{"id":106909,"date":"2015-12-06T11:23:35","date_gmt":"2015-12-06T13:23:35","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=106909"},"modified":"2019-03-07T10:35:56","modified_gmt":"2019-03-07T13:35:56","slug":"a-reformulacao-da-relacao-entre-a-vida-e-a-regra-franciscana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/a-reformulacao-da-relacao-entre-a-vida-e-a-regra-franciscana.html","title":{"rendered":"A reformula\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre a vida e a regra franciscana"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/rossato-450.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-106911 \" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/rossato-450.jpg\" alt=\"rossato-450\" width=\"300\" height=\"223\" \/><\/a>Noeli Dutra Rossatto<\/strong> \u00e9 graduado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Imaculada Concei\u00e7\u00e3o &#8211; FAFIMC e em Teologia pela Escola do Evangelho Diocese de Goi\u00e1s. Tem especializa\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria Geral pela Funda\u00e7\u00e3o Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o &#8211; FUBRAE, mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria \u2013 UFSM e doutorado em Hist\u00f3ria da Filosofia (Medieval) pela Universidade de Barcelona &#8211; UB, na Espanha. Atualmente \u00e9 coordenador e professor do Departamento de Filosofia da UFSM, atuando nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Entre suas publica\u00e7\u00f5es destacam-se La hermen\u00e9utica medieval: un estudio desde Joaqu\u00edn de Fiore (Saarbrucken: Lap Lambert Academic Publishing-Eae, 2011), Joaquim de Fiore: Trindade e Nova Era (Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004) e El c\u00edrculo trinitario: la construcci\u00f3n del conocimiento y la historia en Joaqu\u00edn de Fiore (Barcelona: Publicacions Universitat de Barcelona, 2001).<\/p>\n<h3><strong>Confira a entrevista.<\/strong><\/h3>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Quem foi Joaquim de Fiore?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Noeli Dutra Rossatto &#8211;<\/strong> <strong>Joaquim de Fiore<\/strong> (1135-1202) foi um monge cisterciense [1] que viveu na <strong>Cal\u00e1bria<\/strong> (San Giovanni in Fiore, It\u00e1lia) da segunda metade do s\u00e9culo XII. Desde cedo, o j\u00e1 <strong>abade<\/strong> [2] da ent\u00e3o poderosa ordem mon\u00e1stica medieval vai alimentar a <strong>fama de profeta<\/strong>. Antes de escrever sua obra, ser\u00e1 convidado pelo pr\u00f3prio <strong>Papa<\/strong> <strong>L\u00facio III<\/strong> para interpretar um obscuro texto prof\u00e9tico, que talvez seja um or\u00e1culo sibilino [3]. Pouco depois, em um epis\u00f3dio mais conhecido, ter\u00e1 um encontro com o monarca <strong>Ricardo Cora\u00e7\u00e3o de Le\u00e3o<\/strong> [4], desejoso de saber sobre o \u00eaxito da <strong>Quarta Cruzada<\/strong> [5]. E \u00e9 com o intuito de escrever sua obra prof\u00e9tica, mediante um novo m\u00e9todo de interpretar as escrituras b\u00edblicas, que Joaquim pede e recebe a autoriza\u00e7\u00e3o sucessiva de tr\u00eas papas. O mesmo <strong>Papa L\u00facio III<\/strong>, bastante impressionado com a originalidade de seu m\u00e9todo, concede-lhe a autoriza\u00e7\u00e3o para escrever (licentia scribendi) sua obra, a qual ser\u00e1 renovada por outros dois papas \u2014 <strong>Urbano III<\/strong> em 1186 e<strong>Clemente III<\/strong> em 1188. Os principais textos por ele escritos s\u00e3o: <strong>O salt\u00e9rio de dez cordas<\/strong>, em que trata a teoria trinit\u00e1ria; <strong>A conc\u00f3rdia entre o Novo e o Antigo Testamento<\/strong>, que traz sua hermen\u00eautica por conc\u00f3rdia; <strong>A exposi\u00e7\u00e3o ao Apocalipse<\/strong>, em