{"id":232090,"date":"2021-05-21T15:14:58","date_gmt":"2021-05-21T18:14:58","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=232090"},"modified":"2021-05-21T15:14:58","modified_gmt":"2021-05-21T18:14:58","slug":"eu-venci-a-covid-testemunho-do-frei-paulo-roberto-pereira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/eu-venci-a-covid-testemunho-do-frei-paulo-roberto-pereira.html","title":{"rendered":"&#8220;Eu venci a Covid&#8221;: testemunho do Frei Paulo Roberto Pereira"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-2ad489a elementor-widget elementor-widget-theme-post-featured-image elementor-widget-image\" data-id=\"2ad489a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-featured-image.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-image\">\n<figure class=\"wp-caption\"><img loading=\"lazy\" class=\"attachment-large size-large\" src=\"https:\/\/cdn.conventodapenha.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/21143505\/WhatsApp-Image-2021-05-21-at-14.34.22-1024x575.jpeg\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/cdn.conventodapenha.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/21143505\/WhatsApp-Image-2021-05-21-at-14.34.22-1024x575.jpeg 1024w, https:\/\/cdn.conventodapenha.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/21143505\/WhatsApp-Image-2021-05-21-at-14.34.22-300x169.jpeg 300w, https:\/\/cdn.conventodapenha.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/21143505\/WhatsApp-Image-2021-05-21-at-14.34.22-768x431.jpeg 768w, https:\/\/cdn.conventodapenha.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/21143505\/WhatsApp-Image-2021-05-21-at-14.34.22.jpeg 1280w\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"449\" \/><figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\"><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-16e558a elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\" data-id=\"16e558a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p><em>A covid-19 j\u00e1 ceifou a vida de milhares de pessoas em todo o Brasil. N\u00e3o s\u00e3o n\u00fameros, n\u00e3o s\u00e3o dados estat\u00edsticos. S\u00e3o vidas ceifadas, sonhos exterminados, planos interrompidos\u2026 S\u00e3o pais, m\u00e3es, irm\u00e3os, filhos, tios, av\u00f3s\u2026 S\u00e3o tempos dif\u00edceis e angustiantes.<\/em><\/p>\n<p><em>Mas s\u00e3o tamb\u00e9m tempos de bendizer o Criador pelo dom da vida, da cura, da recupera\u00e7\u00e3o. Hoje, exatamente um m\u00eas depois de deixar o hospital, nos alegramos com a recupera\u00e7\u00e3o do Guardi\u00e3o do Convento, Frei Paulo Roberto Pereira.<\/em><\/p>\n<p><em>Esses tempos, s\u00e3o tamb\u00e9m de revigoramento, de renova\u00e7\u00e3o, de repensar como estamos valorizando nossa vida, nossos irm\u00e3os, nossos filhos, aqueles que convivem conosco\u2026 S\u00e3o tempos de exercitarmo-nos na generosidade, na caridade e na gratid\u00e3o. GRATID\u00c3O. Essa talvez tenha sido a palavra mais essencial nesses momentos. Agradecer pelo dom da vida.<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"EU VENCI A COVID: O testemunho e relato do Frei Paulo Roberto\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/biGzZsRA5_k?feature=oembed\" width=\"800\" height=\"450\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>P\u00e1scoa, Ressurrei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O dia que busquei o servi\u00e7o m\u00e9dico por estar sentindo cansa\u00e7o generalizado era domingo, mas n\u00e3o qualquer domingo. Era o domingo revestido de pleno vigor, era o dia da celebra\u00e7\u00e3o da vit\u00f3ria de Jesus Cristo sobre a dor e a morte, era do Domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, era o primeiro dia do Oitav\u00e1rio da Festa da Penha que nesta edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 451 tinha como lema a s\u00faplica confiante que sobe ao c\u00e9u devota e confiantemente: \u201cVosso olhar a n\u00f3s volvei\u201d.