{"id":129036,"date":"2017-03-31T11:22:48","date_gmt":"2017-03-31T14:22:48","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=129036"},"modified":"2019-01-28T13:25:11","modified_gmt":"2019-01-28T15:25:11","slug":"estao-faltando-padres-diz-teologo-belga-alphonse-borras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/estao-faltando-padres-diz-teologo-belga-alphonse-borras.html","title":{"rendered":"\u201cEst\u00e3o faltando padres\u201d, diz te\u00f3logo Alphonse Borras"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/teologobelga_310317.jpg\" alt=\"teologobelga_310317\" width=\"820\" height=\"459\" \/><\/p>\n<p><em>Alphonse Borras, Vig\u00e1rio Geral da Diocese de Li\u00e8ge (B\u00e9lgica) e professor em\u00e9rito de Direito Can\u00f4nico na Universidade de Leuven, aborda temas relacionados com o minist\u00e9rio presbiteral hoje. Para as edi\u00e7\u00f5es dehonianas escreveu \u201cIl diaconato, vittima della sua novit\u00e0?\u201d (\u2018O diaconato, sob o risco da sua novidade\u2019. Lisboa: Ed.Paulinas, 2012). Sobre a falta de sacerdotes e como lidar com esta situa\u00e7\u00e3o emergencial, encaminhamos a ele algumas quest\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><strong><em>A entrevista \u00e9 de Lorenzo Prezzi, publicada por Settimana News, 21-03-2017. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 de Luisa Rabolini <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>(http:\/\/www.ihu.unisinos.br).<\/em><\/strong><\/p>\n<h3>\u00a0Eis a entrevista!<\/h3>\n<p><strong>Monsenhor Borras, o senhor escreveu para as edi\u00e7\u00f5es Mediapaul um livro esclarecedor \u201cQuand les pr\u00eates viennent a manquer\u201d (\u2018Quando faltam padres\u2019 em trad. livre), retomando um tema j\u00e1 abordado por Pe. J. Kerkhofs em sua obra de 1995, \u201cEuropa senza preti\u201d (\u2018Europa sem padres\u2019, trad. livre). Por que considera ilus\u00f3ria a expectativa de um aumento significativo das voca\u00e7\u00f5es presbiterais no Ocidente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>No final dos anos 50, Karl Rahner foi o primeiro (e depois dele vieram outros te\u00f3logos) a diagnosticar o fim da cristandade &#8211; ou seja, uma Igreja na di\u00e1spora &#8211; e, depois, de forma crescente ao longo da d\u00e9cada de 1990, muitos episcopados da Europa Ocidental e do Quebec (Canad\u00e1) compartilharam o mesmo diagn\u00f3stico. Jo\u00e3o Paulo II tamb\u00e9m assumiu tal convic\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s Igrejas de antiga tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 em <em>Novo millennio ineunte<\/em> (n. 40). Se o recrutamento sacerdotal da Igreja latina, a partir do segundo mil\u00eanio, e em especial depois do Conc\u00edlio de Trento, \u00e9 destinado a jovens solteiros, isso se deve em parte \u00e0s condi\u00e7\u00f5es culturais e eclesiais de um mundo crist\u00e3o. Admitir que essa condi\u00e7\u00e3o est\u00e1 superada, significa reconhecer os limites de um recrutamento que correspondia a condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas da Igreja da <em>christianitas.<\/em> Nos s\u00e9culos do cristianismo, onde o espa\u00e7o religioso tendia a coincidir com o civil, o clero era uma condi\u00e7\u00e3o que, na sociedade em simbiose com a Igreja, conferia um status jur\u00eddico e um papel social. Estatuto e papel que iam al\u00e9m &#8211; e, eventualmente, ao lado &#8211; da miss\u00e3o estritamente ministerial de servir \u00e0 Igreja e \u00e0 sua miss\u00e3o.<\/p>\n<h2>\u00a0<strong>Nenhum salto previs\u00edvel<\/strong><\/h2>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Na minha humilde opini\u00e3o, \u00e9 ilus\u00f3rio esperar uma retomada significativa das voca\u00e7\u00f5es presbiterais, levando em conta v\u00e1rios fatores. Apontarei tr\u00eas que merecem uma an\u00e1lise mais aprofundada.<\/p>\n<p>Em <strong>primeiro lugar<\/strong>, existe o fator s\u00f3cio-cultural, ou seja, o desgaste do cristianismo como regime sociol\u00f3gico em conex\u00e3o com a evolu\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-cultural da p\u00f3s-modernidade e da mundializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois, h\u00e1 a evolu\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es: demograficamente os jovens s\u00e3o bem menos numerosos, na propor\u00e7\u00e3o, do que apenas 40 anos atr\u00e1s; em seu desenvolvimento psicoafetivo n\u00e3o se encontram mais, como acontecia anteriormente, jovens de 18 anos que consideram plaus\u00edvel, culturalmente falando, a abstin\u00eancia sexual.