{"id":239641,"date":"2022-09-15T06:10:20","date_gmt":"2022-09-15T09:10:20","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=239641"},"modified":"2022-09-15T06:22:07","modified_gmt":"2022-09-15T09:22:07","slug":"papa-uma-igreja-sem-medos-e-lamentos-livre-de-moralismos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/papa-uma-igreja-sem-medos-e-lamentos-livre-de-moralismos.html","title":{"rendered":"Papa: uma Igreja sem medos e lamentos, livre de moralismos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_239642\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-239642\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-239642 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/casaquistao_1509.jpeg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/casaquistao_1509.jpeg 1000w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/casaquistao_1509-450x253.jpeg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/casaquistao_1509-768x432.jpeg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/casaquistao_1509-150x84.jpeg 150w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><p id=\"caption-attachment-239642\" class=\"wp-caption-text\"><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Imagem: Vatican Media<\/em><\/p><\/div>\n<p>No terceiro dia da sua viagem ao Cazaquist\u00e3o, depois do encontro com os membros da Companhia de Jesus, o Papa Francisco encontrou os bispos, sacerdotes, di\u00e1conos, pessoas consagradas, seminaristas e agentes pastorais na Catedral de Nur-Sultan. Na sua sauda\u00e7\u00e3o inicial o Papa disse estar feliz por encontrar a Confer\u00eancia Episcopal da \u00c1sia Central e ver uma Igreja feita de muitos rostos, hist\u00f3rias e tradi\u00e7\u00f5es diferentes, e todas unidos por uma \u00fanica f\u00e9 em Cristo Jesus. Acrescentando que a beleza da Igreja est\u00e1 nisto: \u201cem sermos uma \u00fanica fam\u00edlia, na qual ningu\u00e9m \u00e9 estrangeiro.<\/p>\n<p>\u201cRepito: ningu\u00e9m \u00e9 estrangeiro na Igreja, somos um \u00fanico Povo santo de Deus, rico de tantos povos!\u201d<\/p>\n<p>&#8220;E a for\u00e7a do nosso povo sacerdotal e santo est\u00e1 precisamente em fazer da diversidade uma riqueza atrav\u00e9s da partilha daquilo que somos e temos; a nossa pequenez multiplica-se, se a partilharmos\u201d. Citando a passagem da Palavra de Deus de S\u00e3o Paulo que diz, &#8216;o mist\u00e9rio de Deus foi revelado a todos os povos&#8217;, o Papa disse: \u201cTodo o homem pode ter acesso a Deus, porque \u2013 como explica o Ap\u00f3stolo \u2013 todos os povos \u2018s\u00e3o admitidos \u00e0 mesma heran\u00e7a, membros do mesmo corpo e participantes da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho\u2019&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Heran\u00e7a e promessa<\/strong><br \/>\nEm seguida disse que gostaria de sublinhar duas palavras usadas por S\u00e3o Paulo: \u201cHeran\u00e7a e promessa: a heran\u00e7a do passado \u00e9 a nossa mem\u00f3ria, a promessa do Evangelho \u00e9 o futuro de Deus que vem ao nosso encontro: uma Igreja que caminha na hist\u00f3ria entre mem\u00f3ria e futuro&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Mem\u00f3ria e futuro<\/strong><br \/>\n\u201cEm primeiro lugar, a mem\u00f3ria. Se hoje neste vasto pa\u00eds, multicultural e multirreligioso, podemos ver comunidades crist\u00e3s vibrantes e um sentido religioso que permeia a vida da popula\u00e7\u00e3o, deve-se sobretudo \u00e0 rica hist\u00f3ria que vos precedeu\u201d. Recomendando em seguida: \u201cNo caminho espiritual e