<\/p>\n<p>Os par\u00e2metros aferidos, al\u00e9m dos exames laboratoriais e de imagem, apontavam infec\u00e7\u00e3o pelo novo coronav\u00edrus e sugeriam a necessidade de interna\u00e7\u00e3o imediata para tratamento. A central de vagas indicou o Vila Velha Hospital e, depois dos tr\u00e2mites burocr\u00e1ticos, ao final da tarde do Domingo da P\u00e1scoa me juntei a Frei Luiz Fl\u00e1vio e a Frei Paulo C\u00e9sar, outros confrades da Fraternidade Franciscana da Penha que j\u00e1 se encontravam hospitalizados, o primeiro no munic\u00edpio da Serra e o outro em Cariacica.<\/p>\n<p><strong>Ora\u00e7\u00e3o e solidariedade<\/strong><\/p>\n<p>A not\u00edcia do terceiro frade contaminado, mais ainda, internado, bem como o in\u00edcio da prepara\u00e7\u00e3o da Festa da Penha, logo mobilizou muita gente e n\u00e3o tardaram as manifesta\u00e7\u00f5es de solidariedade e o empenho das preces que j\u00e1 vinham sendo recolhidas por conta da situa\u00e7\u00e3o dos confrades doentes h\u00e1 mais tempo. Eis a\u00ed uma das mais significativas experi\u00eancias deste tempo: a solidariedade e ora\u00e7\u00e3o de uns pelos outros.<\/p>\n<p>Quem professa a f\u00e9 crist\u00e3 tem clareza de que o que confere relev\u00e2ncia e garante credibilidade \u00e0 sua forma de crer \u00e9 a fidelidade ao ensinamento de Jesus Cristo ressaltado na afirma\u00e7\u00e3o de Paulo \u201ca maior virtude dentre elas \u00e9 a caridade\u201d (cf.1Cor 13,13). Caridade que, necessariamente, sup\u00f5e alteridade. Para viver o fundamento dos ensinamentos de Jesus \u00e9 preciso voltar nosso olhar ao outro, acolher o que \u00e9 diferente de n\u00f3s, ouvir o que nos interpela, estar atento \u00e0 realidade que nos circunda. O olhar exclusivamente voltado sobre si mesmo anula a possibilidade de ser disc\u00edpulo do Mestre de Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a via mais segura para cultivar a intimidade com Deus. Para os que almejam testemunhar Jesus Cristo e seguir seus passos, tamb\u00e9m a ora\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ter a marca da caridade. Desde as primeiras horas de interna\u00e7\u00e3o pude sentir o conforto proporcionado pela prece de tantos. Preces confiantes, algumas vezes preces acompanhadas de l\u00e1grimas e preocupa\u00e7\u00f5es, preces espont\u00e2neas ou repetidas, ou simplesmente preces. As pessoas, esquecidas de suas pr\u00f3prias necessidades rezavam pela minha sa\u00fade. Como alguns depois me disseram, n\u00e3o deram sossego aos santos e a Nossa Senhora pedindo a intercess\u00e3o deles para que pudesse vencer a luta contra a infec\u00e7\u00e3o. Sem d\u00favidas, a prece dos irm\u00e3os e irm\u00e3s cura tanto quanto as medicinas aplicadas nas veias. Algumas manifesta\u00e7\u00f5es foram marcantes. Mais de uma pessoa da equipe m\u00e9dica, em diferentes situa\u00e7\u00f5es, se demorou em prece ao lado do meu leito. Em sil\u00eancio, sem anunciar-se ou fazer alarde, simplesmente ficava ali, prece sincera, solid\u00e1ria, curativa.