{"id":155927,"date":"2018-04-06T19:40:43","date_gmt":"2018-04-06T22:40:43","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=155927"},"modified":"2019-04-08T21:45:50","modified_gmt":"2019-04-09T00:45:50","slug":"indignacao-tristeza-pranto-e-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/indignacao-tristeza-pranto-e-esperanca.html","title":{"rendered":"Indigna\u00e7\u00e3o, tristeza, pranto e esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sextodia_060418_2.jpg\" alt=\"sextodia_060418_2\" width=\"830\" height=\"456\" \/><\/p>\n<p><strong>Frei Augusto Luiz Gabriel e Moacir Beggo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vila Velha (ES)<\/strong> &#8211; Um grito de indigna\u00e7\u00e3o, vergonha, tristeza e esperan\u00e7a foi dado nesta sexta-feira, sexto dia do Oitav\u00e1rio da Festa da Penha, pelo Pe. Kelder Jos\u00e9 Figueira, p\u00e1roco da Par\u00f3quia Santa Tereza Calcut\u00e1, na homilia que fez durante a Celebra\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica no Campinho. Pe. Roberto Camilato, do Santu\u00e1rio de Santo Ant\u00f4nio, presidiu a Missa. Os franciscanos do Convento da Penha e da Prov\u00edncia da Imaculada acolheram os sacerdotes e religiosos da Regi\u00e3o Pastoral de Vit\u00f3ria e o povo que lotou o Campinho, no primeiro dia com chuva da Festa da Penha.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Dq-gddcCdBY\" width=\"100%\" height=\"480\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Pe. Kelder lembrou a dor de Maria com a morte de Jesus e a dor das m\u00e3es capixabas que veem seus filhos terem as vidas ceifadas diariamente. &#8220;S\u00f3 esse ano j\u00e1 s\u00e3o mais de 320 corpos assassinados, mortos, sem vida, sepultados no Esp\u00edrito Santo. Quanta dor, quanto pranto, quanto desespero. Corpos pretos, pobres e perif\u00e9ricos&#8221;, denunciou o sacerdote. &#8220;Sim, m\u00e3es capixabas! A dor de voc\u00eas \u00e9 uma dor t\u00e3o grande e profunda quanto foi a dor de Maria, M\u00e3e do Filho de Deus, ao receber inerte e sem vida o corpo do Autor da Vida, Jesus Cristo&#8221;, consolou.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sextodia_060418.jpg\" alt=\"sextodia_060418\" width=\"830\" height=\"496\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Pe. Kelder Jos\u00e9 Figueira, p\u00e1roco da Par\u00f3quia Santa Tereza Calcut\u00e1<\/em><\/p>\n<p>&#8220;E maior ainda deve ser a indigna\u00e7\u00e3o de voc\u00eas ao ouvirem os porqu\u00eas das mortes dos filhos de voc\u00eas. Como se j\u00e1 n\u00e3o bastassem ter tirado a vida deles de forma t\u00e3o violenta, como fizeram com o Filho de Maria, ainda os tornam respons\u00e1veis pela viol\u00eancia que os matou. Uns dizem que foram mortos porque s\u00e3o traficantes. Outros dizem que foram mortos porque s\u00e3o bandidos. Outros dizem que foram mortos porque s\u00e3o vagabundos. Outros dizem que foram mortos porque n\u00e3o souberam aproveitar as oportunidades que surgiram. Outros dizem que foram mortos porque foram confundidos. Outros dizem que foram mortos porque estavam no lugar errado. N\u00e3o faltam motivos, queridas e sofridas m\u00e3es capixabas, para justificar a matan\u00e7a dos filhos que nasceram de suas entranhas e se alimentaram nos peitos de voc\u00eas, e que incomodam a sociedade s\u00f3 pelo fato de estarem vivos, mesmos sendo pretos e pobres, e ter os mesmos sonhos e desejos que os brancos e abastados&#8221;, lamentou.