{"id":235385,"date":"2021-11-25T06:21:13","date_gmt":"2021-11-25T09:21:13","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=235385"},"modified":"2021-11-25T23:19:52","modified_gmt":"2021-11-26T02:19:52","slug":"apelos-da-igreja-e-da-ordem-frei-sandro-e-frei-james","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/apelos-da-igreja-e-da-ordem-frei-sandro-e-frei-james.html","title":{"rendered":"Apelos da Igreja e da Ordem &#8211; Frei Sandro e Frei James"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-235386 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/james_2511.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/james_2511.jpg 1280w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/james_2511-450x300.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/james_2511-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/james_2511-768x512.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/james_2511-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p>At\u00e9 agora nos voltamos ao Esp\u00edrito, em ora\u00e7\u00e3o, no retiro e nas celebra\u00e7\u00f5es, e nos debru\u00e7amos sobre reflex\u00f5es profundas, instigantes, em uma an\u00e1lise de conjuntura bastante provocativa. Nessa tarde de quarta-feira, 24 de novembro, nos voltamos para aquilo que \u00e9 pr\u00f3ximo de n\u00f3s e que j\u00e1 nos impulsiona nessa caminhada para sermos verdadeiros em nossa voca\u00e7\u00e3o franciscana. Frei James Girardi nesse primeiro momento e, depois Frei Sandro Roberto da Costa, se dispuseram a nos auxiliar nesse caminhar.<\/p>\n<p>Uma primeira motiva\u00e7\u00e3o foi justamente sobre a import\u00e2ncia de nos escutarmos, pois somos \u201cda mesma carne\u201d, habitamos a mesma casa comum. E aprendemos o modo pr\u00f3prio da escuta humilde com o Papa Francisco, que ao iniciar seu pontificado, se inclina ao povo e pede que rezem por ele. Da mesma forma, o magist\u00e9rio de Francisco, o de Roma, \u00e9 profundamente inspirado em Francisco, o de Assis. A palavra forte de seu magist\u00e9rio \u00e9 <strong><em>dialogar<\/em><\/strong>! Isso aparece n\u00e3o s\u00f3 no texto, mas ainda mais nos seus gestos. Ele faz quest\u00e3o de ir ao encontro, participar, se aproximar&#8230; e dialogar&#8230; desarmado, sem falar de cima, com humildade e caridade.<\/p>\n<p>O atual s\u00ednodo, voltado para a pr\u00f3pria sinodalidade quer ser n\u00e3o apenas um slogan, mas um modo reassumido com vigor, pois a Igreja sempre foi sinodal, isso n\u00e3o \u00e9 novidade. Da mesma forma a Ordem Franciscana: ela nasce da inspira\u00e7\u00e3o de que todos os irm\u00e3os t\u00eam que caminhar juntos e se escutar!<\/p>\n<p>Qual a rela\u00e7\u00e3o entre sinodalidade e o tema do cap\u00edtulo? Tem tudo a ver! Os objetivos do S\u00ednodo s\u00e3o tamb\u00e9m os objetivos do nosso Cap\u00edtulo, n\u00e3o somos uma ilha, estamos na Igreja, somos parte da Igreja e da realidade. O s\u00ednodo quer desencadear processos que gerem mais sinodalidade, mais di\u00e1logo, mais proximidade&#8230; e tornem isso mais natural. O m\u00e9todo para isso \u00e9 escutar. O m\u00e9todo privilegiado do Cap\u00edtulo deve ser escutar, cada frade, mesmo aqueles que n\u00e3o est\u00e3o aqui, mas escutar a partir de suas realidades. Mas escutar como m\u00e9todo e <em>com m\u00e9todo<\/em>! N\u00e3o podemos sair daqui com v\u00e1rios bons conselhos apenas. A escuta tem um objetivo que \u00e9 discernir. E para discernir o caminho \u00e9 <em>participa\u00e7\u00e3o<\/em>. Se n\u00e3o houver participa\u00e7\u00e3o ficamos pelo caminho.<\/p>\n<p><strong>Minoridade e Fraternidade<\/strong><\/p>\n<p>Frei James citou um artigo recente de Leonardo Boff, por ocasi\u00e3o da Festa de S\u00e3o Francisco, fazendo a leitura de algumas partes, entre elas a seguir:<\/p>\n<p>&#8220;A pobreza para\u00a0Francisco n\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio asc\u00e9tico. \u00c9 um modo de vida. Consiste em\u00a0<strong>remover<\/strong>\u00a0tudo o que possa me\u00a0<strong>distanciar<\/strong>\u00a0do outro: os bens, os saberes e principalmente os interesses. Como a palavra \u2013 interesse \u2013 sugere \u00e9 aquilo que fica entre (inter) mim e outro. Quis\u00a0<strong>despojar-se<\/strong> disso tudo. Colocar-se de joelhos, \u00e0 altura do outro, para estar olho a olho e rosto a rosto. Sem dist\u00e2ncia, voc\u00ea sente o outro como seu irm\u00e3o ou sua irm\u00e3, sua pele, seu olhar e o pulsar de seus cora\u00e7\u00f5es&#8221;. (http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/613445-o-serafico-pai-sao-francisco-o-ultimo-cristao-artigo-de-leonardo-boff)<\/p>\n<p>A partir da caminhada das fraternidades no processo de prepara\u00e7\u00e3o desse cap\u00edtulo, \u00e9 importante trazer aqui algumas dessas inquieta\u00e7\u00f5es. N\u00e3o repetir o que as fraternidades j\u00e1 disseram, mas recuperar algumas inspira\u00e7\u00f5es. Para ajudar tamb\u00e9m fez algumas cita\u00e7\u00f5es da <em>Evangelii Gaudium<\/em>, a fim de iluminar e fundamentar a reflex\u00e3o. Das contribui\u00e7\u00f5es das fraternidades ressaltou a insist\u00eancia na necessidade de retomar a import\u00e2ncia da fraternidade, como intr\u00ednseca ao ser frade. As fraternidades reconhecem isso, os frades reconhecem, querem trabalhar para ser mais fraternos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da Fraternidade, \u00e9 a Minoridade que nos distingue na Igreja, n\u00e3o a pobreza! Sobre isso, os frades reconhecem que o estilo de vida de nossas fraternidades s\u00e3o por demais secularizadas, e se preocupam sobre isso. Frei James encerrou com a leitura dos artigos 9 e 10 do Documento Final do Cap\u00edtulo Geral.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>9.