{"id":200594,"date":"2019-02-26T13:50:07","date_gmt":"2019-02-26T16:50:07","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=200594"},"modified":"2019-02-26T14:32:15","modified_gmt":"2019-02-26T17:32:15","slug":"d-evaristo-a-amazonia-nao-precisa-ser-conquistada-precisa-ser-respeitada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/d-evaristo-a-amazonia-nao-precisa-ser-conquistada-precisa-ser-respeitada.html","title":{"rendered":"D. Evaristo: &#8220;A Amaz\u00f4nia n\u00e3o precisa ser conquistada; precisa ser respeitada&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-200595\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/evaristo_260219.jpg\" alt=\"\" width=\"890\" height=\"472\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/evaristo_260219.jpg 890w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/evaristo_260219-450x239.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/evaristo_260219-768x407.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/evaristo_260219-150x80.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 890px) 100vw, 890px\" \/><\/p>\n<p>Na semana teve in\u00edcio um semin\u00e1rio organizado pela Secretaria Geral do S\u00ednodo intitulado: &#8220;Rumo ao S\u00ednodo Especial para a Amaz\u00f4nia: dimens\u00e3o regional e universal&#8221;.\u00a0O semin\u00e1rio \u00e9 uma das muitas iniciativas que a Secretaria Geral do S\u00ednodo dos Bispos est\u00e1 realizando para preparar adequadamente o S\u00ednodo Especial sobre a Amaz\u00f4nia, que ter\u00e1 lugar em Roma em outubro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>O bispo franciscano, Dom Evaristo Spengler, Bispo da Prelazia do Maraj\u00f3 (PA), falou nesta ter\u00e7a-feira sobre &#8220;Ecologia, Economia e Pol\u00edtica&#8221;.<\/p>\n<p><strong>VEJA A \u00cdNTREGA DE SEU DISCURSO<\/strong><\/p>\n<p>Quero iniciar retomando as palavras do papa Francisco na <em>Laudato Si&#8217;<\/em>: \u201c<em>A ecologia estuda as rela\u00e7\u00f5es entre os organismos vivos e o meio ambiente onde se desenvolvem. E isso exige que se pare para pensar e discutir acerca das condi\u00e7\u00f5es de vida e de sobreviv\u00eancia de uma sociedade, com a honestidade de p\u00f4r em quest\u00e3o modelos de desenvolvimento, produ\u00e7\u00e3o e consumo. Nunca \u00e9 demais insistir que tudo est\u00e1 interligado<\/em>\u201d (n. 138). \u00c9 no \u00e2mbito deste paradigma em que \u201ctudo est\u00e1 interligado\u201d que vou considerar a rela\u00e7\u00e3o entre ecologia, economia e pol\u00edtica, visto que \u201ca<em> ecologia humana \u00e9 insepar\u00e1vel da no\u00e7\u00e3o de bem comum<\/em>\u201d (LS, 156).<\/p>\n<ol>\n<li><strong>A pol\u00edtica enredada nas malhas de uma \u201ceconomia que mata\u201d<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u201cEssa economia mata\u201d, afirma de maneira contundente o Papa Francisco na <em>Evangelii Gaudium <\/em>n. 53. Trata-se de uma \u201ceconomia da exclus\u00e3o\u201d (n. 53-54) caracterizada pela \u201cnova idolatria do dinheiro\u201d (n. 55-56), criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o \u201cdinheiro governa em vez de servir\u201d (n. 57-58) e \u201ca desigualdade social gera viol\u00eancia\u201d (n. 59-60).