{"id":144429,"date":"2017-10-20T07:52:46","date_gmt":"2017-10-20T09:52:46","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=144429"},"modified":"2020-06-25T13:33:08","modified_gmt":"2020-06-25T16:33:08","slug":"ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html","title":{"rendered":"Ser Igreja na Rocinha \u00e9 ser presen\u00e7a fraterna"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ceia_201017.jpg\" alt=\"ceia_201017\" width=\"830\" height=\"361\" \/><\/p>\n<p><em>&#8220;Ser Igreja na Rocinha \u00e9 ser presen\u00e7a fraterna e solid\u00e1ria junto \u00e0s pessoas, \u00e9 mostrar o rosto de um Deus que as acolhe, que as escuta e ampara em suas dores, em suas trag\u00e9dias. Mas tamb\u00e9m \u00e9 mostrar novos caminhos, novas perspectivas e possibilidades, ajudando as pessoas a se conscientizarem de seus direitos, e a lutar por eles. Isso \u00e9 ser presen\u00e7a misericordiosa, instrumentos de Paz e de Bem, como t\u00e3o bem fez S\u00e3o Francisco de Assis e como quer o Papa Francisco&#8221;. Em meio \u00e0 guerra do tr\u00e1fico, \u00e9 com este pensamento que Frei Sandro Roberto da Costa conduz o seu rebanho na maior comunidade do Brasil, a Rocinha. Ele \u00e9 o p\u00e1roco da Par\u00f3quia Nossa Senhora da Boa Viagem e tamb\u00e9m o coordenador da Fraternidade Franciscana, pois com ele convive o rec\u00e9m-ordenado sacerdote Frei Alan Maia de Fran\u00e7a Victor. Nos finais de semana, eles t\u00eam o refor\u00e7o de Frei Francisco Carvalho (Frei Chico) e o jesu\u00edta Padre Lu\u00eds Correa Lima, al\u00e9m de dois frades franciscanos estudantes de Teologia, Frei Gabriel Vargas e Frei Andr\u00e9.<\/em><\/p>\n<p><em>Os frades Franciscanos, membros da Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do Brasil, da Ordem dos Frades Menores (OFM), est\u00e3o presentes na Rocinha desde 2007. Frei Sandro possui doutorado em Hist\u00f3ria da Igreja pela Pontif\u00edcia Universitas Gregoriana &#8211; Roma, It\u00e1lia (2000), quando aprofundou o processo de decad\u00eancia das Ordens religiosas no Brasil, a partir de fins do s\u00e9culo XVIII, com a tese intitulada: &#8220;Processo de decad\u00eancia e tentativas de reforma da Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do Brasil: 1810-1855&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><em>Foi diretor do Instituto Teol\u00f3gico Franciscano de Petr\u00f3plis por dois madatos (2007-2009\/2010-2012). Atualmente \u00e9 professor no Instituto Teol\u00f3gico Franciscano &#8211; Petr\u00f3polis, RJ, onde leciona as disciplinas Hist\u00f3ria da Igreja Antiga e Medieval. \u00c9 membro do Conselho Editorial da Revista Eclesi\u00e1stica Brasileira e atua em cursos sobre hist\u00f3ria da Igreja e da Ordem Franciscana em geral, hist\u00f3ria dos franciscanos na Am\u00e9rica Latina e no Brasil. Presta assessoria e consultoria a institui\u00e7\u00f5es religiosas e de ensino. \u00c9 autor de in\u00fameros artigos na \u00e1rea de Hist\u00f3ria da Igreja, Hist\u00f3ria do Franciscanismo e da Ordem Franciscana, e Hist\u00f3ria da Vida Religiosa.<\/em><\/p>\n<p><em>Na foto principal, de <\/em><strong>Pablo Jacob\/Ag\u00eancia Globo<\/strong><em>, Frei Sandro cumprimenta o grafiteiro Acme diante de sua obra, o painel da Santa Ceia com pizza e Jesus Negro. Trata-se de um s\u00edmbolo de paz e uni\u00e3o em meio \u00e0 guerra que j\u00e1 dura um m\u00eas, pintado e grafitado pelo artista pl\u00e1stico Acme (do Universo Acme) na parede ao lado da entrada da Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, que est\u00e1 prestes a completar 80 anos. Obra feita pelo grafiteiro Acme foi pedida por equipe de TV alem\u00e3 que fez document\u00e1rio no Rio sobre