{"id":117154,"date":"2016-09-20T13:52:59","date_gmt":"2016-09-20T16:52:59","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=117154"},"modified":"2020-06-09T15:17:40","modified_gmt":"2020-06-09T18:17:40","slug":"papa-francisco-em-assis-somente-a-paz-e-santa-nao-a-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/papa-francisco-em-assis-somente-a-paz-e-santa-nao-a-guerra.html","title":{"rendered":"Papa: &#8220;Somente a paz \u00e9 santa, n\u00e3o a guerra&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/papa_200916g.jpg\" alt=\"papa_200916g\" width=\"830\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p><strong>Cidade do Vaticano<\/strong> &#8211; \u201cN\u00e3o podemos ficar indiferentes. Hoje o mundo tem uma sede ardente de paz.\u201d \u201cN\u00e3o temos armas; mas acreditamos na for\u00e7a mansa e humilde da ora\u00e7\u00e3o.\u201d Foi o que disse o Papa Francisco na cerim\u00f4nia conclusiva do <strong>Dia Mundial de Ora\u00e7\u00e3o pela Paz<\/strong>, celebrada esta ter\u00e7a-feira (20\/09) em Assis.<\/p>\n<p>Na esteira do 30\u00ba anivers\u00e1rio do hist\u00f3rico Encontro de Ora\u00e7\u00e3o pela Paz convocado por Jo\u00e3o Paulo II (27 de outubro de 1986), reunindo l\u00edderes religiosos do mundo inteiro, o evento desta ter\u00e7a-feira teve como tema \u201cSede de Paz. Religi\u00f5es e Culturas em Di\u00e1logo\u201d, promovido Diocese de Assis, Fam\u00edlias Franciscanas e a Comunidade romana de Santo Eg\u00eddio.<\/p>\n<p>No encontro ecum\u00eanico realizado na Bas\u00edlica Inferior de Assis, antes do Papa Francisco pronunciaram-se o Arcebispo de Cantu\u00e1ria e o Patriarca Ecum\u00eanico de Constantinopla.<br \/>\nO Primaz da Igreja Anglicana, Justin Welby, afirmou vivermos em um mundo que tem dificuldade em distinguir aquilo que custa daquilo que vale, e a resposta que nos d\u00e1 Cristo, \u00e9 que o recebamos livremente, mesmo acreditando que somos ricos.<\/p>\n<p>Deus \u2013 disse Welby &#8211; nos oferece a riqueza verdadeira, aquela que nos preenche, e recordou que Ele nos chama a escutar \u2013 por meio da voz dos abandonados e dos mais pobres; nos chama a comer, antes de tudo na Eucaristia, onde encontramos mais do que podemos imaginar para nos tornarmos generosos; nos chama a ir de encontro a Jesus na sua miseric\u00f3rdia e nos chama a confiar, de que a miseric\u00f3rdia de Deus seja suficiente, e assim, respondendo a estes chamados, nos sentiremos alimentados como Ele nos promete, e recebendo a miseric\u00f3rdia e a paz, nos tornamos mensageiros de miseric\u00f3rdia e de paz, com a\u00e7\u00f5es reveladoras de miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s tomou a palavra o Patriarca Ecum\u00eanico de Constantinopla, que ressaltou que hoje, \u00e9 pedido aos crist\u00e3os um testemunho de comunh\u00e3o e para oferecer a paz ao outro, ao diferente, ao distante, ao desconhecido, \u00e9 necess\u00e1rio o testemunho real, que \u00e9 o mart\u00edrio.<\/p>\n<p>Para podermos gritar \u201cVem Senhor Jesus\u201d aos irm\u00e3os sedentos de paz &#8211; observou Bartolomeu I \u2013 devemos atravessar a metan\u00f3ia, &#8220;uma convers\u00e3o intr\u00ednseca, uma mudan\u00e7a radical de mentalidade, um profundo arrependimento&#8221; e \u201csermos capazes, como crist\u00e3os, de colocar em pr\u00e1tica aquilo que em s\u00edntese nos chama a fazer o Livro do Apocalipse: Escuta, Convers\u00e3o e Testemunho Prof\u00e9tico\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEscuta\u201d, \u00e9 a capacidade de ouvir o grito de Deus para a humanidade e ouvir o grito de nosso pr\u00f3ximo, mas para ouvir, devemos aprender a saborear o sil\u00eancio, que deve permear a nossa vida , nos colocar em rela\u00e7\u00e3o com Deus e com os irm\u00e3os, que nos liberta de toda cadeia, engano e inquieta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cConvers\u00e3o\u201d, ou seja, a capacidade de levar o cora\u00e7\u00e3o e mente a mudar de rota, a convergir somente para Ele. A metan\u00f3ia, portanto, como passagem obrigat\u00f3ria para purificar a mem\u00f3ria para vencer o mal que aflige a humanidade, esta doen\u00e7a espiritual, tortuosa, que quer afastar o todo do turo, antes que oferecer a a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as eucar\u00edstica.