{"id":20134,"date":"2012-07-10T09:24:47","date_gmt":"2012-07-10T12:24:47","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=20134"},"modified":"2020-06-16T16:44:31","modified_gmt":"2020-06-16T19:44:31","slug":"carta-dos-bispos-ao-povo-de-deus-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/carta-dos-bispos-ao-povo-de-deus-na-amazonia.html","title":{"rendered":"Carta dos bispos ao Povo de Deus na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-20135\" title=\"2708_100712\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/2708_100712.jpg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"216\" \/>Na celebra\u00e7\u00e3o final do 10. Encontro da Igreja na Amaz\u00f4nia, realizada em Santar\u00e9m (PA), nesta sexta-feira, 6 de julho, o cardeal dom Claudio Hummes, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal para a Amaz\u00f4nia, e os bispos dos regionais da CNBB que abrangem a regi\u00e3o divulgaram uma Carta ao Povo de Deus. O encontro tamb\u00e9m contou com a participa\u00e7\u00e3o de dom Leonardo Steiner, secret\u00e1rio geral da Confer\u00eancia.<\/p>\n<p>Leia a Carta:<\/p>\n<p><strong>CARTA AO POVO DE DEUS<\/strong><\/p>\n<p>Irm\u00e3s e irm\u00e3os car\u00edssimos em Cristo Jesus,<br \/>\nPovo de Deus na Amaz\u00f4nia,<\/p>\n<p><strong><em>\u201cN\u00e3o tenha medo, cotinue a falar e n\u00e3o se cale, pois eu estou contigo\u201c (At 18,9)<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u201cCristo aponta para a Amaz\u00f4nia\u201c lembrava o Papa Paulo VI aos bispos da Amaz\u00f4nia por ocasi\u00e3o de seu encontro em Santar\u00e9m, de 24 a 30 de maio de 1972, marco indel\u00e9vel na hist\u00f3ria da Igreja desta grande regi\u00e3o brasileira, habitada por povos de culturas e tradi\u00e7\u00f5es t\u00e3o diferenciadas do outro Brasil.<\/p>\n<p>Expressamos nossa gratid\u00e3o ao Deus da vida porque nestes 40 anos, n\u00e3o obstante nossas fragilidades, nossa Igreja tem anunciado Jesus Cristo ressuscitado, caminho, verdade e vida e tem marcado presen\u00e7a junto ao povo sofrido, sendo muitas vezes a voz dos povos ind\u00edgenas, ribeirinhos, quilombolas, seringueiros e migrantes, nas periferias e em novos ambientes do centros urbanos animando as comunidades na reivindica\u00e7\u00e3o do respeito pela sua hist\u00f3ria e religiosidade. \u00c9 tamb\u00e9m a vida destes povos, seu modo de viver, sua simplicidade, seu protagonismo, sua f\u00e9 que nos encantam! N\u00e3o faltou o testemunho de entrega da pr\u00f3pria vida at\u00e9 o derramamento de sangue. Este testemunho nos anima, nos encoraja e nos fortalece. S\u00e3o tamb\u00e9m protagonistas religiosos e religiosas, pastorais, movimentos e servi\u00e7os que tem sido uma for\u00e7a viva e atuante na realidade das nossas comunidades.<\/p>\n<p>Constatamos avan\u00e7os no campo social e pol\u00edtico, com novos organismos de participa\u00e7\u00e3o, conselhos de pol\u00edticas p\u00fablicas, participa\u00e7\u00e3o nas campanhas por leis mais justas, aumento da consci\u00eancia e engajamento na quest\u00e3o ecol\u00f3gica. No campo econ\u00f4mico, cresce o consumo e o poder aquisitvo embora nem sempre acompanhado do aumento da qualidade de vida. A vida na Amaz\u00f4nia continua sofrida.<\/p>\n<div>H\u00e1 s\u00e9culos os povos da Amaz\u00f4nia gemem e choram sob o peso de um modelo de desenvolvimento que os oprime e exclui do \u201cbanquete da vida, para o qual todos os homens e mulheres s\u00e3o igualmente convidados por Deus\u201c (SRS 39). A Igreja ouve os gritos, \u00e0s vezes desesperados, e se identifica com o seu clamor, conhece o seu sofrimento. Mais ainda, a Igreja declara que \u201cas alegrias e esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias dos homens e mulheres, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, s\u00e3o tamb\u00e9m as alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e angustias dos disc\u00edpulos de Cristo\u201c (cf. GS 1).