{"id":130217,"date":"2017-04-14T15:30:07","date_gmt":"2017-04-14T18:30:07","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=130217"},"modified":"2020-06-09T09:45:24","modified_gmt":"2020-06-09T12:45:24","slug":"a-morte-de-jesus-mudou-para-sempre-o-rosto-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/a-morte-de-jesus-mudou-para-sempre-o-rosto-da-morte.html","title":{"rendered":"A morte de Jesus mudou para sempre o rosto da morte"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cruz_140417.jpg\" alt=\"cruz_140417\" width=\"820\" height=\"361\" \/><\/p>\n<p><strong>Cidade do Vaticano &#8211;<\/strong> O Papa Francisco presidiu na tarde desta Sexta-feira Santa, na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, a celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o do Senhor. A homilia da cerim\u00f4nia, intitulada \u201cA cruz, \u00fanica esperan\u00e7a do mundo\u201d, esteve a cargo do Pregador da casa Pontif\u00edcia Frei Raniero Cantalamessa OFMCap.<\/p>\n<p>\u201cEscutamos a narrativa da Paix\u00e3o de Cristo. Trata-se, essencialmente, do relato de uma morte violenta. Not\u00edcias de mortes, e mortes violentas, quase nunca faltam nos notici\u00e1rios vespertinos. Tamb\u00e9m nestes \u00faltimos dias, temos escutado tais not\u00edcias, como a dos 38 crist\u00e3os coptas assassinados no Egito no Domingo de Ramos. Estas not\u00edcias se sucedem com tal rapidez, que nos fazem esquecer, a cada noite, as do dia anterior. Por que, ent\u00e3o, ap\u00f3s 2000 anos, o mundo ainda recorda, como se tivesse acontecido ontem, a morte de Cristo? \u00c9 que esta morte mudou para sempre o rosto da morte; ela deu um novo sentido \u00e0 morte de cada ser humano\u201d, disse Frei Cantalamessa.<br \/>\n&#8220;Chegando, por\u00e9m, a Jesus, como o vissem j\u00e1 morto, n\u00e3o lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lan\u00e7a e, imediatamente, saiu sangue e \u00e1gua&#8221; (Jo 19, 33-34).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cruz_140417_3.jpg\" alt=\"cruz_140417_3\" width=\"820\" height=\"460\" \/><\/p>\n<p>\u201cPenetremos no epicentro da fonte deste \u201crio de \u00e1gua viva\u201d no cora\u00e7\u00e3o trespassado de Cristo. Existe agora, dentro da Trindade e dentro do mundo, um cora\u00e7\u00e3o humano que bate, n\u00e3o s\u00f3 metaforicamente, mas realmente. \u00c9 um cora\u00e7\u00e3o trespassado, mas vivente; eternamente trespassado, precisamente porque eternamente vivente\u201d, frisou o frei capuchinho.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma express\u00e3o que foi criada justamente para descrever a profundidade da maldade que pode aglutinar-se no seio da humanidade: \u201ccora\u00e7\u00e3o de trevas\u201d. Depois do sacrif\u00edcio de Cristo, mais profundo do que o cora\u00e7\u00e3o de trevas, palpita no mundo um cora\u00e7\u00e3o de luz. Cristo, de fato, subindo ao c\u00e9u, n\u00e3o abandonou a terra, assim como, encarnando-se, n\u00e3o tinha abandonado a Trindade.<\/p>\n<p>A cruz n\u00e3o &#8220;est\u00e1&#8221;, portanto, contra o mundo, mas pelo mundo: para dar um sentido a todo o sofrimento que houve, que h\u00e1 e que haver\u00e1 na hist\u00f3ria humana. &#8220;Deus n\u00e3o enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo \u2013 diz Jesus a Nicodemos \u2013, mas para que o mundo seja salvo por Ele&#8221; (Jo 3, 17). A cruz \u00e9 a proclama\u00e7\u00e3o viva de que a vit\u00f3ria final n\u00e3o \u00e9 de quem triunfa sobre os outros, mas de quem triunfa sobre si mesmo; n\u00e3o daqueles que causam sofrimento, mas daqueles que sofrem.