<\/p>\n<p>\u201cTestemunho Prof\u00e9tico\u201d, como a presen\u00e7a no Encontro em Assis. E para que o testemunho dos crist\u00e3o seja prof\u00e9tico, \u201cdeve existir uma verdadeira \u03ba\u03bf\u03b9\u03bd\u03c9\u03bd\u03af\u03b1, ent\u00e3o, poderemos oferecer \u00e1gua viva a quem tem sede, \u00e1gua que n\u00e3o tem fim, \u00e1gua de paz em um mundo sem paz, \u00e1gua que \u00e9 profecia e todos que ouvir\u00e3o Jesus que dir\u00e1 tr\u00eas vezes \u201cSim, voltarei logo!\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 no in\u00edcio do discurso,\u00a0o Papa Francisco lembrou que todos se encontravam reunidos em Assis como peregrinos \u00e0 procura da paz, movidos pelo desejo de testemunhar a paz, sobretudo pela necessidade de rezar pela paz, \u201cporque a paz \u00e9 dom de Deus e cabe a n\u00f3s invoca-la, acolh\u00ea-la e constru\u00ed-la cada dia com a sua ajuda\u201d, frisou.<\/p>\n<p>\u201cSair, p\u00f4r-se a caminho, encontrar-se em conjunto, trabalhar pela paz: n\u00e3o s\u00e3o movimentos apenas f\u00edsicos, mas sobretudo da alma\u201d, acrescentou; \u201cs\u00e3o respostas espirituais concretas para superar os fechamentos, abrindo-se a Deus e aos irm\u00e3os. \u00c9 Deus que no-lo pede, exortando-nos a enfrentar a grande doen\u00e7a do nosso tempo: a indiferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Em seguida, o Pont\u00edfice caracterizou essa grande enfermidade: \u201c\u00c9 um v\u00edrus que paralisa, torna inertes e insens\u00edveis, um morbo que afeta o pr\u00f3prio centro da religiosidade produzindo um novo e trist\u00edssimo paganismo: o paganismo da indiferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos ficar indiferentes. Hoje o mundo tem uma sede ardente de paz. Em muitos pa\u00edses, sofre-se por guerras, tantas vezes esquecidas, mas sempre causa de sofrimento e pobreza\u201d, disse Francisco, lembrando sua visita \u00e0 ilha grega de Lesbos (16 de abril passado), na qual viu nos olhos dos refugiados o sofrimento da guerra, a ang\u00fastia de povos sedentos de paz.<\/p>\n<p>\u201cPenso em fam\u00edlias, cuja vida foi transtornada; nas crian\u00e7as, que na vida s\u00f3 conheceram viol\u00eancia; nos idosos, for\u00e7ados a deixar as suas terras: todos eles t\u00eam uma grande sede de paz. N\u00e3o queremos que estas trag\u00e9dias caiam no esquecimento. Desejamos dar voz em conjunto a quantos sofrem, a quantos se encontram sem voz e sem escuta. Eles sabem bem \u2013 muitas vezes melhor do que os poderosos \u2013 que n\u00e3o h\u00e1 qualquer amanh\u00e3 na guerra e que a viol\u00eancia das armas destr\u00f3i a alegria da vida.\u201d<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o temos armas; mas acreditamos na for\u00e7a mansa e humilde da ora\u00e7\u00e3o. Neste dia, a sede de paz fez-se implora\u00e7\u00e3o a Deus, para que cessem guerras, terrorismo e viol\u00eancias\u201d, disse ainda o Santo Padre.<\/p>\n<p>A paz que invocamos, a partir de Assis, n\u00e3o \u00e9 um simples protesto contra a guerra, nem \u00e9 sequer \u00abo resultado de negocia\u00e7\u00f5es, de compromissos pol\u00edticos ou de acordos econ\u00f4micos, mas o resultado da ora\u00e7\u00e3o\u00bb, acrescentou Francisco citando palavras Jo\u00e3o Paulo II no Encontro de Ora\u00e7\u00e3o pela Paz de 30 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u201cProcuramos em Deus, fonte da comunh\u00e3o, a \u00e1gua cristalina da paz, de que est\u00e1 sedenta a humanidade: essa \u00e1gua n\u00e3o pode brotar dos desertos do orgulho e dos interesses de parte, das terras \u00e1ridas do lucro a todo o custo e do com\u00e9rcio das armas.\u201d<\/p>\n<p>Dirigindo-se aos l\u00edderes religiosos, o Papa lembrou que nossas tradi\u00e7\u00f5es religiosas s\u00e3o diversas. \u201cMas para n\u00f3s, a diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 motivo de conflito, de pol\u00eamica ou de frio distanciamento\u201d, observou.<\/p>\n<p>\u201cHoje n\u00e3o rezamos uns contra os outros, como \u00e0s vezes infelizmente se deu na Hist\u00f3ria. Ao contr\u00e1rio, sem sincretismos nem relativismos, rezamos uns ao lado dos outros, uns pelos outros.\u201d<br \/>\n\u201cContinuando o caminho iniciado h\u00e1 trinta anos em Assis, onde permanece viva a mem\u00f3ria daquele homem de Deus e de paz que foi S\u00e3o Francisco, \u00abuma vez mais n\u00f3s, aqui reunidos, afirmamos que quem recorre \u00e0 religi\u00e3o para fomentar a viol\u00eancia contradiz a sua inspira\u00e7\u00e3o mais aut\u00eantica e profunda\u00bb.