eclesial, n\u00e3o devemos perder a lembran\u00e7a de quantos nos anunciaram a f\u00e9, porque fazer mem\u00f3ria ajuda-nos a desenvolver o esp\u00edrito de contempla\u00e7\u00e3o pelas maravilhas que Deus operou na hist\u00f3ria, mesmo no meio das fadigas da vida e das fragilidades pessoais e comunit\u00e1rias\u201d. Por\u00e9m, adverte Francisco: \u201cMas tenhamos cuidado! N\u00e3o se trata de olhar para tr\u00e1s com nostalgia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando se volta para fazer mem\u00f3ria, o olhar crist\u00e3o pretende abrir-nos \u00e0 estupefa\u00e7\u00e3o perante o mist\u00e9rio de Deus, enchendo o nosso cora\u00e7\u00e3o de louvor e gratid\u00e3o por tudo o que realizou o Senhor\u201d<\/p>\n<p><strong>Sem mem\u00f3ria, n\u00e3o h\u00e1 estupefa\u00e7\u00e3o do Mist\u00e9rio<\/strong><br \/>\n\u201c\u00c9 esta mem\u00f3ria viva de Jesus que nos enche de maravilha \u2013 continuou Francisco &#8211; e nos faz tirar sobretudo do Memorial eucar\u00edstico a for\u00e7a de amor que nos impele. \u00c9 o nosso tesouro. Por isso, sem mem\u00f3ria, n\u00e3o h\u00e1 estupefa\u00e7\u00e3o. Se perdemos a mem\u00f3ria viva, ent\u00e3o a f\u00e9, as devo\u00e7\u00f5es e as atividades pastorais correm o risco de esmorecer, sendo como fogos de palha que acendem imediatamente mas depressa se apagam\u201d. Concluindo seu pensamento sobre a mem\u00f3ria ainda acrescenta: \u201cA f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 uma bela exposi\u00e7\u00e3o de coisas do passado, mas um evento sempre atual, o encontro com Cristo que acontece aqui e agora na vida. Por isso n\u00e3o se comunica apenas com a repeti\u00e7\u00e3o das coisas de sempre, mas transmitindo a novidade do Evangelho. Assim a f\u00e9 permanece viva e tem futuro\u201d.<\/p>\n<p><strong>Futuro<\/strong><br \/>\n\u201cE vemos aparecer aqui a segunda palavra: futuro\u201d. Continua Francisco: \u201ca mem\u00f3ria do passado n\u00e3o nos fecha em n\u00f3s mesmos, mas abre-nos \u00e0 promessa do Evangelho. Jesus garantiu-nos que estaria sempre conosco\u201d. \u201cApesar das nossas fraquezas, Ele n\u00e3o Se cansa de estar conosco, construindo juntamente conosco o futuro da sua e nossa Igreja\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ser pequenos<\/strong><br \/>\nO Papa fala tamb\u00e9m dos desafios da f\u00e9 ao dizer que num pa\u00eds vasto como o Cazaquist\u00e3o poder-se-ia sentir \u201cpequenos\u201d e inadequados. Contudo, encoraja, \u201co Evangelho diz que ser pequeno, pobre em esp\u00edrito, \u00e9 uma bem-aventuran\u00e7a, a primeira bem-aventuran\u00e7a\u201d. E afirma em seguida: \u201ch\u00e1 uma gra\u00e7a escondida no fato de se constituir uma pequena Igreja, um pequeno rebanho; em vez de exibir as nossas for\u00e7as, os nossos n\u00fameros, as nossas estruturas e todas as outras formas de relev\u00e2ncia humana, deixamo-nos guiar pelo Senhor e colocamo-nos, com humildade, ao lado das pessoas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cRicos de nada e pobres de tudo, caminhamos com simplicidade, pr\u00f3ximo das irm\u00e3s e irm\u00e3os do nosso povo, levando \u00e0s situa\u00e7\u00f5es da vida a alegria do Evangelho\u201d.<\/p>\n<p>Ponderando o aspecto da pequenez o Pont\u00edfice afirma ainda: \u201cSer pequeno lembra-nos que n\u00e3o somos autossuficientes: que precisamos de Deus, mas tamb\u00e9m dos outros, de todos eles: das irm\u00e3s e irm\u00e3os doutras confiss\u00f5es, de quem professa um credo religioso diferente do nosso, de todos os homens e mulheres animados de boa vontade\u201d.