00e3o acompanhe-os e integre-os em seu pr\u00f3prio pa\u00eds, mas n\u00e3o os deixe nas m\u00e3os dessas pessoas cru\u00e9is do tr\u00e1fico de pessoas. O problema com os migrantes \u00e9 o seguinte: n\u00f3s os enviamos de volta e eles caem nas m\u00e3os desses infelizes que fazem tanta maldade. Eles os vendem, eles os exploram. As pessoas tentam sair. H\u00e1 alguns grupos que se dedicam a resgatar pessoas com barcos no mar. Convidei um deles para participar od S\u00ednodo, que \u00e9 o l\u00edder da \u201cMediterranea Saving Humans\u201d. Eles nos contam hist\u00f3rias terr\u00edveis. Em minha primeira viagem, como a senhora disse, foi a Lampedusa. As coisas melhoraram. Realmente melhoraram. H\u00e1 mais conscientiza\u00e7\u00e3o. Naquela \u00e9poca, n\u00f3s n\u00e3o sab\u00edamos. E tamb\u00e9m n\u00e3o nos diziam a verdade. Lembro que havia uma recepcionista na Casa Santa Marta, que era et\u00edope, filha de et\u00edopes. E ela estava acompanhando minha viagem pela TV. E durante a minha viagem havia um et\u00edope, um pobre et\u00edope, me explicando a tortura e outras realidades. E o tradutor &#8211; ela me disse &#8211; dizia mentiras, ele amenizava a situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 dif\u00edcil ter confian\u00e7a. S\u00e3o in\u00fameros dramas. Naquele dia em que eu estava em Lampedusa me disseram: olhe para aquela mulher, era uma m\u00e9dica. Ela foi para o meio dos cad\u00e1veres, olhando os rostos das pessoas, porque estava procurando a filha, que ainda n\u00e3o tinha encontrado. Esses dramas&#8230; \u00e9 bom que os tomemos em nossas m\u00e3os. Isso nos tornar\u00e1 mais humanos e, portanto, tamb\u00e9m mais divinos. \u00c9 um chamado. Eu gostaria que fosse como um grito. Vamos estar mais atentos. Devemos fazer alguma coisa. A consci\u00eancia mudou. Realmente mudou. Hoje h\u00e1 mais consci\u00eancia. N\u00e3o porque eu tenha me manifestado, mas porque as pessoas perceberam o problema, e muitos est\u00e3o falando sobre isso. E essa foi minha primeira viagem. Quero dizer mais uma coisa pessoal, eu nem sabia onde ficava Lampedusa, nem isso. Mas ouvi as hist\u00f3rias. Li algo e, em ora\u00e7\u00e3o, senti que precisava ir at\u00e9 l\u00e1. Como se o Senhor estivesse me enviando para l\u00e1, em minha primeira viagem.<\/p>\n<p><strong>Clem\u00f3nt-Melki (AFP) &#8211; Boa tarde, Santo Padre. Esta manh\u00e3, o senhor encontrou Emmanuel Macron depois de ter expresso o seu desacordo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 eutan\u00e1sia. O governo franc\u00eas est\u00e1 se preparando para aprovar uma controversa lei sobre o fim da vida. Poderia gentilmente nos dizer o que disse ao presidente franc\u00eas em rela\u00e7\u00e3o a isso? E se pensa faz\u00ea-lo mudar de ideia&#8230;Obrigado!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Papa Francisco<\/strong> &#8211; Hoje n\u00e3o falamos sobre esse tema, mas falamos sobre isso na outra visita, quando nos encontramos, eu falei claramente. Quando ele veio ao Vaticano. Eu dei o meu parecer claro: com a vida n\u00e3o se brinca, nem no in\u00edcio nem no fim, n\u00e3o se brinca! E n\u00e3o o meu parecer, \u00e9 custodiar a vida, sabe, porque depois acabar\u00e1 com aquela pol\u00edtica de \u201cn\u00e3o dor\u201d, de uma eutan\u00e1sia human\u00edstica. Sobre isso quero repetir, um livro \u2013 leiam-no \u2013 \u00e9 de 1903, \u00e9 um romance. Se chama \u201cO senhor do mundo\u201d, The Lord of the World ou The Lord of the Earth (tem dois t\u00edtulos), escrito por Robert Benson, o autor, \u00e9 um escritor futurista [romance de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dist\u00f3pico escrito por Robert Hugh Benson em 1907 que se centra no reino do Anticristo e no Fim do Mundo &#8211; ndr ]. Ele mostra como as coisas ser\u00e3o no final. E s\u00e3o tiradas todas as diferen\u00e7as, todas, e tamb\u00e9m s\u00e3o tiradas as dores, tudo, e a eutan\u00e1sia \u00e9 uma dessas coisas, a morte doce, a sele\u00e7\u00e3o antes do nascimento, como esse homem havia visto