{"id":227283,"date":"2020-07-28T10:02:27","date_gmt":"2020-07-28T13:02:27","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=227283"},"modified":"2020-07-28T10:31:11","modified_gmt":"2020-07-28T13:31:11","slug":"frei-policarpo-e-a-comunicacao-reportagem-especial-do-diario-do-sudoeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/frei-policarpo-e-a-comunicacao-reportagem-especial-do-diario-do-sudoeste.html","title":{"rendered":"&#8220;Frei Policarpo e a comunica\u00e7\u00e3o&#8221;, reportagem especial do &#8220;Di\u00e1rio do Sudoeste&#8221;"},"content":{"rendered":"<header id=\"post-header\">\n<div id=\"post-info-wrap\" class=\"left relative\">\n<div class=\"post-info-out\">\n<div class=\"post-info-in\">\n<div class=\"post-info-right left relative\">\n<div class=\"post-info-date left relative\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div id=\"post-feat-img\" class=\"left relative\">\n<div style=\"width: 1718px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" class=\"attachment- wp-post-image wp-stateless-item\" src=\"https:\/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/38b938e0-foto-10-scaled-e1595632935887.jpg\" alt=\"\" width=\"1708\" height=\"1728\" data-image-size=\"\" data-stateless-media-bucket=\"media.diariodosudoeste.com.br\" data-stateless-media-name=\"2020\/07\/38b938e0-foto-10-scaled-e1595632935887.jpg\" \/><p class=\"wp-caption-text\"><em>Frei Policarpo e, ao fundo, antena adquirida por ele na d\u00e9cada de 1970 (Foto Rudi Bodanese)<\/em><\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Reportagem do Di\u00e1rio do Sudoeste (https:\/\/diariodosudoeste.com.br), em colabora\u00e7\u00e3o de Marilena Chociai Rizzi<\/strong><\/p>\n<p>O ano era 1924. Em uma vila rural formada por imigrantes italianos, em Rodeio, Santa Catarina, nascia In\u00e1cio Berri, o frei Policarpo.\u00a0 O franciscano marcaria seu nome nas comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O mundo se encantava com as transmiss\u00f5es de r\u00e1dio, ap\u00f3s a 1\u00aa guerra mundial.\u00a0 No Brasil, o r\u00e1dio tamb\u00e9m come\u00e7ava a ser conhecido. A primeira transmiss\u00e3o oficial, havia sido feita em comemora\u00e7\u00e3o ao centen\u00e1rio da Independ\u00eancia, em 7 de setembro de 1922.<\/p>\n<p>Desde pequeno, In\u00e1cio sempre demonstrou a inquietude de quem tem a comunica\u00e7\u00e3o nas veias.\u00a0 Aos 8 anos, j\u00e1 interno do Semin\u00e1rio Ser\u00e1fico S\u00e3o Luis de Tolosa, em Rio Negro (PR), era uma crian\u00e7a curiosa. Gostava de aprender, de compartilhar ideias e pensamentos. Teve contato com a m\u00fasica, com a literatura, com a filosofia e, audacioso, escreveu uma carta em alem\u00e3o, questionando o l\u00edder nazista Adolf Hitler. Estava inconformado com a determina\u00e7\u00e3o dele em proibir que jovens da Alemanha continuassem vindo para o Brasil para serem padres. A carta n\u00e3o foi enviada pelos superiores do semin\u00e1rio, mas a atitude do jovem seminarista deixava claras algumas caracter\u00edsticas de lideran\u00e7a e desejo de transformar o mundo.<\/p>\n<p>A partir da d\u00e9cada de 1930, a Igreja Cat\u00f3lica aderiu ao poder de penetra\u00e7\u00e3o do r\u00e1dio e come\u00e7ou a internacionalizar as comunica\u00e7\u00f5es, com a aquisi\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Vaticano. Tamb\u00e9m foi neste per\u00edodo que foram apresentadas as primeiras experi\u00eancias de televis\u00e3o, na Alemanha.<\/p>\n<p>As comunica\u00e7\u00f5es viviam grandes transforma\u00e7\u00f5es enquanto o seminarista In\u00e1cio Berri ampliava seus conhecimentos em institui\u00e7\u00f5es de ensino cat\u00f3licas, sempre atento ao que se passava pelo mundo. Ap\u00f3s concluir os estudos, j\u00e1 com o nome de Policarpo, foi designado para a regi\u00e3o Sudoeste do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>O ano era 1956. Na par\u00f3quia S\u00e3o Pedro Ap\u00f3stolo, em Pato Branco, teria a miss\u00e3o de evangelizar, mas n\u00e3o s\u00f3 isso. Afinal, a religi\u00e3o cat\u00f3lica trazida pelos franciscanos desde os anos 1900, est\u00e1 longe de ser o \u00fanico legado dos frades menores nesta regi\u00e3o, conta a professora e historiadora Neri Bochese. \u201cEles trouxeram o conhecimento. Eles que sabiam as veredas, os caminhos. Constru\u00edram pontes. Ensinaram os caboclos a curarem bicheiras, alguns rem\u00e9dios caseiros, a fazerem cerca nas hortas. A cultivarem pomar. Ajudaram esse povo que vivia aqui a sobreviver\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Ainda na d\u00e9cada de 1950, na Am\u00e9rica Latina, o r\u00e1dio tornou-se instrumento de luta e deu voz a movimentos de liberta\u00e7\u00e3o. Um exemplo foi a r\u00e1dio Rebelde dos guerrilheiros aliados a Fidel Castro de Cuba, que, por iniciativa de Ernesto Che Guevara, irradiou mensagens dos territ\u00f3rios libertados da\u00a0<em>Sierra Maestra<\/em>.<\/p>\n<p>Enquanto isso, no sudoeste do Paran\u00e1, frei Policarpo tamb\u00e9m encontrou um cen\u00e1rio de conflitos. Colonos lutavam pela posse das \u00e1reas onde se estabeleceram, contra as companhias de terras, que tentavam expuls\u00e1-los. Era a revolta dos Posseiros de 1957.<\/p>\n<p>A vida era dif\u00edcil. As estradas, de ch\u00e3o. As dist\u00e2ncias eram longas e o transporte, a cavalo, era demorado. \u201cNaquele tempo as casas eram de madeira, havia muita poeira no tempo de seca e muita lama quando chovia. Quando a gente ia visitar as capelas a cavalo, ficava com lama at\u00e9 a barriga\u201d, contou frei Policarpo que, por vezes, se perdeu nos caminhos para as capelas.<\/p>\n<p>Diante dessa realidade, o frade logo entendeu que os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o poderiam ser importantes aliados ao prop\u00f3sito de evangelizar. Atrav\u00e9s do r\u00e1dio, pretendia encurtar dist\u00e2ncias e levar cultura e educa\u00e7\u00e3o para o povo.<\/p>\n<p><strong>O r\u00e1dio<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do r\u00e1dio em Pato Branco teve in\u00edcio em 1954, com a cria\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Colmeia. A emissora pertencia a uma rede de r\u00e1dios da fam\u00edlia Rotilli. Quando a Colmeia foi colocada \u00e0 venda, alguns anos depois, frei Policarpo convenceu a Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do Brasil a compr\u00e1-la. \u201cEu conversei com o provincial e ele autorizou que compr\u00e1ssemos, desde que n\u00e3o compromet\u00eassemos a prov\u00edncia com d\u00edvidas. Assim resolvemos comprar. A r\u00e1dio era de 250 watts, a \u00fanica r\u00e1dio que havia em Pato Branco. A segunda no Sudoeste, de 100 watts, era em Francisco Beltr\u00e3o. A r\u00e1dio Colmeia tinha 40\u00a0<em>long plays.\u00a0<\/em>Na \u00e9poca era uma pot\u00eancia\u201d, disse frei Policarpo. \u00a0Pouco tempo depois, a emissora passou a chamar-se Celinauta \u2014 aquela que guia para o c\u00e9u. Uma homenagem \u00e0 Nossa Senhora, segundo Policarpo.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\">\n<div id=\"attachment_353456\" style=\"width: 865px\" class=\"wp-caption alignright\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-353456\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-353456\" src=\"https:\/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/a41673c5-foto-2-1024x703.jpg\" alt=\"\" width=\"855\" height=\"587\" \/><p id=\"caption-attachment-353456\" class=\"wp-caption-text\"><em>Inaugura\u00e7\u00e3o do Parque do Som, onde ficava o transmissor e antena a R\u00e1dio Celinauta. Dom Agostinho Jos\u00e9 Sartori, frei Nelson, Agostinho Barrinuevo e Laudi Vedana \u2013 Foto: Acervo Rede Celinauta<\/em><\/p><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>Frei Inoc\u00eancio Michels foi escolhido para dirigir, mas frei Policarpo, que trabalhou na r\u00e1dio desde o in\u00edcio, logo assumiu a dire\u00e7\u00e3o. Ficou no cargo at\u00e9 1975, quando frei Nelson Rabelo passou a administrar a emissora.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o era bastante variada. Havia jornal falado, entretenimento, programas musicais, envio de recados, avisos, dedicat\u00f3rias e as transmiss\u00f5es religiosas. Por um longo per\u00edodo, Policarpo apresentou o programa di\u00e1rio \u201cAos p\u00e9s de Maria\u201d, ao meio dia.