<\/p>\n<p>Do ponto de vista eclesial, os processos de catequese e a vida da comunidade est\u00e3o centrados no crescimento espiritual em termos de jornada pessoal na experi\u00eancia da f\u00e9 por iniciativa individual que constr\u00f3i de forma din\u00e2mica \u2013 e, \u00e0s vezes, dial\u00e9tica &#8211; a pr\u00f3pria identidade. O indiv\u00edduo deve, nesse sentido, &#8220;tornar-se&#8221; crist\u00e3o &#8211; e possivelmente continuar assim! &#8211; principalmente por sua iniciativa e n\u00e3o mais em decorr\u00eancia de uma socializa\u00e7\u00e3o com base na religiosidade civil; os jovens e os adultos que &#8220;decidem&#8221; se tornar crist\u00e3os &#8211; e assim permanecer &#8211; est\u00e3o &#8220;no caminho&#8221;, questionando e aprofundando a sua experi\u00eancia, e \u00e0s vezes colocando-se &#8220;em suspenso&#8221;; registram sua evolu\u00e7\u00e3o religiosa de forma din\u00e2mica, como uma espiral, e n\u00e3o segundo uma perspectiva linear onde tudo converge para uma constru\u00e7\u00e3o est\u00e1vel da pr\u00f3pria identidade pessoal e crist\u00e3.<\/p>\n<p>Se, como falou o Papa Bento XVI, agora temos um cristianismo de escolha, \u00e9 ing\u00eanuo pensar, para a maioria das pessoas, que a escolha ocorra na sa\u00edda da adolesc\u00eancia: a realidade nos mostra &#8211; especialmente na experi\u00eancia dos &#8220;recome\u00e7antes&#8221; (<em>pessoas que retornam ao cristianismo ap\u00f3s um per\u00edodo de afastamento<\/em>) &#8211; que a experi\u00eancia crist\u00e3 alastra-se ao longo de um amadurecimento em etapas ao longo do tempo. O tempo de grandes escolhas n\u00e3o \u00e9 mais preso ao per\u00edodo dos estudos superiores&#8230;<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que n\u00e3o existam jovens capazes de responder a um apelo de investir suas vidas a servi\u00e7o do Evangelho, da Igreja e de sua miss\u00e3o; mas eles s\u00e3o e ser\u00e3o menos numerosos que outrora. Eu n\u00e3o acho que seja preciso aguardar mais uma d\u00e9cada para iniciar um debate franco sobre a quest\u00e3o, considerando que, com o Papa Francisco, \u00e9 poss\u00edvel falar mais livremente. Sua recente entrevista ao <em>Die Zeit<\/em> \u00e9 significativa&#8230;&#8221;.<\/p>\n<p><strong>A distin\u00e7\u00e3o entre &#8220;precariedade relativa&#8221; no n\u00famero de padres em uma igreja local e &#8220;precariedade absoluta&#8221; o que significa?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma distin\u00e7\u00e3o que eu retomo de dois colegas te\u00f3logos franceses, Marie-Th\u00e9r\u00e8se Desouche e o prof. Jean-Fran\u00e7ois Chiron. Analisando as mudan\u00e7as em curso na Fran\u00e7a, eles identificaram, em 2011, duas situa\u00e7\u00f5es de escassez de padres; por um lado, a &#8220;precariedade relativa&#8221; com um n\u00famero de padres menor do que seria ideal, mas com outros recursos, principalmente colaboradores laicos com disponibilidade para a din\u00e2mica pastoral; e, por outro lado, a situa\u00e7\u00e3o de &#8220;precariedade absoluta&#8221;, onde o bispo diocesano logo n\u00e3o poderia &#8220;dispor do m\u00ednimo de sacerdotes capazes de assumir as miss\u00f5es essenciais&#8221;. O que fazer nos dois casos? O que pode funcionar para a primeira situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 dito que tamb\u00e9m possa ser aplicado para a segunda.<\/p>\n<p>O meu livro \u00e9 um convite para refletir sobre uma Igreja que ter\u00e1 menos padres. A realidade nos obriga a faz\u00ea-lo, na Fran\u00e7a como em outros pa\u00edses da Europa Ocidental e da Am\u00e9rica do Norte. A diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de sacerdotes est\u00e1 se acentuando em v\u00e1rias dioceses e at\u00e9 mesmo em algumas prov\u00edncias eclesi\u00e1sticas. Isso se acentua nas \u00e1reas rurais e mais afastadas das cidades. Em tais circunst\u00e2ncias, j\u00e1 foi ultrapassada a &#8220;precariedade relativa&#8221;; em algumas dioceses, em breve, ser\u00e1 atingido o grau de &#8220;precariedade absoluta&#8221;. Somo minha voz \u00e0 dos dois te\u00f3logos citados; creio que urge um s\u00e9rio reconhecimento da realidade. Caso contr\u00e1rio, continuaremos a pecar por cegueira&#8230; volunt\u00e1ria!&#8221;.<\/p>\n<h2><strong>Homens, n\u00e3o territ\u00f3rios<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Foram postas em pr\u00e1tica v\u00e1rias tentativas para remediar \u00e0 falta de sacerdotes. Poderia especificar algumas peculiaridades de cada solu\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Antes de especificar alguns aspectos, gostaria de salientar o axioma que atravessa toda a reflex\u00e3o no meu livro: &#8220;Igreja \u00e9 o lugar onde est\u00e3o os batizados; a par\u00f3quia \u00e9 onde est\u00e3o os paroquianos&#8221;. \u00c9 de import\u00e2ncia primordial considerar, em primeiro lugar e antes de tudo, a comunidade eclesial; ela recebe, assume e transmite o Evangelho anunciado, celebrado e testemunhado. Devemos partir do primado do &#8220;sujeito&#8221; eclesial dentro do qual se assentam batizados, pastores e outros ministros e, na diversidade das suas voca\u00e7\u00f5es, carismas e minist\u00e9rios.