{"id":232017,"date":"2021-05-14T07:42:14","date_gmt":"2021-05-14T10:42:14","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=232017"},"modified":"2021-05-14T07:42:14","modified_gmt":"2021-05-14T10:42:14","slug":"william-pereira-fala-sobre-os-os-sete-pecados-capitais-a-luz-da-psicanalise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/william-pereira-fala-sobre-os-os-sete-pecados-capitais-a-luz-da-psicanalise.html","title":{"rendered":"William Pereira fala sobre os &#8220;Os Sete pecados capitais \u00e0 luz da psican\u00e1lise&#8221;"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_232018\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-232018\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-232018 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/william_01.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"482\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/william_01.jpg 600w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/william_01-450x362.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/william_01-150x121.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><p id=\"caption-attachment-232018\" class=\"wp-caption-text\"><em>Imagem: Arquivo Pessoal<\/em><\/p><\/div>\n<p><em>O autor de &#8220;Os Sete pecados capitais \u00e0 luz da psican\u00e1lise&#8221;, William Cesar Castilho Pereira \u00e9 o entrevistado de Frei Gustavo Medella no programa &#8220;Manh\u00e3 Franciscana&#8221; e, nesta conversa, ele aborda o tema do pecado, da culpa, do sofrimento mental, da rela\u00e7\u00e3o confession\u00e1rio e consult\u00f3rio. &#8220;O pecado n\u00e3o \u00e9 pessoal nem tampouco social. O pecado \u00e9, na verdade, uma ofensa a Deus porque este outro \u00e9 imagem e semelhan\u00e7a de Deus&#8221;, diz ele.\u00a0\u00a0 <\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><em>Mineiro, William estudou Psicologia e \u00e9 doutor pela UFRJ. Psic\u00f3logo cl\u00ednico, atuou por v\u00e1rias d\u00e9cadas como professor da PUC-Minas. Foi docente da Faculdade dos Jesu\u00edtas (Faje) e assessor em trabalhos comunit\u00e1rios e analista institucional, assessor da Arquidiocese de Belo Horizonte e do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), em Bogot\u00e1, Col\u00f4mbia. <\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><em>Al\u00e9m deste lan\u00e7amento, \u00e9 autor dos seguintes livres pela Editora Vozes: &#8220;Din\u00e2mica de grupos populares&#8221;, &#8220;Uma escola no fundo do quintal&#8221;, &#8220;Associa\u00e7\u00e3o de pais e mestres&#8221;, &#8220;Nas trilhas do trabalho comunit\u00e1rio e social: teoria, m\u00e9todo e pr\u00e1tica&#8221;, &#8220;Forma\u00e7\u00e3o religiosa em quest\u00e3o e Sofrimento ps\u00edquico dos presb\u00edteros: dor institucional&#8221;. Pela Editora Imago, escreveu: &#8220;O adoecer ps\u00edquico do subproletariado&#8221;, e pela Editora Lutador: &#8220;An\u00e1lise institucional na vida religiosa consagrada&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><strong><em>Aproveite a oportunidade de conhecer mais sobre o tema na Live com o autor da Editora Vozes, no dia 19 de maio, \u00e0s 19h30, pelo canal do youtube.com\/editoravozes.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><strong>Acompanhe a entrevista<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Gustavo &#8211; Gostaria de pedir a voc\u00ea, primeiro, que nos ajudasse a entender a diferen\u00e7a que existe entre aquilo que chamamos de doen\u00e7a ps\u00edquica e o sofrimento mental.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>William<\/strong> &#8211; A doen\u00e7a mental e o conceito de sofrimento ps\u00edquico s\u00e3o concep\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, refer\u00eancias que tentam explicar a dor da incompletude do ser humano. Todos os dois conceitos, um da psiquiatria, a doen\u00e7a mental, e o segundo, o sofrimento ps\u00edquico, mais da \u00e1rea da psicologia, da psican\u00e1lise, falam que o ser humano \u00e9 constitu\u00eddo de uma falta, de um vazio. E nesse vazio, nessa falta, aparecem sintomas tanto f\u00edsicos, neurol\u00f3gicos como psicossocial. E uma vertente, que \u00e9 a psiquiatria, construiu uma forma de lidar com essa dor, vamos dizer