{"id":172246,"date":"2018-09-23T11:26:55","date_gmt":"2018-09-23T14:26:55","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=172246"},"modified":"2020-06-06T20:10:48","modified_gmt":"2020-06-06T23:10:48","slug":"acordo-provisorio-santa-se-china-momento-historico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/acordo-provisorio-santa-se-china-momento-historico.html","title":{"rendered":"Acordo Provis\u00f3rio Santa S\u00e9-China: Momento hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/china_230918.jpg\" alt=\"china_230918\" width=\"820\" height=\"461\" \/><\/p>\n<p><strong>Cidade do Vaticano &#8211;<\/strong> Est\u00e1 certamente destinada a entrar na hist\u00f3ria a data de 22 de setembro: pela assinatura, em Pequim, de um acordo provis\u00f3rio sobre a nomea\u00e7\u00e3o dos bispos, entre a China e a Santa S\u00e9, preparado em dec\u00eanios de longas e pacientes negocia\u00e7\u00f5es, no momento em que o Papa iniciava a sua visita aos pa\u00edses b\u00e1lticos. Com efeito, o Papa chegou \u00e0 Litu\u00e2nia precisamente nas mesmas horas em que, a milhares de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, os seus representantes alcan\u00e7aram uma etapa sem d\u00favida n\u00e3o conclusiva, mas que desde j\u00e1 parece de grande import\u00e2ncia para a vida dos cat\u00f3licos no grande pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>O acordo era anunciado e, mesmo se presumivelmente n\u00e3o cessar\u00e3o interpreta\u00e7\u00f5es contrastantes e oposi\u00e7\u00f5es, a not\u00edcia \u00e9 muito positiva e deu imediatamente a volta ao mundo. Al\u00e9m disso, o Pont\u00edfice reconhece a plena comunh\u00e3o aos \u00faltimos bispos chineses ordenados sem mandato pontif\u00edcio &#8211; S.E. Dom Giuseppe Guo Jincai, S.E. Dom Giuseppe Huang Bingzhang, S.E. Dom Paolo Lei Shiyin, S.E. Dom Giuseppe Liu Xinhong, S.E. Dom Giuseppe Ma Yinglin, S.E. Dom Giuseppe Yue Fusheng, S.E. Dom Vincenzo Zhan Silu e S.E. Dom Antonio Tu Shihua, O.F.M. (falecido em 4 de janeiro de 2017, que antes de morrer havia expressado o desejo de se reconciliar com a S\u00e9 Apost\u00f3lica) -, com evidente inten\u00e7\u00e3o de garantir uma normal prossecu\u00e7\u00e3o da vida quotidiana de muitas comunidades cat\u00f3licas. Como confirma a disposi\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea que constitui, no norte da capital, uma nova diocese, a primeira depois de mais de setenta anos.<\/p>\n<p>Trata-se, portanto, de uma etapa deveras importante na hist\u00f3ria do cristianismo na China, onde os primeiros vest\u00edgios do Evangelho s\u00e3o antiqu\u00edssimos, comprovados por uma estela erigida em 781 em Xi&#8217;an, no cora\u00e7\u00e3o deste enorme pa\u00eds. De fato, no grande monumento, de quase tr\u00eas metros de altura e que foi descoberto no in\u00edcio do s\u00e9culo XVII, l\u00ea-se o relato em caracteres chineses e sir\u00edacos da chegada, j\u00e1 em 635, passando pela chamada Rota da seda, de mission\u00e1rios crist\u00e3os provenientes provavelmente da P\u00e9rsia. E os seus nomes est\u00e3o gravados na rocha calc\u00e1ria, juntamente com o an\u00fancio da \u201creligi\u00e3o da luz\u201d, com uma s\u00edntese das vicissitudes desta min\u00fascula comunidade acompanhada por outras dezenas de nomes, e com uma exposi\u00e7\u00e3o da doutrina crist\u00e3 confiada sucessivamente a centenas de livros traduzidos e divulgados nos s\u00e9culos seguintes.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria desta tradi\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria prolonga-se depois por cerca de um s\u00e9culo, oscilando entre florescimentos inesperados e persegui\u00e7\u00f5es, at\u00e9 se cruzar com as miss\u00f5es, sobretudo franciscanas, enviadas pelos pont\u00edfices e pelos soberanos crist\u00e3os europeus, a partir da segunda metade do s\u00e9culo XIII. No in\u00edcio da Idade Moderna \u00e9 a nova ordem dos jesu\u00edtas, ponta-de-lan\u00e7a da Reforma cat\u00f3lica, que se torna protagonista das miss\u00f5es na China, desde Francisco Xavier at\u00e9 Mateus Ricci, recordando apenas os nomes mais conhecidos de uma s\u00e9rie que tem poucas compara\u00e7\u00f5es na hist\u00f3ria da difus\u00e3o do Evangelho.