{"id":239668,"date":"2022-09-16T08:21:58","date_gmt":"2022-09-16T11:21:58","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=239668"},"modified":"2022-09-16T08:21:58","modified_gmt":"2022-09-16T11:21:58","slug":"entrevista-e-dificil-dialogar-com-quem-iniciou-uma-guerra-mas-se-deve-faze-lo-diz-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/entrevista-e-dificil-dialogar-com-quem-iniciou-uma-guerra-mas-se-deve-faze-lo-diz-o-papa.html","title":{"rendered":"Entrevista: &#8220;\u00c9 dif\u00edcil dialogar com quem iniciou uma guerra, mas se deve faz\u00ea-lo&#8221;, diz o Papa"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_239669\" style=\"width: 932px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-239669\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-239669\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/papa_voo_1609.jpeg\" alt=\"\" width=\"922\" height=\"519\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/papa_voo_1609.jpeg 750w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/papa_voo_1609-450x253.jpeg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/papa_voo_1609-150x84.jpeg 150w\" sizes=\"(max-width: 922px) 100vw, 922px\" \/><p id=\"caption-attachment-239669\" class=\"wp-caption-text\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<em> \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Imagem: Vatican Media<\/em><\/p><\/div>\n<p><em>Devemos dialogar, sempre. No voo de volta a Roma, o Papa Francisco responde \u00e0s perguntas dos jornalistas que o acompanharam ao Cazaquist\u00e3o e volta a falar sobre a guerra na Ucr\u00e2nia, sobre o direito \u00e0 defesa, do tr\u00e1fico de armas. Mas fala tamb\u00e9m sobre o papel da pol\u00edtica e do Ocidente em uma crise de valores que corre o risco de gerar populismos. Respondendo a uma pergunta sobre a situa\u00e7\u00e3o na Alemanha, Francisco explica que a Igreja precisa de pastores, n\u00e3o de planos pastorais. No in\u00edcio da coletiva de imprensa, o Papa desejou um feliz anivers\u00e1rio \u00e0 jornalista do jornal italiano Avvenire Stefania Falasca e depois fez servir um bolo para festej\u00e1-la.<\/em><\/p>\n<p><strong>Zhanat Akhmetova, TV AGENCY KHABAR<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Bom dia Santo Padre. Muito obrigado por sua visita ao Cazaquist\u00e3o, qual \u00e9 o resultado de sua visita, \u00e0s origens de nosso povo, o que o inspirou&#8221;?<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Para mim foi tamb\u00e9m uma surpresa. Porque eu realmente da \u00c1sia Central &#8211; exceto pela m\u00fasica de Borodin &#8211; n\u00e3o sabia de nada. Foi uma surpresa encontrar os representantes dessas na\u00e7\u00f5es. E tamb\u00e9m o Cazaquist\u00e3o foi realmente uma surpresa porque eu n\u00e3o esperava que fosse assim. Eu sabia que \u00e9 um pa\u00eds, \u00e9 uma cidade, que se desenvolveu bem, com intelig\u00eancia. Mas encontrar, ap\u00f3s trinta anos desde a independ\u00eancia, tal desenvolvimento, eu n\u00e3o esperava. Ent\u00e3o, um pa\u00eds t\u00e3o grande, com dezenove milh\u00f5es de habitantes&#8230; Inacredit\u00e1vel. Muito disciplinado, e bonito. Com muitas belezas: a arquitetura da cidade bem equilibrada, bem disposta. Uma cidade moderna, uma cidade que eu diria talvez &#8220;do futuro&#8221;.<\/p>\n<p>Foi isso que me impressionou tanto: o desejo de avan\u00e7ar n\u00e3o apenas na ind\u00fastria, no desenvolvimento econ\u00f4mico e material, mas tamb\u00e9m no desenvolvimento cultural. Foi uma surpresa que eu n\u00e3o esperava. Depois o Congresso&#8230; uma coisa muito importante. Est\u00e1 em sua s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o. O que significa que se trata de um pa\u00eds com vis\u00e3o, que faz dialogar aqueles que normalmente s\u00e3o descartados. Porque existe uma concep\u00e7\u00e3o progressiva do mundo para o qual a primeira coisa a ser descartada s\u00e3o os valores religiosos. \u00c9 um pa\u00eds que se apresenta ao mundo com tal proposta&#8230; j\u00e1 fez sete vezes, \u00e9 maravilhoso! Ent\u00e3o, se houver tempo, eu voltarei a falar sobre este encontro inter-religioso. A senhora pode se orgulhar do seu pa\u00eds, da sua p\u00e1tria.