<\/p>\n<p>Sempre se dirigindo \u00e0s m\u00e3es capixabas, denunciou que seus filhos n\u00e3o est\u00e3o sendo assassinados por que s\u00e3o traficantes, bandidos, vagabundos, foram confundidos ou estavam no lugar errado. &#8220;Eles est\u00e3o sendo assassinados porque s\u00e3o pretos, pobres e favelados. Fizeram isso com os antepassados de voc\u00eas, os escravos trazidos da \u00c1frica, e continuam fazendo com os filhos de voc\u00eas. O racismo e o culto ao dinheiro \u00e9 a verdadeira causa da morte dos filhos de voc\u00eas que s\u00e3o sacrificados como &#8220;bodes expiat\u00f3rios&#8221; para justificar a indiferen\u00e7a da sociedade e a incompet\u00eancia do poder p\u00fablico em resolver o problema da viol\u00eancia e da desigualdade social, que s\u00e3o os maiores problemas que o Brasil enfrenta. E n\u00e3o duvidem, m\u00e3es capixabas, que para impedirem os filhos e filhas de voc\u00eas sonharem, as for\u00e7as armadas voltar\u00e3o \u00e0s ruas&#8221;, acusou.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sextodia_060418_7.jpg\" alt=\"sextodia_060418_7\" width=\"830\" height=\"394\" \/><\/p>\n<p>Pe. Kelder animou e incentivou as m\u00e3es capixabas a n\u00e3o esmorecerem. &#8220;Cabem a voc\u00eas mostrar o quanto a vida que voc\u00eas geraram ou cuidaram \u00e9 sagrada. Cabe a voc\u00eas n\u00e3o deixarem que a morte de seus filhos que voc\u00eas cuidaram e amaram seja em v\u00e3o. Cabem a voc\u00eas, m\u00e3es capixabas, lutar, lutar, lutar novamente, e continuar lutando, porque quando o &#8216;luto vira luta&#8217;, a for\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o acontece e a realidade se transforma. Foi essa a experi\u00eancia bonita da ressurrei\u00e7\u00e3o que a Igreja Primitiva fez e transmitiu para n\u00f3s, conforme ouvimos no Livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos e no Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o, nesta tarde. Os disc\u00edpulos mudaram o luto em luta, e lutaram at\u00e9 a morte para anunciar a verdade da Ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor&#8221;, exortou.<\/p>\n<p>&#8220;Sim! Foi grande a alegria da M\u00e3e do Senhor quando os disc\u00edpulos anunciaram a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus&#8221;, disse.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sextodia_060418_4.jpg\" alt=\"sextodia_060418_4\" width=\"830\" height=\"489\" \/><\/p>\n<h2><\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sextodia_060418_3.jpg\" alt=\"sextodia_060418_3\" width=\"830\" height=\"530\" \/><\/p>\n<h3><strong>ROMARIA DOS MILITARES NO OITAV\u00c1RIO<\/strong><\/h3>\n<p>O Momento Devocional Franciscano, que antecede a Santa Missa, marcou o testemunho e a homenagem dos Militares \u00e0 Nossa Senhora da Penha. \u00c0s 14h30, a prociss\u00e3o reunindo cerca de 200 soldados subiu a ladeira do Convento da Penha e chegou ao Campinho. A imagem de Nossa Senhora foi trazida num andor por um representante do Ex\u00e9rcito, da Marinha, da Pol\u00edcia Militar e do Corpo de Bombeiros. O guardi\u00e3o do Convento, Frei Paulo Pereira, fez a acolhida. Frei Valdecir Schwambach presidiu este Momento franciscano, que teve o tema &#8220;Da Rocha brota a \u00e1gua viva&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o frade, quando Frei Pedro Pal\u00e1cios se disp\u00f4s a construir o Convento de Nossa Senhora da Penha, ele se deparou com uma grande dificuldade: Como fazer chegar \u00e1gua no topo da montanha, que \u00e9 de pedra. &#8220;E diz que, a partir dessa dificuldade, ele pediu a Deus e uma fonte jorrou at\u00e9 o t\u00e9rmino da constru\u00e7\u00e3o do Convento&#8221;, contou. &#8220;No tempo certo, tudo acontece. \u00c9 por isso que falamos: o tempo de Deus&#8221;, disse. &#8220;Mais um motivo para fortalecermos a nossa f\u00e9. A fonte, a rocha, nos lembram sempre de Deus. A rocha que ampara o Convento, e o Convento que \u00e9 continuidade da rocha, nos lembra a rocha que d\u00e1 sustento \u00e0 nossa vida, que \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo. E Ele diz que tudo aquilo que \u00e9 constru\u00eddo sobre a rocha, isso sim, h\u00e1 de perdurar. Que as nossas rela\u00e7\u00f5es, trabalho, fam\u00edlias, sejam constru\u00eddas sobre a rocha!&#8221;, desejou Frei Valdecir.<\/p>\n<p>Este momento \u00e9 feito com cantos, ora\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es. Frei Gustavo Medella e Frei Paulo C\u00e9sar Ferreira, com o grupo de m\u00fasicos, tornaram a celebra\u00e7\u00e3o mais bela.