{"id":228881,"date":"2020-10-22T07:44:15","date_gmt":"2020-10-22T10:44:15","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=228881"},"modified":"2020-10-22T07:45:22","modified_gmt":"2020-10-22T10:45:22","slug":"papa-so-o-amor-e-o-caminho-para-a-plena-comunhao-entre-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/papa-so-o-amor-e-o-caminho-para-a-plena-comunhao-entre-nos.html","title":{"rendered":"Papa: s\u00f3 o amor \u00e9 o caminho para a plena comunh\u00e3o entre n\u00f3s"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_228882\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-228882\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-228882 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_2210.jpg\" alt=\"\" width=\"890\" height=\"592\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_2210.jpg 890w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_2210-450x299.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_2210-768x511.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_2210-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 890px) 100vw, 890px\" \/><p id=\"caption-attachment-228882\" class=\"wp-caption-text\"><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Imagens: Vatican Media<\/em><\/p><\/div>\n<p>\u201cRezar juntos \u00e9 uma d\u00e1diva.\u201d Assim, o Papa Francisco iniciou sua homilia no encontro de Ora\u00e7\u00e3o pela Paz no Esp\u00edrito de Assis, na Bas\u00edlica de Santa Maria em Aracoeli, em Roma, na tarde desta ter\u00e7a-feira (20\/10), a fim de recordar o encontro convocado por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, em 1986, em Assis. A iniciativa foi promovida pela Comunidade de Santo Eg\u00eddio.<\/p>\n<p>O Pont\u00edfice agradeceu, em particular, a presen\u00e7a do Patriarca Ecum\u00eanico de Constantinopla, Bartolomeu I, e do presidente do Conselho da Igreja Evang\u00e9lica na Alemanha, Heinrich Bedford-Strohm.<\/p>\n<p><strong>Tenta\u00e7\u00e3o de pensar s\u00f3 em se defender<\/strong><br \/>\nEm sua homilia, o Papa recordou o trecho da Paix\u00e3o do Senhor. Enquanto Jesus vive o momento mais elevado da dor e do amor, muitos, sem piedade, lhe diziam: \u201cSalve-se a si mesmo!\u201d \u201cTrata-se duma tenta\u00e7\u00e3o crucial que amea\u00e7a a todos, mesmo a n\u00f3s crist\u00e3os: a tenta\u00e7\u00e3o de pensar s\u00f3 em se defender ou ao pr\u00f3prio grupo, pensar apenas nos pr\u00f3prios problemas e interesses, quando tudo mais n\u00e3o importa. \u00c9 um instinto muito humano, mas mau, e constitui o \u00faltimo desafio a Deus crucificado\u201d, frisou o Papa.<\/p>\n<p>\u201cSalve-se a si mesmo!\u201d Os primeiros a diz\u00ea-lo s\u00e3o \u00abos que passavam\u00bb. Eram pessoas comuns, que ouviram Jesus falar e fazer prod\u00edgios. Agora lhe dizem : \u00abSalve-se a si mesmo, descendo da cruz\u00bb. \u201cN\u00e3o tinham compaix\u00e3o, mas desejo de milagres, de o ver descer da cruz\u201d, disse Francisco, acrescentando: Talvez n\u00f3s tamb\u00e9m preferimos \u00e0s vezes um deus espetacular em vez de compassivo, um deus poderoso aos olhos do mundo, que se imp\u00f5e pela for\u00e7a e dispersa quantos nos querem mal. Mas este n\u00e3o \u00e9 Deus; \u00e9 o nosso eu. Quantas vezes queremos um deus \u00e0 nossa medida, em vez de nos configurarmos \u00e0 medida de Deus; um deus como n\u00f3s, em vez de nos tornarmos como Ele! Mas, desta forma, preferimos o culto do eu \u00e0 adora\u00e7\u00e3o de Deus. \u00c9 um culto que cresce e se alimenta mediante a indiferen\u00e7a para com o outro. De fato, \u00e0queles que passavam, s\u00f3 lhes interessava Jesus para satisfazer os seus desejos. Mas assim reduzido a um desperd\u00edcio na cruz, j\u00e1 n\u00e3o lhes interessava. Estava diante dos seus olhos, mas longe do seu cora\u00e7\u00e3o. A indiferen\u00e7a os mantinha longe do verdadeiro rosto de Deus.