<\/strong> Um dos temas principais, emerso durante nosso Cap\u00edtulo geral, foi a necessidade de renova\u00e7\u00e3o de nossa identidade franciscana e da vida fraterna. Reconhecemos que, como todas as pessoas, tamb\u00e9m n\u00f3s somos influenciados pelos contextos em mudan\u00e7as de nossas comunidades locais e globais. Como disse o Papa Francisco, \u201choje, n\u00e3o vivemos uma \u00e9poca de mudan\u00e7a, mas uma mudan\u00e7a de \u00e9poca\u201d, que pode ser vivida pessoalmente e coletivamente como desestabilizadora (PAPA FRANCISCO, Encontro com os participantes no V Congresso da Igreja italiana, Catedral de Santa Maria da Flor, Floren\u00e7a, 10 de novembro de 2015). Os membros da Ordem dos Frades Menores n\u00e3o s\u00e3o imunes a essas mudan\u00e7as, mas devemos lembrar que nossa voca\u00e7\u00e3o \u00e9 a de ser \u201cperegrinos e forasteiros\u201d no mundo (Rb 6,2; Test 24) e, por isso, ser \u201cdisc\u00edpulos mission\u00e1rios\u201d (<em>Evangelii gaudium,<\/em> 120) no mundo, mas n\u00e3o partid\u00e1rios do mundo.<\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li>A tarefa de renovar nossa identidade franciscana requer discernimento, estudo, forma\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos simplesmente ter confian\u00e7a no status quo como suficiente para justificar nosso senso de autocomplac\u00eancia. O povo de Deus pede mais de n\u00f3s, em virtude de nosso empenho p\u00fablico de ser frades menores, a exemplo de S. Francisco. Jamais precisamos ter medo de \u2018recome\u00e7ar\u2019 pois, como nos recorda Tom\u00e1s de Celano, no fim de sua vida, S. Francisco \u201cn\u00e3o julgava que j\u00e1 o tivesse alcan\u00e7ado e, permanecendo infatig\u00e1vel no prop\u00f3sito da santa renova\u00e7\u00e3o, esperava sempre recome\u00e7ar\u201d. (1Cel 103).<\/li>\n<\/ol>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-235387 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/sandro_25.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/sandro_25.jpg 1280w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/sandro_25-450x300.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/sandro_25-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/sandro_25-768x512.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/sandro_25-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p><strong>REFLEX\u00c3O DE FREI SANDRO ROBERTO DA COSTA <\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 noite, Frei Sandro Roberto da Costa conduziu a reflex\u00e3o, e se prop\u00f4s a abordar os temas da evangeliza\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o inicial e permanente e pastoral vocacional, haja visto que Frei James na parte da tarde refletira sobre Fraternidade e Minoridade. Explicou que a motiva\u00e7\u00e3o desse momento seriam os apelos da Ordem e da Igreja, ou seja, aquilo que precisamos chamar aten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de ser ou n\u00e3o pessimista, mas de elencar pontos de tens\u00e3o e desafios.<\/p>\n<p>O Papa Francisco, quando ainda Cardeal Bergoglio, na Confer\u00eancia de Aparecida, j\u00e1 adiantava pontos de tens\u00e3o como autorreferencialidade, autopreserva\u00e7\u00e3o, e modelos fechados&#8230; convidando ent\u00e3o para uma verdadeira convers\u00e3o pastoral que tenta implementar em seu pontificado.<\/p>\n<p>A partir da <em>Evangelii Gaudium,<\/em> podemos entrever naquilo que \u00e9 como que um projeto de governo de Francisco, diversas provoca\u00e7\u00f5es para convers\u00e3o. O Papa Francisco insiste em uma Igreja em sa\u00edda, dialogal, misericordiosa. E isso tem a ver com como estamos em nossas frentes, pois a Igreja \u00e9 chamada a ser sempre a \u201ccasa do Pai\u201d, por isso, precisa ter tamb\u00e9m as portas abertas, para aqueles que buscam a Deus em um momento de dor, n\u00e3o encontrem as portas fechadas. Tamb\u00e9m as portas dos sacramentos n\u00e3o devem estar fechadas! N\u00e3o somos controladores e a Igreja n\u00e3o pode ser uma alf\u00e2ndega!<\/p>\n<p>N\u00e3o vivemos mais em um regime de cristandade, e quando as institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o atendem os anseios da pessoa, elas saem, procuram outra par\u00f3quia, ou outra religi\u00e3o. N\u00e3o se trata de acomodar, pelo contr\u00e1rio, proporcionar uma espiritualidade que cure, transforme e liberte&#8230;<\/p>\n<p>A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 dar respostas prontas para tudo isso, mas sim se importar, acolher e procurar a melhor maneira para lidar com essa realidade de uma sociedade pluralista.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 nossa forma\u00e7\u00e3o, destacou diversos desafios e fragilidades, no \u00e2mbito pessoal, ps\u00edquico, mas deu \u00eanfase nas refer\u00eancias que se tornam desviantes, e levam o religioso a se perder. Dinheiro, vaidade e soberba, mas tamb\u00e9m a falta de dedica\u00e7\u00e3o ao Evangelho.<\/p>\n<p>A seguir confira o texto de sua reflex\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Apelos da Igreja e da Ordem<\/strong><\/p>\n<p>Na Confer\u00eancia de Aparecida os bispos propuseram um modelo de pastoral que foi denominado de \u201cconvers\u00e3o mission\u00e1ria\u201d. Cardeal Bergoglio, um dos principais protagonistas desta Confer\u00eancia, uma <strong>vez Papa, est\u00e1 levando em frente este impulso<\/strong>, tentando promover uma verdadeira \u201creforma\u201d na Igreja. Francisco est\u00e1, de v\u00e1rias maneiras, insistindo para que a Igreja <strong>saia de sua autorreferencialidade, postura t\u00edpica de regime de cristandade<\/strong>, e se situe nas <strong>\u201cperiferias existenciais\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>O Papa Francisco insiste nesta \u201cconvers\u00e3o\u201d, em seus pronunciamentos, escritos, usando express\u00f5es como \u201cconvers\u00e3o pastoral\u201d, \u201creforma das estruturas\u201d, \u201cIgreja em sa\u00edda\u201d, ao mesmo tempo colocando em xeque a \u201cpastoral de conserva\u00e7\u00e3o\u201d, a <strong>\u201cautopreserva\u00e7\u00e3o\u201d eclesi\u00e1stica, a \u201cautoreferencialidade\u201d, a \u201cintrovers\u00e3o\u201d clerical\/religiosa. <\/strong>A convoca\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo dos Bispos sobre a Sinodalidade insere-se totalmente neste processo de Reforma.