que aplica sua hermen\u00eautica \u00e0 hist\u00f3ria. No final da Idade M\u00e9dia Joaquim figura na <a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=2693&amp;secao=301\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Divina com\u00e9dia<\/strong><\/a> de<strong>Dante Alighieri<\/strong> como o \u201ccalabrese abate Giovacchino, di spirito profetico dotato\u201d (Para\u00edso, XII, 140-41). Entre 1519 e 1527, sua obra ser\u00e1 editada em Veneza, juntamente com outros textos prof\u00e9ticos. A historiografia mais recente vai discutir a ortodoxia ou heterodoxia de seus escritos, bem como a sua posteridade espiritual.<\/p>\n<p><strong> <a href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/joaquim.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-106915 size-full\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/joaquim.jpg\" alt=\"joaquim\" width=\"300\" height=\"653\" \/><\/a>IHU On-Line &#8211; Em qual contexto se d\u00e1 a funda\u00e7\u00e3o do movimento heterodoxo cujos seguidores eram chamados joaquimitas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Noeli Dutra Rossatto &#8211;<\/strong> Apesar de <strong>Joaquim de Fiore<\/strong>, ainda em vida, romper com a ordem cisterciense, fundando a <strong>ordem florense<\/strong>[6], por entender que aquela se havia desviado da verdadeira vida mon\u00e1stica, n\u00e3o ser\u00e1 da\u00ed que prov\u00e9m a marca da heterodoxia. Dois epis\u00f3dios parecem ter determinado a associa\u00e7\u00e3o de sua doutrina com os movimentos heterodoxos. O primeiro \u00e9 a condena\u00e7\u00e3o da <strong>teoria trinit\u00e1ria<\/strong> no <strong>IV Conc\u00edlio Lateranense de 1215<\/strong> [7], logo depois de sua morte. O papa j\u00e1 n\u00e3o era mais um monge, nem um cisterciense como <strong>L\u00facio III,<\/strong> mas um jovem conde italiano (<strong>Lot\u00e1rio de Segni<\/strong>), que adotou o nome de <strong>Inoc\u00eancio III<\/strong>. Al\u00e9m disso, o novo papa era um representante da escol\u00e1stica [8] , que tivera entre seus mestres<strong>Pedro Lombardo<\/strong>. E \u00e9 justamente a doutrina trinit\u00e1ria, contida no Livro das senten\u00e7as de Lombardo, depois transformado numa esp\u00e9cie de catecismo da escol\u00e1stica, o motivo da condena\u00e7\u00e3o de sua doutrina trinit\u00e1ria por trite\u00edsmo. O abade havia acusado o magister de ter incidido na heresia quaternarista. O que estava em jogo aqui n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a condena\u00e7\u00e3o de uma doutrina trinit\u00e1ria, mas a pr\u00f3pria rejei\u00e7\u00e3o do antigo modo de vida mon\u00e1stico, que aos poucos dar\u00e1 lugar ao novo modus vivendi da escol\u00e1stica.<\/p>\n<p>O segundo epis\u00f3dio j\u00e1 envolve os <strong>franciscanos<\/strong>. Estamos pr\u00f3ximos ao ano 1260, que \u00e9 um ano paradigm\u00e1tico para os joaquimitas, especialmente para os espirituais franciscanos. Trata-se da condena\u00e7\u00e3o de um livro, a <strong>Introdu\u00e7\u00e3o ao Evangelho eterno<\/strong>, e de seu autor, o jovem estudante da Universidade de Paris <strong>Geraldo de Borgo<\/strong>, por uma Comiss\u00e3o eclesi\u00e1stica reunida por dois anos em Anagni (de 1255-56). Ap\u00f3s analisar o texto de Geraldo e a totalidade da obra de Joaquim, a comiss\u00e3o pedir\u00e1 a condena\u00e7\u00e3o de ambos por heresia. A condena\u00e7\u00e3o recai sobre o jovem franciscano que ter\u00e1 seu texto queimado e ficar\u00e1 pelo resto da vida nas pris\u00f5es eclesi\u00e1sticas. O legado joaquimita est\u00e1 outra vez maculado pela marca da heterodoxia. Neste momento, ainda est\u00e1 em franca disputa o modo de vida mon\u00e1stico, reassumido especialmente pelos frades franciscanos, e o modo de vida escol\u00e1stico, incorporado pelo clero secular e por algumas das novas ordens religiosas, como \u00e9 o caso da dominicana.