{"id":193057,"date":"2019-01-01T06:54:56","date_gmt":"2019-01-01T08:54:56","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?p=193057"},"modified":"2020-05-18T08:52:12","modified_gmt":"2020-05-18T11:52:12","slug":"frei-hipolito-martendal-no-caminho-da-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/frei-hipolito-martendal-no-caminho-da-fe.html","title":{"rendered":"Frei Hip\u00f3lito Martendal: No \u201cCaminho da F\u00e9\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/frei-hipolito-191218-1200.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" \/><\/p>\n<p><em>Frei Hip\u00f3lito Martendal nasceu em Santo Amaro da Imperatriz (SC), no dia 13 de agosto de 1937. O ca\u00e7ula de 10 irm\u00e3os, filho de um franciscano da OFS, foi para o Semin\u00e1rio aos 13 anos. Ele afirma que a voca\u00e7\u00e3o franciscana, assim como outros cap\u00edtulos em sua hist\u00f3ria, surgiu casualmente. Estudioso, \u00e9 formado em Filosofia, Teologia e Psicologia. Neste ano, lan\u00e7ou o livro \u201cO Caminho da F\u00e9 \u2013 Roteiro de estudo e reflex\u00e3o\u201d, publicado pela Editora Vozes, inspirado no curso \u201cEscola da F\u00e9\u201d, ministrado na Par\u00f3quia Santo Ant\u00f4nio do Pari, em S\u00e3o Paulo. <\/em><\/p>\n<p><em>Nesta entrevista, concedida a<strong> \u00c9rika Augusto<\/strong>, ele fala sobre sua voca\u00e7\u00e3o, seu of\u00edcio de professor e sua vis\u00e3o da Igreja na atualidade.<\/em><\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; Quando e como surgiu sua voca\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; Minha voca\u00e7\u00e3o foi meio casual, sem muitas prepara\u00e7\u00f5es. Foi na Par\u00f3quia de Santo Amaro, uma par\u00f3quia bem administrada, que tinha um grande p\u00e1roco, Frei Fid\u00eancio Feldmann, muito amigo do povo e de meu pai. A ideia inicial n\u00e3o era ser franciscano, mas ser padre. Tinha uns 13 anos quando entrei no semin\u00e1rio. Foi r\u00e1pido. Depois da minha decis\u00e3o, conversei com meu irm\u00e3o e meu pai. Discretamente, meu pai topou a ideia sem manifestar entusiasmo. Ele n\u00e3o queria me influenciar em nada, pois era franciscano da OFS. Fizemos a entrevista com Frei Fid\u00eancio. Ele gostou da ideia, deu dicas, falou dos Semin\u00e1rios de Rodeio, de Rio Negro e de Agudos. Este \u00faltimo estava em constru\u00e7\u00e3o. No ano seguinte estava indo pro semin\u00e1rio. Ser frade franciscano foi um acidente. Os padres que conhecia eram franciscanos. Por sinal, eram excelentes franciscanos.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; O que o encantou na vida franciscana?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; O encantamento veio direto da figura de S\u00e3o Francisco. Ali\u00e1s, uma das coisas em que tenho insistido \u00e9 que a gente precisa conhecer as figuras, a vida dos santos. Ou voc\u00ea se encanta por Jesus Cristo ou sua vida crist\u00e3 vai \u201cfazer \u00e1gua\u201d sempre. Ou voc\u00ea se encanta pela figura de S\u00e3o Francisco ou vai se fixar num aspecto ou outro. O encantamento de pessoa para pessoa \u00e9 essencial. Isso d\u00e1 muito mais consist\u00eancia e seguran\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 muito importante para enfrentar dificuldades, crises, pecados, mis\u00e9rias humanas, etc.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-193060 alignright\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/frei-hipolito-191218-300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"376\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/frei-hipolito-191218-300.jpg 300w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/frei-hipolito-191218-300-150x188.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; Em quantos lugares o sr. j\u00e1 passou na Prov\u00edncia?