<\/p>\n<p><strong>Rudiger Kronthaler, ARD<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Santo Padre obrigado por sua mensagem de paz, eu sou alem\u00e3o como se pode ouvir do meu sotaque. Meu povo \u00e9 respons\u00e1vel por milh\u00f5es de mortes h\u00e1 oitenta anos. Gostaria de fazer uma pergunta sobre a paz, j\u00e1 que meu povo \u00e9 respons\u00e1vel por milh\u00f5es de mortes. N\u00f3s aprendemos na escola que nunca se deve usar armas, nunca a viol\u00eancia: a \u00fanica exce\u00e7\u00e3o \u00e9 a autodefesa. Na sua opini\u00e3o, neste momento \u00e9 preciso dar armas \u00e0 Ucr\u00e2nia?&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Esta \u00e9 uma decis\u00e3o pol\u00edtica, que pode ser moral, moralmente aceita, se for feita de acordo com as condi\u00e7\u00f5es de moralidade, que s\u00e3o muitas, e ent\u00e3o podemos falar sobre isso. Mas pode ser imoral se for feito com a inten\u00e7\u00e3o de provocar mais guerra ou vender as armas ou descartar as armas que n\u00e3o preciso mais. A motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 a que em grande parte qualifica a moralidade deste ato. Defender-se n\u00e3o \u00e9 somente l\u00edcito, mas tamb\u00e9m uma express\u00e3o de amor \u00e0 P\u00e1tria. Aquele que n\u00e3o se defende, aquele que n\u00e3o defende algo, n\u00e3o ama, enquanto aquele que defende, ama. Aqui se toca uma outra coisa que eu disse em um de meus discursos, ou seja, que se deve refletir mais sobre o conceito de guerra justa. Porque hoje todos falam de paz: h\u00e1 tantos anos, h\u00e1 setenta anos as Na\u00e7\u00f5es Unidas falam de paz, fazem tantos discursos sobre a paz. Mas quantas guerras est\u00e3o acontecendo neste momento? A que o senhor mencionou, Ucr\u00e2nia-R\u00fassia, agora Azerbaij\u00e3o e Arm\u00eania, que parou um pouco porque a R\u00fassia saiu como garante, garante da paz aqui e faz guerra l\u00e1&#8230; Depois h\u00e1 a S\u00edria, dez anos de guerra, o que est\u00e1 acontecendo l\u00e1 que n\u00e3o para a guerra? Que interesses movem estas coisas? Depois h\u00e1 o Chifre da \u00c1frica, depois o norte de Mo\u00e7ambique ou a Eritr\u00e9ia e uma parte da Eti\u00f3pia, depois Myanmar com este povo sofredor que tanto amo, o povo Rohingya que gira, gira e gira como um cigano e n\u00e3o encontra paz.<\/p>\n<p>Mas estamos em uma guerra mundial, por favor&#8230; Lembro de uma coisa pessoal, quando crian\u00e7a, eu tinha nove anos de idade. Lembro-me de ouvir o alarme do maior jornal de Buenos Aires: naquela \u00e9poca, para festejar ou dar m\u00e1s not\u00edcias, soava o alarme &#8211; agora j\u00e1 n\u00e3o soa mais &#8211; e podia ser ouvido em toda a cidade. A m\u00e3e disse: &#8220;O que est\u00e1 acontecendo?&#8221;. Est\u00e1vamos em guerra, no ano de 1945. Uma vizinha veio at\u00e9 a casa e disse: &#8220;O alarme soou&#8230;&#8221; e chorava: &#8220;a guerra acabou&#8221;! E hoje vejo mam\u00e3e e a vizinha chorando de alegria porque a guerra acabou, em um pa\u00eds sul-americano, t\u00e3o distante! Estas mulheres sabiam que a paz \u00e9 maior que todas as guerras e choravam de alegria quando a paz foi feita. Eu n\u00e3o me esque\u00e7o disso. Eu me pergunto: n\u00e3o sei se hoje estamos com um cora\u00e7\u00e3o educado para chorar de alegria quando vemos a paz. Tudo mudou. Se voc\u00ea n\u00e3o faz guerra, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 \u00fatil! Depois h\u00e1 a f\u00e1brica de armas.