<\/p>\n<p>Inger\u00eancias pol\u00edticas, rigidezes doutrinais, invejas e conflitos entre ordens religiosas complicam, por\u00e9m, consideravelmente a obra dos mission\u00e1rios. Esta \u00e9 obstaculizada pela controv\u00e9rsia desastrosa sobre os ritos chineses que se prolongou at\u00e9 meados do s\u00e9culo XVIII, um s\u00e9culo ap\u00f3s os condicionamentos impostos pelas pot\u00eancias coloniais, e enfim por reiteradas persegui\u00e7\u00f5es, inclusive durante o s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>S\u00f3 em 1926 foram ordenados pelo pr\u00f3prio Pio XI, em Roma, os primeiros bispos chineses, ao passo que vinte anos mais tarde foi o seu sucessor quem estabeleceu a hierarquia cat\u00f3lica no pa\u00eds. Estes \u201cdois acontecimentos da hist\u00f3ria religiosa da China\u201d, definidos \u201csimb\u00f3licos e decisivos\u201d, foram recordados no dia 6 de janeiro de 1967 na homilia para a Epifania, elogio apaixonado do pa\u00eds, por Paulo VI, que cerca de um ano antes no discurso \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas pedira a admiss\u00e3o da China comunista na organiza\u00e7\u00e3o. E precisamente Montini chegou, \u201cpela primeira vez na hist\u00f3ria\u201d, durante as horas passadas em Hong Kong (na altura sob controle brit\u00e2nico), ao territ\u00f3rio chin\u00eas. \u201cPara pronunciar apenas uma palavra: amor\u201d exclamou o Papa, acrescentando com clarivid\u00eancia: \u201cA Igreja n\u00e3o pode silenciar esta boa palavra; amor, que permanecer\u00e1\u201d.<\/p>\n<h3><strong>Greg Burke: objetivo do Acordo da Santa S\u00e9-China \u00e9 pastoral n\u00e3o pol\u00edtico<\/strong><\/h3>\n<p>Sobre o Acordo provis\u00f3rio entre a Santa S\u00e9 e a Rep\u00fablica Popular da China, o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Greg Burke, fez esta declara\u00e7\u00e3o: &#8220;Este n\u00e3o \u00e9 o fim de um processo. \u00c9 o come\u00e7o! Tratou-se de di\u00e1logo, de escuta paciente de ambos os lados, mesmo quando as pessoas v\u00eam de pontos de vista muito diversos. O obejtivo do acordo n\u00e3o \u00e9 pol\u00edtico mas pastoral, permitindo que os fi\u00e9is tenham bispos em comunh\u00e3o com Roma, mas ao mesmo tempo reconhecidos pelas autoridades chinesas&#8221;.<\/p>\n<p>Um acordo de grande import\u00e2ncia, especialmente para a vida da Igreja Cat\u00f3lica na China e para o di\u00e1logo entre a Santa S\u00e9 e as Autoridades civis. Foi o que disse, o cardeal Secret\u00e1rio de Estado, Pietro Parolin, em uma declara\u00e7\u00e3o oficial ap\u00f3s a assinatura do acordo sobre a nomea\u00e7\u00e3o de bispos. O purpurado reafirma o longo caminho de entendimento, enfatizando &#8220;a consolida\u00e7\u00e3o de um horizonte internacional de paz&#8221;.<br \/>\nCidade do Vaticano<\/p>\n<p>A assinatura de um Acordo Provis\u00f3rio entre a Santa S\u00e9 e a Rep\u00fablica Popular da China sobre a nomea\u00e7\u00e3o dos bispos \u00e9 de grande import\u00e2ncia, especialmente para a vida da Igreja Cat\u00f3lica na China e para o di\u00e1logo entre a Santa S\u00e9 e as Autoridades civis daquele pa\u00eds, mas tamb\u00e9m para a consolida\u00e7\u00e3o de um horizonte internacional de paz, neste momento em que vivemos tantas tens\u00f5es em n\u00edvel mundial.<\/p>\n<p>O objetivo da Santa S\u00e9 \u2013 continua o Secret\u00e1rio de Estado vaticano -, \u00e9 um objetivo pastoral, isto \u00e9, ajudar as Igrejas locais a gozar de condi\u00e7\u00f5es de maior liberdade, autonomia e organiza\u00e7\u00e3o, para que possam dedicar-se \u00e0 miss\u00e3o de anunciar o Evangelho e contribuir para o desenvolvimento integral da pessoa e da sociedade.