{"id":120041,"date":"2016-11-07T07:58:44","date_gmt":"2016-11-07T09:58:44","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=120041"},"modified":"2020-02-13T10:53:59","modified_gmt":"2020-02-13T13:53:59","slug":"heranca-do-passado-e-perspectiva-para-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/heranca-do-passado-e-perspectiva-para-o-futuro.html","title":{"rendered":"Heran\u00e7a do passado e perspectiva para o futuro"},"content":{"rendered":"<h2><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/mosteiros_071116_1.jpg\" alt=\"mosteiros_071116_1\" width=\"830\" height=\"376\" \/><\/h2>\n<h2>Forma\u00e7\u00e3o religiosa nos mosteiros<\/h2>\n<p><em>Que adianta sermos \u201ccertinhos\u201d se n\u00e3o deixarmos Deus fazer o que quer de n\u00f3s?<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><em>Esta reflex\u00e3o \u00e9 uma retomada da confer\u00eancia de Fernanda Barbiero,\u00a0\u00a0 religiosa de Santa Doroteia ( La formazione nei Monasteri. Eredit\u00e0 del passato e prospettive di futuro), que foi pronunciada na Aula Magna\u00a0 da Pontif\u00edcia Urbaniana, a 30 de janeiro de 2016.\u00a0 As reflex\u00f5es \u00a0da autora se inspiram nas respostas dadas a question\u00e1rios enviados a todos os mosteiros do mundo solicitados\u00a0 pela Congrega\u00e7\u00e3o para os Institutos de Vida consagrada e\u00a0 Sociedades de Vida apost\u00f3lica, em vista de ser ver com clareza a realidade.\u00a0 A autora, por sua vez,\u00a0 andou tamb\u00e9m visitando muitos mosteiros para inteirar-se da realidade.\u00a0 N\u00e3o se trata aqui de tradu\u00e7\u00e3o do artigo, mas uma s\u00edntese do essencial da confer\u00eancia.\u00a0 O texto que temos diante dos olhos apareceu em Consecrazione e Servizio 2\/ 2016, p. 68-80.<\/em><\/p>\n<p><strong>Falando de forma\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>O tema da forma\u00e7\u00e3o, na verdade, foi o que mais apareceu nas respostas ao question\u00e1rio distribu\u00eddo pela Congrega\u00e7\u00e3o para a Vida Consagrada. Muitas religiosas enclausuradas manifestaram desejo de\u00a0 busca de caminhos novos para que\u00a0 as\u00a0 religiosas \u00a0cres\u00e7am em comunh\u00e3o, caminhos que possibilitem o surgimento de uma vida religiosa mais significativa \u00a0ambiente e lugar\u00a0 onde vivem. A forma\u00e7\u00e3o exige mudan\u00e7a de perspectiva: do conte\u00fado ao processo para favorecer a matura\u00e7\u00e3o das pessoas e produzir reais transforma\u00e7\u00f5es ou mudan\u00e7as.\u00a0 Forma-se melhor quando se aprende a aprender.\u00a0 A responsabilidade da forma\u00e7\u00e3o \u00e9, antes de tudo, da pr\u00f3pria religiosa.<\/p>\n<p>Uma nova perspectiva formativa n\u00e3o acontece sem uma vis\u00e3o do homem: uma antropologia que tenha um valor teologal, traduzido na experi\u00eancia mon\u00e1stica, aquela que chegou at\u00e9 n\u00f3s com o instrumental\u00a0 que a Tradi\u00e7\u00e3o\u00a0 nos legou.<\/p>\n<p>O que \u00e9 o monarquismo sen\u00e3o uma vis\u00e3o do homem e de seu destino; da vida e de seu devir; do tempo e de sua dimens\u00e3o escatol\u00f3gica; do espa\u00e7o e da proje\u00e7\u00e3o para al\u00e9m da precariedade e do limite\u00a0 contingente, que brota como fonte viva do mist\u00e9rio da cria\u00e7\u00e3o, da encarna\u00e7\u00e3o, da reden\u00e7\u00e3o, e da transfigura\u00e7\u00e3o? \u00c9 vis\u00e3o existencial que procede da f\u00e9, permanece na f\u00e9\u00a0 e\u00a0 se orienta para uma\u00a0 f\u00e9 total.