{"id":242598,"date":"2023-04-03T09:27:52","date_gmt":"2023-04-03T12:27:52","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=242598"},"modified":"2023-04-03T09:28:48","modified_gmt":"2023-04-03T12:28:48","slug":"em-livro-frei-alvaci-faz-o-resgate-historico-da-irmandade-de-sao-benedito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/em-livro-frei-alvaci-faz-o-resgate-historico-da-irmandade-de-sao-benedito.html","title":{"rendered":"Frei Alvaci fala do resgate hist\u00f3rico da Irmandade de S\u00e3o Benedito no livro &#8220;Um Preto no Altar&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-242599\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/alvaci_03.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/alvaci_03.jpg 1280w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/alvaci_03-450x253.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/alvaci_03-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/alvaci_03-768x432.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/alvaci_03-150x84.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p><em>Ao contr\u00e1rio das Irmandades de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos ou de outras Irmandades cat\u00f3licas no Brasil, em S\u00e3o Paulo a Irmandade de S\u00e3o Benedito ganhou espa\u00e7o e proje\u00e7\u00e3o por mais de 80 anos quando o Convento S\u00e3o Francisco esteve sob os seus cuidados. N\u00e3o havia os Frades Menores no local. Para o historiador, Frei Alvaci Mendes da Luz, frade da Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, que foi transferido para S\u00e3o Paulo quando se ordenou presb\u00edtero em 2010, esse espa\u00e7o de tempo n\u00e3o estava bem explicado na hist\u00f3ria franciscana.<\/em><\/p>\n<p><em>Foi ent\u00e3o que ele mergulhou na pesquisa documental, buscando fontes no s\u00e9culo XIX e os primeiros anos do s\u00e9culo XX, para conhecer melhor esse per\u00edodo. &#8220;Surgiu, ent\u00e3o, o interesse de ir mais a fundo para conhecer mais esse grupo social, essa irmandade cat\u00f3lica, a Irmandade de S\u00e3o Benedito. Fui me dedicando \u00e0s pesquisas que depois geraram um projeto de mestrado, que foi aceito e aprovado pela PUC-SP e que gerou uma pesquisa mais aprofundada durante o tempo do mestrado e, por fim, uma disserta\u00e7\u00e3o e um livro sobre esse grupo social que administrou a igreja do Convento&#8221;, explicou Frei Alvaci, que atua no Centro de Documenta\u00e7\u00e3o e Apoio \u00e0 Pesquisa em Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o (CDAPH) da USF.<\/em><\/p>\n<p><em>Com este trabalho, Frei Alvaci resgata o\u00a0 debate historiogr\u00e1fico sobre a atua\u00e7\u00e3o dos &#8220;irm\u00e3os beneditos&#8221; nos lugares de sociabilidade negra da capital paulista: &#8220;Dentro da religi\u00e3o oficial institu\u00edda, os grupos negros puderam reivindicar direitos, se ajudar, manter tradi\u00e7\u00f5es, continuar muito daquilo que traziam de \u00c1frica nas suas mem\u00f3rias, nas suas veias, nas suas hist\u00f3rias&#8221;, esclareceu o frade, que lan\u00e7ou o livro\u00a0 <strong>\u201cUm Preto no Altar\u201d<\/strong> neste s\u00e1bado, no Convento S\u00e3o Francisco, o principal &#8220;palco&#8221; desta hist\u00f3ria.<\/em><\/p>\n<p><em>Catarinense de Tubar\u00e3o, Frei Alvaci nasceu no dia 29 de outubro de 1981. Assim que se ordenou presb\u00edtero, no dia 1\u00ba de maio de 2010, veio trabalhar em S\u00e3o Paulo no Pr\u00f3-Voca\u00e7\u00f5es e Miss\u00f5es Franciscanas. Foi p\u00e1roco e reitor deste Convento no centro de S\u00e3o Paulo e atualmente reside em Itatiba (SP), onde est\u00e1 a servi\u00e7o da Educa\u00e7\u00e3o na Universidade S\u00e3o Francisco.<\/em><\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos &#8211; H\u00e1 quanto tempo est\u00e1 se dedicando a este trabalho? Fale sobre ele.