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; Fiquei sete anos em Guaratinguet\u00e1. Em 1974, fui para Petr\u00f3polis dar aula de Psicologia Pastoral, com Frei Ademar Spindeldreier, que faleceu em um acidente. Assumi a cadeira dele e fiquei por 13 anos. Depois, fui transferido para a Par\u00f3quia Bom Jesus dos Perd\u00f5es, em Curitiba (PR), que passava por uma situa\u00e7\u00e3o delicada com a sa\u00edda repentina do p\u00e1roco. L\u00e1 fiquei por 9 anos. Depois fui para o Convento S\u00e3o Francisco, em S\u00e3o Paulo (SP), onde fiquei por quase 14 anos. Depois fiquei um pouco mais de um ano em Vila Velha (ES). De l\u00e1 fui para o Santo Ant\u00f4nio do Pari, em S\u00e3o Paulo (SP), de onde vim para o Santu\u00e1rio Santo Ant\u00f4nio do Valongo, em Santos (SP), onde estou at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; Como surgiu o convite para ser professor?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; Eu n\u00e3o sou de muitas transfer\u00eancias. \u00c9 um epis\u00f3dio bem gozado, tamb\u00e9m cheio de casualidades. Fui ordenado presb\u00edtero em 1965, antes de terminar a Teologia, como era normal na \u00e9poca. Fui entrevistado por Frei Raimundo Vier, o \u201cheadhunter\u201d da \u00e9poca para futuros estudantes no Exterior. Ele me \u201cpescou\u201d para estudar Hist\u00f3ria da Igreja em Roma. Em 1967 a turma foi transferida e fiquei em Petr\u00f3polis, porque iria para Roma naquele ano. Era assistente de Hist\u00f3ria da Igreja Antiga, de Frei Ildefonso Silveira. Durante uns meses dei aula de Patr\u00edstica. Estava tudo indo muito bem, quando, no final de agosto de 1967, Frei Walter Kempf me telefonou e perguntou: Frei Hip\u00f3lito, voc\u00ea acha que em tr\u00eas dias pode estar em Guaratinguet\u00e1 dando aulas de Hist\u00f3ria, Geografia e Religi\u00e3o para o Semin\u00e1rio de Voca\u00e7\u00f5es Adultas? Porque o Frei Francisco Diegues teve um infarto e n\u00e3o pode mais trabalhar. E eu, metido, respondi, meio \u00e0 queima-roupa: Acho que sim. Geografia e Hist\u00f3ria eram meus \u201chobbies\u201d, sempre foi um passatempo. Assim pude dar aula. Dois dias depois da liga\u00e7\u00e3o, estava em Guaratinguet\u00e1, dando aula para os seminaristas. E o meu projeto de Roma foi ficando para tr\u00e1s. N\u00e3o tinha urg\u00eancia, na verdade. Fui tapar um \u201cburaco\u201d e acabou funcionando bem.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; Como surgiu o interesse pela Psicologia?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; Sempre me interessei pela ci\u00eancia. Enquanto estava em Guaratinguet\u00e1, surgiu a possibilidade de estudar Psicologia com os salesianos em Lorena (SP). Quando liguei para o Provincial falando que tinha passado no vestibular, ele me deu os parab\u00e9ns e disse que a Prov\u00edncia pagaria a bolsa de estudos. Ele ficou contente porque poderia ter causado problemas pelo fato de n\u00e3o ter ido a Roma, mas passou tudo em brancas nuvens. Acho que \u00e9 para obedecer sempre, n\u00e3o somente quando \u00e9 do seu interesse. Tamb\u00e9m n\u00e3o estava dando um peda\u00e7o da minha alma por este projeto. Meus sonhos estavam voltados ao nosso povo.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>\u2013 E como uniu a Psicologia com o servi\u00e7o religioso?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; Achava que a Psicologia devia \u201ccasar\u201d muito bem com Pastoral. N\u00e3o queria me transformar num psic\u00f3logo cl\u00ednico, como acabei me tornando. Queria estudar Psicologia como uma ci\u00eancia auxiliar do meu trabalho pastoral. Que, ali\u00e1s, no fundo \u00e9 isso. Hoje, principalmente. A Psicologia surgiu como uma fronteira nova para melhorar o relacionamento do pastor com a ovelha. Nos atendimentos de confiss\u00e3o ou orienta\u00e7\u00e3o, de vez em quando, conforme o quadro, acabo atendendo clinicamente porque tenho preparo para isso. Voc\u00ea forma um quadro emp\u00e1tico muito mais claro da situa\u00e7\u00e3o da pessoa.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; H\u00e1 alguma hist\u00f3ria interessante durante os estudos de Psicologia?