<\/p>\n<p>Pela primeira vez em muitas d\u00e9cadas, hoje todos os Bispos da China est\u00e3o em comunh\u00e3o com o Bispo de Roma. O Papa Francisco, &#8211; afirma o cardeal Parollin &#8211; como seus imediatos antecessores, olha e se dirige com particular aten\u00e7\u00e3o e com particular cuidado ao povo chin\u00eas. Precisamos de unidade, precisamos de confian\u00e7a e de um novo impulso; h\u00e1 necessidade e ter Pastores bons, que sejam reconhecidos pelo Sucessor de Pedro e pelas leg\u00edtimas Autoridades civis de seu pa\u00eds. E o Acordo surge precisamente neste horizonte: \u00e9 um instrumento que esperamos possa ajudar neste processo, com a colabora\u00e7\u00e3o de todos.<\/p>\n<p>\u00c0 comunidade cat\u00f3lica na China &#8211; aos Bispos, sacerdotes, religiosos, religiosos e fi\u00e9is &#8211; o Papa confia de modo particular o compromisso de viver um aut\u00eantico esp\u00edrito de reconcilia\u00e7\u00e3o entre irm\u00e3os, realizando gestos concretos que ajudem a superar as incompreens\u00f5es do passado, tamb\u00e9m do passado recente. Deste modo, &#8211; finaliza o cardeal Parolin -, os fi\u00e9is cat\u00f3licos na China poder\u00e3o testemunhar a sua f\u00e9, um amor genu\u00edno e tamb\u00e9m abrir-se ao di\u00e1logo entre todos os povos e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da paz.<\/p>\n<h3><strong>Papa Francisco cria Diocese de Chengde na China Continental<\/strong><\/h3>\n<p>No desejo de promover o cuidado do rebanho do Senhor e para atender com maior efic\u00e1cia o seu bem espiritual, o Sumo Pont\u00edfice Francisco decidiu criar na China Continental, a Diocese de Chengde, sufrag\u00e2nea de Pequim, com a sede episcopal na Igreja Catedral do Jesus Bom Pastor, localizada na Divis\u00e3o Administrativa de Shuangluan, &#8220;Cidade de Chengde&#8221;.<\/p>\n<p>Uma parte significativa do territ\u00f3rio da nova Diocese anteriormente pertencia ao Vicariato Apost\u00f3lico da Mong\u00f3lia Oriental, ereta em 21 de dezembro de 1883 e elevada \u00e0 Diocese de Jehol \/ Jinzhou com a Bula do Papa Pio XII Quotidie Nos, de 11 abril de 1946.<\/p>\n<p>A nova Circunscria\u00e7\u00e3o Eclesi\u00e1stica est\u00e1 localizado na Prov\u00edncia de Hebei. O territ\u00f3rio est\u00e1 inserido nos atuais limites administrativos civis da &#8220;Cidade de Chengde&#8221; e inclui, por isto, oito Distritos rurais (Chengde, Xinglong, Pingquan, Luanping, Longhua, Fengning, Kuancheng e Weichang) e tr\u00eas Divis\u00f5es Administrativas (Shuangqiao, Shuangluan e Yingshouyingzikuang).<\/p>\n<p>Consequentemente, os limites eclesi\u00e1sticos das Dioceses de Jehol \/ Jinzhou e Chifeng s\u00e3o modificados, pois uma parte do seu territ\u00f3rio \u00e9 agora designada \u00e0 Diocese de Chengde. Esta tem uma \u00e1rea de 39.519 Km\u00b2 e uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 3,7 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>De acordo com dados recentes, existem ali cerca de 25.000 cat\u00f3licos, distribu\u00eddos em 12 par\u00f3quias, onde prestam servi\u00e7os pastorais 7 sacerdotes e cerca de doze religiosos e seminaristas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/china_230918_1.jpg\" alt=\"china_230918_1\" width=\"820\" height=\"460\" \/><\/p>\n<h3><strong>DOIS S\u00c9CULOS DE RELA\u00c7\u00d5ES ENTRE CHINA E SANTA S\u00c9<\/strong><\/h3>\n<p>Cidade do Vaticano &#8211; Ap\u00f3s a primeira Guerra do \u00d3pio (1839-1842), no \u00e2mbito da fraqueza do imp\u00e9rio chin\u00eas e do surgimento do poder pol\u00edtico, militar e econ\u00f4mico das pot\u00eancias ocidentais na China com os tratados ditos &#8220;desiguais&#8221;, se estabelece o protetorado franc\u00eas sobre as miss\u00f5es da Igreja Cat\u00f3lica, que diz respeito quer aos cat\u00f3licos estrangeiros como \u00e0queles aut\u00f3ctones. A liga\u00e7\u00e3o com a Fran\u00e7a (para os cat\u00f3licos, e analogamente com outras na\u00e7\u00f5es para outras confiss\u00f5es crist\u00e3s) refor\u00e7a em grande parte da sociedade chinesa a ideia do cristianismo como uma religi\u00e3o estrangeira, atraindo contra os crist\u00e3os um \u00f3dio xenof\u00f3bico.