os conflitos atuais. Hoje, estejamos atentos com as coloniza\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas, que arru\u00ednam a vida humana, porque v\u00e3o contra a vida humana. Hoje se cancela a vida dos av\u00f3s, por exemplo, quando a riqueza humana vai no di\u00e1logo dos netos com os av\u00f3s, se cancela, s\u00e3o velhos, n\u00e3o servem. Com a vida n\u00e3o se brinca. Desta vez n\u00e3o falei com o presidente, mas da outra vez sim, quando veio, eu dei o meu parecer, com a vida n\u00e3o se brinca, seja a lei de n\u00e3o deixar que cres\u00e7a a crian\u00e7a no ventre da m\u00e3e, a lei da eutan\u00e1sia, nas doen\u00e7as, na velhice. N\u00e3o digo que \u00e9 uma coisa de f\u00e9, \u00e9 uma coisa humana, humana, h\u00e1 a m\u00e1 compaix\u00e3o. A ci\u00eancia chegou a fazer com que cada doen\u00e7a dolorosa seja menos dolorosa, e a acompanha com tantos rem\u00e9dios. Mas com a vida n\u00e3o se brinca!<\/p>\n<p><strong>MARTI\u0301NEZ BROCAL OGA\u0301YAR Javier &#8211; ABC &#8211; Santo Padre, obrigado por responde \u00e0s perguntas, por este tempo que nos dedica nesta viagem muito intensa, densa de conte\u00fados. At\u00e9 o \u00faltimo momento o senhor falou da Ucr\u00e2nia e o cardeal Zuppi acaba de voltar de Pequim. Houve progressos nesta miss\u00e3o? Pelo menos na quest\u00e3o humanit\u00e1ria do regresso das crian\u00e7as? Depois, uma pergunta um pouco dura: como vive o fato, inclusive pessoalmente, de que esta miss\u00e3o n\u00e3o consegue obter nenhum resultado concreto at\u00e9 agora? O senhor, em uma audi\u00eancia, falou de frustra\u00e7\u00e3o. Sente frustra\u00e7\u00e3o? Obrigado<\/strong><\/p>\n<p><strong>Papa Francisco &#8211;<\/strong> Isto \u00e9 verdade, um pouco de frustra\u00e7\u00e3o se sente, porque a Secretaria de Estado est\u00e1 fazendo de tudo para ajudar nisto, tamb\u00e9m a \u201cmiss\u00e3o Zuppi\u201d foi l\u00e1, h\u00e1 algo com as crian\u00e7as que est\u00e1 indo bem, mas me vem em mente que esta guerra vai al\u00e9m do problema russo -ucraniano, mas \u00e9 para vender armas, o com\u00e9rcio de armas. Dizia um economista alguns meses atr\u00e1s que hoje os investimentos que d\u00e3o mais lucro s\u00e3o as f\u00e1bricas de armas, certamente f\u00e1bricas de morte! O povo ucraniano \u00e9 um povo m\u00e1rtir, tem uma hist\u00f3ria muito martirizada, uma hist\u00f3ria que faz sofrer, e n\u00e3o \u00e9 a primeira vez: no tempo de Stalin, sofreu muito, muito, muito, \u00e9 um povo m\u00e1rtir. Mas n\u00f3s n\u00e3o devemos brincar com o mart\u00edrio deste povo, devemos ajud\u00e1-los a resolver as coisas no modo mais real poss\u00edvel. Nas guerras, o real \u00e9 poss\u00edvel, n\u00e3o para fazer ilus\u00f5es: que amanh\u00e3 os dois l\u00edderes em guerra v\u00e3o comer juntos, mas at\u00e9 o poss\u00edvel, onde chegaremos para fazer o poss\u00edvel. Agora vi que algum pa\u00eds se retrai, que n\u00e3o d\u00e1 armas, e come\u00e7a um processo onde o m\u00e1rtir ser\u00e1 o povo ucraniano certamente. E isso \u00e9 algo ruim!<br \/>\nVoc\u00ea mudou de tema, e por isso gostaria de voltar ao primeiro argumento, \u00e0 viagem. Marselha \u00e9 uma civiliza\u00e7\u00e3o de tantas culturas, muitas culturas, \u00e9 um porto de migrantes. No passado eram migrantes rumo a Cayenne, de l\u00e1 saiam os condenados \u00e0 pris\u00e3o. O arcebispo [de Marselha, ndr] me presentou Manon Lescaut para me lembrar daquela hist\u00f3ria. Mas Marselha \u00e9 uma cultura do encontro! Ontem, no encontro com os representantes de v\u00e1rias confiss\u00f5es &#8211; convivem isl\u00e2micos, judeus, crist\u00e3os -, mas existe a conviv\u00eancia, \u00e9 uma cultura da ajuda. Marselha \u00e9 um mosaico criativo, \u00e9 esta cultura da criatividade. Um porto que \u00e9 uma mensagem \u00e0 Europa: Marselha acolhe. Acolhe e faz uma s\u00edntese sem negar a identidade dos povos. Devemos repensar este problema para outros lugares: a capacidade de acolher. Voltando aos migrantes, s\u00e3o cinco as pequenas cidades que sofrem a presen\u00e7a de muitos migrantes, mas em alguns delas quase n\u00e3o h\u00e1 popula\u00e7\u00e3o, penso num caso concreto que conhe\u00e7o onde moram menos de 20 idosos e nada mais. Por favor, que esses povos fa\u00e7am o esfor\u00e7o para integrar. Precisamos de m\u00e3o de obra, a Europa necessita. As migra\u00e7\u00f5es bem conduzidas s\u00e3o uma riqueza, s\u00e3o uma riqueza. Pensemos nesta pol\u00edtica migrat\u00f3ria para que seja mais fecunda e nos ajude muito.