{"id":233834,"date":"2021-08-24T08:14:11","date_gmt":"2021-08-24T11:14:11","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=233834"},"modified":"2021-08-24T08:45:15","modified_gmt":"2021-08-24T11:45:15","slug":"semanacatequese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/semanacatequese.html","title":{"rendered":"&#8220;O rito modifica o cotidiano, salvando-o do banal&#8221;, diz Pe. Vanildo na Semana de Catequese"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-233835\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pevanildo_01.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pevanildo_01.jpg 1280w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pevanildo_01-450x253.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pevanildo_01-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pevanildo_01-768x432.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pevanildo_01-150x84.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p>Teve in\u00edcio ontem, 23 de agosto, a Super\u00a0 Semana de Catequese, um evento da Editora Vozes que vai at\u00e9 o dia 29 de agosto, que \u00e9 <em>on-line<\/em> e gratuito. E o in\u00edcio n\u00e3o poderia ser melhor com o Pe. Vanildo de Paiva (@vanildopaiva), professor titular da Faculdade Cat\u00f3lica de Pouso Alegre, nas \u00e1reas de Introdu\u00e7\u00e3o ao Exerc\u00edcio do Filosofar e demais disciplinas filos\u00f3ficas, incluindo Psicologia Geral. Atua principalmente nos seguintes temas: cuidado religioso, desenvolvimento humano e espiritualidade, sexualidade e f\u00e9, rela\u00e7\u00f5es humanas em ambientes religiosos, forma\u00e7\u00e3o de educadores e catequistas etc.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 muito grande a minha alegria, a minha satisfa\u00e7\u00e3o em estar aqui conversando com voc\u00eas especialmente sobre este tema t\u00e3o especial que nos foi proposto nesta noite, que \u00e9 a &#8220;A Catequese, a liturgia, de modo mais particular, aprender com os ritos&#8221;. \u00c9 um tema bastante instigante e bastante atual e acredito que vai ser importante refletirmos sobre esse assunto&#8221;, saudou os internautas do Youtube da Editora Vozes.<\/p>\n<p><strong>Confira a palestra &#8220;Catequese lit\u00fargica: deixar-se educar pelos ritos&#8221;:<\/strong><\/p>\n<p>Come\u00e7o trazendo uma provoca\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 h\u00e1 um bom tempo foi apresentada por Romano Guardini, 1923, um famoso liturgista. Apesar de ser uma provoca\u00e7\u00e3o antiga, \u00e9 muito atual. Ele diz o seguinte: &#8220;O aspecto vis\u00edvel, concreto da religi\u00e3o, o rito e o s\u00edmbolo, vem compreendido sempre menos, n\u00e3o \u00e9 mais acolhido e vivido de modo imediato&#8221;. Parece me clara esta provoca\u00e7\u00e3o, mas onde \u00e9 que Romano quer chegar com isso? O que \u00e9 que ele est\u00e1 apresentando como preocupa\u00e7\u00e3o ou, numa linguagem mais coloquial, que den\u00fancia a sua fala nos traz?<\/p>\n<p>O foco aqui \u00e9 o rito. Quando falamos de ritos, estamos falamos de todo aquele complexo de a\u00e7\u00f5es, de s\u00edmbolos, de sinais, que s\u00e3o media\u00e7\u00f5es importantes, necess\u00e1rias de uma determinada religi\u00e3o, no caso a nossa liturgia para que se fa\u00e7a a experi\u00eancia do mist\u00e9rio de Deus.<\/p>\n<p>Romano est\u00e1 dizendo que o rito vem sendo compreendido cada vez menos pelas pessoas. N\u00e3o \u00e9 mais acolhido e n\u00e3o \u00e9 vivido de modo imediato. Isso me parece muito grave. Se for de fato como ele aponta, n\u00f3s temos um s\u00e9rio problema aqui porque se o rito se esvazia, se perdemos essa dimens\u00e3o mistag\u00f3gica da pr\u00f3pria liturgia, ent\u00e3o a liturgia tamb\u00e9m se esvazia e, por conseguinte, a nossa express\u00e3o de f\u00e9 se torna nada menos do que um teatro.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o vamos tentar aprofundar um pouco, ver at\u00e9 onde, de fato, Romano tem raz\u00e3o naquilo que ele coloca.<\/p>\n<ol>\n<li><strong> Na origem do cristianismo, n\u00f3s encontramos uma experi\u00eancia muito concreta.<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>E que experi\u00eancia \u00e9 essa? Uma experi\u00eancia que \u00e9 uma pessoa, a figura de Jesus Cristo, o Filho de Deus que se fez homem, que assumiu uma media\u00e7\u00e3o concreta para falar conosco, para estar conosco, para nos salvar e que nos deixou o rito religioso como um caminho especial\u00edssimo para a experi\u00eancia da sua presen\u00e7a continuada na nossa hist\u00f3ria: a Eucaristia, e depois todos os ritos que a Igreja foi elaborando e colocando \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o para expressarmos a nossa f\u00e9.