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o descarregar o mal sobre os outros<\/strong><br \/>\nOs segundos a dizerem \u201cSalve-se a si mesmo\u201d s\u00e3o os pr\u00edncipes dos sacerdotes e os escribas. \u201cForam os mesmos que condenaram Jesus, porque representava um perigo para eles. \u201cMas todos somos especialistas em colocar os outros na cruz, contanto que nos salvemos a n\u00f3s mesmos. Pelo contr\u00e1rio, Jesus deixa-se crucificar, para nos ensinar a n\u00e3o descarregar o mal sobre os outros.\u201d<\/p>\n<p>Aqueles l\u00edderes religiosos tomavam os outros como motivo para o acusar: \u00abSalvou os outros, mas n\u00e3o pode salvar-se a si mesmo!\u00bb. Conheciam Jesus, lembravam-se das curas e liberta\u00e7\u00f5es por Ele realizadas e fazem uma dedu\u00e7\u00e3o maliciosa: insinuam que salvar, socorrer os outros n\u00e3o traz bem algum; Ele que tanto se prodigalizou pelos outros, perde-se a si mesmo! A acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em tom de esc\u00e1rnio e serve-se de termos religiosos, usando duas vezes o verbo salvar. Mas o \u00abevangelho\u00bb do salve-se a si mesmo n\u00e3o \u00e9 o Evangelho da salva\u00e7\u00e3o. Antes, \u00e9 o evangelho ap\u00f3crifo mais falso, que coloca as cruzes nos ombros dos outros. O Evangelho verdadeiro assume as cruzes dos outros.\u201d<\/p>\n<p><strong>Pensar apenas em si mesmo \u00e9 o pai de todos os males<\/strong><br \/>\n\u201cSalve-se a si mesmo\u201d. At\u00e9 mesmo aqueles que foram crucificados com Jesus se unem ao ambiente de desafio contra Ele&#8221;, disse. \u201cComo \u00e9 f\u00e1cil criticar, falar contra, ver o mal nos outros e n\u00e3o em n\u00f3s mesmos, chegando-se ao ponto de descarregar as culpas sobre os mais fracos e marginalizados!\u201d<\/p>\n<p>&#8220;Mas, por que motivo aqueles crucificados atacam Jesus? Procuram Jesus somente para resolver os problemas deles\u201d, disse o Papa.<\/p>\n<p>Mas Deus vem n\u00e3o tanto para nos livrar dos problemas, que sempre reaparecem, como sobretudo para nos salvar do verdadeiro problema: a falta de amor. Esta \u00e9 a causa profunda dos nossos males pessoais, sociais, internacionais, ambientais. Pensar apenas em si mesmo \u00e9 o pai de todos os males. Mas um dos malfeitores p\u00f5e-se a observar Jesus, admirando, n\u2019Ele, a amorosa mansid\u00e3o. E obt\u00e9m o Para\u00edso, fazendo apenas uma coisa: deslocando a aten\u00e7\u00e3o de si mesmo para Jesus, de si mesmo para Quem estava ao seu lado.<\/p>\n<p><strong>Da cruz, brotou o perd\u00e3o, renasceu a fraternidade<\/strong><br \/>\nSegundo o Papa, \u201cno Calv\u00e1rio aconteceu o grande duelo entre Deus que veio nos salvar e o homem que quer salvar-se a si mesmo, entre a f\u00e9 em Deus e o culto do eu, entre o homem que acusa e Deus que desculpa. E chegou a vit\u00f3ria de Deus; a sua miseric\u00f3rdia desceu sobre o mundo. Da cruz, brotou o perd\u00e3o, renasceu a fraternidade: \u00abA cruz nos torna irm\u00e3os\u00bb. Os bra\u00e7os de Jesus, abertos na cruz, assinalam uma mudan\u00e7a radical, porque Deus n\u00e3o aponta o dedo contra ningu\u00e9m, mas abra\u00e7a a cada um. Pois s\u00f3 o amor apaga o \u00f3dio, s\u00f3 o amor vence completamente a injusti\u00e7a. S\u00f3 o amor d\u00e1 espa\u00e7o ao outro. S\u00f3 o amor \u00e9 o caminho para a plena comunh\u00e3o entre n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>Francisco concluiu, convidando todos a pedirem \u201ca Deus crucificado a gra\u00e7a de sermos mais unidos, mais fraternos. Quando nos sentirmos tentados a seguir as l\u00f3gicas do mundo, recordemos as palavras de Jesus: \u00abQuem quiser salvar a sua vida, h\u00e1 de perd\u00ea-la; mas, quem perder a sua vida por causa de Mim e do Evangelho, h\u00e1 de salv\u00e1-la\u00bb. Quanto mais estivermos agarrados ao Senhor Jesus, tanto mais seremos abertos e \u00abuniversais\u00bb, porque nos sentiremos respons\u00e1veis pelos outros\u201d.