<\/p>\n<hr \/>\n<h2>Papa: n\u00e3o \u00e0 ilegalidade e sim \u00e0 solidariedade<\/h2>\n<p>O momento central da 44\u00aa Viagem Apost\u00f3lica Internacional do Papa Francisco, foi a sua presen\u00e7a no encerramento dos \u201cEncontros do Mediterr\u00e2neo\u201d, que em sua terceira edi\u00e7\u00e3o aconteceu em Marselha, na Fran\u00e7a. Ao chegar no Pal\u00e1cio do Farol, sede do encontro, o Pont\u00edfice foi recebido pelo presidente da Rep\u00fablica da Fran\u00e7a, Emmanuel Macron, e por sua esposa. Tamb\u00e9m acompanharam este momento o arcebispo de Marselha e o prefeito da cidade.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a sauda\u00e7\u00e3o inicial por parte do arcebispo, e da exibi\u00e7\u00e3o de um v\u00eddeo-s\u00edntese dos \u201cEncontros do Mediterr\u00e2neo\u201d, uma jovem italiana que atua como volunt\u00e1ria em uma casa de acolhimento de refugiados na Gr\u00e9cia, e um bispo alban\u00eas que migrou para a It\u00e1lia, testemunharam suas hist\u00f3rias e destacaram a import\u00e2ncia dos dias de reuni\u00e3o, ao tratarem das diversas realidades mediterr\u00e2nicas.<\/p>\n<p>Seguiu-se ent\u00e3o o discurso do Papa, que demonstrou sua alegria e gratid\u00e3o por estar presente no encerramento deste importante evento. Francisco evidenciou as caracter\u00edsticas hist\u00f3ricas de Marselha, e disse que a cidade nos diz que, apesar das dificuldades, a conviv\u00eancia \u00e9 poss\u00edvel e geradora de alegria. \u201cNo mapa, entre Nisa e Montpellier, parece quase desenhar um sorriso; e assim me apraz pens\u00e1-la: como o sorriso do Mediterr\u00e2neo\u201d, afirmou o Pont\u00edfice.<\/p>\n<p>O Santo Padre abordou o significado do mar, e tudo aquilo que ele representa, seja historicamente ou nos desafios da atualidade, e ressaltou que o Mediterr\u00e2neo tem uma voca\u00e7\u00e3o espec\u00edfica:<\/p>\n<p>\u201cNo mar dos conflitos de hoje, estamos aqui a fim de valorizar a contribui\u00e7\u00e3o do Mediterr\u00e2neo, para que volte a ser laborat\u00f3rio de paz. Pois esta \u00e9 a sua voca\u00e7\u00e3o: ser lugar onde pa\u00edses e realidades diferentes se encontrem com base na humanidade que todos partilhamos, e n\u00e3o nas ideologias que se contrap\u00f5em. \u00c9 verdade que o Mediterr\u00e2neo exprime um pensamento que n\u00e3o \u00e9 uniforme e ideol\u00f3gico, mas poli\u00e9drico e aderente \u00e0 realidade; um pensamento vital, aberto e conciliador: um pensamento comunit\u00e1rio. Quanto necessitamos dele no momento atual, quando nacionalismos antiquados e belicosos querem fazer cair o sonho da comunidade das na\u00e7\u00f5es! Mas lembremo-nos de que, com as armas, se faz a guerra, n\u00e3o a paz; e com a gan\u00e2ncia de poder volta-se ao passado, n\u00e3o se constr\u00f3i o futuro.\u201d<\/p>\n<p>O Papa recordou das in\u00fameras pessoas que vivem imersas na viol\u00eancia e padecem por situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a e persegui\u00e7\u00e3o. \u201cPenso em tantos crist\u00e3os, muitas vezes obrigados a abandonar as suas terras ou a habit\u00e1-las sem ver reconhecidos os seus direitos, sem gozar de plena cidadania. Por favor, empenhemo-nos para que quantos fazem parte da sociedade possam tornar-se cidad\u00e3os de pleno direito\u201d, ressaltou Francisco ao se recordar dos migrantes.