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Frei Alvaci<\/strong> &#8211; As pesquisas sobre a Irmandade de S\u00e3o Benedito ou a presen\u00e7a franciscana em S\u00e3o Paulo, come\u00e7aram h\u00e1 uns 10 anos, quando me mudei para S\u00e3o Paulo. Fui transferido em 2010 e, a partir da\u00ed meu interesse pela cidade, pela sua hist\u00f3ria e depois, de modo particular, pela presen\u00e7a dos franciscanos na cidade. Descobri ent\u00e3o que um grupo cat\u00f3lico organizado por homens e mulheres negras administrou a igreja do Convento de S\u00e3o Francisco por um per\u00edodo de mais de 80 anos. Surgiu, ent\u00e3o, o interesse de ir mais a fundo para conhecer mais esse grupo social, essa irmandade cat\u00f3lica, a Irmandade de S\u00e3o Benedito. Fui me dedicando \u00e0s pesquisas que depois geraram um projeto de mestrado, aceito e aprovado pela PUC-SP e que gerou uma pesquisa mais aprofundada durante o tempo do mestrado e, por fim, uma disserta\u00e7\u00e3o e um livro sobre esse grupo social que administrou a igreja do Convento.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos &#8211; Que motiva\u00e7\u00e3o o levou a escolher este tema para sua tese de mestrado? Que atrativo voc\u00ea viu nele para fazer esta longa pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Alvaci<\/strong> &#8211; A motiva\u00e7\u00e3o foi justamente preencher uma lacuna historiogr\u00e1fica sobre a igreja de S\u00e3o Francisco, no Largo S\u00e3o Francisco, em S\u00e3o Paulo. Por qu\u00ea? Durante muitos anos, morando em S\u00e3o Paulo, recebia pessoas que vinham visitar o complexo arquitet\u00f4nico franciscano do Largo &#8211; a faculdade de Direito, a igreja da Ordem Terceira e a igreja de S\u00e3o Francisco &#8211; e parecia que faltava uma parte dessa hist\u00f3ria. De fato, nesse per\u00edodo do s\u00e9culo XIX, enquanto os frades n\u00e3o estiveram \u00e0 frente da administra\u00e7\u00e3o da igreja do Convento, t\u00ednhamos pouco conhecimento sobre o lugar e quem viveu ali. Mas nas pesquisas descobrimos que existia um grupo social muito bem organizado, estruturado, que havia, inclusive, nascido com o apoio dos frades. T\u00ednhamos ali, portanto, a Ordem Terceira e a Irmandade de S\u00e3o Benedito. Quando percebi que esse segundo grupo era um forte e estruturado, com todas as quest\u00f5es muito bem delimitadas no Largo S\u00e3o Francisco, fui atr\u00e1s de aprofundar e conhecer mais. Depois, o que me atra\u00eda nas pesquisas era o fato de ser muito escasso esse tema na hist\u00f3ria da cidade, pois sab\u00edamos que as irmandades foram muito fortes no Brasil durante um per\u00edodo e elas existiram com muita for\u00e7a em Minas Gerais, no Nordeste Brasileiro, na Bahia e em tantos outros lugares. Em S\u00e3o Paulo s\u00e3o bem escassas as informa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s Irmandades cat\u00f3licas. Existe uma pesquisa mais antiga sobre a Irmandade do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos, que est\u00e1 hoje no largo do Paissandu, e algumas mais recentes. Mas n\u00e3o temos quase nada sobre a Irmandade que nasceu no Convento S\u00e3o Francisco com o apoio dos frades e que depois acabou sendo a cuidadora da igreja do Convento. Ent\u00e3o, isso me empolgou mais para continuar as pesquisas. E mesmo porque tamb\u00e9m era um tema in\u00e9dito.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos &#8211; Que novidades e curiosidades voc\u00ea descobriu neste estudo? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Alvaci<\/strong> &#8211; Em primeiro lugar, descobri a exist\u00eancia desse grupo negro. Tinha d\u00favidas no in\u00edcio se ele era de maioria negra, de mulheres e homens, escravizados ou ex-escravizados. Mesmo porque nos textos escritos sobre eles n\u00e3o ficava claro se era um grupo \u201cde homens pretos\u201d ou n\u00e3o. Com o acesso ao arquivo da C\u00faria Metropolitana de S\u00e3o Paulo, aos livros de registros, onde estavam os nomes desses homens e mulheres encontramos refer\u00eancias como: crioulo, preto da Guin\u00e9, Cabinda, de regi\u00f5es da \u00c1frica de onde vieram. Ficou claro, ent\u00e3o, que se tratava de um grupo majoritariamente negro e essa foi uma das primeiras descobertas. Depois, o quanto eles foram fortes e protagonistas num per\u00edodo hist\u00f3rico, num tempo em que as Irmandades cat\u00f3licas j\u00e1 vinham enfraquecendo, mas um per\u00edodo em que tiveram autonomia administrativa sobre uma igreja particular, que \u00e9 a igreja do Convento, que estava sem frades, sem a presen\u00e7a franciscana. Eles viram um momento ideal para administrar uma igreja pr\u00f3pria e foi ali