<\/p>\n<p>A economia \u00e9 aquela atividade humana pela qual, interagindo e utilizando racionalmente dos bens e servi\u00e7os naturais, garantimos nossa sobreviv\u00eancia, abertos \u00e0 comunidade de vida e \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras. O drama da economia atual \u00e9 que o sistema financeiro passou a ocupar todos os espa\u00e7os. De uma <strong>economia de mercado<\/strong> passamos para uma <strong>sociedade de mercado<\/strong>. Essa \u00e9 a grande transforma\u00e7\u00e3o, das maiores e mais perigosas da hist\u00f3ria. Passamos de uma sociedade <strong>com<\/strong> economia de mercado para uma sociedade <strong>dominada <\/strong>pelo mercado. Todas as atuais decis\u00f5es pol\u00edticas visam favorecer as demandas do Mercado. Nesse contexto, tudo virou mercadoria, desde os bens naturais, as rela\u00e7\u00f5es humanas e at\u00e9 as coisas mais sagradas da religi\u00e3o. De tudo se pode obter lucro, tudo pode ser levado ao mercado, e no mercado tudo \u00e9 negoci\u00e1vel. Esse tipo de economia, hoje mundializado, transformou o planeta Terra num grande mercado. Nele tudo est\u00e1 \u00e0 venda. A Terra vem sendo submetida a uma explora\u00e7\u00e3o de todos os seus ecossistemas em fun\u00e7\u00e3o do enriquecimento de alguns e do empobrecimento de bilh\u00f5es de pessoas. Segundo relato da ONG Oxfan 2019, 26 indiv\u00edduos possuem riqueza igual a 3,4 bilh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Por exemplo, algo pensado no Brasil para preserva\u00e7\u00e3o ambiental, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), tamb\u00e9m passou a ser usado para fins comerciais. O chin\u00eas Lap Chang cadastrou um CAR sobre uma \u00e1rea de 58 mil hectares, no Maraj\u00f3, territ\u00f3rio da minha Prelazia, onde vivem povos tradicionais. Em fun\u00e7\u00e3o disso, vendeu cr\u00e9dito de carbono para uma empresa inglesa, no valor de mais de 200 mil d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Essa economia em que tudo virou mercado produz duas funestas injusti\u00e7as. Uma social, produzindo incomensur\u00e1vel pobreza e mis\u00e9ria; e outra, uma injusti\u00e7a ecol\u00f3gica, dizimando os bens e servi\u00e7os naturais, muitos deles n\u00e3o renov\u00e1veis. Por esse motivo, tem raz\u00e3o o Papa Francisco quando afirma de maneira precisa: \u201c<em>N\u00e3o h\u00e1 duas crises separadas: uma ambiental e outra social; mas uma \u00fanica e complexa crise s\u00f3cio-ambiental. As diretrizes para a solu\u00e7\u00e3o requerem uma abordagem integral para combater a pobreza, devolver a dignidade aos exclu\u00eddos e, simultaneamente, cuidar da natureza<\/em>\u201d (LS, 139).<\/p>\n<p>De fato, a economia atualmente \u00e9 dominada pela economia de acumula\u00e7\u00e3o desenfreada e pelo mercado financeiro. Organizou-se de tal forma a economia que beneficia os mais ricos em detrimento dos mais pobres. Na esteira da Doutrina Social da Igreja somos desafiados a buscar uma pol\u00edtica de participa\u00e7\u00e3o de todos e para todos, e tamb\u00e9m para com a natureza. A ecopol\u00edtica tem por escopo organizar a sociedade e a distribui\u00e7\u00e3o do poder de forma a implementar estrat\u00e9gias de sustentabilidade para garantir a todos o suficiente e o decente para viver. Isso sup\u00f5e pensar a pol\u00edtica, no sentido dos documentos sociais da Igreja, como a busca comum do bem comum. Contudo \u00e9 necess\u00e1rio incluir nesse bem comum n\u00e3o apenas os seres humanos, mas toda a comunidade de vida.<\/p>\n<p>Declarando que \u201c<em>o atual sistema mundial \u00e9 insustent\u00e1vel<\/em>\u201d (n. 202), o Papa Francisco, por 35 vezes na <em>Laudato Si&#8217;,<\/em> conclama para \u201c<em>novos estilos de vida<\/em>\u201d (n. 163; 194 passim) e novas formas de consumo de sobriedade compartilhada. \u00c9 necess\u00e1rio e urgente a constru\u00e7\u00e3o de um paradigma de desenvolvimento alternativo ao atual modelo hegem\u00f4nico. Trata-se de convers\u00e3o do atual modelo de desenvolvimento global. O modelo alternativo de desenvolvimento global dever\u00e1 considerar o meio ambiente como um bem coletivo, a defesa do trabalho e dos povos origin\u00e1rios, entre eles os ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia, o papel dos movimentos sociais e das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil.<\/p>\n<p>Sem negar os avan\u00e7os da tecnoci\u00eancia na melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida e do bem-estar das pessoas, n\u00e3o podemos nos deixar dominar e ser controlados por ela. A ci\u00eancia, a tecnologia, assim como a economia, deve estar a servi\u00e7o da vida, e n\u00e3o impor o ritmo \u00e0 vida.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>Ecologia, economia e pol\u00edtica na regi\u00e3o amaz\u00f4nica brasileira<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Desde o per\u00edodo da invas\u00e3o dos ib\u00e9ricos, a regi\u00e3o amaz\u00f4nica se encontra \u00e0 merc\u00ea de pol\u00edticas coloniais. Entre os s\u00e9culos XVI-XIX, o colonialismo extrativista teve fortes incid\u00eancias sobre povos aut\u00f3ctones e bens naturais mediante uma injusta expropria\u00e7\u00e3o. E nos s\u00e9culos posteriores, com os Estados modernos, pr\u00e1ticas e mentalidades colonialistas continuam mediante a explora\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es, culturas e territ\u00f3rios dessa imensa regi\u00e3o. H\u00e1 s\u00e9culos, distintas formas de explora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia v\u00eam sendo produzidas e, para a fatalidade das suas popula\u00e7\u00f5es, todas elas com interesses colonizadores que se manifestam mediante dois expedientes: explora\u00e7\u00e3o de sua popula\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o a mera reserva de \u201crecursos\u201d naturais, como territ\u00f3rio a ser conquistado, explorado e comercializado para a obten\u00e7\u00e3o de lucros.<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia j\u00e1 resistiu a grandes projetos, de monocultivos e de ocupa\u00e7\u00e3o. Falando do Brasil, em 1926, Henry Ford comprou 3 milh\u00f5es de hectares de terra ao longo do rio Tapaj\u00f3s, contratou mais de 3.000 oper\u00e1rios, derrubou a mata e plantou 70 milh\u00f5es de mudas de seringueira para extrair borracha. Um fungo invis\u00edvel, com enorme capacidade de multiplica\u00e7\u00e3o, fez fracassar o projeto. O monocultivo, mesmo sendo de uma esp\u00e9cie amaz\u00f4nica, foi rejeitado pela floresta. Em 1967, Daniel Keith Ludwig montou um projeto milion\u00e1rio junto ao rio Jari, numa \u00e1rea de 3,6 milh\u00f5es de hectares para produ\u00e7\u00e3o de celulose com esp\u00e9cies de outras regi\u00f5es, e agropecu\u00e1ria. A floresta resistiu e novamente um fungo foi respons\u00e1vel pelo fracasso de 22 empresas envolvidas no projeto. Em 1975, a Volkswagen desmatou 55.000 hectares usando bombas de napalm e desfolhantes qu\u00edmicos. Teve grandes preju\u00edzos e abandonou o projeto. A natureza amaz\u00f4nica resistiu e resiste incansavelmente. A prepot\u00eancia humana teve que se curvar e se humilhar muitas vezes \u00e0 grandeza e \u00e0 for\u00e7a do bioma amaz\u00f4nico. Contudo, hoje, os ataques s\u00e3o mais graves, porque os ataques s\u00e3o muitos, simult\u00e2neos, de muitas frentes e com grandes tecnologias. S\u00e3o megaprojetos de minera\u00e7\u00e3o, energia, petr\u00f3leo, agricultura, pecu\u00e1ria, madeireiras, infra-estrutura, como hidrovias, rodovias, ferrovias e portos. S\u00e3o projetos de governos e de grandes conglomerados econ\u00f4micos e de diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Trata-se a Amaz\u00f4nia como se fosse o celeiro do mundo, onde se pode retirar ou produzir o que quiser. Isso n\u00e3o \u00e9 verdade. A Amaz\u00f4nia \u00e9 um bioma fr\u00e1gil que tem seus pr\u00f3prios mecanismos internos de sobreviv\u00eancia e resist\u00eancia. Outros consideram ainda a Amaz\u00f4nia como o pulm\u00e3o