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o podemos dizer que reconhecer o Crucificado, o Ressuscitado, e aderir a ele &#8211; o que chamo aqui de identidade crist\u00e3 &#8211; \u00e9 um ato que se expressa mediante ritos (os sete sacramentos, fra\u00e7\u00e3o de p\u00e3o, batismo, imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os, etc). Portanto, para fazermos a mem\u00f3ria do Cristo. E mem\u00f3ria, n\u00f3s sabemos muito, n\u00e3o \u00e9 apenas uma lembran\u00e7a mas uma atualiza\u00e7\u00e3o, uma experi\u00eancia. N\u00f3s precisamos dos ritos.<\/p>\n<p>S\u00f3 que na contram\u00e3o desta necessidade que a Igreja nos coloca e que n\u00f3s mesmos, antropologicamente nos colocamos, temos o homem contempor\u00e2neo, a mulher contempor\u00e2nea, que acredita ser poss\u00edvel ter uma boa rela\u00e7\u00e3o com Deus fora da a\u00e7\u00e3o ritual, ou que cria outros caminhos paralelos aos ritos crist\u00e3os lit\u00fargicos para fazer sua experi\u00eancia de Deus. N\u00e3o podemos fechar toda a experi\u00eancia de Deus na liturgia, que para a pr\u00f3pria <em>&#8220;Sacrosanctum concilium&#8221;<\/em> \u00e9 muito claro quando diz que a liturgia n\u00e3o \u00e9 uma \u00fanica maneira do ser humano expressar e de viver a sua f\u00e9, mas tudo passa por ela. Porque ela tem um lugar relevante, dir\u00edamos priorit\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer uma boa experi\u00eancia de f\u00e9 sem mergulhar na dimens\u00e3o ritual, na dimens\u00e3o lit\u00fargica, que constitui a nossa f\u00e9 de maneira concreta, de maneira expressiva.<\/p>\n<p>No entanto h\u00e1 uma dificuldade hoje de as pessoas aderirem aos ritos crist\u00e3os porque n\u00f3s vivemos em outros tempos, ou num outro espa\u00e7o. H\u00e1 outros s\u00edmbolos, sinais, que nos dispersam daqueles propostos pela liturgia: a pressa, a dificuldade das pessoas de formarem comunidades ritual. Hoje com a invas\u00e3o das m\u00eddias, n\u00f3s temos um leque de op\u00e7\u00f5es que acabam \u00e0s vezes tentando substituir aquelas primeiras e originais, conservadas pela tradi\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o os ritos. Estou dizendo estar l\u00e1 na comunidade, reunido em assembleia, participando de um sacramento, diante de alguns sinais, gestos, a\u00e7\u00f5es, que nos querem colocar em contato com Deus e expressar a nossa f\u00e9.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> Por isso \u00e9 preciso reconsiderar hoje a quest\u00e3o do rito para a f\u00e9.<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>E para isso, n\u00f3s temos for\u00e7osamente que dizer que n\u00e3o existe a compreens\u00e3o da f\u00e9 sem a compreens\u00e3o do rito. Vamos pegar por exemplo a Missa e n\u00f3s, catequistas, sabemos muito bem como \u00e9 dif\u00edcil, \u00e0s vezes, despertar no catequizando o interesse pela Missa, a participa\u00e7\u00e3o alegre e frequente na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. A que se deve isso? De um lado, h\u00e1 uma mentalidade que hoje descarta o rito, mas tamb\u00e9m um desconhecimento do rito. Normalmente, as nossas catequeses ainda n\u00e3o preparam os catequizandos para a vida lit\u00fargica, de maneira experencial, vivencial, mistag\u00f3gica. E, no entanto, n\u00f3s temos que entender que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel compreender a f\u00e9 sem os ritos que expressam essa f\u00e9, que celebram essa f\u00e9. Portanto, nada mais s\u00e9rio e corajoso do que cumprir uma a\u00e7\u00e3o sagrada.<\/p>\n<p>Quando estamos em assembleia para uma celebra\u00e7\u00e3o, n\u00f3s estamos fazendo um ato grave &#8211; grave no sentido de profundo, de muito s\u00e9rio, de muito bonito. Mas n\u00e3o estamos brincando de faz-de-conta quando estamos num rito lit\u00fargico. N\u00e3o estamos teatralizando, n\u00e3o estamos fazendo uma coisa perform\u00e1tica simplesmente, mas estamos celebrando a nossa f\u00e9, criando conex\u00e3o com o sagrado, expressando aquilo que acreditamos e nos fortalecendo para viver aquilo que n\u00f3s acreditamos. Por isso, o rito \u00e9 bastante s\u00e9rio.<\/p>\n<p>H\u00e1 o perigo do formalismo, do rubricismo, da exterioridade vazia, de fazer por fazer um rito. \u00c9 estar ali e n\u00e3o saber por que levanta a m\u00e3o, por que \u00e9 que temos uma cruz diante de n\u00f3s, qual o sentido do p\u00e3o e do vinho, oferecidos pela comunidade, depois consagrados pelo Esp\u00edrito Santo, por media\u00e7\u00e3o do sacerdote. Enfim quando a gente n\u00e3o conhece o porqu\u00ea e n\u00e3o se envolve com a a\u00e7\u00e3o ritual, n\u00f3s corremos o risco de ficar numa repeti\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, numa exterioridade vazia, num formalismo muito grande, que n\u00e3o satisfaz, que n\u00e3o preenche o cora\u00e7\u00e3o que n\u00e3o traz sentido para a nossa vida. Por isso, mais do que nunca \u00e9 preciso que sejamos educados para o\/pelo rito, enquanto o rito \u00e9 objeto da nossa reflex\u00e3o, do nosso conhecimento. Mas tamb\u00e9m educados pelo rito, porque n\u00e3o h\u00e1 outro caminho que desenvolva em n\u00f3s o senso vivencial do rito a n\u00e3o ser celebrando. Um rito, ele s\u00f3 pode ser aprendido e assimilado no cora\u00e7\u00e3o, na mente, na vida, pela for\u00e7a dele pr\u00f3prio e n\u00e3o por ouvir falar a respeito dele.