assim. E a psicologia e a psican\u00e1lise constru\u00edram uma outra refer\u00eancia te\u00f3rica para entender essa dor que o ser humano carrega. A gente poderia cham\u00e1-la, essa dor, de ang\u00fastia ou de tristeza, como Ev\u00e1grio, o monge do deserto, cunhou pela primeira vez, ou a melancolia. Tudo isso s\u00e3o sin\u00f4nimos que perpassam at\u00e9 chegar a entender um pouco essa dor, essa ang\u00fastia. Ent\u00e3o, a doen\u00e7a mental, ela, como eu disse apoiada pela psiquiatria, vai construir diagn\u00f3sticos e as altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas, como por exemplo, a mudan\u00e7a de humor e quadros de melancolia, etc. J\u00e1 a concep\u00e7\u00e3o de sofrimento ps\u00edquico est\u00e1 vinculada mais fortemente a essa ang\u00fastia, essa falta. Vai caminhar na dire\u00e7\u00e3o de dar a esse sujeito um espa\u00e7o da fala e \u00e9 por isso que os consult\u00f3rios ps\u00edquicos ou psicanal\u00edticos s\u00e3o lugares de voc\u00ea falar dessa sua dor, n\u00e3o tanto de buscar um diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p><strong>E de que forma o conceito de doen\u00e7a ps\u00edquica, tamb\u00e9m o conceito de sofrimento mental, eles est\u00e3o ligados com a ideia dos pecados capitais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>William<\/strong> &#8211; Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, a ideia de doen\u00e7a mental ou de sofrimento ps\u00edquico \u00e9 uma abordagem da modernidade, que foi buscar l\u00e1 em 500 e pouco, depois de Cristo, quando um monge do deserto, eremita, Ev\u00e1grio do Ponto, cunhou pela primeira vez estes oito sofrimentos que invadiam a alma humana no momento em que essas pessoas buscavam profundamente uma experi\u00eancia de Deus. Ent\u00e3o, o Ev\u00e1grio percebeu, tanto dentro dele como dos colegas monges, essa inquietude, essa dor, esse sofrimento, produzido exatamente por esse vazio. Mais tarde, o Papa Greg\u00f3rio Magno retoma as ideias de Ev\u00e1grio e transforma esses oito pecados em sete. Eu diria que toda a Idade M\u00e9dia, a Igreja conviveu com essa escuta dos penitentes que procuravam um consolo, uma ajuda, mas a psiquiatria e a psicologia acabaram roubando essa chave de leitura e racionalizando essa experi\u00eancia de f\u00e9 num grupo de diagn\u00f3sticos que a gente chama de CID, que \u00e9 o C\u00f3digo Internacional de Doen\u00e7as Mentais ou mesmo nas patologias que a psicologia e a psican\u00e1lise constru\u00edram. S\u00f3 a t\u00edtulo de exemplo, a vaidade hoje n\u00f3s chamamos isso de dist\u00farbio narcisista. A avareza, que \u00e9 uma quest\u00e3o do dinheiro, n\u00e3o deixa de ser a atitude de um neur\u00f3tico obsessivo como um ex\u00edmio colecionador de objetos e de dinheiro visando a posse compulsiva para n\u00e3o ter que lidar com esse vazio e essa ang\u00fastia. Ent\u00e3o, \u00e9 muito curioso essa associa\u00e7\u00e3o dos sete pecados capitais com aquilo que a psiquiatria criou no s\u00e9culo 19, e depois no s\u00e9culo 20, e, sobretudo, a psicologia e a psican\u00e1lise com Freud. Eu diria que o pecado \u00e9 o primeiro conceito que a gente poderia entender, escrito, repassado historicamente, que invade o mundo da arte: as pinturas, a arquitetura; invade tamb\u00e9m outras profiss\u00f5es: o direito, os meios de comunica\u00e7\u00e3o, a educa\u00e7\u00e3o na sala de aula, os professores falam de c\u00f3digos morais. Ent\u00e3o, a Igreja deu \u00e0 luz, vamos dizer assim, a esses grandes elementos que traduzem a dor da nossa alma.<\/p>\n<p><strong>E no seu livro, voc\u00ea reflete sobre a rela\u00e7\u00e3o entre consult\u00f3rio e o confession\u00e1rio. Qual seria o papel de cada um deles, enquanto um lugar de promo\u00e7\u00e3o ou de facilita\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio humano?