<\/p>\n<p>\u201cTornar\u00edamos v\u00e3, no entanto, esta liturgia da Paix\u00e3o, se fic\u00e1ssemos, como os soci\u00f3logos, na an\u00e1lise da sociedade em que vivemos. Cristo n\u00e3o veio para explicar as coisas, mas para mudar as pessoas. O cora\u00e7\u00e3o de trevas n\u00e3o \u00e9 apenas aquele de algum malvado escondido no fundo da selva, e nem mesmo aquele da na\u00e7\u00e3o e da sociedade que o produziu. Em diferente medida est\u00e1 dentro de cada um de n\u00f3s\u201d, disse Frei Cantalamessa, que acrescentou: A B\u00edblia o chama de cora\u00e7\u00e3o de pedra, &#8220;Tirarei do vosso peito o cora\u00e7\u00e3o de pedra \u2013 diz Deus ao profeta Ezequiel \u2013 vos darei um cora\u00e7\u00e3o de carne&#8221;. Cora\u00e7\u00e3o de Pedra \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o fechado \u00e0 vontade de Deus e ao sofrimento dos irm\u00e3os, o cora\u00e7\u00e3o de quem acumula quantidades ilimitadas de dinheiro e permanece indiferente ao desespero de quem n\u00e3o tem um copo de \u00e1gua para dar ao pr\u00f3prio filho; \u00e9 tamb\u00e9m o cora\u00e7\u00e3o de quem se deixa completamente dominar pela paix\u00e3o impura, pronto para matar ou a levar uma vida dupla. Para n\u00e3o ficarmos com o olhar sempre dirigido para o exterior, para os demais, digamos mais concretamente: \u00e9 o nosso cora\u00e7\u00e3o de ministros de Deus e de crist\u00e3os praticantes se vivemos ainda, basicamente, \u201cpara n\u00f3s mesmos\u201d e n\u00e3o \u201cpara o Senhor\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o de carne, prometido por Deus nos profetas, j\u00e1 est\u00e1 presente no mundo: \u00e9 o Cora\u00e7\u00e3o de Cristo trespassado na cruz, aquele que veneramos como \u201co Sagrado Cora\u00e7\u00e3o\u201d. Ao receber a Eucaristia, acreditamos firmemente que aquele cora\u00e7\u00e3o vem bater tamb\u00e9m dentro de n\u00f3s. Olhando para a cruz daqui a pouco digamos do profundo do cora\u00e7\u00e3o, como o publicano no templo: &#8220;Meu Deus, tem piedade de mim, pecador!\u201d, e tamb\u00e9m n\u00f3s, como ele, voltaremos para casa \u201cjustificados\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-130221\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cruz_140417_2.jpg\" alt=\"cruz_140417_2\" width=\"458\" height=\"783\" \/>\u00cdNTEGRA<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>&#8220;O CRUX, AVE SPES UNICA\u201d (A cruz, \u00fanica esperan\u00e7a do mundo)<\/strong><\/h2>\n<p>&#8220;Escutamos a narrativa da Paix\u00e3o de Cristo. Trata-se, essencialmente, do relato de uma morte violenta. Not\u00edcias de mortes, e mortes violentas, quase nunca faltam nos notici\u00e1rios vespertinos. Tamb\u00e9m nestes \u00faltimos dias, temos escutado tais not\u00edcias, como a dos 38 crist\u00e3os coptas assassinados no Egito no Domingo de Ramos. Estas not\u00edcias se sucedem com tal rapidez, que nos fazem esquecer, a cada noite, as do dia anterior. Por que, ent\u00e3o, ap\u00f3s 2000 anos, o mundo ainda recorda, como se tivesse acontecido ontem, a morte de Cristo? \u00c9 que esta morte mudou para sempre o rosto da morte; ela deu um novo sentido \u00e0 morte de cada ser humano. Sobre ela, reflitamos por um momento.<\/p>\n<p>&#8220;Chegando, por\u00e9m, a Jesus, como o vissem j\u00e1 morto, n\u00e3o lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lan\u00e7a e, imediatamente, saiu sangue e \u00e1gua&#8221; (Jo 19, 33-34). No in\u00edcio do seu minist\u00e9rio, \u00e0queles que lhe perguntavam com qual autoridade ele expulsava os vendedores do templo, Jesus disse: &#8220;Destru\u00ed este templo e em tr\u00eas dias eu o levantarei&#8221;. &#8220;Ele falava do templo do seu corpo&#8221; (Jo 2, 19. 21), havia comentado Jo\u00e3o naquela ocasi\u00e3o, e eis que agora o pr\u00f3prio evangelista nos diz que do lado deste templo &#8220;destru\u00eddo&#8221; jorram \u00e1gua e sangue. \u00c9 uma clara alus\u00e3o \u00e0 profecia de Ezequiel que falava do futuro templo de Deus, daquele lado do qual jorra um fio de \u00e1gua que se torna primeiro um riacho, depois um rio naveg\u00e1vel, em torno do qual floresce toda forma de vida.