<\/p>\n<p>Bergoglio assumiu o nome de Francisco. Isso \u00e9, sobretudo, um desafio. <strong>O documento final do Cap\u00edtulo afirma<\/strong> que \u201cestamos vivendo um tempo nitidamente franciscano na vida da Igreja e no magist\u00e9rio do Papa Francisco\u201d. Destaca tamb\u00e9m que as enc\u00edclicas <em>Laudato S\u00ed<\/em> e a <em>Fratelli Tutti<\/em> s\u00e3o desafio e guia para a a\u00e7\u00e3o franciscana no mundo contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Evangeliza\u00e7\u00e3o sob o sinal da <em>Renova\u00e7\u00e3o Pastoral<\/em><\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong> Inspira\u00e7\u00f5es do Documento preparat\u00f3rio do S\u00ednodo: Para uma Igreja Sinodal: Comunh\u00e3o Participa\u00e7\u00e3o e Miss\u00e3o.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O <strong>documento preparat\u00f3rio do S\u00ednodo<\/strong> declara que o \u201c<strong>caminho da sinodalidade \u00e9 precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro mil\u00eanio<\/strong>\u201d.\u00a0 O S\u00ednodo se insere no processo de \u201catualiza\u00e7\u00e3o\u201d da Igreja, proposta pelo Conc\u00edlio Vaticano II, que est\u00e1 sendo fortemente reproposto por Francisco. <strong>Com o S\u00ednodo <\/strong>a Igreja poder\u00e1 colocar em pr\u00e1tica os processos que a podem <strong>ajudar a viver a comunh\u00e3o<\/strong>, a realizar <strong>a participa\u00e7\u00e3o<\/strong> e a abrir-se <strong>\u00e0 miss\u00e3o. \u00a0O \u201ccaminhar juntos\u201d \u00e9 o que mais implementa e manifesta<\/strong> a natureza da Igreja como Povo de Deus <strong>peregrino e mission\u00e1rio<\/strong> <strong>(n. 1)<\/strong><\/p>\n<p>A sinodalidade \u00e9 o \u00abespec\u00edfico <em>modus vivendi et operandi <\/em>da Igreja, o Povo de Deus, que manifesta e realiza concretamente <strong>os<\/strong> \u201c&#8230;eixos fundamentais de uma Igreja sinodal: <strong>comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o\u201d<\/strong> (10 e 11).<\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li>\u201c&#8230;a sinodalidade representa a <strong><em>via mestra para a Igreja,<\/em><\/strong> chamada a <strong><em>renovar-se<\/em><\/strong> sob a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito e <strong>gra\u00e7as \u00e0 escuta da Palavra<\/strong> [&#8230;]. <strong><em>Imaginar um futuro diferente<\/em><\/strong> para a Igreja <strong><em>e para as suas institui\u00e7\u00f5es [Prov\u00edncia e Vida Consagrada em geral]<\/em><\/strong>, \u00e0 altura da miss\u00e3o recebida, depende em grande medida da escolha de <strong><em>encetar processos de escuta, di\u00e1logo e discernimento comunit\u00e1rio<\/em><\/strong>, em que <strong>todos e cada um<\/strong> possam <strong><em>participar e contribuir<\/em><\/strong>\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>(Recordo que no Relat\u00f3rio do Ministro Provincial<\/strong> que foi enviado \u00e0s fraternidades, consta a \u201csugest\u00e3o ao ministro a ser eleito neste Cap\u00edtulo \u00e9 que ele procure, no in\u00edcio de seu servi\u00e7o, visitar as fraternidades e chegar \u00e0s diversas inst\u00e2ncias de nossa vida e miss\u00e3o. Isto ser\u00e1 mais proveitoso para a Prov\u00edncia e mais frutuoso para o seu minist\u00e9rio\u201d [p. 3].)<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Ao lado dos pobres<\/strong>: \u201cUma Igreja capaz de comunh\u00e3o e de fraternidade, de participa\u00e7\u00e3o e de subsidiariedade, em fidelidade ao que anuncia, poder\u00e1 <strong>colocar-se ao lado dos<\/strong> pobres e dos \u00faltimos, emprestando-lhes a pr\u00f3pria voz\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Deixar-se converter e educar pelo Esp\u00edrito<\/strong>: Para \u201ccaminhar juntos\u201d, \u00e9 necess\u00e1rio que nos <strong>deixemos educar pelo Esp\u00edrito<\/strong> para uma mentalidade verdadeiramente sinodal, entrando com coragem e liberdade de cora\u00e7\u00e3o <strong>num processo de convers\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>1.2 Inspira\u00e7\u00e3o da EG<\/strong><\/p>\n<p><strong>O caminho sinodal do Papa<\/strong> Francisco, de reforma das estruturas, \u00e9 consequ\u00eancia do seu \u201cprograma de governo\u201d, expresso na <em>Evangelii Gaudium<\/em>.<\/p>\n<p>O Papa insiste tamb\u00e9m na <strong>\u201cconvers\u00e3o pastoral\u201d:<\/strong> na <strong>reforma das estruturas<\/strong>, que coloque os agentes pastorais em atitude constante de \u00absa\u00edda\u00bb, para n\u00e3o cair v\u00edtima duma esp\u00e9cie de <strong>introvers\u00e3o eclesial<\/strong>\u00bb (Jo\u00e3o Paulo II) (25<strong>&#8211;<\/strong>28). Abandonar o crit\u00e9rio do <strong>\u00abfez-se sempre assim\u00bb<\/strong> (33). Ser \u201cousados e criativos [&#8230;] repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os m\u00e9todos evangelizadores das respectivas comunidades\u201d (n. 96).<\/p>\n<p>Francisco insiste numa \u201cIgreja em sa\u00edda\u201d, mission\u00e1ria, dialogal, misericordiosa, evangelizadora. Esse \u201csair\u201d de Francisco, tem a ver com <strong>o modo como estamos em nossas frentes.<\/strong> Sair diz respeito a \u201cencontro\u201d, a rela\u00e7\u00f5es: que as igrejas e comunidades estejam de portas abertas: 47 \u201cA Igreja \u00e9 chamada a ser sempre a casa aberta do Pai. Um dos sinais concretos desta abertura \u00e9 ter, por todo o lado, <strong>igrejas com as portas abertas\u201d. Que aqueles que buscam a Deus, \u201c<\/strong>n\u00e3o esbarrem com a frieza duma porta fechada\u201d.