{"id":236464,"date":"2022-02-08T07:32:59","date_gmt":"2022-02-08T10:32:59","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=236464"},"modified":"2022-02-08T07:33:25","modified_gmt":"2022-02-08T10:33:25","slug":"papa-francisco-o-perdao-e-um-direito-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/papa-francisco-o-perdao-e-um-direito-humano.html","title":{"rendered":"Papa Francisco: &#8220;O perd\u00e3o \u00e9 um direito humano&#8221;"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_236465\" style=\"width: 910px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-236465\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-236465 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/programa_0802.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/programa_0802.jpg 900w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/programa_0802-450x253.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/programa_0802-768x432.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/programa_0802-150x84.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><p id=\"caption-attachment-236465\" class=\"wp-caption-text\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<em> \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Imagem: Vatican Media<\/em><\/p><\/div>\n<p>&#8220;A guerra \u00e9 um contrassenso&#8221;. O Papa Francisco conecta-se da Casa Santa Marta, no Vaticano, com o programa televisivo &#8220;Che tempo che fa&#8221; conduzido por Fabio Fazio no canal RAI 3 e dialoga com o apresentador que o interrogou sobre muitas quest\u00f5es: guerras, migrantes, a prote\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o entre pais e filhos, o mal e o sofrimento, a ora\u00e7\u00e3o, o futuro da Igreja, a necessidade de amigos. E afirma que o perd\u00e3o \u00e9 um &#8220;direito humano, a capacidade de ser perdoado \u00e9 um direito humano. Todos temos o direito de ser perdoados se pedirmos perd\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>O olhar se concentra principalmente no tema caro ao Papa, o da migra\u00e7\u00e3o. Infelizmente, este tema ainda \u00e9 atual depois da recente not\u00edcia dos 12 migrantes encontrados mortos por congelamento na fronteira entre a Gr\u00e9cia e a Turquia. Para o Papa &#8220;isto \u00e9 um sinal da cultura da indiferen\u00e7a&#8221;. E \u00e9 tamb\u00e9m &#8220;um problema de categoriza\u00e7\u00e3o&#8221;: as guerras, em primeiro lugar; pessoas, em segundo lugar. O I\u00eamen \u00e9 um exemplo disto: &#8220;H\u00e1 quanto tempo \u00e9 que o I\u00eamen sofre a guerra e h\u00e1 quanto tempo \u00e9 que falamos das crian\u00e7as do I\u00eamen? Um exemplo claro, e n\u00e3o se encontra solu\u00e7\u00e3o para o problema h\u00e1 anos. N\u00e3o quero exagerar, mais do que 7 de certeza, se n\u00e3o 10. H\u00e1 categorias que importam e outras que est\u00e3o embaixo: crian\u00e7as, migrantes, os pobres, aqueles que n\u00e3o t\u00eam o que comer. Estes n\u00e3o contam, pelo menos n\u00e3o contam em primeiro lugar, porque h\u00e1 pessoas que amam estas pessoas, que tentam ajud\u00e1-las, mas na imagina\u00e7\u00e3o universal o que conta \u00e9 a guerra, a venda de armas. Basta pensar que com um ano sem produzir armas, se poderia dar de comer e educa\u00e7\u00e3o a todo o mundo, gratuitamente. Mas isto est\u00e1 em segundo plano&#8221;, diz o Papa Francisco. Ele volta os seus pensamentos para Alan Kurdi, a crian\u00e7a s\u00edria encontrada morta numa praia, e para as muitas outras crian\u00e7as como ele &#8220;que n\u00e3o conhecemos&#8221; e que &#8220;morrem de frio&#8221; todos os dias. A guerra permanece, no entanto, a primeira categoria: &#8220;Vemos como se mobilizam as economias e o que \u00e9 hoje mais importante, a guerra: guerra ideol\u00f3gica, guerra de poderes, guerra comercial e tantas f\u00e1bricas de armas&#8221;, diz o Papa.