\u201d<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o nos cansamos de repetir que o nome de Deus nunca pode justificar a viol\u00eancia. S\u00f3 a paz \u00e9 santa; n\u00e3o a guerra!\u201d, exclamou o Papa.<\/p>\n<p>Francisco ressaltou que a ora\u00e7\u00e3o e a vontade de colaborar comprometem uma paz verdadeira, n\u00e3o ilus\u00f3ria: \u201cn\u00e3o a tranquilidade de quem esquiva as dificuldades e vira a cara para o lado, se os seus interesses n\u00e3o forem atingidos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o o cinismo de quem se lava as m\u00e3os dos problemas alheios; n\u00e3o a abordagem virtual de quem julga tudo e todos no teclado dum computador, sem abrir os olhos \u00e0s necessidades dos irm\u00e3os nem sujar as m\u00e3os em prol de quem passa necessidade\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s afirmar ser a paz um fio de esperan\u00e7a que liga a terra ao c\u00e9u, o Pont\u00edfice disse tratar-se de uma palavra t\u00e3o simples e ao mesmo tempo t\u00e3o dif\u00edcil. Paz quer dizer perd\u00e3o, acolhimento, colabora\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o, disse.<\/p>\n<p>Concluindo, o Papa lembrou que nosso futuro \u00e9 viver juntos. \u201cPor isso, somos chamados a libertar-nos dos fardos pesados da desconfian\u00e7a, dos fundamentalismos e do \u00f3dio\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s, como Chefes religiosos, temos a obriga\u00e7\u00e3o de ser pontes s\u00f3lidas de di\u00e1logo, mediadores criativos de paz. Dirigimo-nos tamb\u00e9m \u00e0queles que det\u00eam a responsabilidade mais alta no servi\u00e7o dos povos, aos l\u00edderes das na\u00e7\u00f5es, pedindo-lhes que n\u00e3o se cansem de procurar e promover caminhos de paz, olhando para al\u00e9m dos interesses de parte e do momento.\u201d<\/p>\n<p>A paz \u00e9 uma responsabilidade universal, lembrou Francisco, fazendo uma exorta\u00e7\u00e3o: \u201cAssumamos esta responsabilidade, reafirmemos hoje o nosso sim a ser, juntos, construtores da paz que Deus quer e de que a humanidade est\u00e1 sedenta.\u201d<\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong>Confira na \u00edntegra a medita\u00e7\u00e3o do Papa no momento de ora\u00e7\u00e3o\u00a0com as lideran\u00e7as crist\u00e3s na Bas\u00edlica S\u00e3o Francisco de Assis:<\/strong><\/h2>\n<p>\u00c0 vista de Jesus crucificado, ressoam tamb\u00e9m para n\u00f3s as suas palavras: \u00abTenho sede!\u00bb (Jo 19, 28). A sede \u00e9, ainda mais do que a fome, a necessidade extrema do ser humano, mas representa tamb\u00e9m a sua extrema mis\u00e9ria. Assim contemplamos o mist\u00e9rio do Deus Alt\u00edssimo, que Se tornou, por miseric\u00f3rdia, miser\u00e1vel entre os homens.<\/p>\n<p>De que tem sede o Senhor? Certamente de \u00e1gua, elemento essencial para a vida; mas sobretudo de amor, elemento n\u00e3o menos essencial para se viver. Tem sede de nos dar a \u00e1gua viva do seu amor, mas tamb\u00e9m de receber o nosso amor. O profeta Jeremias expressou o comprazimento de Deus pelo nosso amor: \u00abRecordo-Me da tua fidelidade no tempo da tua juventude, dos amores do tempo do teu noivado\u00bb (Jr 2, 2). Mas deu voz tamb\u00e9m ao sofrimento divino, quando o homem, ingrato, abandonou o amor, quando \u2013 parece dizer tamb\u00e9m hoje o Senhor \u2013 \u00abMe abandonou a Mim, nascente de \u00e1guas vivas, e construiu cisternas para si, cisternas rotas, que n\u00e3o podem reter as \u00e1guas\u00bb (Jr 2, 13). \u00c9 o drama do \u00abcora\u00e7\u00e3o \u00e1rido\u00bb, do amor n\u00e3o correspondido; um drama que se renova no Evangelho, quando, \u00e0 sede de Jesus, o homem responde com vinagre, que \u00e9 vinho estragado. Como profeticamente lamentou o salmista, \u00abderam-me (\u2026) vinagre, quando tive sede\u00bb (Sal 69\/68, 22).