<\/p>\n<p>A Santa S\u00e9, por sua vez, est\u00e1 ciente da necessidade de formar um clero aut\u00f3ctone e, a partir da metade do s\u00e9culo XIX, se come\u00e7a a falar sobre a tema das rela\u00e7\u00f5es com a China. Durante o pontificado de Le\u00e3o XIII por iniciativa chinesa em 1886, foi feita uma tentativa de estabelecer &#8220;rela\u00e7\u00f5es amistosas&#8221;. Mas o Papa renuncia em enviar um n\u00fancio por causa da oposi\u00e7\u00e3o do governo franc\u00eas e por temor de rea\u00e7\u00f5es negativas por parte dos cat\u00f3licos franceses.<\/p>\n<p>Isso acaba deixando cada vez mais claro que o protetorado condiciona a Igreja. Em 1900-1901 a explos\u00e3o xen\u00f3foba da Revolu\u00e7\u00e3o dos Boxer, durante a qual cerca de trinta mil cat\u00f3licos s\u00e3o trucidados, demonstra por um lado a necessidade de prote\u00e7\u00e3o dada a falta de confiabilidade do governo chin\u00eas da \u00e9poca, mas por outro, confirma que os protetorados ocidentais tornam o cristianismo antip\u00e1tico para muitos chineses. Em 1912 termina o imp\u00e9rio e acontece o advento da Rep\u00fablica chinesa.<\/p>\n<p>O pontificado de Bento XV demonstra uma grande vis\u00e3o sobre o tema das miss\u00f5es e uma clara consci\u00eancia da necessidade de superar os condicionamentos da Igreja na era colonial, e nesta perspectiva, a China tem um lugar determinante: o cristianismo n\u00e3o deve mais ser percebido como um religi\u00e3o estrangeira. A Carta Apost\u00f3lica Maximum illud de 30 de novembro de 1919, considerada a magna charta do novo curso das miss\u00f5es, \u00e9 elaborada sobretudo com base na experi\u00eancia chinesa.<\/p>\n<p>Pequim toma a iniciativa para rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com a Santa S\u00e9. Roma responde positivamente e pretende afirmar o seu direito de estabelec\u00ea-las tamb\u00e9m com na\u00e7\u00f5es n\u00e3o-crist\u00e3s, mas a Fran\u00e7a faz press\u00e3o sobre Pequim (n\u00e3o mais sobre a Santa S\u00e9, com a qual neste per\u00edodo havia rompido rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, que ser\u00e3o restabelecidas em 1921) e se deve assim adiar.<\/p>\n<p>Pio XI prossegue com grande decis\u00e3o sobre a linha tra\u00e7ada por seu antecessor. Em 1922, envia Dom Celso Costantini como primeiro delegado apost\u00f3lico na China. Com isto se desvincula de qualquer prote\u00e7\u00e3o europeia, celebra em 1924 o conc\u00edlio de Xangai e prepara as primeiras ordena\u00e7\u00f5es de seis bispos chineses, que ser\u00e3o realizadas em Roma pessoalmente por Pio XI em 28 de outubro de 1926, como uma clara demonstra\u00e7\u00e3o da vontade de criar uma Igreja local na China.<\/p>\n<p>Costantini tamb\u00e9m fez v\u00e1rias tentativas para estabelecer rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, que no entanto n\u00e3o ir\u00e3o se concretizar, e em 1933 retorna para Roma, onde ser\u00e1 secret\u00e1rio de Propaganda Fide, mas este per\u00edodo representa um grande progresso na incultura\u00e7\u00e3o progresso e der\u00e1 lugar em 1939 ao definitivo e oficial arquivamento da secular controv\u00e9rsia dos ritos chineses, que pesava t\u00e3o negativamente sobre os eventos da Igreja Cat\u00f3lica no pa\u00eds nos s\u00e9culos anteriores.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na China \u00e9 extremamente turbulenta (invas\u00e3o japonesa, ascens\u00e3o do partido comunista, conflito interno) e por fim irrompe a Segunda Guerra Mundial. Mas o pontificado de Pio XII continua na mesma linha em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja na China e \u00e0s rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com a Rep\u00fablica chinesa.