que eles mostraram de fato todo cuidado, manuten\u00e7\u00e3o, festas, enterros. Uma outra descoberta interessante: mantiveram por s\u00e9culos um cemit\u00e9rio particular no largo de S\u00e3o Francisco. N\u00e3o na frente da igreja, mas na parte de tr\u00e1s, onde hoje est\u00e1 constru\u00eddo o atual convento, que foi edificado na d\u00e9cada de 1940 por Frei D\u00e2maso Venker. Enfim, a maior de todas as descobertas foi que aquele altar chamado de altar-mor, que at\u00e9 agora se replicava a informa\u00e7\u00e3o, repassada por Frei Bas\u00edlio Rower, de que havia sido comprado pela Faculdade de Direito, mas nos documentos ficou claro que quem pagou por aquele altar-mor foi a Irmandade S\u00e3o Benedito. Ent\u00e3o, ela tem uma participa\u00e7\u00e3o muito ativa na hist\u00f3ria da igreja. Ela comprou o altar, os novos sinos que est\u00e3o l\u00e1 at\u00e9 hoje, fez reformas e melhorias na igreja. Essas descobertas me fazem acreditar naquele espa\u00e7o como um lugar de luta e de resist\u00eancia da comunidade negra de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Site Franciscanos &#8211; Como nasceu a Irmandade de S\u00e3o Benedito? Em que \u00e9poca? Como o padroeiro \u00e9 franciscano, teve participa\u00e7\u00e3o dos frades?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Alvaci<\/strong> &#8211; Olha, as Irmandades nascem j\u00e1 na alta Idade M\u00e9dia como associa\u00e7\u00f5es de of\u00edcio, ou seja, grupos que se organizavam por afinidades profissionais: Sapateiros, Marceneiros de S\u00e3o Jos\u00e9, S\u00e3o Miguel dos Militares, entre outros. Esses grupos congregados por afinidades profissionais, nasceram na Europa e, pouco a pouco, foram se identificando tamb\u00e9m por quest\u00f5es raciais, quest\u00f5es de cor da pele. Com intensifica\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico negreiro, essas separa\u00e7\u00f5es por cor, v\u00e3o ficar muito mais fortes nos s\u00e9culos XVI e XVII, e a\u00ed surgem as Irmandades \u201cde homens de cor\u201d, as Irmandades voltadas a homens e mulheres negros e negras. Na Europa, em Portugal por exemplo, come\u00e7a a divis\u00e3o das primeiras Irmandades de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos e, logo em seguida, intensificadas pelos franciscanos com o desejo da canoniza\u00e7\u00e3o de um santo preto: S\u00e3o Benedito. Ali\u00e1s, v\u00e1rios homens negros da Ordem Franciscana v\u00e3o ser elevados \u00e0 categoria de santidade: Ant\u00f4nio de Categer\u00f3, o pr\u00f3prio Benedito de Palermo, Ant\u00f4nio de Noto, s\u00e3o homens negros na sua maioria iletrados, escravizados, ex-escravizados, que v\u00e3o entrar na Ordem Franciscana e v\u00e3o ter fama de santidade, alguns ser\u00e3o beatificados e canonizados. Os franciscanos chegam ao Brasil e com eles a devo\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Benedito e, consequentemente, as Irmandades de S\u00e3o Benedito dos Homens Pretos. Primeiramente, as irmandades de S\u00e3o Benedito nascem nos conventos franciscanos voltadas aos escravizados do pr\u00f3prio Convento, ou seja, homens e mulheres que est\u00e3o trabalhando como escravos para os frades. As Ordens possu\u00edam escravizados e os frades ent\u00e3o procuravam a devo\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Benedito para incentivar uma catequese direcionada aos homens e mulheres de cor como uma devo\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de um santo pr\u00f3prio, no caso \u00e9 Benedito. Os frades s\u00e3o os grandes incentivadores da devo\u00e7\u00e3o no Brasil e em toda a Am\u00e9rica Latina, do Sul do atual Estados Unidos at\u00e9 a Argentina. H\u00e1, sim, uma rela\u00e7\u00e3o entre S\u00e3o Benedito, que era franciscano, nascido na Sic\u00edlia, filho de pais escravizados, com a devo\u00e7\u00e3o voltada aos homens e mulheres que s\u00e3o escravizados no Brasil e nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos &#8211; Qual o nome correto: Irmandade de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio e S\u00e3o Benedito dos Homens Pretos ou apenas Irmandade de S\u00e3o Benedito? Quem podia participar da Irmandade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Frei Alvaci<\/strong> &#8211; As