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um neg\u00f3cio assassino. Algu\u00e9m que entende de estat\u00edsticas me disse que se voc\u00ea parasse de fabricar armas por um ano se resolveria toda a fome do mundo&#8230; Eu n\u00e3o sei se \u00e9 verdade ou n\u00e3o. Mas fome, educa\u00e7\u00e3o&#8230; nada, n\u00e3o se pode porque tem que se fazer armas. Em G\u00eanova, h\u00e1 alguns anos, h\u00e1 tr\u00eas ou quatro anos, chegou um navio carregado de armas que deveriam ser transferidas para um navio maior que estava indo para a \u00c1frica, perto do Sul do Sud\u00e3o. Os trabalhadores das docas n\u00e3o quiseram fazer isso, e isso lhes custou, mas disseram: &#8220;Eu n\u00e3o colaboro&#8221;. \u00c9 uma anedota, mas que nos faz sentir uma consci\u00eancia de paz. O senhor falou de sua P\u00e1tria. Uma das coisas que aprendi de voc\u00eas \u00e9 a capacidade de arrepender-se e pedir perd\u00e3o pelos erros da guerra. E tamb\u00e9m, n\u00e3o apenas de pedir perd\u00e3o, mas de pagar pelos erros da guerra: isto diz bem de voc\u00ea. \u00c9 um exemplo que se deveria imitar. A guerra em si \u00e9 um erro, \u00e9 um erro! E n\u00f3s neste momento estamos respirando este ar: se n\u00e3o h\u00e1 guerra, parece que n\u00e3o h\u00e1 vida. Um pouco confuso, mas j\u00e1 disse tudo o que queria dizer sobre a guerra. Mas o direito \u00e0 defesa, sim, mas us\u00e1-lo quando necess\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Sylwia Wysocka, PAP<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Santo Padre, o senhor disse: n\u00e3o podemos jamais justificar a viol\u00eancia. Tudo o que est\u00e1 ocorrendo na Ucr\u00e2nia agora \u00e9 pura viol\u00eancia, morte, destrui\u00e7\u00e3o total por parte da R\u00fassia. N\u00f3s, na Pol\u00f4nia, temos uma guerra t\u00e3o pr\u00f3xima de nossas portas, com dois milh\u00f5es de refugiados. Gostaria de perguntar se o senhor acha que existe uma linha vermelha al\u00e9m da qual n\u00e3o se deveria dizer: estamos abertos ao di\u00e1logo com Moscou. Porque muitos t\u00eam dificuldade de entender esta disponibilidade. E eu tamb\u00e9m gostaria de perguntar se a pr\u00f3xima viagem ser\u00e1 para Kiev&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Vou responder isso, mas prefiro que as perguntas sobre a viagem sejam feitas primeiro&#8230; Acho que \u00e9 sempre dif\u00edcil entender o di\u00e1logo com os Estados que iniciaram a guerra, e parece que o primeiro passo foi dado de l\u00e1, daquele lado. \u00c9 dif\u00edcil, mas n\u00e3o devemos descartar isso, devemos dar a oportunidade de di\u00e1logo a todos, a todos! Porque h\u00e1 sempre a possibilidade de que no di\u00e1logo se possam mudar as coisas, e tamb\u00e9m oferecer outro ponto de vista, outro ponto de considera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o excluo o di\u00e1logo com qualquer pot\u00eancia, seja em guerra, que seja o agressor&#8230; \u00e0s vezes o di\u00e1logo se deve fazer assim, mas se deve fazer, &#8216;tem mau cheiro&#8217;, mas tem que ser feito. Sempre um passo \u00e0 frente, uma m\u00e3o estendida, sempre! Porque, ao contr\u00e1rio, fechamos a \u00fanica porta racional para a paz. \u00c0s vezes n\u00e3o aceitam o di\u00e1logo: que pena! Mas o di\u00e1logo deve ser sempre feito, pelo menos oferecido, e isto faz bem para quem o oferece; faz respirar&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Loup Besmond de Senneville, LA CROIX<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Santidade, muito obrigado por estes dias na \u00c1sia Central. Durante esta viagem muito se falou de valores e de \u00e9tica, em particular durante o Congresso Inter-religioso foi evocada, por parte de alguns l\u00edderes religiosos, a perda do Ocidente por causa da sua degrada\u00e7\u00e3o moral. Qual \u00e9 a sua opini\u00e3o sobre isto? O senhor considera que o Ocidente se encontra em um estado de perdi\u00e7\u00e3o, amea\u00e7ado pela perda de seus valores? Refiro-me particularmente ao debate sobre a eutan\u00e1sia, sobre o fim da vida, um debate que ocorreu na It\u00e1lia, mas tamb\u00e9m na Fran\u00e7a e na B\u00e9lgica.