<\/p>\n<p>Pessoalmente insisto nos batizados &#8220;em sua diversidade&#8221; de percursos e de caminhadas dentro de uma Igreja que \u00e9 entendida como <em>corpus permixtum<\/em>, como gostava de dizer Santo Agostinho, onde est\u00e3o, ao mesmo tempo, fi\u00e9is fervorosos, interessados, ocasionais, sazonais, militantes, m\u00edsticos etc. Vemos seus sinais precursores no Novo Testamento, especialmente nos Evangelhos, em que conjuntos diferentes e diversificados de pessoas entram em rela\u00e7\u00e3o com Jesus de Nazar\u00e9, como a multid\u00e3o, os an\u00f4nimos em contato com ele, os disc\u00edpulos, os doze ap\u00f3stolos e alguns mais pr\u00f3ximos como Pedro, Tiago e Jo\u00e3o. Gosto de insistir no car\u00e1ter variado, misturado, miscigenado do povo de Deus para evitar a tenta\u00e7\u00e3o da amea\u00e7a dos puros e da amea\u00e7a sect\u00e1ria. Isto \u00e9 verdade para cada comunidade eclesial, incluindo a par\u00f3quia. As pessoas que entram em rela\u00e7\u00e3o de uma maneira ou outra com a Igreja, como aqueles que se comprometem com ela, fazem isso com bases motivacionais distintas, que determinam a sua identifica\u00e7\u00e3o ou, pelo menos, a sua rela\u00e7\u00e3o com a Igreja Cat\u00f3lica. O pertencimento eclesial \u00e9 din\u00e2mico em termos de biografia, de caminho, de percurso. Hoje, mais do que nunca. Mas cada um est\u00e1 a caminho, sempre porque foi chamado \u00e0 convers\u00e3o para se tornar e permanecer um crist\u00e3o. \u00c9, portanto, um trabalho de base que dever\u00e1 ser colocado em pr\u00e1tica para nutrir e desenvolver a f\u00e9 dos fi\u00e9is, apoiando e incentivando o testemunho das comunidades em seus respectivos ambientes. Sem tal considera\u00e7\u00e3o pelo sujeito prim\u00e1rio da miss\u00e3o, isto \u00e9, a comunidade eclesial, cada aspecto perde a sua consist\u00eancia e, acima de tudo, relev\u00e2ncia.<\/p>\n<h2>\u00a0<strong>Coordenadores pastorais<\/strong><\/h2>\n<p><strong>E o recurso aos laicos como coordenadores das equipes pastorais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>H\u00e1 duas hip\u00f3teses. Tanto a hip\u00f3tese de que esses coordenadores assumam o papel de coordena\u00e7\u00e3o do trabalho da equipe pastoral para favorecer sua miss\u00e3o de estreita colabora\u00e7\u00e3o pastoral no cargo pastoral do p\u00e1roco, na prepara\u00e7\u00e3o das reuni\u00f5es, na sua din\u00e2mica, no seu andamento etc.; como a segunda hip\u00f3tese, em que os coordenadores exer\u00e7am o seu minist\u00e9rio na aus\u00eancia do p\u00e1roco no sentido exato do c\u00e2none 519, mas no contexto da f\u00f3rmula de supl\u00eancia de acordo com o c\u00e2none 517 \u00a7 2, na figura de um padre &#8220;moderador&#8221;, ou seja, respons\u00e1vel pelo servi\u00e7o pastoral, mas sem ser p\u00e1roco.<\/p>\n<p>No segundo caso, o coordenador assume a fun\u00e7\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o da vida e do testemunho das comunidades interessadas, gerindo o compromisso dos volunt\u00e1rios laicos e dos agentes pastorais (ou seja, eventuais assalariados). Na Fran\u00e7a, v\u00e1rias dioceses, n\u00e3o tendo padres suficientes para o papel de p\u00e1rocos para as unidades pastorais ou novas par\u00f3quias &#8211; em ambos os casos realidade que acomunam diversas igrejas \u2013 lan\u00e7aram m\u00e3o desta nova figura do coordenador pastoral.<\/p>\n<p>\u00c9 uma solu\u00e7\u00e3o para lidar com a escassez&#8230; mas, no curto prazo, ir\u00e1 criar problemas, porque, apesar da utilidade do servi\u00e7o dos coordenadores, est\u00e1 ocorrendo uma ruptura entre a dire\u00e7\u00e3o pastoral e dire\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. Na tradi\u00e7\u00e3o eclesial a dire\u00e7\u00e3o da eucaristia cabe \u00e0quele que assume a dire\u00e7\u00e3o da comunidade e n\u00e3o o inverso. A eucaristia n\u00e3o \u00e9 apenas para a satisfa\u00e7\u00e3o de devo\u00e7\u00e3o individual, mas \u00e9 a a\u00e7\u00e3o por meio da qual a comunidade eclesial toma forma como corpo de Cristo. A participa\u00e7\u00e3o ou comunh\u00e3o com o corpo eucar\u00edstico de Cristo d\u00e1 origem \u00e0 comunh\u00e3o ou participa\u00e7\u00e3o ao corpo eclesial de Cristo&#8221;.