<\/p>\n<p>Em 1942, houve a aboli\u00e7\u00e3o definitiva dos tratados &#8220;desiguais&#8221; e, portanto, do protetorado franc\u00eas. No mesmo ano, s\u00e3o anunciadas as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre a China e a Santa S\u00e9. Ap\u00f3s o fim do conflito mundial, no in\u00edcio de 1946 foi criado o primeiro cardeal chin\u00eas, o verbita Thomas Tien Ken-sin. Tamb\u00e9m em 1946, \u00e9 institu\u00edda a hierarquia episcopal na China, segundo a estrutura at\u00e9 ent\u00e3o indicada no Anu\u00e1rio Pontif\u00edcio, que inclui 20 arquidioceses, 85 dioceses e 34 prefeituras apost\u00f3licas.<\/p>\n<p>Em 1946, Dom Antonio Riberi foi credenciado como intern\u00fancio junto ao governo nacionalista de Chiang Kai-shek, em Nanjing. Quando o novo regime assumiu o poder em 1949, o representante pontif\u00edcio n\u00e3o se mudou para Taiwan com o governo anterior, mas permanece no continente e convida os mission\u00e1rios estrangeiros a permanecer.<\/p>\n<p>Mao Zedong toma o poder e \u00e9 criada a Rep\u00fablica Popular da China. Em 1\u00ba de julho de 1949, o Santo Of\u00edcio condena o comunismo: se tem como alvo especificamente a situa\u00e7\u00e3o europeia, mas a condena\u00e7\u00e3o tem um valor geral e, portanto, expressa a posi\u00e7\u00e3o da Igreja em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ideologia do novo regime. Nos primeiros anos da nova rep\u00fablica, a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds se desenvolve de uma maneira muito complexa: a Guerra da Cor\u00e9ia, a reforma agr\u00e1ria, o plano quinquenal.<\/p>\n<p>Quanto ao tema religioso, em 1950 \u00e9 lan\u00e7ado o Movimento de reforma tr\u00eas autonomias (autogoverno, automanuten\u00e7\u00e3o financeira, autodifus\u00e3o), com algum sucesso entre os protestantes, mas n\u00e3o entre os cat\u00f3licos.<\/p>\n<p>Em janeiro de 1951, \u00e9 constitu\u00eddo o Escrit\u00f3rio de Assuntos Religiosos. Depois de uma violenta campanha de imprensa, o intern\u00fancio Riberi \u00e9 obrigado a deixar o pa\u00eds em 5 de setembro de 1951. Tamb\u00e9m os mission\u00e1rios cat\u00f3licos estrangeiros s\u00e3o quase todos expulsos entre 1951 e 1954.<\/p>\n<p>Pio XII com a carta apost\u00f3lica Cupimus imprimis (1952) responde ao Movimento das tr\u00eas autonomias. Este, de fato, fracassa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica, e um novo movimento anti-imperialista de amor pela p\u00e1tria e pela religi\u00e3o \u00e9 lan\u00e7ado. Com a Enc\u00edclica Ad Sinarum gentem (1954), Pio XII condena o &#8220;movimento patri\u00f3tico&#8221; em todas as suas formas, e em rela\u00e7\u00e3o ao documento anterior, trata-se de uma reprova\u00e7\u00e3o mais expl\u00edcita e articulada.<\/p>\n<p>Em 1955, s\u00e3o presos o bispo de Xangai, Ignatius Gong Pinmei, e muitos outros. Ao mesmo tempo, outros cat\u00f3licos concordam em entrar e participar da vida pol\u00edtica. Em 1956-1957, Mao Zedong lan\u00e7a a Campanha o Desabrochar de Cem Flores para melhorar a rela\u00e7\u00e3o entre o poder e as massas. Acontece assim, a liberta\u00e7\u00e3o de cat\u00f3licos presos e uma breve melhora no clima.<\/p>\n<p>Neste contexto, a Associa\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica dos Cat\u00f3licos Chineses \u00e9 fundada em 1957 e tem lugar as primeiras ordena\u00e7\u00f5es episcopais sem um mandato pontif\u00edcio. Tem in\u00edcio ent\u00e3o o chamado &#8220;catolicismo oficial&#8221;. At\u00e9 outubro de 1958, mais de 20 bispos ser\u00e3o ordenados dessa maneira.<\/p>\n<p>Com a Enc\u00edclica Ad Apostolorum principis (1958), Pio XII reivindica o patriotismo dos cat\u00f3licos chineses, mas rejeita a Associa\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica. Quanto \u00e0s ordena\u00e7\u00f5es sem um mandato pontif\u00edcio, fica claro que elas s\u00e3o ileg\u00edtimas, mas v\u00e1lidas.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o XXIII, nos primeiros tempos de seu pontificado, referindo-se \u00e0 situa\u00e7\u00e3o chinesa fala de &#8220;cisma&#8221;, mas sua atitude logo muda. Entre o final de 1958 e in\u00edcio de 1960 uma reflex\u00e3o mais profunda na verdade, leva de fato \u00e0 cren\u00e7a de que n\u00e3o se deve falar de &#8220;cisma&#8221;, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 desejo cism\u00e1tico por parte do clero chineses.