{"id":233914,"date":"2021-08-28T14:30:39","date_gmt":"2021-08-28T17:30:39","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=233914"},"modified":"2021-08-28T14:43:57","modified_gmt":"2021-08-28T17:43:57","slug":"jesus-comunicador-o-grande-catequista-uma-aula-de-moises-sbardelotto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/jesus-comunicador-o-grande-catequista-uma-aula-de-moises-sbardelotto.html","title":{"rendered":"&#8220;Jesus Comunicador, o grande catequista&#8221;, uma aula de Mois\u00e9s Sbardelotto"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-233915\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/moises_sbardelotto_280821.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/moises_sbardelotto_280821.jpg 1280w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/moises_sbardelotto_280821-450x253.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/moises_sbardelotto_280821-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/moises_sbardelotto_280821-768x432.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/moises_sbardelotto_280821-150x84.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p>No quinto dia (27\/8) da Super Semana da Catequese da Editora Vozes, os participantes deste evento on-line e gratuito ganharam uma forma\u00e7\u00e3o caqu\u00e9tica do jornalista e escritor Mois\u00e9s Sbardelotto (@msbardelotto), autor entre outros livros de &#8220;Comunicar a f\u00e9: por qu\u00ea? Para qu\u00ea? Com quem?&#8221; (Vozes, 2020).<\/p>\n<p>Na sua acolhida, Nat\u00e1lia Fran\u00e7a citou que Mois\u00e9s \u00e9 mestre e doutor em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o pela Unisinos. \u00c9 professor da PUC Minas e palestrante, tradutor e consultor em Comunica\u00e7\u00e3o para diversos \u00f3rg\u00e3os e institui\u00e7\u00f5es civis e religiosos.<\/p>\n<h3>Jesus Comunicador, o grande catequista<\/h3>\n<p>Para o autor, o tema de hoje \u00e9 central para todo (a) catequista. &#8220;\u00c9 imposs\u00edvel pensar qualquer processo catequ\u00e9tico se a pessoa de Jesus n\u00e3o se faz presente. Ele \u00e9 o grande catequista de todos n\u00f3s&#8221;, disse Sbardelotto, explicando que o objetivo \u00e9 tentar essa aproxima\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o de Jesus e, ao mesmo tempo, como o seu modo de se comunicar nos inspiram tamb\u00e9m no trabalho catequ\u00e9tico, que \u00e9 a miss\u00e3o do catequista e da catequista.<\/p>\n<p>Segundo ele, o ponto central est\u00e1 na <em>Evangelii gaudium<\/em>, do Papa Francisco. &#8220;De forma bastante clara, esse documento fala justamente da alegria do Evangelho, da alegria de evangelizar. E l\u00e1 ele vai lembrar desse aspecto central de nossa f\u00e9 quando diz, repetindo uma frase que \u00e9 de Bento XVI, &#8216;Ao in\u00edcio do ser crist\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 uma decis\u00e3o \u00e9tica ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa (&#8230;) Aqui est\u00e1 a fonte da a\u00e7\u00e3o evangelizadora. Porque, se algu\u00e9m acolheu este amor que lhe devolve o sentido da vida, como \u00e9 que pode conter o desejo de o comunicar aos outros?'&#8221;<\/p>\n<p>Segundo o palestrante, todo catequista e toda catequista precisam fazer esse encontro com a Pessoa de Jesus, experimentar esse discipulado, essa amizade, essa conviv\u00eancia com a Pessoa de Jesus. &#8220;Porque, vai dizer o Papa, se algu\u00e9m acolheu esse amor que lhe devolve o sentido da vida, como \u00e9 que pode conter o desejo de comunicar aos outros? Ent\u00e3o, tamb\u00e9m para todo mission\u00e1rio, para toda mission\u00e1ria, mas particularmente para quem \u00e9 catequista e atua nas v\u00e1rias dimens\u00f5es da catequese, justamente o encontro com a Pessoa de Jesus faz, digamos assim, transbordar a pr\u00f3pria pessoa de sentido, de vida, de amor, e, a partir desse transbordamento, a pessoa passa a comunicar para os demais&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Para o autor, o novo Diret\u00f3rio para Catequese, que foi lan\u00e7ado no ano passado pelo Pontif\u00edcio Conselho da Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, vai reiterar isso tamb\u00e9m, aproximando j\u00e1 da catequese. &#8220;Ele vai dizer: &#8216;O ato de f\u00e9 nasce do amor que deseja conhecer cada vez mais o Senhor Jesus, que vive na Igreja; por esta raz\u00e3o, iniciar os crentes na vida crist\u00e3 equivale a introduzi-los no encontro vivo com Ele. Evangelizar n\u00e3o \u00e9, primeiramente, transmitir uma doutrina. \u00c9 antes tornar Jesus presente e anunci\u00e1-lo'&#8221;.