<\/p>\n<h2>\u00a0<strong>Padres estrangeiros<\/strong><\/h2>\n<p><strong>E o recurso a sacerdotes estrangeiros (primeiro da Europa Oriental, agora da \u00c1frica e da \u00c1sia)&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 evidente a utilidade do recurso a esses sacerdotes: as dioceses precisam deles. Geralmente eles se inserem bem nas comunidades onde suas qualidades humanas e sensibilidades especiais com os idosos os tornam bem aceitos. S\u00e3o ainda mais apreciados, pois permitem a continuidade da eucaristia que, sem eles, seria ainda mais rara. Mas n\u00e3o podem ser ignorados os problemas de integra\u00e7\u00e3o no presbit\u00e9rio e, a partir da\u00ed, na realidade da diocese, na sua hist\u00f3ria, cultura, costumes e tradi\u00e7\u00f5es etc. A sua presen\u00e7a claramente requer discernimento, mas tamb\u00e9m demanda o acompanhamento e a forma\u00e7\u00e3o. Considerando que as dioceses n\u00e3o s\u00e3o mais capazes de ter seus pr\u00f3prios sacerdotes aut\u00f3ctones, o que precisa ser observado quando se recorre a padres estrangeiros?<\/p>\n<p>A primeira quest\u00e3o \u00e9 saber se a presen\u00e7a desses padres n\u00e3o nativos contribui para a catolicidade de nossas Igrejas locais. Isso pressup\u00f5e a vontade de se inserir neste lugar, tomando efetivamente parte na realidade da diocese e no seu destino. Nesse contexto, destaca-se a mem\u00f3ria da Igreja local: em que medida poder\u00e1 ser assumida por um clero al\u00f3ctone mais e mais numeroso? Temos que confiar em sua capacidade de entrar plenamente no esp\u00edrito da Igreja diocesana, para perceber o que caracteriza a sua pr\u00f3pria originalidade no contexto mais amplo da cultura circundante. Para al\u00e9m de sua boa vontade e das condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 sua integra\u00e7\u00e3o, esses padres &#8211; pelo menos aqueles chamados para permanecer de forma permanente com a gente \u2013 ser\u00e3o e continuar\u00e3o a ser &#8220;mesti\u00e7os&#8221;, no mesmo n\u00edvel de outros imigrantes; n\u00e3o do lugar mas, tamb\u00e9m, n\u00e3o estranhos.<\/p>\n<h2>\u00a0<strong>Necess\u00e1rio discernimento<\/strong><\/h2>\n<p>Por isso, \u00e9 crucial operar o discernimento necess\u00e1rio para a sua inclus\u00e3o, especialmente quando esta se anuncia dur\u00e1vel, se n\u00e3o perp\u00e9tua. Tal discernimento n\u00e3o pode, portanto, ser limitado \u00e0s qualidades humanas e espirituais dos sacerdotes estrangeiros. Ser\u00e1 necess\u00e1rio verificar a sua capacidade de se inscrever em um novo universo cultural e, mais ainda, sua capacidade para entrar no <em>ethos<\/em> democr\u00e1tico que caracteriza as nossas pr\u00e1ticas eclesiais na Europa Ocidental. \u00c9 necess\u00e1rio considerar o necess\u00e1rio arraigamento desses padres al\u00f3ctones em nossas dioceses para compartilhar a mem\u00f3ria eclesial e promover a catolicidade. Mas, ao mesmo tempo, esses padres vindos do exterior, trazem consigo seus pr\u00f3prios carismas, biografias espec\u00edficas, os caminhos de f\u00e9, experi\u00eancias de Igreja etc. Em outras palavras, radicados em nossas dioceses, eles contribuem para o interc\u00e2mbio de bens espirituais com os fi\u00e9is locais, para seu enriquecimento evang\u00e9lico e para a comunh\u00e3o das nossas dioceses com toda a Igreja. Papa Francisco recorda enfaticamente que &#8220;a diversidade cultural n\u00e3o amea\u00e7a a unidade da Igreja&#8221; (EG 117).<\/p>\n<p>A segunda quest\u00e3o \u00e9, portanto, saber em que medida as nossas comunidades podem ser tocadas e desafiadas ou transformadas pela contribui\u00e7\u00e3o desses sacerdotes, mas tamb\u00e9m, dado o fluxo migrat\u00f3rio, pelos outros fi\u00e9is al\u00f3ctones. Uma vez que esses outros fi\u00e9is, incluindo os sacerdotes, est\u00e3o entre n\u00f3s, como comunicar junto com eles o Evangelho aqui e agora? \u00c9 um verdadeiro &#8220;trabalho&#8221; an\u00e1logo \u00e0 gesta\u00e7\u00e3o. \u00c9 um trabalho de longo prazo, porque pode dar frutos s\u00f3 depois de alguns anos, ou at\u00e9 mesmo d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Levando em conta o que j\u00e1 foi mencionado, a contribui\u00e7\u00e3o dos sacerdotes n\u00e3o-nativos deve ajudar a viver &#8220;a convers\u00e3o pastoral e mission\u00e1ria&#8221; (cf. EG 5-27, 30-32, 97). \u00c9 com eles que temos que trabalhar para a catolicidade da Igreja local, e, em especial, para o &#8220;n\u00f3s&#8221; do presbit\u00e9rio, que j\u00e1 n\u00e3o pode mais ser pensado como uma divis\u00e3o entre aut\u00f3ctones e al\u00f3ctones. Frente \u00e0 escassez de sacerdotes locais, o acolhimento destes sacerdotes de fora n\u00e3o resolve por si s\u00f3 a precariedade das dioceses. Estas devem promover as condi\u00e7\u00f5es para acolher candidatos locais para o sacerd\u00f3cio&#8221;.<\/p>\n<h2>\u00a0<strong>Di\u00e1conos e religiosas<\/strong><\/h2>\n<p><strong>E investir em di\u00e1conos como respons\u00e1veis pelo cuidado da pastoral territorial?