<\/p>\n<p>As portas dos sacramentos, <strong>especialmente Batismo e Eucaristia,<\/strong> tamb\u00e9m n\u00e3o devem ser fechadas. \u201cMuitas vezes <strong>agimos como controladores da gra\u00e7a e n\u00e3o como facilitadores.<\/strong> Mas a Igreja n\u00e3o \u00e9 uma alf\u00e2ndega; \u00e9 a casa paterna, onde h\u00e1 lugar para todos com a sua vida fatigante\u201d.<\/p>\n<p>Francisco prop\u00f5e <strong>uma reforma de todas as estruturas eclesiais<\/strong>. Insiste numa convers\u00e3o pastoral que <strong>atinja todos os \u00e2mbitos da Igreja. Est\u00e1 muito presente a cr\u00edtica \u00e0 \u201cautopreserva\u00e7\u00e3o\u201d, \u00e0 \u201cautoreferencialidade\u201d: (27): <\/strong>\u201cSonho com uma op\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria capaz de transformar tudo, para que os costumes<strong>, os estilos, os hor\u00e1rios, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o do mundo atual que \u00e0 autopreserva\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d (27)<strong>. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Importa n\u00e3o ter medo de sair:<\/strong> 49. \u201cSaiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo&#8230; prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter sa\u00eddo pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar \u00e0s pr\u00f3prias seguran\u00e7as. &#8230;Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos <strong><em>nas estruturas que nos d\u00e3o uma falsa prote\u00e7\u00e3o,<\/em><\/strong> nas <strong><em>normas que nos transformam em ju\u00edzes implac\u00e1vei<\/em><\/strong>s\u201d.<\/p>\n<p>Mas esse<em> sair<\/em> tamb\u00e9m <strong>n\u00e3o \u00e9 motivado por proselitismo<\/strong>,<strong> nem apolog\u00e9tica<\/strong>. \u00c9 o pr\u00f3prio Jesus que nos envia, por seu amor: sair e anunciar, \u201cn\u00e3o como inimigos que apontam o dedo e condenam\u201d (271), mas: \u201cS\u00f3 pode ser mission\u00e1rio <strong>quem se sente bem,<\/strong> procurando o bem do pr\u00f3ximo, <strong>desejando a felicidade dos outros<\/strong>\u201d (272).<\/p>\n<p><strong>No documento de prepara\u00e7\u00e3o para o S\u00ednodo, (11) essa express\u00e3o volta: \u201c<\/strong>uma Igreja sinodal \u00e9 uma Igreja \u201cem sa\u00edda\u201d, uma Igreja mission\u00e1ria, \u00abcom as portas abertas\u00bb (EG, n. 46)\u201d.<\/p>\n<ol start=\"63\">\n<li>Um dos problemas nas institui\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas: \u201ca atitude burocr\u00e1tica com que se d\u00e1 resposta aos problemas [&#8230;] &#8230;predomina o aspecto <strong><em>administrativo sobre o pastoral<\/em><\/strong>, bem como uma <strong><em>sacramentaliza\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong> sem outras formas de evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>1.3 Documento Final do Cap\u00edtulo Geral<\/strong><\/p>\n<p>\u201c<strong>N\u00e3o teremos futuro se n\u00f3s nos preocuparmos somente de n\u00f3s mesmos.<\/strong> Teremos futuro se vivermos nossa miss\u00e3o <strong>para os outros, como fraternidade evangelizadora<\/strong>. [&#8230;] Somos <strong>chamados a sair no mundo<\/strong> e a fazer-nos <strong>pr\u00f3ximos<\/strong> a todo o povo de Deus, especialmente de quem \u00e9 pobre e est\u00e1 marginalizado\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>1.4 Proposta da S\u00edntese &#8211; Cap\u00edtulo 2021:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSabe-se que o franciscanismo n\u00e3o nasceu dentro de par\u00f3quias, mas [&#8230;] alguns confrades entendem-se e se comprometem mais com sua identidade presbiteral que com sua voca\u00e7\u00e3o \u00e0 vida consagrada franciscana. <strong>Novas presen\u00e7as de irradia\u00e7\u00e3o do carisma, ou o renovado acento \u00e0 identidade carism\u00e1tica poder\u00e1 nos ajudar a dar renovado influxo \u00e0 uma a\u00e7\u00e3o evangelizadora, mesmo paroquial, mais franciscana.<\/strong><\/p>\n<p>Reconhece-se que se tirou um pouco o foco da pastoral exclusivamente paroquial, <strong>mas constata-se que \u00e9 preciso \u201ccaminhar mais para uma maior abertura e valoriza\u00e7\u00e3o dos demais trabalhos [&#8230;] <\/strong>para termos maior disponibilidade de servir \u00e0s necessidades das Igrejas Locais: em pastorais e movimentos [&#8230;] fraternidades itinerantes [&#8230;] estar presentes nas Igrejas Locais por meio de a\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>Evangeliza\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o social<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>2.1 Inspira\u00e7\u00f5es da EG<\/strong><\/p>\n<p>A EG insiste <strong>na \u00edntima conex\u00e3o<\/strong> entre evangeliza\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o humana (178): \u201cEmbora \u00aba justa ordem da sociedade e do Estado seja dever central da pol\u00edtica\u00bb, a Igreja \u00abn\u00e3o pode nem deve ficar \u00e0 margem na luta pela justi\u00e7a\u00bb&#8230; <strong>Evangelizar \u00e9 empenhar-se no combate \u00e0s injusti\u00e7as e \u00e0 pobreza,<\/strong> na defesa dos direitos das minorias. N\u00e3o \u00e9 <strong>assistencialismo nem caridade crist\u00e3<\/strong>: \u00e9 \u201c<strong>promo\u00e7\u00e3o humana\u201d.