<\/p>\n<p>Naquele tempo, poucos eram privilegiados em ter um aparelho de r\u00e1dio em casa. As fam\u00edlias se reuniam nas casas de quem tinha, para ouvir, como se fosse uma solenidade. \u201cO chefe da fam\u00edlia ligava solenemente o r\u00e1dio, era uma cerim\u00f4nia. Todos da fam\u00edlia tomavam banho e se arrumavam para se reunir na sala e ouvir r\u00e1dio\u201d, disse Policarpo.<\/p>\n<p>Para muitos moradores da zona rural, a r\u00e1dio era a \u00fanica forma de saber not\u00edcias de outros lugares. \u201cA liga\u00e7\u00e3o da cidadezinha com as comunidades rurais era atrav\u00e9s do r\u00e1dio. A missa e o ter\u00e7o tamb\u00e9m eram transmitidos pela R\u00e1dio Celinauta, num tempo onde os padres conseguiam ir para as capelas somente uma vez ao m\u00eas ou menos do que isso\u201d, contou a historiadora Neri Fornari Bocchese.<\/p>\n<p>Policarpo acrescentou ainda que, como os r\u00e1dios funcionavam s\u00f3 a bateria, era comum os agricultores pedirem para o vendedor \u201ccarregar\u201d o aparelho somente com m\u00fasica sertaneja, que era o que gostavam. O franciscano tamb\u00e9m falou sobre seu encantamento e surpresa, no dia que teve contato com o aparelho, pela primeira vez. \u201cNa primeira vez, vi um homem de costas, sentado, de terno e parecia que ele fazia um discurso, eu n\u00e3o entendi direito o que era. Tinha uma caixa no meio da mesa, mas n\u00e3o sabia que era r\u00e1dio. Perguntei como \u00e9 que ele conseguia falar sem mexer a boca, sem saber que o som sa\u00eda daquela caixa\u201d.<\/p>\n<p>O objetivo principal da r\u00e1dio Celinauta, segundo Policarpo, foi evangelizar, mas havia a preocupa\u00e7\u00e3o em melhorar a comunica\u00e7\u00e3o entre o povo. \u201cNas capelas, as dist\u00e2ncias eram sempre grandes, n\u00e3o tinha jornais. Com o r\u00e1dio a gente podia conversar com o povo todos os dias. E a gente atendia todo o Oeste de SC e Sudoeste do PR\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A abrang\u00eancia do r\u00e1dio foi um fator importante durante a revolta dos colonos, epis\u00f3dio que consolidou a presen\u00e7a da r\u00e1dio, em 1957. O r\u00e1dio era praticamente o \u00fanico meio de comunica\u00e7\u00e3o entre os colonos. \u201cEra atrav\u00e9s do r\u00e1dio que os agricultores se organizavam contra as companhias que pretendiam expuls\u00e1-los de suas terras\u201d, contou Ivo Tomazoni, um dos radialistas mais atuantes na \u00e9poca. Agostinho Seleski, empres\u00e1rio de comunica\u00e7\u00f5es, contou que \u201cFrei Policarpo abriu as portas da r\u00e1dio em Pato Branco pressionando as Companhias e o Governo do Estado a parar de for\u00e7ar os agricultores a sa\u00edrem das suas terras. Os agricultores estavam organizados e revoltados. Por isso o governador Lupion mandou fechar as companhias de terra. O r\u00e1dio dava voz aos colonos e fazia o povo se mobilizar\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>A Revista\u00a0<em>O Cruzeiro,<\/em>\u00a0uma das mais importantes do pa\u00eds na \u00e9poca, publicou que as r\u00e1dios do Sudoeste eram respons\u00e1veis pelas lutas que culminaram com a vit\u00f3ria dos colonos. Por conta do poder de mobiliza\u00e7\u00e3o dos agricultores, a r\u00e1dio foi amea\u00e7ada de fechamento e frei Policarpo levou uma advert\u00eancia dos superiores da Prov\u00edncia.<\/p>\n<p>Com a influ\u00eancia do r\u00e1dio, Policarpo participou ativamente dos movimentos sociais. Frei Nelson Rabelo (em mem\u00f3ria) contava que ele tinha uma capacidade impressionante de organizar os moradores em torno do desenvolvimento das suas Capelas. Tamb\u00e9m foi com a ajuda do r\u00e1dio que se realizaram campanhas importantes dentro da Par\u00f3quia S\u00e3o Pedro, como as da aquisi\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o de tubos da Alemanha e constru\u00e7\u00e3o da Igreja Matriz de Pato Branco. \u201cA r\u00e1dio era usada para angariar fundos, para motivar os agricultores a colaborarem com a constru\u00e7\u00e3o, naquela \u00e9poca em que a Igreja foi constru\u00edda muito na base do mutir\u00e3o, entre os anos de 1960 e 1965\u201d, disse frei Nelson.