<\/p>\n<p>E sabemos que cabe a n\u00f3s, catequistas, aos agentes da liturgia, \u00e0s lideran\u00e7as de um modo geral ajudarem as pessoas nessa educa\u00e7\u00e3o para o rito. N\u00f3s s\u00f3 teremos assembleias realmente capazes de entender aquilo que o Conc\u00edlio pediu, isto \u00e9, participar de maneira consciente, ativa, de maneira piedosa da liturgia, se essa assembleia for educada. Se esta assembleia estiver aberta numa condi\u00e7\u00e3o de acolhedora do rito crist\u00e3o que lhe \u00e9 proposto.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> O rito faz mem\u00f3ria dos eventos sagrados<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O que \u00e9 o culto crist\u00e3o? Quando n\u00f3s perguntamos o que \u00e9 o culto crist\u00e3o, estamos perguntando o que \u00e9 o cristianismo, porque o culto revela o cristianismo. A liturgia \u00e9 a epifania da nossa f\u00e9. \u00c9 a revela\u00e7\u00e3o daquilo que n\u00f3s acreditamos. Por isso mesmo, se n\u00f3s n\u00e3o compreendemos a linguagem lit\u00fargica e n\u00e3o acolhemos a linguagem do rito de maneira vivencial, n\u00f3s acabando ignorando a nossa f\u00e9 e desconhecendo o nosso pr\u00f3prio cristianismo. Porque essas coisas n\u00e3o aprendemos somente por ouvir falar, mas na experi\u00eancia que n\u00f3s vivenciamos.<\/p>\n<p>A dificuldade do ato ritual tem a ver com a compreens\u00e3o inadequada do sentido do evento central da nossa f\u00e9, que \u00e9 o Mist\u00e9rio Pascal. Vamos pegar outro exemplo diferente da Missa, para que isso fique mais claro para n\u00f3s. Creio que todos n\u00f3s fomos v\u00e1rias vezes em celebra\u00e7\u00f5es de casamento. O rito do matrim\u00f4nio \u00e9 bel\u00edssimo, marcado por muitos sinais, s\u00edmbolos, muitas a\u00e7\u00f5es que est\u00e3o ali encadeados para revelar uma s\u00f3 verdade. Assim como os noivos est\u00e3o formando uma alian\u00e7a de amor, Cristo tamb\u00e9m ama a sua Igreja, a sua esposa. E por ela deu a vida. A\u00ed est\u00e1 o mist\u00e9rio pascal. Um amor sem limites que d\u00e1 a vida e que \u00e9 atualizado na experi\u00eancia de um casal que se casa na Igreja. Mas agora eu pergunto: O desconhecimento do rito e o modo como o casamento normalmente \u00e9 celebrado como \u00e9 se que consegue transmitir essa verdade? Ser\u00e1 que os convidados que est\u00e3o ali est\u00e3o preparados para mergulhar naquele rito, de fato chegar nessa experi\u00eancia do mist\u00e9rio pascal? Ser\u00e1 que as pompas, as distra\u00e7\u00f5es que v\u00e3o sendo penduradas no rito n\u00e3o ofuscam a grandeza desse evento sagrado? S\u00e3o perguntas que precisamos fazer para perceber o quanto estamos distantes de conhecer o\u00a0 rito na sua profundidade e deixar que ele cumpra a sua finalidade em nossa vida.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>Fazer mem\u00f3ria do evento sagrado<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Jesus n\u00e3o \u00e9 uma verdade para crer ou um exemplo moral a seguir apenas. Ele \u00e9 o Sacramento, o Mist\u00e9rio a ser celebrado. Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas uma verdade que eu vou assimilar, conhecer coisas sobre Jesus ou apenas um l\u00edder que me traz uma proposta \u00e9tica e moral. Sim, Ele tudo isso, mas n\u00e3o apenas tudo isso. Ele \u00e9 o mist\u00e9rio a ser celebrado e a\u00ed, muitas vezes, a assembleia fica distante disto porque ela n\u00e3o d\u00e1 conta de entrar no rito de maneira plena. As estat\u00e9gias rituais a servi\u00e7o da experi\u00eancia (ex+peri\u00eancia) do Mist\u00e9rio que salva e que liberta, porque toda vez que celebramos a nossa f\u00e9, Deus nos salva, Deus nos liberta, Deus nos insere nesta din\u00e2mica pascal.<\/p>\n<p>Ex+peri\u00eancia, uma palavra m\u00e1gica, que tem outras palavrinhas dentro dela. Experi\u00eancia significa um saber, uma ci\u00eancia que eu s\u00f3 posso ter acesso a ela permitindo que a realidade externa, o que acontece ao meu redor, entre em mim e se incorpore em mim. Isso \u00e9 a experi\u00eancia. Ser\u00e1 que fazemos verdadeiras experi\u00eancias de f\u00e9 na liturgia ou ainda estamos como espectadores que assitem de longe ou que se apegam, \u00e0s vezes, a detalhes secund\u00e1rios sem o foco no mist\u00e9rio? A\u00ed est\u00e1 a quest\u00e3o. N\u00f3s deixamos que o rito nos eduque. N\u00f3s somos preconceituosos, resistentes, ignorantes aqui em rela\u00e7\u00e3o ao poder que o rito tem de nos comunicar a f\u00e9 e de nos transformar.