<\/p>\n<p><em>Fonte: Vatican News (texto de Mariangela Jaguraba)<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-228884 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_02.jpg\" alt=\"\" width=\"890\" height=\"593\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_02.jpg 890w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_02-450x300.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_02-768x512.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_02-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 890px) 100vw, 890px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #663300; font-size: large;\"><b><i><a name=\"HOMILIA\"><\/a>HOMILIA\u00a0DO PAPA FRANCISCO<br \/>\nDURANTE A ORA\u00c7\u00c3O DOS CRIST\u00c3OS<\/i><\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #663300;\"><i>Bas\u00edlica de<\/i><\/span><i><span style=\"color: #663300;\">\u00a0Aracoeli<\/span><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rezar juntos \u00e9 uma d\u00e1diva. Agrade\u00e7o e sa\u00fado afetuosamente a todos v\u00f3s, em particular a Sua Santidade meu irm\u00e3o Bartolomeu, o Patriarca Ecum\u00e9nico, e ao amado Bispo Heinrich, Presidente do Conselho da Igreja Evang\u00e9lica na Alemanha. Infelizmente, o Reverend\u00edssimo Arcebispo de Cantu\u00e1ria Justin n\u00e3o p\u00f4de vir por causa da pandemia.<\/p>\n<p>O trecho da Paix\u00e3o do Senhor, que escutamos, tem lugar pouco antes da morte de Jesus e fala da tenta\u00e7\u00e3o que se abate sobre Ele, exausto na cruz. Encontrando-Se no ponto mais alto do sofrimento e do amor, muitos, sem piedade, lan\u00e7am contra Ele o estribilho: \u00abSalva-Te a Ti mesmo!\u00bb (<i>Mc<\/i>\u00a015, 30). Trata-se duma tenta\u00e7\u00e3o crucial que amea\u00e7a a todos, mesmo a n\u00f3s crist\u00e3os: a tenta\u00e7\u00e3o de pensar s\u00f3 em defender-se a si mesmo ou ao pr\u00f3prio grupo, ter em mente apenas os pr\u00f3prios problemas e interesses, ao passo que tudo o mais n\u00e3o conta. \u00c9 um instinto muito humano, mas mau, e constitui o \u00faltimo desafio a Deus crucificado.<\/p>\n<p><i>Salva-Te a Ti mesmo<\/i>: os primeiros a diz\u00ea-lo s\u00e3o \u00abos que passavam\u00bb (15, 29). Eram pessoas comuns, que ouviram Jesus falar e fazer prod\u00edgios. Agora dizem-Lhe: \u00abSalva-Te a Ti mesmo, descendo da cruz\u00bb. N\u00e3o tinham compaix\u00e3o, mas desejo de milagres, de O ver descer da cruz. Talvez n\u00f3s tamb\u00e9m prefer\u00edssemos \u00e0s vezes um deus espetacular em vez de compassivo, um deus poderoso aos olhos do mundo, que se imp\u00f5e pela for\u00e7a e desbarata quantos nos querem mal. Mas este n\u00e3o \u00e9 Deus; \u00e9 o nosso eu. Quantas vezes queremos um deus \u00e0 nossa medida, em vez de nos configurarmos n\u00f3s \u00e0 medida de Deus; um deus como n\u00f3s, em vez de nos tornarmos n\u00f3s como Ele! Mas, desta forma, preferimos o culto do eu \u00e0 adora\u00e7\u00e3o de Deus. \u00c9 um culto que cresce e se alimenta mediante\u00a0<i>a indiferen\u00e7a para com o outro<\/i>. De facto, \u00e0queles que passavam, s\u00f3 lhes interessava Jesus para satisfazer os seus desejos. Mas assim reduzido a um desperd\u00edcio na cruz, j\u00e1 n\u00e3o lhes interessava. Estava diante dos seus olhos, mas longe do seu cora\u00e7\u00e3o. A indiferen\u00e7a mantinha-os longe do verdadeiro rosto de Deus.<\/p>\n<p><i>Salva-Te a Ti mesmo<\/i>: os segundos a lan\u00e7ar este estribilho, s\u00e3o os pr\u00edncipes dos sacerdotes e os escribas. Foram os mesmos que condenaram Jesus, porque representava um perigo para eles. Mas todos somos peritos em colocar os outros na cruz, contanto que nos salvemos a n\u00f3s mesmos. Pelo contr\u00e1rio, Jesus deixa-Se crucificar, para nos ensinar a n\u00e3o descarregar o mal sobre os outros. Aqueles l\u00edderes religiosos tomavam precisamente os outros como motivo para O acusar: \u00abSalvou\u00a0<i>os outros<\/i>, mas n\u00e3o pode salvar-Se a Si mesmo!