<\/strong><\/p>\n<ol start=\"195\">\n<li><strong>\u201cN\u00e3o esquecer dos pobres\u201d \u00e9 o crit\u00e9rio de autenticidade da Igreja<\/strong>. Lembremos aqui de Pedro Casald\u00e1liga: \u201cNa d\u00favida, fique do lado dos pobres\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>2.2 Proposta da S\u00edntese ao Cap\u00edtulo 2021, para a Evangeliza\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o social:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSobre a evangeliza\u00e7\u00e3o, que haja o incentivo e uma op\u00e7\u00e3o consciente de direcionar nossos esfor\u00e7os mission\u00e1rios <strong>\u00e0 inclus\u00e3o social em todos os n\u00edveis<\/strong>, com o desejo de se colocar a <strong>servi\u00e7o dos \u00faltimos<\/strong>\u201d<\/p>\n<p>\u201cRecorda-se que espa\u00e7os novos de evangeliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o o servi\u00e7o de acompanhamento dos <strong>migrantes e refugiados<\/strong>, a monitoriza\u00e7\u00e3o <strong>das pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong>, a cria\u00e7\u00e3o e acompanhamento de <strong>pequenas comunidades de fi\u00e9is <\/strong>que vivem no mesmo bairro ou no mesmo condom\u00ednio, o resgate do of\u00edcio tradicional de capelania de hospitais, asilos e orfanatos, servi\u00e7os de acolhida aos homossexuais, dependentes qu\u00edmicos, pessoas que se afastaram da Igreja, pris\u00f5es, etc. <strong>Isso tudo rumo \u00e0s periferias existenciais e sociais<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>De uma forma mais simples, poder\u00edamos nos questionar sobre a possibilidade de <strong>disponibilizar espa\u00e7os ociosos em nossas fraternidades e presen\u00e7as para a realiza\u00e7\u00e3o de projetos de promo\u00e7\u00e3o humana e social.<\/strong> O SEFRAS poderia auxiliar neste quesito.<\/p>\n<p>Inaugurar centros <strong>de acolhimento e irradia\u00e7\u00e3o<\/strong> de nossa espiritualidade franciscana.<\/p>\n<p><strong>3) Alguns desafios levantados \u00e0 Evangeliza\u00e7\u00e3o no mundo atual: Novas formas de express\u00e3o religiosa, fundamentalismos, intoler\u00e2ncia, devocionismo, seculariza\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>, pluralismos<\/strong><\/p>\n<p><strong>3.1 Inspira\u00e7\u00f5es da EG: <\/strong><\/p>\n<p>A <strong>EG<\/strong> 63 <strong>enuncia uma s\u00e9rie de desafios \u00e0 Evangeliza\u00e7\u00e3o<\/strong>:<\/p>\n<p>&#8211; prolifera\u00e7\u00e3o de novos movimentos religiosos; fundamentalismo; <strong>espiritualidade sem Deus;<\/strong> religi\u00e3o sem religi\u00e3o; crist\u00e3os sem Igreja.<\/p>\n<p>(70) \u201cCresce, nas Igrejas, um cristianismo feito de devo\u00e7\u00f5es, individualista, ligado a um sentimentalismo, que n\u00e3o corresponde a uma aut\u00eantica \u201cpiedade popular\u201d. Promovem uma f\u00e9 desligada da vida, sem se preocupar com a promo\u00e7\u00e3o humana, e, pior, para obter benef\u00edcios econ\u00f4micos ou poder sobre os outros\u201d. \u00c9 o que podemos denominar de <u>\u201c<\/u><strong>crise do compromisso comunit\u00e1rio<\/strong>\u201d (Susin).<\/p>\n<p><strong>diminui\u00e7\u00e3o de cat\u00f3licos, pluralismo religioso<\/strong><\/p>\n<p>(70) <strong>distanciamento dos jovens<\/strong>, desilus\u00e3o com a tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, [<strong>exig\u00eancias de uma vida familiar ideal para participar dos Sacramentos; a realidade de uma vida pr\u00e1tica totalmente contr\u00e1ria&#8230;<\/strong>]; \u00eaxodo para outras comunidades de f\u00e9: \u201c89. o desafio que hoje se nos apresenta \u00e9 responder adequadamente \u00e0 sede de Deus de muitas pessoas, para que n\u00e3o tenham de ir apag\u00e1-la com propostas <strong>alienantes ou com um Jesus Cristo desencarnado e sem compromisso com o outro<\/strong> [&#8230;]\u201d.<\/p>\n<p><strong>Algumas causas<\/strong>: desestrutura familiar, a influ\u00eancia dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, \u201c<strong>o subjetivismo relativista<\/strong>, o consumismo desenfreado, falta de cuidado pastoral <strong>pelos mais pobres<\/strong>, a inexist\u00eancia dum <strong>acolhimento cordial<\/strong> nas nossas institui\u00e7\u00f5es, e a dificuldade que sentimos em recriar a ades\u00e3o m\u00edstica da f\u00e9 <strong>num cen\u00e1rio religioso pluralista<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o vivemos mais no <strong>Regime de Cristandade<\/strong>, quando as <strong>institui\u00e7\u00f5es<\/strong> n\u00e3o atendem \u00e0s leg\u00edtimas aspira\u00e7\u00f5es e necessidades das pessoas, s\u00e3o simplesmente abandonadas: h\u00e1 outras ofertas, talvez mais atraentes, no mercado religioso. \u201c<strong>89:<\/strong> Se n\u00e3o encontram na Igreja uma espiritualidade que os cure, liberte, encha de vida e de paz, ao mesmo tempo que os chame \u00e0 comunh\u00e3o solid\u00e1ria e \u00e0 fecundidade mission\u00e1ria, <strong>acabar\u00e3o enganados por propostas que n\u00e3o humanizam nem d\u00e3o gl\u00f3ria a Deus<\/strong>\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p><strong><em>O Novo rosto do clero<\/em><\/strong>: \u201cO grande problema que se constata na volta a modelos de padre do passado <strong>\u00e9 a incapacidade de lidar com uma sociedade pluralista,<\/strong> onde o discurso <strong>religioso \u00e9 um em meio a tantos<\/strong>. [&#8230;] O <strong>despreparo para conviver com um mundo plural, caracter\u00edstico de nossa \u00e9poca,<\/strong> pode levar o padre a se defender do mundo, refugiando-se em costumes e h\u00e1bitos antigos, j\u00e1 solidificados pela tradi\u00e7\u00e3o, <strong>como tamb\u00e9m a um nicho de poder, que sua fun\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica lhe confere<\/strong>.\u201d (248).<\/p>\n<p><strong>Sincera busca espiritual<\/strong><\/p>\n<ol start=\"72\">\n<li>\u201c&#8230;Na vida quotidiana, muitas vezes, os citadinos lutam para sobreviver e, nesta luta, esconde-se um sentido profundo da exist\u00eancia que habitualmente comporta tamb\u00e9m um profundo sentido religioso&#8230;\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>O mundo urbano como lugar privilegiado de evangeliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<ol start=\"73\">\n<li>\u201cIsto requer imaginar espa\u00e7os de ora\u00e7\u00e3o e de comunh\u00e3o com caracter\u00edsticas inovadoras, mais atraentes e significativas para as popula\u00e7\u00f5es urbanas&#8230;\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>3.2 Documento final do Cap\u00edtulo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>Destaca a preocupa\u00e7\u00e3o <\/strong><strong>com a evangeliza\u00e7\u00e3o dos jovens adultos<\/strong><strong>, \u201cque n\u00e3o confiam mais nas institui\u00e7\u00f5es\u201d (29); o trabalho em prol da justi\u00e7a, paz e integridade da cria\u00e7\u00e3o (30); evangeliza\u00e7\u00e3o do \u201ccontinente digital\u201d; o trabalho com os refugiados e migrantes (32).