<\/p>\n<p>\u00abO Amor n\u00e3o \u00e9 amado\u00bb: tal era, segundo algumas cr\u00f4nicas, a realidade que turvava S\u00e3o Francisco de Assis. Por amor do Senhor que sofre, n\u00e3o se envergonhava de chorar e lamentar-se em voz alta (cf. Fontes Franciscanas, n. 1413). Esta mesma realidade nos deve estar a peito ao contemplarmos Deus crucificado, sedento de amor. Madre Teresa de Calcut\u00e1 quis que, nas capelas de cada comunidade, estivesse escrito perto do Crucifixo: \u00abTenho sede\u00bb. Apagar a sede de amor de Jesus na cruz, atrav\u00e9s do servi\u00e7o aos mais pobres dos pobres, foi a sua resposta. Na verdade, o Senhor \u00e9 saciado pelo nosso amor compassivo; \u00e9 consolado quando, em nome d\u2019Ele, nos inclinamos sobre as mis\u00e9rias alheias. No Ju\u00edzo, chamar\u00e1 \u00abbenditos\u00bb aqueles que deram de beber a quem tinha sede, aqueles que ofereceram amor concreto a quem estava necessitado: \u00abSempre que fizestes isto a um destes meus irm\u00e3os mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes\u00bb (Mt 25, 40).<\/p>\n<p>As palavras de Jesus interpelam-nos, pedem acolhimento no cora\u00e7\u00e3o e resposta com a vida. Na sua exclama\u00e7\u00e3o \u00abtenho sede\u00bb, podemos ouvir a voz dos que sofrem, o grito escondido dos pequenos inocentes a quem \u00e9 negada a luz deste mundo, a s\u00faplica instante dos pobres e dos mais necessitados de paz. Imploram paz as v\u00edtimas das guerras que poluem os povos de \u00f3dio e a terra de armas; imploram paz os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s que vivem sob a amea\u00e7a dos bombardeamentos ou s\u00e3o for\u00e7ados a deixar a casa e emigrar para o desconhecido, despojados de tudo. Todos eles s\u00e3o irm\u00e3os e irm\u00e3s do Crucificado, pequeninos do seu Reino, membros feridos e sedentos da sua carne. T\u00eam sede. Mas, frequentemente, \u00e9-lhes dado, como a Jesus, o vinagre amargo da rejei\u00e7\u00e3o. Quem os ouve? Quem se preocupa em responder-lhes? Deparam-se muitas vezes com o sil\u00eancio ensurdecedor da indiferen\u00e7a, o ego\u00edsmo de quem se sente incomodado, a frieza de quem apaga o seu grito de ajuda com mesma facilidade com que muda de canal na televis\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0 vista de Cristo crucificado, \u00abpoder e sabedoria de Deus\u00bb (1 Cor 1, 24), n\u00f3s, crist\u00e3os, somos chamados a contemplar o mist\u00e9rio do Amor n\u00e3o amado e a derramar miseric\u00f3rdia sobre o mundo. Na cruz, \u00e1rvore de vida, o mal foi transformado em bem; tamb\u00e9m n\u00f3s, disc\u00edpulos do Crucificado, somos chamados a ser \u00ab\u00e1rvores de vida\u00bb, que absorvem a polui\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a e restituem ao mundo o oxig\u00e9nio do amor. Do lado de Cristo, na cruz, saiu \u00e1gua, s\u00edmbolo do Esp\u00edrito que d\u00e1 a vida (cf. Jo 19, 34); do mesmo modo saia de n\u00f3s, seus fi\u00e9is, compaix\u00e3o por todos os sedentos de hoje.<br \/>\nComo a Maria ao p\u00e9 da cruz, conceda-nos o Senhor estar unidos a Ele e pr\u00f3ximos de quem sofre. Aproximando-nos de quantos vivem hoje como crucificados e tirando a for\u00e7a de amar do Crucificado Ressuscitado, crescer\u00e3o ainda mais a harmonia e a comunh\u00e3o entre n\u00f3s. \u00abCom efeito, Ele \u00e9 a nossa paz\u00bb (Ef 2, 14), Ele que veio anunciar a paz \u00e0queles que estavam perto e aos que estavam longe (cf. Ef 2, 17). Ele nos guarde a todos no amor e nos congregue na unidade, para a qual estamos a caminho, a fim de nos tornarmos o que Ele deseja: \u00abum s\u00f3\u00bb (Jo 17, 21).<\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong>Confira na \u00edntegra o discurso durante a cerim\u00f4nia interreligiosa:<\/strong><\/h2>\n<p>Vossas Santidades,<br \/>\nIlustres Representantes das Igrejas, Comunidades crist\u00e3s e Religi\u00f5es,<br \/>\nAmados irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/p>\n<p>Com grande respeito e afeto vos sa\u00fado e agrade\u00e7o a vossa presen\u00e7a. Agrade\u00e7o \u00e0 Comunidade de Santo Eg\u00eddio, \u00e0 diocese de Assis e \u00e0s Fam\u00edlias Franciscanas que prepararam esta jornada de ora\u00e7\u00e3o. Viemos a Assis como peregrinos \u00e0 procura de paz. Trazemos conosco e colocamos diante de Deus os anseios e as ang\u00fastias de muitos povos e pessoas. Temos sede de paz, temos o desejo de testemunhar a paz, temos sobretudo necessidade de rezar pela paz, porque a paz \u00e9 dom de Deus e cabe a n\u00f3s invoc\u00e1-la, acolh\u00ea-la e constru\u00ed-la cada dia com a sua ajuda.