<\/p>\n<p>O contexto chin\u00eas em 1959-1960 \u00e9 complex. Fracassa o Grande salto em frente lan\u00e7ado em 1958 por Mao, que tem de renunciar \u00e0 presid\u00eancia do Estado, h\u00e1 uma insurrei\u00e7\u00e3o no Tibete, entre a China e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica se consome a ruptura e se acentua a linha pol\u00edtica antiamericana.<\/p>\n<p>Em 1960, tem lugar o processo p\u00fablico contra os bispos Gong Pinmei (condenado \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua) e James Edward Walsh (mission\u00e1rio dos EUA, que permaneceu como o \u00fanico bispo estrangeiro na China). Em janeiro de 1962, a Associa\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica, em seu segundo congresso, insiste com tons muito duros sobre uma Igreja totalmente independente de Roma. Jo\u00e3o XXIII planeja convidar os bispos chineses da Rep\u00fablica Popular para o Conc\u00edlio, mas acaba renunciando a esta inten\u00e7\u00e3o. Nos trabalhos do Vaticano II, ao inv\u00e9s disto, tomar\u00e3o parte 60 bispos exilados da China continental, incluindo 49 estrangeiros.<\/p>\n<p>O pontificado de Paulo VI coincide em grande parte com os anos dram\u00e1ticos da Revolu\u00e7\u00e3o Cultural e com o per\u00edodo em que os pa\u00edses ocidentais e a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas reconhecem a Rep\u00fablica Popular da China e n\u00e3o Taiwan (Rep\u00fablica da China), que pelo contr\u00e1rio, a Santa S\u00e9 continua a reconhecer. Em 1970, durante a grande viagem \u00e0 \u00c1sia e Oceania, Paulo VI visita Hong Kong, o primeiro e \u00fanico Papa a chegar ao territ\u00f3rio chin\u00eas continental.<\/p>\n<p>Em 1966, Mao Zedong iniciou a Revolu\u00e7\u00e3o Cultural. Isso significar\u00e1 a proibi\u00e7\u00e3o de toda atividade religiosa, o fechamento de todos os locais de culto, a proibi\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica religiosa. Os membros das Associa\u00e7\u00f5es Patri\u00f3ticas tamb\u00e9m ser\u00e3o severamente atingidos. Em 9 de setembro de 1976 ocorre a morte de Mao, seguida pela pris\u00e3o e julgamento do chamado &#8220;bando dos quatro&#8221;, e assim o fim da Revolu\u00e7\u00e3o Cultural.<\/p>\n<p>O in\u00edcio do pontificado de Jo\u00e3o Paulo II em 1978 coincide praticamente com a ascens\u00e3o e as reformas de Deng Xiaoping. Em 1979, houve primeiros sinais de abertura no campo religioso. Em 1980, algumas igrejas em diferentes cidades reabrem. O Escrit\u00f3rio de Assuntos Religiosos \u00e9 reconstitu\u00eddo, assim como as cinco Associa\u00e7\u00f5es Patri\u00f3ticas Religiosas, que realizam seus congressos nacionais. O da Associa\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica Cat\u00f3lica \u00e9 o terceiro, seguido de uma confer\u00eancia de representantes. Isso, por sua vez, cria um col\u00e9gio de bispos chineses, que nunca foi reconhecido por Roma. No in\u00edcio dos anos 80, bispos e padres internados s\u00e3o libertados.<\/p>\n<p>Em 18 de fevereiro de 1981, de Manila, Jo\u00e3o Paulo II dirige uma sauda\u00e7\u00e3o a todos os cat\u00f3licos da China. Mas em junho h\u00e1 acusa\u00e7\u00f5es de interfer\u00eancia no Vaticano pelo reconhecimento do arcebispo de Dom Deng Yiming como arcebispo de Canton. O bispo de Baoding ordena tr\u00eas bispos sem consultar a Santa S\u00e9. O cardeal Agnelo Rossi, prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Evangeliza\u00e7\u00e3o dos Povos, autoriza em 12 de dezembro de 1981 os bispos chineses \u201cleg\u00edtimos e fi\u00e9is \u00e0 Santa S\u00e9&#8221; a ordenar outros bispos, se necess\u00e1rio sem pr\u00e9vio acordo com Roma. Este privil\u00e9gio (j\u00e1 concedido no passado para os pa\u00edses europeus sob o regime comunista), leva no entanto a abusos, e acaba por agu\u00e7ar os contrastes entre &#8220;clandestinos&#8221; e &#8220;oficiais&#8221; ou &#8220;patri\u00f3ticos&#8221;.