do mundo, como se fosse uma grande f\u00e1brica de oxig\u00eanio. \u00a0Na verdade, a floresta \u00e9 um grande equil\u00edbrio din\u00e2mico, no qual tudo \u00e9 aproveitado e continuamente reciclado. O oxig\u00eanio que ela produz, ela mesmo consome. Mas ela funciona como um grande filtro que absorve di\u00f3xido de carbono, o principal g\u00e1s do efeito estufa, um dos fatores respons\u00e1veis pelo aquecimento global e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Caso a floresta seja derrubada, seriam liberados para a atmosfera cerca de 50 bilh\u00f5es de toneladas de carbono por ano, que a floresta, em p\u00e9, mant\u00e9m sequestrados. A derrubada provocaria uma dizima\u00e7\u00e3o em massa. Outro fator \u00e9 que a floresta \u00e9 importante para o equil\u00edbrio da umidade e das chuvas que sustentam a pr\u00f3pria floresta. A floresta sustenta a chuva e a chuva sustenta a floresta. Al\u00e9m disso exporta umidade, via a\u00e9rea, para outros biomas.<\/p>\n<p>Vigoram hoje, na Amaz\u00f4nia, dois modelos de desenvolvimento. Um \u00e9 <strong>predat\u00f3rio<\/strong>, da extra\u00e7\u00e3o de madeira, da minera\u00e7\u00e3o, do petr\u00f3leo e energia, da pecu\u00e1ria, do monocultivo, que tem como consequ\u00eancias o desmatamento (20% da floresta j\u00e1 est\u00e3o desmatados), concentra\u00e7\u00e3o de renda, trabalho escravo, envenenamentos do solo e das \u00e1guas, diminui\u00e7\u00e3o das chuvas (nas \u00e1reas desmatadas a esta\u00e7\u00e3o seca se prolonga num ritmo de seis dias a cada dez anos), conflitos de ocupa\u00e7\u00e3o com a expuls\u00e3o dos povos da floresta, desrespeito \u00e0s leis, morte de lideran\u00e7as, ambientalistas e agentes de pastoral. O outro modelo \u00e9 o <strong>s\u00f3cio-ambiental<\/strong>, ecol\u00f3gico, direcionado aos povos da floresta. Tem como consequ\u00eancia a redistribui\u00e7\u00e3o de renda, a preserva\u00e7\u00e3o da floresta e da biodiversidade, a socializa\u00e7\u00e3o da terra e dos recursos, a distribui\u00e7\u00e3o de renda, a preserva\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es tradicionais, a fixa\u00e7\u00e3o do \u201chomem\u201d na floresta, e um mercado promissor de frutas, cocos, artesanatos, polpas, fitoter\u00e1picos, \u00f3leos, castanhas, ecoturismo, entre outros. Este modelo deve ser fortalecido pelos nossos projetos pastorais. Ainda \u00e9 um desafio estudar e conhecer toda a biodiversidade e o bioma amaz\u00f4nico. Bem dizia Chico Mendes, o m\u00e1rtir por defender a floresta, assassinado em 22 de dezembro de 1988: \u201cA floresta em p\u00e9 \u00e9 mais produtiva do que a floresta tombada\u201d. Ou, como diziam os seringueiros da Amaz\u00f4nia, e tantas vezes repetiu a Ir. Dorothy Stang, tamb\u00e9m m\u00e1rtir, assassinada em 12 de fevereiro de 2005 por defender os povos da floresta: \u201cA morte da floresta \u00e9 o fim da nossa vida\u201d.<\/p>\n<p>Para o modelo predat\u00f3rio, a Amaz\u00f4nia tem tudo o que o mercado precisa para manter um crescimento linear e constante, e tudo em abund\u00e2ncia: biodiversidade, terras, \u00e1gua, floresta, petr\u00f3leo, madeira, min\u00e9rios, fontes de energia, que s\u00e3o de f\u00e1cil acesso. E \u00e9 assim que ouvimos falar da Amaz\u00f4nia como a \u00faltima fronteira do agroneg\u00f3cio e da minera\u00e7\u00e3o. Essa economia predat\u00f3ria n\u00e3o poupa nem as pessoas. Tr\u00e1fico de pessoas, explora\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra infantil, explora\u00e7\u00e3o sexual, s\u00e3o comuns na Amaz\u00f4nia. A economia transforma em mercadoria n\u00e3o apenas os corpos, mas explora e manipula sentimentos, sonhos, desejos, e a confian\u00e7a das pessoas, seduzidas por falsas e enganosas promessas. Aqui, Vossa