<\/p>\n<p>\u00abFelizes os pacificadores\u00bb (Mt 5, 9). Muitos de v\u00f3s percorreram um longo caminho para chegar a este lugar aben\u00e7oado. Sair, p\u00f4r-se a caminho, encontrar-se em conjunto, trabalhar pela paz: n\u00e3o s\u00e3o movimentos apenas f\u00edsicos, mas sobretudo da alma; s\u00e3o respostas espirituais concretas para superar os fechamentos, abrindo-se a Deus e aos irm\u00e3os. \u00c9 Deus que no-lo pede, exortando-nos a enfrentar a grande doen\u00e7a do nosso tempo: a indiferen\u00e7a. \u00c9 um v\u00edrus que paralisa, torna inertes e insens\u00edveis, um morbo que afeta o pr\u00f3prio centro da religiosidade produzindo um novo e trist\u00edssimo paganismo: o paganismo da indiferen\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos ficar indiferentes. Hoje o mundo tem uma sede ardente de paz. Em muitos pa\u00edses, sofre-se por guerras, tantas vezes esquecidas, mas sempre causa de sofrimento e pobreza. Em Lesbos, com o querido Patriarca Ecum\u00eanico Bartolomeu, vimos nos olhos dos refugiados o sofrimento da guerra, a ang\u00fastia de povos sedentos de paz. Penso em fam\u00edlias, cuja vida foi transtornada; nas crian\u00e7as, que na vida s\u00f3 conheceram viol\u00eancia; nos idosos, for\u00e7ados a deixar as suas terras: todos eles t\u00eam uma grande sede de paz. N\u00e3o queremos que estas trag\u00e9dias caiam no esquecimento. Desejamos dar voz em conjunto a quantos sofrem, a quantos se encontram sem voz e sem escuta. Eles sabem bem \u2013 muitas vezes melhor do que os poderosos \u2013 que n\u00e3o h\u00e1 qualquer amanh\u00e3 na guerra e que a viol\u00eancia das armas destr\u00f3i a alegria da vida.<\/p>\n<p>N\u00f3s n\u00e3o temos armas; mas acreditamos na for\u00e7a mansa e humilde da ora\u00e7\u00e3o. Neste dia, a sede de paz fez-se implora\u00e7\u00e3o a Deus, para que cessem guerras, terrorismo e viol\u00eancias. A paz que invocamos, a partir de Assis, n\u00e3o \u00e9 um simples protesto contra a guerra, nem \u00e9 sequer \u00abo resultado de negocia\u00e7\u00f5es, de compromissos pol\u00edticos ou de acordos econ\u00f4micos, mas o resultado da ora\u00e7\u00e3o\u00bb [Jo\u00e3o Paulo II, Discurso, Bas\u00edlica de Santa Maria dos Anjos, 27 de outubro de 1986, 1:<em> Insegnamenti<\/em> IX\/2 (1986), 1252]. Procuramos em Deus, fonte da comunh\u00e3o, a \u00e1gua cristalina da paz, de que est\u00e1 sedenta a humanidade: essa \u00e1gua n\u00e3o pode brotar dos desertos do orgulho e dos interesses de parte, das terras \u00e1ridas do lucro a todo o custo e do com\u00e9rcio das armas.<\/p>\n<p>Diversas s\u00e3o as nossas tradi\u00e7\u00f5es religiosas. Mas, para n\u00f3s, a diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 motivo de conflito, de pol\u00eamica ou de frio distanciamento. Hoje n\u00e3o rezamos uns contra os outros, como \u00e0s vezes infelizmente sucedeu na Hist\u00f3ria. Ao contr\u00e1rio, sem sincretismos nem relativismos, rezamos uns ao lado dos outros, uns pelos outros. S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II disse neste mesmo lugar: \u00abTalvez nunca antes na hist\u00f3ria da humanidade, como agora, o la\u00e7o intr\u00ednseco que existe entre uma atitude autenticamente religiosa e o grande bem da paz se tenha tornado evidente a todos\u00bb (Discurso, Pra\u00e7a inferior da Bas\u00edlica de S\u00e3o Francisco, 27 de outubro de 1986, 6: o. c., 1268). Continuando o caminho iniciado h\u00e1 trinta anos em Assis, onde permanece viva a mem\u00f3ria daquele homem de Deus e de paz que foi S\u00e3o Francisco, \u00abuma vez mais n\u00f3s, aqui reunidos, afirmamos que quem recorre \u00e0 religi\u00e3o para fomentar a viol\u00eancia contradiz a sua inspira\u00e7\u00e3o mais aut\u00eantica e profunda\u00bb [Jo\u00e3o Paulo II, Discurso aos Representantes das Religi\u00f5es, Assis, 24 de janeiro de 2002, 4: <em>Insegnamenti<\/em> XXV\/1 (2002), 104], que qualquer forma de viol\u00eancia n\u00e3o representa \u00aba verdadeira natureza da religi\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 a sua deturpa\u00e7\u00e3o e contribui para a sua destrui\u00e7\u00e3o\u00bb [Bento XVI, Interven\u00e7\u00e3o na jornada de reflex\u00e3o, di\u00e1logo e ora\u00e7\u00e3o pela paz e a justi\u00e7a no mundo, Assis, 27 de outubro de 2011: <em>Insegnamenti<\/em> VII\/2 (2011), 512]. N\u00e3o nos cansamos de repetir que o nome de Deus nunca pode justificar a viol\u00eancia. S\u00f3 a paz \u00e9 santa. S\u00f3 a paz \u00e9 santa; n\u00e3o a guerra!