religi\u00f5es<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-144432 size-full\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/sandro_201017_2.jpg\" alt=\"sandro_201017_2\" width=\"388\" height=\"500\" \/><strong>Primeiramente, como \u00e9 ser sacerdote na maior favela do Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Sandro &#8211;<\/strong> O exerc\u00edcio do sacerd\u00f3cio na Rocinha, em \u201ctempos de paz\u201d, n\u00e3o difere muito do trabalho que \u00e9 realizado em tantas outras comunidades empobrecidas no Rio de Janeiro e no Brasil. Al\u00e9m da Matriz, Nossa Senhora da Boa Viagem, existem mais oito capelas, espalhadas pelas diversas partes do morro. A comunidade eclesial \u00e9 muito animada, e as celebra\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito bem participadas. Uma grande parte da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 oriunda de Estados do Nordeste, principalmente Cear\u00e1 e Para\u00edba. A religiosidade popular, com sua rica piedade e devo\u00e7\u00f5es, \u00e9 caracter\u00edstica da pr\u00e1tica de f\u00e9 de muitas destas pessoas. Os sacramentos s\u00e3o muito procurados. H\u00e1 um grande n\u00famero de crian\u00e7as na catequese para a Primeira Comunh\u00e3o, mas o Catecumenato (Catequese de adultos), tamb\u00e9m \u00e9 bem frequentado. A Igreja cat\u00f3lica \u00e9 respeitada e benquista por todos. Para sacerdotes que seguem o carisma de S\u00e3o Francisco de Assis, de viver em fraternidade, minoridade e pobreza, trabalhar na Rocinha, ou em qualquer outra comunidade empobrecida como as milhares que existem pelo Brasil, \u00e9 a oportunidade de colocar em pr\u00e1tica a voca\u00e7\u00e3o que um dia assumimos de, por causa do Evangelho, <strong>partilhar a vida das pessoas simples e pobres, animando-as, confortando-as, sendo sinal da presen\u00e7a amorosa e solid\u00e1ria de Deus nos dif\u00edceis caminhos da vida.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os principais desafios enfrentados pela Igreja em um local como este?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Sandro<\/strong> &#8211; O povo da Rocinha \u00e9 um povo muito bom. Trabalhador, cordial, alegre, criativo e muito hospitaleiro. Enfrentam os preconceitos comuns a todos aqueles que moram numa \u201cfavela\u201d, principalmente da parte de pessoas pouco esclarecidas que tem uma vis\u00e3o deturpada e limitada das m\u00faltiplas facetas que comp\u00f5em a realidade de uma comunidade pobre. Infelizmente a m\u00eddia contribui para acentuar o preconceito. Al\u00e9m das demandas normais de uma par\u00f3quia urbana, com os atendimentos, celebra\u00e7\u00f5es e administra\u00e7\u00e3o em geral, a Rocinha apresenta algumas peculiaridades. Encravada entre dois dos mais nobres bairros da zona sul do Rio de Janeiro (Leblon e S\u00e3o Conrado), al\u00e9m de estar muito pr\u00f3xima \u00e0 Barra da Tijuca, Ipanema e Copacabana, a Rocinha \u00e9 o melhor retrato da injusti\u00e7a social que reina no Brasil. Enquanto, segundo dados de 2010, S\u00e3o Conrado estava em 3\u00ba. lugar na lista de renda por domic\u00edlio, por bairro no Rio de janeiro, e o Leblon em 5\u00ba., a Rocinha ocupava a 152\u00ba posi\u00e7\u00e3o. No IDH (\u00cdndice de Desenvolvimento Humano) por bairros do Rio de Janeiro, em 2015, a G\u00e1vea ocupava o primeiro lugar e o Leblon o 2\u00ba., enquanto a Rocinha estava em 120\u00ba. Estes dados ajudam a ilustrar a injusti\u00e7a social na qual est\u00e1 mergulhada a comunidade. E esta injusti\u00e7a \u00e9 escancarada a cada dia, pois a maioria dos moradores est\u00e1 a servi\u00e7o destes bairros nobres da zona sul, como empregadas dom\u00e9sticas, diaristas, ambulantes, atendentes de