{"id":113375,"date":"2016-08-04T13:20:26","date_gmt":"2016-08-04T16:20:26","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=113375"},"modified":"2020-06-09T16:08:15","modified_gmt":"2020-06-09T19:08:15","slug":"o-perdao-de-assis-continua-a-gerar-o-paraiso-oito-seculos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/o-perdao-de-assis-continua-a-gerar-o-paraiso-oito-seculos-depois.html","title":{"rendered":"O perd\u00e3o pode renovar a Igreja e o mundo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/papa_830.jpg\" alt=\"papa_830\" width=\"830\" height=\"360\" \/><\/p>\n<p><strong>Assis<\/strong> \u2013 \u201cA via mestra para alcan\u00e7ar o tal lugar no Para\u00edso \u00e9, sem d\u00favida, a estrada do perd\u00e3o. E aqui, na Porci\u00fancula, tudo fala de perd\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito dos 800 anos da Festa do Perd\u00e3o de Assis, Francisco dedicou a tarde desta quinta-feira (04\/08) para rezar na Porci\u00fancula, local que passou a ter um grande significado na vida de S\u00e3o Francisco e posteriormente considerada \u201ccabe\u00e7a e m\u00e3e dos Frades Menores\u201d.<\/p>\n<p>\u201dUma peregrina\u00e7\u00e3o simples, mas muito significativa neste Ano da Miseric\u00f3rdia\u201d, disse o Papa na Audi\u00eancia de quarta-feira.<\/p>\n<p>Antes de se pronunciar, Francisco deteve-se longamente em ora\u00e7\u00e3o silenciosa dentro da Porci\u00fancula, onde colocou flores no pequeno altar logo ao chegar.<\/p>\n<p><strong>Linhas mestras<\/strong><\/p>\n<p>Para\u00edso, arrependimento, perd\u00e3o. Tr\u00eas linhas mestras que guiaram toda a reflex\u00e3o do Santo Padre em Assis, que iniciou recordando as palavras do Santo de Assis pronunciadas ali mesmo, perante os bispos e o povo: \u00abQuero mandar-vos todos para o para\u00edso\u00bb.<\/p>\n<p>\u201cQue poderia o Pobrezinho de Assis pedir de mais belo do que o dom da salva\u00e7\u00e3o, da vida eterna com Deus e da alegria sem fim, que Jesus nos conquistou com a sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o?\u201d, pergunta o Papa. Ali\u00e1s, que \u00e9 o para\u00edso sen\u00e3o o mist\u00e9rio de amor que nos liga para sempre a Deus numa contempla\u00e7\u00e3o sem fim?\u201d:<\/p>\n<p>\u201cDesde sempre a Igreja professa esta f\u00e9 ao afirmar que acredita na comunh\u00e3o dos santos. Na viv\u00eancia da f\u00e9, nunca estamos sozinhos; fazem-nos companhia os Santos, os Beatos e tamb\u00e9m os nossos queridos que viveram com simplicidade e alegria a f\u00e9 e a testemunharam na sua vida. H\u00e1 um v\u00ednculo invis\u00edvel \u2013 mas n\u00e3o por isso menos real \u2013 que, em virtude do \u00fanico Batismo recebido, faz de n\u00f3s \u00abum s\u00f3 corpo\u00bb animados por \u00abum s\u00f3 Esp\u00edrito\u00bb\u201d.<\/p>\n<p><strong>Indulg\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-113377\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/4-300x199.jpeg\" alt=\"4\" width=\"300\" height=\"199\" \/>O Papa Francisco explica, que ao pedir ao Papa Hon\u00f3rio III o dom da indulg\u00eancia para quantos viessem \u00e0 Porci\u00fancula, talvez S\u00e3o Francisco tivesse em mente as palavras de Jesus aos seus disc\u00edpulos, escritas no Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o: \u00abNa casa de meu Pai h\u00e1 muitas moradas. Se assim n\u00e3o fosse, como teria dito Eu que vou preparar-vos um lugar?