\u00bb (15, 31). Conheciam Jesus, lembravam-se das curas e liberta\u00e7\u00f5es por Ele realizadas e fazem uma dedu\u00e7\u00e3o maliciosa: insinuam que salvar, socorrer os outros n\u00e3o traz bem algum; Ele que tanto Se prodigara pelos outros, perde-Se a Si mesmo! A acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em tom de esc\u00e1rnio e serve-se de termos religiosos, usando duas vezes o verbo\u00a0<i>salvar<\/i>. Mas o \u00abevangelho\u00bb do\u00a0<i>salva-te a ti mesmo<\/i>\u00a0n\u00e3o \u00e9 o Evangelho da salva\u00e7\u00e3o. Antes, \u00e9 o evangelho ap\u00f3crifo mais falso, que coloca as cruzes aos ombros dos outros. Ao contr\u00e1rio, o Evangelho verdadeiro assume as cruzes dos outros.<\/p>\n<p><i>Salva-Te a Ti mesmo<\/i>: por fim, tamb\u00e9m os crucificados com Jesus se associam ao ambiente de desafio contra Ele. Como \u00e9 f\u00e1cil criticar, falar contra, ver o mal nos outros e n\u00e3o em n\u00f3s mesmos, chegando-se ao ponto de descarregar as culpas sobre os mais fracos e marginalizados! Mas, por que motivo aqueles crucificados atacam Jesus? Porque n\u00e3o os tira da cruz. Dizem-Lhe: \u00abSalva-Te a Ti mesmo\u00a0<i>e a n\u00f3s tamb\u00e9m<\/i>\u00bb (<i>Lc<\/i>\u00a023, 39). Procuram Jesus somente para resolver os problemas deles. Mas Deus vem n\u00e3o tanto para nos livrar dos problemas, que sempre reaparecem, como sobretudo para nos salvar do verdadeiro problema: a falta de amor. Esta \u00e9 a causa profunda dos nossos males pessoais, sociais, internacionais, ambientais. Pensar apenas em si mesmo \u00e9 o pai de todos os males. Mas um dos malfeitores p\u00f5e-se a observar Jesus, admirando, n\u2019Ele, a amorosa mansid\u00e3o. E obt\u00e9m o Para\u00edso, fazendo apenas uma coisa: deslocando a aten\u00e7\u00e3o de si mesmo para Jesus, de si mesmo para Quem estava ao seu lado (cf. 23, 42).<\/p>\n<p>Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s, no Calv\u00e1rio, aconteceu o grande duelo entre Deus que veio salvar-nos e o homem que quer salvar-se a si mesmo, entre a f\u00e9 em Deus e o culto do eu, entre o homem que acusa e Deus que desculpa. E chegou a vit\u00f3ria de Deus; a sua miseric\u00f3rdia desceu sobre o mundo. Da cruz, brotou o perd\u00e3o, renasceu a fraternidade: \u00abA cruz torna-nos irm\u00e3os\u00bb (Bento XVI,\u00a0<i><a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/benedict-xvi\/pt\/speeches\/2008\/march\/documents\/hf_ben-xvi_spe_20080321_via-crucis-colosseo.html\">Alocu\u00e7\u00e3o no final da Via-Sacra<\/a><\/i>, 21\/III\/2008). Os bra\u00e7os de Jesus, abertos na cruz, assinalam uma mudan\u00e7a radical, porque Deus n\u00e3o aponta o dedo contra ningu\u00e9m, mas abra\u00e7a a cada um. Pois s\u00f3 o amor apaga o \u00f3dio, s\u00f3 o amor vence completamente a injusti\u00e7a. S\u00f3 o amor d\u00e1 espa\u00e7o ao outro. S\u00f3 o amor \u00e9 o caminho para a plena comunh\u00e3o entre n\u00f3s.<\/p>\n<p>Com os olhos postos em Deus crucificado, pe\u00e7amos-Lhe a gra\u00e7a de ser mais unidos, mais fraternos. E, quando nos sentirmos tentados a seguir as l\u00f3gicas do mundo, recordemos as palavras de Jesus: \u00abQuem quiser salvar a sua vida, h\u00e1 de perd\u00ea-la; mas, quem perder a sua vida por causa de Mim e do Evangelho, h\u00e1 de salv\u00e1-la\u00bb (<i>Mc<\/i>\u00a08, 35). Aquilo que, aos olhos do homem, \u00e9 uma perda, para n\u00f3s \u00e9 a salva\u00e7\u00e3o. Aprendamos do Senhor, que nos salvou esvaziando-Se (cf.