<\/p>\n<p>E falando de guerra, o Pont\u00edfice &#8211; perguntado sobre as tens\u00f5es entre a Ucr\u00e2nia e a R\u00fassia &#8211; recorda as ra\u00edzes desta horr\u00edvel realidade que \u00e9 &#8220;um contrassenso da cria\u00e7\u00e3o&#8221; que remonta ao G\u00eanesis com a guerra entre Caim e Abel, a guerra pela Torre de Babel. &#8220;Guerras entre irm\u00e3os&#8221; surgiram pouco depois da cria\u00e7\u00e3o do homem e da mulher por Deus: &#8220;H\u00e1 como que um antissenso da cria\u00e7\u00e3o, \u00e9 por isso que a guerra \u00e9 sempre destrui\u00e7\u00e3o. Por exemplo, trabalhar a terra, tomar conta dos filhos, manter uma fam\u00edlia, fazer a sociedade crescer: isto \u00e9 construir. Fazer a guerra \u00e9 destruir. \u00c9 uma mec\u00e2nica de destrui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Nesta mesma mec\u00e2nica, o Papa Francisco inclui o tratamento &#8220;criminoso&#8221; reservado a milhares de migrantes. &#8220;Para chegar ao mar sofrem tanto&#8221;, diz o Pont\u00edfice, e volta a denunciar as &#8220;lagers&#8221; na L\u00edbia: &#8220;Quanto sofrem nas m\u00e3os dos traficantes aqueles que querem fugir&#8221;. H\u00e1 filmes que mostram isto e muitos s\u00e3o conservados na se\u00e7\u00e3o migrantes e refugiados do Dicast\u00e9rio para o Desenvolvimento Humano. &#8220;Eles sofrem e depois arriscam-se a atravessar o Mediterr\u00e2neo&#8221;. Depois, por vezes, s\u00e3o rejeitados, pois algu\u00e9m que, por responsabilidade local, diz &#8220;N\u00e3o, aqui n\u00e3o v\u00eam&#8221;; h\u00e1 estes navios que andam \u00e0 procura de um porto, que voltam ou morrem no mar. Isto est\u00e1 acontecendo hoje&#8221;, reitera o Papa. E, como em outras ocasi\u00f5es, repete o princ\u00edpio de que &#8220;cada pa\u00eds deve dizer quantos imigrantes pode acolher&#8221;: &#8220;Este \u00e9 um problema de pol\u00edtica interna que deve ser bem pensado e dizer &#8220;eu posso at\u00e9 este n\u00famero&#8221;. E os outros? Existe a Uni\u00e3o Europeia, temos de concordar, para que possamos alcan\u00e7ar um equil\u00edbrio, em comunh\u00e3o&#8221;. Neste momento, em vez disso, apenas &#8220;injusti\u00e7a&#8221; parece emergir: &#8220;Eles v\u00eam para a Espanha e It\u00e1lia, os dois pa\u00edses mais pr\u00f3ximos, e n\u00e3o s\u00e3o recebidos noutro lugar. O migrante deve ser sempre acolhido, acompanhado, promovido e integrado. Acolhido porque h\u00e1 uma dificuldade, depois acompanh\u00e1-lo, promov\u00ea-lo e integr\u00e1-lo na sociedade&#8221;. Acima de tudo, integr\u00e1-lo a fim de evitar a guetiza\u00e7\u00e3o e os extremismos filhos de ideologias, como aconteceu na trag\u00e9dia de Zaventem, na B\u00e9lgica, com os dois agressores &#8220;belgas&#8221;, mas &#8220;filhos de migrantes guetizados&#8221;. Al\u00e9m disso, os migrantes s\u00e3o recursos em pa\u00edses que registam um forte decl\u00ednio demogr\u00e1fico. Por conseguinte, sublinha o Papa Francisco, &#8220;devemos pensar inteligentemente na pol\u00edtica migrat\u00f3ria, uma pol\u00edtica continental&#8221;. E o fato de que &#8220;o Mediterr\u00e2neo \u00e9 hoje o maior cemit\u00e9rio da Europa deve fazer-nos pensar&#8221;.