\u201d:<\/p>\n<p>\u201cA via mestra a seguir para alcan\u00e7ar o tal lugar no Para\u00edso \u00e9, sem d\u00favida, a estrada do perd\u00e3o. E aqui, na Porci\u00fancula, tudo fala de perd\u00e3o. Que grande presente nos deu o Senhor ao ensinar-nos a perdoar, para tocar quase sensivelmente a miseric\u00f3rdia do Pai!\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPorque dever\u00edamos perdoar a uma pessoa que nos fez mal?\u201d, pergunta o Papa. \u201cPorque antes fomos perdoados n\u00f3s mesmo \u2013 responde &#8211; e infinitamente mais\u201d.<\/p>\n<p>Francisco explica, que quando nos ajoelhamos aos p\u00e9s do sacerdote no confession\u00e1rio, repetimos o mesmo gesto do servo da par\u00e1bola narrada em Mateus, que tem uma grande d\u00edvida para pagar e que nunca conseguiria faz\u00ea-lo. Dizemos: \u00abSenhor, tem paci\u00eancia comigo!\u00bb:<\/p>\n<p><strong>Perd\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNa realidade, sabemos bem que estamos cheios de defeitos e muitas vezes reca\u00edmos nos mesmos pecados. E todavia Deus n\u00e3o se cansa de nos oferecer o seu perd\u00e3o, sempre que o pedimos a Ele. \u00c9 um perd\u00e3o completo, total, dando-nos a certeza de que, n\u00e3o obstante podermos voltar a cair nos mesmos pecados, Ele tem piedade de n\u00f3s e n\u00e3o cessa jamais de nos amar\u201d.<\/p>\n<p>Como o senhor da par\u00e1bola \u2013 explica o Papa &#8211; Deus compadece-Se, isto \u00e9, experimenta um sentimento de piedade combinada com ternura: \u00e9 uma express\u00e3o para indicar a sua miseric\u00f3rdia para conosco.<\/p>\n<p>Este, disse o Papa \u2013 \u00e9 nosso Pai que sempre se compadece de n\u00f3s quando estamos arrependidos, \u201cmandando-nos voltar para casa de cora\u00e7\u00e3o tranquilo e sereno dizendo que todas as coisas nos foram remidas e nos perdoou tudo\u201d:<\/p>\n<p>\u201cO perd\u00e3o de Deus n\u00e3o tem limites; ultrapassa toda a nossa imagina\u00e7\u00e3o e alcan\u00e7a toda e qualquer pessoa que, no \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o, reconhe\u00e7a ter errado e queira voltar para Ele. Deus v\u00ea o cora\u00e7\u00e3o que pede para ser perdoado\u201d.<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00f5es humanas<\/strong><\/p>\n<p>O problema surge, infelizmente \u2013 recordou Francisco &#8211; quando nos encontramos com um irm\u00e3o que nos fez uma pequena ofensa. A rea\u00e7\u00e3o que ouvimos na par\u00e1bola \u00e9 muito expressiva: \u00abSegurando-o, apertou-lhe o pesco\u00e7o e sufocava-o, dizendo: \u201cPaga o que me deves!\u201d\u00bb (Mt 18, 28). Nesta cena \u2013 disse o Papa &#8211; temos todo o drama das nossas rela\u00e7\u00f5es humanas:<\/p>\n<p>\u201cQuando estamos em d\u00edvida com os outros, pretendemos miseric\u00f3rdia; mas, quando s\u00e3o os outros em d\u00edvida conosco, invocamos justi\u00e7a. Esta n\u00e3o \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o do disc\u00edpulo de Cristo, nem pode ser este o estilo de vida dos crist\u00e3os. Jesus ensina-nos a perdoar, e a faz\u00ea-lo sem limites: \u00abN\u00e3o te digo at\u00e9 sete vezes, mas at\u00e9 setenta vezes sete\u00bb\u201d.<\/p>\n<p>Se nos detivermos na nossa pretens\u00e3o de justi\u00e7a \u2013 alertou o Papa \u2013 n\u00e3o ser\u00edamos reconhecidos como disc\u00edpulos de Cristo, \u201cque obtiveram miseric\u00f3rdia ao p\u00e9 da Cruz apenas em virtude do amor do Filho de Deus\u201d.<\/p>\n<p><strong>Perd\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Francisco exorta, neste sentido, a n\u00e3o esquecermos \u201cas palavras severas com que termina a par\u00e1bola: \u00abAssim proceder\u00e1 convosco meu Pai celeste, se cada um de v\u00f3s n\u00e3o perdoar ao seu irm\u00e3o do \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o\u00bb\u201d.