\u00a0<i>Flp<\/i>\u00a02, 7),\u00a0<i>fazendo-Se outro<\/i>: de Deus fez-Se homem; de esp\u00edrito, carne; de rei, servo. E convida, tamb\u00e9m a n\u00f3s, a \u00abfazer-nos outros\u00bb, a ir ao encontro dos outros. Quanto mais estivermos agarrados ao Senhor Jesus, tanto mais seremos abertos e \u00abuniversais\u00bb, porque nos sentiremos respons\u00e1veis pelos outros. E o outro ser\u00e1 o caminho para nos salvarmos a n\u00f3s mesmos: cada um dos outros, cada ser humano, seja qual for a sua hist\u00f3ria e o seu credo, a come\u00e7ar pelos pobres, pelos mais parecidos com Cristo. O grande arcebispo de Constantinopla, S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo, escreveu que, \u00abse n\u00e3o tiv\u00e9ssemos os pobres, a nossa salva\u00e7\u00e3o estaria em grande parte arruinada\u00bb (<i>Sobre a II Carta aos Cor\u00edntios<\/i>, XVII, 2). Que o Senhor nos ajude a caminhar juntos pela senda da fraternidade, para sermos testemunhas cred\u00edveis do Deus vivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr size=\"1\" width=\"30%\" \/>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-228885 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_04.jpg\" alt=\"\" width=\"890\" height=\"593\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_04.jpg 890w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_04-450x300.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_04-768x512.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_04-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 890px) 100vw, 890px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #663300;\"><b><i><span style=\"font-size: large;\"><a name=\"DISCURSO\"><\/a>DISCURSO\u00a0DO PAPA FRANCISCO<\/span><\/i><\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #663300;\"><i>Pra\u00e7a do Capit\u00f3lio<\/i><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/i><\/p>\n<p>\u00c9 motivo de alegria e gratid\u00e3o a Deus poder encontrar aqui no Capit\u00f3lio, no cora\u00e7\u00e3o de Roma, ilustres l\u00edderes religiosos, distintas autoridades e numerosos amigos da paz. Rezamos, uns pr\u00f3ximos dos outros, pela paz. Sa\u00fado o Presidente da Rep\u00fablica Italiana, Senhor S\u00e9rgio Mattarella. E estou feliz por me encontrar com o meu irm\u00e3o, Sua Santidade o Patriarca Ecum\u00e9nico Bartolomeu. Muito aprecio o facto de que ele e outras personalidades, n\u00e3o obstante as dificuldades de viajar, tenham querido participar neste encontro de ora\u00e7\u00e3o. No esp\u00edrito do Encontro de Assis, convocado por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II em 1986, a Comunidade de Santo Eg\u00eddio celebra anualmente, de cidade em cidade, este evento de ora\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo em prol da paz entre crentes de v\u00e1rias religi\u00f5es.<\/p>\n<p>Naquela vis\u00e3o de paz, havia uma semente prof\u00e9tica que, gra\u00e7as a Deus, foi amadurecendo, passo a passo, com encontros in\u00e9ditos, iniciativas de pacifica\u00e7\u00e3o, novos pensamentos de fraternidade. Com efeito, olhando para tr\u00e1s, ao mesmo tempo que nos deparamos infelizmente, nos anos passados, com factos dolorosos como conflitos, terrorismo ou radicalismo, \u00e0s vezes em nome da religi\u00e3o, temos tamb\u00e9m de reconhecer os passos frutuosos no di\u00e1logo entre as religi\u00f5es. \u00c9 um sinal de esperan\u00e7a que nos incita a trabalhar juntos como irm\u00e3os: como irm\u00e3os. Assim chegamos ao importante\u00a0<i><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/travels\/2019\/outside\/documents\/papa-francesco_20190204_documento-fratellanza-umana.html\">Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Conviv\u00eancia Comum<\/a><\/i>, que assinei com o Grande Im\u00e3 de al-Azhar, Ahmed al-Tayyeb, em 2019.<\/p>\n<p>De facto, \u00abo mandamento da paz est\u00e1 inscrito nas profundezas das tradi\u00e7\u00f5es religiosas\u00bb (Francisco, Enc.