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>William &#8211;<\/strong> S\u00e3o dois lugares. Um \u00e9 muito antigo, de s\u00e9culos, que \u00e9 o confession\u00e1rio. O consult\u00f3rio \u00e9 muito recente, n\u00e3o tem talvez um s\u00e9culo e esses dois espa\u00e7os s\u00e3o espa\u00e7os muito singulares, onde o ser humano procura, primeiramente ser escutado, acolhido. Pode ser que a motiva\u00e7\u00e3o primeira seja a culpa como um perigo de ser abandonado pelo outro diante de sua falha. A culpa, na verdade, \u00e9 uma experi\u00eancia poss\u00edvel de abandono. Ent\u00e3o, ir a um confession\u00e1rio talvez seja um gesto de reconciliar essa ang\u00fastia e esse medo do abandono, tanto de Deus como do outro. Eu diria que tamb\u00e9m no consult\u00f3rio psicanal\u00edtico, a pessoa \u00e9 levada por essa motiva\u00e7\u00e3o de reconcilia\u00e7\u00e3o de si, devido a uma falha, a uma queda, frente a uma idealiza\u00e7\u00e3o que ele tra\u00e7ou na vida e depois desse al\u00edvio, provavelmente, o consult\u00f3rio psicanal\u00edtico seria uma maneira de entrar mais fundo na sua hist\u00f3ria da inf\u00e2ncia, da pr\u00e9-adolesc\u00eancia, para compreender esses deslizes e esses trope\u00e7os e essas buscas de gozo. O que eu chamo de gozo? Seria uma forma que o ser humano tem de transgredir, de passar por cima de certos limites. Ent\u00e3o, tanto o pecado n\u00e3o deixa de ser uma busca de gozo como tamb\u00e9m no consult\u00f3rio psicanal\u00edtico o sujeito vai rever as suas formas de gozo. Ora, a vida seria muito sem gra\u00e7a se n\u00e3o tivesse pecado, se n\u00e3o tivesse essas experi\u00eancias de gozo. Mas, provavelmente, o sujeito, cada vez mais falando da sua hist\u00f3ria, ele se responsabiliza mais, ele n\u00e3o sente motivado por raz\u00f5es muito inconscientes, involunt\u00e1rias, que trazem inclusive puni\u00e7\u00f5es, autoagress\u00f5es. Provavelmente um sujeito analisado, ou um sujeito reconciliado com Deus. O pecado ou a falha \u00e9 uma falha mais suave e mais respons\u00e1vel, e n\u00e3o tanto aflitiva e t\u00e3o angustiante.<\/p>\n<p><strong>Que rela\u00e7\u00e3o n\u00f3s podemos fazer entre pecado e desejo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>William &#8211;<\/strong> Essa pergunta \u00e9 muito importante, porque o pecado seria, em outras palavras, o limite, a lei. E n\u00e3o h\u00e1 desejo sem lei. E nem lei sem desejo. Ent\u00e3o, nesse sentido, a sociedade criou pelo menos duas formas do sujeito lidar com a lei e com o desejo, com o pecado e o desejo. Uma \u00e9 a experi\u00eancia de sentimento de culpa, que desde pequenininho as crian\u00e7as, os jovens, pr\u00e9-adolescentes, recebem uma carga muito grande, moralista, muito r\u00edgida, muito idealizada, que incute dentro de n\u00f3s um forte sentimento de culpa, como disse anteriormente, o sentimento de culpa \u00e9 o medo de ser abandonado pelo pai, pela m\u00e3e. E isso muito antipedag\u00f3gico, n\u00e3o \u00e9 uma boa catequese, foi transferida para a vida religiosa, para o catolicismo e o protestantismo cl\u00e1ssico. Pecar seria uma ofensa a Deus e consequentemente um sentimento de abandono, de desola\u00e7\u00e3o muito forte. E, obviamente, que n\u00f3s acabamos associando figuras de pais e m\u00e3es desp\u00f3ticos, autorit\u00e1rios, \u00e0 figura de Deus. Isso n\u00e3o \u00e9 muito correto para uma boa espiritualidade. O outro conceito \u00e9 consci\u00eancia de culpa, que \u00e9 diferente de sentimento de culpa. A consci\u00eancia de culpa s\u00e3o limites que eu tenho que absorver livremente enquanto crist\u00e3o, enquanto cidad\u00e3o em respeito ao outro. Ent\u00e3o, na verdade, quem inventou a alteridade foi Jesus Cristo quando ele disse: amar\u00e1s o seu pr\u00f3ximo como a si mesmo. Ent\u00e3o, esse limite de amar a si mesmo e ao outro, quando transgrido, eu estou infringindo dentro um c\u00f3digo de leis que regem a sociedade, no nosso caso, a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 e que a Igreja est\u00e1 alinhada a isso. Quando eu desrespeito uma fila de vacina\u00e7\u00e3o porque eu sou rico, eu estou cometendo um ato que nega o outro. Que \u00e9 at\u00e9 oportuno falar nesse momento da pandemia que o SUS trouxe uma simetria, certa igualdade entre as pessoas. Ent\u00e3o, quando eu desrespeito isso, eu estou realmente cometendo um ato que eu teria internalizado como consci\u00eancia de culpa. Que \u00e9 diferente de sentimento de culpa, que s\u00e3o os escr\u00fapulos, o excesso muito moralista de autopuni\u00e7\u00e3o, de at\u00e9, inclusive, maltratar o pr\u00f3prio corpo. E isso \u00e9 uma doen\u00e7a ps\u00edquica, enquanto que o outro n\u00e3o, \u00e9 uma atitude livre de cidadania. Por isso que \u00e9 importante, quem convive socialmente, lidar com a lei e o desejo.