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; Sim, poucos sabem que durante o curso fiz est\u00e1gio na Embraer. N\u00f3s ficamos um semestre indo toda semana, e no final, recebi o convite para trabalhar l\u00e1. Choveu na minha horta quando n\u00e3o precisava de chuva. Foi de uma forma inusitada. O est\u00e1gio era complicado, pois consistia no estudo de quatro cargos da Embraer e na elabora\u00e7\u00e3o de quatro baterias de testes para sele\u00e7\u00e3o de pessoal. Um trabalho enorme! Quando ficou pronto, eles me convidaram para uma entrevista. Disseram que iria entrevistar um candidato. Se ele fosse aprovado, seria contratado. Entrevistei um profissional diante de tr\u00eas pessoas do alto escal\u00e3o. No fim, aprovei a pessoa e tamb\u00e9m fui aprovado pelos diretores. Eles estavam \u00e0 procura de profissionais para trabalhar na \u00e1rea de Recursos Humanos. Ou seja, minha psicologia n\u00e3o era t\u00e3o ruim!<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; E com rela\u00e7\u00e3o ao livro lan\u00e7ado recentemente? Como foi o processo de elabora\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; Em 2011, Frei Gilmar Jos\u00e9 da Silva era p\u00e1roco e guardi\u00e3o no Santo Ant\u00f4nio do Pari, onde morava. Numa conversa gen\u00e9rica, falando sobre o Ano da F\u00e9, comentamos de fazer alguma coisa. Surgiu, n\u00e3o sei se foi da cabe\u00e7a dele ou da minha, a ideia de um curso de catequese para adultos a fim de esclarecer a f\u00e9 cat\u00f3lica. Fizemos um plano, tinha at\u00e9 aula para os frades, mas apenas os leigos acabaram participando. Foram 70 aulas no total, que tamb\u00e9m foram publicadas no site da Prov\u00edncia. Outra casualidade foi escrever o curso. Apenas em 1973, quando lecionei dois semestres de aula na Escola Militar da Aeron\u00e1utica, escrevia minhas aulas, quatro ou seis laudas por aula, mimeografadas, pensei: \u201cPara os militares, voc\u00ea escreveu as aulas. Agora para Ele (Deus), voc\u00ea tamb\u00e9m vai escrever estas aulas\u201d. Apresentei este material em CD para o Frei Volney Berkenbrock, da Editora Vozes, que se interessou e surgiu a ideia de escrever um livro de espiritualidade no lugar do texto das aulas. Foram seis anos de trabalho. No fim, o livro tamb\u00e9m surgiu casualmente.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; O que lhe atrai na pessoa de Jesus Cristo?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; As duas figuras de Cristo que me encantam \u00e9 o Cristo sacerdote e o Cristo Pastor. Nas celebra\u00e7\u00f5es, tudo tem a ver com Cristo sacerdote. A Igreja \u00e9 o corpo-vivo atrav\u00e9s do qual Ele atua e voc\u00ea \u00e9 o ministro, \u00e9 o escolhido, \u201cad hoc\u201d, nessa ou naquela celebra\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante, antes de fazer um batizado, por exemplo, agradecer a Ele o fato de ter lhe escolhido para atuar no lugar d\u2019Ele, para que seja um bom instrumento. Quando vou atender uma confiss\u00e3o, um doente, um pobre, \u00e9 o Cristo Pastor. \u00c9 preciso agradecer por ter sido chamado, para que Cristo Pastor exer\u00e7a sua fun\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de mim. Isso \u00e9 uma ajuda fant\u00e1stica para voc\u00ea fazer o melhor. E n\u00e3o, nunca, aceitar fazer de qualquer jeito. Para mim, nesse sentido, as duas coisas mais abrangentes e dif\u00edceis foram a convers\u00e3o: lidar com o pecado, com as mis\u00e9rias pessoais, ter que enfrent\u00e1-las, olhar para elas. A\u00ed vem o Cristo Bom Pastor, para cuidar de si. A segunda coisa foi ser capaz de rever todo o seu trabalho pastoral at\u00e9 aqui e renovar o seu trabalho. Ser melhor padre, melhor pastor, melhor crist\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-193061 alignright\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/frei-hipolito-191218-300-a.