<\/p>\n<p>\u201cSomos gerados pela f\u00e9, gerados para a vida, para a vida em plenitude, para a vida que n\u00e3o morre mais porque fomos evangelizados por aqueles que, na f\u00e9, nos precederam. Agora \u00e9 na f\u00e9 que geramos outros. A f\u00e9 \u00e9 por si e em si intrinsecamente fecunda, geradora, materna. \u00c9 o acontecimento\u00a0 materno por excel\u00eancia, que transmite a vida recebida\u00a0 na sua aut\u00eantica fecundidade, fecundidade inexaur\u00edvel em correspond\u00eancia a uma palavra que vem de Deus\u201d\u00a0 ( P. Stancari).<\/p>\n<p>O monarquismo \u00e9 resultado dessa busca constante na f\u00e9, de um humano de plenitude de sentido, de significa\u00e7\u00e3o. \u00c9 tens\u00e3o vital rumo \u00e0 felicidade, \u00e9 mem\u00f3ria que transcende ao tempo, \u00e9 amplitude escatol\u00f3gica do\u00a0 futuro, \u00e9 movimento de convers\u00e3o e transfigura\u00e7\u00e3o do ser, parte da encarna\u00e7\u00e3o e volta para a encarna\u00e7\u00e3o para encontrar\u00a0 na pessoa \u00fanica e infinita\u00a0 do\u00a0 Filho de Deus, \u00a0salva\u00e7\u00e3o e destino, princ\u00edpio e fim, plenitude de vida e\u00a0 a fonte de toda subsist\u00eancia.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o se revela como uma experi\u00eancia profunda do cora\u00e7\u00e3o humano, transformado e renovado pela presen\u00e7a de Deus, e por isso, pode se fazer solid\u00e1ria da humanidade e dar uma resposta ao desejo \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o de cada criatura. \u00c0 forma\u00e7\u00e3o \u00e9 reconhecida a responsabilidade de promover a identidade profunda da\u00a0 pessoa chamada e lev\u00e1-la a uma alegre maturidade da voca\u00e7\u00e3o. Que voca\u00e7\u00e3o? Voca\u00e7\u00e3o descrita por S\u00e3o Paulo: \u201cChamados a se transformarem na imagem de Cristo (<em>2Cor 3, 18<\/em>)\u201d.<\/p>\n<p><strong>O significado mon\u00e1stico da forma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O tema da imagem de Deus \u00e9 central na espiritualidade do monarquismo primitivo. <em>Transformados \u00e0 imagem de Cristo.<\/em> Esta transforma\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de um longo processo de convers\u00e3o, \u00e9 o objeto de toda a forma\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica. Na verdade, nenhum dos pais do monarquismo dissertou a respeito da \u201cforma\u00e7\u00e3o\u201d, como hoje a entendemos. Em seus escritos, no entanto, aparece que sua miss\u00e3o seja exercida pelos\u00a0 abades ou padres espirituais, isto \u00e9, \u00a0<em>gerar Cristo nos seus disc\u00edpulos, <\/em>levando os \u00a0monges a se transformarem em imagens de Cristo.\u00a0 Atrav\u00e9s dessa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 que o monge torna gradualmente mais vis\u00edvel em sua vida, a semelhan\u00e7a recebida no momento da cria\u00e7\u00e3o e \u00a0renovada no batismo. Para os Padres, a vida mon\u00e1stica n\u00e3o consistia uma realidade para a qual algu\u00e9m se pudesse formar, mas, ao contr\u00e1rio, uma condi\u00e7\u00e3o de vida atrav\u00e9s da qual algu\u00e9m se deixava formar. Simplesmente vivendo a vida mon\u00e1stica o monge gradualmente se deixa transformar na imagem de Cristo e torna-se sempre mais monge. Vive na presen\u00e7a misericordiosa de Deus: a gra\u00e7a do olhar paterno de Deus\u00a0 precede todo nosso esfor\u00e7o e torna a vida luminosa. Quando se esquece isso n\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de acercarmo-nos da fonte da vida. A vida n\u00e3o acontece se a pensamos e organizamos\u00a0 segundo os nossos planos.