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sextodia_060418_9.jpg\" alt=\"sextodia_060418_9\" width=\"830\" height=\"460\" \/><\/p>\n<h3><strong>ROMARIA DOS ESTUDANTES EST\u00c1 NASCENDO<\/strong><\/h3>\n<p>Foi plantada nesta sexta-feira, 6 de abril, a semente para mais uma romaria na Festa da Penha. Atendendo ao convite do guardi\u00e3o do Convento da Penha, Frei Paulo Pereira, dois grandes col\u00e9gios capixabas trouxeram seus alunos para homenagear Nossa Senhora da Penha: o Centro Educacional Agostianiano, de Vit\u00f3ria, e Col\u00e9gio Passionista, de Cariacica.<\/p>\n<p>Cerca de 100 alunos subiram a p\u00e9 o Morro da Penha at\u00e9 o Campinho na primeira experi\u00eancia conjunta das escolas. Frei Diego Melo, Frei Gustavo Medella e Frei G\u00edlson Kammer acolheram alunos e professores. Frei Diego narrou um pouco a hist\u00f3ria do Convento e de como esta montanha se tornou um local sagrado como casa de Nossa Senhora da Penha. Explicou que tudo come\u00e7ou com uma estampa que o franciscano Frei Pedro Pal\u00e1cios trouxe de Portugal. &#8220;A nossa f\u00e9 n\u00e3o idolatra imagens&#8221;, disse, explicando que a venera\u00e7\u00e3o, enquanto culto crist\u00e3o, n\u00e3o tem outro sentido sen\u00e3o valorizar algo, um sinal que nos remete a Deus. &#8220;Quem aqui tem uma foto dos pais no celular?&#8221;, perguntou, obtendo uma resposta afirmativa total. &#8220;Por que trazemos essa foto no celular? N\u00f3s sabemos que na foto n\u00e3o est\u00e3o nossos pais, mas ela nos faz lembrar dos familiares que a gente ama. Da mesma forma, a imagem de Nossa Senhora nos faz lembrar o carinho, a devo\u00e7\u00e3o e tudo aquilo que ela nos representa&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Ir. Rita Cola, Mission\u00e1ria Agostiana Recoleta, e diretora do Centro Educacional Agostianiano, fez uma din\u00e2mica com os alunos para enfatizar a import\u00e2ncia da cultura de paz, sensibilizando-os para as quest\u00f5es sociais, ambientais e relacionais de sua realidade local e global. No final, Frei Gustavo deu a b\u00ean\u00e7\u00e3o e os alunos depositaram flores aos p\u00e9s da imagem de Nossa Senhora.<\/p>\n<p>Pe. Eraldo Furtado de Oliveira, gestor administrativo do Col\u00e9gio Passionista, gostou da ideia de trazer os alunos para conhecer o Santu\u00e1rio e ter esse momento celebrativo durante a Festa da Penha. &#8220;Acho que para o pr\u00f3ximo ano outros col\u00e9gios poder\u00e3o se programar em tempo para fazer at\u00e9 uma romaria dos estudantes&#8221;, disse Pe. Eraldo, que teve total apoio dos pais para este evento.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sextodia_060418_8.jpg\" alt=\"sextodia_060418_8\" width=\"830\" height=\"423\" \/><\/p>\n<h3><strong>HAJA EMO\u00c7\u00c3O NOS PR\u00d3XIMOS TR\u00caS DIAS<\/strong><\/h3>\n<p>A Festa da Penha atinge o ponto alto nos pr\u00f3ximos dias. Grandes multid\u00f5es acompanhar\u00e3o as romarias e celebra\u00e7\u00f5es. Neste s\u00e1bado, \u00e0s 18 horas, tem in\u00edcio a Romaria dos Homens, que deve levar para o trajeto de 14 quil\u00f4metros uma multid\u00e3o de 700 mil pessoas. Ainda \u00e9 dia da Romaria e Missa dos Adolescentes no Campinho, \u00e0s 10 horas, Romaria das Pessoas com Defici\u00eancia, Sa\u00edda \u00e0s 8 horas na pra\u00e7a Duque de Caxias e Remaria \u00e0s 8 horas. Mas uma grande Romaria vem de longe e logo cedo estar\u00e1 no Campinho: a Romaria da Diocese de S\u00e3o Mateus.<\/p>\n<p>\u00c0s 14h30 tem in\u00edcio o s\u00e9timo dia do Oitav\u00e1rio no Campinho do Convento.<\/p>\n<p>No domingo, mais multid\u00e3o na Romaria e Missa das Mulheres e, na segunda-feira, a Missa solene de encerramento.