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\">\n<div id=\"attachment_353454\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-353454\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-353454\" src=\"https:\/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/8538640b-foto-1.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"340\" \/><p id=\"caption-attachment-353454\" class=\"wp-caption-text\"><em>Frei Policarpo com os companheiros de jornada, frei Sergio, frei Lindolfo e frei Nelson Rabelo \u2013 Foto: Acervo pessoal frei Nelson<\/em><\/p><\/div><figcaption><strong>Aulas Radiof\u00f4nicas<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Levar educa\u00e7\u00e3o e cultura para as comunidades mais distantes foi outra preocupa\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Celinauta. Um exemplo, foram as aulas radiof\u00f4nicas: uma experi\u00eancia pioneira de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia. O programa foi implantado em parceria entre a r\u00e1dio e o governo do Estado, em 1961. Frei Policarpo distribuiu 600 aparelhos de r\u00e1dio nas escolas e comunidades rurais, para ouvirem as aulas. \u201cNo come\u00e7o o frei Ponciano e o frei Euclides davam aulas radiof\u00f4nicas. Eles eram muito ativos. Faziam umas aulas bem animadas, o povo e as crian\u00e7as, que se reuniam nas escolas para ouvir, ficavam animados. Depois tinha a Setembrina Zucchi Nunes e a Batiston, que eram professoras. Durante anos elas davam mat\u00e9rias como geografia, matem\u00e1tica, ci\u00eancias\u2026\u00a0 Era um complemento das escolas. Houve uma \u00e9poca em que todo o Sudoeste e uma parte do oeste de Santa Catarina, ouviam as aulas radiof\u00f4nicas pela Celinauta\u201d, contou frei Policarpo e acrescentou: \u201cProduzimos as aulas radiof\u00f4nicas onde durante 20 anos, onde d\u00e1vamos a catequese e educa\u00e7\u00e3o. Foi uma pena que acabou.\u201d<\/p>\n<p><strong>A expans\u00e3o dos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o franciscanos<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m apaixonado pelas comunica\u00e7\u00f5es, frei Nelson contava que frei Policarpo sempre foi interessado pela \u00e1rea jur\u00eddica das emissoras. \u201cEstava a par de todas as leis que regem o r\u00e1dio. Lia o Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o todos os dias. Com isso pod\u00edamos estar sempre atualizados com as exig\u00eancias do governo. Qualquer documento que ia para o governo, passava pelo frei Policarpo\u201d.<\/p>\n<p>E este interesse do franciscano pelas quest\u00f5es mais burocr\u00e1ticas foi fundamental para o aumento de pot\u00eancia da r\u00e1dio Celinauta e tamb\u00e9m para a aquisi\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Pato Branco e para as concess\u00f5es da TV Sudoeste, fundada em 1987, e da Movimento FM, criada como FM\u00a0<em>St\u00fadio 3<\/em>, em 1981. A R\u00e1dio Pato Branco foi vendida pelos frades e atualmente \u00e9 a R\u00e1dio Cidade.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\">\n<div id=\"attachment_353457\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-353457\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-353457\" src=\"https:\/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/0e4b9d7b-foto-4-1024x787.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"787\" \/><p id=\"caption-attachment-353457\" class=\"wp-caption-text\"><em>Frei Nelson e frei S\u00e9rgio, no Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es em Bras\u00edlia, no dia da assinatura da concess\u00e3o do canal de TV para Pato Branco \u2013 Foto: Acervo pessoal frei Nelson<\/em><\/p><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>Inelci Matiello, comunicador esportivo que fez escola na R\u00e1dio Celinauta, afirma que frei Policarpo \u00e9 um dos maiores comunicadores do pa\u00eds: \u201cEle quase n\u00e3o falava em microfone, mas n\u00e3o precisava falar, n\u00e3o. Eu, menino ainda, admirava aquele homem din\u00e2mico, inteligent\u00edssimo! Al\u00e9m de cuidar