<\/p>\n<p>Da mesma forma, o Papa, interpelado sobre isto pelo apresentador, exorta a refletir sobre o que parece ser uma tremenda divis\u00e3o no mundo: uma parte desenvolvida onde se tem &#8220;a possibilidade de escola, universidade, trabalho&#8221;; outra, com as &#8220;crian\u00e7as que morrem, migrantes que se afogam, injusti\u00e7as que vemos tamb\u00e9m nos nossos pr\u00f3prios pa\u00edses&#8221;. A tenta\u00e7\u00e3o &#8220;muito feia&#8221;, sublinha o Pont\u00edfice, \u00e9 &#8220;a de olhar para o outro lado, n\u00e3o olhar&#8221;. Sim, h\u00e1 os meios de comunica\u00e7\u00e3o social que mostram tudo &#8220;mas n\u00f3s tomamos dist\u00e2ncia&#8221;; sim, &#8220;queixamo-nos um pouco, &#8216;\u00e9 uma trag\u00e9dia!&#8221; mas depois \u00e9 como se nada tivesse acontecido&#8221;. &#8220;N\u00e3o basta ver, \u00e9 necess\u00e1rio sentir, \u00e9 necess\u00e1rio tocar&#8221;, insiste Francisco. &#8220;Sentimos falta de tocar as mis\u00e9rias e o tocar leva-nos ao hero\u00edsmo&#8221;. Penso nos m\u00e9dicos, enfermeiros e enfermeiras que deram as suas vidas nesta pandemia: tocaram o mal e escolheram ficar ali com os doentes&#8221;.<\/p>\n<p>O mesmo princ\u00edpio se aplica \u00e0 Terra. Mais uma vez, o Papa Francisco reitera o apelo a cuidar da Cria\u00e7\u00e3o: &#8220;\u00c9 uma educa\u00e7\u00e3o que temos de aprender&#8221;. O Papa olha para a Amaz\u00f4nia e aos problemas de desfloresta\u00e7\u00e3o, falta de oxig\u00eanio, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas: existe o risco de &#8220;morte da biodiversidade&#8221;, existe o risco de &#8220;matar a M\u00e3e Terra&#8221;, afirma. Prosseguiu citando o exemplo dos pescadores de San Benedetto del Tronto, que encontraram cerca de 3 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico num ano e tomaram medidas para remover todos os res\u00edduos do mar. &#8220;Temos de colocar isto na nossa cabe\u00e7a: tomar conta da M\u00e3e Terra&#8221;, diz o Papa.<\/p>\n<p>Francisco cita uma uma can\u00e7\u00e3o de Roberto Carlos na qual um filho pergunta ao seu pai &#8220;porque \u00e9 que o rio j\u00e1 n\u00e3o canta. O rio n\u00e3o canta &#8211; o Papa destaca o Papa falando das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas &#8211; porque j\u00e1 n\u00e3o existe mais&#8221;.<\/p>\n<p>O Papa invoca uma atitude de &#8220;cuidado&#8221;, que tamb\u00e9m parece faltar de um ponto de vista social. Hoje em dia o que vivemos \u00e9 de fato um problema de &#8220;agressividade social&#8221;, como mostra o fen\u00f4meno do bullying: &#8220;Esta nossa agressividade deve ser educada. A agress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma coisa negativa em si porque \u00e9 preciso agress\u00e3o para dominar a natureza, para ir avante, para construir, h\u00e1 uma agress\u00e3o positiva, digamos assim. Mas h\u00e1 uma agress\u00e3o destrutiva que come\u00e7a com algo muito pequeno, mas quero mencion\u00e1-la aqui: come\u00e7a com a l\u00edngua, a tagarelice. Mas a tagarelice, nas fam\u00edlias, nos bairros, destr\u00f3i&#8221;. Destr\u00f3i a &#8220;identidade&#8221;. E isto acontece entre governantes, como entre as fam\u00edlias. \u00c9 por isso que o Papa Francisco aconselha, precisamente &#8220;para n\u00e3o nos destruirmos&#8221;, a dizer &#8220;n\u00e3o \u00e0 tagarelice&#8221;: &#8220;Se tem algo contra o outro ou conserva s\u00f3 para voc\u00ea mesmo ou vai ter com ele e o diz na sua cara, ser corajosos, corajosas&#8221;.<\/p>\n<p>Com o foco ainda nos jovens, por vezes v\u00edtimas de &#8220;uma incr\u00edvel sensa\u00e7\u00e3o de solid\u00e3o&#8221; apesar de estarem hiperligados, o Papa Francisco dirigiu-se aos pais dos adolescentes, aqueles que por vezes lutam para compreender &#8220;o sofrimento dos outros&#8221;. Para o Bispo de Roma, a rela\u00e7\u00e3o entre pais e filhos pode ser resumida numa palavra: &#8220;proximidade&#8221;. &#8220;A proximidade com os filhos. Quando os jovens casais se v\u00e3o confessar ou quando falo com eles, fa\u00e7o sempre uma