<\/strong><\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o: inicial e permanente<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Crise do humano, acomoda\u00e7\u00e3o, individualismo, problemas ps\u00edquicos (ansiedade, depress\u00e3o, s\u00edndromes e transtornos v\u00e1rios [de bornout, de borderline, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno ciclot\u00edmico, s\u00edndrome de p\u00e2nico, etc])<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>1.1 Inspira\u00e7\u00f5es da EG<\/strong><\/p>\n<p>(78). Hoje percebe-se, em \u201cmuitos agentes pastorais, mesmo pessoas consagradas,<strong> uma preocupa\u00e7\u00e3o exacerbada pelos espa\u00e7os pessoais de autonomia e relaxamento<\/strong>, que leva a viver os pr\u00f3prios deveres <strong>como mero ap\u00eandice da vida<\/strong>, como se n\u00e3o fizessem parte da pr\u00f3pria identidade. Ao mesmo tempo, a vida espiritual confunde-se com alguns momentos religiosos que proporcionam algum al\u00edvio,<strong> mas n\u00e3o alimentam o encontro com os outros, o compromisso no mundo, a paix\u00e3o pela evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/strong> Assim, \u00e9 poss\u00edvel notar em muitos agentes evangelizadores \u2013 n\u00e3o obstante rezarem \u2013 <strong>uma acentua\u00e7\u00e3o do <em>individualismo<\/em>, uma <em>crise de identidade <\/em>e um <em>decl\u00ednio do fervor<\/em>.<\/strong> S\u00e3o tr\u00eas males que se alimentam entre si\u201d.<\/p>\n<p>(81). Por outro lado, percebe-se tamb\u00e9m que h\u00e1 \u201c&#8230; sacerdotes que se preocupam <strong>obsessivamente com o seu tempo pessoal<\/strong> [&#8230;] que sentem imperiosamente necessidade de preservar os seus espa\u00e7os de autonomia, como se uma tarefa de evangeliza\u00e7\u00e3o fosse um veneno perigoso e n\u00e3o uma resposta alegre ao amor de Deus&#8230;\u201d. O resultado \u00e9 o que ele denomina <strong>de \u00abpragmatismo cinzento da vida quotidiana da Igreja,<\/strong> no qual aparentemente tudo procede dentro da normalidade, mas na realidade a f\u00e9 vai-se <strong>deteriorando e degenerando na mesquinhez\u00bb. <\/strong><\/p>\n<ol start=\"80\">\n<li>\u201c&#8230; \u00c9 impressionante como <strong>at\u00e9 aqueles que aparentemente disp\u00f5em de s\u00f3lidas convic\u00e7\u00f5es doutrinais e espirituais acabam<\/strong>, muitas vezes, por cair num estilo de vida que os leva a agarrarem-se a <strong>seguran\u00e7as econ\u00f4micas ou a espa\u00e7os de poder e de gl\u00f3ria humana<\/strong> que se buscam por qualquer meio, <strong>em vez de dar a vida pelos outros na miss\u00e3o<\/strong>.\u201d<\/li>\n<\/ol>\n<p>Num Discurso no <strong>Congresso Internacional da Congrega\u00e7\u00e3o para os Institutos de Vida Consagrada<\/strong>, (04 de maio de 2018), o Papa afirmou: \u201cExistem tr\u00eas degraus para \u00a0\u00a0da consagra\u00e7\u00e3o religiosa para a mundanidade religiosa [&#8230;]:Primeiro: <strong>o dinheiro, ou seja, a falta de pobreza<\/strong>. Segundo: <strong>a vaidade, que vai do extremo de se fazer \u201cpav\u00e3o<\/strong>\u201d,a pequenas coisas de vaidade. <strong>E terceiro: a soberba,<\/strong> o orgulho. E dali, todos os v\u00edcios. Mas o primeiro degrau \u00e9 o apego \u00e0s riquezas, o apego ao dinheiro\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>2) Clericalismo, autorreferencialidade, mundanismo (s\u00e3o, ao mesmo tempo, obst\u00e1culos e desafios para a Evangeliza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m s\u00e3o quest\u00f5es ligadas diretamente \u00e0 forma\u00e7\u00e3o, inicial e permanente)<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>2.1 Inspira\u00e7\u00f5es da <em>Evangelii Gaudium<\/em><\/strong><\/p>\n<ol start=\"95\">\n<li>\u201cEste obscuro mundanismo [tem] a pretens\u00e3o de \u00abdominar o espa\u00e7o da Igreja\u00bb. Em alguns, <strong>h\u00e1 um cuidado exibicionista da liturgia, da doutrina e do prest\u00edgio da Igreja, mas n\u00e3o se preocupam que o Evangelho adquira uma real inser\u00e7\u00e3o no povo fiel de Deus e nas necessidades concretas da hist\u00f3ria<\/strong>. <strong>Assim, a vida da Igreja transforma-se numa pe\u00e7a de museu ou numa possess\u00e3o de poucos<\/strong>\u201d. Noutros, o pr\u00f3prio mundanismo espiritual esconde-se por detr\u00e1s do fasc\u00ednio de poder mostrar conquistas sociais e pol\u00edticas, ou numa vangl\u00f3ria ligada \u00e0 gest\u00e3o de assuntos pr\u00e1ticos, ou numa atra\u00e7\u00e3o pelas din\u00e2micas de autoestima e de realiza\u00e7\u00e3o autorreferencial.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A obra <strong><em>O Novo rosto do clero<\/em><\/strong> afirma que \u201cA nova perspectiva de presb\u00edteros, por suas pr\u00e1ticas pastorais e comportamentos pessoais, ao se vincularem ao recente deslocamento do <strong>prof\u00e9tico para o terap\u00eautico<\/strong>, e <strong>do \u00e9tico para o est\u00e9tico<\/strong> na esfera da experi\u00eancia religiosa, tem provocado tens\u00f5es e entraves nos processos pastorais&#8230;\u201d (17).