\u00a0<i><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html#284\">Fratelli tutti<\/a><\/i>, 284; em seguida,\u00a0<i>FT<\/i>). Os crentes compreenderam que a diversidade de religi\u00e3o n\u00e3o justifica a indiferen\u00e7a nem a inimizade. Antes pelo contr\u00e1rio, a partir da f\u00e9 religiosa, \u00e9 poss\u00edvel tornar-se artes\u00e3os de paz e n\u00e3o espectadores inertes do mal da guerra e do \u00f3dio. As religi\u00f5es est\u00e3o ao servi\u00e7o da paz e da fraternidade. Por isso, tamb\u00e9m este encontro impele os l\u00edderes religiosos e todos os crentes a rezarem insistentemente pela paz, n\u00e3o se resignarem jamais com a guerra e agirem mediante a for\u00e7a suave da f\u00e9 para p\u00f4r fim aos conflitos.<\/p>\n<p>H\u00e1 necessidade de paz! Mais paz! \u00abN\u00e3o podemos ficar indiferentes. Hoje o mundo tem uma sede ardente de paz. Em muitos pa\u00edses, sofre-se por guerras, tantas vezes esquecidas, mas sempre causa de sofrimento e pobreza\u00bb (Francisco,<i>\u00a0<a href=\"https:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2016\/september\/documents\/papa-francesco_20160920_assisi-preghiera-pace.html\">Discurso no Dia Mundial de Ora\u00e7\u00e3o pela Paz<\/a><\/i>, Assis, 20\/IX\/2016). O mundo, a pol\u00edtica, a opini\u00e3o p\u00fablica correm o risco de habituar-se ao mal da guerra, como companheira natural da hist\u00f3ria dos povos. \u00abN\u00e3o fiquemos em discuss\u00f5es te\u00f3ricas, tomemos contacto com as feridas, toquemos a carne de quem paga os danos. (&#8230;) Prestemos aten\u00e7\u00e3o aos pr\u00f3fugos, \u00e0queles que sofreram radia\u00e7\u00f5es at\u00f3micas e os ataques qu\u00edmicos, \u00e0s mulheres que perderam os filhos, \u00e0s crian\u00e7as mutiladas ou privadas da sua inf\u00e2ncia\u00bb (<i><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html#261\">FT<\/a><\/i>, 261). Hoje, as tribula\u00e7\u00f5es da guerra s\u00e3o agravadas tamb\u00e9m pela pandemia do Coronav\u00edrus e pela impossibilidade, em muitos pa\u00edses, de se ter acesso aos tratamentos necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Entretanto os conflitos continuam e, com eles, o sofrimento e a morte. P\u00f4r fim \u00e0 guerra \u00e9 dever inadi\u00e1vel de todos os respons\u00e1veis pol\u00edticos perante Deus. A paz \u00e9 a prioridade de qualquer pol\u00edtica. Deus pedir\u00e1 contas a quem n\u00e3o procurou a paz ou fomentou as tens\u00f5es e os conflitos, de todos os dias, meses, anos de guerra que passaram assolando os povos.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma palavra do Senhor Jesus que se imp\u00f5e pela sua profunda sabedoria: \u00abMete a tua espada na bainha \u2013 diz Ele \u2013, pois todos quantos se servirem da espada morrer\u00e3o \u00e0 espada\u00bb (<i>Mt<\/i>\u00a026, 52). Quantos empunham a espada, crendo talvez que resolvem rapidamente situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, experimentar\u00e3o em si mesmos, nos seus entes queridos, nos seus pa\u00edses a morte que vem da espada. \u00abBasta!\u00bb (<i>Lc<\/i>\u00a022, 38): diz Jesus, quando os disc\u00edpulos Lhe mostram duas espadas antes da Paix\u00e3o. \u00abBasta!\u00bb: \u00e9 uma resposta inequ\u00edvoca a toda a viol\u00eancia. Aquele \u00abbasta\u00bb de Jesus atravessa os s\u00e9culos e chega, forte, at\u00e9 n\u00f3s hoje: basta com as espadas, as armas, a viol\u00eancia, a guerra!<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/paul-vi\/pt\/speeches\/1965\/documents\/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations.html\">Em 1965, nas Na\u00e7\u00f5es Unidas, S\u00e3o Paulo VI deu eco a este apelo quando afirmou<\/a>: \u00abNunca mais a guerra!\u00bb. Esta \u00e9 a s\u00faplica de todos n\u00f3s, dos homens e mulheres de boa vontade. \u00c9 o sonho de todos os indagadores e artes\u00e3os da paz, bem cientes de que \u00abtoda a guerra deixa o mundo pior do que o encontrou\u00bb (<i><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html#261\">FT<\/a><\/i>, 261).