lojas, porteiros, gar\u00e7ons, e servi\u00e7os de v\u00e1rios tipos. Afirmar que a pobreza \u00e9 o maior problema da Rocinha, \u00e9 abrir um verdadeiro leque de defici\u00eancias e falta de direitos primordiais, que n\u00e3o s\u00e3o atendidos pelo Estado: falta de saneamento b\u00e1sico, falta de seguran\u00e7a, de moradia, descaso com a sa\u00fade, com a educa\u00e7\u00e3o, aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas que deem dignidade \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, falta de perspectivas de futuro principalmente para os jovens. Aliado a tudo isso, vem o preconceito com que s\u00e3o tratadas as pessoas que moram em \u201cfavelas\u201d. Esse preconceito faz com que a vida se torne muito mais dif\u00edcil e cara. Por exemplo, construir, na Rocinha, \u00e9 cerca de 40 a 50 por cento mais caro do que em outras comunidades. Muitas empresas de fora cobram um frete muito alto, ou simplesmente se recusam a entregar seus produtos, por se tratar de uma \u201c\u00e1rea de risco\u201d. O mesmo acontece com as empresas prestadoras de servi\u00e7o, como telef\u00f4nica, tv a cabo, energia el\u00e9trica, e outros, que tamb\u00e9m atendem com muita dificuldade os moradores. Desde que estourou a guerra do tr\u00e1fico, v\u00e1rias fam\u00edlias passaram mais de um m\u00eas sem energia el\u00e9trica. Todas estas situa\u00e7\u00f5es geram, em alguns casos, situa\u00e7\u00f5es de desespero, que a cada dia veem bater \u00e0 porta da Igreja: a fome, o desemprego, a busca de solu\u00e7\u00e3o no tr\u00e1fico, nas drogas, na bebida e na prostitui\u00e7\u00e3o, gerando verdadeiros dramas familiares. A falta de perspectiva e a conviv\u00eancia di\u00e1ria com o medo e a viol\u00eancia s\u00e3o um dos respons\u00e1veis pelo aumento dos casos de depress\u00e3o, de s\u00edndrome do p\u00e2nico, e outros desequil\u00edbrios psicol\u00f3gicos. Diante de uma realidade como esta, a Igreja tem que ser, antes de mais nada, sinal de esperan\u00e7a. Ser Igreja na Rocinha \u00e9 ser presen\u00e7a fraterna e solid\u00e1ria junto \u00e0s pessoas, \u00e9 mostrar o rosto de um Deus que as acolhe, que as escuta e ampara em suas dores, em suas trag\u00e9dias. Mas tamb\u00e9m \u00e9 mostrar novos caminhos, novas perspectivas e possibilidades, ajudando as pessoas a se conscientizarem de seus direitos, e a lutar por eles. Isso \u00e9 ser presen\u00e7a misericordiosa, instrumentos de Paz e de Bem, como t\u00e3o bem fez S\u00e3o Francisco de Assis e como quer o Papa Francisco.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os trabalhos, as atividades pastorais que a Igreja realiza na Rocinha?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Sandro<\/strong> &#8211; Na Par\u00f3quia da Rocinha funcionam quase todas as pastorais que s\u00e3o comuns em uma par\u00f3quia urbana. Busca-se dar um amplo espa\u00e7o \u00e0 atua\u00e7\u00e3o dos leigos, para que assumam tamb\u00e9m seu papel de protagonistas na Igreja, como prop\u00f4s o Vaticano II. Al\u00e9m disso, h\u00e1 as celebra\u00e7\u00f5es nas capelas, uma vez por semana, feitas por ministros leigos, e uma vez por m\u00eas a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia. Em algumas capelas tamb\u00e9m funcionam a catequese, o ter\u00e7o semanal e os C\u00edrculos B\u00edblicos. Ocupam um bom espa\u00e7o na Par\u00f3quia atividades n\u00e3o diretamente ligadas ao campo religioso, mas que buscam oferecer oportunidades \u00e0s pessoas para que exer\u00e7am com consci\u00eancia seu papel de cidad\u00e3os. Neste sentido h\u00e1 atividades de promo\u00e7\u00e3o social, como a oferecida pelo grupo Afim, onde s\u00e3o proporcionadas \u00e0s mulheres de baixa renda oficinas de artesanato, forma\u00e7\u00e3o