(n.4, 29)<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, a experi\u00eancia fundamental \u00e9 de uma comunica\u00e7\u00e3o. Jesus que se comunica conosco, com cada catequista e, a partir dessa transforma\u00e7\u00e3o na vida do catequista, comunica isto com os seus catequizandos&#8221;, destacou Sbardelotto. Segundo ele, a inicia\u00e7\u00e3o dos novos fi\u00e9is na vida crist\u00e3 passa justamente por essa introdu\u00e7\u00e3o no encontro vivo, nessa caminhada de f\u00e9, nessa experi\u00eancia de f\u00e9 com uma pessoa. &#8220;N\u00e3o \u00e9 tanto pensar, n\u00e3o \u00e9 tanto decorar os elementos da doutrina, mas \u00e9 experimentar essa rela\u00e7\u00e3o com uma pessoa que \u00e9 a Pessoa de Jesus&#8221;, enfatizou.<\/p>\n<h3><strong>Linguagem do povo, encarnada e inculturada<\/strong><\/h3>\n<p>O primeiro aspecto que Mois\u00e9s destaca \u00e9 essa linguagem que Jesus usa e a forma como os Evangelhos nos apresentam essa comunica\u00e7\u00e3o de Jesus. &#8220;Afinal, Jesus n\u00e3o deixou nada escrito, nenhum monumento em honra a ele mesmo, ao contr\u00e1rio de outros imperadores, reis, enfim, personalidades da hist\u00f3ria. Tudo que sabemos de Jesus, n\u00f3s sabemos por causa de um processo de comunica\u00e7\u00e3o que passa por outras pessoas que experimentaram esse encontro com Jesus: os ap\u00f3stolos, Maria Madalena, enfim, toda aquela comunidade que seguia Jesus e vai relatando isso ao longo da hist\u00f3ria, por escrito, pela tradi\u00e7\u00e3o oral, at\u00e9 chegar a n\u00f3s&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Para Sbardelotto, essa comunica\u00e7\u00e3o que chega at\u00e9 n\u00f3s, dois mil anos depois, nos apresenta uma linguagem de Jesus bastante marcada por a sua rela\u00e7\u00e3o com pessoas concretas. &#8220;Uma linguagem que \u00e9 encarnada &#8211; afinal ele \u00e9 o Deus encarnado -, mas encarnada na vida desse povo, na experi\u00eancia desse povo, e inculturada, afinal Jesus viveu num per\u00edodo hist\u00f3rico, numa regi\u00e3o do globo espec\u00edfica. Ent\u00e3o, Jesus fala e se comunica dentro desse universo. E, portanto, hoje nosso desafio \u00e9 como traduzir essa experi\u00eancia localizada no tempo e no espa\u00e7o para dois mil anos depois? Outro espa\u00e7o, outra geografia, no nosso pa\u00eds&#8221;, provoca.<\/p>\n<p>Sbardelotto busca nos Evangelhos para ver os disc\u00edpulos e as primeiras comunidades crist\u00e3s comunicam quem \u00e9 Jesus. Os primeiros relatos v\u00e3o dizer &#8216;Os disc\u00edpulos aproximaram-se, e perguntaram a Jesus: \u00abPor que usas par\u00e1bolas para falar com eles?\u00bb Jesus respondeu: \u00abPorque a voc\u00eas foi dado conhecer os mist\u00e9rios do Reino do C\u00e9u, mas a eles n\u00e3o. (&#8230;)\u00a0 \u00c9 por isso que eu uso par\u00e1bolas para falar com eles: assim eles olham e n\u00e3o veem, ouvem e n\u00e3o escutam nem compreendem&#8217;. (Mt 13. 10-17)&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, claro, como falar de Jesus sem as suas par\u00e1bolas, um elemento b\u00e1sico, digamos assim, para a comunica\u00e7\u00e3o de Jesus?&#8221;, pergunta Mois\u00e9s. Segundo Mois\u00e9s, as par\u00e1bolas est\u00e3o cheias de elementos da vida cotidiana: ovelhas, campo, p\u00e9rola, fermento, moeda, videira, moeda, videira, figueira. &#8220;Quer dizer, elementos da vida cotidiana daquele povo, daquela cultura onde ele estava. Mas ao mesmo tempo, a partir desse cotidiano, Jesus d\u00e1 o salto e transforma todos esses elementos em s\u00edmbolos, met\u00e1foras, imagens do Reino de Deus, da pessoa do Pai, desse pai, desse pai e m\u00e3e amorosos. Por isso, a teologia de Jesus \u00e9 concreta, n\u00e3o \u00e9 uma teologia, digamos assim, que fica elucubrando quest\u00f5es te\u00f3ricas. N\u00e3o! Ela \u00e9 concreta, encarnada, ela \u00e9 pr\u00e1tica, acess\u00edvel, por isso os pescadores, as pessoas simples daquela \u00e9poca podiam entender o que Jesus estava dizendo&#8221;, observa.