<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong> O Mist\u00e9rio de Cristo: fato + rito<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O Mist\u00e9rio de Cristo, portanto, \u00e9 um fato que se torna rito e que \u00e9 celebrado ou concretizado hoje para n\u00f3s na media\u00e7\u00e3o do rito. A Mem\u00f3ria do evento sagrado exige o intelecto que compreende, exige uma vontade que delibera, mas uma a\u00e7\u00e3o que realiza. Quando estamos celebrando a liturgia, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 passado e nem s\u00f3 futuro que ali est\u00e3o. N\u00e3o estamos apenas lembrando algo que aconteceu l\u00e1 atr\u00e1s ou algo que \u00e9 antecipado no rito, mas estamos fazendo uma A\u00e7\u00e3o Ritual, um agir repetido, tradicional e autorizado e \u00e9 a\u00e7\u00e3o, \u00e9 novidade, \u00e9 transgress\u00e3o, \u00e9 a possibilidade inesperada.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong> A rela\u00e7\u00e3o entre a P\u00e1scoa e a nossa vida se d\u00e1 &#8220;aqui&#8221; e &#8220;agora&#8221;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O Culto ritual faz com que a f\u00e9 em Cristo Senhor permane\u00e7a um ato fundamental da vida. A nossa rela\u00e7\u00e3o com o evento salv\u00edfico, com a nossa salva\u00e7\u00e3o, com o mist\u00e9rio que nos salva, n\u00e3o \u00e9 apenas um &#8220;dado adquirido&#8221;, nem a vida colocada na celebra\u00e7\u00e3o um &#8220;opcional de luxo&#8221;, como se fosse um acr\u00e9scimo que fazemos em alguma coisa. N\u00e3o! O Rito s\u00f3 ser\u00e1 aut\u00eantico se mantiver uma rela\u00e7\u00e3o com o evento que ele traz, isto \u00e9 o fato da nossa participa\u00e7\u00e3o no mist\u00e9rio pascal, com a vida que n\u00f3s colocamos neste mist\u00e9rio. N\u00f3s celebramos o Cristo que continua nos salvando hoje, mas nas circunst\u00e2ncias atuais, a partir da nossa vida, da nossa realidade, daquilo que n\u00f3s colocamos de nosso no pr\u00f3prio rito que n\u00f3s celebramos.<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong> A\u00e7\u00e3o ritual: presente, passado e futuro<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Portanto, a a\u00e7\u00e3o ritual \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o que est\u00e1 ligada ao passado, ao evento Jesus Cristo, \u00e0 salva\u00e7\u00e3o trazida por Jesus Cristo e tamb\u00e9m nos coloca no futuro, enquanto aquilo que n\u00f3s celebramos provoca em n\u00f3s uma lembran\u00e7a e nos convoca para uma vida nova. Por exemplo, oO batismo \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o ritual que evoca Jesus Cristo Ressuscitado, porque no batismo n\u00f3s morremos com ele e ressuscitamos com ele e ao mesmo tempo nos torna homens novos e mulheres novas. O que \u00e9 passado, o que \u00e9 velho se foi, as coisas antigas j\u00e1 se passaram como costumamos cantar e n\u00f3s, homens mulheres novas, para vivermos como batizados, iluminados como sal da terra e luz do mundo. Ent\u00e3o, \u00e9 ali na a\u00e7\u00e3o ritual que acontece passado, presente e futuro, se juntam numa s\u00f3 viv\u00eancia, numa s\u00f3 experi\u00eancia.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a maioria das nossas assembleias n\u00e3o d\u00e3o conta de entrar nessa din\u00e2mica. Ou porque n\u00e3o consegue <em>linkar<\/em> com o evento do passado, que se faz presente, atual, que \u00e9 o mist\u00e9rio pascal, ou porque n\u00e3o percebe consequ\u00eancias do rito, justamente porque ignora a riqueza do rito. No batismo, por que n\u00f3s temos uma pia batismal, uma \u00e1gua benta, uma vela acesa, um \u00f3leo que \u00e9 passado no peito? Enfim, o desconhecimento de tudo isso empobrece a nossa viv\u00eancia e porque n\u00f3s n\u00e3o mergulhamos, n\u00e3o nos deixamos tocar pelo rito. Ficamos impermeabilizados pelo rito.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong> A a\u00e7\u00e3o ritual reconduz a Igreja \u00e0 sua fonte e ao seu \u00e1pice.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O rito celebrado \u00e9 &#8220;dom da gra\u00e7a&#8221; que pode dar \u00e0 nossa vida a continuidade com a P\u00e1scoa. Agora n\u00f3s somos v\u00edtimas, muitas vezes, da incompreensao do rito. O rito ainda nos \u00e9 escondido demais. N\u00f3s vamos para os sacramentos muito aqu\u00e9m daquela participa\u00e7\u00e3o ativa e consciente que dever\u00edamos fazer porque desconhecemos.