<\/p>\n<p><strong>Rezar pelos que est\u00e3o na \u201clinha de frente\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da pandemia, hora com mais fervor, hora com menos, hora com mais admira\u00e7\u00e3o e respeito, noutros momentos at\u00e9 com certa desconfian\u00e7a, os profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade sempre estiveram presentes nas preces do povo. A partir do Convento da Penha os c\u00e9us receberam rogos e s\u00faplicas para que os identificados como \u201ctrabalhadores da linha de frente do combate \u00e0 Pandemia\u201d pudessem sentir-se fortalecidos e protegidos pelo vigor que vem do cuidado de Deus. Confesso ter rezado muitas vezes nessa inten\u00e7\u00e3o. Tendo passado em torno de 20 dias no hospital, entre UTI e enfermaria, hoje posso dizer que minha reza era incompleta. Inicialmente incompleta porque na apresenta\u00e7\u00e3o das inten\u00e7\u00f5es parecia desconsiderar o complexo universo das unidades hospitalares e postos de sa\u00fade e a enorme diversidade dos profissionais envolvidos no seu funcionamento, por isso mencionava os m\u00e9dicos, enfermeiros e, algumas vezes, os profissionais da limpeza. Mais atento, passei a rezar pelas equipes multidisciplinares dos hospitais e por aqueles que os gerenciavam. Ainda assim minha prece seguia incompleta, afinal, era como se pedisse a Deus que os guiasse naquele intervalo de tempo que tivessem passado pelo rel\u00f3gio de ponto e iniciado sua jornada at\u00e9, ao final do plant\u00e3o, registrassem sua sa\u00edda. A interna\u00e7\u00e3o me fez perceber que os que servem aos doentes nos hospitais n\u00e3o s\u00e3o apenas pe\u00e7as de uma engrenagem. As pessoas que servem aos doentes nos hospitais s\u00e3o, antes de tudo, pessoas. T\u00eam hist\u00f3rias, dores, medos e procuram encontrar formas de sobreviver em meio ao caos que insiste em desafi\u00e1-las. Quando meu estado de sa\u00fade permitiu n\u00e3o foram poucas as vezes que pude escutar as pessoas que se aproximavam do meu leito. Aplicavam a medicina, deixavam o ambiente em ordem, garantiam a alimenta\u00e7\u00e3o e podiam tamb\u00e9m dizer da sua vida. Com discri\u00e7\u00e3o e cuidado sentiam-se a vontade para partilhar viv\u00eancias e expectativas. Muitos tiveram parentes hospitalizados por conta do novo coronav\u00edrus e nem todos puderam cuidar deles como cuidavam de mim.<\/p>\n<p>Por isso, a partir desta experi\u00eancia passei a rezar e pedir que as pessoas continuassem a rezar pelos \u201ctrabalhadores da linha de frente do combate \u00e0 Pandemia\u201d, mas pudessem considerar sua vida como um todo. Que nossa prece pudesse socorr\u00ea-los nas pr\u00f3prias fragilidades; pudesse sustent\u00e1-los nos momentos de d\u00favidas e temores; pudesse acompanhar seus sofrimentos e celebrar suas alegrias. Preces ternas e fraternas. Preces bem ao gosto do Senhor que as acolhe.<\/p>\n<p><strong>Olhar o mundo com os olhos de Deus<\/strong><\/p>\n<p>Algumas pessoas da equipe do hospital mostraram admira\u00e7\u00e3o ao saber do envolvimento de tanta gente mobilizada em buscar not\u00edcias ou unida pela ora\u00e7\u00e3o. Uma das enfermeiras me abordou dizendo que deveria ser uma pessoa muito boa porque t\u00e3o querida. Respondi a ela afirmando que as mesmas retinas que registram nossos gestos de bondade s\u00e3o capazes de identificar nossos deslizes. N\u00e3o me valho do recurso da falsa mod\u00e9stia, tamb\u00e9m n\u00e3o me ufano das virtudes que a Sabedoria de Deus possa ter me concedido, ao que sou muito grato. No entanto, restou evidente que a situa\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a serviu para que todos aprendessem um m\u00e9todo de purifica\u00e7\u00e3o do olhar.