<\/strong><\/p>\n<p>Os di\u00e1conos n\u00e3o se destinam <em>ad sacerdotium<\/em>, \u00e0 dire\u00e7\u00e3o eclesial eucar\u00edstica (cf. c\u00e2nones 1008 e 1009 \u00a7 3). No entanto, existe uma diversidade de perfis diaconais, dependendo das necessidades da comunidade; alguns deles alinham-se melhor com um perfil voltado para a din\u00e2mica das comunidades e de dire\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o. O Vaticano II n\u00e3o exclu\u00eda esse papel para os di\u00e1conos, devido ao fato de que os padres conciliares tinham como modelo os catequistas das jovens Igrejas para projetar o restabelecimento do diaconato permanente. Da mesma forma, hoje, n\u00e3o devemos excluir tal possibilidade, mas, se todos os di\u00e1conos come\u00e7arem a exercer um papel de lideran\u00e7a, vai haver certa preocupa\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do restabelecimento do diaconato permanente. Seria teologicamente mais consistente que cripto-presb\u00edteros serem ordenados padres.<\/p>\n<p><strong>Reconhecer a responsabilidade pastoral \u00e0s religiosas?<\/strong><\/p>\n<p>Eu n\u00e3o descartaria isso. Nos pa\u00edses do norte da Europa o colapso das voca\u00e7\u00f5es femininas &#8220;apost\u00f3licas&#8221; torna essa eventualidade pouco prov\u00e1vel. De acordo com o carisma de sua congrega\u00e7\u00e3o que pode ser, por exemplo, de apoio da pastoral paroquial, estas religiosas podem encontrar o seu lugar em uma equipe pastoral, eventualmente como coordenadoras da unidade pastoral (<em>ver acima).<\/em> Seria problem\u00e1tica uma generaliza\u00e7\u00e3o do recurso \u00e0s religiosas frente ao problema j\u00e1 mencionado, ou seja, a separa\u00e7\u00e3o entre dire\u00e7\u00e3o eclesial e dire\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. Ressalto que n\u00e3o \u00e9 suficiente &#8220;distribuir a Sagrada Comunh\u00e3o&#8221;, como \u00e9 feito nas comunidades latino-americanas&#8230; O que deve ser salvaguardado \u00e9 a a\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica como um todo, atrav\u00e9s da qual o povo de Deus &#8220;toma corpo&#8221;, em Cristo, pelo Esp\u00edrito, em torno da dupla mesa da Palavra e do p\u00e3o!<\/p>\n<p><strong>Monsenhor Borras, por que o senhor considera adequado como solu\u00e7\u00e3o &#8220;excepcional&#8221;, o recurso aos <em>&#8220;viri probati&#8221;<\/em> e sugere faz\u00ea-lo antes do definhamento de uma Igreja local?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acho que ao longo dos s\u00e9culos, a disciplina do clero celibat\u00e1rio generalizou-se ap\u00f3s as decis\u00f5es do Conc\u00edlio Lateranense III (1179) e IV (1215) e foi relan\u00e7ada pelo Conc\u00edlio de Trento, \u00e9poca em que ainda havia, apesar do direito can\u00f4nico, padres concubinos. Reservar o sacerd\u00f3cio para os celibat\u00e1rios foi o resultado de um estudo espiritual e pastoral da liga\u00e7\u00e3o entre minist\u00e9rio e celibato: \u00e9 um tesouro da Igreja Cat\u00f3lica latina que ainda pode mostrar toda a sua riqueza de significado: disponibilidade profissional, dedica\u00e7\u00e3o mais intensa aos fi\u00e9is, solidariedade com os celibat\u00e1rios &#8220;for\u00e7ados&#8221; pela exist\u00eancia, express\u00e3o de um dom de toda a pr\u00f3pria pessoa por uma ades\u00e3o a Cristo, sinal de que Deus pode preencher uma vida, significado escatol\u00f3gico que revela o car\u00e1ter ef\u00eamero da exist\u00eancia e antecipa a esperan\u00e7a de uma plenitude de vida \u2013 Deus todo em tudo &#8211; e muito mais. Um tesouro a ser valorizado.<\/p>\n<p>Por outro lado, Igrejas ou comunidades eclesiais n\u00e3o cat\u00f3licas redescobrem o interesse e alcance de um minist\u00e9rio eclesial vivido no celibato. Seria lament\u00e1vel que a Igreja Cat\u00f3lica Latina mudasse sua disciplina geral. Mas, por causa de circunst\u00e2ncias pastorais e, especialmente, pelas necessidades efetivas de dire\u00e7\u00e3o eclesial e eucar\u00edstica, n\u00e3o poderiam ser aceitas para o bem das almas &#8211; lei suprema da Igreja &#8211; poss\u00edveis exce\u00e7\u00f5es? Mesmo que fossem numerosas, elas continuariam exce\u00e7\u00f5es <em>mutatis mutandis<\/em>, como, por exemplo, os muitos casamentos mistos por disparidade de culto que n\u00e3o s\u00e3o a regra, mas fruto de uma exce\u00e7\u00e3o por dispensa da lei eclesi\u00e1stica. O maior n\u00famero desses casamentos, hoje, n\u00e3o coloca em causa o bom fundamento da regra.<\/p>\n<h2>\u00a0<strong>&#8220;Viri probati &#8220;<\/strong><\/h2>\n<p>Para o bem dos fi\u00e9is e de suas comunidades, podem-se prever exce\u00e7\u00f5es ao celibato sacerdotal. Espero que o papa, por exemplo, atrav\u00e9s de um <em>motu proprio<\/em>, possa declarar que n\u00e3o reserva mais para si a dispensa do impedimento para o casamento, e que d\u00e1 a oportunidade de acord\u00e1-lo \u00e0s Confer\u00eancias Episcopais ou \u00e0s prov\u00edncias eclesi\u00e1sticas. J\u00e1 em seu discurso de 17 de outubro de 2015, o Papa Francisco disse que as quest\u00f5es disciplinares, de acordo com as necessidades da Igreja local, poderiam ser resolvidas pelas Confer\u00eancias Episcopais.