<\/p>\n<p>Mas, penetremos no epicentro da fonte deste \u201crio de \u00e1gua viva\u201d (Jo 7, 38), no cora\u00e7\u00e3o trespassado de Cristo. No Apocalipse, o mesmo disc\u00edpulo que Jesus amava escreve: &#8220;Com efeito, entre o trono com os quatro Viventes e os Anci\u00e3os, vi um Cordeiro de p\u00e9, como que imolado\u201d (Ap 5, 6). Imolado, mas de p\u00e9, ou seja, trespassado, mas ressuscitado e vivo.<\/p>\n<p>Existe agora, dentro da Trindade e dentro do mundo, um cora\u00e7\u00e3o humano que bate, n\u00e3o s\u00f3 metaforicamente, mas realmente. Se, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, tamb\u00e9m o seu cora\u00e7\u00e3o ressuscitou dentre os mortos; este cora\u00e7\u00e3o vive, como todo o resto do seu corpo, em uma dimens\u00e3o diferente da primeira, real, embora m\u00edstica. Se o Cordeiro vive no c\u00e9u &#8220;imolado, mas de p\u00e9\u201d, tamb\u00e9m o seu cora\u00e7\u00e3o compartilha o mesmo estado; \u00e9 um cora\u00e7\u00e3o trespassado, mas vivente; eternamente trespassado, precisamente porque eternamente vivente.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma express\u00e3o que foi criada justamente para descrever a profundidade da maldade que pode aglutinar-se no seio da humanidade: \u201ccora\u00e7\u00e3o de trevas\u201d. Depois do sacrif\u00edcio de Cristo, mais profundo do que o cora\u00e7\u00e3o de trevas, palpita no mundo um cora\u00e7\u00e3o de luz. Cristo, de fato, subindo ao c\u00e9u, n\u00e3o abandonou a terra, assim como, encarnando-se, n\u00e3o tinha abandonado a Trindade.<\/p>\n<p>&#8220;Agora cumpre-se o plano do Pai \u2013 diz uma ant\u00edfona da Liturgia das horas \u2013 , fazer de Cristo o cora\u00e7\u00e3o do mundo\u201d. Isso explica o irredut\u00edvel otimismo crist\u00e3o que fez uma m\u00edstica medieval exclamar: &#8220;O pecado \u00e9 inevit\u00e1vel, mas tudo ficar\u00e1 bem e todo tipo de coisa ficar\u00e1 bem &#8221; (Juliana de Norwich).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cruz_140417_5.jpg\" alt=\"cruz_140417_5\" width=\"820\" height=\"464\" \/><\/p>\n<p>Os monges cartuxos adotaram um lema que aparece na entrada de seus mosteiros, nos seus documentos oficiais e em outras ocasi\u00f5es. Nele est\u00e1 representado o globo terrestre encimado por uma cruz, rodeado pela inscri\u00e7\u00e3o: &#8220;Stat crux dum volvitur orbis&#8221;: A Cruz permanece intacta enquanto o Mundo d\u00e1 sua \u00f3rbita.<\/p>\n<p>O que \u00e9 a cruz, para ser esse ponto fixo, este mastro, no meio dos balan\u00e7os do mundo&#8221;? Ela \u00e9 o &#8220;N\u00e3o&#8221; definitivo e irrevers\u00edvel de Deus \u00e0 viol\u00eancia, \u00e0 injusti\u00e7a, ao \u00f3dio, \u00e0 mentira, a tudo aquilo que n\u00f3s chamamos de \u201cmal\u201d; e \u00e9 ao mesmo tempo o \u201cSim\u201d tamb\u00e9m irrevers\u00edvel ao amor, \u00e0 verdade, ao bem. \u201cN\u00e3o\u201d ao pecado, \u201cSim\u201d ao pecador. \u00c9 o que Jesus praticou em toda a sua vida e que agora consagra definitivamente com a sua morte.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o para esta distin\u00e7\u00e3o \u00e9 clara: o pecador \u00e9 criatura de Deus e mant\u00e9m a sua dignidade, apesar de todos os seus desvios; o pecado n\u00e3o; este, \u00e9 uma realidade esp\u00faria, adendo, fruto das pr\u00f3prias paix\u00f5es e da \u201cinveja do dem\u00f4nio\u201d (Sb 2, 24). \u00c9 a mesma raz\u00e3o pela qual o Verbo, encarnando-se, assumiu todo do homem, exceto o pecado. O bom ladr\u00e3o, a quem Jesus moribundo promete o para\u00edso, \u00e9 a prova viva de tudo isso. Ningu\u00e9m deve se desesperar; ningu\u00e9m deve dizer, como Caim: &#8220;Muito grande \u00e9 a minha culpa para obter o perd\u00e3o&#8221; (Gn 4, 13).