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Por que autores como Norman Cohn apontam Joaquim de Fiore como o inventor do sistema prof\u00e9tico de maior influ\u00eancia na Europa at\u00e9 a apari\u00e7\u00e3o do marxismo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Noeli Dutra Rossatto &#8211;<\/strong> <strong>Norman Cohn<\/strong> escreveu seu famoso livro <strong>Na senda do mil\u00eanio<\/strong>. Revolucion\u00e1rios milenaristas e anarquistas m\u00edsticos da Idade M\u00e9dia (Lisboa: Editorial Presen\u00e7a, 1981) em 1957, per\u00edodo da <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/524192-pacem-in-terris-uma-semente-de-concordia-em-plena-guerra-fria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Guerra Fria<\/strong><\/a> em que se procura explicar o fen\u00f4meno do totalitarismo europeu. O marxismo ser\u00e1 apontado como uma das filosofias da hist\u00f3ria que est\u00e1 na base do totalitarismo, sobretudo o sovi\u00e9tico. Uma das teses de Cohn \u00e9 que os movimentos milenaristas e prof\u00e9ticos medievais, bem como os posteriores, se derivam do pensamento joaquimita e, por sua vez, des\u00e1guam no marxismo. N\u00e3o obstante, hoje se sabe que <strong>Joaquim<\/strong> n\u00e3o \u00e9 propriamente um milenarista. Tampouco seu sistema prof\u00e9tico afian\u00e7a uma leitura mecanicista, como aquela realizada com base nas modernas teorias da hist\u00f3ria. De qualquer modo, Joaquim de Fiore \u00e9 de fato o autor que criou o sistema hermen\u00eautico de maior influ\u00eancia no medievo, e que tal sistema tem um contagiante n\u00facleo prof\u00e9tico e apocal\u00edptico. \u00c9 ele que consegue em grande medida reconstruir as antigas estrat\u00e9gias de leitura da hist\u00f3ria (lectio historiae) da tradi\u00e7\u00e3o j\u00e1 em desuso. Tamb\u00e9m, em suas m\u00e3os, a exegese alexandrina, que pecava por um excesso de alegorismo, e a exegese hist\u00f3rico-literal da <strong>Escola de Antioquia<\/strong>\u2014 e inclusive a da Escola mon\u00e1stica \u2014, que n\u00e3o avan\u00e7ava a interpreta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria para al\u00e9m do tipo-Cristo, v\u00e3o ser renovadas, permitindo uma nova leitura da hist\u00f3ria da humanidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, <strong>Joaquim<\/strong> prop\u00f5e o novo m\u00e9todo que possibilita a compreens\u00e3o espiritual por conc\u00f3rdia; e que promete decifrar o \u00e2mago da pr\u00f3pria hist\u00f3ria, tal como Deus a escreveu. Deste modo, a hermen\u00eautica joaquimita n\u00e3o s\u00f3 substitui a leitura agostiniana da hist\u00f3ria, j\u00e1 em crise por volta do primeiro mil\u00eanio crist\u00e3o, sen\u00e3o que \u00e9 uma forte alternativa frente \u00e0s correntes te\u00f3ricas que se voltavam naqueles dias para o estudo da natureza (ratio physica da<strong>Escola de Chartres<\/strong>), e \u00e0 pr\u00f3pria escol\u00e1stica que fragmenta a narrativa hist\u00f3rica em fun\u00e7\u00e3o das quaestiones disputatae. Depois do mil\u00eanio, a proposta joaquimita se apresenta como a mais convincente alternativa de leitura da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Desta perspectiva, o d\u00e9ficit de<strong> racionalidade<\/strong> hist\u00f3rica suprido pelo joaquimismo na Idade M\u00e9dia poder\u00e1 ser equiparado com aquele mais tarde trazido por <a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=5228&amp;secao=430\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Hegel<\/strong><\/a> e <strong>Marx<\/strong>. Outra explica\u00e7\u00e3o decorre do modo de produzir conhecimento filos\u00f3fico no decorrer do s\u00e9culo XX, sobretudo no campo