<\/p>\n<p>Autorizada a dispensa, os bispos interessados poderiam definir os perfis dos homens casados que escolheriam para serem ordenados. Em algumas dioceses mais carentes, os bispos poderiam optar pelos pr\u00f3prios di\u00e1conos que j\u00e1 conhecem, e dos quais apreciam a f\u00e9 e o zelo pastoral. Isto pressup\u00f5e um s\u00f3lido discernimento para n\u00e3o eliminar a renova\u00e7\u00e3o do diaconato permanente.<\/p>\n<p>Por isso \u00e9 muito importante que isso seja discutido ao n\u00edvel das Confer\u00eancias Episcopais ou das prov\u00edncias eclesi\u00e1sticas para evitar o caso a caso, com bispos que apresentariam diretamente a Roma seus <em>viri probati<\/em>. Finalmente, entre o momento em que o Papa toma esta decis\u00e3o e a ordena\u00e7\u00e3o do primeiro homem casado v\u00e3o se passar alguns anos. Tempo suficiente para nos perguntarmos: que tipo de presen\u00e7a da Igreja precisamos? Que tipo de sacerdote queremos e para que miss\u00e3o no mundo de hoje? &#8230; Em suma, chamar um ou outro homem casado para a ordena\u00e7\u00e3o presbiteral prevendo que um dia ser\u00e1 poss\u00edvel, n\u00e3o deveria ser feito \u00e0 custa de uma reflex\u00e3o geral sobre o sentido da miss\u00e3o da Igreja e do seu servi\u00e7o de dire\u00e7\u00e3o eclesial e eucar\u00edstica.<\/p>\n<p>O padre H. Legrand escreveu em 1978: &#8220;Intervir tarde demais em comunidades an\u00eamicas, quando os instrumentos de forma\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e3o rarefeitos, pode causar a total inoper\u00e2ncia de tal decis\u00e3o&#8221;. E o colega acrescentou: &#8220;Uma lei geral sobre o assunto n\u00e3o \u00e9 o ideal: a an\u00e1lise rigorosa das situa\u00e7\u00f5es locais parece, do ponto de vista crist\u00e3o e pastoral, mais prudente&#8221;. A minha proposta de confiar \u00e0s Confer\u00eancias Episcopais a dispensa do impedimento matrimonial vai precisamente neste sentido&#8221;.<\/p>\n<h2>\u00a0<strong>Mulheres padre<\/strong><\/h2>\n<p><strong>O que pode ser dito, de acordo com o magist\u00e9rio e consci\u00eancia eclesial de hoje, sobre a ordena\u00e7\u00e3o de mulheres?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>&#8220;\u00c9 um tema &#8220;inevit\u00e1vel&#8221;: proteger-se com o r\u00f3tulo de &#8220;definitivo&#8221; pode dar a impress\u00e3o de que a Igreja seja intelectualmente incapaz de pensar as condi\u00e7\u00f5es de sua miss\u00e3o. As muta\u00e7\u00f5es antropol\u00f3gicas em curso \u2013 a igualdade dos sexos tornou-se uma esp\u00e9cie de &#8220;virtude cardinal&#8221; &#8211; exigem a experi\u00eancia crist\u00e3 e a sua capacidade de reinterpretar a si mesma em contato com o ambiente. A teologia n\u00e3o foi uma repeti\u00e7\u00e3o de verdades absolutas e atemporais, mas di\u00e1logo e reinterpreta\u00e7\u00e3o constante com a sociedade coeva.<\/p>\n<p>Um di\u00e1logo nem sempre honrado; a hist\u00f3ria da teologia atesta, infelizmente, a exist\u00eancia de per\u00edodos de &#8220;repeti\u00e7\u00e3o autorreferencial&#8221; de afirma\u00e7\u00f5es doutrinais. Isto n\u00e3o \u00e9 sem consequ\u00eancias quando se trata de pensar teologicamente novamente a ordena\u00e7\u00e3o de mulheres crist\u00e3s. O que est\u00e1 em jogo n\u00e3o \u00e9 apenas a credibilidade da teologia, mas a capacidade da comunidade eclesial de se repensar no mundo de hoje. O debate sobre a eventualidade da ordena\u00e7\u00e3o deve (ou dever\u00e1) enfrentar primeiramente o androcentrismo ambiental, as marcas da discrimina\u00e7\u00e3o patriarcal ligadas \u00e0 diferen\u00e7a e, principalmente, a subordina\u00e7\u00e3o sexual das mulheres. \u00c9 hora de se empenhar em uma cr\u00edtica &#8211; te\u00f3rica e pr\u00e1tica \u2013 do androcentrismo e das suas consequ\u00eancias na vida eclesi\u00e1stica.<\/p>\n<p>A segunda etapa da reflex\u00e3o teol\u00f3gica sobre o assunto \u00e9 a de considerar os v\u00e1rios argumentos para negar a ordena\u00e7\u00e3o de mulheres crist\u00e3s e, sobretudo, os seus pressupostos hermen\u00eauticos. A Igreja n\u00e3o se considerada &#8220;autorizada&#8221; para alterar sua posi\u00e7\u00e3o&#8230;, mas uma considera\u00e7\u00e3o serena, ponderada, refletida dos pressupostos argumentativos usados, vai abrir o caminho para uma aprecia\u00e7\u00e3o mais equilibrada do assunto. Por enquanto, o sacerd\u00f3cio fica reservado aos homens. Para o nosso prop\u00f3sito, n\u00e3o h\u00e1 qualquer rem\u00e9dio em curto prazo para a escassez de sacerdotes quando se olha para a possibilidade da ordena\u00e7\u00e3o de mulheres.