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 verdade que o Ocidente, de modo geral, no momento n\u00e3o est\u00e1 no n\u00edvel mais alto de exemplaridade. N\u00e3o \u00e9 uma crian\u00e7a de primeira comunh\u00e3o, n\u00e3o realmente. O Ocidente tomou caminhos errados, pensemos por exemplo na injusti\u00e7a social que existe entre n\u00f3s, h\u00e1 pa\u00edses que se desenvolvem um pouco na justi\u00e7a social, mas penso no meu continente, a Am\u00e9rica Latina que \u00e9 Ocidente. Pensemos tamb\u00e9m no Mediterr\u00e2neo, que \u00e9 Ocidente: hoje \u00e9 o maior cemit\u00e9rio, n\u00e3o da Europa, mas da humanidade. Como o Ocidente se perdeu a ponto de esquecer de acolher, quando, na verdade, precisa de pessoas. Quando se pensa no inverno demogr\u00e1fico que temos: precisamos de pessoas: tanto na Espanha &#8211; na Espanha sobretudo &#8211; tamb\u00e9m na It\u00e1lia h\u00e1 cidadezinhas vazias, apenas vinte velhinhas, e nada mais. Mas por que n\u00e3o se faz uma pol\u00edtica ocidental onde os imigrantes sejam inclu\u00eddos com o princ\u00edpio de que o imigrante deve ser acolhido, acompanhado, promovido e integrado? Isto \u00e9 muito importante, integrar, mas em vez disso &#8220;n\u00e3o&#8221;, deixa-se tudo vazio. \u00c9 uma falta de compreens\u00e3o dos valores, considerando que o Ocidente viveu esta experi\u00eancia, somos pa\u00edses que migraram. No meu pa\u00eds &#8211; que acredito sejam 49 milh\u00f5es de habitantes atualmente &#8211; temos uma porcentagem de menos de um milh\u00e3o de nativos, todos os outros t\u00eam ra\u00edz migrante. Todos: espanh\u00f3is, italianos, alem\u00e3es, eslavos poloneses, da \u00c1sia Menor, libaneses, todos&#8230; Ali o sangue se misturou e esta experi\u00eancia nos ajudou muito. Tamb\u00e9m, por raz\u00f5es pol\u00edticas, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 boa nos pa\u00edses latino-americanos, mas creio que a migra\u00e7\u00e3o deve ser levada a s\u00e9rio no momento, porque eleva o valor intelectual e cordial do Ocidente. Enquanto que, com este inverno demogr\u00e1fico, para onde estamos indo? O Ocidente est\u00e1 em decad\u00eancia neste ponto, est\u00e1 decaindo, est\u00e1 perdido&#8230;. Pensemos no lado econ\u00f4mico: \u00e9 muito bem feito, mas pensemos no esp\u00edrito pol\u00edtico e m\u00edstico de Schuman, Adenauer, De Gasperi, esses grandes: onde est\u00e3o hoje? Existem grandes pol\u00edticos, mas n\u00e3o conseguem levar a sociedade adiante. O Ocidente precisa falar, respeitar a si mesmo, e depois h\u00e1 o perigo do populismo. O que acontece neste tipo de estado sociopol\u00edtico? Nascem os messias: os messias dos populismos. Estamos vendo como nascem os populismos, creio que mencionei algumas vezes aquele livro de Ginzberg, S\u00edndrome 1933: ele conta exatamente como nasceu o populismo na Alemanha ap\u00f3s a queda do governo de Weimar. Os populismos nascem assim: quando h\u00e1 um n\u00edvel com poucas for\u00e7as, e algu\u00e9m promete o messias. Acredito que n\u00f3s, ocidentais, n\u00e3o estamos no mais alto n\u00edvel para ajudar outros povos, ser\u00e1 que estamos em decad\u00eancia? Talvez, sim, mas temos que retomar os valores, os valores da Europa, os valores dos pais fundadores que fundaram a Uni\u00e3o Europeia, os grandes. N\u00e3o sei, um pouco confuso, mas acho que respondi.<\/p>\n<p><strong>Loup Besmond de Senneville, LA CROIX<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;E sobre a eutan\u00e1sia?