<\/p>\n<p>Thomas Merton: \u201cO monge ocupa-se mais de Deus e daqueles que Deus ama, do que de si mesmo\u201d.\u00a0 Centro da vida mon\u00e1stica \u00e9 a busca do relacionamento com Deus. Cada vez fica mais claro que Deus \u00e9 que toma a iniciativa. A voca\u00e7\u00e3o \u00e9 gra\u00e7a, realidade completamente gratuita. \u00c9 o\u00a0 Senhor que por primeiro entra em rela\u00e7\u00e3o conosco.<\/p>\n<p>N\u00e3o se inventa a vida mon\u00e1stica. Ele se recebe da Tradi\u00e7\u00e3o que tem suas ra\u00edzes nos primeiros s\u00e9culos da Igreja.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe vida mon\u00e1stica sem fidelidade \u00e0 hist\u00f3ria contempor\u00e2nea dos homens.<\/p>\n<p>Estar diante de Deus cujo amor \u00e9 sempre o mesmo para com todos, vivendo no amor a precariedade, caminhando conduzidos e, ao mesmo tempo, \u00a0conduzindo \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de extrema fragilidade. \u00a0A vida mon\u00e1stica n\u00e3o \u00e9 evidente em si. N\u00e3o tem uma l\u00f3gica que o homem possa entender sozinho.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quem \u00e9 a monja?<\/strong><\/p>\n<p>Em chave de forma\u00e7\u00e3o o que \u00e9 a monja?<\/p>\n<p>\u00c9 aquela que tem a miss\u00e3o de cuidar e cultivar a pr\u00f3pria alma.<\/p>\n<p>Cuidado e cultivo s\u00e3o imagens inspiradas na forma de vida que Bento viveu e fez com os seus vivessem.<\/p>\n<p>A imagem do cultivo da terra mostra que a forma\u00e7\u00e3o \u00e9 obra artesanal. A terra \u00e9 libertada da erva e dos espinhos. Num simbolismo medicinal, origin\u00e1rio da Idade M\u00e9dia, o nome de Jesus seria o mais salutar rem\u00e9dio. A forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de uma experi\u00eancia passageira, mas um estilo, exig\u00eancia constante da vida da monja.<\/p>\n<p>Cuida-se da alma pela forma\u00e7\u00e3o interior do homem, forma\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia s\u00f3lida. Forma\u00e7\u00e3o feita de coisas bem conhecidas, de valores vividos, forma\u00e7\u00e3o que se realiza no interior do claustro: da pessoa, da comunidade,\u00a0 dentro da materialidade da clausura.<\/p>\n<p>A escolha ou op\u00e7\u00e3o por um espa\u00e7o limitado permite que a religiosa\u00a0 participe\u00a0 de alguma forma do aniquilamento vivido pelo Filho de Deus\u00a0 no mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o, no qual o Verbo \u00a0encerrou sua divindade no limite do seio de Maria, seja em seu mist\u00e9rio pascal em que Cristo\u00a0 vive o limite extremo da morte\u00a0 para transform\u00e1-la em abund\u00e2ncia de vida. Espa\u00e7os, tempo, coisas, relacionamentos t\u00eam a finalidade de formar o cora\u00e7\u00e3o: esp\u00edrito, alma e corpo. A experi\u00eancia contemplativa por \u00a0si \u00e9 extremamente formadora, espa\u00e7o privilegiado que leva a pessoa a uma\u00a0 particular experi\u00eancia de Cristo e de fecunda comunh\u00e3o com ele no cora\u00e7\u00e3o da Igreja.<\/p>\n<p>A raiz vital da forma\u00e7\u00e3o ser\u00e1 buscada no Esp\u00edrito Santo. Ele \u00e9 o verdadeiro formador.