<\/p>\n<p>A cruz n\u00e3o &#8220;est\u00e1&#8221;, portanto, contra o mundo, mas pelo mundo: para dar um sentido a todo o sofrimento que houve, que h\u00e1 e que haver\u00e1 na hist\u00f3ria humana. &#8220;Deus n\u00e3o enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo \u2013 diz Jesus a Nicodemos \u2013, mas para que o mundo seja salvo por Ele&#8221; (Jo 3, 17). A cruz \u00e9 a proclama\u00e7\u00e3o viva de que a vit\u00f3ria final n\u00e3o \u00e9 de quem triunfa sobre os outros, mas de quem triunfa sobre si mesmo; n\u00e3o daqueles que causam sofrimento, mas daqueles que sofrem.<\/p>\n<p>&#8220;Dum volvitur Orbis&#8221;, enquanto o mundo d\u00e1 a sua \u00f3rbita. A hist\u00f3ria humana conhece muitas passagens de uma \u00e9poca para outra: se fala da idade da pedra, do bronze, do ferro, da era Imperial, da era at\u00f4mica, da era eletr\u00f4nica. Mas hoje h\u00e1 algo de novo. A ideia de transi\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 suficiente para descrever a realidade atual. A ideia de muta\u00e7\u00e3o deve ser combinada com a de fragmenta\u00e7\u00e3o. Vivemos, algu\u00e9m escreveu, em uma sociedade &#8220;l\u00edquida&#8221;; n\u00e3o existem mais pontos fixos, valores incontest\u00e1veis, nenhuma rocha no mar, \u00e0 qual possamos nos agarrar, ou contra a qual colidir. Tudo \u00e9 flutuante.<\/p>\n<p>Realizou-se o pior cen\u00e1rio que o fil\u00f3sofo havia previsto como resultado da morte de Deus, que o advento do super-homem deveria ter impedido, mas que n\u00e3o impediu: &#8220;Que fizemos quando desprendemos esta terra da corrente que a ligava ao sol? Para onde vai agora? Para onde vamos n\u00f3s? Longe de todos os s\u00f3is? N\u00e3o estamos incessantemente caindo? Para diante, para tr\u00e1s, para o lado, para todos os lados? Haver\u00e1 ainda um acima e um abaixo? N\u00e3o estaremos errando como num nada infinito?\u201d (F. Nietzsche, A Gaia Ci\u00eancia, aforismo 125).<\/p>\n<p>Foi dito que &#8220;matar Deus \u00e9 o suic\u00eddio mais horrendo&#8221;, e \u00e9 isso que estamos vendo em parte. N\u00e3o \u00e9 verdade que &#8220;onde Deus nasce, o homem morre&#8221; (J.-P Sartre); o oposto \u00e9 verdadeiro: onde morre Deus, morre o homem.<\/p>\n<p>Um pintor surrealista da segunda metade do s\u00e9culo passado (Salvador Dal\u00ec) pintou um crucifixo que parece uma profecia desta situa\u00e7\u00e3o. Uma imensa cruz, c\u00f3smica, com um Cristo acima, tamb\u00e9m monumental, visto do alto, com a cabe\u00e7a inclinada para baixo. Abaixo dele, no entanto, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma terra firme, mas a \u00e1gua. O Crucifixo n\u00e3o est\u00e1 suspenso entre o c\u00e9u e a terra, mas entre o c\u00e9u e o componente l\u00edquido do mundo.<\/p>\n<p>Este quadro tr\u00e1gico (h\u00e1 tamb\u00e9m, no fundo, uma nuvem que poderia aludir \u00e0 nuvem at\u00f4mica), cont\u00e9m, no entanto, uma consoladora certeza: h\u00e1 esperan\u00e7a tamb\u00e9m para uma sociedade l\u00edquida como a nossa! H\u00e1 esperan\u00e7a, porque acima dela &#8220;est\u00e1 a cruz de Cristo&#8221;. \u00c9 o que a liturgia da Sexta-feira Santa nos faz repetir todos os anos com as palavras do poeta Venanzio Fortunato: &#8220;O crux, ave spe unica\u201d, Salve, \u00f3 Cruz, \u00fanica esperan\u00e7a do mundo.<\/p>\n<p>Sim, Deus est\u00e1 morto, morreu em seu Filho Jesus Cristo; mas n\u00e3o ficou no sepulcro, ressuscitou. &#8220;V\u00f3s o crucificastes \u2013 grita Pedro \u00e0 multid\u00e3o no dia de Pentecostes \u2013, mas Deus o ressuscitou!\u201d (At 2, 23-24). Ele \u00e9 aquele que &#8220;estava morto, mas agora vive pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos&#8221; (Ap 1, 18). A cruz n\u00e3o \u201cest\u00e1\u201d im\u00f3vel no meio das turbul\u00eancias do mundo&#8221; como um lembrete de um evento passado, ou um puro s\u00edmbolo; est\u00e1 como uma realidade em ato, viva e operante.