<\/p>\n<p>O Pont\u00edfice sublinhou que esta situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma novidade dos \u00faltimos anos, \u201cnem este Papa vindo da outra parte do mundo \u00e9 o primeiro a senti-la com urg\u00eancia e preocupa\u00e7\u00e3o\u201d, disse rferindo-se a si mesmo, e completou: \u201ca Igreja fala disto com tons vivos h\u00e1 mais de cinquenta anos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTinha terminado h\u00e1 pouco o Conc\u00edlio Vaticano II, quando S\u00e3o Paulo VI escreveu, na Enc\u00edclica Populorum progressio: &#8220;Os povos da fome dirigem-se, hoje, de modo dram\u00e1tico aos povos da opul\u00eancia. A Igreja estremece perante este grito de ang\u00fastia e convida cada um a responder com amor ao apelo do seu irm\u00e3o&#8221;. O Papa Montini enumerou tr\u00eas deveres das na\u00e7\u00f5es mais desenvolvidas, enraizados na fraternidade humana e sobrenatural: o dever de solidariedade, ou seja, o aux\u00edlio que as na\u00e7\u00f5es ricas devem prestar aos pa\u00edses em vias de desenvolvimento; o dever de justi\u00e7a social, isto \u00e9, a retifica\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es comerciais defeituosas, entre povos fortes e povos fracos; o dever de caridade universal, quer dizer, a promo\u00e7\u00e3o, para todos, de um mundo mais humano e todos tenham qualquer coisa a dar e a receber, sem que o progresso de uns seja obst\u00e1culo ao desenvolvimento dos outros.\u201d<\/p>\n<p>Para o Pontifice \u00e9 certo que est\u00e3o \u00e0 vista de todos as dificuldades em acolher, proteger, promover e integrar pessoas n\u00e3o esperadas. O crit\u00e9rio principal, por\u00e9m, n\u00e3o pode ser a manuten\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio bem-estar, mas a salvaguarda da dignidade humana. \u201cAqueles que se refugiam junto de n\u00f3s n\u00e3o devem ser vistos como um peso a carregar: se os considerarmos irm\u00e3os, aparecer-nos-\u00e3o sobretudo como dons\u201d, afirmou o Papa.<\/p>\n<p>\u201cPensando no mar, que une tantas comunidades cat\u00f3licas diversas, creio que se possa refletir sobre percursos de maior sinergia, talvez avaliando mesmo a oportunidade de uma Confer\u00eancia dos Bispos do Mediterr\u00e2neo, que permita novas possibilidades de interc\u00e2mbio e d\u00ea maior representatividade eclesial \u00e0 regi\u00e3o\u201d, disse Francisco, pensando nos desafios da quest\u00e3o migrat\u00f3ria, e na necessidade de desenvolver um trabalho em prol de uma pastoral espec\u00edfica ainda mais conectada, de modo que as dioceses mais expostas possam assegurar melhor assist\u00eancia espiritual e humana \u00e0s irm\u00e3s e aos irm\u00e3os que chegam necessitados de tudo.<\/p>\n<p>O Santo Padre concluiu o seu discurso evidenciando a juventude que tamb\u00e9m foram pe\u00e7as fundamentais durante o encontro \u201cJovens bem formados e orientados para fraternizar poder\u00e3o abrir portas inesperadas de di\u00e1logo. Se queremos que se consagrem ao Evangelho e ao nobre servi\u00e7o da pol\u00edtica, \u00e9 preciso antes de tudo que n\u00f3s pr\u00f3prios sejamos cred\u00edveis: esquecidos de n\u00f3s mesmos, livres de autorreferencialidade, dedicados a gastar-nos incansavelmente pelos outros\u201d, exortou Francisco.<br \/>\nEm suas palavras finais aos participantes, o Papa Francisco lhes encorajou:<\/p>\n<p>\u201cContinuai em frente! Sede mar de bem, para fazer frente \u00e0s pobrezas de hoje com uma sinergia solid\u00e1ria; sede porto acolhedor, para abra\u00e7ar quem procura um futuro melhor; sede farol de paz, para atravessar, atrav\u00e9s da cultura do encontro, os tenebrosos abismos da viol\u00eancia e da guerra.\u201d<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Fonte:\u00a0 Vatican News (texto de Thulio Fonseca)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viagem \u00e0 Fran\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":244830,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1428],"tags":[1140],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Papa: \u201cCom a vida n\u00e3o se brinca\u201d - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/papa-com-a-vida-nao-se-brinca.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Papa: \u201cCom a vida n\u00e3o se brinca\u201d - 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