<\/p>\n<p>As mulheres s\u00e3o, no entanto, a grande maioria dos laicos que trazem diariamente o testemunho do Evangelho. Na verdade, em termos de servi\u00e7os essenciais para a miss\u00e3o da Igreja, elas representam um corpo importante de colaboradoras pastorais. Sua colabora\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 sua personalidade, gostos e afinidades, experi\u00eancia de vida, hist\u00f3ria pessoal, e n\u00e3o apenas ao seu sexo, entendido aqui como g\u00eanero (ou \u2018sexo social\u2019), nem \u00e0s caracter\u00edsticas culturais (est\u00e9reo) t\u00edpicas da feminilidade.<\/p>\n<p>A sua contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 reduzida \u00e0 pretensa natureza &#8220;feminina&#8221; das tarefas e responsabilidades a elas permitidas. Claro, \u00e9 reconhecido a elas um tipo de lideran\u00e7a mais din\u00e2mica, porque mais relacional, transformadora, capaz de se envolver emocionalmente atrav\u00e9s da aten\u00e7\u00e3o, da disponibilidade, da gratuidade, da empatia, mas tamb\u00e9m atrav\u00e9s da capacidade de construir o conjunto e estreitar os la\u00e7os. Sua lideran\u00e7a mais interativa incentiva a participa\u00e7\u00e3o e promove a resolu\u00e7\u00e3o de conflitos.<\/p>\n<p>No atual contexto de mudan\u00e7a, e em fun\u00e7\u00e3o de uma eclesiologia participativa, n\u00e3o seria esse o estilo de lideran\u00e7a mais esperado? Tudo isso nos leva de volta ao dado fundamental da co-responsabilidade batismal de todos com a miss\u00e3o.<\/p>\n<h2>\u00a0<strong>Al\u00e9m do medo<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Para poss\u00edveis escolhas futuras, quanto pode pesar o tradicionalismo, o eclesiocentrismo e o clericalismo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Refletindo cuidadosamente, parece-me que o denominador comum dessas tr\u00eas atitudes que perpassam a vida Igreja seja o&#8230; medo! Primeiro, o tradicionalismo. \u00c9 o medo de enfrentar com confian\u00e7a o presente, que \u00e9 o tempo que nos \u00e9 dado viver, concretamente, a presen\u00e7a de Deus no mundo de hoje. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma raz\u00e3o para pensar que o Deus crist\u00e3o &#8211; o Deus de um povo abra\u00e2mico \u2013 seja hoje menos fiel do que antigamente.<\/p>\n<p>O eclesiocentrismo \u00f3 o medo de enfrentar a presen\u00e7a do mundo em que a Igreja \u00e9 chamada a proclamar as maravilhas de salva\u00e7\u00e3o, medo de entrar em di\u00e1logo com o hoje, de aprender com nossos contempor\u00e2neos para procurar e descobrir com eles os vest\u00edgios do Reino; \u00e9 tamb\u00e9m o medo de sair, o medo de viver o nosso DNA, que \u00e9 a miss\u00e3o. Diz o Papa Francisco, a Igreja n\u00e3o tem o seu fim em si mesma!<\/p>\n<p>O clericalismo, por fim, tamb\u00e9m \u00e9 marcado pelo medo: o dos laicos, o medo de perder o poder, o medo de ser desafiado ou questionado, o medo de caminhar humildemente com os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s na f\u00e9, assim como o de ser ensinados por eles, pelo <em>sensus fidei fidelium<\/em>. Em resumo, o medo de ser um batizado como os outros, na escuta da Palavra, mendicante do p\u00e3o eucar\u00edstico, nutri\u00e7\u00e3o de todo um povo em sua caminhada!<\/p>\n<p>O modelo de exerc\u00edcio do minist\u00e9rio presbiteral \u00e9 cada vez mais concentrado no p\u00e1roco.<\/p>\n<p><strong>Poderia ser diferente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A diversidade sempre existiu. N\u00e3o deve ser pensada &#8220;em si&#8221;, mas em fun\u00e7\u00e3o da comunidade, ou seja, em fun\u00e7\u00e3o da disposi\u00e7\u00e3o da Igreja local \u2013 em cada local &#8211; atrav\u00e9s de uma pluralidade de comunidades. E, primeiramente, a par\u00f3quia: ela garante grande parte da visibilidade da Igreja local; \u00e9 a &#8220;casa aberta&#8221;, a &#8220;fonte para todos&#8221;, o &#8220;redil&#8221; para quem quiser chegar. O minist\u00e9rio na par\u00f3quia, mais claramente do que nos movimentos e associa\u00e7\u00f5es, nos coloca em contato com pessoas que n\u00e3o escolhemos, que nos foram confiadas como elas s\u00e3o e n\u00e3o como gostar\u00edamos que elas fossem (ou como sonharia o movimento). Diz Fran\u00e7ois Moog, um colega da pastoral de Paris, \u00e9 o \u2018privil\u00e9gio concedido aos pobres\u2019: qualquer um que est\u00e1 \u2018em algum lugar\u2019 por estar \u2018em algum lugar\u2019 pode-se sentir em sua pr\u00f3pria casa, na Igreja como um simples domic\u00edlio.