&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Matar n\u00e3o \u00e9 humano, ponto final. Se se mata com motiva\u00e7\u00e3o, sim&#8230; no fim mata-se cada vez mais e mais. Matar, deixemos isso para os animais&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Iacopo Scaramuzzi, LA REPUBBLICA<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Gostaria de voltar a esta \u00faltima pergunta: em seus discursos, o senhor sublinhou muito a conex\u00e3o entre valores, valores religiosos e a vivacidade da democracia. O que o senhor acha que falta para o nosso continente, a Europa? O que deveria aprender de outras experi\u00eancias? E, se me permite, acrescentaria uma coisa: dentro de poucos dias na It\u00e1lia haver\u00e1 um exerc\u00edcio democr\u00e1tico, ou seja, elei\u00e7\u00f5es, e ser\u00e1 formado um novo governo. Quando o senhor se encontrar com o pr\u00f3ximo primeiro-ministro ou primeira-ministra, quais ser\u00e3o os seus conselhos? Na sua opini\u00e3o, quais s\u00e3o as prioridades para a It\u00e1lia, quais s\u00e3o suas preocupa\u00e7\u00f5es, que riscos devem ser evitados&#8221;?<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Acho que j\u00e1 respondi sobre isso na minha \u00faltima viagem. Conheci dois presidentes italianos, do mais alto n\u00edvel: Giorgio Napolitano e o atual. Grandes. Mas os outros pol\u00edticos eu n\u00e3o conhe\u00e7o. Na minha \u00faltima viagem, perguntei a um de meus secret\u00e1rios quantos governos a It\u00e1lia j\u00e1 teve neste s\u00e9culo: vinte. N\u00e3o consigo explicar. Eu n\u00e3o condeno nem critico, simplesmente n\u00e3o consigo explicar. Se os governos mudam tanto assim, h\u00e1 muitas perguntas a serem feitas. Porque hoje ser um pol\u00edtico, um grande pol\u00edtico, \u00e9 um caminho dif\u00edcil. Um pol\u00edtico que se coloca em jogo pelos valores da p\u00e1tria, os grandes valores, e n\u00e3o se coloca em jogo por interesses, pelo cargo, as mordomias&#8230; Os pa\u00edses, entre eles a It\u00e1lia, devem procurar grandes pol\u00edticos, aqueles que t\u00eam a capacidade de fazer pol\u00edtica, o que \u00e9 uma arte. A pol\u00edtica \u00e9 uma nobre voca\u00e7\u00e3o. Creio que um dos Papas, n\u00e3o sei se Pio XII ou S\u00e3o Paulo VI, disse que a pol\u00edtica \u00e9 uma das mais altas formas de caridade. Temos que lutar para ajudar nossos pol\u00edticos a manter o n\u00edvel da alta pol\u00edtica, n\u00e3o da pol\u00edtica de baixo n\u00edvel que n\u00e3o ajuda em nada e que, ao inv\u00e9s disso, empobrece o Estado. Hoje, a pol\u00edtica nos pa\u00edses da Europa deveria assumir abertamente o problema, por exemplo, do inverno demogr\u00e1fico, o problema do desenvolvimento industrial, do desenvolvimento natural, o problema dos migrantes&#8230; A pol\u00edtica deveria enfrentar os problemas seriamente para poder avan\u00e7ar. Estou falando da pol\u00edtica em geral. Quanto \u00e0 pol\u00edtica italiana eu n\u00e3o entendo: somente o fato de vinte governos em vinte anos, \u00e9 um pouco estranho, mas cada um tem sua pr\u00f3pria maneira de dan\u00e7ar o tango&#8230; pode-se dan\u00e7ar de uma maneira ou de outra e a pol\u00edtica \u00e9 dan\u00e7ada de uma maneira ou de outra.<\/p>\n<p>A Europa deve receber experi\u00eancias de outras partes, algumas ser\u00e3o melhores, outras n\u00e3o servir\u00e3o. Mas deve ser aberta, todos os continentes devem ser abertos \u00e0 experi\u00eancia dos outros.<\/p>\n<p><strong>Elise, Allen CRUX<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Obrigada por estar conosco nesta noite. Ontem no Congresso o senhor falou sobre a import\u00e2ncia da liberdade religiosa, como o senhor sabe, no mesmo dia chegou \u00e0 cidade o presidente da China onde h\u00e1 muito tempo existe uma grande preocupa\u00e7\u00e3o com este assunto, especialmente agora com o processo que est\u00e1 em andamento contra o cardeal Zen. O senhor considera o processo contra ele uma viola\u00e7\u00e3o da liberdade religiosa&#8221;?