humana e religiosa, e gera\u00e7\u00e3o de renda. A Escola de M\u00fasica da Rocinha forma m\u00fasicos e instrumentistas, al\u00e9m de manter uma orquestra. H\u00e1 tamb\u00e9m o grupo Fibra, que oferece aulas de refor\u00e7o escolar do 6\u00ba. ao 9\u00ba. ano, para 53 adolescentes, de segunda a sexta das 13:30 \u00e0s 16:30, preparando-os para o ingresso no ensino m\u00e9dio. O Programa de Inclus\u00e3o Digital, da Pastoral do Menor, oferece curso de inform\u00e1tica para 80 crian\u00e7as e adolescentes, al\u00e9m de curso de ingl\u00eas para cerca de 40 jovens e adultos. Uma Assistente Social volunt\u00e1ria presta servi\u00e7o de orienta\u00e7\u00e3o \u00e0s mais variadas demandas na \u00e1rea social aos moradores da comunidade. A Pastoral Social organiza a distribui\u00e7\u00e3o de cerca de 200 cestas b\u00e1sicas todo o terceiro s\u00e1bado do m\u00eas, a partir das doa\u00e7\u00f5es dos paroquianos. Funciona tamb\u00e9m na quadra da igreja uma oficina de Capoeira para crian\u00e7as e adolescentes. Numa casa que pertence \u00e0 Par\u00f3quia funciona o projeto Ecomoda, ligado \u00e0 Ong Viva Rio, que ensina a trabalhar com moda atrav\u00e9s da reutiliza\u00e7\u00e3o de materiais descart\u00e1veis. O sal\u00e3o da par\u00f3quia serve tamb\u00e9m a reuni\u00f5es da comunidade, onde s\u00e3o discutidos temas de interesse geral, como o grupo Rocinha sem Fronteiras e o Projeto De Olho no Lixo, al\u00e9m de outras demandas pontuais da comunidade. Nos espa\u00e7os da par\u00f3quia h\u00e1 tamb\u00e9m o atendimento do Sebrae, de apoio aos pequenos empreendedores da comunidade.<\/p>\n<p><strong>Vi que foi preciso cancelar a prociss\u00e3o de Nossa Senhora Aparecida. Casos assim s\u00e3o recorrentes? Afeta na participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Sandro<\/strong> &#8211; Na Rocinha todos vivem sob tens\u00e3o. Mesmo quando n\u00e3o h\u00e1 os confrontos violentos como os destes dias, andar pelos becos e vielas requer sempre muito cuidado, pois a qualquer hora pode estourar um confronto armado. Infelizmente o cancelamento da prociss\u00e3o e da missa campal foi um fato mais marcante, pois celebramos este ano os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas \u00e1guas do Rio Para\u00edba. Mas no geral, nestes dias, a participa\u00e7\u00e3o tem sido muito afetada. A catequese, que conta com quase 600 crian\u00e7as, tem tido muito pouca frequ\u00eancia. Reuni\u00f5es de coordena\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o dos eventos pastorais tem sido canceladas. As missas e celebra\u00e7\u00f5es nas comunidades tamb\u00e9m. Mesmo assim n\u00e3o deixamos de celebrar nenhum dia na matriz. No dia em que estourou o conflito, durante o tiroteio, a missa das 9:30, que \u00e9 muito bem participada principalmente pelas crian\u00e7as da catequese, teve apenas dois fieis participando. As outras missas deste dia tamb\u00e9m foram celebradas para bem poucos fieis.<\/p>\n<p><strong>Como t\u00eam sido esses dias desde os \u00faltimos confrontos, ocupa\u00e7\u00e3o pelas For\u00e7as Armadas, a\u00e7\u00f5es policiais?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frei Sandro<\/strong> &#8211; Desde que iniciou o confronto entre as fac\u00e7\u00f5es, com a entrada do ex\u00e9rcito e a presen\u00e7a maci\u00e7a das for\u00e7as de seguran\u00e7a, a comunidade, que j\u00e1 vivia sempre em estado de alerta, passou a viver sob tens\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 algo comum algu\u00e9m ir ao trabalho, levar os filhos \u00e0 escola ou \u00e0 praia, e ter que passar no meio de tropas armadas at\u00e9 os dentes, com fuzis e metralhadoras apontados para as pessoas, como se fossem todos