<\/p>\n<p>Hoje imploramos o santo dom da paz. Rezamos para que as consci\u00eancias se mobilizem para defender a sacralidade da vida humana, promover a paz entre os povos e salvaguardar a cria\u00e7\u00e3o, nossa casa comum. A ora\u00e7\u00e3o e a colabora\u00e7\u00e3o concreta ajudam a n\u00e3o ficar bloqueados nas l\u00f3gicas do conflito e a rejeitar as atitudes rebeldes de quem sabe apenas protestar e irar-se. A ora\u00e7\u00e3o e a vontade de colaborar comprometem a uma paz verdadeira, n\u00e3o ilus\u00f3ria: n\u00e3o a tranquilidade de quem esquiva as dificuldades e vira a cara para o lado, se os seus interesses n\u00e3o forem afetados; n\u00e3o o cinismo de quem se lava as m\u00e3os dos problemas alheios; n\u00e3o a abordagem virtual de quem julga tudo e todos no teclado dum computador, sem abrir os olhos \u00e0s necessidades dos irm\u00e3os nem sujar as m\u00e3os em prol de quem passa necessidade. A nossa estrada \u00e9 mergulhar nas situa\u00e7\u00f5es e dar o primeiro lugar aos que sofrem; assumir os conflitos e san\u00e1-los a partir de dentro; percorrer com coer\u00eancia caminhos de bem, recusando os atalhos do mal; empreender pacientemente, com a ajuda de Deus e a boa vontade, processos de paz.<\/p>\n<p>Paz, um fio de esperan\u00e7a que liga a terra ao c\u00e9u, uma palavra t\u00e3o simples e ao mesmo tempo t\u00e3o dif\u00edcil. Paz quer dizer Perd\u00e3o que, fruto da convers\u00e3o e da ora\u00e7\u00e3o, nasce de dentro e, em nome de Deus, torna poss\u00edvel curar as feridas do passado. Paz significa Acolhimento, disponibilidade para o di\u00e1logo, supera\u00e7\u00e3o dos fechamentos, que n\u00e3o s\u00e3o estrat\u00e9gias de seguran\u00e7a, mas pontes sobre o vazio. Paz quer dizer Colabora\u00e7\u00e3o, interc\u00e2mbio vivo e concreto com o outro, que constitui um dom e n\u00e3o um problema, um irm\u00e3o com quem tentar construir um mundo melhor. Paz significa Educa\u00e7\u00e3o: uma chamada a aprender todos os dias a arte dif\u00edcil da comunh\u00e3o, a adquirir a cultura do encontro, purificando a consci\u00eancia de qualquer tenta\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia e rigidez, contr\u00e1rias ao nome de Deus e \u00e0 dignidade do ser humano.<\/p>\n<p>N\u00f3s aqui, juntos e em paz, cremos e esperamos num mundo fraterno. Desejamos que homens e mulheres de religi\u00f5es diferentes se re\u00fanam e criem conc\u00f3rdia em todo o lado, especialmente onde h\u00e1 conflitos. O nosso futuro \u00e9 viver juntos. Por isso, somos chamados a libertar-nos dos fardos pesados da desconfian\u00e7a, dos fundamentalismos e do \u00f3dio. Que os crentes sejam artes\u00e3os de paz na invoca\u00e7\u00e3o a Deus e na a\u00e7\u00e3o em prol do ser humano! E n\u00f3s, como Chefes religiosos, temos a obriga\u00e7\u00e3o de ser pontes s\u00f3lidas de di\u00e1logo, mediadores criativos de paz. Dirigimo-nos tamb\u00e9m \u00e0queles que det\u00eam a responsabilidade mais alta no servi\u00e7o dos povos, aos l\u00edderes das na\u00e7\u00f5es, pedindo-lhes que n\u00e3o se cansem de procurar e promover caminhos de paz, olhando para al\u00e9m dos interesses de parte e do momento: n\u00e3o caiam no vazio o apelo de Deus \u00e0s consci\u00eancias, o grito de paz dos pobres e os anseios bons das gera\u00e7\u00f5es jovens. Aqui, h\u00e1 trinta anos, S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II disse: \u00abA paz \u00e9 um canteiro de obras aberto a todos e n\u00e3o s\u00f3 aos especialistas, aos s\u00e1bios e aos estrategistas. A paz \u00e9 uma responsabilidade universal\u00bb (Discurso, Pra\u00e7a inferior da Bas\u00edlica de S\u00e3o Francisco, 27 de outubro de 1986, 7: o. c., 1269). Irm\u00e3s e irm\u00e3os, assumamos esta responsabilidade, reafirmemos hoje o nosso sim a ser, juntos, construtores da paz que Deus quer e de que a humanidade est\u00e1 sedenta.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Na cerim\u00f4nia de conclus\u00e3o do encontro em Assis e depois do discurso do Papa na Pra\u00e7a de S\u00e3o Francisco, no final da tarde desta ter\u00e7a-feira (20), foi respeitado um minuto de sil\u00eancio em mem\u00f3ria das v\u00edtimas das guerras e do terrorismo em todo o mundo. Em seguida, um representante do budismo japon\u00eas leu o Apelo pela Paz para toda a assembleia que acompanhava o encerramento.