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"395\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/frei-hipolito-191218-300-a.jpg 300w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/frei-hipolito-191218-300-a-150x198.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; Para o sr., qual a import\u00e2ncia do Conc\u00edlio Vaticano II para a Igreja hoje? Quais foram as principais contribui\u00e7\u00f5es?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; O Vaticano II foi o rompimento de uma imobilidade hist\u00f3rica. A Igreja estava literalmente engessada, num clericalismo doentio, com o uso de poder muito forte. Com o Vaticano I, declarou-se a infalibilidade do Papa, um cap\u00edtulo nunca bem engolido. A Igreja era o poder e o povo via isso. Faltava esta Igreja mais pobre e mais voltada para o pastoreio. Ela encarnou com muita facilidade Cristo Rei, mas Cristo Bom Pastor nem tanto. O papel do Cristo \u00e9 o do Rei-Pastor, ou do Pastor-Rei, como quiser. Mas sem isso, nunca se chega perto da figura real de Cristo. Nesse sentido, o Vaticano II foi um rompimento desse engessamento hist\u00f3rico, sem d\u00favida nenhuma. Eu n\u00e3o tive no livro uma preocupa\u00e7\u00e3o especial com o Vaticano II. A minha preocupa\u00e7\u00e3o era mostrar o quanto a Doutrina da Igreja \u00e9 linda.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; De modo geral, como o sr. v\u00ea a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 na Igreja do Brasil hoje?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; Eu sou suspeito, porque sempre fui cr\u00edtico. A Igreja tem muitas atividades, institui\u00e7\u00f5es, minist\u00e9rios, pap\u00e9is, apostolados. Quando chegamos numa igreja, somos recebidos por ministros da acolhida, mas nem sempre sabem acolher. Vejo muita falha nas comunidades. A inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 muito fraca. Pega-se um adulto, d\u00e3o-se tr\u00eas ou quatro aulas e pronto.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; E qual seria o ideal?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; O ideal seria, em primeiro lugar, seduzir a pessoa para nosso modo de vida, envolv\u00ea-la nas coisas aos poucos, dar uma forma\u00e7\u00e3o mais s\u00f3lida, numa caminhada mais longa. O conhecer \u00e9 essencial para admirar. N\u00e3o \u00e9 converter \u00e0 Igreja, \u00e9 converter a Jesus Cristo, em primeiro lugar. A\u00ed vem o nosso modo de ser. N\u00f3s somos um modo de ser entre muitos. Eu tenho plena convic\u00e7\u00e3o que \u00e9 o melhor deles. Nenhuma Igreja tem a riqueza da Igreja Cat\u00f3lica. N\u00e3o estou dizendo com olhar triunfalista, mas de algu\u00e9m que conheceu, atrav\u00e9s de aulas, estudo, medita\u00e7\u00e3o. Esse livro para mim foi um excelente trabalho de reflex\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o. Ele me fez um bem enorme, porque hoje percebo que meu trabalho pastoral, mesmo a pastoral de manuten\u00e7\u00e3o, a tal pastoral sacramentalista, como dizem com certo desprezo, voc\u00ea pode faz\u00ea-la muito melhor e tocar muitas pessoas.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; Como acontece na pr\u00e1tica, por exemplo?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; Isso \u00e9 uma coisa que ainda quero escrever: a compreens\u00e3o emp\u00e1tica e os sacramentos. Uma crian\u00e7a que tem poucos meses, cinco a sete meses, vai ser batizada. Racionalmente, ela n\u00e3o entende nada, mas a viv\u00eancia que ela tem pode ser melhorada. As primeiras viv\u00eancias espirituais e religiosas t\u00eam que ser as melhores poss\u00edveis. Tenho este prop\u00f3sito, de tornar a coisa agrad\u00e1vel. Transformar o ritual, o gesto f\u00edsico, ungir a testa, o peito, num gesto de carinho, para que ela perceba que ela \u00e9 querida. As crian\u00e7as choram muito menos quando voc\u00ea tem esta consci\u00eancia. Estas coisas t\u00eam muito a ver com o livro. \u00c9 imposs\u00edvel fazer uma proposta desta import\u00e2ncia para o povo se voc\u00ea n\u00e3o for capaz de fazer tudo para incorpor\u00e1-la. At\u00e9 onde voc\u00ea vai conseguir, isso a gente n\u00e3o sabe. Mas tem que ser uma preocupa\u00e7\u00e3o constante.