<\/p>\n<p><strong>D<\/strong>estaca ainda, nos meios eclesiais, o \u201c<strong>recrudescimento de conservadorismos, tradicionalismos e fundamentalismos<\/strong>, sobretudo presentes na espiritualidade, na eclesiologia e na volta do clericalismo. H\u00e1 segmentos importantes da Igreja fazendo do passado um ref\u00fagio, o que redunda em <strong>enrijecimento institucional e em entrincheiramento identit\u00e1rio<\/strong>. S\u00e3o segmentos da Igreja incapazes de dialogar com uma sociedade gr\u00e1vida de novos sinais dos tempos, vistos, entretanto, como amea\u00e7a \u00e0 f\u00e9 que professam\u201d (122).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>2.2 Documento do S\u00ednodo<\/strong><\/p>\n<p><strong>O documento preparat\u00f3rio do S\u00ednodo elenca<\/strong> o clericalismo e os v\u00e1rios tipos de abusos (de poder, econ\u00f4mico, de consci\u00eancia, sexual) como obst\u00e1culos para um verdadeiro \u201ccaminhar juntos\u201d. A Igreja inteira \u00e9 chamada a confrontar-se com o peso de uma cultura impregnada de clericalismo, que ela herdou da sua hist\u00f3ria, e de formas de exerc\u00edcio da autoridade nas quais se insinuam os v\u00e1rios tipos de abuso (6).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>2.3 Apelos da Ordem<\/strong><\/p>\n<p>Os ns. 22-24 do documento da <strong>Ordem tratam do clericalismo<\/strong> que \u201c<strong>surgiu frequentemente durante o Cap\u00edtulo Geral<\/strong>\u201d. E exorta: \u201cA essa finalidade, pedimos novos modos para favorecer nossa convers\u00e3o permanente nesse \u00e2mbito, convidando todos os frades a jamais perder de vista o fato de <strong>que n\u00f3s todos somos, antes de tudo irm\u00e3os<\/strong>, antes de qualquer minist\u00e9rio, posi\u00e7\u00e3o ou t\u00edtulo que podemos exercitar ou desempenhar\u201d.<\/p>\n<p>24: \u201cO Cap\u00edtulo Geral tamb\u00e9m solicitou novos modos de conduzir a forma\u00e7\u00e3o inicial e permanente nesse \u00e2mbito (clericalismo), com aten\u00e7\u00e3o especial sublinhando a voca\u00e7\u00e3o peculiar daqueles <strong>frades n\u00e3o chamados<\/strong> ao minist\u00e9rio ordenado\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>2.4 S\u00edntese Cap\u00edtulo Provincial 2021<\/strong><\/p>\n<p>Destaca que estamos todos em processo de forma\u00e7\u00e3o permanente e que as frentes de evangeliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o espa\u00e7os privilegiados para um cont\u00ednuo crescimento humano, em prol da constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus. Por\u00e9m, destaca tamb\u00e9m que \u201c<strong>falta \u00e0 nossa Forma\u00e7\u00e3o Inicial e Permanente um acompanhamento mais claro e efetivo do amadurecimento humano e afetivo dos confrades, resultando em numerosos e desafiadores obst\u00e1culos \u00e0s rela\u00e7\u00f5es fraternas, exerc\u00edcio da miss\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o pessoal<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>(Do \u201cnosso mundo \u00e9 o claustro\u201d para \u201cnosso mundo \u00e9 o quarto\u201d): \u201c\u00c9 sentido um movimento de libera\u00e7\u00e3o da aquisi\u00e7\u00e3o e uso de eletr\u00f4nicos e eletrodom\u00e9sticos que fazem dos <strong>quartos uma bolha de isolamento<\/strong> para os confrades, onde estes t\u00eam acesso a distra\u00e7\u00f5es e confortos que os levam a ficar cada vez mais tempo neste ambiente, <strong>em detrimento dos espa\u00e7os comuns e fraternos<\/strong>. Frades <strong>desapaixonados pelo esp\u00edrito e vida na miss\u00e3o evangelizadora<\/strong>, vivendo como \u201cirm\u00e3os moscas\u201d numa vida c\u00f4moda. Este \u00e9, entretanto, apenas um sintoma da dificuldade \u00e0 abertura \u00e0 fraternidade. Vemos frades comprometidos com seus mundos, seus v\u00ednculos afetivos externos, suas op\u00e7\u00f5es e projetos personalistas que consomem seu tempo e energia, resultando na realidade onde <strong>apenas \u201cusam\u201d da fraternidade para seu pessoal conforto e estabilidade\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>2.5 Propostas concretas da S\u00edntese do Cap\u00edtulo<\/strong><\/p>\n<p>\u201c&#8230;uma forma\u00e7\u00e3o afetivo-sexual mais presente e eficiente [&#8230;] superar o tabu de se falar da afetividade, para que se crie espa\u00e7os de partilha de crises e poss\u00edveis problemas afetivos, ou mesmo na \u00e1rea da sexualidade. Ainda n\u00e3o somos formados para compartilhar sentimento\u201d.<\/p>\n<p>\u201c&#8230;cria\u00e7\u00e3o de um programa de Forma\u00e7\u00e3o e Acompanhamento Humano e Afetivo que seja seguido nestas duas grandes etapas da forma\u00e7\u00e3o do Frade Menor [&#8230;] oferecer um acompanhamento psicol\u00f3gico program\u00e1tico aos formandos, principalmente na Forma\u00e7\u00e3o Inicial. [..] confrades e guardi\u00e3es&#8230; pe\u00e7am\/sugiram ajuda neste sentido.<\/p>\n<p>No acompanhamento vocacional, uma filtragem mais rigorosa de alguns candidatos com dist\u00farbios de ordem psicol\u00f3gica\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOs guardi\u00e3es tamb\u00e9m poderiam receber maior capacita\u00e7\u00e3o para a lida destas fragilidades humanas [&#8230;] esta \u00e9 a miss\u00e3o mais exigente dos guardi\u00e3es, mais at\u00e9 que a administra\u00e7\u00e3o de recursos e patrim\u00f4nio\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNos diversos f\u00f3runs da Forma\u00e7\u00e3o Permanente [&#8230;] \u00a0promover continuamente a reflex\u00e3o acerca da qualidade de vida (f\u00edsica, mental e espiritual) nas fraternidades, al\u00e9m do gerenciamento das emo\u00e7\u00f5es, sentimentos e pensamentos (intelig\u00eancia emocional) e respeito \u00e0 diversidade. [&#8230;] Atividades espec\u00edficas poderiam ser preparadas para frades que experimentam uma crise pessoal, assim como a consolida\u00e7\u00e3o de algumas fraternidades de refer\u00eancia dispon\u00edveis para [&#8230;] refazimento da pr\u00f3pria vida e voca\u00e7\u00e3o. Deveria se oferecer e \u201ccobrar\u201d acompanhamento psicol\u00f3gico\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Reformula\u00e7\u00e3o do processo formativo<\/strong><\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o de que as estruturas metodol\u00f3gicas da Forma\u00e7\u00e3o Inicial precisam de atualiza\u00e7\u00e3o urgente. Para isso, uma <strong>\u201cautocr\u00edtica\u201d<\/strong> se faz sempre necess\u00e1ria. [Perguntar-nos] se o <strong>apego a lugares e <\/strong>estruturas n\u00e3o tem nos impedido de pensar novas possibilidades\u201d. Como auxiliar os \u201cformandos com suas dificuldades e problemas sempre novos?