<\/p>\n<p>A par\u00f3quia n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico lugar para ser parte do Evangelho anunciado, celebrado e testemunhado. O Papa Francisco recorda-nos: \u2018A par\u00f3quia n\u00e3o \u00e9 uma estrutura caduca\u2019 (EG 28). A institui\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia reestrutura-se em novas figuras. Mas, como no passado, temos tamb\u00e9m que contar com a presen\u00e7a e com a infer\u00eancia de outras realidades da Igreja, que, por sua vez, permitem \u00e0 Igreja que se realize em outro lugar: santu\u00e1rios, escolas, hospitais, capelas hospitalares, prisionais e escolares, meios de comunica\u00e7\u00e3o cat\u00f3licos, centros de forma\u00e7\u00e3o, mosteiros e abadias etc. Ao contr\u00e1rio do passado, essas realidades eclesiais s\u00e3o eventualmente a porta para um primeiro ou regular acesso \u00e0 vida da Igreja e ao tesouro da f\u00e9.<\/p>\n<p>S\u00e3o lugares que n\u00e3o excluem a par\u00f3quia que conserva a sua originalidade, ou seja, a territorialidade e a catolicidade. Mas hoje, mais do que ontem, especialmente nas cidades, \u00e9 nesses lugares que os nossos contempor\u00e2neos, na crista das vicissitudes da vida, descobrem algo da riqueza do Evangelho, caminham junto com outros crentes e professam a f\u00e9 da Igreja. Estes locais est\u00e3o inclu\u00eddos no espectro plural da anuncia\u00e7\u00e3o do Evangelho em uma Igreja local. Cabe \u00e0 autoridade episcopal, em raz\u00e3o do seu minist\u00e9rio de unidade, promover e assegurar sua articula\u00e7\u00e3o, ou melhor, a comunh\u00e3o entre as diferentes realidades eclesi\u00e1sticas.<\/p>\n<p>De passagem, deve-se dizer que n\u00e3o escapa a ningu\u00e9m que essas outras realidades eclesiais n\u00e3o podem contar com numerosos sacerdotes como no passado. Mas a experi\u00eancia nos ensina que, na maioria delas, os fi\u00e9is que participam contribuem pessoalmente para a sua vitalidade e desenvolvimento. Os padres ainda s\u00e3o reconhecidos no seu papel: eles s\u00e3o o ponto de liga\u00e7\u00e3o entre elas e o resto da diocese em virtude de seu pertencimento ao mesmo presbit\u00e9rio, presidido pelo bispo.<\/p>\n<h2><strong>Antes do an\u00fancio<\/strong><\/h2>\n<p><strong>A urg\u00eancia da evangeliza\u00e7\u00e3o e das decis\u00f5es em vista do futuro pode suportar uma discuss\u00e3o corajosa e livre sobre o minist\u00e9rio ordenado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Al\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica e magisterial do Papa Francisco, poder\u00edamos nos questionar se as Igrejas locais e os seus pastores est\u00e3o suficientemente conscientes do indispens\u00e1vel discernimento para encontrar novos caminhos para a miss\u00e3o. Eu tenho a impress\u00e3o que a palavra do Papa transmite seguran\u00e7a, mas que n\u00e3o s\u00e3o levadas suficientemente a s\u00e9rio as condi\u00e7\u00f5es da miss\u00e3o, as perguntas dos nossos contempor\u00e2neos &#8220;que moram entre n\u00f3s&#8221;, as exig\u00eancias concretas de nos tornarmos &#8220;disc\u00edpulos-mission\u00e1rios&#8221; (EG 120). O que eu considero mais importante no meu livro n\u00e3o s\u00e3o as solu\u00e7\u00f5es ou receitas para fazer a mesma coisa com menos padres, mas de envolver a natureza intr\u00ednseca de toda a comunidade eclesial.<\/p>\n<p>A urg\u00eancia da evangeliza\u00e7\u00e3o abre uma discuss\u00e3o corajosa sobre a miss\u00e3o. Certamente precisamos de sacerdotes. Mas para qual miss\u00e3o ou miss\u00f5es? O texto sugere uma segunda quest\u00e3o igualmente essencial: sacerdotes sim, mas para qual comunidade? Isto questiona a Igreja e o testemunho dos batizados no mundo de hoje. Ser\u00e1 que realmente devemos nos preocupar com a car\u00eancia de padres? N\u00e3o dever\u00edamos talvez nos inquietar mais com a comunica\u00e7\u00e3o do Evangelho, no sentido literal do termo (ser ou permanecer sem descanso, portanto sem tr\u00e9gua)? \u00c9 uma inquieta\u00e7\u00e3o que temos que viver no meio da multid\u00e3o de uma imensa prociss\u00e3o de testemunhas &#8211; de &#8220;disc\u00edpulos-mission\u00e1rios&#8221; &#8211; que, no s\u00e9quito do Paulo, n\u00e3o cessam de repetir: &#8220;Ai de mim se eu n\u00e3o anunciar o Evangelho!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vocacional<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":197133,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[1280],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u201cEst\u00e3o faltando padres\u201d, diz te\u00f3logo Alphonse Borras - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/estao-faltando-padres-diz-teologo-belga-alphonse-borras.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u201cEst\u00e3o faltando padres\u201d, diz te\u00f3logo Alphonse Borras - 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