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; Qual a import\u00e2ncia dos leigos na transmiss\u00e3o da f\u00e9?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; \u00c9 total. O leigo vai gerar a viv\u00eancia das convic\u00e7\u00f5es dele nas celebra\u00e7\u00f5es, ritos, nas ora\u00e7\u00f5es em casa, nos valores de justi\u00e7a, bondade, miseric\u00f3rdia, perd\u00e3o. Isso tudo \u00e9 vivido pelos leigos. O leigo \u00e9 tudo! Ele \u00e9 99,9% da popula\u00e7\u00e3o da Igreja. N\u00f3s, clero, somos um pequenino grupo a servi\u00e7o dele. Ou n\u00f3s estamos a servi\u00e7o dos leigos ou vamos plantar batatas. N\u00e3o temos raz\u00e3o de ser, a n\u00e3o ser servir esta gente.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>\u2013 Mas hoje em dia, nas comunidades, h\u00e1 um cen\u00e1rio diferente. O povo serve o clero, os leigos n\u00e3o fazem quase nada sem consultar o clero. Como mudar esta mentalidade?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; O clericalismo tem semelhan\u00e7a com o machismo. O pior machista, dentro de uma fam\u00edlia machista, em geral n\u00e3o \u00e9 o homem, mas a mulher. Ela incorporou de tal maneira o papel subserviente em rela\u00e7\u00e3o ao todo-poderoso machista, que ela passa isso para os filhos. O grande problema n\u00e3o \u00e9 converter o homem, mas a mulher, que \u00e9 machista sem saber. O clericalismo \u00e9 a mesma coisa. Muitos leigos n\u00e3o fazem nada sem consultar o padre. O pior \u00e9 que os padres em geral gostam de ser consultados, que as coisas aconte\u00e7am conforme eles imaginam que devam ser. Uma falha ser\u00edssima na forma\u00e7\u00e3o do clero \u00e9 a falta de forma\u00e7\u00e3o para o di\u00e1logo, para o trabalho em grupo. Vemos muitos padres e bispos fazendo trabalhos individualistas.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; Como o sr. v\u00ea as novas tecnologias?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; \u00c9 important\u00edssimo. Uma das minhas falhas, que eu me acuso hoje, \u00e9 n\u00e3o ter nenhuma p\u00e1gina de pensamentos, de medita\u00e7\u00f5es, na internet. Seria importante. Se eu n\u00e3o fizer este ano, n\u00e3o fa\u00e7o mais. Mas as melhores coisas da minha vida come\u00e7aram na d\u00e9cada de 80. Essa pode come\u00e7ar tamb\u00e9m. Acredito que a tecnologia tem que ser usada com muito crit\u00e9rio, porque ela est\u00e1 individualizando ainda mais o clero que j\u00e1 \u00e9 individualista. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, nunca se comunicou com tanta facilidade e nunca se comunicou t\u00e3o pouco. Eu sou um leitor mais ou menos voraz, leio todos os dias. Sinto-me mal quando fico sem ler nada. Vivo carregando as coisas: no \u00f4nibus, nas rodovi\u00e1rias, metr\u00f4. O livro voc\u00ea l\u00ea onde quer, pode riscar. Acho o acesso muito mais r\u00e1pido, mais f\u00e1cil. O meu livro, por exemplo, foi escrito quase todo a m\u00e3o. A Fl\u00e1via e Santino, um casal excelente em computa\u00e7\u00e3o, me ajudou. Eu fazia o trabalho a quatro m\u00e3os. Acabei ficando muito mal treinado sozinho. Mas preciso aprender. Para mim significa uma mudan\u00e7a de par\u00e2metro, de estilo. Ler menos livros e ler mais numa telinha.