<\/p>\n<p>Para Sbardelotto, por tr\u00e1s da simplicidade da linguagem havia uma profundidade imensa de sentidos, de s\u00edmbolos, de significados. &#8220;Mas ao mesmo tempo a par\u00e1bola, embora pare\u00e7a simples, singela, acess\u00edvel, \u00e9 um pouco aquilo que Jesus diz ali: &#8216;olhem e n\u00e3o vejam, ou\u00e7am mas n\u00e3o escutem&#8217;. Por qu\u00ea? Porque a par\u00e1bola diz tudo a quem se disp\u00f5e a ouvir, mas pode n\u00e3o diz nada para quem fecha o ouvido. Ent\u00e3o, a par\u00e1bola \u00e9 um g\u00eanero de linguagem, vamos dizer assim, que depende muito de quem est\u00e1 ouvindo o relato. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o que se estabelece entre quem est\u00e1 contando a par\u00e1bola e quem est\u00e1 ouvindo. Ent\u00e3o, se a pessoa ouve, embora fale de quest\u00f5es do cotidiano, se a pessoa fecha o ouvido e n\u00e3o tenta ou faz de prop\u00f3sito para n\u00e3o entender o significado do que est\u00e1 por tr\u00e1s do relato, ela n\u00e3o vai entender nada. Mas para quem se disp\u00f5e ouvir, aqueles s\u00edmbolos simples, as imagens, v\u00e3o revelar um universo riqu\u00edssimo de sentidos e significados&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Mois\u00e9s exemplificou com a par\u00e1bola do Filho Pr\u00f3digo, lembrando que, na tradi\u00e7\u00e3o judaica, a figura do pai ou do filho mais velho s\u00e3o muito relevantes. &#8220;A par\u00e1bola do Filho Pr\u00f3digo como a gente conhece \u00e9 uma par\u00e1bola que questiona, que surpreende, que subverte. \u00c9 o pai que d\u00e1 toda a aten\u00e7\u00e3o para aquele filho que viveu uma vida desregrada e gastou todas as riquezas. \u00c9 algo bastante cotidiano, mas \u00e9 uma hist\u00f3ria, um fato, uma narra\u00e7\u00e3o que subverte as expectativas dos pr\u00f3prios ouvintes. Para aqueles ouvintes, eles esperariam que o filho mais velho receberia mais aten\u00e7\u00e3o, seria elogiado pela sua cultura. Mas n\u00e3o, Jesus subverte a realidade, as expectativas, para mostrar um outro olhar sobre a realidade, um outro olhar sobre Deus. N\u00e3o mais um Deus vingativo, justiceiro, castigador, n\u00e3o! Mas Deus que \u00e9 pai, um Deus que ama, um Deus que recebe de bra\u00e7os abertos aquele filho, faz uma festa para aquele filho que se perdeu&#8221;, explica, lembrando que todas as par\u00e1bolas s\u00e3o narrativas abertas.<\/p>\n<p>&#8220;Tanto \u00e9 que dois mil anos depois n\u00f3s continuamos refletindo sobre esses textos e esses textos continuam nos trazendo novos sentidos novos significados, ajudando-nos entender realidades que nem eram pens\u00e1veis naquela \u00e9poca, por exemplo, uma pandemia do coronav\u00edrus. E a gente vai ler certas par\u00e1bolas e elas nos ajudam a tamb\u00e9m a entender e dar sentido para isso que estamos vivendo hoje. Ent\u00e3o, s\u00e3o narrativas inconclusas, digamos assim. N\u00e3o t\u00eam um ponto final e ao mesmo tempo s\u00e3o poliss\u00eamicas, tem in\u00fameros significados e sentidos poss\u00edveis. Depende de cada leitura, de cada momento que fa\u00e7amos essa leitura, no contexto em que vamos fazer essa leitura. Por isso, o ouvinte \u00e9 ativo nesse processo&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Segundo Sbardelotto, Jesus dialoga com essas multid\u00f5es por meio das par\u00e1bolas para revelar a verdade. &#8220;N\u00e3o traz a verdade pronta. \u00c9 um processo de comunica\u00e7\u00e3o, um di\u00e1logo que o ouvinte, a outra pessoa, \u00e9 fundamental para que esse sentido e esse significado profundos venham \u00e0 tona&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Ele lembra que no Diret\u00f3rio de Comunica\u00e7\u00e3o da Igreja do Brasil h\u00e1 um cap\u00edtulo inteiro sobre catequese e liturgia que tamb\u00e9m vai dizer isso: &#8220;Jesus cria uma linguagem simples e direta para comunicar o Reino de Deus, falando por meio de par\u00e1bolas. Aproxima-se da mulher, da crian\u00e7a, do \u00f3rf\u00e3o, do pobre, do sofredor, do centuri\u00e3o, com uma atitude acolhedora e aberta. Ao agir dessa forma, Jesus desperta nas pessoas confian\u00e7a e seguran\u00e7a para que elas possam revelar suas fores, seus sonhos, sua riqueza interior e seus projetos (n.44)&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas abrem a sua vida para Jesus, a partir desse di\u00e1logo que se estabelece, portanto, a partir desses relatos&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>Em