\u201d. Os formadores devem ser capazes de <strong>ouvir sem julgamentos [sinodalidade na forma\u00e7\u00e3o]<\/strong>, sejam \u201cportos seguros\u201d onde o formando possa encontrar confian\u00e7a para seguir seu caminho formativo. Que possam expressar seus problemas sem serem taxados como \u201cproblem\u00e1ticos\u201d. Enfim, que os formadores desenvolvam <strong>t\u00e9cnicas de escuta<\/strong> e acompanhamento, e que tenham crit\u00e9rios menos t\u00e9cnicos\/normativos, e mais humanos e personalizados\u201d.<\/p>\n<p>\u201c&#8230; o Servi\u00e7o de Anima\u00e7\u00e3o Vocacional deve, desde o princ\u00edpio, dar enfoque \u00e0 <strong>identidade franciscana<\/strong>. Por mais que o perfil dos vocacionados esteja mudando, ainda \u00e9 percebida a <strong>imaturidade de express\u00f5es de f\u00e9, desencontradas do Evangelho ou desconectadas com nossos princ\u00edpios\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cuidar com as <\/strong>poss\u00edveis pretens\u00f5es de ascens\u00e3o social ou clericalismo, com o err\u00f4neo enfoque no minist\u00e9rio ordenado como objetivo, ou mesmo profiss\u00e3o.\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSobre a revis\u00e3o dos modelos formativos, \u00e9 necess\u00e1rio que se tenha claro o perfil do frade que a Prov\u00edncia deseja formar [&#8230;] que levem os formandos a serem mais <strong>apaixonados pela miss\u00e3o, pelo povo, capazes de di\u00e1logo e trabalho em fraternidade e sinodalidade<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>A Ordem, no Documento Final <\/strong>recorda as duas caracter\u00edsticas essenciais da Espiritualidade de S\u00e3o Francisco<strong>: a experi\u00eancia de convers\u00e3o permanente e uma vida de penit\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quest\u00f5es: <\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; Como podemos interpretar, em se tratando de vida de Prov\u00edncia, o esp\u00edrito da <\/strong><strong>\u201cautopreserva\u00e7\u00e3o\u201d, da \u201cautorreferencialidade\u201d, a \u201cintrovers\u00e3o\u201d clerical\/religiosa? <\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; Como podemos ser \u201cProv\u00edncia em sa\u00edda\u201d, a partir de nosso Plano de Evangeliza\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; Como podemos incorporar, em nossas decis\u00f5es, reflex\u00f5es, o esp\u00edrito sinodal, de \u201cCaminhar juntos\u201d, de vivenciar o esp\u00edrito de<\/strong><strong> \u201ccomunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o\u201d?<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; como evangelizar com e como os pobres, principalmente diante da situa\u00e7\u00e3o desesperadora de mis\u00e9ria em que vivem muitos dos que frequentam nossas frentes de evangeliza\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pergunta do documento do S\u00ednodo<\/strong><\/p>\n<p>Formar para uma mentalidade sinodal: \u201c<em>A espiritualidade do caminhar juntos \u00e9 chamada a tornar-se princ\u00edpio educativo para a forma\u00e7\u00e3o da pessoa humana e do crist\u00e3o, das fam\u00edlias e das comunidades. <\/em>Como formamos as pessoas, de maneira particular aquelas que desempenham fun\u00e7\u00f5es de responsabilidade no seio da comunidade crist\u00e3, a fim de as tornar mais capazes de \u201ccaminhar juntas\u201d, de se ouvir mutuamente e de dialogar? Que forma\u00e7\u00e3o oferecemos para o discernimento e o exerc\u00edcio da autoridade? Que instrumentos nos ajudam a interpretar as din\u00e2micas da cultura em que estamos inseridos e o seu impacto no nosso estilo de Igreja?\u201d<\/p>\n<p><strong>Como trabalhar a Forma\u00e7\u00e3o Inicial e Permanente, de modo que seja uma \u201cforma\u00e7\u00e3o sinodal\u201d? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Como vivenciamos a cultura do clericalismo em nossa Prov\u00edncia? Como venc\u00ea-la\/combat\u00ea-la? Como formar os frades para serem, de fato todos, \u201cirm\u00e3os menores\u201d?<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Cito aqui um trecho do livro <strong><em>O Novo Rosto do Clero<\/em><\/strong>: \u201c<strong>Em lugar das respostas prontas<\/strong>, respaldadas em referenciais preconcebidos, <strong>trata-se de levar a s\u00e9rio as pessoas, enquanto indiv\u00edduos, sua maneira de pensar, seus sentimentos, suas opini\u00f5es e seus desejos reprimidos<\/strong>. Em lugar da submiss\u00e3o a regras preestabelecidas, [as] institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o desafiadas a se flexibilizarem, sob pena de serem esvaziadas e tornarem-se obsoletas\u201d (119).<\/p>\n<hr \/>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nsTSDFSQj8g\" width=\"100%\" height=\"480\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cap\u00edtulo Provincial 2021<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":235386,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[1943],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Apelos da Igreja e da Ordem - Frei Sandro e Frei James - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/apelos-da-igreja-e-da-ordem-frei-sandro-e-frei-james.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Apelos da Igreja e da Ordem - 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