delinquentes, al\u00e9m dos carros blindados, c\u00e3es farejadores e outros aparatos que s\u00f3 vemos em filmes de guerra. Nos dias em que durou a presen\u00e7a do ex\u00e9rcito criou-se um verdadeiro cen\u00e1rio de guerra, que ajudou a aumentar a tens\u00e3o. E a popula\u00e7\u00e3o sabe que boa parte deste aparato s\u00f3 serve para demonstrar poder e responder aos apelos da m\u00eddia, pois diante da topografia da Rocinha, com seus morros cheios de escadarias, becos e vielas estreitas, muito bem conhecidos pelos bandidos, todo este aparato n\u00e3o serve para nada. A sensa\u00e7\u00e3o que ficou \u00e9 que, ap\u00f3s uma semana de tiroteio e tens\u00e3o na comunidade, as autoridades s\u00f3 tomaram uma medida quando a guerra chegou ao asfalto, a S\u00e3o Conrado. S\u00f3 depois que os bandidos fecharam o t\u00fanel Rebou\u00e7as e atearam fogo num \u00f4nibus na orla da praia de S\u00e3o Conrado, em pleno Rock in Rio, com milhares de turistas transitando pela auto estrada que passa em frente \u00e0 Rocinha, medidas concretas come\u00e7aram a ser tomadas. Ficou a impress\u00e3o de que a preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o eram a seguran\u00e7a dos moradores, mas garantir a realiza\u00e7\u00e3o do evento. Principalmente porque, logo ap\u00f3s o encerramento do Rock in Rio, as tropas se retiraram.<\/p>\n<p><strong>Que mensagem o senhor deixaria para a popula\u00e7\u00e3o da Rocinha, especificamente, mas do Rio de Janeiro, de modo geral, que tem enfrentado a viol\u00eancia?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Sandro<\/strong> &#8211; A mensagem mais importante \u00e9 de que n\u00e3o podemos ceder ao medo. Temos que ser prudentes, cuidadosos, mas na medida do poss\u00edvel, continuar levando a vida dentro da normalidade. Mas tamb\u00e9m temos que ser cr\u00edticos. Sabemos que chegou-se a este estado de coisas pelo abandono a que as autoridades sempre relegaram as comunidades pobres do Rio de Janeiro e das grandes periferias do Brasil em geral. Por isso a sa\u00edda est\u00e1 no investimento s\u00e9rio em educa\u00e7\u00e3o para as comunidades empobrecidas, oferecendo oportunidades e perspectivas de futuro para jovens que, de outro modo, v\u00e3o buscar no tr\u00e1fico o meio de sustento para si e para os seus. Por isso, \u00e9 preciso ter consci\u00eancia cr\u00edtica na hora de escolher nossos governantes. Escolher aqueles comprometidos com os pobres, que tragam propostas concretas de melhoria para as periferias. Diria tamb\u00e9m, principalmente aos jovens: espelhem-se nos bons exemplos. Infelizmente os jornais escancaram a cada dia os piores exemplos de gest\u00e3o p\u00fablica, de desonestidade, principalmente da parte daqueles que foram eleitos para trabalhar pelo bem comum dos cidad\u00e3os. Parece que a \u00e9tica e a honestidade s\u00e3o valores cada vez mais distantes de n\u00f3s, e o normal \u00e9 ser desonesto. Mas bons exemplos, embora n\u00e3o fa\u00e7am not\u00edcia, tamb\u00e9m existem. Procuremos nos espelhar nas pessoas de bem que conhecemos, que trabalham de modo honesto, que s\u00e3o preocupadas com o pr\u00f3ximo, com o bem comum, que s\u00e3o solid\u00e1rias e fraternas, que promovem a conc\u00f3rdia e a paz. A situa\u00e7\u00e3o que estamos vivendo vai passar. Diria tamb\u00e9m para n\u00e3o deixarmos de ter muita confian\u00e7a em Deus. A f\u00e9 \u00e9 importante em todos os momentos da vida, mas \u00e9 imprescind\u00edvel em tempos de medo e tens\u00e3o. Deus nos d\u00e1 for\u00e7as para enfrentar os medos e conflitos, por piores que sejam. A pr\u00e1tica religiosa, a participa\u00e7\u00e3o ativa a uma comunidade de f\u00e9, nos conforta, nos anima, mantem acesa a chama da esperan\u00e7a. E, sobretudo, ajuda a fortalecer nossas motiva\u00e7\u00f5es e convic\u00e7\u00f5es para a pr\u00e1tica do bem. Que o bom Deus continue protegendo e aben\u00e7oando o bom povo da Rocinha.