outra cita\u00e7\u00e3o do Evangelho, Lc 4, 17-19, a primeira palavra proferida por Jesus \u00e9 quando ele anuncia a sua miss\u00e3o. Ent\u00e3o, ele est\u00e1 l\u00e1 na sinagoga, no s\u00e1bado, ele sobe o amb\u00e3o para fazer a leitura do texto b\u00edblico. Ent\u00e3o, o Evangelho de Lucas vai dizer: &#8220;Abrindo o livro, Jesus encontrou a passagem onde est\u00e1 escrito: &#8220;O Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque ele me consagrou com a un\u00e7\u00e3o, para anunciar a Boa Not\u00edcia aos pobres; enviou-me para proclamar a liberta\u00e7\u00e3o aos presos e aos cegos a recupera\u00e7\u00e3o da vista; para libertar os oprimidos, e para proclamar um ano de gra\u00e7a do Senhor&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, aqui a gente tem a s\u00edntese da miss\u00e3o de Jesus, aquilo que ele veio comunicar para n\u00f3s. Em primeiro lugar \u00e9 algo bom e algo inovador, algo novo, algo que desperta o interesse das pessoas. E aqui est\u00e3o elencados os p\u00fablicos alvos de Jesus: os pobres, os presos, os cegos, os oprimidos. A gente pode tamb\u00e9m traduzir essas categorias sociais para hoje. Quem s\u00e3o os pobres de hoje? Quem s\u00e3o os presos de hoje? Quem s\u00e3o os cegos de hoje? Quem s\u00e3o os oprimidos de hoje? Literalmente, mas tamb\u00e9m simbolicamente&#8221;, esclarece. &#8220;E essa comunica\u00e7\u00e3o de Jesus, que em primeiro lugar \u00e9 libertadora, recupera a sa\u00fade plena e integral das pessoas, anuncia algo que \u00e9 de grande alegria: um ano de gra\u00e7a. O jubileu, como se diria, um ano de festa, um ano de perd\u00e3o, de paz, de amor. Um tempo de gra\u00e7a que Jesus vem anunciar para todos n\u00f3s.\u00a0 Esse \u00e9 o n\u00facleo, digamos assim, da comunica\u00e7\u00e3o de Jesus, dessa linguagem dele&#8221;, enfatiza Mois\u00e9s.<\/p>\n<p>Sbardelotto cita os Atos (At 10,34-38) onde outro relato vai mostrar como a comunica\u00e7\u00e3o de Jesus foi interpretada. \u00c9 quando Pedro vai fazer um de seus primeiros discursos p\u00fablicos como cabe\u00e7a da Igreja: &#8220;(&#8230;)Voc\u00eas sabem o que aconteceu em toda a Jud\u00e9ia, a come\u00e7ar pela Galileia, depois do batismo pregado por Jo\u00e3o. Eu me refiro a Jesus de Nazar\u00e9: Deus o ungiu com o Esp\u00edrito Santo e com poder. E Jesus andou por toda parte, fazendo o bem&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Vejam que bel\u00edssima essa frase! Pedro sintetiza quem foi Jesus e o que ele comunicou na sua vida inteira. Quem foi Jesus? Algu\u00e9m &#8216;que andou por toda a parte fazendo o bem&#8217;. Que belo epit\u00e1fio para cada um de n\u00f3s se pudermos usar um dia: Quem foi Mois\u00e9s? Quem foi Nat\u00e1lia? Quem foi o Jo\u00e3o? Quem foi a Maria? &#8216;Algu\u00e9m que andou por toda a parte fazendo o bem&#8217;. \u00c9 a s\u00edntese da comunica\u00e7\u00e3o de Jesus, que o pr\u00f3prio Pedro anuncia para aquelas primeiras comunidades&#8221;, ilustra o palestrante.<\/p>\n<p>O que a gente tem nesse primeiro relato. Em primeiro lugar a boa nova que Jesus anuncia \u00e9 concreta e palp\u00e1vel. Muda a vida dos cegos, muda a vida dos pobres, dos oprimidos. Todos se sentem representados nessa boa nova para cada um que est\u00e1 ouvindo o an\u00fancio de Jesus. E Jesus usa todo o seu corpo. \u00c9 uma linguagem encarnada. Se pegarmos os relatos do Evangelho, n\u00f3s temos Jesus que toca, que abra\u00e7a, que chora, que soa sangue, que perde seu sangue na cruz, que sua, sem d\u00favida, porque caminha por tantas regi\u00f5es da atual Palestina. Saliva, fala muito, cura com cuspe para fazer o barro e colocar nos olhos do cego. Os v\u00e1rios afetos e outros elementos da natureza, o barro como falei, o p\u00e3o, o vinho, os peixes.