da Celinauta, ele fez muitos processos para concess\u00e3o de v\u00e1rias emissoras de r\u00e1dio aqui do Sudoeste. E sem cobrar absolutamente nada\u201d. Matiello lembra ainda das jornadas do franciscano atr\u00e1s de autoriza\u00e7\u00f5es e documenta\u00e7\u00e3o das emissoras da Rede: \u201cFrei Policarpo embarcava aqui em Pato Branco de \u00f4nibus e ia a S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Bras\u00edlia, para conseguir junto ao Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es, aumento de pot\u00eancia da radio Celinauta. Conseguiu a concess\u00e3o da r\u00e1dio Pato Branco, hoje Cidade, e ficava at\u00e9 45 dias em Bras\u00edlia, esperando, com aquela paci\u00eancia de sempre\u201d. Policarpo confirma, \u201cno tempo do Castelo Branco eu ficava horas e horas no pal\u00e1cio do Planalto. Uma vez fiquei quase um m\u00eas em Bras\u00edlia at\u00e9 a r\u00e1dio ser registrada no Tribunal de Ccontas, at\u00e9 a r\u00e1dio ser aprovada e registrada, porque era muito dif\u00edcil. Eu ficava l\u00e1, porque se fosse embora, aquilo ficava tudo parado\u201d. E tinha suas estrat\u00e9gias para conseguir o que precisava. \u201ceu sempre levava umas lembrancinhas e uns santinhos para o pessoal que trabalhava l\u00e1 dentro. Eu tinha bastante amizade com o pessoal.\u201d<\/p>\n<p><strong>A televis\u00e3o<\/strong><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img class=\"wp-image-353458\" src=\"https:\/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/122e1a4a-foto-5-1024x657.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"\/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/122e1a4a-foto-5-1024x657.jpg 1024w, \/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/122e1a4a-foto-5-300x193.jpg 300w, \/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/122e1a4a-foto-5-768x493.jpg 768w, \/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/122e1a4a-foto-5.jpg 1178w\" alt=\"\" \/><figcaption><em>Frei Policarpo acompanhando o in\u00edcio das obras do pr\u00e9dio da TV Sudoeste, no Parque do Som \u2013 Foto: Arquivo pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A estreia da televis\u00e3o no Brasil ocorreu em 1950, numa iniciativa de Assis Chateaubriand e at\u00e9 o final da d\u00e9cada, j\u00e1 funcionavam as TVs Tupi, Record e Paulista, Rio e Excelsior. Nos anos 1960, entrou no ar a TV Paranaense.<\/p>\n<p>Acompanhando o ritmo das comunica\u00e7\u00f5es, os freis de Pato Branco tamb\u00e9m come\u00e7aram a pensar em uma emissora de TV, como contou frei Nelson Rabelo: \u201cJ\u00e1 por volta de 1967, os freis S\u00e9rgio e Policarpo andavam falando em uma emissora de televis\u00e3o aqui para Pato Branco e regi\u00e3o. Eles estavam preocupados em tornar a imagem do evangelho algo vis\u00edvel para a regi\u00e3o. E eles tamb\u00e9m se espelhavam no exemplo da cidade de Erechim, no Rio Grande do Sul, que por pequena que fosse, naquela \u00e9poca j\u00e1 tinha seu canal de televis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Antes mesmo de sonhar com a televis\u00e3o para Pato Branco, Policarpo j\u00e1 fazia suas experi\u00eancias audiovisuais. Com um aparelho projetor de imagens, percorria as comunidades rurais apresentando<em>\u00a0slides<\/em>\u00a0de hist\u00f3rias, como se fosse cinema. \u201cA gente tinha um aparelho com bateria, ent\u00e3o a gente passava cole\u00e7\u00f5es de alguma hist\u00f3ria ou sacramento. Eram quadros luminosos, n\u00e3o era bem cinema. A gente passava e o povo ficava maravilhado com as historietas que a gente contava. Quando eu passava no pavilh\u00e3o de festas da igreja vinham mais de 500 pessoas. Passava hist\u00f3rias, at\u00e9 da branca de neve e do Pin\u00f3quio\u201d, disse sorrindo.<\/p>\n<p>Os anos 1970 foram duros. Os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o precisaram se adaptar \u00e0s regras impostas pelo governo militar. Programas de TV como \u201cChacrinha\u201d e \u201cDercy Gol\u00e7alves\u201d foram censurados e tirados do ar.