<br \/>\nUm grupo de crian\u00e7as, ent\u00e3o, recebeu uma c\u00f3pia do documento que ser\u00e1 doada para os representantes de pa\u00edses de todo o planeta no sentido de frutificar a mensagem de Assis no mundo. Para representar o momento, Papa Francisco fez a entrega do Apelo pela Paz envolvido num ramo de oliveira \u2013 s\u00edmbolo da paz \u2013 a uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia da cerim\u00f4nia, o Santo Padre foi quem come\u00e7ou a acender o candelabro para iluminar para a esperan\u00e7a e tamb\u00e9m foi o primeiro a assinar o documento. E, assim, sucessivamente, os representantes religiosos tamb\u00e9m acenderam as suas velas para compor o candelabro, e assinaram o apelo conjunto, acreditando nesse ato concreto de miseric\u00f3rdia, compartilhado em um grande abra\u00e7o humanit\u00e1rio pela paz.<\/p>\n<p>No texto do Apelo pela Paz, as primeiras refer\u00eancias remontam o ano de 1986 quando, a convite do Papa Jo\u00e3o Paulo II, o encontro inter-religioso abra\u00e7ou homens e mulheres de diferentes religi\u00f5es e provenientes do mundo todo para \u201cafirmar o v\u00ednculo indivis\u00edvel entre o grande bem da paz e uma aut\u00eantica atitude religiosa\u201d.<\/p>\n<p><strong>Com a guerra, todos perdem, incluindo os vencedores<\/strong><br \/>\n\u201cDaquele evento hist\u00f3rico, teve in\u00edcio uma longa peregrina\u00e7\u00e3o que, tocando muitas cidades do mundo, envolveu in\u00fameros crentes no di\u00e1logo e na ora\u00e7\u00e3o pela paz; uniu sem confundir, gerando amizades inter-religiosas s\u00f3lidas e contribuindo para extinguir n\u00e3o poucos conflitos. Este \u00e9 o esp\u00edrito que nos anima: realizar o encontro no di\u00e1logo, opor-se a todas as formas de viol\u00eancia e abuso da religi\u00e3o para justificar a guerra e o terrorismo. E todavia, nos anos intercorridos, ainda muitos povos foram dolorosamente feridos pela guerra. Nem sempre se compreendeu que a guerra piora o mundo, deixando um legado de sofrimentos e \u00f3dios. Com a guerra, todos perdem, incluindo os vencedores.\u201d<\/p>\n<p><strong>A ora\u00e7\u00e3o protege o mundo<\/strong><br \/>\nO apelo, ent\u00e3o, para que a ora\u00e7\u00e3o pela paz seja un\u00edssona e instrumento de concilia\u00e7\u00e3o e amor diante dos conflitos atuais que assolam o mundo:<br \/>\n\u201cDirigimos a nossa ora\u00e7\u00e3o a Deus, para que d\u00ea a paz ao mundo. Reconhecemos a necessidade de rezar constantemente pela paz, porque a ora\u00e7\u00e3o protege o mundo e ilumina-o. A paz \u00e9 o nome de Deus. Quem invoca o nome de Deus para justificar o terrorismo, a viol\u00eancia e a guerra, n\u00e3o caminha pela estrada d\u2019Ele: a guerra em nome da religi\u00e3o torna-se uma guerra contra a pr\u00f3pria religi\u00e3o. Por isso, com firme convic\u00e7\u00e3o, reiteramos que a viol\u00eancia e o terrorismo se op\u00f5em ao verdadeiro esp\u00edrito religioso.\u201d<\/p>\n<p><strong>Um tempo novo, uma fam\u00edlia de povos<\/strong><br \/>\nO respeito \u00e0 pluralidade para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade de paz tamb\u00e9m se faz presente no Apelo pela Paz, com pensamento especial a quem sofre por causa da guerra: os pobres, as crian\u00e7as, os jovens, as mulheres. E \u00e9 com eles que se clama: \u201cN\u00e3o \u00e0 guerra!\u201d, n\u00e3o cair no vazio o grito de dor de tantos inocentes. O Apelo implora \u201caos Respons\u00e1veis das na\u00e7\u00f5es que sejam desativados os moventes das guerras: a ambi\u00e7\u00e3o de poder e dinheiro, a gan\u00e2ncia de quem trafica armas, os interesses de parte, as vingan\u00e7as pelo passado\u201d e que \u201ccres\u00e7a o esfor\u00e7o concreto para remover as causas subjacentes aos conflitos: as situa\u00e7\u00f5es de pobreza, injusti\u00e7a e desigualdade, a explora\u00e7\u00e3o e o desprezo da vida humana\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAbra-se, finalmente, um tempo novo, em que o mundo globalizado se torne uma fam\u00edlia de povos. Implemente-se a responsabilidade de construir uma paz verdadeira, que esteja atenta \u00e0s necessidades aut\u00eanticas das pessoas e dos povos, que impe\u00e7a os conflitos atrav\u00e9s da colabora\u00e7\u00e3o, que ven\u00e7a os \u00f3dios e supere as barreiras por meio do encontro e do di\u00e1logo. Nada se perde, ao praticar efetivamente o di\u00e1logo. Nada \u00e9 imposs\u00edvel, se nos dirigimos a Deus na ora\u00e7\u00e3o. Todos podem ser artes\u00e3os de paz; a partir de Assis, renovamos com convic\u00e7\u00e3o o nosso compromisso de o sermos, com a ajuda de Deus, juntamente com todos os homens e mulheres de boa vontade.