<\/p>\n<p><strong>Comunidade aberta ao futuro de Deus<\/strong><br \/>\nE desejou que a comunidade eclesial do Cazaquist\u00e3o seja sempre \u201cuma comunidade aberta ao futuro de Deus, abrasada pelo fogo do Esp\u00edrito: viva, esperan\u00e7osa, dispon\u00edvel \u00e0s novidades d\u2019Ele e aos sinais dos tempos, animada pela l\u00f3gica evang\u00e9lica da semente que frutifica no amor humilde e fecundo\u201d. \u201cDeste modo \u2013 continuou o Papa &#8211; abre caminho n\u00e3o s\u00f3 para n\u00f3s, mas realiza-se tamb\u00e9m para os outros, a promessa de vida e de b\u00ean\u00e7\u00e3o que Deus Pai derrama sobre n\u00f3s por meio de Jesus. E realiza-se sempre que vivemos a fraternidade entre n\u00f3s, que cuidamos dos pobres e de quem est\u00e1 ferido na vida, sempre que testemunhamos a justi\u00e7a e a verdade nas rela\u00e7\u00f5es humanas e sociais, dizendo \u2018n\u00e3o\u2019 \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e \u00e0 falsidade\u201d. Desejando ainda que \u201cas comunidades crist\u00e3s, em particular o Semin\u00e1rio, sejam \u2018escolas de sinceridade\u2019: n\u00e3o ambientes r\u00edgidos e formais, mas gin\u00e1sios de treino para a verdade, a abertura e a partilha\u201d. Concluindo esse ponto disse ainda: \u201cA abertura, a alegria e a partilha s\u00e3o os sinais da Igreja primitiva; mas s\u00e3o tamb\u00e9m os sinais da Igreja do futuro. Sonhemos e, com a gra\u00e7a de Deus, construamos uma Igreja mais habitada pela alegria do Ressuscitado, que rejeite medos e lamentos, que n\u00e3o se deixe endurecer por dogmatismos e moralismos\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<h1 style=\"padding-left: 40px;\">Papa aos L\u00edderes Religiosos:<\/h1>\n<h1 style=\"padding-left: 40px;\">&#8220;Deus \u00e9 paz, e sempre conduz \u00e0 paz, nunca \u00e0 guerra&#8221;<\/h1>\n<p>O segundo discurso oficial do Santo Padre na sua Viagem Apost\u00f3lica ao Cazaquist\u00e3o foi o da abertura do VII Congresso de L\u00edderes Mundiais e Religi\u00f5es Tradicionais, que se realizou em Nur-Sultan na manh\u00e3 desta quarta-feira (14) no Pal\u00e1cio da Independ\u00eancia. Na ocasi\u00e3o, Francisco abordou v\u00e1rios temas do encontro que re\u00fane L\u00edderes religiosos e Autoridades governamentais e representantes de Organiza\u00e7\u00f5es Internacionais. Sobretudo prop\u00f4s alguns desafios a serem considerados: \u201cfrente ao mist\u00e9rio do infinito que nos sobrepuja e atrai, as religi\u00f5es lembram-nos que somos criaturas\u201d, disse o Papa, \u201cn\u00e3o somos omnipotentes, mas mulheres e homens em caminho para a mesma meta celeste. Assim a dimens\u00e3o de criatura que partilhamos estabelece uma comunh\u00e3o, uma real fraternidade\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u201cS\u00f3 crescemos com os outros e gra\u00e7as aos outros\u201d.<\/strong><br \/>\nFrancisco recordou o poeta mais famoso do pa\u00eds, pai da sua literatura moderna, o educador e compositor muitas vezes representado precisamente junto com o instrumento dombra: Abai (1845-1904). Assim \u00e9 conhecido popularmente, e disse o Papa, nos deixou \u201cescritos impregnados de religiosidade, nos quais transparece a alma melhor deste povo. Abai \u2013 continuou &#8211; provoca-nos com um interrogativo atemporal: \u2018Que beleza pode ter a vida, se n\u00e3o se vai em profundidade?\u2019&#8221;.