{"id":156163,"date":"2018-04-08T12:52:00","date_gmt":"2018-04-08T15:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=156163"},"modified":"2020-06-07T16:01:07","modified_gmt":"2020-06-07T19:01:07","slug":"misericordia-o-palpitar-do-coracao-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/misericordia-o-palpitar-do-coracao-de-deus.html","title":{"rendered":"&#8220;Miseric\u00f3rdia, o palpitar do cora\u00e7\u00e3o de Deus&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-193895\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/missa_040119.jpg\" alt=\"\" width=\"890\" height=\"593\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/missa_040119.jpg 890w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/missa_040119-450x300.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/missa_040119-768x512.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/missa_040119-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 890px) 100vw, 890px\" \/><\/p>\n<p><strong>Cidade do Vaticano &#8211;<\/strong> \u201cQuando nos confessamos, tem lugar o inaudito: descobrimos que precisamente aquele pecado, que nos mantinha distantes do Senhor, converte-se no lugar do encontro com Ele\u201d. E \u201cem cada perd\u00e3o recebemos novo alento, somos encorajados, pois nos sentimos cada vez mais amados.\u201d<\/p>\n<p>Dirigindo-se aos 50 mil fi\u00e9is presentes na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro no Domingo da Divina Miseric\u00f3rdia \u2013 festa institu\u00edda por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II \u2013 o Papa Francisco recordou do perd\u00e3o, afirmando que diante das passagens que parecem bloqueadas pela vergonha, pela resigna\u00e7\u00e3o e pelo nosso pecado, justamente ali \u201cDeus faz maravilhas\u201d, pois Ele adora entrar atrav\u00e9s das portas fechadas\u201d, pois para Ele, \u201cnada \u00e9 intranspon\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Os disc\u00edpulos reconheceram Jesus pelas suas chagas. Inspirando-se no Evangelho do dia que descreve a incredulidade de Tom\u00e9 que diz que acreditaria somente se pusesse \u201co dedo nas marcas dos pregos&#8221; e &#8220;a m\u00e3o no seu lado\u201d, o Papa iniciou dizendo que \u201ctemos de agradecer a Tom\u00e9, pois a ele n\u00e3o bastou ouvir dizer dos outros que Jesus estava vivo, e tampouco de v\u00ea-Lo em carne e osso, mas quis ver dentro, tocar com a m\u00e3o nas suas chagas, os sinais do seu amor.&#8221;<\/p>\n<p>\u201cSe eu n\u00e3o vir a marca dos pregos em suas m\u00e3os, se eu n\u00e3o puser o dedo nas marcas dos pregos e n\u00e3o puser a m\u00e3o no seu lado, n\u00e3o acreditarei\u201d.<\/p>\n<p><strong>Vemos Jesus pelas suas chagas<\/strong><\/p>\n<p>Tom\u00e9, o \u00abD\u00eddimo\u00bb, \u201c\u00e9 verdadeiramente nosso irm\u00e3o g\u00eameo. Pois tamb\u00e9m a n\u00f3s n\u00e3o basta saber que Deus existe\u201d: \u201cUm Deus ressuscitado, mas long\u00ednquo, n\u00e3o nos preenche a nossa vida; n\u00e3o nos atrai um Deus distante, por mais que seja justo e santo. N\u00e3o. N\u00f3s tamb\u00e9m precisamos \u201cver a Deus\u201d, de \u201ctocar com a m\u00e3o\u201d que Ele tenha ressuscitado por n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>E podemos v\u00ea-Lo, \u201cpor meio das suas chagas\u201d: \u201cEntrar nas suas chagas significa contemplar o amor sem medidas que brota do seu cora\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 o caminho. Significa entender que o seu cora\u00e7\u00e3o bate por mim, por ti, por cada um de n\u00f3s. Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, podemos nos considerar e chamar-nos crist\u00e3os, e falar sobre muitos belos valores da f\u00e9, mas, como os disc\u00edpulos, precisamos ver Jesus tocando o seu amor. S\u00f3 assim podemos ir ao cora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e, como os disc\u00edpulos, encontrar uma paz e uma alegria mais fortes que qualquer d\u00favida\u201d.