\u201d<\/p>\n<hr \/>\n<h2>Confira o texto na \u00edntegra:<br \/>\n<strong>Apelo pela Paz (Assis, 20 de setembro de 2016)<\/strong><\/h2>\n<p>Homens e mulheres de diferentes religi\u00f5es, congregamo-nos, como peregrinos, na cidade de S\u00e3o Francisco. Aqui em 1986, h\u00e1 trinta anos, a convite do Papa Jo\u00e3o Paulo II, reuniram-se Representantes religiosos de todo o mundo, pela primeira vez de modo t\u00e3o participado e solene, para afirmar o v\u00ednculo indivis\u00edvel entre o grande bem da paz e uma aut\u00eantica atitude religiosa. Daquele evento hist\u00f3rico, teve in\u00edcio uma longa peregrina\u00e7\u00e3o que, tocando muitas cidades do mundo, envolveu in\u00fameros crentes no di\u00e1logo e na ora\u00e7\u00e3o pela paz; uniu sem confundir, gerando amizades inter-religiosas s\u00f3lidas e contribuindo para extinguir n\u00e3o poucos conflitos. Este \u00e9 o esp\u00edrito que nos anima: realizar o encontro no di\u00e1logo, opor-se a todas as formas de viol\u00eancia e abuso da religi\u00e3o para justificar a guerra e o terrorismo. E todavia, nos anos intercorridos, ainda muitos povos foram dolorosamente feridos pela guerra. Nem sempre se compreendeu que a guerra piora o mundo, deixando um legado de sofrimentos e \u00f3dios. Com a guerra, todos perdem, incluindo os vencedores.<\/p>\n<p>Dirigimos a nossa ora\u00e7\u00e3o a Deus, para que d\u00ea a paz ao mundo. Reconhecemos a necessidade de rezar constantemente pela paz, porque a ora\u00e7\u00e3o protege o mundo e ilumina-o. A paz \u00e9 o nome de Deus. Quem invoca o nome de Deus para justificar o terrorismo, a viol\u00eancia e a guerra, n\u00e3o caminha pela estrada d\u2019Ele: a guerra em nome da religi\u00e3o torna-se uma guerra contra a pr\u00f3pria religi\u00e3o. Por isso, com firme convic\u00e7\u00e3o, reiteramos que a viol\u00eancia e o terrorismo se op\u00f5em ao verdadeiro esp\u00edrito religioso.<\/p>\n<p>Colocamo-nos \u00e0 escuta da voz dos pobres, das crian\u00e7as, das gera\u00e7\u00f5es jovens, das mulheres e de tantos irm\u00e3os e irm\u00e3s que sofrem por causa da guerra; com eles, bradamos: N\u00e3o \u00e0 guerra! N\u00e3o caia no vazio o grito de dor de tantos inocentes. Imploramos aos Respons\u00e1veis das na\u00e7\u00f5es que sejam desativados os moventes das guerras: a ambi\u00e7\u00e3o de poder e dinheiro, a gan\u00e2ncia de quem trafica armas, os interesses de parte, as vingan\u00e7as pelo passado. Cres\u00e7a o esfor\u00e7o concreto por remover as causas subjacentes aos conflitos: as situa\u00e7\u00f5es de pobreza, injusti\u00e7a e desigualdade, a explora\u00e7\u00e3o e o desprezo da vida humana.<\/p>\n<p>Abra-se, finalmente, um tempo novo, em que o mundo globalizado se torne uma fam\u00edlia de povos. Implemente-se a responsabilidade de construir uma paz verdadeira, que esteja atenta \u00e0s necessidades aut\u00eanticas das pessoas e dos povos, que impe\u00e7a os conflitos atrav\u00e9s da colabora\u00e7\u00e3o, que ven\u00e7a os \u00f3dios e supere as barreiras por meio do encontro e do di\u00e1logo. Nada se perde, ao praticar efetivamente o di\u00e1logo. Nada \u00e9 imposs\u00edvel, se nos dirigimos a Deus na ora\u00e7\u00e3o. Todos podem ser artes\u00e3os de paz; a partir de Assis, renovamos com convic\u00e7\u00e3o o nosso compromisso de o sermos, com a ajuda de Deus, juntamente com todos os homens e mulheres de boa vontade.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>R\u00e1dio Vaticano | Foto: L&#8217;Osservatore Romano<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Papa em Assis<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":199477,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1428],"tags":[1684],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Papa: &quot;Somente a paz \u00e9 santa, n\u00e3o a guerra&quot; - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/papa-francisco-em-assis-somente-a-paz-e-santa-nao-a-guerra.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Papa: &quot;Somente a paz \u00e9 santa, n\u00e3o a guerra&quot; - 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