<\/p>\n<p>O perd\u00e3o de que S\u00e3o Francisco se fez canal na Porci\u00fancula \u2013 afirmou o Pont\u00edfice \u2013 \u201ccontinua ainda a \u00abgerar para\u00edso\u00bb depois de oito s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Neste Ano Santo da Miseric\u00f3rdia, torna-se ainda mais evidente como a estrada do perd\u00e3o pode, verdadeiramente, renovar a Igreja e o mundo. Oferecer o testemunho da miseric\u00f3rdia, no mundo atual, \u00e9 uma tarefa a que nenhum de n\u00f3s pode subtrair-se\u201d:<\/p>\n<p><strong>Humildade<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO mundo tem necessidade de perd\u00e3o; demasiadas pessoas vivem fechadas no rancor e incubam \u00f3dio, porque incapazes de perd\u00e3o, arruinando a vida pr\u00f3pria e a dos outros, em vez de encontrar a alegria da serenidade e da paz. Pe\u00e7amos a S\u00e3o Francisco que interceda por n\u00f3s, para que nunca renunciemos a ser sinais humildes de perd\u00e3o e instrumentos de miseric\u00f3rdia\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a visita \u00e0 Bas\u00edlica Santa Maria dos Anjos e a ora\u00e7\u00e3o na Porci\u00fancula, o Santo Padre saudou os freis internados na Enfermaria do Convento, e por fim, do \u00e1trio da Bas\u00edlica, saudou os fi\u00e9is presentes na Pra\u00e7a.<\/p>\n<p><em><strong>CONFIRA NA \u00cdNTEGRA:<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Gostaria hoje de come\u00e7ar, queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, por lembrar as palavras que, segundo uma antiga tradi\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Francisco pronunciou aqui mesmo, perante todo o povo e os bispos: \u00abQuero mandar-vos todos para o para\u00edso\u00bb. Que poderia o Pobrezinho de Assis pedir de mais belo do que o dom da salva\u00e7\u00e3o, da vida eterna com Deus e da alegria sem fim, que Jesus nos conquistou com a sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, que \u00e9 o para\u00edso sen\u00e3o o mist\u00e9rio de amor que nos liga para sempre a Deus numa contempla\u00e7\u00e3o sem fim? Desde sempre a Igreja professa esta f\u00e9 ao afirmar que acredita na comunh\u00e3o dos santos. Na viv\u00eancia da f\u00e9, nunca estamos sozinhos; fazem-nos companhia os Santos e os Beatos \u2013 tamb\u00e9m os nossos entes queridos \u2013 que viveram com simplicidade e alegria a f\u00e9 e a testemunharam na sua vida. H\u00e1 um v\u00ednculo invis\u00edvel \u2013 mas n\u00e3o por isso menos real \u2013 que, em virtude do \u00fanico Batismo recebido, faz de n\u00f3s \u00abum s\u00f3 corpo\u00bb animados por \u00abum s\u00f3 Esp\u00edrito\u00bb (cf. Ef 4, 4). S\u00e3o Francisco, ao pedir ao Papa Hon\u00f3rio III o dom da indulg\u00eancia para quantos viessem \u00e0 Porci\u00fancula, talvez tivesse em mente estas palavras de Jesus aos seus disc\u00edpulos: \u00abNa casa de meu Pai h\u00e1 muitas moradas. Se assim n\u00e3o fosse, como teria dito Eu que vos vou preparar um lugar? E quando Eu tiver ido e vos tiver preparado lugar, virei novamente e hei-de levar-vos para junto de mim, a fim de que, onde Eu estou, v\u00f3s estejais tamb\u00e9m\u00bb (Jo 14, 2-3).