<\/p>\n<p><strong>Quando nasceu a ideia do painel?<\/strong><br \/>\n<strong>Frei Sandro<\/strong> &#8211; Este painel foi feito a convite de uma TV alem\u00e3 para retratar a turma no lugar dos 12 ap\u00f3stolos com um Jesus contempor\u00e2neo. Recebi os documentaristas da YV em junho do ano passado.<br \/>\nEsse painel \u00e9 simb\u00f3lico. Traz para os dias de hoje o que poderia ter sido a Santa Ceia. Por que o que ela quer representar, e isso \u00e9 o mais importante, \u00e9 o significado de uma ceia, que \u00e9 o de estar juntos. A ceia \u00e9 um encontro de amigos, \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o da vida, uma celebra\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a, da amizade. Jesus fez a sua ceia com os seus 12 ap\u00f3stolos e com algumas outras pessoas tamb\u00e9m, que eram as mais pr\u00f3ximas, mais queridas dele. Foram convidadas, justamente, para o momento mais importante da vida dele, que era a sua despedida, por isso a Santa Ceia. \u00c9 um momento tamb\u00e9m que ele institui a eucaristia, o p\u00e3o e o vinho, seu corpo, seu sangue. \u00c9 claro que esse quadro, essa pintura, n\u00e3o quer desvirtuar o ideal da Santa Ceia, mas ela quer, de um certo modo, e eu acho que o artista fez muito bem aqui, abrir essa linha de reflex\u00e3o para o que seria hoje essa ceia. Seria hoje a modernidade de um encontro, de um estar junto em torno de uma mesa em busca de um ideal. Por que Jesus, na Santa Ceia, quis deixar para seus disc\u00edpulos a mensagem mais importante que ele tinha: do amor, da partilha, do servi\u00e7o ao pr\u00f3ximo. Jesus aqui tem a cor do povo brasileiro. As estat\u00edsticas mostram que 70% do povo brasileiro \u00e9 afrodescendente. Portanto, ele representa a cultura brasileira.<\/p>\n<p><em>Entrevista concedida aos sites Franciscanos e Adital.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com Frei Sandro Roberto da Costa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":204019,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[758],"tags":[1230,696],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Ser Igreja na Rocinha \u00e9 ser presen\u00e7a fraterna - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ser Igreja na Rocinha \u00e9 ser presen\u00e7a fraterna - Not\u00edcias - Franciscanos\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Entrevista com Frei Sandro Roberto da Costa\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Not\u00edcias - Franciscanos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-10-20T09:52:46+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2020-06-25T16:33:08+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ceia_201017.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"273\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"181\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"15 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#website\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/\",\"name\":\"Not\u00edcias - Franciscanos\",\"description\":\"Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do Brasil - Ordem dos Frades Menores - OFM\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ceia_201017.