Emin\u00eancia Cardeal Baldisseri, eu abro um par\u00eantesis para dizer que trago um apelo de parte da Igreja da Amaz\u00f4nia, que junto com diversas organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil organizada atuam na promo\u00e7\u00e3o e defesa dos direitos de crian\u00e7as e adolescentes. Eles solicitam ao S\u00ednodo para a Amaz\u00f4nia um olhar especial e misericordioso para a problem\u00e1tica da viol\u00eancia sexual contra crian\u00e7as e adolescentes, sobretudo nas \u00e1reas dos grandes projetos econ\u00f4micos presentes na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia n\u00e3o precisa ser conquistada, nem desbravada, precisa ser respeitada. O sistema amaz\u00f4nico n\u00e3o funciona nos moldes de competi\u00e7\u00e3o, funciona nos moldes de coopera\u00e7\u00e3o, como todo o sistema Terra. A quest\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 em conquistar a Amaz\u00f4nia, mas em conviver com a Amaz\u00f4nia. A pol\u00edtica deveria estar a servi\u00e7o da boa conviv\u00eancia social e da boa conviv\u00eancia ambiental, mas ela prefere estar a servi\u00e7o da economia. Podemos aprender das popula\u00e7\u00f5es tradicionais da Amaz\u00f4nia. H\u00e1 vest\u00edgios de presen\u00e7a humana na Amaz\u00f4nia h\u00e1 pelo menos 12.000 anos. Popula\u00e7\u00f5es tradicionais desenvolveram grandes e complexas sociedades. Em per\u00edodos mais recentes chegaram outros habitantes, que tamb\u00e9m foram acolhidos pela floresta. Os povos da floresta n\u00e3o s\u00e3o ing\u00eanuos nem ignorantes. Como seres humanos, eles interagiram com o seu meio. T\u00eam uma sabedoria, uma cultura, convivem com a floresta, interferem na floresta, vivem da floresta e das \u00e1guas. Povos tradicionais e floresta se condicionam mutuamente, criaram rela\u00e7\u00f5es e desenvolveram uma <strong><em>florestania<\/em><\/strong>, numa teia intrincada de reciprocidade, interc\u00e2mbio e cumplicidade. Isso tamb\u00e9m \u00e9 pol\u00edtica, ou melhor, eco-pol\u00edtica, eco-logia e eco-nomia. Eco do grego <em>oikos <\/em>lar, casa, como insiste o Papa Francisco, \u201cnossa casa comum\u201d. Os povos da floresta, a veem como algo vivo, um sujeito, parte da comunidade que deve ser respeitada. Ao contr\u00e1rio, a Cultura Ocidental Moderna v\u00ea na floresta e no imenso territ\u00f3rio apenas um objeto, algo a ser conquistado, manipulado, transformado em mat\u00e9ria prima para ser explorada, negociada, consumida, usada e descartada.<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o podemos confiar na pol\u00edtica vigente. Ela \u00e9 submissa e servi\u00e7al ao grande capital e aos megaprojetos para a Amaz\u00f4nia. Faz isso sem \u00e9tica e sem escr\u00fapulos. J\u00e1 n\u00e3o podemos confiar na economia de mercado. Ela \u00e9 insaci\u00e1vel e transforma tudo em mercadoria. Talvez tenhamos que ouvir mais a ci\u00eancia, porque hoje s\u00e3o os cientistas que nos advertem sobre os riscos que corremos, inclusive de autodestrui\u00e7\u00e3o, em consequ\u00eancia desse modelo de uma economia predat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Mas antes dos cientistas, pela f\u00e9, cada crist\u00e3o \u00e9 convidado a assumir a defesa da casa comum, porque reconhece tudo como criatura de Deus. H\u00e1 oito s\u00e9culos, S\u00e3o Francisco de Assis cantava louvores a Deus, sentindo-se irm\u00e3o de toda natureza criada. Louva a Deus pela Terra, \u201cIrm\u00e3 e M\u00e3e, que nos sustenta e governa\u201d. Essa percep\u00e7\u00e3o est\u00e1 em profunda comunh\u00e3o com a cosmovis\u00e3o de povos origin\u00e1rios da Am\u00e9rica, que chamam a terra de \u201cPachamama\u201d, a grande m\u00e3e.