<\/p>\n<p>Como sair de conflitos intermin\u00e1veis e gangrenados? Como desenvencilhar os n\u00f3s emaranhados de tantas lutas armadas? Como prevenir os conflitos? Como pacificar os senhores da guerra ou quantos confiam na for\u00e7a das armas? Nenhum povo, nenhum grupo social pode alcan\u00e7ar,\u00a0<i>sozinho<\/i>, a paz, o bem, a seguran\u00e7a e a felicidade. Ningu\u00e9m. A li\u00e7\u00e3o da pandemia atual, se quisermos ser honestos, \u00e9 \u00aba consci\u00eancia de sermos uma comunidade mundial que viaja no mesmo barco, onde o mal de um prejudica a todos. Recordamo-nos de que ningu\u00e9m se salva sozinho, que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel salvar-nos juntos\u00bb (<i><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html#32\">FT<\/a><\/i>, 32).<\/p>\n<p>A fraternidade, que brota da consci\u00eancia de sermos uma \u00fanica humanidade, deve penetrar na vida dos povos, nas comunidades, no \u00edntimo dos governantes, nos foros internacionais. Deste modo, far\u00e1 crescer a consci\u00eancia de que s\u00f3 nos salvamos juntos, encontrando-nos, negociando, desistindo de combater-nos, reconciliando-nos, moderando a linguagem da pol\u00edtica e da propaganda, desenvolvendo percursos concretos para a paz (cf.\u00a0<i><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html#231\">FT<\/a><\/i>, 231).<\/p>\n<p>Estamos juntos, nesta tarde, como pessoas de diferentes tradi\u00e7\u00f5es religiosas, para comunicar uma mensagem de paz. Isto mostra claramente que as religi\u00f5es n\u00e3o querem a guerra; pelo contr\u00e1rio, desmentem quem sacraliza a viol\u00eancia, pedem a todos que rezem pela reconcilia\u00e7\u00e3o e atuem para que a fraternidade abra novas sendas de esperan\u00e7a. De facto, com a ajuda de Deus, \u00e9 poss\u00edvel construir um mundo de paz e, assim, irm\u00e3os e irm\u00e3s, salvarmo-nos juntos. Obrigado!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr size=\"1\" width=\"30%\" \/>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-228886\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_03.jpg\" alt=\"\" width=\"890\" height=\"593\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_03.jpg 890w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_03-450x300.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_03-768x512.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/espirito_03-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 890px) 100vw, 890px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i><span style=\"color: #663300; font-size: large;\"><a name=\"APELO\"><\/a>APELO\u00a0DE PAZ<\/span><\/i><\/b><\/p>\n<p>Congregados em Roma no \u00abesp\u00edrito de Assis\u00bb, unidos espiritualmente aos crentes de todo o mundo e \u00e0s mulheres e homens de boa vontade, rezamos uns ao lado dos outros para implorar sobre esta nossa terra o dom da paz. Lembramos as feridas da humanidade, trazemos no cora\u00e7\u00e3o a ora\u00e7\u00e3o silenciosa de tantos atribulados, muitas vezes sem nome nem voz. Por isso comprometemo-nos a viver e propor solenemente aos respons\u00e1veis dos Estados e aos cidad\u00e3os do mundo inteiro este Apelo de Paz.<\/p>\n<p>Nesta Pra\u00e7a do Capit\u00f3lio, pouco tempo depois do maior conflito b\u00e9lico de que h\u00e1 mem\u00f3ria na hist\u00f3ria, as na\u00e7\u00f5es que se guerrearam estabeleceram um Pacto, fundado sobre um sonho de unidade que em seguida se realizou: uma Europa unida. Hoje, neste tempo de desorienta\u00e7\u00e3o, a\u00e7oitados pelas consequ\u00eancias da pandemia Covid-19, que amea\u00e7a a paz ao aumentar as desigualdades e os medos, digamos com for\u00e7a: Ningu\u00e9m pode salvar-se sozinho, nenhum povo, ningu\u00e9m!