<\/p>\n<p>O Papa a seguir, chamou a aten\u00e7\u00e3o para o pronome usado por Tom\u00e9 ao exclamar \u00abMeu Senhor e meu Deus!\u00bb: \u201cTrata-se de um pronome possessivo e, se refletimos sobre isso, podia parecer fora do lugar referi-lo a Deus: como Deus pode ser meu? Como posso fazer que o Todo-poderoso seja meu? Na realidade, dizendo meu, n\u00e3o profanamos a Deus, mas honramos a sua miseric\u00f3rdia, pois foi Ele que quis \u201cfazer-se nosso\u201d\u201d.<\/p>\n<p>Deus \u2013 ressaltou o Pont\u00edfice \u2013 \u201cn\u00e3o se ofende de ser \u201cnosso\u201d, pois o amor exige familiaridade, a miseric\u00f3rdia requer confian\u00e7a\u201d, como Ele mesmo se apresenta no primeiro dos Dez Mandamentos e tamb\u00e9m a Tom\u00e9: \u201cEntrando hoje, atrav\u00e9s das chagas, no mist\u00e9rio de Deus, entendemos que a miseric\u00f3rdia n\u00e3o \u00e9 mais uma de suas qualidades entre outras, mas o palpitar do seu cora\u00e7\u00e3o. E ent\u00e3o, como Tom\u00e9, n\u00e3o vivemos mais como disc\u00edpulos vacilantes; devotos, mas hesitantes; n\u00f3s tamb\u00e9m nos tornamos verdadeiros enamorados do Senhor! N\u00e3o tenhamos medo desta palavra: enamorados do Senhor!\u201d<\/p>\n<p><strong>Deixar-se perdoar<\/strong><\/p>\n<p>Mas, \u201ccomo saborear este amor, como tocar hoje com a m\u00e3o a miseric\u00f3rdia de Jesus?\u201d Logo depois de ressuscitar \u2013 explica o Papa \u2013 Jesus \u201cd\u00e1 o Esp\u00edrito para perdoar os pecados\u201d: \u201cPara experimentar o amor, \u00e9 preciso passar por ali. Eu me deixo perdoar? Mas, Padre, ir confessar-se parece dif\u00edcil. Diante de Deus, somos tentados a fazer como os disc\u00edpulos no Evangelho: trancarmo-nos por detr\u00e1s de portas fechadas. Eles faziam isso por temor e n\u00f3s tamb\u00e9m temos medo, vergonha de abrir-nos e contar os nossos pecados. Que o Senhor nos d\u00ea a gra\u00e7a de compreender a vergonha: de v\u00ea-la n\u00e3o como uma porta fechada, mas como o primeiro passo do encontro&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Da vergonha ao perd\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Sentir-se envergonhados, reitera Francisco, \u00e9 um motivos para sermos agradecidos, pois \u201cquer dizer que n\u00e3o aceitamos o mal, e isso \u00e9 bom\u201d: \u201c A vergonha \u00e9 um convite secreto da alma que tem necessidade do Senhor para vencer o mal. \u201d &#8220;O drama est\u00e1 quando n\u00e3o se sente vergonha por coisa alguma. N\u00f3s n\u00e3o devemos ter medo de sentir vergonha! E passemos da vergonha ao perd\u00e3o!\u201d<\/p>\n<p><strong>Resigna\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Mas diante deste perd\u00e3o do Senhor, h\u00e1 uma porta fechada: a resigna\u00e7\u00e3o, experimentada pelos disc\u00edpulos quando \u201cna P\u00e1scoa, constatavam que tudo tivesse voltado a ser como antes: ainda estavam l\u00e1, em Jerusal\u00e9m, desalentados; o \u201ccap\u00edtulo Jesus\u201d parecia terminado e, depois de tanto tempo com Ele, nada tinha mudado\u201d.<\/p>\n<p>O mesmo pode ocorrer conosco. Mesmo sendo crist\u00e3os h\u00e1 muito tempo, parece que nada muda, \u201ccometo sempre os mesmos pecados\u201d, e desalentados, \u201crenunciamos \u00e0 miseric\u00f3rdia\u201d: \u201cEntretanto, o Senhor nos interpela: \u201cN\u00e3o acreditas que a miseric\u00f3rdia \u00e9 maior do que a tua mis\u00e9ria? Est\u00e1s reincidente no pecado? S\u00ea reincidente em clamar por miseric\u00f3rdia, e veremos quem leva a melhor!