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/florival_060418.jpg\" alt=\"florival_060418\" width=\"830\" height=\"510\" \/><\/p>\n<h3><strong>FREI FLORIVAL FAZ SHOW APOTE\u00d3TICO<\/strong><\/h3>\n<p>Quem pensou num show religioso de Frei Florival Mariano de Toledo, na noite desta sexta-feira, 6 de abril, enganou-se. &#8220;Minha alegria&#8221; come\u00e7ou levemente com &#8220;Jesus Alegria dos Homens&#8221; e terminou com o conhecido Hino a Nossa Senhora da Penha em ritmo de samba pela escola de samba Mocidade Unida da Gl\u00f3ria, campe\u00e3 do carnaval de Vit\u00f3ria em 2018.<\/p>\n<p>Frei Florival colocou todo mundo para sambar. &#8220;Nosso desejo \u00e9 que voc\u00eas reencontrem a sua alegria a partir da alegria que Nossa Senhora recebeu de Deus&#8221;, disse. &#8220;Que seus sonhos sejam mais intensificados nesta noite. Uma noite da alegria, da minha alegria e da sua alegria. Vamos curtir, rezar, brincar&#8221;, traduziu.<\/p>\n<p>O bom p\u00fablico que veio ao Campinho n\u00e3o se arrependeu e cantou com Frei Florival um repert\u00f3rio ecl\u00e9tico, onde mesclou m\u00fasicas religiosas e MPB, abusando de todos os ritmos. Tudo funcionou perfeitamente. As coreografias e figurinos, com as crian\u00e7as, jovens e adolescentes da Par\u00f3quia Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, deixaram o show mais sofisticado e belo. A nova vers\u00e3o para a m\u00fasica &#8220;Senhor fazei de mim&#8221;, antigo sucesso dos Meninos de Deus, foi um dos pontos altos do show. Frei Paulo C\u00e9sar soltou o vozeir\u00e3o e roubou a cena. Os tr\u00eas cantores &#8211; Frei Florival, Frei Paulo e Frei Leandro &#8211; encerraram apoteoticamente esta vers\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas o show ainda tinha mais surpresas. O Hino a Nossa Senhora da Penha come\u00e7ou com o tradicional ritmo religioso, passou para heavy metal, mudou para bai\u00e3o, virou rock e terminou em samba, com a MUG comandando o final apote\u00f3tico. Tudo isso enquanto a imagem era carregada no meio do povo por quatro jovens vestidos com o h\u00e1bito franciscano.<\/p>\n<p>Frei Florival cantou e encantou, ainda que esta frase soe como um clich\u00ea. &#8220;Enfim, a minha alegria \u00e9 partilhar esse dom que Deus deu com aqueles com quem convivo. A maior alegria para mim \u00e9 ser para outro. Eu me preparo para isso, com meus defeitos, n\u00e3o tenha d\u00favida&#8221;, define. Que Deus o conserve!<\/p>\n<p>Neste show, Frei Florival teve a participa\u00e7\u00e3o dos m\u00fasicos:\u00a0 R\u00f4mulo Madureira, no viol\u00e3o de 12 cordas. &#8220;Ele que organizou essa equipe toda com muito carinho e dedica\u00e7\u00e3o&#8221;, elogiou agradecido o frade; no teclado, Gracia Maria; no violino, Frei Leandro Santos; no acordeon, sr. Nilson; na guitarra, Marcelo Andr\u00e9; no baixo, Lu\u00eds Galego; na bateria, Bruno; percuss\u00f5es, Paulo Muniz; e as &#8220;backing vocals&#8221; Laila Eller, Alessandra Favero, Denise Furtado.<\/p>\n<p>O show teve a participa\u00e7\u00e3o especial de Frei Paulo C\u00e9sar, Frei Leandro, Elaine Vieira, Marcela Mesagri, Julia Venturinho, Sofia Pirola e Gianini Pacheco.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>\u00cdNTEGRA DA HOMILIA<\/strong><\/p>\n<p>Celebramos hoje, aos p\u00e9s da Virgem da Penha, nesse lugar sagrado, lugar de maior express\u00e3o religiosa e da f\u00e9 de n\u00f3s, capixabas, a Ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor e as alegrias de Nossa Senhora. Este lugar bendito, que h\u00e1 s\u00e9culos desponta no c\u00e9u capixaba recordando a ternura maternal da M\u00e3e do Senhor, em meio a tanta dor e deventura. Este lugar que nos recorda, a cada ano, com o Oitav\u00e1ro de Nossa Senhora da Penha, as alegrias da M\u00e3e do Senhor, com a Ressurrei\u00e7\u00e3o de seu Filho.