<\/p>\n<p><strong>E o pecado \u00e9 algo que diz respeito apenas \u00e0 individualidade de cada pessoa, ou existe tamb\u00e9m, quando falamos em pecado, um elemento social tamb\u00e9m a\u00ed? <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>William<\/strong> &#8211; Eu sou psic\u00f3logo, n\u00e3o sou te\u00f3logo, mas acho completamente equivocado a gente entender que existe um pecado individual, pessoal, e um pecado social. O pecado n\u00e3o \u00e9 individual e nem social. O pecado \u00e9 uma transgress\u00e3o a si mesmo e ao outro. E por que o cristianismo desenhou isso de uma forma magistral quando v\u00e1rios trechos do Evangelho e da carta de S\u00e3o Jo\u00e3o disse que tudo que a gente fizer ao outro, n\u00f3s estamos ofendendo a Deus? Ent\u00e3o, o pecado n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o pessoal e nem tampouco social. Ela \u00e9 fundamentalmente um ato contra o outro. Ou seja, um ato contra os princ\u00edpios b\u00e1sicos de cidadania, dos direitos humanos, sociais, pol\u00edticos e ambientais. Algu\u00e9m pode dizer assim: &#8220;O William est\u00e1 ideologizando o pecado&#8221;. N\u00e3o. Eu estou indo exatamente na fonte do Evangelho, quando est\u00e1 clar\u00edssimo que o outro \u00e9 imagem e semelhan\u00e7a de Deus. Ent\u00e3o, n\u00e3o existe nenhuma outra concep\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja essa. O pecado n\u00e3o \u00e9 pessoal nem tampouco social. O pecado \u00e9, na verdade, uma ofensa a Deus porque este outro \u00e9 imagem e semelhan\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p><strong>Eu gostaria de saber, William, hoje em dia se diz muito que a sociedade n\u00e3o tem mais o sentido do pecado, que teria perdido o significado do pecado. Voc\u00ea concorda com essa afirma\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>William &#8211;<\/strong> De maneira nenhuma. O pecado est\u00e1 cada vez mais em evid\u00eancia. \u00c9 l\u00f3gico, como eu disse, n\u00f3s diminu\u00edmos gradativamente a frequ\u00eancia a um confession\u00e1rio, mas n\u00f3s migramos todas as nossas dificuldades e nossas falhas para um gabinete de advogado. Talvez, no confession\u00e1rio tratava uma d\u00edvida subjetiva na forma de uma culpa. E hoje, no gabinete de um advogado, eu tenho de pagar somas enormes de dinheiro. Ent\u00e3o, na verdade, o pecado virou uma moeda em que voc\u00ea paga caro, n\u00e3o s\u00f3 em um gabinete de um advogado como num consult\u00f3rio m\u00e9dico atrav\u00e9s de v\u00e1rias formata\u00e7\u00f5es: enxaquecas, gastrite, dores de coluna, etc. Ent\u00e3o, n\u00f3s migramos do confession\u00e1rio para diversas \u00e1reas profissionais que a modernidade inventou e criou. Tanto a \u00e1rea do Direito, como da Medicina, da Psiquiatria, da Psicologia, da educa\u00e7\u00e3o etc. E hoje o pecado tem uma outra conota\u00e7\u00e3o, tem uma outra roupa. A gente poderia dizer aqui que ele est\u00e1 travestido. Primeiro, de uma forma hiperindividualizada. Voc\u00ea \u00e9 \u00fanico culpado de tudo. As institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o pesam mais. Mas que \u00e9 uma premissa falsa. E segundo hoje, o pecado vem revestido de uma nega\u00e7\u00e3o. Eu nego que estou fazendo alguma coisa errada, que \u00e9 muito pior do que na Idade M\u00e9dia que eu tinha consci\u00eancia que estava fazendo alguma coisa errada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com William Cesar Castilho Pereira<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":232019,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[758,1],"tags":[1852],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>William Pereira fala sobre os &quot;Os Sete pecados capitais \u00e0 luz da psican\u00e1lise&quot; - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/william-pereira-fala-sobre-os-os-sete-pecados-capitais-a-luz-da-psicanalise.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"William Pereira fala sobre os &quot;Os Sete pecados capitais \u00e0 luz da psican\u00e1lise&quot; - 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