\u00a0 A forma\u00e7\u00e3o est\u00e1 vinculada \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Espirito Santo na pessoa. Nem sempre \u00e9 evidente o que deva ou n\u00e3o deva fazer o formador, o acompanhante, o padre ou madre mestra. N\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o distantes de n\u00f3s os tempos em que os formadores estavam muito pr\u00f3ximos dos psic\u00f3logos e psicoterapeutas.<\/p>\n<p>Recupera-se hoje o termo educa\u00e7\u00e3o, educador que parece mais apropriado \u00e0 miss\u00e3o do formador, porque sugere o tirar para fora da pessoa aquilo que j\u00e1 est\u00e1 posto, mas escondido dentro da pessoa. Se recebermos a pessoa como dom de Deus, descobrimos em seguida que a\u00a0 voca\u00e7\u00e3o \u00e9 uma identidade j\u00e1 inscrita nela\u00a0 com o chamado divino.\u00a0 Trata-se de fazer com que as riquezas da pessoa venham \u00e0 tona, ajud\u00e1-la a crescer, \u00a0cultivando os dons pr\u00f3prios que nela o Senhor colocou.\u00a0 Pode-se recuperar o termo tradicional de mestra que exprime essa tarefa educativa.\u00a0 O mosteiro, na concep\u00e7\u00e3o beneditina, \u00e9 escola do servi\u00e7o divino.<\/p>\n<p><strong>A tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica da busca de Deus<\/strong><\/p>\n<p>Na Idade M\u00e9dia o mosteiro era concebido como escola onde se aprende a verdadeira filosofia, o que \u00e9 verdadeiro, o melhor modo de buscar o sentido verdadeiro da vida. Mosteiro lugar de reflex\u00e3o e de celebra\u00e7\u00e3o da liturgia. Esta \u00faltima, bem vivida, \u00e9 grande escola de verdade e de amor.<\/p>\n<p>Reconhece-se o monge se ele busca verdadeiramente a Deus, diz S\u00e3o\u00a0 Bento.\u00a0 Essa busca se faz no meio de prova\u00e7\u00f5es e mortes.\u00a0 O motor da busca \u00e9 caminhar na presen\u00e7a de um Deus sempre oculto na constante busca de seu semblante. Tudo se realiza por meio de Jesus. A monja encontra Jesus na Palavra e mais concretamente nas irm\u00e3s.<\/p>\n<p>A comunidade mon\u00e1stica n\u00e3o \u00e9 uma sociedade em que se busca realizar um projeto. \u00c9 algo que recebe vida e fei\u00e7\u00f5es da comunh\u00e3o trinit\u00e1ria:\u00a0 \u201cComo o Pai me amou, eu tamb\u00e9m vos amei\u201d, diz\u00a0 Jesus.\u00a0 N\u00e3o s\u00e3o apenas belas palavras. \u00c9 trabalho continuo feito em si\u00a0 para viver a vida como dom para os irm\u00e3os. O bem de um \u00e9 o bem de todos.\u00a0 Todos se esfor\u00e7am em ajudar os outros a crescer. Isto reveste de beleza a vida\u00a0 comunit\u00e1ria. D\u00e1 alegria: alegria do estar juntos. Alegria que se constr\u00f3i renunciando a outras alegrias.<\/p>\n<p>O mosteiro sempre foi concebido como laborat\u00f3rio ou escola do aprendizado pr\u00e1tico da pureza do cora\u00e7\u00e3o e da vida. Formar em sentido mon\u00e1stico significa orientar-se para uma forma de vida que se torne cada vez mais uma\u00a0 norma do pensar, do amar \u00a0e do agir. N\u00e3o h\u00e1 crescimento na forma\u00e7\u00e3o a n\u00e3o ser quando a vida manifesta ou traduz a voca\u00e7\u00e3o, quer dizer que responde ao olhar amoroso de Deus sobre nos.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fundamento teol\u00f3gico da forma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Tentemos situar o discurso da forma\u00e7\u00e3o no contexto de uma poss\u00edvel compreens\u00e3o teologal.