<\/p>\n<p>Pelo rito, Igreja e crist\u00e3o recebem-se a si mesmos, e nele encontram, de modo mais \u00edntimo, o Senhor Jesus. O rito \u00e9 uma experi\u00eancia eclesial. \u00c9 um lugar em que a Igreja recebe a pr\u00f3pria identidade. Eu costumo sempre dizer: se voc\u00ea quer saber como \u00e9 uma comunidade, participe de uma Missa ou de uma celebra\u00e7\u00e3o da Palavra nessa comunidade. Ali voc\u00ea vai saber quem s\u00e3o aquelas pessoas, como \u00e9 que se d\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es de poder ali dentro daquela comunidade, quem manda, quem obedece ou se todo mundo participa, se aquela comunidade \u00e9 comprometida com a vida, com a realidade, ou \u00e9 uma comunidade alienada. Se \u00e9 acolhedora ou n\u00e3o, se tem ali alguns que se imp\u00f5em e outros que se deixam oprimir. Enfim, tudo est\u00e1 estampado na pr\u00f3pria liturgia, basta voc\u00ea participar e analisar a celebra\u00e7\u00e3o. \u00c9 claro que voc\u00ea n\u00e3o vai ficar analisando, mas a gente percebe como \u00e9 que que as coisas acontecem.<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><strong> O &#8220;m\u00e1ximo gratuito&#8221;, n\u00e3o o n\u00ednimo necess\u00e1rio.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Segundo Andrea Grillo, um liturgista importante tamb\u00e9m, do &#8220;m\u00e1ximo gratuito&#8221; e n\u00e3o do &#8220;m\u00ednimo necess\u00e1rio&#8221;. E muitas vezes n\u00f3s ficamos no m\u00ednimo necess\u00e1rio. \u00c9 estar ali, cumprir preceito e ir para um acontecimento social como algu\u00e9m como algu\u00e9m est\u00e1 dizendo no chat. E n\u00e3o deixamos que o rito provoque tudo o que ele tem que provocar, porque j\u00e1 vamos com preconceitos, armados, blindados, com uma vis\u00e3o distorcida ou buscando o rito de uma maneira ideal. E o rito n\u00e3o \u00e9 uma ideia. \u00c9 uma experi\u00eancia. O rito passa pelo gesto e n\u00e3o fica s\u00f3 no conceito. O rito passa pelo tato, pelo gosto, pelos sinais sens\u00edveis e n\u00e3o \u00e9 apenas uma ideia.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia ritual coloca o crist\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o com os outros, com o espa\u00e7o, com o tempo. Entramos numa dimens\u00e3o totalmente nova, ainda que seja uma dimens\u00e3o que repita de algum modo a vida, mas numa outra perspectiva, s\u00f3 que infelizmente ainda desconhecemos o poder do rito na nossa vida.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li><strong> O rito \u00e9 lugar da intersubjetividade dos relacionamentos e tamb\u00e9m das trocas do mundo externo.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A exterioridade corp\u00f3rea \u00e9 via de espiritualidade, de uma f\u00e9 viva, epifania e revela\u00e7\u00e3o. O que eu chamo de exterioridade corp\u00f3rea? Numa celebra\u00e7\u00e3o eu entro em contato atrav\u00e9s do meu corpo com o mundo ritual, dos s\u00edmbolos, dos sinais, e das pessoas que est\u00e3o ali comigo. Por exemplo, se eu tenho uma vela na celebra\u00e7\u00e3o, o que uma vela significa? Como \u00e9 que eu trato liturgicamente o sinal de uma vela? A vela \u00e9 luz, \u00e9 sinal da f\u00e9, \u00e9 presen\u00e7a do Ressuscitado. Se eu tenho uma vela apagando, uma vela que n\u00e3o tem chama, uma vela escondida, uma vela maltratada. Como \u00e9 que aquela vela minguada, vai sinalizar para a assembleia a f\u00e9, o Ressuscitado, a vida nova? Mas \u00e9 pela chama, pelo brilho que entra pelos meus olhos que eu consigo fazer o salto para a experi\u00eancia do mist\u00e9rio. Se eu recebo uma \u00e1gua benta numa aspers\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o, o contato que o meu corpo tem com aquela \u00e1gua me coloca em contato com o mist\u00e9rio da miseric\u00f3rdia e da salva\u00e7\u00e3o. Agora, se a \u00e1gua n\u00e3o chega em mim, se \u00e9 jogada a conta-gotas em uns e outros, mas n\u00e3o se d\u00e1 uma aspers\u00e3o devida \u00e0 assembleia, como \u00e9 que aquela assembleia vai fazer uma experi\u00eancia de f\u00e9 e ver ali a epifania da b\u00ean\u00e7\u00e3o e da gra\u00e7a de Deus?<\/p>\n<p>O rito \u00e9 lugar da intercomunh\u00e3o solid\u00e1ria, segundo o Pe. Taborda, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para que a liturgia exista. \u00c9 estar com os irm\u00e3os na f\u00e9 formando um s\u00f3 corpo celebrante, onde uns e outros se ajudam na mesma experi\u00eancia de salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li><strong>Media\u00e7\u00e3o ritual modifica a vida.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>E aqui me vem esta imagem bonita de Mois\u00e9s diante da sar\u00e7a ardente. Eu gosto de pensar a liturgia assim. N\u00f3s aproximamos do mist\u00e9rio e precisamos tirar as sand\u00e1lias para contempl\u00e1-lo e vivenci\u00e1-lo na sua plenitude. Se n\u00f3s n\u00e3o nos despojamos, n\u00e3o nos rendemos, n\u00e3o nos entregamos ao mist\u00e9rio, o rito n\u00e3o nos modifica, n\u00e3o nos transforma.