<\/p>\n<p>Sim! Foi grande a alegria da M\u00e3e do Senhor quando os disc\u00edpulos anunciaram a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. Uma alegria t\u00e3o grande, quanto grande foi a sua dor aos p\u00e9s da cruz, ao receber em seus bra\u00e7os e aconchegar em seu peito o corpo inerte e sem vida de seu Filho, brutalmente assassinado, v\u00edtima de um conluio para preservar os interesses mesquinhos das autoridades pol\u00edticas e religiosas de Israel, como deixou bem evidente S\u00e3o Pedro na Primeira Leitura que ouvimos nesta tarde: &#8220;Ficai, pois, sabendo e todo o povo de Israel: &#8216;\u00e9 pelo nome de Jesus Cristo, de Nazar\u00e9 &#8211; aquele que v\u00f3s todos v\u00f3s crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos &#8211; que este homem est\u00e1 curado, diante de v\u00f3s. Jesus \u00e9 a pedra que v\u00f3s, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular&#8221;.<\/p>\n<p>Sim! Grande foi a dor, a tristeza e o pranto de Maria, quando recebeu em seus bra\u00e7os o corpo inerte e sem vida de seu Filho Jesus, como \u00e9 grande a sua dor, m\u00e3es capixabas, que, h\u00e1 d\u00e9cadas, recebem nos bra\u00e7os os corpos inertes e sem vida de seus filhos que tombam nas escadarias, becos, ruelas e pra\u00e7as dos morros e plan\u00edcies das periferias e do interior do Estado.<\/p>\n<p>E que m\u00e3e n\u00e3o sentiria tamanha dor ao receber em seus bra\u00e7os, sem vida, a vida gerada em suas entranhas ou plantadas em seu cora\u00e7\u00e3o, cora\u00e7\u00e3o de seu cora\u00e7\u00e3o, carne de sua carne, sangue de seu sangue, esp\u00edrito de seu esp\u00edrito, alma de sua alma?<\/p>\n<p>Que m\u00e3e n\u00e3o se angustiaria ao ver jorrando no ch\u00e3o, encharcando a terra, a seiva sagrada da vida que brotou de sua pr\u00f3pria seiva ou que adotou como parte de seu corpo, misturando-se \u00e0 lama e ao lixo, como jorrou o sangue de Cristo nas ruas de Jerusal\u00e9m e como jorra o sangue dos jovens e adolescentes aqui, no Esp\u00edrito Santo?<\/p>\n<p>S\u00f3 esse ano, j\u00e1 s\u00e3o mais de 320 corpos assassinados, mortos, sem vida, sepultados no Esp\u00edrito Santo. Quanta dor, quanto pranto, quanto desespero. Corpos pretos, pobres e perif\u00e9ricos.<\/p>\n<p>Sim, m\u00e3es capixabas! A dor de voc\u00eas \u00e9 uma dor t\u00e3o grande e profunda quanto foi a dor de Maria, M\u00e3e do Filho de Deus, ao receber inerte e sem vida o corpo do Autor da Vida, Jesus Cristo.<\/p>\n<p>E maior ainda deve ser a indigna\u00e7\u00e3o de voc\u00eas ao ouvirem os porqu\u00eas das mortes dos filhos de voc\u00eas. Como se j\u00e1 n\u00e3o bastassem ter tirado a vida deles de forma t\u00e3o violenta, como fizeram com o Filho de Maria, ainda os tornam respons\u00e1veis pela viol\u00eancia que os matou.<\/p>\n<p>Uns dizem que foram mortos porque s\u00e3o traficantes. Outros dizem que foram mortos porque s\u00e3o bandidos. Outros dizem que foram mortos porque s\u00e3o vagabundos. Outros dizem que foram mortos porque n\u00e3o souberam aproveitar as oportunidades que surgiram. Outros dizem que foram mortos porque foram confundidos. Outros dizem que foram mortos porque estavam no lugar errado.<\/p>\n<p>N\u00e3o faltam motivos, queridas e sofridas m\u00e3es capixabas, para justificar a matan\u00e7a dos filhos que nasceram de suas entranhas e se alimentaram nos peitos de voc\u00eas, e que incomodam a sociedade s\u00f3 pelo fato de estarem vivos, mesmos sendo pretos e pobres, e ter os mesmos sonhos e desejos que os brancos e abastados.<\/p>\n<p>Sim, m\u00e3es capixabas, os filhos de voc\u00eas n\u00e3o est\u00e3o sendo assassinados por que s\u00e3o traficantes, bandidos, vagabundos, foram confundidos ou estavam no lugar errado, n\u00e3o! Eles est\u00e3o sendo assassinados porque s\u00e3o pretos, pobres e favelados. Fizeram isso com os antepassados de voc\u00eas, os escravos trazidos da \u00c1frica, e continuam fazendo com os filhos de voc\u00eas. O racismo e o culto ao dinheiro \u00e9 a verdadeira causa da morte dos filhos de voc\u00eas que s\u00e3o sacrificados como &#8220;bodes expiat\u00f3rios&#8221; para justificar a indiferen\u00e7a da sociedade e a incompet\u00eancia do poder p\u00fablico em resolver o problema da viol\u00eancia e da desigualdade social, que s\u00e3o os maiores problemas que o Brasil enfrenta. E n\u00e3o duvidem, m\u00e3es capixabas, que para impedirem os filhos e filhas de voc\u00eas sonharem, as for\u00e7as armadas voltar\u00e3o \u00e0s ruas.