\u201d. E depois \u2013 quem conhece o sacramento do perd\u00e3o o sabe \u2013 n\u00e3o \u00e9 verdade que tudo permane\u00e7a como antes\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm cada perd\u00e3o \u2013 recordou o Papa &#8211; recebemos novo alento, somos encorajados, pois nos sentimos cada vez mais amados, mais abra\u00e7ados pelo Pai: \u201cE quando, sentindo-nos amados, ca\u00edmos mais uma vez, sentimos mais dor do que antes. \u00c9 uma dor ben\u00e9fica, que lentamente nos separa do pecado. Descobrimos ent\u00e3o que a for\u00e7a da vida \u00e9 receber o perd\u00e3o de Deus, e seguir em frente, de perd\u00e3o em perd\u00e3o. E assim segue a vida: de vergonha em vergonha, de perd\u00e3o em perd\u00e3o. E esta \u00e9 a vida crist\u00e3\u201d.<\/p>\n<p><strong>O nosso pecado<\/strong><\/p>\n<p>Mas h\u00e1 uma outra porta fechada, muitas vezes \u201cblindada\u201d: o nosso pecado. \u201cQuando cometo um grande pecado, se eu, com toda a honestidade, n\u00e3o quero me perdoar, por que o faria Deus?\u201d, pergunta o Papa, que explica: \u201cEsta porta, no entanto, est\u00e1 fechada s\u00f3 de um lado: o nosso; para Deus nunca \u00e9 intranspon\u00edvel. Ele, como nos ensina o Evangelho, adora entrar justamente atrav\u00e9s \u201cdas portas fechadas\u201d, quando todas as passagens parecem bloqueadas. L\u00e1 Deus faz maravilhas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Lugar do encontro<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEle nunca decide separar-se de n\u00f3s, somos n\u00f3s que o deixamos do lado de fora\u201d: \u201cMas quando nos confessamos, tem lugar o inaudito: descobrimos que precisamente aquele pecado, que nos mantinha distantes do Senhor, converte-se no lugar do encontro com Ele. Ali o Deus ferido de amor vem ao encontro das nossas feridas. E torna as nossas chagas miser\u00e1veis semelhantes \u00e0s suas chagas gloriosas. Existe uma transforma\u00e7\u00e3o: a minha m\u00edsera chaga assemelha-se \u00e0s suas chagas gloriosas. Pois Ele \u00e9 miseric\u00f3rdia e faz maravilhas nas nossas mis\u00e9rias. Como Tom\u00e9, pe\u00e7amos hoje a gra\u00e7a de reconhecer o nosso Deus: de encontrar no seu perd\u00e3o a nossa alegria; de encontrar na sua miseric\u00f3rdia a nossa esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>\u00cdNTEGRA DA HOMILIA<\/p>\n<p>\u201cNo Evangelho de Hoje, o verbo ver aparece v\u00e1rias vezes \u00abOs disc\u00edpulos se alegraram por verem o Senhor\u00bb (Jo 20,20); depois disseram a Tom\u00e9: \u00abVimos o Senhor\u00bb (v. 25). Mas o Evangelho n\u00e3o descreve como o viram, n\u00e3o descreve o Ressuscitado, apenas destaca um detalhe: \u00abMostrou-lhes as m\u00e3os e o lado\u00bb (v. 20). Parece significar que os disc\u00edpulos reconheceram Jesus desse modo: atrav\u00e9s das suas chagas. O mesmo acontece com Tom\u00e9: ele tamb\u00e9m queria ver \u00aba marca dos pregos em suas m\u00e3os \u00bb (v. 25) e, depois de ter visto, acreditou (cf. v. 27).<\/p>\n<p>Apesar da sua incredulidade, temos de agradecer a Tom\u00e9, pois a ele n\u00e3o bastou ouvir dizer dos outros que Jesus estava vivo, e nem sequer com poder v\u00ea-Lo em carne e osso, mas quis ver dentro, tocar com a m\u00e3o nas suas chagas, os sinais do seu amor. O Evangelho chama Tom\u00e9 de \u00abD\u00eddimo\u00bb (v. 24), ou seja, g\u00eameo; e nisso ele \u00e9 verdadeiramente nosso irm\u00e3o g\u00eameo. Pois tamb\u00e9m a n\u00f3s n\u00e3o basta saber que Deus existe: um Deus ressuscitado, mas long\u00ednquo, n\u00e3o nos preenche a nossa vida; n\u00e3o nos atrai um Deus distante, por mais que seja justo e santo. N\u00e3o. N\u00f3s tamb\u00e9m precisamos \u201cver a Deus\u201d, de \u201ctocar com a m\u00e3o\u201d que Ele tenha ressuscitado, ressuscitado por n\u00f3s.<\/p>\n<p>Como podemos v\u00ea-Lo? Como os disc\u00edpulos: por meio das suas chagas. Olhando por ali, compreenderam que Ele n\u00e3o os amava de brincadeira e que os perdoava, embora entre eles houvesse quem O tivesse negado e O tivesse abandonado.