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As decis\u00f5es sobre o desenvolvimento da Amaz\u00f4nia sempre s\u00e3o tomadas a partir de fora e visam unica e exclusivamente a explora\u00e7\u00e3o das riquezas naturais sem levar em conta as leg\u00edtimas aspira\u00e7\u00f5es dos povos desta regi\u00e3o a uma verdadeira justi\u00e7a social. Quando Paulo VI declarava que \u201co desenvolvimento \u00e9 o novo nome da paz\u201c (PP 87), n\u00e3o pensava num \u201ccrescimentismo\u201c meramente econ\u00f4mico, unilateral e excludente, mas convidava a todos os povos da terra a empenhar-se por um mundo justo, fraterno e solid\u00e1rio, na perspectiva do Reino que Jesus veio a anunciar \u201cpara que todos tenham vida\u201c (Jo 10,10).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como quarenta anos atr\u00e1s, a Amaz\u00f4nia continua sendo considerada a \u201ccol\u00f4nia\u201c, mesmo que abranja mais da metade do territ\u00f3rio nacional. Para a metr\u00f3pole \u2013 Bras\u00edlia, o sudeste e o sul do Pa\u00eds \u2013 Amaz\u00f4nia \u00e9 apenas \u201cprov\u00edncia\u201c, primeiro prov\u00edncia madeireira e mineradora, depois a \u00faltima fronteira agr\u00edcola no intuito de expandir o agroneg\u00f3cio at\u00e9 os confins deste delicado e complexo ecossistema, \u00fanico em todo o planeta. De uns anos para c\u00e1 a \u201cprov\u00edncia\u201c recebeu mais um r\u00f3tulo, sem d\u00favida o mais desastroso, pois implicar\u00e1 a sua destrui\u00e7\u00e3o programada, haja visto o n\u00famero de hidrel\u00e9tricas projetadas para os pr\u00f3ximos anos: a Amaz\u00f4nia \u00e9 declarada a prov\u00edncia \u201cenerg\u00e9tica\u201c do Pa\u00eds. Sob a alega\u00e7\u00e3o de gerar energia limpa se esconde a verdade de que mais florestas sucumbir\u00e3o, mais \u00e1reas, inclusive urbanas, ser\u00e3o inundadas, milhares de fam\u00edlias ser\u00e3o expulsas de suas terras ancestrais, mais aldeias ind\u00edgenas diretamente afetadas, mais lagos artificiais, podres e mortos, produzir\u00e3o gases letais e se tornar\u00e3o viveiro prop\u00edcio para todo tipo de pragas e geradores de doen\u00e7as end\u00eamicas.<\/div>\n<p>A hist\u00f3ria da Amaz\u00f4nia revela que foi sempre uma minoria que lucrava \u00e0s custas da pobreza da maioria e da depreda\u00e7\u00e3o inescrupulosa das riquezas naturais da regi\u00e3o, d\u00e1diva divina para os povos que aqui vivem h\u00e1 mil\u00eanios e os migrantes que chegaram ao longo dos s\u00e9culos passados.<\/p>\n<div><strong><em>Santar\u00e9m 1972: Encarna\u00e7\u00e3o na Realidade e Evangeliza\u00e7\u00e3o Libertadora<br \/>\n<\/em><\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como j\u00e1 em 1972, os bispos reunidos em Santar\u00e9m de 2 a 6 de julho de 2012 n\u00e3o detectam apenas os mecanismos perniciosos respons\u00e1veis pela mis\u00e9ria dos povos e a devasta\u00e7\u00e3o das florestas, mas os denunciam como respons\u00e1veis de gerar \u201cricos cada vez mais ricos \u00e0s custas e pobres cada vez mais pobres\u201c (Jo\u00e3o Paulo II, Discurso inaugural de Puebla, 28 de janeiro de 1979) e de um meio-ambiente cada vez mais deteriorado. O \u201clar\u201c (em grego \u201coikos\u201c \u2013 da\u00ed a palavra \u201cecologia\u201c) que Deus criou para todos n\u00f3s n\u00e3o pode ser explorado at\u00e9 a exaust\u00e3o, mas exige cuidado, zelo, amor, tamb\u00e9m em vista das futuras gera\u00e7\u00f5es. Os cientistas alertam sempre mais que a devasta\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia ter\u00e1 consequ\u00eancias irrevers\u00edveis para o clima do planeta e se torna assim uma amea\u00e7a \u00e0 vida e sobreviv\u00eancia de toda a humanidade.