<\/p>\n<p>Por isso, n\u00f3s precisamos dar conta de entrar no rito de outro jeito, n\u00e3o \u00e0s pressas, n\u00e3o no amadorismo, n\u00e3o na resist\u00eancia, n\u00e3o na mentalidade racional demais, que a modernidade nos trouxe, mas numa outra dimens\u00e3o, que \u00e9 a acolhida plena do simb\u00f3lico. E a\u00ed \u00e9 o grande desafio para n\u00f3s e para os catequizandos que est\u00e3o em outra simbologia, da t\u00e9cnica, das redes sociais, do computador, do mundo contempor\u00e2neo, e n\u00e3o na nossa simbologia. E quando \u00e9 que v\u00e3o entrar? Quando n\u00f3s os iniciarmos nesse mundo do ritual. S\u00f3 que \u00e0s vezes nem n\u00f3s somos iniciados devidamente e a\u00ed fica muito dif\u00edcil.<\/p>\n<p>O rito deve assumir toda a riqueza de linguagens, dos c\u00f3digos, das mensagens que conduzem ao essencial. Meus queridos, minhas queridas, os nossos ritos lit\u00fargicos foram cuidadosamente preparados pela Igreja para n\u00f3s ao longo desses 2 mil anos. \u00c9 como aquela par\u00e1bola que ouvimos outro dia no Evangelho: o banquete est\u00e1 pronto, vinde comer! E muitos se acham donos do rito, querem enfeit\u00e1-lo do seu jeito, distorcendo o essencial do rito e dificultando o acesso pleno daquilo que \u00e9 central na experi\u00eancia do rito. O rito modifica o cotidiano, salvando-o do banal. Coloca-o numa outra dimens\u00e3o de gra\u00e7a e de <em>kair\u00f3s<\/em>, isto \u00e9, experi\u00eancia da gra\u00e7a de Deus. O rito exige disponibilidade, experi\u00eancia e uma nova percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ol start=\"11\">\n<li><strong> O que \u00e9, ent\u00e3o, educar-se pelo\/para o rito?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00c9 entrar na dimens\u00e3o da gratuidade. \u00c9 buscar a dimens\u00e3o mistag\u00f3gica, que \u00e9 deixar-se levar. Entrar no rito, com a acolhida, com o cora\u00e7\u00e3o aberto, envolvendo-se, deixando-se levar por esse mist\u00e9rio, deixando-se que Deus nos conduza para dentro de seu cora\u00e7\u00e3o e de seu mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Redescobrir o valor origin\u00e1rio dos s\u00edmbolos e dos ritos. Os ritos s\u00e3o muito bonitos, muito completos, mas n\u00f3s desconhecemos. Se voc\u00ea ficar na porta da igreja, no dia de uma celebra\u00e7\u00e3o, e perguntar \u00e0s pessoas que est\u00e3o saindo, a respeito de detalhes do rito, muitas n\u00e3o saber\u00e3o dizer o que sentiram, o que experimentaram e o que entenderam. E ainda os ritos s\u00e3o tratados de modo muito superficial e pior de tudo: tem muita gente colocando maquiagem em nossos ritos, enchendo nossos ritos de fantasias. O Dom Armando Pujol cunhou uma express\u00e3o interessante, que \u00e9 criatividade selvagem que muita gente coloca na celebra\u00e7\u00e3o, escondendo o verdadeiro sentido do rito.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso deixar-se formar(dar uma forma) pela palavra, pelo sacramento. Enfim, converter-se \u00e0 vida da beleza.<\/p>\n<ol start=\"12\">\n<li><strong> Entendeis o que vos fiz? (Jo 13,12)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Jesus era um mistagogo. Jesus, no lava-p\u00e9s, fez um rito com seus disc\u00edpulos. Ele levou, com uma experi\u00eancia, o grupo a aprofundar o sentido da sua vida e da sua morte que estava chegando e deixou a mem\u00f3ria do lava-p\u00e9s como o lado pr\u00e1tico da Eucaristia. Mas depois Jesus perguntou aos disc\u00edpulos:\u00a0 Entendeis o que vos fiz? Voc\u00eas entenderam o que eu fiz? Isso porque Jesus \u00e9 mistagogo. Ele proporciona uma experi\u00eancia para a compreens\u00e3o do seu Mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Muitas vezes, a liturgia para n\u00f3s \u00e9 s\u00f3 um discurso e a inicia\u00e7\u00e3o lit\u00fargica na catequese \u00e9 falar sobre a missa, \u00e9 falar sobre o batismo, \u00e9 falar sobre a un\u00e7\u00e3o dos enfermos. Voc\u00ea j\u00e1 levou os catequizandos no batizado? J\u00e1 foi com eles participar de um casamento para que eles tenham uma experi\u00eancia? J\u00e1 celebrou com eles na sua catequese, usando \u00e1gua, usando cruz, usando luz, usando flores, para que eles pudessem ir entrando nesse mundo do ritual e serem iniciados \u00e0 linguagem lit\u00fargica? Isso que \u00e9 deixar-se educar pelos ritos.<\/p>\n<ol start=\"13\">\n<li><strong> Em nossas celebra\u00e7\u00f5es&#8230;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>E aqui n\u00e3o s\u00f3 na igreja, mas nas celebra\u00e7\u00f5es catequ\u00e9ticas. Em nossas celebra\u00e7\u00f5es, a Palavra de Deus e a palavra da Igreja se unem ao gesto e\/ou ao elemento material. Se eu falo da f\u00e9, eu uso a vela; se eu falo da miseric\u00f3rdia, eu uso a \u00e1gua; se eu falo da alegria, eu uso as flores; enfim, a palavra vai dando sentido ao gesto. Um pequeno gesto ou um s\u00edmbolo se transluz, ele muda de sentido quando ele \u00e9 acolhido na f\u00e9 e iluminado pela palavra. Ent\u00e3o, faz-se a experi\u00eancia de Deus.