<\/p>\n<p>Foi neste per\u00edodo que o franciscano Policarpo Berri idealizou o projeto de levar a tecnologia das imagens em movimento e em cores para o interior do Paran\u00e1. E come\u00e7ou a montar o projeto que apresentaria ao Governo Federal para conseguir a concess\u00e3o do canal.<\/p>\n<p>Frei Nelson Rabelo, que acompanhou toda a jornada, reconhecia frei Policarpo como um exemplo de perseveran\u00e7a. \u201cEle abriu caminhos para que viesse a televis\u00e3o para c\u00e1. Ele fez naquela \u00e9poca, um projeto dos est\u00fadios da TV Sudoeste. Na sua certeza de que conseguiria o canal, em 1971 j\u00e1 comprou a torre para a sustenta\u00e7\u00e3o da antena da televis\u00e3o e, em seguida, tamb\u00e9m comprou o transmissor\u00a0<em>Maxuel<\/em>\u00a0e toda a parafern\u00e1lia que faz parte de um est\u00fadio de televis\u00e3o. Ele tomou todas estas iniciativas mesmo sem ter a certeza de que conseguiria a concess\u00e3o. Era uma \u00e9poca da ditadura militar e havia muita oposi\u00e7\u00e3o de que a Igreja mantivesse um canal. N\u00f3s \u00edamos aos congressos e faz\u00edamos amizades com pol\u00edticos para que consegu\u00edssemos a concess\u00e3o que saiu em 1979\u201d, contou.<\/p>\n<p>Policarpo explicou que foram oito anos fazendo viagens a Bras\u00edlia e Rio de Janeiro at\u00e9 conseguir a libera\u00e7\u00e3o do canal. \u201cChamamos de R\u00e1dio e Televis\u00e3o Sudoeste do Paran\u00e1 Ltda. Canal 7. \u00c9ramos eu, o frei S\u00e9rgio e o frei Samuel os respons\u00e1veis. Com o tempo, quando saiu o decreto para a constru\u00e7\u00e3o da empresa, entrou o frei Nelson na sociedade. Depois, mudamos todos os ve\u00edculos de firma comercial para a Funda\u00e7\u00e3o Cultural Celinauta\u201d.<\/p>\n<p>Como as emissoras n\u00e3o podiam pertencer \u00e0s pessoas f\u00edsicas dos frades, criou-se a Funda\u00e7\u00e3o, uma entidade jur\u00eddica onde os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o passaram a ser departamentos. Os frades que trabalham nela n\u00e3o recebem remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo era conseguir recursos para comprar os equipamentos de est\u00fadio, o que ocorreu com o apoio de uma funda\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica da Alemanha, a\u00a0<em>Missionszentrale<\/em>. O pr\u00e9dio para a instala\u00e7\u00e3o da emissora, onde ela se encontra at\u00e9 hoje, no alto da rua Ararigb\u00f3ia, no Parque do Som, come\u00e7ou a ser constru\u00eddo em fevereiro de 1984.<\/p>\n<p>Finalmente, em 18 de junho de 1987, a TV Sudoeste entrou em opera\u00e7\u00e3o. A programa\u00e7\u00e3o era diversificada, mas o foco era a evangeliza\u00e7\u00e3o. A miss\u00e3o franciscana foi evidente desde o princ\u00edpio com os programas religiosos, como o \u201cJornal da Igreja\u201d e o programa \u201cAo Clar\u00e3o da TV\u201d, ambos apresentados por frei Nelson Rabelo.<\/p>\n<p>O primeiro telejornal di\u00e1rio, \u201cSudoeste em Manchete\u201d, foi ao ar no dia 23 de junho de 1987. Era exibido ao vivo, \u00e0s 19h.\u00a0 Tinha como \u00e2ncoras os apresentadores Silvonei Jos\u00e9 e Margarete Camargo. Silvonei Jos\u00e9 atualmente trabalha na R\u00e1dio Vaticano.<\/p>\n<p>Como ocorreu com a maioria dos profissionais que foram para frente das c\u00e2meras da TV Sudoeste, Margarete tamb\u00e9m come\u00e7ou na R\u00e1dio Celinauta.\u00a0 \u201cA estreia da televis\u00e3o em Pato Branco foi cercada de expectativa. Foi a grande novidade da \u00e9poca. A gente assistia s\u00f3 \u00e0s tev\u00eas de fora, ent\u00e3o para a gente foi um evento. Todo mundo queria saber quem seriam os comunicadores, como iria funcionar\u201d, explicou. O projeto era grande, mas a estrutura era simples. Tudo foi constru\u00eddo com muito sacrif\u00edcio e empenho dos frades franciscanos.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img class=\"wp-image-353459\" src=\"https:\/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/20c22912-foto-7-1024x696.