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; H\u00e1 hoje na Igreja uma forte corrente legalista, tanto lit\u00fargica como dogm\u00e1tica. Como o sr. v\u00ea esta quest\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; H\u00e1 uma p\u00e1gina complicada da Psicologia Profunda e Religi\u00e3o, cuja tese \u00e9: quanto mais dif\u00edcil a proposta religiosa, mais ela tende a atrair pessoas. Uma proposta que chega muito suave, \u201clight\u201d, muito bonita e festiva pode encher a igreja para a missa disso ou daquilo, mas n\u00e3o mobiliza. Eu n\u00e3o sei qual \u00e9 a nossa proposta. Talvez nossa proposta esteja um pouco dilu\u00edda, adocicada. O povo tem facilidade de gostar de rigorismos. Por exemplo, a dificuldade de conviver com outras religi\u00f5es. Voc\u00ea percebe como \u00e9 dif\u00edcil mudar as convic\u00e7\u00f5es pessoais que j\u00e1 foram interiorizadas, passando a ser autom\u00e1tico. Por exemplo, agora no Natal, Cristo se encarnou e tornou-se irm\u00e3o de todos. Quem s\u00e3o todos? Os cat\u00f3licos, alguma Igreja Evang\u00e9lica melhorzinha? Da Igreja Oriental Ortodoxa? N\u00e3o, \u00e9 de toda humanidade, todo ser humano. Tamb\u00e9m o bandido, o viciado, o ateu. O autor que estou lendo diz que Nietzsche \u00e9 a mais piedosa das pessoas \u00edmpias. Achei linda esta frase. Nietzsche declara a morte de Deus. Mas qual Deus ele diz que morreu? O Deus que a Igreja estava pregando, que as pessoas estavam querendo levar para frente. N\u00e3o era o Deus encarnado em Jesus Cristo. Nietzsche, embora ateu, acabou fazendo um trabalho interessante, ajudando a consci\u00eancia na nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus e da proposta que n\u00f3s fazemos.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; Como o sr. v\u00ea o pontificado do Papa Francisco?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; \u00c9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o do c\u00e9u. Ele tem a rara pedagogia de dizer coisas de uma forma simples e ditas por muita gente, mas de uma forma diferente. A quest\u00e3o da autorreferencialidade, a Igreja em sa\u00edda. Que \u201csacada\u201d simples. Voc\u00ea, para amar uma pessoa do seu lado, se voc\u00ea n\u00e3o sair de si, voc\u00ea nunca ser\u00e1 um amante razo\u00e1vel. Em todos os setores, seja o amor-conjugal, o amor-amizade, o amor-servi\u00e7o. Amor-servi\u00e7o, ent\u00e3o, se voc\u00ea n\u00e3o esquecer de si, ele n\u00e3o existe. Interessante \u00e9 que quase todo o meu livro foi escrito antes do Pontificado do Papa Francisco. E algumas pessoas encontraram tra\u00e7os e semelhan\u00e7as com o que o Papa Francisco diz, porque as propostas t\u00eam que ser semelhantes. Uma pessoa que quer construir um trabalho a partir da figura fundadora de Jesus Cristo, pra valer, tem que ter semelhan\u00e7as no discurso.<\/p>\n<p><strong>SITE FRANCISCANOS<\/strong> <em>&#8211; Qual a contribui\u00e7\u00e3o que S\u00e3o Francisco traz aos jovens hoje?<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Hip\u00f3lito<\/strong> &#8211; Tenho receio que n\u00f3s, franciscanos, que somos porta-vozes da mensagem de Francisco, tenhamos dificuldade. S\u00e3o Francisco foi terrivelmente dif\u00edcil. Ele pregou a minoridade, que \u00e9 voc\u00ea ser pequeno e gostar de ser pequeno. O menor era uma necessidade para ele, porque o de cima n\u00e3o lavava o p\u00e9 de quem estava abaixo dele. Como ele queria atender toda a gente necessitada, era preciso ser o menor, estar abaixo de todos. \u00c9 uma das propostas que temos at\u00e9 receio de fazer, porque nos perguntamos at\u00e9 que ponto estamos conseguindo ser menores. Ser\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 um pouco de incoer\u00eancia propor algo que n\u00e3o se est\u00e1 vivendo? Eu digo o seguinte: voc\u00ea n\u00e3o precisa ter todas as virtudes que prega, mas precisa ter as principais e estar tentando, ao menos, esfor\u00e7ando-se, para progredir naquelas que voc\u00ea prop\u00f5e ao povo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Hip\u00f3lito Martendal nasceu em Santo Amaro da Imperatriz (SC), no dia 13 de agosto de 1937. O ca\u00e7ula de 10 irm\u00e3os, filho de um franciscano da OFS, foi para o Semin\u00e1rio aos 13 anos. Ele afirma que a voca\u00e7\u00e3o franciscana, assim como outros cap\u00edtulos em sua hist\u00f3ria, surgiu casualmente. 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