<\/p>\n<p>Entrar nas suas chagas significa contemplar o amor sem medidas que brota do seu cora\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 o caminho. Significa entender que o seu cora\u00e7\u00e3o bate por mim, por ti, por cada um de n\u00f3s. Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, podemos nos considerar e chamar-nos crist\u00e3os, e falar sobre muitos belos valores da f\u00e9, mas, como os disc\u00edpulos, precisamos ver Jesus tocando o seu amor. S\u00f3 assim podemos ir ao cora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e, como os disc\u00edpulos, encontrar uma paz e uma alegria mais fortes que qualquer d\u00favida (cf. vv. 19-20).<\/p>\n<p>Tom\u00e9, depois de ter visto as chagas do Senhor, exclamou: \u00abMeu Senhor e meu Deus!\u00bb (v. 28). Eu gostaria de chamar a aten\u00e7\u00e3o para esse pronome que Tom\u00e9 repete: meu. Trata-se de um pronome possessivo e, se refletimos sobre isso, podia parecer fora do lugar referi-lo a Deus: como Deus pode ser meu? Como posso fazer que o Todo-poderoso seja meu? Na realidade, dizendo meu, n\u00e3o profanamos a Deus, mas honramos a sua miseric\u00f3rdia, pois foi Ele que quis \u201cfazer-se nosso\u201d. E, como numa hist\u00f3ria de amor, dizemos-Lhe: \u201cFizestes-vos homem por mim, morrestes e ressuscitastes por mim e agora n\u00e3o sois somente Deus; sois o meu Deus, sois a minha vida. Em v\u00f3s encontrei o amor que eu procurava e muito mais, como nunca teria imaginado\u201d.<\/p>\n<p>Deus n\u00e3o se ofende de ser \u201cnosso\u201d, pois o amor exige familiaridade, a miseric\u00f3rdia requer confian\u00e7a. J\u00e1 no in\u00edcio dos dez mandamentos, Deus dizia: \u00abEu sou o Senhor, teu Deus\u00bb (Ex 20,2) e reiterava: \u00abpois eu sou o Senhor teu Deus, um Deus zeloso\u00bb (v.5). Aqui est\u00e1 a proposta de Deus, amante zeloso, que se apresenta como teu Deus; e do cora\u00e7\u00e3o comovido de Tom\u00e9 brota a resposta: \u00abMeu Senhor e meu Deus!\u00bb. Entrando hoje, atrav\u00e9s das chagas, no mist\u00e9rio de Deus, entendemos que a miseric\u00f3rdia n\u00e3o \u00e9 mais uma de suas qualidades entre outras, mas o palpitar do seu cora\u00e7\u00e3o. E ent\u00e3o, como Tom\u00e9, n\u00e3o vivemos mais como disc\u00edpulos vacilantes; devotos, mas hesitantes; n\u00f3s tamb\u00e9m nos tornamos verdadeiros enamorados do Senhor! N\u00e3o tenham medo desta palavra: enamorados do Senhor!<\/p>\n<p>Como saborear este amor, como tocar hoje com a m\u00e3o a miseric\u00f3rdia de Jesus? O Evangelho tamb\u00e9m nos sugere isso, quando aponta que na tarde mesma da P\u00e1scoa (cf. Jo 20, 19), ou seja, logo depois de ressuscitar, Jesus, em primeiro lugar, d\u00e1 o Esp\u00edrito para perdoar os pecados.<\/p>\n<p>Para experimentar o amor, \u00e9 preciso passar por ali: deixar-se perdoar. Deixar-se perdoar: eu pergunto a mim e a cada um de voc\u00eas: eu me deixo perdoar? Para experimentar aquele amor, \u00e9 preciso passar por ali: eu me deixo perdoar? Mas, Padre, ir confessar-se parece dif\u00edcil. Diante de Deus, somos tentados a fazer como os disc\u00edpulos no Evangelho: trancarmo-nos por detr\u00e1s de portas fechadas. Eles faziam isso por temor e n\u00f3s tamb\u00e9m temos medo, vergonha de abrir-nos e contar os nossos pecados. Que o Senhor nos d\u00ea a gra\u00e7a de compreender a vergonha: de v\u00ea-la n\u00e3o como uma porta fechada, mas como o primeiro passo do encontro.<\/p>\n<p>Quando nos sentimos envergonhados, devemos ser agradecidos: quer dizer que n\u00e3o aceitamos o mal, e isso \u00e9 bom. A vergonha \u00e9 um convite secreto da alma que precisa do Senhor para vencer o mal. O drama est\u00e1 quando n\u00e3o se sente vergonha por coisa alguma. N\u00f3s n\u00e3o devemos ter medo de sentir vergonha! E passemos da vergonha ao perd\u00e3o! N\u00e3o tenham medo de envergonharem-se! N\u00e3o tenham medo.