<\/p>\n<p><strong>A religi\u00e3o n\u00e3o desestabiliza a sociedade moderna<\/strong><br \/>\nEm seguida disse &#8211; dirigindo-se aos L\u00edderes religiosos &#8211; que o mundo espera de n\u00f3s o exemplo de almas despertas e mentes l\u00edmpidas, espera uma religiosidade aut\u00eantica. \u201cChegou a hora &#8211; continuou &#8211; de despertar daquele fundamentalismo que polui e corr\u00f3i toda a cren\u00e7a, chegou a hora de tornar l\u00edmpido e compassivo o cora\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 hora tamb\u00e9m de deixar apenas aos livros de hist\u00f3ria os discursos que por demasiado tempo, aqui e noutras partes, inculcaram suspeitas e desprezo a respeito da religi\u00e3o, como se esta fosse um fator desestabilizador da sociedade moderna\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPortanto precisamos de religi\u00e3o para responder \u00e0 sede de paz do mundo e \u00e0 sede de infinito que habita o cora\u00e7\u00e3o de cada homem\u201d<\/p>\n<p><strong>Liberdade religiosa<\/strong><br \/>\nPara que tudo isso aconte\u00e7a, ou seja, a condi\u00e7\u00e3o essencial para um desenvolvimento verdadeiramente humano e integral \u201c\u00e9 a liberdade religiosa. Irm\u00e3os, irm\u00e3s, somos criaturas livres\u201d recordou o Papa aos presentes. E com \u00eanfase Francisco disse: \u201cA liberdade religiosa constitui um direito fundamental, prim\u00e1rio e inalien\u00e1vel, que \u00e9 preciso promover em todos os lugares e que n\u00e3o se pode limitar apenas \u00e0 liberdade de culto. De fato, \u00e9 direito de cada pessoa prestar testemunho p\u00fablico da sua pr\u00f3pria cren\u00e7a: prop\u00f4-lo, sem nunca o impor. Destacando:\u00a0\u201c\u00c9 a pr\u00e1tica correta do an\u00fancio, diferente daquele proselitismo e doutrinamento de que todos s\u00e3o chamados manter-se distantes\u201d<\/p>\n<p><strong>Quatro desafios<\/strong><br \/>\n\u201cPor entre vulnerabilidade e tratamento, a pandemia representa o primeiro de quatro desafios globais que quero delinear convocando a todos \u2013 mas de modo especial as religi\u00f5es \u2013 para uma maior unidade de intentos. A Covid-19 colocou-nos a todos no mesmo plano. Fez-nos compreender que \u2018n\u00e3o somos demiurgos \u2013 como dizia Abai \u2013, mas mortais\u2019 (Ibid.). Ao falar sobre os efeitos da pandemia sobretudo nos pa\u00edses pobres disse:<\/p>\n<p>\u201cO maior fator de risco do nosso tempo continua a ser a pobreza. Enquanto continuarem a assolar disparidades e injusti\u00e7as, n\u00e3o poder\u00e3o cessar os v\u00edrus piores do que a Covid, ou seja, os do \u00f3dio, da viol\u00eancia, do terrorismo\u201d<\/p>\n<p><strong>Desafio da paz<\/strong><br \/>\nIsto leva-nos ao segundo desafio planet\u00e1rio, que interpela de maneira particular os crentes: o desafio da paz. \u201cSe o Criador, a quem dedicamos a exist\u00eancia, deu origem \u00e0 vida humana, como podemos n\u00f3s \u2013 que nos professamos crentes \u2013 consentir que a mesma seja destru\u00edda? E como podemos pensar que os homens do nosso tempo \u2013 muitos dos quais vivem como se Deus n\u00e3o existisse \u2013 estejam motivados para se comprometer num di\u00e1logo respeitoso e respons\u00e1vel, se as grandes religi\u00f5es, que constituem a alma de tantas culturas e tradi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o se empenham ativamente pela paz?\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNunca justifiquemos a viol\u00eancia. N\u00e3o permitamos que o sagrado seja instrumentalizado por aquilo que \u00e9 profano. O sagrado n\u00e3o seja suporte do poder, e o poder n\u00e3o se valha de suportes de sacralidade!