<\/p>\n<p>Em 1982, \u00e9 feito circular no XII Congresso do Partido Comunista o documento n\u00famero 19 sobre o controle das cinco religi\u00f5es oficialmente reconhecidas (budismo, tao\u00edsmo, islamismo, protestantismo, catolicismo). Na nova Constitui\u00e7\u00e3o, o artigo 36 afirma que &#8220;nenhuma realidade religiosa na China pode ser controlada do exterior&#8221;.<\/p>\n<p>Todavia, no mesmo ano, h\u00e1 uma retomada de v\u00e1rias atividades da Igreja. O jesu\u00edta Aloysius Jin Luxian pode reabrir o semin\u00e1rio de Sheshan, depois de tr\u00eas d\u00e9cadas sem estruturas formativas. Assim, no final da d\u00e9cada, cerca de duzentos novos padres s\u00e3o ordenados. V\u00e1rios bens confiscados s\u00e3o restitu\u00eddos e gradualmente conventos de freiras, atividades beneficentes e formativas s\u00e3o abertas.<\/p>\n<p>Os contatos com a Igreja na China tamb\u00e9m s\u00e3o multiplicados por confer\u00eancias episcopais e institui\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas em outros pa\u00edses. Mas uma vez que existem ambiguidades e tens\u00f5es nas rela\u00e7\u00f5es com a Associa\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica e os seus membros, em 1988, o cardeal Tomko, prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Evangeliza\u00e7\u00e3o dos Povos, envia diretrizes \u00e0s confer\u00eancias episcopais ocidentais (os Oito pontos) sobre a rela\u00e7\u00e3o entre &#8220;clandestinos&#8221; e &#8220;patri\u00f3ticos&#8221;, que ser\u00e3o muito discutidos. A partir de 1989, com os acontecimentos na Pra\u00e7a Tiananmen e a crise do comunismo na Europa, cresce a desconfian\u00e7a chinesa em rela\u00e7\u00e3o a Jo\u00e3o Paulo II, que cria cardeal Gong Pin-mei, que desde 1988 teve a autoriza\u00e7\u00e3o para tratar-se nos Estados Unidos. Tamb\u00e9m nos anos noventa, continua portanto a tradicional linha governamental de pol\u00edtica religiosa de controle.<\/p>\n<p>Todavia, ap\u00f3s o fim da Revolu\u00e7\u00e3o Cultural, muitos bispos &#8220;patri\u00f3ticos&#8221; na nova situa\u00e7\u00e3o pediram por canais reservados o reconhecimento de Roma, e conseguiram. Cai assim definitivamente a ideia de uma poss\u00edvel Igreja &#8220;cism\u00e1tica&#8221;.<\/p>\n<p>Em janeiro de 2007, o comunicado final do encontro no Vaticano de uma comiss\u00e3o sobre a China afirmar\u00e1 textualmente que &#8220;quase todos os bispos e sacerdotes est\u00e3o em comunh\u00e3o com Roma.&#8221; Isso mostra uma mudan\u00e7a muito importante da situa\u00e7\u00e3o, amadurecida no decorrer do tempo. Na Igreja na China, se constata as figuras de grandes pastores reconhecidos pelo governo e, ao mesmo tempo em comunh\u00e3o com Roma, como o bispo de Xangai, Aloysius Jin Luxian.<\/p>\n<p>Em 2000, surgem novas dificuldades nas rela\u00e7\u00f5es entre a Rep\u00fablica Popular da China e a Santa S\u00e9, sobretudo pelas ordena\u00e7\u00f5es de novos bispos ileg\u00edtimos na China e pela canoniza\u00e7\u00e3o em Roma de 120 m\u00e1rtires chineses da Revolu\u00e7\u00e3o dos Boxers, justamente em 1\u00ba de outubro, festa nacional da Rep\u00fablica Popular.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo II est\u00e1 realiza grande esfor\u00e7o para superar essas dificuldades, em particular com uma mensagem de grande resson\u00e2ncia por ocasi\u00e3o de um simp\u00f3sio sobre Matteo Ricci (24 outubro de 2001). O Pont\u00edfice se se dirige \u00e0 China, ao povo chin\u00eas e \u00e0s suas autoridades, com a m\u00e3o estendida de amizade e de estima e reconhecimento tamb\u00e9m de &#8220;erros e limites do passado&#8221;, que chega em palavras muito fortes: &#8220;Por tudo isso pe\u00e7o perd\u00e3o e compreens\u00e3o a todos que podem, de uma forma ou outra, terem se sentido feridos por tais a\u00e7\u00f5es dos crist\u00e3os&#8221; e ao desejo expl\u00edcito \u201cde ver em breve estabelecidas vias concretas de comunica\u00e7\u00e3o e de coopera\u00e7\u00e3o entre a Santa S\u00e9 e a Rep\u00fablica Popular da China&#8221; .