da Hist\u00f3ria da<strong> Filosofia Medieval<\/strong>. Em consequ\u00eancia do forte dom\u00ednio da neoescol\u00e1stica e de setores cat\u00f3licos conservadores nos estudos medievais,<strong>Joaquim de Fiore<\/strong> \u00e9 posto de lado. As poucas vezes em que figura nos estudos medievais ser\u00e1 como exemplo de pensamento heterodoxo. O mesmo acontece com a historiografia joaquimita do s\u00e9culo XX. A liga\u00e7\u00e3o com a heterodoxia, a rebeldia, o anarquismo, o protestantismo e o marxismo ser\u00e1 quase natural. Joaquim se torna naturalmente um reformista, um marxista, um revolucion\u00e1rio <em>avant la lettre<\/em>. Muitos s\u00e3o os exemplos disso. <strong>Ernesto Buonaiuti<\/strong>, autor de Gioacchino da Fiore. I tempi, la vita, il messagio, \u00e9 um sacerdote cat\u00f3lico que foi excomungado por<strong>Pio X<\/strong> em 1925 ao abjurar o fascismo. O jesu\u00edta franc\u00eas <strong>Henri de Lubac<\/strong>, eleito cardeal em idade avan\u00e7ada \u2014 e que publicou, entre 1979 e 1981, os dois famosos estudos intitulados A posteridade espiritual de<strong> Joaquim de Fiore<\/strong> (<em>T<strong>omo I:<\/strong> De Joaquim de Fiore a Schelling<\/em>; Tomo II: <em>De Saint-Simon aos nossos dias<\/em>) \u2014, havia sido censurado por <strong>Pio XII<\/strong> pela publica\u00e7\u00e3o de <strong>Surnaturel<\/strong> (1946). Importantes estudos sobre o joaquimismo, como os do professor da Universidade Protestante de Genebra <strong>Henry Mottu<\/strong>, os da professora de Oxford <strong>Marjorie Reeves<\/strong> e os do pr\u00f3prio <strong>Norman Cohn<\/strong>, por diferentes vias, se enquadram nesta mesma corrente. Ao lado disso, outros estudos que fazem refer\u00eancia ao joaquimismo foram produzidos por autores declaradamente marxistas, como \u00e9 o caso de <strong>Henri Lefebvre<\/strong>, em <strong>Hegel<\/strong>,<strong>Marx<\/strong> e <strong>Nietzsche<\/strong> ou <strong>o reino das sombras<\/strong> (Lisboa: Editora Ulisseia, 1976), de 1975.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Como podemos compreender sua concep\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria da humanidade e suas tr\u00eas fases?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Noeli Dutra Rossatto &#8211;<\/strong> De acordo com a imagem da <strong>Trindade<\/strong>,<strong>Joaquim<\/strong> entende que a hist\u00f3ria da humanidade est\u00e1 dividida em tr\u00eas estados (status). O primeiro pertence ao Pai, o segundo ao Filho e o terceiro ao Esp\u00edrito Santo. Conforme as propriedades atribu\u00eddas a cada uma das pessoas da Trindade, o primeiro estado \u00e9 um per\u00edodo de obedi\u00eancia servil, o segundo de obedi\u00eancia filial e o terceiro de plena liberdade espiritual. A letra do primeiro estado \u00e9 o Antigo Testamento; a do segundo, o Novo Testamento; e a do terceiro o Evangelho eterno, que \u00e9 um testamento sem letra. O primeiro estado foi dos casados (ordo coniugatorum), o segundo \u00e9 dos cl\u00e9rigos (ordo clericorum) e o terceiro ser\u00e1 dos monges (ordo monachorum). Cada um dos estados est\u00e1 dividido por tr\u00eas per\u00edodos de 21 gera\u00e7\u00f5es, a saber: germina\u00e7\u00e3o, frutifica\u00e7\u00e3o e consuma\u00e7\u00e3o. O conjunto de duas gera\u00e7\u00f5es de trinta anos resulta no n\u00famero 1260.<\/p>\n<p>O primeiro estado j\u00e1 havia se realizado em sua totalidade nos tempos de Joaquim; o segundo estava em seu per\u00edodo de consuma\u00e7\u00e3o; e o terceiro come\u00e7aria a produzir frutos 42 gera\u00e7\u00f5es depois da encarna\u00e7\u00e3o de Jesus, ou seja, por volta do ano 1260. A figura da Trindade, que \u00e9 a mesma da hist\u00f3ria, est\u00e1 composta por tr\u00eas c\u00edrculos entrela\u00e7ados. Assim, entrela\u00e7ando dois conjuntos dos nove subconjuntos de 21 gera\u00e7\u00f5es, teremos a totalidade da hist\u00f3ria da humanidade, subdividida por sete idades do mundo, conforme propunha <strong>Agostinho<\/strong> em seu <em><strong>De civitate Dei<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Em que aspectos Joaquim de Fiore vai ao encontro da observ\u00e2ncia mais estrita da regra franciscana?