<\/p>\n<p>Contudo, h\u00e1 uma porta fechada diante do perd\u00e3o do Senhor: a da resigna\u00e7\u00e3o. A resigna\u00e7\u00e3o sempre \u00e9 uma porta fechada. Os disc\u00edpulos a experimentaram quando, na P\u00e1scoa, constatavam que tudo tivesse voltado a ser como antes: ainda estavam l\u00e1, em Jerusal\u00e9m, desalentados; o \u201ccap\u00edtulo Jesus\u201d parecia terminado e, depois de tanto tempo com Ele, nada tinha mudado. Nos resignamos. Tamb\u00e9m n\u00f3s podemos pensar: \u201cSou crist\u00e3o h\u00e1 muito tempo, por\u00e9m nada muda em mim, cometo sempre os mesmos pecados\u201d. Ent\u00e3o, desalentados, renunciamos \u00e0 miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Entretanto, o Senhor nos interpela: \u201cN\u00e3o acreditas que a miseric\u00f3rdia \u00e9 maior do que a tua mis\u00e9ria? Est\u00e1s reincidente no pecado? S\u00ea reincidente em clamar por miseric\u00f3rdia, e veremos quem leva a melhor!\u201d. E depois \u2013 quem conhece o sacramento do perd\u00e3o o sabe \u2013 n\u00e3o \u00e9 verdade que tudo permane\u00e7a como antes.<\/p>\n<p>Em cada perd\u00e3o recebemos novo alento, somos encorajados, pois nos sentimos cada vez mais amados, mais abra\u00e7ados pelo Pai. E quando, sentindo-nos amados, ca\u00edmos mais uma vez, sentimos mais dor do que antes. \u00c9 uma dor ben\u00e9fica, que lentamente nos separa do pecado. Descobrimos ent\u00e3o que a for\u00e7a da vida \u00e9 receber o perd\u00e3o de Deus, e seguir em frente, de perd\u00e3o em perd\u00e3o. Assim segue a vida: de vergonha em vergonha, de perd\u00e3o em perd\u00e3o. E esta \u00e9 a vida crist\u00e3.<\/p>\n<p>Depois da vergonha e da resigna\u00e7\u00e3o, existe outra porta fechada, \u00e0s vezes blindada: o nosso pecado, o pr\u00f3prio pecado.<\/p>\n<p>Quando cometo um grande pecado, se eu, com toda a honestidade, n\u00e3o quero me perdoar, por que o faria Deus? Esta porta, no entanto, est\u00e1 fechada s\u00f3 de um lado: o nosso; para Deus nunca \u00e9 intranspon\u00edvel. Ele, como nos ensina o Evangelho, adora entrar justamente atrav\u00e9s \u201cdas portas fechadas\u201d, quando todas as passagens parecem bloqueadas. L\u00e1 Deus faz maravilhas. Ele nunca decide separar-se de n\u00f3s, somos n\u00f3s que o deixamos do lado de fora.<\/p>\n<p>Mas quando nos confessamos, tem lugar o inaudito: descobrimos que precisamente aquele pecado, que nos mantinha distantes do Senhor, converte-se no lugar do encontro com Ele. Ali o Deus ferido de amor vem ao encontro das nossas feridas. E torna as nossas chagas miser\u00e1veis semelhantes \u00e0s suas chagas gloriosas. Trata-se de uma transforma\u00e7\u00e3o: a minha chaga miser\u00e1vel torna-se semelhante \u00e0s suas chagas gloriosas. H\u00e1 uma transforma\u00e7\u00e3o: a minha m\u00edsera chaga se assemelha \u00e0s suas chagas gloriosas. Pois Ele \u00e9 miseric\u00f3rdia e faz maravilhas nas nossas mis\u00e9rias. Como Tom\u00e9, pedimos hoje a gra\u00e7a de reconhecer o nosso Deus: de encontrar no seu perd\u00e3o a nossa alegria; de encontrar na sua miseric\u00f3rdia a nossa esperan\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Fonte: Vatican News<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Papa Francisco no Domingo da Miseric\u00f3rdia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":193896,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1428],"tags":[1186,55],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>&quot;Miseric\u00f3rdia, o palpitar do cora\u00e7\u00e3o de Deus&quot; - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/misericordia-o-palpitar-do-coracao-de-deus.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"&quot;Miseric\u00f3rdia, o palpitar do cora\u00e7\u00e3o de Deus&quot; - 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