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"\/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/20c22912-foto-7-1024x696.jpg 1024w, \/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/20c22912-foto-7-300x204.jpg 300w, \/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/20c22912-foto-7-768x522.jpg 768w, \/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/20c22912-foto-7-1536x1044.jpg 1536w, \/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/20c22912-foto-7-2048x1392.jpg 2048w\" alt=\"\" \/><figcaption><em>Antigos est\u00fadios da R\u00e1dio Celinauta AM \u2013 Foto: Acervo Rede Celinauta<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Atualmente, a TV Sudoeste exibe programa\u00e7\u00e3o local de mais de duas horas di\u00e1rias. S\u00e3o dois telejornais di\u00e1rios e um programa com pautas sobre seguran\u00e7a p\u00fablica e de cidadania, al\u00e9m de outros programas semanais voltados para a informa\u00e7\u00e3o, cultura, religi\u00e3o e entretenimento. A transmiss\u00e3o da Santa Missa Dominical \u00e9 tradicional desde o in\u00edcio da emissora. A b\u00ean\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de frei Policarpo se consolidou como um dos momentos importantes de f\u00e9.\u00a0 A emissora atinge um p\u00fablico estimado em mais de meio milh\u00e3o de pessoas, nos 42 munic\u00edpios do sudoeste do Paran\u00e1 e do noroeste de Santa Catarina.<\/p>\n<p>Atualmente, frei Policarpo n\u00e3o participa diretamente da administra\u00e7\u00e3o das emissoras. Frei Neuri Reinish, diretor da Funda\u00e7\u00e3o Cultural Celinauta, explica que, apesar de n\u00e3o estar presente nas emissoras, Policarpo procura estar sempre informado sobre tudo o que acontece e aconselhar sobre decis\u00f5es a serem tomadas. \u201cS\u00f3 pelo fato dele ter constru\u00eddo tudo isso que n\u00f3s temos e continuar sempre informado, dando ideias, a import\u00e2ncia dele para n\u00f3s \u00e9 fundamental. Ele acompanha o andamento. Eu fa\u00e7o presta\u00e7\u00e3o de contas e converso com ele sobre projetos. Ele \u00e9 minucioso, desde a parte t\u00e9cnica, at\u00e9 faturamento, vendas, planos e investimentos\u201d, contou.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2015, a TV Sudoeste passou a transmitir em sinal digital, pelo canal 27. Tamb\u00e9m foi lan\u00e7ada a transmiss\u00e3o da TV pela internet. Frei Policarpo, que participou da solenidade, falou empolgado o resultado da digitaliza\u00e7\u00e3o. \u201cNosso provincial assistiu ao vivo l\u00e1 em S\u00e3o Paulo a inaugura\u00e7\u00e3o da nossa televis\u00e3o digital. Ent\u00e3o, voc\u00ea veja que agora, a televis\u00e3o chega em muitos lugares. Um dia, quando frei Olivo Marafon, na \u00e9poca p\u00e1roco em Pato Branco, estava na Terra Santa, ele contou que assistiu a nossa missa do domingo aqui da TV Sudoeste, da Igreja Matriz S\u00e3o Pedro, ao vivo, diretamente do hotel onde estava em Tiber\u00edades, Irsael\u201d.<\/p>\n<p>Hoje, a Rede Celinauta de Comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 composta pela R\u00e1dio Celinauta, pela Movimento FM e pela TV Sudoeste, al\u00e9m dos canais pela internet. Todas as emissoras transmitem em tecnologia digital. Tem como entidade mantenedora a Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do Brasil. A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das frentes de atua\u00e7\u00e3o da Prov\u00edncia. Nela constam, al\u00e9m das emissoras de Pato Branco, as r\u00e1dios, Coroados e Movimento FM de Curitibanos \u2013SC, e a Editora Vozes, com sede em Petr\u00f3polis \u2013 RJ.<\/p>\n<p><strong>Parcerias<\/strong><\/p>\n<p>Frei Policarpo reuniu talentos e fez parcerias importantes no sonho de criar uma rede de comunica\u00e7\u00e3o em Pato Branco. Amigos que se foram e deixaram um legado de trabalho e dedica\u00e7\u00e3o. O franciscano lembra do companheirismo de frei S\u00e9rgio Hillesheim, que esteve junto desde o in\u00edcio dos projetos. \u201cFrei Sergio era muito camarada, a gente conviveu juntos muitos anos at\u00e9 ele falecer, com 87 anos. Ele gostava muito da agricultura. Incentivava os colonos a plantar soja, a trabalhar em cooperativismo, fazia parte da cooperativa Capeg.\u00a0 Gostava muito da natureza e tinha um esp\u00edrito franciscano alegre. Foi uma pessoa muito estimada em Pato Branco\u201d, disse.