<\/p>\n<p>Do Primeiro Testamento destaco um dos muitos sinais da predile\u00e7\u00e3o de Deus pelo povo da alian\u00e7a: \u201cVi a afli\u00e7\u00e3o do meu povo, conhe\u00e7o seu sofrimento e desci para salv\u00e1-lo\u201d (cf. Ex 13,34). A Deus importa salvar. N\u00e3o estava distante do seu olhar os pecados, a infidelidade, os deslizes do povo que ele escolhera. Sendo Deus, cabia-lhe ver a partir da sua natureza, cabia-lhe compadecer do sofrimento, descer, aproximar-se, salvar. Os Evangelhos conservam diversas atitudes de Jesus movidas pelo mesmo olhar. \u201cViu e teve compaix\u00e3o\u201d, o relato da a\u00e7\u00e3o do Bom Samaritano (cf. Lc 10, 33) \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o mais clara do jeito de Jesus olhar, o jeito de olhar daqueles homens e mulheres que ousam testemunhar o Reinado de Deus. Sejam do povo oprimido pelo Fara\u00f3 no Egito, sejam do assaltado e deixado quase morto na estrada entre Jerusal\u00e9m e Jeric\u00f3, sejam dalgum doente no leito da UTI, n\u00e3o importam seus pecados, suas infidelidades ou deslizes, sob o olhar de Deus importa sejam libertados, sejam cuidados, sejam curados. \u00c9 assim que Deus dirige seu olhar a cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>A muitos pode ainda espantar aquela imagem de antiga catequese que revelava um olho dentro do tri\u00e2ngulo, um olho que a tudo v\u00ea e do qual ningu\u00e9m pode escapar, um olho disposto a punir com severidade o menor erro. Alguns podem trazer certo temor, pois ouviram muitas vezes em tom amea\u00e7ador \u201cDeus t\u00e1 vendo\u201d. Decididamente, n\u00e3o \u00e9 esse o olhar do Deus revelado em Jesus Cristo. Miseric\u00f3rdia e bondade, ternura e compaix\u00e3o, desejo de salva\u00e7\u00e3o e de cura brotam abundantemente dos olhos do Senhor. Portanto, ao crente se exige treinar o olhar, desejar enxergar as pessoas e o mundo inteiro com as mesmas refer\u00eancias do Pai que est\u00e1 no c\u00e9u.<\/p>\n<p>Portanto, minha querida amiga enfermeira, n\u00e3o sou pessoa ruim; da mesma maneira, na minha vida alcan\u00e7ar a bondade ainda \u00e9 mais desejo do que propriamente realiza\u00e7\u00e3o. Contudo, as m\u00faltiplas manifesta\u00e7\u00f5es de apre\u00e7o e as incont\u00e1veis preces em meu favor, se deram n\u00e3o por meus m\u00e9ritos, mas porque quem por mim rezou ofereceu a si mesmo, ainda que n\u00e3o tivesse prestado aten\u00e7\u00e3o nisso, a oportunidade de fazer a experi\u00eancia de olhar o mundo com os olhos de Deus. Quisera que esta experi\u00eancia transformadora pudesse ser repetida nas mais diferentes situa\u00e7\u00f5es da vida das pessoas. Diante da frustra\u00e7\u00e3o, da decep\u00e7\u00e3o, frente aos medos, \u00e0 inseguran\u00e7a, sob o impacto de uma discuss\u00e3o na ambiente familiar e profissional, o jeito de enxergar estritamente humano pode gerar paralisia, raiva, des\u00e2nimo e tristeza. Entretanto, quando a luz do olhar do Senhor \u00e9 acolhida, ent\u00e3o a d\u00favida se desfaz e, por mais dif\u00edceis que sejam as respostas, temos a coragem suficiente para constru\u00ed-las.<\/p>\n<p><strong>Com a marca da bondade e do cuidado<\/strong><\/p>\n<p>Durante a interna\u00e7\u00e3o fui premiado pela bondade. Bondade at\u00e9 na defini\u00e7\u00e3o das minhas atitudes enquanto paciente. Algumas pessoas puderam ver resili\u00eancia ou notar paci\u00eancia. Ouvi at\u00e9 que era forte, sereno, tranquilo, de f\u00e1cil trato. Na verdade nem precisavam enfileirar virtudes que, ali\u00e1s, nem as tenho, mas sigo almejando-as. Naqueles dias no hospital simplesmente, decidi confiar. Se a nutri\u00e7\u00e3o indicava uma comida ou um suplemento, a mim cabia ingeri-los. Se o t\u00e9cnico da radiologia pedia ficasse em determinada