<\/p>\n<ol start=\"14\">\n<li><strong> O rito&#8230;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O Doc. 107 diz algo muito bonito no n\u00ba 82. Ele diz que o rito traz uma preciosa experi\u00eancia do belo, do sublime, do mist\u00e9rio de amor divino que tudo envolve.<\/p>\n<p>Sabe, amigos, nossa liturgia est\u00e1 precisando de beleza, mas n\u00e3o de beleza da exterioridade, das pompas, das roupas sofisticadas, daquilo que \u00e9 glamour. N\u00e3o \u00e9 isso n\u00e3o. \u00c9 a beleza que brota do mist\u00e9rio celebrado, da originalidade da nossa f\u00e9. A beleza que em \u00faltima an\u00e1lise \u00e9 o pr\u00f3prio Deus que \u00e9 belo em si mesmo.<\/p>\n<p>O mundo nosso est\u00e1 muito feio. H\u00e1 muita feiura acontecendo. \u00c9 preciso de um pouco de beleza para salvar o mundo. E essa beleza est\u00e1 no rito lit\u00fargico.<\/p>\n<ol start=\"15\">\n<li><strong>Catequese e uma liturgia a servi\u00e7o do mist\u00e9rio<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<ol>\n<li><strong>Tornar acess\u00edvel o mist\u00e9rio pela media\u00e7\u00e3o do sinal, que \u00e9 sens\u00edvel.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Catequistas, trabalhem com s\u00edmbolos lit\u00fargicos. Celebrem com seus catequizandos, trabalhem todos os sacramentos com eles n\u00e3o na perspectiva do bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1, mas do fazer, do experienciar. Leve para a catequese os sinais sagrados.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>N\u00e3o falar o que iria fazer, mas fazer o que iria falar.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Uma catequese mais pr\u00e1tica, mais vivencial, mais celebrativa, menos informativa, menos discursiva, mais a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>Esclarecer a compreens\u00e3o do sinal com a Palavra de Deus e a mensagem da Igreja.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Se voc\u00ea vai usar uma vela, trabalhe essa dimens\u00e3o bonita do sinal com os catequizandos. Busque na palavra de Deus o que \u00e9 que fala sobre a luz. Pegue os principais momentos da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o onde a luz foi importante para a experi\u00eancia do povo de Deus. Mostre como Jesus \u00e9 luz.<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>Comunicar a verdade do sinal.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Que a experi\u00eancia seja concreta e verdadeira. Se vai usar a \u00e1gua, a \u00e1gua em abund\u00e2ncia para todos serem aspergidos, n\u00e3o precisa jogar com uma mangueira, usar uma brocha ou com uma m\u00e1quina de pulverizar o campo. Isso \u00e9 debochar do rito. Mas aquilo que \u00e9 necess\u00e1rio para que o sinal seja verdadeiro e n\u00e3o apenas uma brincadeira ou faz-de-conta.<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong>Possibilitar a emerg\u00eancia da subjetividade e do sentimento (sem cair no sentimentalismo est\u00e9ril).<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A liturgia \u00e9 lugar da emo\u00e7\u00e3o, do sentimento, de olhar para o sujeito que est\u00e1 ali com sua vida, com sua hist\u00f3ria. \u00c9 preciso trabalhar esse lado sem ser sentimentalista.<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong>&#8220;Perder&#8221; tempo para ganhar viv\u00eancias.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>N\u00e3o correr com rito, n\u00e3o ter pressa para fazer as coisas, n\u00e3o se deixar levar pelo cronol\u00f3gico, pelo rel\u00f3gio, que limita tudo, mas dedicar-se com tempo, com serenidade \u00e0s experi\u00eancias rituais.<\/p>\n<p><strong>Duas provoca\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p>Certamente voc\u00eas conhecem aquela m\u00fasica &#8220;Amor de \u00cdndio&#8221;, do Beto Guedes, que come\u00e7a dizendo assim: tudo que move \u00e9 sagrado&#8230; At\u00e9 convido voc\u00eas para dormirem com essa m\u00fasica essa noite. Busquem no Youtube. Toda a letra dela \u00e9 lit\u00fargica. \u00c9 uma pe\u00e7a bel\u00edssima. E l\u00e1 no meio da m\u00fasica diz assim: &#8220;Abelha fazendo mel vale o tempo que n\u00e3o voou&#8221;.<\/p>\n<p>Pensem nessa frase. &#8220;Abelha fazendo mel, vale o tempo que n\u00e3o voou&#8221;. N\u00f3s voamos uma vida inteira. Como abelhas oper\u00e1rias, n\u00f3s corremos de um lado para o outro e nem nos damos conta de que s\u00e3o nos momentos de pausas &#8211; de pausas lit\u00fargicas &#8211; \u00e9 que fazemos o mel, \u00e9 que n\u00f3s elaboramos nossas experi\u00eancias. E o rito \u00e9 lugar de elaborar experi\u00eancias, \u00e9 o lugar de fazer mel, de transformar aquilo que colhemos nas flores da vida em mel para nossa vida, para nossa exist\u00eancia.