<\/div>\n<p>Em 1972 os bispos da Amaz\u00f4nia j\u00e1 identificaram graves feridas neste mundo de selvas e \u00e1guas que atingiram violentamente os povos origin\u00e1rios e tradicionais da regi\u00e3o. Como 40 anos atr\u00e1s, tamb\u00e9m hoje os bispos se entendem como mensageiros dos povos da Amaz\u00f4nia, profetas que vivem numa grande proximidade com Deus e ao mesmo tempo sintonizados com os acontecimentos hist\u00f3ricos, homens de f\u00e9 que \u201ev\u00eam da grande tribula\u00e7\u00e3o\u201c (Ap 7,14). Nestes nossos tempos, as feridas se tornaram chagas abertas que perpassam e sangram a Amaz\u00f4nia de fora a fora, causando cada dia mais v\u00edtimas fatais.<\/p>\n<div>As prioridades da a\u00e7\u00e3o pastoral e evangelizadora apontadas em 1972 continuam atual\u00edssimas. At\u00e9 hoje uma forma\u00e7\u00e3o adequada \u00e0 essa regi\u00e3o para ministros ordenados, mas tamb\u00e9m para leigas e leigos que dirigem as comunidades, \u00e9 fundamental. Importa encarnar a Igreja no ch\u00e3o concreto da Amaz\u00f4nia. Quem exerce um minist\u00e9rio, ordenado ou n\u00e3o, participa do pastoreio de Jesus e est\u00e1 a servi\u00e7o de seus irm\u00e3os e irm\u00e3s e quer exerc\u00ea-lo na simplicidade do lava-p\u00e9s e numa proximidade fraterna ao Povo de Deus.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As Comunidades Crist\u00e3s ou Eclesiais de Base t\u00e3o recomendadas no Documento Santar\u00e9m 1972 s\u00e3o express\u00e3o de uma Igreja viva e comprometida. Como os bispos j\u00e1 afirmaram em Manaus (2007), elas constituem um dom especial que Deus concedeu \u00e0 Igreja na Amaz\u00f4nia. S\u00e3o obra do Esp\u00edrito Santo. O que o Documento de Aparecida afirma, aplica-se de modo especial \u00e0 Amaz\u00f4nia. As CEBs, diz o documento, \u201ct\u00eam sido escolas que t\u00eam ajudado a formar crist\u00e3os comprometidos com sua f\u00e9, disc\u00edpulos e mission\u00e1rios do Senhor, como o testemunha a entrega generosa, at\u00e9 derramar o sangue, de muitos de seus membros\u201d (DAp 178). As CEB\u2019s s\u00e3o tamb\u00e9m uma resposta v\u00e1lida e empolgante para o mundo urbano como resposta ao individualismo e a superficialidade do consumismo. Nas CEBs se vive a dimens\u00e3o samaritana da compaix\u00e3o ativa e interajuda, de um cora\u00e7\u00e3o e m\u00e3os abertas para quem sofre ou passa necessidade, mas tamb\u00e9m a dimens\u00e3o prof\u00e9tica de anunciar continuamente a utopia do Reino e, ao mesmo tempo, denunciar todos os mecanismos e estruturas que impedem a chegada do Reino. \u00c9 exatamente esta dimens\u00e3o prof\u00e9tica que gerou as e os m\u00e1rtires da Amaz\u00f4nia. As CEBs constituem-se em fam\u00edlia das fam\u00edlias onde todos se conhecem e querem bem, mas s\u00e3o tamb\u00e9m centros de ora\u00e7\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus para nutrir a m\u00edstica profunda da viv\u00eancia na proximidade de Deus. Ele mesmo se revelou como um Deus-conosco e assegurou aos profetas, ap\u00f3stolos, disc\u00edpulas e disc\u00edpulos: \u201cEu estarei contigo\u201c (cf. Ex 3,14; Js 1,9; Jr 1,19; At 18,9-10). Afinal \u201cse Deus est\u00e1 conosco, quem ser\u00e1 contra n\u00f3s\u201c (Rom 8,31).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Santar\u00e9m 1972 assume a quest\u00e3o ind\u00edgena como causa de toda a Igreja na Amaz\u00f4nia. Lembra que no mesmo ano por iniciativa dos bispos, mormente dos da Amaz\u00f4nia, foi fundado o Conselho Indigenista Mission\u00e1rio \u2013 Cimi.