<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Para entender a China precisa de um s\u00e9culo, e n\u00f3s n\u00e3o vivemos um s\u00e9culo. A mentalidade chinesa \u00e9 uma mentalidade rica e quando fica um pouco doente, perde sua riqueza, \u00e9 capaz de cometer erros. Para entender, escolhemos o caminho do di\u00e1logo, abertos ao di\u00e1logo. H\u00e1 uma comiss\u00e3o bilateral Vaticano-Chinesa que est\u00e1 indo bem, lentamente, porque o ritmo chin\u00eas \u00e9 lento, eles t\u00eam uma eternidade para ir adiante: \u00e9 um povo com uma paci\u00eancia infinita. Partindo das experi\u00eancias que tivemos em preced\u00eancia: pensemos nos mission\u00e1rios italianos que foram para l\u00e1 e foram respeitados como cientistas; pensemos tamb\u00e9m hoje, muitos sacerdotes ou crentes que foram chamados pelas universidades chinesas porque isso d\u00e1 valor \u00e0 cultura. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil entender a mentalidade chinesa, mas ela deve ser respeitada, eu sempre a respeito. E aqui no Vaticano h\u00e1 uma Comiss\u00e3o de di\u00e1logo que est\u00e1 indo bem, o cardeal Parolin a preside e no momento ele \u00e9 o homem que mais sabe sobre a China e o di\u00e1logo chin\u00eas. \u00c9 uma coisa lenta, mas est\u00e3o sendo dados passos adiante. N\u00e3o me agrada descrever a China como antidemocr\u00e1tica por ser um pa\u00eds muito complexo&#8230; Sim, \u00e9 verdade que h\u00e1 coisas que nos parecem antidemocr\u00e1ticas, isso \u00e9 verdade. O cardeal Zen vai a julgamento nestes dias, se n\u00e3o me engano. E ele diz o que sente, e pode-se ver que ali h\u00e1 limita\u00e7\u00f5es. Mais do que qualificar, porque \u00e9 dif\u00edcil, n\u00e3o me agrada qualificar, s\u00e3o impress\u00f5es, tento apoiar o caminho do di\u00e1logo. Com o di\u00e1logo se esclarecem muitas coisas e n\u00e3o apenas da Igreja, tamb\u00e9m de outros setores, por exemplo a extens\u00e3o da China, os governadores das prov\u00edncias s\u00e3o todos diferentes, h\u00e1 culturas muito diferentes dentro da China, \u00e9 um gigante, entender a China \u00e9 algo gigantesco. Mas n\u00e3o devemos perder a paci\u00eancia, \u00e9 preciso eh, \u00e9 preciso muito ter paci\u00eancia, mas devemos ir em frente com o di\u00e1logo, eu tento me abster de qualific\u00e1-la&#8230; mas vamos em frente.<\/p>\n<p><strong>Elise, Allen<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;E o presidente Xi Jinping?&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEle estava em visita de Estado l\u00e1, mas eu n\u00e3o o vi\u201d.<\/p>\n<p><strong>Maria Angeles Conde Mir, ROME REPORTS<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Na declara\u00e7\u00e3o que assinaram (no Congresso, ndr), todos os l\u00edderes sublinham um apelo aos governos e organiza\u00e7\u00f5es internacionais a fim de que sejam protegidas as pessoas perseguidas por causa de sua etnia ou religi\u00e3o. Infelizmente, isso \u00e9 o que est\u00e1 acontecendo na Nicar\u00e1gua. Sabemos que o senhor falou sobre isso em 21 de agosto, durante o Angelus. Mas talvez possa acrescentar algo mais para o povo cat\u00f3lico, especialmente na Nicar\u00e1gua. Depois outra coisa. Vimos isso bem nesta viagem. Gostar\u00edamos de saber se depois dessa viagem o senhor poder\u00e1 retomar a viagem \u00e0 \u00c1frica que foi adiada, e se h\u00e1 outras viagens programadas&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>\u00abTodas as not\u00edcias sobre a Nicar\u00e1gua s\u00e3o claras. H\u00e1 di\u00e1logo. Foi falado com o governo, h\u00e1 di\u00e1logo. Isso n\u00e3o quer dizer que se aprova tudo o que o governo faz ou que se desaprova tudo. N\u00e3o. H\u00e1 di\u00e1logo e \u00e9 preciso resolver os problemas. Neste momento existem problemas. Espero pelo menos que as Irm\u00e3s de Madre Teresa retornem. Essas mulheres s\u00e3o boas