<\/p>\n<p>Segundo o jornalista, a comunica\u00e7\u00e3o encarnada de Jesus passa pelo corpo, pelas sensa\u00e7\u00f5es, pelos sentidos, pelas experi\u00eancias palp\u00e1veis e, ao mesmo tempo, \u00e9 uma comunica\u00e7\u00e3o inculturada dentro da cultura daquele povo. &#8220;Ent\u00e3o, se a gente pega os relatos do Evangelho, as par\u00e1bolas, os discursos e tudo aquilo que Jesus fez e disse, \u00e9 uma comunica\u00e7\u00e3o cheia de cores, de cheiros, de sabores. E \u00e9 uma comunica\u00e7\u00e3o que passa pelo corpo inteiro do pr\u00f3prio Jesus, como diz Pedro: &#8216;Jesus andou por toda a parte fazendo o bem&#8217;. O Papa Francisco sempre fala dessa interrela\u00e7\u00e3o entre m\u00e3os, cabe\u00e7a e cora\u00e7\u00e3o. Para que aquilo que a gente fa\u00e7a, a gente fa\u00e7a conscientemente, portanto usando a cabe\u00e7a; e fa\u00e7a com amor, portanto usando o cora\u00e7\u00e3o, mas ao mesmo tempo que tudo aquilo que a gente pense, a gente pense a partir daquilo que se faz com as nossas m\u00e3os e partir daquilo que se sente com o cora\u00e7\u00e3o. M\u00e3os, cabe\u00e7a, cora\u00e7\u00e3o e p\u00e9s porque Jesus se p\u00f5e em movimento, caminha e comunica essa boa nova para v\u00e1rios p\u00fablicos, para v\u00e1rias pessoas em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es diferentes. Jesus n\u00e3o se cansa. Jesus \u00e9 incans\u00e1vel nesse sentido, nessa miss\u00e3o de anunciar a boa nova para quem quer que seja e estiver disposto a ouvi-lo&#8221;, detalhou.<\/p>\n<p>O Diret\u00f3rio de Comunica\u00e7\u00e3o, nesse sentido, vai dizer que a imagem de Jesus \u00e9 a imagem viva do amor de Deus e de seu desejo de relacionar-se com o ser humano, expresso nos gestos, nas emo\u00e7\u00f5es e nos comportamentos qe caracterizam Jesus o amor misericordioso e primoroso para com os rejeitados, os pobres, os marginalizados, os sofredores, o que n\u00e3o \u00e9 uma mera representa\u00e7\u00e3o do amor de Deus, mas sua atualiza\u00e7\u00e3o (n.43)<\/p>\n<p>&#8220;Com toda essa comunica\u00e7\u00e3o de Jesus, Jesus comunica, no fundo, um Deus que \u00e9 amor, um Deus que ama. Um Deus que se distancia daquele Deus muitas vezes apresentado no Antigo Testamento com outro tipo de comunica\u00e7\u00e3o: um Deus dos ex\u00e9rcitos, um Deus da vingan\u00e7a, um Deus que destr\u00f3i, um Deus que mata. N\u00e3o, Jesus traz e revela a partir desses relatos que s\u00e3o humanos, tamb\u00e9m localizados em certas culturas e certos lugares. Jesus vem trazer uma outra face de Deus, a face verdadeira de Deus, que \u00e9 amor e quer se relacionar com o ser humano. Jesus mostra isso com seus gestos, com seu comportamento, com sua vida.<\/p>\n<h3><strong>Estilo comunicativo pedag\u00f3gico<\/strong><\/h3>\n<p>Para o palestrante, a gente pode falar que n\u00e3o se trata s\u00f3 de uma linguagem, de um conte\u00fado que Jesus vem trazer, mas Jesus comunicador vem trazer, no fundo, um estilo de comunica\u00e7\u00e3o, que ao mesmo tempo \u00e9 um estilo pedag\u00f3gico e, por isso, a gente pode dizer que Jesus foi o grande catequista, porque essa comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma comunica\u00e7\u00e3o que busca fazer com que essas pessoas conhe\u00e7am, experimentem, vivam esse amor de Deus que ele comunica com seus gestos e suas palavras.<\/p>\n<p>Sbardelotto toma outro trecho do Evangelho de Mateus (7, 28-29) para fundamentar sua fala: -Quando Jesus acabou de dizer essas palavras, as multid\u00f5es ficaram admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus ensinava como algu\u00e9m que tem autoridade, e n\u00e3o como os doutores da Lei. &#8220;Interessante, Jesus faz o discurso e as multid\u00f5es reconhecem nele algu\u00e9m quem tem autoridade. Mas quem tinha autoridade sobre o ensino, a Palavra de Deus na \u00e9poca eram os doutores da Lei. Eles, contudo, n\u00e3o eram reconhecidos como pessoas que tinham autoridade. Jesus colocava em pr\u00e1tica o que ele comunicava. N\u00e3o era s\u00f3 um discurso, ao contr\u00e1rio dos doutores da lei, que eram s\u00f3 discurso, palavras bonitas, mas a pr\u00e1tica desses doutores da lei era outra coisa. N\u00e3o, Jesus ensinava com algu\u00e9m que tem autoridade&#8221;, explicitou.<\/p>\n<p>No relato de Ema\u00fas, uma nova s\u00edntese bel\u00edssima de quem foi Jesus, segundo Sbardelotto. E no relato de Ema\u00fas, aqueles dois disc\u00edpulos est\u00e3o indo embora tristes. Quando Jesus pergunta: o que voc\u00eas est\u00e3o conversando, eles dizem: &#8220;Sobre Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em a\u00e7\u00e3o e palavras diante de Deus e de todo o povo (Lc 24,19)&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Jesus foi um &#8216;profeta poderoso em a\u00e7\u00e3o e palavras&#8217;. Essa uni\u00e3o entre a\u00e7\u00e3o e palavra n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 mero discurso. O discurso \u00e9 colocado em pr\u00e1tica, \u00e9 vivido na vida concreta de Jesus. Portanto, na sua a\u00e7\u00e3o ele \u00e9 reconhecido com um rabi, como um mestre porque ele ensna com a vida. Por isso que os crist\u00e3os s\u00e3o chamados a seguir Jesus e n\u00e3o ouvi-lo apenas. N\u00e3o ler Jesus. Seguir Jesus porque caminha, faz coisas, vive de um modo espec\u00edfico e, portanto, \u00e9 no seguimento, na conviv\u00eancia que a gente vai aprender com a vida de Jesus&#8221;, ensina.