<\/p>\n<p>Tornar\u00edamos v\u00e3, no entanto, esta liturgia da Paix\u00e3o, se fic\u00e1ssemos, como os soci\u00f3logos, na an\u00e1lise da sociedade em que vivemos. Cristo n\u00e3o veio para explicar as coisas, mas para mudar as pessoas. O cora\u00e7\u00e3o de trevas n\u00e3o \u00e9 apenas aquele de algum malvado escondido no fundo da selva, e nem mesmo aquele da na\u00e7\u00e3o e da sociedade que o produziu. Em diferente medida est\u00e1 dentro de cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>A B\u00edblia o chama de cora\u00e7\u00e3o de pedra, &#8220;Tirarei do vosso peito o cora\u00e7\u00e3o de pedra \u2013 diz Deus ao profeta Ezequiel \u2013 vos darei um cora\u00e7\u00e3o de carne &#8221; (Ez 36, 26). Cora\u00e7\u00e3o de Pedra \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o fechado \u00e0 vontade de Deus e ao sofrimento dos irm\u00e3os, o cora\u00e7\u00e3o de quem acumula quantidades ilimitadas de dinheiro e permanece indiferente ao desespero de quem n\u00e3o tem um copo de \u00e1gua para dar ao pr\u00f3prio filho; \u00e9 tamb\u00e9m o cora\u00e7\u00e3o de quem se deixa completamente dominar pela paix\u00e3o impura, pronto para matar ou a levar uma vida dupla. Para n\u00e3o ficarmos com o olhar sempre dirigido para o exterior, para os demais, digamos mais concretamente: \u00e9 o nosso cora\u00e7\u00e3o de ministros de Deus e de crist\u00e3os praticantes se vivemos ainda, basicamente, \u201cpara n\u00f3s mesmos\u201d e n\u00e3o \u201cpara o Senhor\u201d.<\/p>\n<p>Est\u00e1 escrito que no momento da morte de Cristo &#8220;o v\u00e9u do templo se rasgou em dois, de alto a baixo, a terra tremeu, e as rochas se partiram, os t\u00famulos se abriram e muitos corpos de santos mortos ressuscitaram&#8221; (Mt 27, 51s.). Destes sinais se d\u00e1, normalmente, uma explica\u00e7\u00e3o apocal\u00edptica, como de uma linguagem simb\u00f3lica necess\u00e1ria para descrever o evento escatol\u00f3gico. Mas eles tamb\u00e9m t\u00eam um significado paren\u00e9tico: indicam o que deve acontecer no cora\u00e7\u00e3o de quem l\u00ea e medita a Paix\u00e3o de Cristo. Em uma liturgia como esta, S\u00e3o Le\u00e3o Magno dizia aos fieis: \u201cTrema a natureza humana perante a execu\u00e7\u00e3o do Redentor, quebrem-se as rochas dos cora\u00e7\u00f5es infi\u00e9is e aqueles que estavam encerrados nos sepulcros de sua mortalidade saiam para fora, levantando a pedra que estava sobre eles&#8221; (Sermo 66, 3; PL 54, 366).<\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o de carne, prometido por Deus nos profetas, j\u00e1 est\u00e1 presente no mundo: \u00e9 o Cora\u00e7\u00e3o de Cristo trespassado na cruz, aquele que veneramos como \u201co Sagrado Cora\u00e7\u00e3o\u201d. Ao receber a Eucaristia, acreditamos firmemente que aquele cora\u00e7\u00e3o vem bater tamb\u00e9m dentro de n\u00f3s. Olhando para a cruz daqui a pouco digamos do profundo do cora\u00e7\u00e3o, como o publicano no templo: &#8220;Meu Deus, tem piedade de mim, pecador!\u201d, e tamb\u00e9m n\u00f3s, como ele, voltaremos para casa \u201cjustificados\u201d (Lc 18, 13-14).<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paix\u00e3o do Senhor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":197945,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1428],"tags":[1475],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A morte de Jesus mudou para sempre o rosto da morte - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/a-morte-de-jesus-mudou-para-sempre-o-rosto-da-morte.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A morte de Jesus mudou para sempre o rosto da morte - 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