<\/p>\n<p>As florestas s\u00e3o um fator importante na terra, para o equil\u00edbrio dos climas, temperatura e das condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 vida, entre elas a vida humana. As florestas refrescam a terra. Os cientistas dizem que a Terra precisa conservar pelo menos 50% de suas florestas nativas para manter o clima e o ambiente favor\u00e1vel \u00e0 vida humana. As florestas est\u00e3o amea\u00e7adas. Hoje s\u00f3 restam preservadas 22% das florestas; menos da metade do que o postulado como necess\u00e1rio. A Amaz\u00f4nia representa 1\/3 de todas as florestas que ainda existem. Da\u00ed a import\u00e2ncia da Amaz\u00f4nia. \u00c9 urgente respeit\u00e1-la, preserv\u00e1-la e cuid\u00e1-la.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o: a utopia vencer\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>A compreens\u00e3o da Terra como Casa Comum deveria oferecer a base para pol\u00edticas globais de controle do aquecimento global, das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, da preserva\u00e7\u00e3o das florestas, do cuidado da casa comum e o limite para a economia de mercado. Tenho suspeitas de que nem os economistas globais, nem os pol\u00edticos nacionais ser\u00e3o capazes de fazer isso. Mas tenho certeza que os povos da floresta, os povos origin\u00e1rios, com a proposta do \u201cbem-viver\u201d e as comunidades dos disc\u00edpulos de Jesus, com a proposta do Reino de Deus, junto com outros aliados que sabem que a Amaz\u00f4nia \u00e9 cria\u00e7\u00e3o de Deus, ser\u00e3o capazes. Isso pode parecer um sonho, mas s\u00e3o os sonhos que alimentam as utopias. N\u00f3s sonhamos com a utopia do Reino anunciado por Jesus. Como diz uma can\u00e7\u00e3o de nossas Comunidades:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">\u201cSonho que se sonha s\u00f3, pode ser pura ilus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">Sonho que se sonha juntos, \u00e9 sinal de solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">Ent\u00e3o, vamos sonhar, companheiros, sonhar ligeiro, sonhar em mutir\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Paz e Bem! Obrigado!\u00a0<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Francisco, Papa. Carta Enc\u00edclica Laudato Si, sobre o cuidado da casa comum. S\u00e3o Paulo, Paulus, 2015.<\/li>\n<li>Boff, Leonardo. A Grande Transforma\u00e7\u00e3o, na economia, na pol\u00edtica e na ecologia. Petr\u00f3polis, Vozes, 2013.<\/li>\n<li>Boff, Leonardo. Ecologia: Grito da Terra, Grito dos Pobres. Rio de Janeiro, Sextante, 2004.<\/li>\n<li>Pillon, Jos\u00e9 Joaquim. Amaz\u00f4nia, \u00faltimo para\u00edso terrestre. Rond\u00f4nia, 2002.<\/li>\n<li>Pantoja, Carlos Augusto. Carta sobre Cr\u00e9ditos de Carbono. Bel\u00e9m, 6 de novembro de 2018, in\u00e9dito.<\/li>\n<li>Lovelock, James. A vingan\u00e7a de Gaia. Rio de Janeiro, Intr\u00ednseca, 2006.<\/li>\n<li>Nobre, Carlos; A Amaz\u00f4nia se aproxima do ponto de ruptura, entrevista, 2019; (https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/entrevista\/2019\/01\/entrevista-carlos-nobre-clima-amazonia-bolsonaro-governo)<\/li>\n<li>Moreira, Alberto da Silva; O tr\u00e1fico humano e seu enfrentamento, um desafio radical \u00e0s igrejas e ao cristianismo; in: Ref\u00fagio, Migra\u00e7\u00f5es e Cidadania, Caderno de Dabates 11, IMDH, UNHCR ACNUR, 2016<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Evaristo Spengler fala no Semin\u00e1rio &#8220;Rumo ao S\u00ednodo Especial para a Amaz\u00f4nia: dimens\u00e3o regional e universal&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":200596,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[201,1379],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>D. 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