<\/p>\n<p>Sbardelotto diz que Jesus consegue ser algu\u00e9m de autoridade, unindo duas dimens\u00f5es que tamb\u00e9m s\u00e3o fundamentais para todo catequista: <strong>magist\u00e9rio e minist\u00e9rio<\/strong>. &#8220;O magist\u00e9rio, quer dizer algu\u00e9m acima, que fala com autoridade, que tem uma boa comunica\u00e7\u00e3o, que sabe o que est\u00e1 falando, mas ao mesmo tempo o minist\u00e9rio, o <em>minos<\/em>, menos, inferior, que se coloca no n\u00edvel das pessoas, que se coloca a servi\u00e7o das pessoas. Quer dizer, tudo aquilo que foi dito magisterialmente tem que ser colocado em pr\u00e1tica ministerialmente no servi\u00e7o, no amor ao pr\u00f3ximo&#8221;, ressaltou.<\/p>\n<p>Portanto, continua o palestrante a comunica\u00e7\u00e3o de Jesus foi muito pautada sempre pelo testemunho e pela coer\u00eancia. &#8220;Jesus nunca foi incoerente. Tudo aquilo que ele disse, ele viveu, colocou em pr\u00e1tica. E ele continua comunicando at\u00e9 hoje pelo seu testemunho; muitas vezes as pessoas n\u00e3o conhecem os discursos de Jesus mas sabem o que ele fez: o sofrimento dele na cruz, a entrega dele pelos disc\u00edpulos, o amor dele pelas pessoas. E isso fala muito mais: o testemunho. \u00c9 uma vida que comunica vida para todos. Vida em abund\u00e2ncia. Uma vida que se doa. Derrama at\u00e9 a \u00faltima gota de sangue pelos outros, por amor, por entrega. Uma vida que comunica vida. E isso todos os catequistas e todas as catequistas s\u00e3o chamados e chamadas tamb\u00e9m a viver na sua pr\u00e1tica catequ\u00e9tica, orientou.<\/p>\n<p>O Diret\u00f3rio Nacional de Catequese tamb\u00e9m vai dizer isso: &#8220;A Revela\u00e7\u00e3o tem sua plenitude na pessoa de Jesus Cristo, em suas obras e palavras, em sua vida (&#8230;) A Igreja (&#8230;) transmite a Revela\u00e7\u00e3o e anuncia a Salva\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do mesmo processo pedag\u00f3gico de palavras e obras, sobretudo nos sacramentos (&#8230;) o exercendo o minist\u00e9rio da Palavra da qual faz parte a catequese (n.22)&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, a catequese \u00e9 chamada a assumir esse mesmo processo pedag\u00f3gico de palavras e obras. Os sacramentos s\u00e3o isso. A leitura da Palavra e, ao mesmo tempo, o gesto, algo simples e palp\u00e1vel, mas todo o processo catequ\u00e9tico tem que ser isso.\u00a0 Processo catequ\u00e9tico n\u00e3o s\u00f3 marcado por palavras, n\u00e3o s\u00f3 por discursos, n\u00e3o s\u00f3 por teorias, mas obras, experi\u00eancias concretas do amor de Deus, do amor ao pr\u00f3ximo, do servi\u00e7o, da acolhida, do perd\u00e3o, por obras. Essa \u00e9 a Comunica\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica de Jesus&#8221;, ressaltou.<\/p>\n<p>Segundo o Diret\u00f3rio Jesus se revela na vida e na hist\u00f3ria humana, respeitando capacidades e modos de ser. &#8220;Ent\u00e3o, esse \u00e9 o desafio de todo catequista e toda catequista.\u00a0 Ele tem que ser uma vitrine, um modelo, em primeiro lugar de como \u00e9 seguir Jesus. E ao mesmo tempo algu\u00e9m que est\u00e1 inserido na vida de seus catequizandos, na hist\u00f3ria deles. Na hist\u00f3ria pessoal, familiar, respeitando a capacidade de cada um e o modo de ser de cada um. Afinal, a gente sabe a diversidade que temos n\u00e3o s\u00f3 numa mesma turma de catequese, mas no processo catequ\u00e9tico. Crian\u00e7as, adolescentes, casais, adultos. Ent\u00e3o, a capacidade e o modo de ser de cada um, como Jesus fez na sua \u00e9poca&#8221;, esclareceu.