<\/p>\n<p>O fundamento teol\u00f3gico pode ser encontrado em Paulo aos Filipenses\u00a0 2,5:<em> Tende em v\u00f3s os mesmos sentimentos de\u00a0 Cristo Jesus. <\/em>\u00a0Ter os sentimentos de Cristo Jesus significa ter o modo de pensar, de julgar, de ver, de agir do Filho de Deus. Ter os sentimentos de Filho e sentimentos divinos: de filho quer dizer estar em rela\u00e7\u00e3o com o Pai, de filho divino, quer dizer superar a limita\u00e7\u00e3o do pecado e da morte que \u00e9 uma humanidade sem Deus.<\/p>\n<p>Ter os mesmos sentimentos que foram os sentimentos de Cristo Jesus significa viver na obedi\u00eancia ao Pai, assumindo\u00a0 nossa humanidade at\u00e9 o mais profundo como ela foi depois do pecado e levar essa humanidade\u00a0 ao Pai vivendo com filho. N\u00e3o se trata apenas de imita\u00e7\u00e3o do Filho, mas de um dinamismo de vida, de uma humanidade filial, no justo relacionamento com o Pai, na obedi\u00eancia\u00a0 confiante.<\/p>\n<p>Trata-se de fazer brilhar no humano a vida divina.\u00a0 A forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem outro fundamento.\u00a0 Para atingir este objetivo ser\u00e1 integrada e atenta a todas as dimens\u00f5es: intelectual e emotiva, individual e comunit\u00e1ria, pessoal e social, afetiva e sexual.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Construir um centro vital<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Urgente uma pedagogia formativa que possa encontrar um sujeito dispon\u00edvel para deixar-se formar,<em> docilitas\u00a0 formandi<\/em>, sem divis\u00f5es estanques entre a forma\u00e7\u00e3o inicial e a\u00a0 forma\u00e7\u00e3o permanente.\u00a0 A vida n\u00e3o se gere, mas se recebe como um dom. Ao longo da forma\u00e7\u00e3o necess\u00e1rio se faz\u00a0 adquirir a capacidade \u00a0de construir e \u00a0de reconstruir a pr\u00f3pria vida\u00a0 em torno de um centro vital que, \u00a0para o que cr\u00ea, \u00a0\u00e9 o mist\u00e9rio pascal, a cruz do Filho que elevado da terra\u00a0 que \u00a0atrai tudo a si.<\/p>\n<p>Fundamental que o cora\u00e7\u00e3o acolha a vida como voca\u00e7\u00e3o e a voca\u00e7\u00e3o como vida divina que plasma a exist\u00eancia\u00a0 na P\u00e1scoa da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus.<\/p>\n<p>Importante o sil\u00eancio que acompanha e gera a solid\u00e3o. A solid\u00e3o costuma ter duas vertentes: a vertente negativa \u00e9 o ego\u00edsmo e a positiva a espera, a expectativa, quer dizer, o encontro com o Outro e os outros.\u00a0 A solid\u00e3o modela a pessoa de tal forma que ela aprende a n\u00e3o levar em conta exageradamente \u00a0suas coisas e procura a presen\u00e7a do Outro.<\/p>\n<p>Nesse contexto ser\u00e1 preciso sempre de novo um maior conhecimento de si.\u00a0 Sempre de novo a retomada da vontade de fazer o dom de sua pessoa.<\/p>\n<p><strong>Experimentar o sentir de Deus<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para ter os sentimentos que foram os de Cristo\u00a0 Jesus, quer dizer ter sentimentos divinos, pensar,\u00a0 perceber, racionar, julgar segundo Deus.\u00a0 Trata-se de uma modalidade de ser. Este \u00e9 o elemento\u00a0 teol\u00f3gico de base para uma forma\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica. Somos levados a dar carne a uma\u00a0 natureza divinizada.<\/p>\n<p><strong>Participar da vida do\u00a0 Esp\u00edrito<\/strong><\/p>\n<p>Nossa tarefa \u00e9 fazer resplender, em nossa natureza humana marcada pelo pecado, a filia\u00e7\u00e3o divina depois do batismo, retomada de maneira expl\u00edcita na profiss\u00e3o religiosa.