<\/p>\n<p>Mas, saibam, m\u00e3es capixabas, que o mesmo disseram e fizeram com o Filho de Maria. Eles O prenderam, condenaram-no \u00e0 morte, humilharam-no, torturaram-no, crucificaram-no, certificaram-se de Sua morte e, posteriormente, difamaram-no. E por que fizeram isso com Jesus? Porque Ele questionava e incomodava a sociedade de Israel. E o mesmo fizeram com os profetas antes dele. Jesus &#8220;morreu pela gan\u00e2ncia da institui\u00e7\u00e3o religiosa, capaz de eliminar qualquer um que interferisse em seus interesses, at\u00e9 mesmo o Filho de Deus: &#8216;Este \u00e9 o herdeiro: vamos! Matemo-lo e apoderemo-nos da sua heran\u00e7a&#8221; (Mt 21,38). O verdadeiro inimigo de Deus n\u00e3o \u00e9 o pecado, que o Senhor em sua miseric\u00f3rdia sempre consegue apagar, mas o interesse, a gan\u00e2ncia e a cobi\u00e7a, que tornam os homens completamente refrat\u00e1rios \u00e0 a\u00e7\u00e3o divina&#8221;. (Alberto Maggi)<\/p>\n<p>Mas, saibam tamb\u00e9m, m\u00e3es capixabas, que n\u00e3o adiantou nada do que fizeram! Ele ressuscitou! A vida dele n\u00e3o se submeteu \u00e0 morte e nem a vida dos filhos de voc\u00eas se submeter\u00e1. A morte deles, como a de Cristo, n\u00e3o foi em v\u00e3o, porque a morte s\u00f3 \u00e9 v\u00e3 quando a vida n\u00e3o tem valor. E a vida dos filhos pretos, pobres e favelados que voc\u00eas geraram ou adotaram, tem tanto valor quanto qualquer outra vida humana. A vida de voc\u00eas, dos filhos de voc\u00eas, \u00e9 t\u00e3o sagrada quanto as demais vidas, inclusive, a vida do Filho de Maria, Jesus Cristo, o Filho de Deus.<\/p>\n<p>Mas, m\u00e3es capixabas, cabem a voc\u00eas mostrar o quanto a vida que voc\u00eas geraram ou cuidaram \u00e9 sagrada. Cabe a voc\u00eas n\u00e3o deixarem que a morte de seus filhos que voc\u00eas cuidaram e amaram seja em v\u00e3o. Cabem a voc\u00eas, m\u00e3es capixabas, lutar, lutar, lutar novamente, e continuar lutando, porque quando o &#8220;luto vira luta&#8221;, a for\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o acontece e a realidade se transforma. Foi essa a experi\u00eancia bonita da ressurrei\u00e7\u00e3o que a Igreja Primitiva fez e transmitiu para n\u00f3s, conforme ouvimos no Livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos e no Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o, nesta tarde. Os disc\u00edpulos mudaram o luto em luta, e lutaram at\u00e9 a morte para anunciar a verdade da Ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor. E um dos encontros bonitos que eles tiveram com o Ressuscitado, encontramos narrado no Evangelho de hoje de S\u00e3o Jo\u00e3o. Foi o terceiro encontro os ap\u00f3stolos com o Senhor, ap\u00f3s a Ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o afirma que era amanhecer de um novo dia, \u00e0s margens do mar de Tiber\u00edades. O amanhecer de um novo dia, \u00e0 beira do mar, \u00e9 sempre revigorante, nos d\u00e1 \u00e2nimo, for\u00e7a, coragem e energia. Nos desperta para a vida. \u00c9 o pren\u00fancio de um novo tempo, um novo momento, uma vida nova. Uma vida bela e radiante como os raios do sol; grandiosa e cheia de mist\u00e9rios e encantos como o mar.<\/p>\n<p>O mar \u00e9 t\u00e3o grandioso! Ele \u00e9 t\u00e3o cheio de vidas, com formas lindas e coloridas! E povoados por tantos mist\u00e9rios sagrados, principalmente para os povos africanos, que foram trazidos escravos para as Am\u00e9ricas. Para trabalhar, sem direito a nada. Nem mesmo \u00e0 vida e \u00e0 liberdade. Ainda hoje, muitos pensam assim, que os descendentes dos escravos n\u00e3o t\u00eam direito nem mesmo \u00e0 vida e \u00e0 liberdade, e, por isso, podem ser assassinados, e por isso matam os filhos e filhas de voc\u00eas, m\u00e3es pretas, capixabas.