pergunta: &#8216;Voc\u00ea brinca com os seus filhos? A gratuidade do pai e da m\u00e3e com o filho. Por vezes ou\u00e7o respostas dolorosas: &#8216;Mas padre, quando saio de casa para trabalhar eles est\u00e3o dormindo e quando volto \u00e0 noite eles est\u00e3o de novo dormindo&#8217;. \u00c9 a sociedade cruel que os separa dos filhos. Mas a gratuidade com os pr\u00f3prios filhos: brincar com os filhos e n\u00e3o ter medo dos filhos, das coisas que eles dizem, das hip\u00f3teses, ou mesmo quando um filho, j\u00e1 mais crescido, um adolescente, escorrega, estar perto, falar como um pai, como uma m\u00e3e&#8221;. Aqueles &#8220;pais que n\u00e3o s\u00e3o pr\u00f3ximos dos seus filhos, que, para os tranquilizar, dizem &#8216;Mas leva a chave do carro, vai'&#8221; n\u00e3o fazem o bem. Por outro lado, &#8220;\u00e9 muito bonito&#8221; quando os pais s\u00e3o &#8220;quase c\u00famplices dos seus filhos&#8221;.<\/p>\n<p>Sobre a quest\u00e3o da proximidade, Fazio recorda a conhecida frase do Papa: &#8220;Um homem s\u00f3 pode olhar um outro homem de cima para baixo quando o ajuda a se levantar&#8221;. Francisco aprofunda o conceito: \u201c\u00c9 verdade, na sociedade vemos com que frequ\u00eancia as pessoas olham para os outros de cima para baixo para os dominar, para os subjugar e n\u00e3o para os ajudar a levantar. Basta pensar &#8211; \u00e9 uma hist\u00f3ria triste, mas quotidiana &#8211; daqueles empregados que t\u00eam de pagar pela estabilidade do seu trabalho com o seu corpo, porque o seu patr\u00e3o os olha de cima para baixo, para os dominar. \u00c9 um exemplo di\u00e1rio, mas realmente um exemplo di\u00e1rio&#8221;. Este gesto, por outro lado, s\u00f3 \u00e9 l\u00edcito para fazer um ato &#8216;nobre&#8217;, ou seja, estender a m\u00e3o e dizer &#8216;levante-se irm\u00e3o, levante-se irm\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>A conversa expande-se e toca no conceito de liberdade que \u00e9 um dom de Deus mas que &#8220;\u00e9 tamb\u00e9m capaz de fazer muito mal&#8221;. &#8220;Como Deus nos fez livres, somos senhores das nossas decis\u00f5es e tamb\u00e9m de tomar decis\u00f5es erradas&#8221;, diz Francisco. E ele insiste no conceito de Mal: &#8220;H\u00e1 algu\u00e9m que n\u00e3o mere\u00e7a o perd\u00e3o e a miseric\u00f3rdia de Deus ou o perd\u00e3o dos homens?&#8221; pergunta o apresentador. O Pont\u00edfice responde com &#8220;algo que talvez chocar\u00e1 algumas pessoas&#8221;: &#8220;A capacidade de ser perdoado \u00e9 um direito humano. Todos temos o direito de ser perdoados se pedirmos perd\u00e3o. \u00c9 um direito que prov\u00e9m da pr\u00f3pria natureza de Deus e foi dado como heran\u00e7a aos homens. Esquecemos que algu\u00e9m que pede perd\u00e3o tem o direito de ser perdoado. Voc\u00ea fez algo, deve pagar. N\u00e3o! Tem o direito de ser perdoado, e se voc\u00ea tem uma d\u00edvida para com a sociedade, deve pag\u00e1-la, mas com o perd\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Contudo, h\u00e1 outro Mal, o inexplic\u00e1vel que por vezes atinge os inocentes, e pelo qual se pergunta por que raz\u00e3o Deus n\u00e3o interv\u00e9m. &#8220;Tantos males &#8211; explica o Bispo de Roma &#8211; v\u00eam precisamente porque o homem perdeu a capacidade de seguir as regras, mudou a natureza, mudou tantas coisas, e tamb\u00e9m por causa das suas pr\u00f3prias fragilidades humanas. E Deus permite que isto continue&#8221;. \u00c9 claro que as perguntas permanecem sem resposta: &#8220;Por que \u00e9 que as crian\u00e7as sofrem?