<\/p>\n<p>Outro frade designado para Pato Branco por causa das comunica\u00e7\u00f5es, foi frei Lindolfo Schmitz.<strong>\u00a0\u201c<\/strong>Ele passava as f\u00e9rias aqui quando era seminarista e consertava aparelhos na r\u00e1dio. Quando ele foi ordenado padre, foi transferido para c\u00e1 e trabalhava nas r\u00e1dios e na TV. Era curioso, autodidata e apaixonado pela \u00e1rea da eletr\u00f4nica. Ficou 20 anos trabalhando aqui. Dirigiu a r\u00e1dio com frei Nelson e trabalhou na instala\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o. Tamb\u00e9m foi vice-presidente da Funda\u00e7\u00e3o\u201d, contou Policarpo. Frei Lindolfo faleceu em um acidente de ultraleve em 2006, em Ituporanga (SC), onde era p\u00e1roco.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi para trabalhar na r\u00e1dio Celinauta que Pato Branco recebeu frei Nelson Rabelo, em 1965. \u201cEle estava de experi\u00eancia, fazia Teologia em Petr\u00f3polis (RJ). Fez um tempo de est\u00e1gio aqui em Pato Branco e depois decidiu estudar Jornalismo no Rio Grande do Sul. Quando se formou, voltou para c\u00e1 para trabalhar na Celinauta\u201d, contou frei Policarpo. \u201cNo come\u00e7o ele fazia programas e a dire\u00e7\u00e3o comercial era comigo. Ele cuidava muito da programa\u00e7\u00e3o, da discoteca, ele tinha muito conhecimento das m\u00fasicas e fazia programas musicais. Ele tamb\u00e9m trabalhou nas aulas radiof\u00f4nicas. Mais tarde, assumiu a dire\u00e7\u00e3o completa da r\u00e1dio e, depois, da programa\u00e7\u00e3o da TV\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Frei Nelson e frei Policarpo firmaram uma parceria de anos. \u201cFrei Nelson esteve presente nos principais acontecimentos da r\u00e1dio e da TV Sudoeste como principal executor e diretor. Ele sempre valorizou os meios de comunica\u00e7\u00e3o\u201d, descreveu. Frei Nelson Rabelo faleceu em outubro de 2017, em Pato Branco.<\/p>\n<p>Frei Policarpo diz que tudo o que fez, foi pelo prop\u00f3sito de evangelizar. \u201cDesde que foi inventado o cinema, o r\u00e1dio e a televis\u00e3o, a Igreja sempre aconselhou a usar os meios modernos de comunica\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, quando Jesus disse: Ide e pregai o evangelho a todas as na\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o a gente abrangendo muitas pessoas, ent\u00e3o a gente consegue penetrar mais pelo mundo afora\u201d.<\/p>\n<p>E sobre seus feitos, conclui:\u00a0 \u201cEu me alegro com o progresso que aconteceu sempre. A minha participa\u00e7\u00e3o \u00e9 pequena, n\u00e9? Sempre ajudou um pouquinho, mais na parte legal. De resto, eu n\u00e3o ajudo em nada l\u00e1 dentro. Eu s\u00f3 dei o pontap\u00e9 inicial. Quando a gente trabalha na r\u00e1dio, a gente fica apaixonado, por isso a gente n\u00e3o tinha pregui\u00e7a de ir atr\u00e1s das coisas, mesmo com sacrif\u00edcio. Acho que valeu a pena fazer algum sacrif\u00edcio\u201d.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img class=\"wp-image-353461\" src=\"https:\/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/d7f19858-foto-9-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"\/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/d7f19858-foto-9-1024x683.jpg 1024w, \/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/d7f19858-foto-9-300x200.jpg 300w, \/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/d7f19858-foto-9-768x512.jpg 768w, \/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/d7f19858-foto-9-1536x1024.jpg 1536w, \/\/media.diariodosudoeste.com.br\/2020\/07\/d7f19858-foto-9-2048x1365.jpg 2048w\" alt=\"\" \/><figcaption><em>Frei Nelson, frei Policarpo, com o diretor da Funda\u00e7\u00e3o Cultural Celinauta, frei Neuri Reinisch, no lan\u00e7amento da TV Sudoeste em sinal digital \u2013 Foto: Zeca Bett<\/em><\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reportagem de Marilena Chociai Rizzi<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":227284,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[1751],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - 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