<\/p>\n<p>O Diret\u00f3rio da Catequese da Santa S\u00e9, esse novo, vai dizer dois aspectos centrais para a catequese hoje, dentro desse contexto da nova evangeliza\u00e7\u00e3o. &#8220;S\u00e3o tr\u00eas. Eu estou trazendo dois. O primeiro \u00e9 uma catequese em sa\u00edda, mas a gente j\u00e1 falou de Jesus que andou por toda parte. Quer dizer uma catequese que se ponha em sa\u00edda, em movimento junto com os catequizandos (as). O segundo elemento \u00e9 uma catequese marcada pela miseric\u00f3rdia. E a\u00ed o Diret\u00f3rio vai dizer: &#8216;A nova evangeliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode deixar de recorrer \u00e0 linguagem da miseric\u00f3rdia, feita de gestos e de atitudes, antes ainda que de palavras (&#8230;) toda a a\u00e7\u00e3o catequ\u00e9tica \u00e9 sustentada pela miseric\u00f3rdia (&#8230;). Al\u00e9m disso, se a miseric\u00f3rdia \u00e9 o n\u00facleo da Revela\u00e7\u00e3o, h\u00e1 de ser tamb\u00e9m a condi\u00e7\u00e3o do an\u00fancio e o estilo da sua pedagogia&#8217; (nn. 51-52)&#8221;, pontuou Sbardelotto.<\/p>\n<p>Segundo ele, Jesus nos comunica um Deus que \u00e9 amor, um Deus que \u00e9 miseric\u00f3rdia: &#8220;Ent\u00e3o tamb\u00e9m o m\u00e9todo pedag\u00f3gico, o m\u00e9todo comunicativo da catequese, tem como eixo central essa mesma miseric\u00f3rdia, esse amor de Deus, que se comunica com gestos e atitudes, que a gente aprende em Jesus vendo os gestos e atitudes feitos por ele, mas hoje cada catequista tamb\u00e9m \u00e9 chamado a praticar esses mesmo gestos e atitudes nas realidades de hoje e, partir desse exemplo, acompanhar os catequizandos. N\u00e3o s\u00f3 os catequistas, mas todos os crist\u00e3os, a comunidade como um todo&#8221;.<\/p>\n<p>A terceira dimens\u00e3o \u00e9 o di\u00e1logo. &#8220;Uma das formas, especialmente na cultura contempor\u00e2nea, no Brasil que n\u00f3s temos hoje, t\u00e3o marcado pelos discursos de \u00f3dio, pela agress\u00e3o, pela agressividade, de p\u00f4r em pr\u00e1tica essa miseric\u00f3rdia \u00e9 o di\u00e1logo. Ent\u00e3o, o Diret\u00f3rio da Catequese vai dizer: &#8216;No tempo da nova evangeliza\u00e7\u00e3o, a Igreja deseja que tamb\u00e9m a catequese acentue este estilo dial\u00f3gico, para que seja mais facilmente manifesto o rosto do Filho que, como com a Samaritana junto ao po\u00e7o, fica a dialogar com cada ser humano, para o conduzir com sua suavidade \u00e0 descoberta da \u00e1gua viva (cf. Jo 4,5-42). Neste sentido, a catequese eclesial \u00e9 um aut\u00eantico &#8216;laborat\u00f3rio&#8217; de di\u00e1logo&#8217; (n.54)&#8221;, explicou Mois\u00e9s.<\/p>\n<p>&#8220;Que bela met\u00e1fora, que bela imagem se os nossos encontros catequ\u00e9ticos pudessem ser sempre esse laborat\u00f3rio de di\u00e1logo, de escuta, de respeito, de paci\u00eancia, nunca de agressividade, nunca de soberba! Uma linguagem pac\u00edfica, como a de Jesus com a samaritana, por exemplo, nessa primeira imagem que o Diret\u00f3rio traz&#8221;, observou, exemplificando tamb\u00e9m o relato de Ema\u00fas, quando Jesus vai ao encontro dos disc\u00edpulos que estavam tristes e os escuta. &#8220;Ent\u00e3o, no caminho catequ\u00e9tico, todo catequista \u00e9 chamado a ir ao encontro de seus catequizandos, onde eles estiverem. N\u00e3o esperar que os catequizandos venham. Mas ir l\u00e1 onde est\u00e3o, na alegria, na tristeza, na dor, na esperan\u00e7a. Ir ao encontro desses disc\u00edpulos onde eles est\u00e3o&#8221;, ilustrou.\u00a0 &#8220;E Jesus se insere nessa conversa ministerialmente, escutando. Ele n\u00e3o come\u00e7a falando, ele escuta. Pergunta e d\u00e1 espa\u00e7o para os disc\u00edpulos falarem de suas dores, de suas tristezas, das suas decep\u00e7\u00f5es. Segundo o Papa Francisco, ao comentar este evangelho, quando esteve no Brasil, disse: &#8216;Precisamos de uma Igreja que saiba dialogar com aqueles disc\u00edpulos que, fugindo de Jerusal\u00e9m, vagam sem meta (&#8230;) com a desilus\u00e3o de um cristianismo considerado hoje um terreno est\u00e9ril, infecundo, incapaz de gerar sentido'&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, hoje tamb\u00e9m n\u00f3s vivemos uma cultura que o cristianismo j\u00e1 n\u00e3o faz mais sentido. Est\u00e9ril, infecundo, incapaz de gerar sentido. Mas continuamos tendo desafios de conseguir dialogar com as pessoas de hoje, desde as crian\u00e7as e os adultos. Principalmente os adultos que j\u00e1 trazem outras marcas, outras experi\u00eancias de f\u00e9. Mas esses tr\u00eas verbos: encontrar as pessoas onde elas est\u00e3o, escut\u00e1-las e, a partir da\u00ed, dialogar. Quer dizer, tamb\u00e9m anunciar a verdade, mas em primeiro lugar a partir da escuta, reconhecendo que muitas vezes os nossos p\u00fablicos, os nossos catequizandos, vivem realidades duras de sofrimentos, decep\u00e7\u00f5es com a pr\u00f3pria Igreja, m\u00e1s experi\u00eancias, mas mesmo assim est\u00e3o buscando ali uma experi\u00eancia de f\u00e9. Que no nosso processo catequ\u00e9tico a gente possa seguir esse exemplo de Jesus de acolhida, de escuta e de di\u00e1logo&#8221;, desejou.