<\/div>\n<p>Os bispos talvez n\u00e3o imaginavam quarenta anos atr\u00e1s o imenso apoio que sua decis\u00e3o significava aos direitos e \u00e0 sobreviv\u00eancia de dezenas de povos ind\u00edgenas na regi\u00e3o amaz\u00f4nica que, sem o empenho intransigente da Igreja, teriam desaparecido. A presen\u00e7a solid\u00e1ria e o apoio incondicional \u00e0 luta por seus direitos foi fundamental para que hoje a maioria dos povos ind\u00edgenas da regi\u00e3o tenha suas terras demarcadas. Foi tamb\u00e9m de enorme import\u00e2ncia gerar uma consci\u00eancia de respeito e valoriza\u00e7\u00e3o dos povos, suas culturas e seus projetos de \u201cBem Viver\u201c. Dezenas de povos sa\u00edram do sil\u00eancio em que foram for\u00e7ados a se ocultar para sobreviver. Ressurgiram das cinzas e est\u00e3o lutando pelos seus direitos e suas terras. Alem disso a atua\u00e7\u00e3o corajosa dos mission\u00e1rios, selando seu compromisso atrav\u00e9s do sangue derramado pela vida desses povos, propiciou o surgimento de articula\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es dos povos ind\u00edgenas, essenciais para a conquista de seus direitos e sua autonomia.<\/p>\n<p>Os riscos de exterm\u00ednio de v\u00e1rios grupos ind\u00edgenas em estado de isolamento volunt\u00e1rio, exige um renovado compromisso com a sobreviv\u00eancia de milhares de vidas e povos amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>Na perseveran\u00e7a salvareis vossas vidas (Lc 21,19)<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Deparamo-nos hoje com uma verdadeira enxurrada de grandes projetos que os Governos querem implantar, seguindo a estrat\u00e9gia do \u201cfato consumado\u201c. N\u00e3o h\u00e1 discuss\u00e3o, nem consulta popular que merecesse este nome. Decide-se e executa-se. Oponentes s\u00e3o criminalizados ou taxados de inimigos do progresso. Tamb\u00e9m os ribeirinhos, seringueiros, quilombolas, e outros povos tradicionais sofrem pela falta de reconhecimento suas terras.<\/p>\n<p>A \u00e9tica na pol\u00edtica prometida \u00e0 na\u00e7\u00e3o e esperada pelo povo brasileiro cedeu lugar a uma sequencia ininterrupta de esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o em todos os n\u00edveis governamentais.<\/p>\n<p>Somado a estes desafios nos deparamos com a emerg\u00eancia do fen\u00f4meno urbano, com o incha\u00e7o nas periferias das grandes cidade, explora\u00e7\u00e3o sexual, tr\u00e1fico de pessoas e de drogas, viol\u00eancia. Em vez de investimentos em pol\u00edticas p\u00fablicas de saneamento b\u00e1sico, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a, o Estado prioriza pol\u00edticas compensat\u00f3rias, apoia e incentiva o grande capital, investe na constru\u00e7\u00e3o de est\u00e1dios monumentais e outras obras fara\u00f4nicas.<\/p>\n<p>\u201cPodem roubar-nos tudo, menos a esperan\u00e7a\u201d (D. Pedro Casald\u00e1liga). No caminho de \u201cSantar\u00e9m\u201d, novamente nos lan\u00e7amos nas estradas e rios, nas aldeias e quilombos, nos interiores e periferias das cidades, nos grandes centros urbanos desta imensa Amaz\u00f4nia, abra\u00e7ando a Miss\u00e3o que nos foi confiada, comprometidos com toda a cria\u00e7\u00e3o e na busca de sermos aut\u00eanticas comunidades de f\u00e9 alimentadas pela Palavra e pela Eucaristia. Nesta hora da hist\u00f3ria o nosso cora\u00e7\u00e3o \u00e0s vezes, se angustia por causa de tantas dificuldades que nos desafiam, aparentemente insuper\u00e1veis; no entanto, continuamos a ser chamados e enviados como mission\u00e1rios e profetas para alimentar a esperan\u00e7a, como \u00e2ncora firme e segura (cf Hb 6,19), de um mundo novo, inaugurado por Jesus Cristo Crucificado e Ressuscitado..<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evangeliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":208949,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[201],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Carta dos bispos ao Povo de Deus na Amaz\u00f4nia - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/carta-dos-bispos-ao-povo-de-deus-na-amazonia.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Carta dos bispos ao Povo de Deus na Amaz\u00f4nia - 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