primeiras Irmandades que nascem voltadas aos homens e mulheres de cor s\u00e3o as irmandades de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos. Essa \u00e9 uma irmandade muito espec\u00edfica, de um modo particular quem participava delas no Brasil, por exemplo, eram os negros Angolas. Logo em seguida, nasciam as Irmandades de S\u00e3o Benedito, que \u00e9 uma outra Irmandade que aceitava muito mais uma mistura de ra\u00e7as, n\u00e3o s\u00f3 Angolas, Congo-Angolas, mas v\u00e1rios povos ou etnias africanas que se congregavam sob a devo\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Benedito. Existiam ainda as Irmandades de Santo Elesb\u00e3o e Santa Efig\u00eania, Santo Ant\u00f4nio de Categer\u00f3, S\u00e3o Baltazar. Tratam-se de irmandades distintas. O que acontecia era que em alguns lugares, para autonomia, para conseguirem construir uma igreja pr\u00f3pria, essas Irmandades se juntavam. Ent\u00e3o, o que aconteceu no Rio de Janeiro, por exemplo, foi a jun\u00e7\u00e3o da Irmandade de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio com a Irmandade de S\u00e3o Benedito e a\u00ed temos hoje l\u00e1 a Irmandade de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio e S\u00e3o Benedito dos Homens Pretos. Isso aconteceu em algumas cidades brasileiras. Em outras, como S\u00e3o Paulo, onde tiveram condi\u00e7\u00f5es de construir sua igreja pr\u00f3pria &#8211; que era o grande sonho de toda Irmandade para organizarem suas festas, prociss\u00f5es e enterros-, essa uni\u00e3o n\u00e3o precisou acontecer. Os que podiam participar nas de brancos eram apenas homens brancos, nas de pretos haviam exce\u00e7\u00f5es para a participa\u00e7\u00e3o de alguns brancos principalmente nos cargos de secret\u00e1rio (sabendo-se que muitos pretos eram iletrados), alguns cargos por\u00e9m eram reservados apenas a pretos como os de rei e rainha.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos &#8211; Que benef\u00edcios tinham os associados? A Irmandade s\u00f3 existia em fun\u00e7\u00e3o da parte religiosa ou atuava no social, como na consolida\u00e7\u00e3o da liberdade de seus associados (escravizados e ex-escravizados)?<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Alvaci<\/strong> &#8211; De fato a palavra correta \u00e9 esta mesmo, associados, porque a Irmandade funcionava como uma esp\u00e9cie de associa\u00e7\u00e3o. Seriam hoje os nossos grupos de associados: de bancos, de estudantes, etc. As Irmandades funcionavam tamb\u00e9m como grupos de ajuda m\u00fatua. Os benef\u00edcios principais dos associados, aqueles que se filiavam a uma Irmandade eram benef\u00edcios religiosos, como um enterro digno por exemplo. Cada Irmandade geralmente tinha o seu cemit\u00e9rio pr\u00f3prio e a\u00ed o associado tinha direito ao caix\u00e3o, ao acompanhamento do funeral, ao lugar da sepultura, missas pela sua alma, etc. Ele tamb\u00e9m gozava de alguns outros privil\u00e9gios como, estando em dificuldade financeira, ter alguma ajuda dos irm\u00e3os. No caso dos pretos, ajudavam inclusive na compra de alforria. \u00a0Al\u00e9m das fun\u00e7\u00f5es religiosas que eram obrigatoriedade por ser uma associa\u00e7\u00e3o religiosa, a manuten\u00e7\u00e3o do culto, as prociss\u00f5es, a festa dos santos, tinham tamb\u00e9m esse lado social. As Irmandades e as Ordens Terceiras s\u00e3o muitos parecidas nessas fun\u00e7\u00f5es sociais e nas fun\u00e7\u00f5es religiosas.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos &#8211; As Irmandades est\u00e3o em atividade ainda hoje? Quantas existem no pa\u00eds?<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Alvaci &#8211;<\/strong> As irmandades ainda est\u00e3o em atividade. Existem v\u00e1rias Irmandades pelo Brasil afora, muitas delas ainda funcionam. Posso citar um exemplo bem conhecido, que s\u00e3o as Irmandades da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia. Em muitas cidades ainda existem as Irmandades da Santa Casa que nasceram para administrar em muitas cidades o cuidado dos doentes, os enterros, caix\u00f5es, etc. Ainda hoje, muitos hospitais s\u00e3o ligados \u00e0 Irmandade da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia administradas por associa\u00e7\u00f5es de leigos. Ainda existem