<\/p>\n<h3><strong>Concluindo para come\u00e7ar: Jesus comunicador, ontem, hoje e sempre<\/strong><\/h3>\n<p>&#8220;Falar de Jesus comunicador, a gente est\u00e1 fazendo isso h\u00e1 dois mil nos e n\u00e3o terminamos. Certamente, n\u00e3o terminaremos pelos pr\u00f3ximos anos. Falar de Jesus que se comunica \u00e9 falar de um Jesus que comunicou ontem, continua se comunicando hoje e seguir\u00e1 se comunicando conosco sempre. &#8216;Eu estarei convosco at\u00e9 os fins dos tempos&#8217;.<\/p>\n<p>\u00c9 importante terminar essa nossa conversa trazendo aquilo que eu trouxe no in\u00edcio. Todo processo catequ\u00e9tico nasce em Jesus e, no fundo, Jesus \u00e9 o verdadeiro catequista. N\u00f3s tentamos ajud\u00e1-lo nesse processo, melhor ainda se n\u00e3o O atrapalharmos. N\u00f3s, catequistas humanos, precisamos estar numa perfeita uni\u00e3o com ele. Aprender com ele, conviver com ele, para que o nosso processo catequ\u00e9tico com os nossos catequizandos favore\u00e7a essa comunica\u00e7\u00e3o com Jesus. E na <em>Evangelii Gaudium<\/em> (nn 11-12) o Papa vai dizer isso: &#8216;Jesus Cristo pode romper tamb\u00e9m os esquemas enfadonhos em que pretendemos aprision\u00e1-Lo, e surpreende-nos com a sua constante criatividade divina (&#8230;). Jesus \u00e9 &#8216;o primeiro e o maior evangelizador&#8217;. Em qualquer forma de evangeliza\u00e7\u00e3o, o primado \u00e9 sempre de Deus, que quis chamar-nos para cooperar com Ele e impelir-nos com a for\u00e7a do seu Esp\u00edrito (&#8230;) Pede-nos tudo, mas ao mesmo tempo d\u00e1-nos tudo&#8217;. O trabalho catequ\u00e9tico \u00e9 desafiador, mas ao mesmo tempo nos d\u00e1, nos fortalece, nos inspira, nos impele com a for\u00e7a de seu Esp\u00edrito, mas reconhecendo tamb\u00e9m que n\u00f3s somos sempre os catequizandos de Jesus. Os disc\u00edpulos de Jesus sempre. Embora, em certos momentos, como na catequese, n\u00f3s assumamos um papel de catequistas, mas em nome do grande Catequista, do primeiro Catequista que \u00e9 Jesus.<\/p>\n<h3><strong>CONHE\u00c7A O CONVIDADO<\/strong><\/h3>\n<p>Mois\u00e9s \u00e9 jornalista, graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul \u2013 UFRGS, mestre e doutor em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o \u2013 Unisinos. \u00c9 professor da PUC Minas. \u00c9 palestrante, tradutor e consultor em Comunica\u00e7\u00e3o para diversos \u00f3rg\u00e3os e institui\u00e7\u00f5es civis e religiosos. Foi membro da Comiss\u00e3o Especial para o Diret\u00f3rio de Comunica\u00e7\u00e3o para a Igreja no Brasil \u2013 CNBB. De 2008 a 2012 coordenou o escrit\u00f3rio brasileiro da Funda\u00e7\u00e3o \u00c9tica Mundial (Sti ung Weltethos), fundada por Hans K\u00fcng, com sede no Instituto Humanitas Unisinos \u2013 IHU. \u00c9 autor de \u201cE o Verbo se fez rede: religiosidades em reconstru\u00e7\u00e3o no ambiente digital\u201d (Paulinas, 2017), \u201cE o Verbo se fez bit: A comunica\u00e7\u00e3o e a experi\u00eancia religiosa na internet\u201d (Santu\u00e1rio, 2012) e &#8220;Comunicar a f\u00e9: por qu\u00ea? Para qu\u00ea? Com quem?&#8221; (Vozes, 2020). \u00c9 colunista das revistas brasileiras Fam\u00edlia Crist\u00e3 e O Mensageiro de Santo Ant\u00f4nio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Super Semana de Catequese da Editora Vozes<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":233916,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[1890],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>&quot;Jesus Comunicador, o grande catequista&quot;, uma aula de Mois\u00e9s Sbardelotto - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/jesus-comunicador-o-grande-catequista-uma-aula-de-moises-sbardelotto.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"&quot;Jesus Comunicador, o grande catequista&quot;, uma aula de Mois\u00e9s Sbardelotto - 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