<\/p>\n<p>A via mestra a seguir para alcan\u00e7ar o tal lugar no Para\u00edso \u00e9, sem d\u00favida, a estrada do perd\u00e3o. \u00c9 dif\u00edcil perdoar\u2026 Quanto nos custa perdoar aos outros! Pensemos um pouco nisto. E aqui, na Porci\u00fancula, tudo fala de perd\u00e3o. Que grande prenda nos deu o Senhor ao ensinar-nos a perdoar \u2013 ou, pelo menos, a ter o desejo de perdoar \u2013, para tocar quase sensivelmente a miseric\u00f3rdia do Pai! Ouvimos a par\u00e1bola com que Jesus nos ensina a perdoar (cf. Mt 18, 21-35). Porque deveremos perdoar a uma pessoa que nos fez mal? Porque antes fomos perdoados n\u00f3s mesmos\u2026 e infinitamente mais. N\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m aqui, entre n\u00f3s, que n\u00e3o tenha sido perdoado. Cada um pense\u2026 pensemos em sil\u00eancio quantas coisas m\u00e1s fizemos e como o Senhor nos perdoou. \u00c9 isto mesmo que nos diz a par\u00e1bola: tal como Deus nos perdoa a n\u00f3s, assim tamb\u00e9m devemos perdoar a quem nos faz mal. \u00c9 a car\u00edcia do perd\u00e3o, o cora\u00e7\u00e3o que perdoa. O cora\u00e7\u00e3o que perdoa acaricia. Como estamos longe daquele gesto: \u00abH\u00e1s de pagar-mas!\u00bb. O perd\u00e3o \u00e9 outra coisa! Precisamente como dizemos na ora\u00e7\u00e3o que Jesus nos ensinou, o Pai Nosso: \u00abPerdoai-nos as nossas ofensas, assim como n\u00f3s perdoamos a quem nos tem ofendido\u00bb (Mt 6, 12). As ofensas s\u00e3o os nossos pecados diante de Deus, e, \u00e0queles que nos ofenderam, tamb\u00e9m n\u00f3s devemos perdoar.<\/p>\n<p>Cada um de n\u00f3s poderia ser aquele servo da par\u00e1bola que tem uma d\u00edvida para pagar, mas t\u00e3o grande, t\u00e3o grande que nunca conseguiria satisfaz\u00ea-la. Tamb\u00e9m n\u00f3s, quando nos ajoelhamos aos p\u00e9s do sacerdote no confession\u00e1rio, estamos simplesmente a repetir o mesmo gesto daquele servo. Dizemos: \u00abSenhor, tem paci\u00eancia comigo!\u00bb J\u00e1 alguma vez pensastes na paci\u00eancia de Deus? Tem tanta paci\u00eancia. Na realidade, sabemos bem que estamos cheios de defeitos e muitas vezes reca\u00edmos nos mesmos pecados. E todavia Deus n\u00e3o se cansa de nos oferecer o seu perd\u00e3o, sempre que Lho pedimos. \u00c9 um perd\u00e3o completo, total, dando-nos a certeza de que, n\u00e3o obstante podermos voltar a cair nos mesmos pecados, Ele tem piedade de n\u00f3s e n\u00e3o cessa jamais de nos amar. Como o senhor da par\u00e1bola, Deus compadece-Se, isto \u00e9, experimenta um sentimento de piedade combinada com ternura: \u00e9 uma express\u00e3o para indicar a sua miseric\u00f3rdia para connosco. Com efeito, o nosso Pai sempre Se compadece, quando estamos arrependidos e manda-nos voltar para casa de cora\u00e7\u00e3o tranquilo e sereno dizendo que todas as coisas nos foram remidas e nos perdoou tudo. O perd\u00e3o de Deus n\u00e3o tem limites; ultrapassa toda a nossa imagina\u00e7\u00e3o e alcan\u00e7a toda e qualquer pessoa que, no \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o, reconhe\u00e7a ter errado e queira voltar para Ele. Deus v\u00ea o cora\u00e7\u00e3o que pede para ser perdoado.<\/p>\n<p>O problema surge, infelizmente, quando nos encontramos com um irm\u00e3o que nos fez um pequeno agravo. A rea\u00e7\u00e3o que ouvimos na par\u00e1bola \u00e9 muito expressiva: \u00abSegurando-o, apertou-lhe o pesco\u00e7o e sufocava-o, dizendo: \u201cPaga o que me deves!