<\/p>\n<p>Em 2005 sua entra em vigor um novo Regulamento sobre assuntos religiosos, mas sobretudo, \u00e9 recordada a declara\u00e7\u00e3o agradecida feita pelo Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores de Pequim, por ocasi\u00e3o da morte de Jo\u00e3o Paulo II, \u00e0 qual segue uma retomada dos contatos diretos.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante os contatos, surgem novas tens\u00f5es, e em 2006 repetem-se casos de ordena\u00e7\u00f5es &#8220;il\u00edcitas&#8221;, \u00e0s quais a Santa S\u00e9 reage. Os contatos esfriam. No entanto, em 27 de maio de 2007, \u00e9 publicada a important\u00edssima Carta de Bento XVI &#8220;aos Bispos, presb\u00edteros, \u00e0s pessoas consagradas e aos fi\u00e9is leigos da Igreja Cat\u00f3lica na Rep\u00fablica Popular da China&#8221;, rica em orienta\u00e7\u00f5es pastorais. O Papa insiste sobre a unidade da Igreja, abole todas as faculdades especiais (por exemplo, para as ordena\u00e7\u00f5es &#8220;clandestinas&#8221; de bispos) e deseja o di\u00e1logo com as autoridades governamentais.<\/p>\n<p>Em 7 de maio de 2008 no Vaticano, na Sala Paulo VI tem lugar um excepcional concerto oferecido a Bento XVI pela Orquestra Filarm\u00f4nica Chinesa de Pequim, com o coral da \u00d3pera de Xangai. \u00c9 um momento significativo da chamada diplomacia cultural, que inclui tamb\u00e9m outras iniciativas, tais como exposi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e art\u00edsticas (no Vaticano e China) e a participa\u00e7\u00e3o de especialistas em conven\u00e7\u00f5es cient\u00edficas ou culturais.<\/p>\n<p>Todavia, enquanto por alguns anos as ordena\u00e7\u00f5es episcopais tinham ocorrido com o consentimento de Roma, entre 2010 e 2011 tiveram lugar novamente algumas ordena\u00e7\u00f5es il\u00edcitas, \u00e0s quais a Santa S\u00e9 responde 16 de julho de 2011 com particular decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio de seu pontificado, o Papa Francisco repetidamente vem manifestando uma viva e amig\u00e1vel aten\u00e7\u00e3o pelo povo chin\u00eas, contribuindo para o estabelecimento de uma nova atmosfera, menos tensa, o que permite a recupera\u00e7\u00e3o eficaz de di\u00e1logo da Santa S\u00e9 com as autoridades chinesas.<\/p>\n<p>sinais evidentes deste novo clima s\u00e3o as permiss\u00f5es concedidas ao avi\u00e3o papal para sobrevoar o territ\u00f3rio chin\u00eas durante a viagem \u00e0 Coreia e as mensagens enviadas pelo Papa ao presidente chin\u00eas (14 e 18 de Agosto de 2014). Importante \u00e9 tamb\u00e9m a entrevista com o Papa Francisco publicada no &#8220;Asia Times&#8221; em 2 de fevereiro de 2016, rica de express\u00f5es de estima do Pont\u00edfice ao povo e \u00e0 cultura chinesa.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, os contatos est\u00e3o se multiplicando e os canais de comunica\u00e7\u00e3o parecem ser mais est\u00e1veis e eficazes. Em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, alguns \u00f3rg\u00e3os de imprensa chineses e o pr\u00f3prio Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, publicaram declara\u00e7\u00f5es distensas em rela\u00e7\u00e3o ao Papa Francisco, quer por ocasi\u00e3o de viagens internacionais, como comentando declara\u00e7\u00f5es pontif\u00edcias. O restantes, \u00e9 cr\u00f4nica destes dias.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Fonte: Vatican News<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acordo entre Santa S\u00e9 e China<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1428],"tags":[1643],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Acordo Provis\u00f3rio Santa S\u00e9-China: Momento hist\u00f3rico - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/acordo-provisorio-santa-se-china-momento-historico.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Acordo Provis\u00f3rio Santa S\u00e9-China: Momento hist\u00f3rico - 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