<\/p>\n<p>A guerra e a paz, as pandemias e os cuidados da sa\u00fade, a fome e o acesso aos alimentos, o aquecimento global e a sustentabilidade do desenvolvimento, os deslocamentos de popula\u00e7\u00f5es, a elimina\u00e7\u00e3o do risco nuclear e a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades n\u00e3o dizem respeito apenas a cada na\u00e7\u00e3o individualmente. Compreendemo-lo melhor hoje, num mundo cheio de conex\u00f5es, mas onde muitas vezes se perde o sentido da fraternidade. Somos irm\u00e3s e irm\u00e3os, todos! Pe\u00e7amos ao Alt\u00edssimo que, depois deste tempo de prova\u00e7\u00e3o, deixe de haver \u00abos outros\u00bb para existir apenas um grande \u00abn\u00f3s\u00bb rico de diversidade. \u00c9 tempo de voltar a sonhar, com ousadia, que a paz \u00e9 poss\u00edvel, a paz \u00e9 necess\u00e1ria, um mundo sem guerras n\u00e3o \u00e9 uma utopia. Por isso queremos dizer mais uma vez: \u00abNunca mais guerra!\u00bb<\/p>\n<p>Infelizmente, aos olhos de muitos, a guerra voltou a aparecer como uma via poss\u00edvel para a solu\u00e7\u00e3o das disputas internacionais. N\u00e3o \u00e9 assim. Antes que seja demasiado tarde, queremos lembrar a todos que a guerra sempre deixa o mundo pior do que o encontrou. A guerra \u00e9 um falimento da pol\u00edtica e da humanidade.<\/p>\n<p>Apelamos aos governantes para que rejeitem a linguagem da divis\u00e3o, frequentemente apoiada por sentimentos de medo e desconfian\u00e7a, e n\u00e3o adotem caminhos sem retorno. Pensemos conjuntamente nas v\u00edtimas. Existem tantos, demasiados conflitos ainda em aberto.<\/p>\n<p>Aos respons\u00e1veis dos Estados, dizemos: Trabalhemos juntos numa nova arquitetura da paz. Unamos as for\u00e7as em prol da vida, da sa\u00fade, da educa\u00e7\u00e3o, da paz. Quanto aos recursos empregues na produ\u00e7\u00e3o de armas cada vez mais destrutivas, fautoras de morte, chegou a hora de os utilizar para corroborar a vida, cuidar da humanidade e da nossa casa comum. N\u00e3o percamos tempo! Comecemos por objetivos ating\u00edveis: unamos, j\u00e1 hoje, os esfor\u00e7os para conter a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus at\u00e9 termos uma vacina que seja apropriada e acess\u00edvel a todos. Esta pandemia veio lembrar-nos que somos irm\u00e3s e irm\u00e3os de sangue.<\/p>\n<p>A todos os crentes, \u00e0s mulheres e aos homens de boa vontade, dizemos: Com criatividade fa\u00e7amo-nos artes\u00e3os da paz, construamos amizade social, assumamos a cultura do di\u00e1logo. O di\u00e1logo leal, perseverante e corajoso \u00e9 o ant\u00eddoto contra a desconfian\u00e7a, as divis\u00f5es e a viol\u00eancia. O di\u00e1logo dissolve, pela raiz, as raz\u00f5es das guerras, que destroem o projeto de fraternidade inscrito na voca\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia humana.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode deixar de se sentir envolvido. Todos somos correspons\u00e1veis. Todos temos necessidade de perdoar e ser perdoados. As injusti\u00e7as do mundo e da hist\u00f3ria curam-se, n\u00e3o com o \u00f3dio e a vingan\u00e7a, mas com o di\u00e1logo e o perd\u00e3o.<\/p>\n<p>Que Deus inspire estes ideais a todos n\u00f3s e este caminho que percorremos juntos, plasmando o cora\u00e7\u00e3o de cada um e fazendo-nos mensageiros de paz!<\/p>\n<p><i>Roma, Capit\u00f3lio, 20 de outubro de 2020.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ora\u00e7\u00e3o pela Paz no Esp\u00edrito de Assis<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":228883,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1428],"tags":[1772],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Papa: s\u00f3 o amor \u00e9 o caminho para a plena comunh\u00e3o entre n\u00f3s - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/papa-so-o-amor-e-o-caminho-para-a-plena-comunhao-entre-nos.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Papa: s\u00f3 o amor \u00e9 o caminho para a plena comunh\u00e3o entre n\u00f3s - 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