\u201d<\/p>\n<p>Francisco recordou mais uma vez: &#8220;Deus \u00e9 paz, e sempre conduz \u00e0 paz, nunca \u00e0 guerra. Por isso empenhemo-nos ainda mais a promover e refor\u00e7ar a necessidade de que os conflitos sejam resolvidos n\u00e3o com as raz\u00f5es inconclusivas da for\u00e7a, com as armas e as amea\u00e7as, mas com os \u00fanicos meios aben\u00e7oados pelo C\u00e9u e dignos do homem: o encontro, o di\u00e1logo, as negocia\u00e7\u00f5es pacientes&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Acolhimento fraterno<\/strong><br \/>\nDepois dos desafios da pandemia e da paz, abracemos um terceiro desafio: o do acolhimento fraterno. \u201cNunca antes t\u00ednhamos assistido, como agora, a t\u00e3o grandes deslocamentos de popula\u00e7\u00f5es, causados por guerras, pobreza, altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, pela busca dum bem-estar que o mundo globalizado permite conhecer, mas se revela frequentemente de dif\u00edcil acesso. Est\u00e1 em curso um grande \u00eaxodo: das \u00e1reas mais desfavorecidas procura-se chegar \u00e0s mais abastadas\u201d. \u201cMas \u2013 adverte o Papa &#8211; \u00e9 nosso dever lembrar que o Criador, que vela sobre os passos cada criatura, nos exorta a ter um olhar semelhante ao d\u2019Ele, um olhar que reconhe\u00e7a o rosto do irm\u00e3o\u201d. Reiterando suas palavras disse ainda: \u201cRedescubramos a arte da hospitalidade, do acolhimento, da compaix\u00e3o. E aprendamos tamb\u00e9m a corar: sim, a sentir aquela saud\u00e1vel vergonha que nasce da piedade pelo homem que sofre, da como\u00e7\u00e3o e estupefa\u00e7\u00e3o pela sua condi\u00e7\u00e3o, pelo seu destino de que nos sentimos parte. \u00c9 o caminho da compaix\u00e3o, que nos torna mais humanos e mais crentes\u201d.<\/p>\n<p><strong>Cuidado da Casa Comum<\/strong><br \/>\nO \u00faltimo desafio global que nos interpela, disse, \u201c\u00e9 o da cust\u00f3dia da casa comum. \u00c0 vista das convuls\u00f5es clim\u00e1ticas, \u00e9 preciso proteg\u00ea-la, para que n\u00e3o fique sujeita \u00e0s l\u00f3gicas do lucro, mas seja preservada para as gera\u00e7\u00f5es futuras, em louvor do Criador\u201d. \u201cCom amoroso cuidado, o Alt\u00edssimo providenciou uma casa comum para a vida. E como podemos n\u00f3s, que nos professamos Seus, permitir que aquela seja polu\u00edda, maltratada e destru\u00edda? Unamos esfor\u00e7os tamb\u00e9m neste desafio\u201d foi seu convite.<br \/>\n<strong>Por fim o Papa concluiu com as seguintes palavras:<\/strong><br \/>\n\u201cQueridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, avancemos juntos, para que seja cada vez mais amistoso o caminho das religi\u00f5es. Abai dizia que &#8216;o falso amigo \u00e9 como uma sombra: quando o sol brilha sobre ti, n\u00e3o te livrar\u00e1s dele, mas quando as nuvens se acumularem sobre ti, n\u00e3o se far\u00e1 ver em parte alguma&#8217; (Palavra 37). Que isso n\u00e3o aconte\u00e7a conosco!\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Fonte: Vatican News (texto de Jane Nogara)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viagem Apost\u00f3lica ao Casaquist\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":239642,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1428],"tags":[1140],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Papa: uma Igreja sem medos e lamentos, livre de moralismos - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/papa-uma-igreja-sem-medos-e-lamentos-livre-de-moralismos.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Papa: uma Igreja sem medos e lamentos, livre de moralismos - 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