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se voc\u00eas entendem bem de abelhas. Eu entendo pouco. Mas eu sei que as abelhas comem aquele pol\u00e9n e dentro delas que o mel \u00e9 fabricado e depois elas vomitam nos alv\u00e9olos o mel j\u00e1 pronto. \u00c9 dentro da abelha que as coisas se modificam. \u00c9 dentro de n\u00f3s que elaboramos as experi\u00eancias da vida. E a liturgia s\u00e3o as pausas que fazemos para elaborar a vida. Em momentos que n\u00e3o estamos voando, mas estamos cantando, rezando, contemplando, ritualizando \u00e9 que vamos transformando a vida em mel. E mel \u00e9 sa\u00fade, mel \u00e9 vida, mel \u00e9 for\u00e7a, mel \u00e9 alegria. &#8220;Abelha fazendo mel vai no tempo que n\u00e3o voou&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>N\u00f3s precisamos confrontar um pouco essa sociedade da pressa, essa mentalidade do descart\u00e1vel, tudo isso que est\u00e1 ai e que est\u00e1 amea\u00e7ando nossos ritos crist\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>E uma \u00faltima provoca\u00e7\u00e3o. N\u00e3 d\u00e1 para a gente se emocionar quando retoma o Pequeno Pr\u00edncipe.<\/strong><\/p>\n<p>Veja que di\u00e1logo lindo sobre o rito e veja se isso n\u00e3o resume tudo aquilo que nos falamos.<\/p>\n<p>&#8220;No dia seguinte o principezinho voltou. A\u00ed a raposa disse: &#8211; Teria sido melhor voltares \u00e0 mesma hora &#8211; disse a raposa. &#8211; Se tu vens, por exemplo, \u00e0s quatro da tarde, desde as tr\u00eas eu come\u00e7arei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. \u00c0s quatro horas, ent\u00e3o, estarei inquieta e agitada: descobrirei o pre\u00e7o da felicidade! Mas, se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o cora\u00e7\u00e3o&#8230; \u00c9 preciso ritos. E o principezinho pergunta:\u00a0 Que \u00e9 um rito? &#8211; \u00c9 uma coisa muito esquecida tamb\u00e9m &#8211; disse a raposa. &#8211; \u00c9 o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus ca\u00e7adores, por exemplo, possuem um rito. Dan\u00e7am na quinta-feira com as mo\u00e7as da aldeia. A quinta-feira ent\u00e3o \u00e9 o dia maravilhoso! Vou passear at\u00e9 a vinha. Se os ca\u00e7adores dan\u00e7assem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu n\u00e3o teria f\u00e9rias!<\/p>\n<p>A verdadeira viagem de descoberta consiste n\u00e3o em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos&#8221;.<\/p>\n<p>As paisagens s\u00e3o as mesmas &#8211; a Missa, o batizado, o casamento, as ex\u00e9quias, &#8211; mas os olhos t\u00eam que ser novos todos os dias. E isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando deixamo-nos conduzir pelos ritos.<\/p>\n<p>Pe. Vanildo de Paiva possui gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia &#8211; FAAT &#8211; Faculdades Atibaia (2011), gradua\u00e7\u00e3o em Bacharelado em Teologia pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (1992), gradua\u00e7\u00e3o em Filosofia pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais (1989) e mestrado em Psicologia pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Campinas (2014), pesquisando a ideia chave de &#8220;cuidado&#8221; em Winnicott. Foi vice-presidente da funda\u00e7\u00e3o educacional da Faculdade Cat\u00f3lica de Pouso Alegre (FEJAN) e coordenador da extens\u00e3o da Faculdade Cat\u00f3lica de Pouso Alegre. \u00c9 professor titular da Faculdade Cat\u00f3lica de Pouso Alegre, nas \u00e1reas de Introdu\u00e7\u00e3o ao Exerc\u00edcio do Filosofar e demais disciplinas filos\u00f3ficas, incluindo Psicologia Geral. Atua principalmente nos seguintes temas: cuidado religioso, desenvolvimento humano e espiritualidade, sexualidade e f\u00e9, rela\u00e7\u00f5es humanas em ambientes religiosos, forma\u00e7\u00e3o de educadores e catequistas etc. Autor de diversos livros, entre eles: Catequese e Liturgia: duas faces do mesmo Mist\u00e9rio (Editora Paulus).<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Hoje, 24 de agosto, a Super Semana de Catequese traz, \u00e0s 19 horas, Pe. Douglas e Pe. Almerindo da Silveira Barbosa, com o tema: &#8220;Quem \u00e9 esse Jesus que apresentamos aos catequizandos?&#8221;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Ao vivo no canal da Editora Vozes no YouTube.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Super Semana de Catequese da Editora Vozes<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":233836,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[238,1890],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>&quot;O rito modifica o cotidiano, salvando-o do banal&quot;, diz Pe. 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