posi\u00e7\u00e3o, a mim cabia obedecer e esperar que ao ser revelada a imagem indicasse que os pulm\u00f5es estavam respondendo ao tratamento. Se algu\u00e9m do laborat\u00f3rio vinha recolher atrav\u00e9s de dolorosa agulhada o sangue arterial, a mim cabia n\u00e3o esconder os pulsos. Foi assim, estabelecendo com m\u00e9dicos, enfermeiros, fisioterapeutas, agentes da limpeza e demais pessoas envolvidas com o dia a dia do hospital, um relacionamento baseado na confian\u00e7a que pude transmitir aquilo que viam em mim. Na verdade, era apenas reflexo daquilo que recebia. Quanta humanidade. Quanto respeito. Afirmo com gratid\u00e3o, recebi muita paci\u00eancia, serenidade, tranquilidade, bem-querer e cuidado. Senti-me gente sendo cuidado por gente, me senti irm\u00e3o sendo cuidado por irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Em todo o tempo em que estive no hospital n\u00e3o fui assaltado pelo sentimento de solid\u00e3o. O sentimento de pertencimento \u00e0 mesma fam\u00edlia, a certeza de que todos estavam no mesmo barco e a busca pela cura n\u00e3o era uma luta solit\u00e1ria ficou evidente em diversas situa\u00e7\u00f5es. Na manh\u00e3 que o m\u00e9dico respons\u00e1vel pela UTI abriu a porta de vidro que separava meu box dos demais e anunciou o fim do isolamento era evidente o seu contentamento, minha conquista era a conquista dele tamb\u00e9m. O respons\u00e1vel pelo recolhimento dos res\u00edduos do expurgo sempre lan\u00e7ava na minha dire\u00e7\u00e3o um olhar de incentivo e com a m\u00e3o fazia um gesto de positivo, minha luta era dele tamb\u00e9m. Os progressos a cada sess\u00e3o de fisioterapia com utiliza\u00e7\u00e3o de VNI (Ventila\u00e7\u00e3o N\u00e3o Invasiva) eram celebrados porque, ainda que os alv\u00e9olos a serem recuperados fossem os meus, respirar livremente \u00e9 um desejo de todos.<\/p>\n<p>Foram experi\u00eancias como essas, entre tantas outras, que motivaram a celebra\u00e7\u00e3o da sa\u00edda da UTI. Carregando uma placa, a modo de certificado ou diploma que anunciava a vit\u00f3ria sobre o v\u00edrus, empurrado numa cadeira de rodas e ainda ligado a um cilindro de oxig\u00eanio, passei por um corredor de aplausos e sorrisos. Embora parecessem por mim e para mim as palmas e a alegria eram dirigidas a todos os que se dedicam a cuidar da vida na luta renhida do dia a dia dos hospitais e postos de sa\u00fade. Verdadeira Eucaristia; nela os dons apresentados pelo sacerdote, ainda que elevados por suas m\u00e3os, n\u00e3o pertencem exclusivamente a ele e s\u00e3o, como diz a ora\u00e7\u00e3o, frutos da generosidade da M\u00e3e Terra e do labor e suor de todos os seres humanos; verdadeira comunh\u00e3o. Comunh\u00e3o de vida expressa nos aplausos e sorrisos que celebravam a cura e eram tamb\u00e9m refrig\u00e9rio e alento para a alma dos que, apesar do esfor\u00e7o e empenho em jornadas exaustivas, nem sempre obt\u00eam \u00eaxito na luta contra esta doen\u00e7a que ceifou a vida de milh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo.<\/p>\n<p><strong>Compromisso<\/strong><\/p>\n<p>No dia 21 de abril, quando deixei o hospital, os jornais anunciavam que o Brasil contava com a triste marca de 380 mil mortos por COVID 19 desde o in\u00edcio da Pandemia. Ao terminar este relato (09\/05), apenas duas semanas depois, os \u00f3bitos j\u00e1 superam 420 mil. Vidas interrompidas, hist\u00f3rias abreviadas, aus\u00eancia e dor.