revolucion\u00e1rias, mas do Evangelho! N\u00e3o fazem guerra contra ningu\u00e9m. Na verdade, todos n\u00f3s precisamos dessas mulheres. Este \u00e9 um gesto que n\u00e3o se entende. Mas esperamos que voltem e que o di\u00e1logo possa continuar. Mas nunca parar o di\u00e1logo. Existem coisas que n\u00e3o s\u00e3o compreendidas. Colocar um n\u00fancio na fronteira \u00e9 uma coisa grave diplomaticamente. O n\u00fancio \u00e9 uma pessoa boa que agora foi nomeado para outro lugar. Essas coisas s\u00e3o dif\u00edceis de entender e at\u00e9 de engolir. Mas, na Am\u00e9rica Latina h\u00e1 de um lado ou de outro situa\u00e7\u00f5es desse tipo. Quanto \u00e0s viagens: \u00e9 dif\u00edcil. O joelho ainda n\u00e3o se curou. \u00c9 dif\u00edcil, mas a pr\u00f3xima a farei (refere-se a um projeto de viagem ao Bahrein para novembro pr\u00f3ximo, ndr). Depois, eu falei outro dia com o monsenhor Welby (arcebispo primaz anglicano de Cantu\u00e1ria, ndr) e vimos como uma possibilidade fevereiro para ir ao Sud\u00e3o do Sul. Se eu for ao Sud\u00e3o do Sul, tamb\u00e9m irei ao Congo. Estamos tentando. Devemos ir os tr\u00eas juntos: o chefe da Igreja da Esc\u00f3cia, monsenhor Welby e eu. Tivemos um encontro via zoom outro dia sobre isso\u00bb.<\/p>\n<p><strong>Alexey Gotovskiy, EWTN<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Obrigado Santo Padre por visitar nosso pa\u00eds. Gostaria de perguntar: para os cat\u00f3licos que vivem no Cazaquist\u00e3o, onde o contexto \u00e9 predominantemente mu\u00e7ulmano, como a evangeliza\u00e7\u00e3o pode ser realizada neste contexto? H\u00e1 algo que o inspirou vendo os cat\u00f3licos no Cazaquist\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>\u00abInspirado, n\u00e3o sei, mas fiquei feliz hoje na catedral ao ver os cat\u00f3licos t\u00e3o entusiasmados, felizes, alegres. Esta \u00e9 a impress\u00e3o sobre os cat\u00f3licos cazaques. Depois, a conviv\u00eancia com os mu\u00e7ulmanos: \u00e9 algo sobre o qual se est\u00e1 trabalhando e estamos avan\u00e7ando, n\u00e3o apenas no Cazaquist\u00e3o. Pensemos em algum pa\u00eds do norte da \u00c1frica, h\u00e1 uma bela conviv\u00eancia&#8230; no Marrocos, por exemplo. No Marrocos h\u00e1 um di\u00e1logo bastante bom. Detenho-me no encontro religioso (o F\u00f3rum desses dias, ndr). Algu\u00e9m criticava e me dizia: isso \u00e9 fomentar, fazer crescer o relativismo. Nada de relativismo! Cada um expressou sua opini\u00e3o, todos respeitaram a posi\u00e7\u00e3o do outro, mas se dialoga como irm\u00e3os. Porque se n\u00e3o h\u00e1 di\u00e1logo, h\u00e1 ignor\u00e2ncia ou guerra. Melhor viver como irm\u00e3os, temos uma coisa em comum, somos todos humanos. Vivamos como humanos, bem educados: o que voc\u00ea pensa, eu o que penso? Vamos chegar a um acordo, vamos conversar, nos conhecer. Muitas vezes essas guerras mal-entendidas &#8220;de religi\u00e3o&#8221; acontecem por falta de conhecimento. E isso n\u00e3o \u00e9 relativismo, eu n\u00e3o renuncio \u00e0 minha f\u00e9 se falo com a f\u00e9 de outro, pelo contr\u00e1rio. Eu honro minha f\u00e9 porque outro a escuta e eu escuto a dele. Fiquei muito admirado que um pa\u00eds t\u00e3o jovem, com tantos problemas \u2013 o clima, por exemplo \u2013 foi capaz de fazer sete edi\u00e7\u00f5es de um encontro desse tipo: um encontro mundial, com judeus, crist\u00e3os, mu\u00e7ulmanos, religi\u00f5es orientais&#8230; Na mesa se via que todos conversavam e se ouviam com respeito. Esta \u00e9 uma das coisas boas que seu pa\u00eds fez. Um pa\u00eds assim, digamos, no canto do mundo, faz uma convoca\u00e7\u00e3o desse tipo. Essa \u00e9 a impress\u00e3o que me deu. Depois, a cidade \u00e9 de uma beleza arquitet\u00f4nica de primeira categoria, e tamb\u00e9m me impressionaram as preocupa\u00e7\u00f5es do presidente do Senado: ele levava adiante esse encontro, mas depois encontrou um tempo para me apresentar um cantor jovem, que voc\u00ea deve conhecer&#8230; esse jovem aberto \u00e0 cultura. Eu n\u00e3o esperava isso e fiquei feliz de conhec\u00ea-lo\u00bb.