&#8221;. &#8220;N\u00e3o consigo encontrar explica\u00e7\u00e3o para isto&#8221;, admite o Papa. &#8220;Eu tenho f\u00e9, tento amar a Deus que \u00e9 meu pai, mas pergunto-me: &#8216;Mas por que sofrem as crian\u00e7as? E n\u00e3o h\u00e1 resposta. Ele \u00e9 forte, sim, onipotente no amor. Em vez disso, o \u00f3dio, a destrui\u00e7\u00e3o, est\u00e3o nas m\u00e3os de outro que semeou o Mal no mundo por inveja&#8221;.<\/p>\n<p>E com o Mal &#8220;n\u00e3o se fala&#8221;, recomenda o Papa, &#8220;dialogar com o Mal \u00e9 perigoso&#8221;: &#8220;E muitas pessoas v\u00e3o, tentam dialogar com o Mal &#8211; eu tamb\u00e9m j\u00e1 me encontrei nesta situa\u00e7\u00e3o muitas vezes &#8211; mas eu pergunto-me por qu\u00ea, um di\u00e1logo com o Mal, isso \u00e9 uma coisa m\u00e1&#8230; O di\u00e1logo com o Mal n\u00e3o \u00e9 bom, isto vale para todas as tenta\u00e7\u00f5es. E quando esta tenta\u00e7\u00e3o chega, &#8220;por que as crian\u00e7as sofrem?&#8221;, s\u00f3 encontro uma maneira: sofrer com elas&#8221;. Dostoevsky foi &#8220;um grande mestre&#8221; nisto.<\/p>\n<p>O futuro, do mundo e da Igreja, ocupa amplo espa\u00e7o na entrevista. O futuro do mundo, como prefigurado na &#8220;Fratelli tutti&#8221;, com o homem no centro das economias e das escolhas. Esta \u00e9 uma prioridade que o Papa diz partilhar com muitos chefes de Estado que t\u00eam bons ideais. Estes, contudo, colidem com &#8220;condicionamentos pol\u00edticos e sociais, tamb\u00e9m na pol\u00edtica mundial, que impedem as boas inten\u00e7\u00f5es&#8221;. Estas s\u00e3o &#8220;sombras&#8221; que exercem press\u00e3o sobre a sociedade, sobre o povo, sobre aqueles que t\u00eam pap\u00e9is de responsabilidade, diz o Papa: &#8220;E depois \u00e9 preciso negociar muito&#8221;. Sobre o futuro da Igreja, Jorge Mario Bergoglio recorda a imagem da Igreja delineada por S\u00e3o Paulo VI na exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica <em>Evangelii Nuntiandi<\/em>, a inspira\u00e7\u00e3o para a sua<em> Evangelii Gaudium:<\/em> &#8220;Uma Igreja em peregrina\u00e7\u00e3o&#8221;. Hoje, &#8220;o maior mal da Igreja, o maior&#8221;, volta a reiterar o Papa Francisco, &#8220;\u00e9 a mundaniza\u00e7\u00e3o espiritual&#8221; que, por sua vez, &#8220;faz crescer uma coisa feia, o clericalismo, que \u00e9 uma pervers\u00e3o da Igreja&#8221;. &#8220;O clericalismo que existe na rigidez, e por baixo de todo o tipo de rigidez existe a podrid\u00e3o, sempre&#8221;, diz Francisco, contando entre as &#8220;coisas feias&#8221; da Igreja de hoje as &#8220;posi\u00e7\u00f5es r\u00edgidas, ideologicamente r\u00edgidas&#8221; que tomam o lugar do Evangelho. &#8220;Sobre atitudes pastorais digo apenas duas, que s\u00e3o antigas: o Pelagianismo e o Gnosticismo. O pelagianismo acredita que com a minha for\u00e7a posso avan\u00e7ar. N\u00e3o, a Igreja avan\u00e7a com a for\u00e7a de Deus, a miseric\u00f3rdia de Deus e o poder do Esp\u00edrito Santo. E o gnosticismo, o misticismo, sem Deus, esta espiritualidade vazia&#8230; n\u00e3o, sem a carne de Cristo n\u00e3o h\u00e1 compreens\u00e3o poss\u00edvel, sem a carne de Cristo n\u00e3o h\u00e1 reden\u00e7\u00e3o poss\u00edvel&#8221;, &#8220;Temos de voltar ao centro mais uma vez: &#8216;O Verbo tornou-se carne&#8217;. Neste esc\u00e2ndalo da cruz, do Verbo feito carne, est\u00e1 o futuro da Igreja&#8221;, diz o Papa.<\/p>\n<p>Ele explica ent\u00e3o a import\u00e2ncia de rezar: &#8220;Rezar&#8221;, diz, &#8220;\u00e9 o que uma crian\u00e7a faz quando se sente limitada, impotente [ela diz] &#8216;papai, mam\u00e3e&#8217;. Rezar significa olhar para os nossos limites, as nossas necessidades, os nossos pecados&#8230;. Rezar \u00e9 entrar com for\u00e7a, para al\u00e9m dos limites, para al\u00e9m do horizonte, e para n\u00f3s, crist\u00e3os, rezar \u00e9 encontrar o &#8216;pai'&#8221;. &#8220;A crian\u00e7a&#8221;, insiste o Papa, &#8220;n\u00e3o espera pela resposta do papai, quando o papai come\u00e7a a responder ela vai para outra pergunta. O que a crian\u00e7a quer \u00e9 que o olhar do seu pai esteja sobre ela. N\u00e3o importa qual seja a explica\u00e7\u00e3o, importa apenas que o papai olhe para ela, e isso d\u00e1-lhe seguran\u00e7a. Rezar \u00e9 um pouco isso&#8221;.