<\/p>\n<p>Mas, voltando ao mar, para mim, ele sempre ser\u00e1 um s\u00e1bio amigo que d\u00e1 bons conselhos. Talvez, por isso, Jesus tenha escolhido aparecer novamente aos disc\u00edpulos \u00e0 beira do mar, ap\u00f3s a ressurrei\u00e7\u00e3o, pedindo-lhes algo para comer, ao amanhecer de um novo dia.<\/p>\n<p>Os disc\u00edpulos tinham pescado a noite inteira e n\u00e3o tinham conseguido peixe algum. \u00c0s vezes, a vida \u00e9 assim. A gente tenta, tenta, tenta, continua tentando e n\u00e3o consegue nada. \u00c9 como uma noite escura, sombria, est\u00e9ril, \u00e0s vezes at\u00e9 apavorante. \u00c9 como a pol\u00edtica de seguran\u00e7a no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Mas, a noite escura, por mais longa que seja, passa e surge um novo alvorecer; e algu\u00e9m nos interpela, nos questiona, nos provoca e nos motiva a continuar; a acreditar; a tentar novamente; a n\u00e3o desanimar, apesar dos esfor\u00e7os, muitas vezes sem resultados positivos.<\/p>\n<p>Foi assim que aconteceu com os disc\u00edpulos no in\u00edcio da caminhada, ap\u00f3s a morte de Jesus. Eles tentavam, mas n\u00e3o conseguiam muita coisa. Eram muitos os obst\u00e1culos, estavam sem esperan\u00e7a, cansados, desanimados. \u00c9 assim que reagimos diante da morte, principalmente diante de mortes t\u00e3o violentas.<\/p>\n<p>De repente, os disc\u00edpulos viram um homem em p\u00e9, na praia, que lhes pede algo para comer. Deus \u00e9 assim mesmo, manifesta-se nas horas mais estranhas. Sempre faminto, esfomeado, Ele tem uma fonte insaci\u00e1vel de partilha, de solidariedade, de companheirismo, de afeto, de amor, de vida. Ele sente uma fome insaci\u00e1vel de humanidade, uma fome insaci\u00e1vel de nosso amor.<\/p>\n<p>Os disc\u00edpulos disseram que n\u00e3o tinham nada para oferecer \u00e0quele estranho. Eles haviam esquecido a for\u00e7a da f\u00e9, o milagre da partilha, dos p\u00e3es e dos peixes, que saciam a fome de uma multid\u00e3o. Eles haviam esquecido o ensinamento central do Evangelho, a partilha do p\u00e3o e da vida. A vida deles tinha se tornado escura e as a\u00e7\u00f5es est\u00e9reis, como pescaria que fizeram a noite toda.<\/p>\n<p>Mas n\u00f3s somos assim mesmo, esquecidos, ego\u00edstas, pensamos antes em n\u00f3s do que nos outros. Prefiremos as trevas \u00e0 luz. Somos, tamb\u00e9m, famintos, mas o dinheiro, de poder e de prest\u00edgio. Gostamos de guardar, de acumular. Quando muito, doamos o sup\u00e9rfluo e o que j\u00e1 n\u00e3o presta mais, para aliviar nossa consci\u00eancia crist\u00e3 e, assim, esquecemo-nos de que o problema do mundo \u00e9 o ac\u00famulo de riquezas nas m\u00e3os de poucos, enquanto a maioria passa priva\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E acabamos colocando as mazelas da sociedade nos ombros das v\u00edtimas que sofrem suas consequ\u00eancias, da mesma forma que colocamos a responsabilidade da viol\u00eancia nos jovens e adolescentes, pretos e pobres, que encontram no tr\u00e1fico a \u00fanica forma de se sustentar e sustentar a fam\u00edlia, enquanto fechamos os olhos para as responsabilidades, indiferen\u00e7a e, muitas vezes, cumplicidade, do poder p\u00fablico e das montanhas de dinheiro que movem os interesses privados de quem ganha, e muito, com a ind\u00fastria da viol\u00eancia e do encarceramento dos pobre no Estado.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o estranho mandou que os disc\u00edpulos lan\u00e7assem a rede novamente \u00e0 direita da barca. Para o espanto dos disc\u00edpulos, a rede ficou t\u00e3o pesada de peixes que eles sequer conseguiram puxar. Que coisa surpreendente os disc\u00edpulos compreenderam naquela manh\u00e3. Com um pouco de boa vontade, ouvindo o que nos diz o Senhor, mesmo que n\u00e3o O reconhe\u00e7amos, somos capazes de feitos maravilhosos e surpreendentes. Precisamos ouvir mais, acreditar mais, confiar mais uns nos outros.