tamb\u00e9m as Irmandades de pretos: de S\u00e3o Benedito, de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, de Nossa Senhora da Boa Morte, entre outras. Muitas delas ainda existem e est\u00e3o em atividade pelo Brasil afora. Claro que muitas das fun\u00e7\u00f5es desses grupos mudaram, o contexto eclesial \u00e9 outro, a Igreja \u00e9 outra, ent\u00e3o muito daquilo que acontecia nas Irmandades no per\u00edodo colonial e imperial n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo que acontece hoje, mas elas continuam sendo associa\u00e7\u00f5es com a administra\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de igrejas, com igrejas particulares e algumas com cemit\u00e9rios pr\u00f3prios. Ent\u00e3o, elas ainda exercem um papel social e ainda existem. Eu n\u00e3o saberia dizer quantas Irmandades temos no Brasil porque s\u00e3o muitas.<\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos &#8211; A Irmandade s\u00f3 se reunia ou s\u00f3 se re\u00fane na Igreja de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio?<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Alvaci<\/strong> &#8211;\u00a0 A Irmandade Nossa Senhora do Ros\u00e1rio se re\u00fane ainda na Igreja Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, mas as outras Irmandades se re\u00fanem nos lugares pr\u00f3prios dessas associa\u00e7\u00f5es. Hoje, como citei, as Irmandades da Santa Casa se re\u00fanem na Santa Casa. Certamente na Santa Casa hoje \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos, mas tem ainda essa caracter\u00edstica de ser um grupo leigo administrando um espa\u00e7o pr\u00f3prio. S\u00e3o pessoas que n\u00e3o s\u00e3o padres, freiras, mas que administram uma igreja ou um hospital particular. A Irmandade do Ros\u00e1rio, por exemplo, ainda se re\u00fane na Igreja do Ros\u00e1rio do Paissandu. Ali \u00e9 o lugar deles de atividades, de administra\u00e7\u00e3o, de organizarem as suas festas.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Site Franciscanos &#8211; Que conclus\u00e3o voc\u00ea tirou deste trabalho?<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Alvaci<\/strong> &#8211; Algumas conclus\u00f5es eu pude tirar desse trabalho. A primeira delas \u00e9 que n\u00f3s conhecemos pouco da hist\u00f3ria do nosso pa\u00eds, pouco tamb\u00e9m das lutas, buscas e anseios de diversos grupos sociais na nossa hist\u00f3ria e o quanto esses grupos foram protagonistas da sua pr\u00f3pria realiza\u00e7\u00e3o. A maior conclus\u00e3o que eu tirei \u00e9 de o quanto os grupos negros &#8211; e a\u00ed eu estou fazendo um recorte espec\u00edfico para as comunidades negras -, foram fortes, buscaram seus direitos, conseguiram reivindicar espa\u00e7os e tamb\u00e9m o quanto as Irmandades cat\u00f3licas foram essenciais para a manuten\u00e7\u00e3o de um catolicismo negro, para a elabora\u00e7\u00e3o de um catolicismo das comunidades negras no Brasil. O espa\u00e7o das Irmandades, como afirma a professora Quint\u00e3o, era um \u201cprotesto dentro da Ordem\u201d, ou seja, alguns direitos adquiridos dentro da religi\u00e3o oficial institu\u00edda. Os grupos negros puderam lutar, se ajudar, manter tradi\u00e7\u00f5es, continuar vivenciando muito daquilo que traziam de \u00c1frica nas suas mem\u00f3rias, nas suas veias, nas suas hist\u00f3rias. Ent\u00e3o, o que mais pude aprender com esse trabalho \u00e9 o quanto esses grupos foram fortes, o quanto fizeram e marcaram a mem\u00f3ria de tantas cidades e de tantos lugares do Brasil.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Entrevista a Moacir Beggo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":242599,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[758,1],"tags":[2123],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Frei Alvaci fala do resgate hist\u00f3rico da Irmandade de S\u00e3o Benedito no livro &quot;Um Preto no Altar&quot; - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/em-livro-frei-alvaci-faz-o-resgate-historico-da-irmandade-de-sao-benedito.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Frei Alvaci fala do resgate hist\u00f3rico da Irmandade de S\u00e3o Benedito no livro &quot;Um Preto no Altar&quot; - 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