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ceia_201017.jpg\",\"width\":273,\"height\":181},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html#webpage\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html\",\"name\":\"Ser Igreja na Rocinha \u00e9 ser presen\u00e7a fraterna - Not\u00edcias - Franciscanos\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html#primaryimage\"},\"datePublished\":\"2017-10-20T09:52:46+00:00\",\"dateModified\":\"2020-06-25T16:33:08+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#\/schema\/person\/b38fbf43118f02820bd932f2e4b14ad3\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Ser Igreja na Rocinha \u00e9 ser presen\u00e7a fraterna\"}]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#\/schema\/person\/b38fbf43118f02820bd932f2e4b14ad3\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8495742d34d0ba6448ea1c628263b3e?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8495742d34d0ba6448ea1c628263b3e?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/author\/admin\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Ser Igreja na Rocinha \u00e9 ser presen\u00e7a fraterna - Not\u00edcias - Franciscanos","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Ser Igreja na Rocinha \u00e9 ser presen\u00e7a fraterna - Not\u00edcias - Franciscanos","og_description":"Entrevista com Frei Sandro Roberto da Costa","og_url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html","og_site_name":"Not\u00edcias - Franciscanos","article_published_time":"2017-10-20T09:52:46+00:00","article_modified_time":"2020-06-25T16:33:08+00:00","og_image":[{"width":273,"height":181,"url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ceia_201017.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"15 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#website","url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/","name":"Not\u00edcias - Franciscanos","description":"Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do Brasil - Ordem dos Frades Menores - OFM","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html#primaryimage","url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ceia_201017.jpg","contentUrl":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/ceia_201017.jpg","width":273,"height":181},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html#webpage","url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html","name":"Ser Igreja na Rocinha \u00e9 ser presen\u00e7a fraterna - Not\u00edcias - Franciscanos","isPartOf":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html#primaryimage"},"datePublished":"2017-10-20T09:52:46+00:00","dateModified":"2020-06-25T16:33:08+00:00","author":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#\/schema\/person\/b38fbf43118f02820bd932f2e4b14ad3"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/ser-igreja-na-rocinha-e-ser-presenca-fraterna.html#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Ser Igreja na Rocinha \u00e9 ser presen\u00e7a fraterna"}]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#\/schema\/person\/b38fbf43118f02820bd932f2e4b14ad3","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8495742d34d0ba6448ea1c628263b3e?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8495742d34d0ba6448ea1c628263b3e?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/author\/admin"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144429"}],"collection":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=144429"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144429\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":226789,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144429\/revisions\/226789"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/204019"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=144429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=144429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=144429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}