<\/p>\n<p>A imuniza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com a aplica\u00e7\u00e3o das vacinas tem oferecido um pouco mais de seguran\u00e7a e gerado expectativas quanto ao estabelecimento de comportamentos adaptados \u00e0 exigente situa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria que se imp\u00f4s. Mesmo assim, sabemos que a travessia deste deserto ser\u00e1 longa.<\/p>\n<p>Nesta trajet\u00f3ria devemos buscar a cura. A cura n\u00e3o s\u00f3 desta doen\u00e7a t\u00e3o devastadora. A cura para todos os outros danos que a Pandemia tem causado ou, simplesmente, tem trazido \u00e0 luz. Para combater o novo coronav\u00edrus haver\u00e1 vacina, continuaremos a usar m\u00e1scaras, higienizar as m\u00e3os e evitar aglomera\u00e7\u00f5es. Para curar nossa humanidade doente deveremos lan\u00e7ar m\u00e3o de outros recursos.<\/p>\n<p>A intoler\u00e2ncia, a impaci\u00eancia, o desprezo pela dor alheia, a intransig\u00eancia na defesa dos pr\u00f3prios conceitos, a autoreferencialidade, o narcisismo intelectual entorpeceram os relacionamentos interpessoais e, sobretudo, dificultaram a defini\u00e7\u00e3o de protocolos para o enfrentamento da Pandemia. Isso se deu entre as autoridades constitu\u00eddas e tamb\u00e9m no universo das fam\u00edlias e at\u00e9 nas Comunidades de f\u00e9. Quando o que se exigia de n\u00f3s era unidade, a dissen\u00e7\u00e3o tomou conta. Na urg\u00eancia do entendimento e acolhida, reinou a incompreens\u00e3o e desrespeito. A empatia e o cuidado foram trocados pelo desd\u00e9m e pelo negacionismo.<\/p>\n<p>Estamos todos doentes. A humanidade est\u00e1 ferida. A terra inteira padece dessa enfermidade. Antes de chorar o cen\u00e1rio t\u00e3o desolador, importa saber se \u00e9 forte a doen\u00e7a, mais forte ainda dever\u00e1 ser o desejo de sarar. A pandemia n\u00e3o dever\u00e1 ser apenas o momento da dor e da morte. Para al\u00e9m de uma crise sanit\u00e1ria, para al\u00e9m de uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica de dimens\u00f5es universais, o tempo que estamos vivendo dever\u00e1 ser um tempo de purifica\u00e7\u00e3o. \u00a0Purifica\u00e7\u00e3o do modelo de distribui\u00e7\u00e3o de riquezas e promo\u00e7\u00e3o da igualdade entre os povos. Purifica\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas que possam incluir o pobre e torn\u00e1-lo protagonista nas pe\u00e7as or\u00e7ament\u00e1rias das na\u00e7\u00f5es. Purifica\u00e7\u00e3o da maneira de cuidar da terra, nossa m\u00e3e, com rever\u00eancia e respeito. Purifica\u00e7\u00e3o dos nossos relacionamentos interpessoais, que tenham gosto de ternura, de afeto, de compaix\u00e3o.<\/p>\n<p>A bondade do Senhor vai nos conceder prote\u00e7\u00e3o e sa\u00fade este \u00e9 nosso pedido e nossa confian\u00e7a. A miseric\u00f3rdia do Pai vai nos levar a ser mais irm\u00e3o, mais irm\u00e3, este \u00e9 nosso compromisso.<\/p>\n<p>Obrigado a todos que vivenciaram comigo esses dias de ressurrei\u00e7\u00e3o. Gratid\u00e3o aos quais tenho a gra\u00e7a e o privil\u00e9gio de chamar de irm\u00e3os e irm\u00e3s.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Fonte: Site Convento da Penha (https:\/\/conventodapenha.org.br\/)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depoimento<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":232091,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[1856],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>&quot;Eu venci a Covid&quot;: testemunho do Frei Paulo Roberto Pereira - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/eu-venci-a-covid-testemunho-do-frei-paulo-roberto-pereira.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"&quot;Eu venci a Covid&quot;: testemunho do Frei Paulo Roberto Pereira - 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