<\/p>\n<p>Imediatamente um dos disc\u00edpulos reconheceu Jesus e disse a Pedro: &#8220;\u00c9 o Senhor&#8221;. Foi o disc\u00edpulo, a quem Jesus amava, cujo nome n\u00e3o se pronuncia, porque seu nome n\u00e3o importa como, tamb\u00e9m, n\u00e3o importa a sua idade, a sua cor, o seu g\u00eanero, a sua ra\u00e7a, a sua classe social, o seu grau de instru\u00e7\u00e3o, a sua religi\u00e3o. O que importa e identifica o disc\u00edpulo amado \u00e9 a f\u00e9, a coragem para transformar o luto em luta, o desejo de seguir o Mestre at\u00e9 as \u00faltimas consequ\u00eancias, como ele seguiu Jesus at\u00e9 a morte. Agora ele podia se alegrar com os demais, ao reconhecer o Ressuscitado \u00e0 beira do mar, aguardando por eles com um banquete preparado.<\/p>\n<p>Sim, um banquete preparado, uma ceia com p\u00e3es e peixes, a Eucaristia &#8211; memorial da paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor -, o banquete que o Senhor preparou para os que ele ama. O mesmo banquete que preparou para todos que tiveram o sangue derramado com a viol\u00eancia no Esp\u00edrito Santo, cujos nomes, como tamb\u00e9m suas vidas, por serem pretas e pobres, n\u00e3o importam para quem, cinicamente, lava as m\u00e3os e se exime da responsabilidade de suas mortes.<\/p>\n<p>Mas para voc\u00eas, m\u00e3es capixabas que os geraram e cuidaram, e para n\u00f3s disc\u00edpulos do Senhor, a vida, a identidade, os sonhos dos filhos e filhas de voc\u00eas, s\u00e3o muito importantes: Karolaine Mattos, Rog\u00e9rio Porto, Daniel Soares, Neide Laura, Ricardo Bello, Wallace Miguel, Rafaela Leite, Mateus Gon\u00e7alves, Raul Silva, Vinicius da Silva, Fl\u00e1vio Santos, Ant\u00f4nio Carlos dos Santos, Edmo Verdes, Silvano Bezerra, Michel Vieira, Manoel Bras, Anderson Cantilho, Taiene Souza, Paulo da Costa, Josias Pinto, Fabr\u00edcio Vasconcelos, Rog\u00e9rio Teixeira, Raphael Amarantes, Paulo Roberto dos Santos, Ezequiel da Rocha, Ednei das Virgens, Brendo Aires, Guilherme Martins, Eduardo Ferreira, Luiz Paulo de Paula, Douglas Ribeiro, Jo\u00e3o Victor dos Santos, Gilvam dos Santos, Vanderlei Amorim, H\u00e9lio de Andrade, Ruan e Dami\u00e3o Reis.<\/p>\n<p>Esses nomes, assassinados nos \u00faltimos dez dias, e de tantos que n\u00e3o conseguiremos nominar nesta tarde, que morreram sacrificados como o Filho de Maria, est\u00e1 escrito no Livro da Vida por toda eternidade e, tamb\u00e9m, da vergonhosa hist\u00f3ria de racismo e desigualdades sociais que continuamos a escrever com o sangue derramado dos pretos e dos pobres.<\/p>\n<p>Hoje, aos p\u00e9s da Virgem da Penha, Senhora da Piedade e das Alegrias, renovamos nossa f\u00e9 e nossa esperan\u00e7a, celebrando a Eucaristia, memorial da P\u00e1scoa do Senhor e dos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s cujos corpos, negros e pobres, foram sepultados. Mais um pouco de tempo e celebraremos nossa pr\u00f3pria passagem. Ent\u00e3o, pe\u00e7amos ao Senhor que esta Eucaristia, memorial de sua vit\u00f3ria sobre a morte, &#8220;apresse o dia por n\u00f3s esperado, de irm\u00e3os libertados de toda injusti\u00e7a, de todo pecado&#8221;.<\/p>\n<p>E transformemos nossa dor em indigna\u00e7\u00e3o, nosso pranto em esperan\u00e7a, nosso luto em luta! E lutemos, lan\u00e7ando novamente as redes, porque uma nova luz h\u00e1 de brilhar no Esp\u00edrito Santo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> Festa da Penha 2018<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":202345,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[245],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Indigna\u00e7\u00e3o, tristeza, pranto e esperan\u00e7a - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/indignacao-tristeza-pranto-e-esperanca.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Indigna\u00e7\u00e3o, tristeza, pranto e esperan\u00e7a - 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