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 imita\u00e7\u00e3o de Deus.\u00a0 Nossa vida est\u00e1 inserida, implicada na vida de Deus,\u00a0 somos participantes da natureza de Deus. A natureza de Deus \u00e9 amor, santidade.<\/p>\n<p>Participa\u00e7\u00e3o na vida da Trindade que nos educa e nos transforma em filhos do Pai, que explicita a voca\u00e7\u00e3o em dom de si. Somos participantes da vida da Trindade da mesma forma como precisamos do ar para viver.<\/p>\n<p><strong>No sulco da Tradi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A vida mon\u00e1stica n\u00e3o \u00e9 um projeto pessoal, mas dom de Deus que corresponde a um desejo, desejo nem sempre claramente definido, desejo de uma vida diante de Deus e com Deus. A vida mon\u00e1stica se descobre vivendo, porque \u00e9 uma vida escondida.\u00a0 Insistimos: a vida n\u00e3o se gere, mas se recebe. Se o Senhor \u00e9 nossa vida n\u00e3o h\u00e1 que temer as passagens mais delicadas.<\/p>\n<p>Os instrumentos formativos t\u00edpicos da vida mon\u00e1stica contemplativa\u00a0 s\u00e3o: a <em>Lectio divina<\/em>, a liturgia, o trabalho e a ascese. S\u00e3o caminhos que levam\u00a0 \u00e0 voca\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria, \u00e0 medida de Cristo.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o privilegia todos os caminhos que levam ao fundamento identit\u00e1rio: escuta da Palavra, ora\u00e7\u00e3o com a palavra, conhecimento de si, discernimento das pr\u00f3prias rea\u00e7\u00f5es diante da Palavra e da vida, aten\u00e7\u00e3o para com a vida espiritual porque acreditamos que\u00a0 seja pelo amor que Deus derrama que atingimos o amor divino para dar aos outros. A voca\u00e7\u00e3o da monja n\u00e3o \u00e9 fazer o bem, mas tornar-se como Cristo.\u00a0 A forma\u00e7\u00e3o\u00a0 tem sempre tudo a ver com a nossa liberdade e com a P\u00e1scoa. Parece que uma vida mon\u00e1stica sadia levar\u00e1 em conta tais caminhos mencionados.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A comunidade mon\u00e1stica<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Se a vida espiritual ocupa o primado de tudo, para\u00a0 que se possa percorrer um aut\u00eantico caminho formativo esta dever\u00e1 ser, for\u00e7osamente, uma espiritualidade de comunh\u00e3o. \u00a0Ela se concretiza no cotidiano da vida\u00a0 fraterna, como espa\u00e7o onde se cresce na qualidade evang\u00e9lica dos relacionamentos e do qual\u00a0 depende toda a fecundidade da vida.<\/p>\n<p>A vida comunit\u00e1ria \u00e9 exigente. N\u00e3o consiste apenas em um elemento que se coloca ao lado de outro. A experi\u00eancia mon\u00e1stica se transmite especialmente na e atrav\u00e9s da forma da vida da comunidade. Nela se realiza a forma\u00e7\u00e3o da monja, desde seu ingresso at\u00e9 sua passagem para outra margem. O princ\u00edpio de base da forma\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica dever\u00e1 ser buscado na comunidade.<\/p>\n<p>Monjas s\u00e3o aquelas que vivem na comunidade, sob uma Regra e uma Abadessa. Vivendo estes tr\u00eas dados, a monja se torna mais monja, realiza sua forma\u00e7\u00e3o, ou sua transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A comunidade \u00e9 lugar de crescimento. Crescimento emotivo e afetivo, humano e espiritual.