<\/p>\n<p>As perguntas tocam depois em \u00e1reas mais pessoais: &#8220;Alguma vez se sente s\u00f3? O senhor tem amigos verdadeiros&#8221;, pergunta-se ao Papa. &#8220;Sim&#8221;, responde, &#8220;tenho amigos que me ajudam, eles conhecem a minha vida como um homem normal, n\u00e3o que eu seja normal, n\u00e3o. Tenho as minhas pr\u00f3prias anomalias, eh, mas como um homem comum que tem amigos; e gosto de estar com os meus amigos \u00e0s vezes para lhes contar as minhas coisas, para ouvir as deles, mas de fato preciso de amigos. Essa \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais n\u00e3o fui viver no apartamento papal, porque os papas que l\u00e1 estiveram antes eram santos e eu n\u00e3o sou tanto assim, n\u00e3o sou t\u00e3o santo. Preciso de rela\u00e7\u00f5es humanas, \u00e9 por isso que vivo neste hotel de Santa Marta, onde se encontram pessoas que falam com todos, se encontram amigos. \u00c9 uma vida mais f\u00e1cil para mim, n\u00e3o tenho vontade de fazer outra, n\u00e3o tenho a for\u00e7a e as amizades d\u00e3o-me for\u00e7a. Pelo contr\u00e1rio, preciso de amigos, eles s\u00e3o poucos, mas verdadeiros&#8221;.<\/p>\n<p>Durante a entrevista, n\u00e3o faltam refer\u00eancias ao passado e \u00e0 sua inf\u00e2ncia em Buenos Aires, \u00e0 sua torcida pelo San Lorenzo, \u00e0 sua &#8220;voca\u00e7\u00e3o&#8221; de a\u00e7ougueiro, \u00e0s suas ra\u00edzes piemontesas, e \u00e0 sua experi\u00eancia no laborat\u00f3rio de qu\u00edmica, um estudo &#8220;que tanto me seduziu&#8221; mas sobre o qual prevaleceu o chamado de Deus. A prop\u00f3sito de confid\u00eancias, o Papa recorda tamb\u00e9m o voto que fez a Nossa Senhora do Carmo, em 16 de julho de 1990, de n\u00e3o ver televis\u00e3o: &#8220;N\u00e3o vejo televis\u00e3o, n\u00e3o porque a condene&#8221; e o seu amor pela m\u00fasica, especialmente pela m\u00fasica cl\u00e1ssica. Depois, ele insiste no seu sentido de humor que, diz ele, &#8220;\u00e9 um rem\u00e9dio&#8221; e &#8220;faz muito bem&#8221;.<\/p>\n<p>Como cada um dos seus discursos, o Papa Francisco pede ora\u00e7\u00f5es por ele. &#8220;Eu preciso, e se algum de voc\u00eas n\u00e3o rezar porque n\u00e3o acredita, n\u00e3o sabe ou n\u00e3o pode, pelo menos envie-me bons pensamentos, boas ondas. Preciso da proximidade das pessoas\u201d. A entrevista se conclui com uma imagem retirada de um filme do p\u00f3s-guerra: &#8220;Para finalizar o di\u00e1logo, penso que foi Vittorio De sica que fazia o cartomante, lia as m\u00e3os &#8216;obrigado 100 liras&#8217;, eu digo a voc\u00eas &#8216;100 ora\u00e7\u00f5es&#8217;, &#8216;100 liras, 100 ora\u00e7\u00f5es&#8217;. Obrigado&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Fonte: Vatican News (texto de Salvatore Cernuzio)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":236465,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1428],"tags":[55],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Papa Francisco: &quot;O perd\u00e3o \u00e9 um direito humano&quot; - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/papa-francisco-o-perdao-e-um-direito-humano.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Papa Francisco: &quot;O perd\u00e3o \u00e9 um direito humano&quot; - 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