\u201d\u00bb (Mt 18, 28). Nesta cena, temos todo o drama das nossas rela\u00e7\u00f5es humanas: quando estamos em d\u00edvida com os outros, pretendemos miseric\u00f3rdia; mas, quando s\u00e3o os outros em d\u00edvida connosco, invocamos justi\u00e7a. E todos fazemos assim, todos. Esta n\u00e3o \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o do disc\u00edpulo de Cristo, nem pode ser este o estilo de vida dos crist\u00e3os. Jesus ensina-nos a perdoar, e a faz\u00ea-lo sem limites: \u00abN\u00e3o te digo at\u00e9 sete vezes, mas at\u00e9 setenta vezes sete\u00bb (v. 22). Em resumo, aquilo que nos prop\u00f5e \u00e9 o amor do Pai, n\u00e3o a nossa pretens\u00e3o de justi\u00e7a. Na verdade, deter-se nesta, n\u00e3o nos faria reconhecer como disc\u00edpulos de Cristo, que obtiveram miseric\u00f3rdia ao p\u00e9 da Cruz apenas em virtude do amor do Filho de Deus. N\u00e3o esque\u00e7amos, pois, as palavras severas com que termina a par\u00e1bola: \u00abAssim proceder\u00e1 convosco meu Pai celeste, se cada um de v\u00f3s n\u00e3o perdoar ao seu irm\u00e3o do \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o\u00bb (v. 35).<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, o perd\u00e3o, de que S\u00e3o Francisco se fez \u00abcanal\u00bb aqui na Porci\u00fancula, continua ainda a \u00abgerar para\u00edso\u00bb depois de oito s\u00e9culos. Neste Ano Santo da Miseric\u00f3rdia, torna-se ainda mais evidente como a estrada do perd\u00e3o pode, verdadeiramente, renovar a Igreja e o mundo. Oferecer o testemunho da miseric\u00f3rdia, no mundo atual, \u00e9 uma tarefa a que nenhum de n\u00f3s pode subtrair-se. Repito: oferecer o testemunho da miseric\u00f3rdia, no mundo atual, \u00e9 uma tarefa a que nenhum de n\u00f3s pode subtrair-se. O mundo tem necessidade de perd\u00e3o; demasiadas pessoas vivem fechadas no rancor e incubam \u00f3dio, porque incapazes de perd\u00e3o, arruinando a vida pr\u00f3pria e a dos outros, em vez de encontrar a alegria da serenidade e da paz. Pe\u00e7amos a S\u00e3o Francisco que interceda por n\u00f3s, para que nunca renunciemos a ser sinais humildes de perd\u00e3o e instrumentos de miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Podemos rezar sobre isto. Cada qual como o sentir. Convido os frades, os bispos a irem para os confession\u00e1rios \u2013 eu tamb\u00e9m vou \u2013 para estar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do perd\u00e3o. Far-nos-\u00e1 bem receb\u00ea-lo hoje, aqui, todos juntos. Que o Senhor nos d\u00ea a gra\u00e7a de dizer aquela palavra que o Pai n\u00e3o nos deixa acabar\u2026 aquela que disse o filho pr\u00f3digo \u00abPai, pequei contra\u2026\u00bb e [o Pai] tapou-lhe a boca, abra\u00e7ou-o. N\u00f3s come\u00e7amos a falar, e Ele tapar-nos-\u00e1 a boca e nos revestir\u00e1\u2026 \u00abMas, padre, tenho medo de fazer o mesmo amanh\u00e3!\u00bb E volta\u2026 O Pai olha sempre a estrada, olha \u00e0 espera que volte o filho pr\u00f3digo. E todos n\u00f3s o somos. Que o Senhor nos d\u00ea esta gra\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Veja o v\u00eddeo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Papa visita a Porci\u00fancula em Assis\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rtGlB3h0FDk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Papa na Porci\u00fancula de Assis<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":222356,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1428],"tags":[140],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O perd\u00e3o pode renovar a Igreja e o mundo - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/o-perdao-de-assis-continua-a-gerar-o-paraiso-oito-seculos-depois.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O perd\u00e3o pode renovar a Igreja e o mundo - 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