\u00a0 Os relacionamentos pessoais que se criam \u00e0 sua volta s\u00e3o ao mesmo tempo uma escola que torna capaz um relacionamento profundo com Deus e um express\u00e3o sacramental do mist\u00e9rio da Igreja.<\/p>\n<p>A comunidade \u00e9 fonte de conhecimento de si, nesses encontros cotidianos, e faz com que se possa descobrir a pr\u00f3pria necessidade de convers\u00e3o. Reconhece-se nesse grupo uma comunidade de pecadores que foram perdoados. Nesse contexto \u00e9 dada possibilidade de deixar-se transformar\u00a0 praticando a caridade fraterna.<\/p>\n<p>A vida contemplativa aut\u00eantica n\u00e3o consiste em afastar-se da realidade para viver num mundo artificial e puramente espiritual. \u00a0Ali, na comunidade, s\u00e3o oferecidas muitas ocasi\u00f5es de conhecimento rec\u00edproco, de partilha dos bens espirituais e de crescimento no sentido de perten\u00e7a \u00e0 comunidade.\u00a0 A falta de comunica\u00e7\u00e3o, de partilha,\u00a0 gera um debilitamento\u00a0 da fraternidade e a experi\u00eancia\u00a0 espiritual\u00a0 assim adquirida tem conota\u00e7\u00e3o\u00a0 individualista.<\/p>\n<p>A comunidade \u00e9 lugar em que se aprende a ler e interpretar a realidade at\u00e9 o seu centro, n\u00e3o somente em si mesmo, mas \u00e0 sua volta.<\/p>\n<p>A comunidade que vive o carisma, ensina-nos a viv\u00ea-lo encarnado.<\/p>\n<p>As comunidades est\u00e3o envelhecidas.\u00a0 As irm\u00e3s mais idosas s\u00e3o uma gram\u00e1tica para as novas gera\u00e7\u00f5es. Estas \u00faltimas praticamente captam valores que podem ser inacess\u00edveis de outro modo. Os valores est\u00e3o inscritos na carne das irm\u00e3s envelhecidas.<\/p>\n<p>A cont\u00ednua reflex\u00e3o sobre a Regra e dos documentos fundantes nos ajuda, \u00a0com\u00a0 sua luz,\u00a0 a \u00a0fazer a leitura dos\u00a0 sinais dos tempos.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Concluindo<\/strong><\/p>\n<p>O mundo moderno tem necessidade de homens e de mulheres que j\u00e1 fizeram um caminho espiritual razoavelmente longo, pessoas com unidade interior, que n\u00e3o vivam nostalgia dos s\u00e9culos passados, mas desejam construir o novo. Depois do tempo dos questionamentos vir\u00e1 o tempo do renascimento.\u00a0 Vamos elaborando, com a sinceridade de nossa vida e discernimento uma nova s\u00edntese da vida crist\u00e3 e consagrada.<\/p>\n<p>As monjas do amanh\u00e3\u00a0 haver\u00e3o de se lembrar que a\u00a0 vida mon\u00e1stica \u00e9 um incessante retorno a um \u00eaxodo de f\u00e9\u00a0 porque Deus se entrega \u00a0numa alian\u00e7a incondicional. Ele \u00e9 sempre fiel. Trata-se de um monaquismo em sa\u00edda.<\/p>\n<p>Sa\u00edda com esperan\u00e7a. A esperan\u00e7a se alimenta da escuta, da contempla\u00e7\u00e3o, da paci\u00eancia para que os tempos de Deus venham amadurecer.\u00a0 Sempre olhar para o amanh\u00e3. Lutar para uma convers\u00e3o que leve \u00e0 transfigura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Forma\u00e7\u00e3o religiosa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":220054,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Heran\u00e7a do passado e perspectiva para o futuro - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/heranca-do-passado-e-perspectiva-para-o-futuro.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Heran\u00e7a do passado e perspectiva para o futuro - 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