<\/p>\n<p><strong>Rudolf Gehrig, EWTN<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Santo Padre, muitas Igrejas na Europa, como a alem\u00e3, sofrem graves perdas de fi\u00e9is, os jovens n\u00e3o parecem mais intencionados a ir \u00e0 missa. Quanto o senhor est\u00e1 preocupado com essa tend\u00eancia e o que quer fazer?&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>\u00ab\u00c9 em parte verdade, em parte relativo. \u00c9 verdade que o esp\u00edrito de seculariza\u00e7\u00e3o, do relativismo, questiona essas coisas, \u00e9 verdade. O que se deve fazer, antes de tudo, \u00e9 ser coerente com a pr\u00f3pria f\u00e9. Pensemos: se voc\u00ea \u00e9 um bispo ou um padre que n\u00e3o \u00e9 coerente, os jovens t\u00eam olfato&#8230; e ent\u00e3o tchau! Quando uma Igreja, seja ela qual for, em algum pa\u00eds ou em um setor, pensa mais no dinheiro, no desenvolvimento, nos planos pastorais e n\u00e3o na pastoral, e se vai para aquele lado, isso n\u00e3o atrai as pessoas. Quando escrevi a carta ao povo alem\u00e3o dois anos atr\u00e1s, houve pastores que a publicaram e a divulgaram de pessoa a pessoa. Quando o pastor est\u00e1 pr\u00f3ximo do povo, ele disse: o povo deve saber o que o Papa pensa. Acredito que os pastores devem continuar indo em frente, mas se perderam o cheiro das ovelhas e as ovelhas perderam o cheiro dos pastores, n\u00e3o se vai adiante. \u00c0s vezes &#8211; estou falando de todos, em geral, n\u00e3o s\u00f3 da Alemanha \u2013 se pensa como renovar, como tornar a pastoral mais moderna: isso \u00e9 bom, mas sempre que esteja nas m\u00e3os de um pastor. Se a pastoral est\u00e1 nas m\u00e3os dos &#8220;cientistas&#8221; da pastoral, que opinam aqui e dizem o que deve ser feito l\u00e1&#8230; (n\u00e3o se vai adiante, ndr). Jesus fez a Igreja com pastores, n\u00e3o com l\u00edderes pol\u00edticos. Ele fez a Igreja com gente ignorante, os doze eram um mais ignorante que o outro e a Igreja foi adiante. Por que? Pelo olfato do rebanho com o pastor e do pastor com o rebanho. Esta \u00e9 a maior rela\u00e7\u00e3o que vejo quando h\u00e1 uma crise num lugar, numa prov\u00edncia&#8230; Eu me pergunto: o pastor est\u00e1 em contato, est\u00e1 pr\u00f3ximo ao rebanho? Esse rebanho tem um pastor? O problema s\u00e3o os pastores. Sobre isso me permito sugerir a voc\u00ea a ler o coment\u00e1rio de Santo Agostinho sobre os pastores. L\u00ea-se em uma hora, mas \u00e9 uma das coisas mais s\u00e1bias que foram escritas para os pastores e com isso voc\u00ea pode qualificar este ou aquele pastor. N\u00e3o se trata de modernizar: certamente \u00e9 preciso atualizar-se com m\u00e9todos, isso \u00e9 verdade, mas se falta o cora\u00e7\u00e3o do pastor, nenhuma pastoral funciona. Nenhuma\u00bb.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Fonte: Vatican News (Transcri\u00e7\u00e3o aos cuidados do Dicast\u00e9rio para a Comunica\u00e7\u00e3o)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viagem Apost\u00f3lica<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":239669,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1428],"tags":[1140],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Entrevista: &quot;\u00c9 dif\u00edcil dialogar com quem iniciou uma guerra, mas se deve faz\u00ea-lo&quot;, diz o Papa - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/entrevista-e-dificil-dialogar-com-quem-iniciou-uma-guerra-mas-se-deve-faze-lo-diz-o-papa.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Entrevista: &quot;\u00c9 dif\u00edcil dialogar com quem iniciou uma guerra, mas se deve faz\u00ea-lo&quot;, diz o Papa - 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