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Noeli Dutra Rossatto &#8211;<\/strong> \u00c9 preciso ter presente que a consolida\u00e7\u00e3o do franciscanismo dos primeiros tempos se d\u00e1 com base no pensamento joaquimita. <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/544964-a-outra-face-de-sao-francisco-de-assis-entrevista-especial-com-chiara-frugoni\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Francisco de Assis<\/strong><\/a> n\u00e3o escreveu nenhum tratado filos\u00f3fico. N\u00e3o s\u00f3 os franciscanos mais radicais, como \u00e9 o caso de espirituais como <strong>Hugo de Digne<\/strong>, <strong>Jo\u00e3o de Parma<\/strong>, <strong>\u00c2ngelo Clareno<\/strong>, <strong>Ubertino de Casale<\/strong> e <strong>Pedro Jo\u00e3o Olive<\/strong>, mas tamb\u00e9m os mais moderados, como <strong>Boaventura de Bagnoregio<\/strong>, interpretam a vida de Francisco e a funda\u00e7\u00e3o da ordem como a realiza\u00e7\u00e3o de uma profecia joaquimita. A interpreta\u00e7\u00e3o joaquimita da hist\u00f3ria indicava o fim do segundo estado, protagonizado pelo clero e a Igreja de Cristo, na quadrag\u00e9sima segunda gera\u00e7\u00e3o a contar de Jesus homem, ou seja, nas gera\u00e7\u00f5es que terminam em 1260. Este mesmo ano marcaria o per\u00edodo de frutifica\u00e7\u00e3o da nova ordem mon\u00e1stica (ordo monachorum), que seria conduzida pelos homens espirituais (<em>viri spiritualis<\/em>) do terceiro estado. Muitos franciscanos v\u00e3o logo associar os progn\u00f3sticos joaquimitas a Francisco de Assis. Um dos que temos registro \u00e9 <strong>Geraldo de Borgo<\/strong>. Ele talvez seja o primeiro a vincular a profecia joaquimita dos tr\u00eas grandes homens a Francisco de Assis.<\/p>\n<p>Segundo <strong>Joaquim<\/strong>, no in\u00edcio do per\u00edodo de frutifica\u00e7\u00e3o do terceiro estado apareceriam tr\u00eas grandes homens (<em>tres magnus viri<\/em>), assim como haviam surgido <strong>Abra\u00e3o, Isaac e Jac\u00f3<\/strong> no in\u00edcio do primeiro, e <strong>Zacarias, Jo\u00e3o Batista e Jesus<\/strong> no segundo. Os tr\u00eas grandes homens do terceiro estado haviam sido indicados de forma cifrada por Joaquim com base na leitura dos textos apocal\u00edpticos: viria um homem vestido de linho, um anjo com a foice afiada e outro com o selo de Deus vivo. Geraldo n\u00e3o s\u00f3 decifra este enigma, sen\u00e3o que o aplica \u00e0 hist\u00f3ria de seu tempo: o primeiro homem era Joaquim de Fiore; o segundo, <strong>S\u00e3o Domingos<\/strong>, fundador da <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/534116-a-caminho-dos-800-anos-da-familia-dominicana\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ordem dominicana<\/a>; e o terceiro,<strong> Francisco de Assis<\/strong>, fundador de sua ordem.<\/p>\n<p>Logo em seguida, <strong>Boaventura<\/strong> reafirma os dois \u00faltimos membros da profecia joaquimita. E mais, trar\u00e1 alguns ind\u00edcios que provam o cumprimento da profecia em Francisco. Ele assinava e selava suas cartas com a letra tau (\u03c4), at\u00e9 hoje ostentada no h\u00e1bito franciscano, que \u00e9 a marca do Deus vivo, segundo o profeta <strong>Ezequiel<\/strong>. Outro ind\u00edcio \u00e9 que ele recebera em sua pr\u00f3pria carne os estigmas de Cristo crucificado. Assim, a cruciforme letra tau, os estigmas e a cruz s\u00e3o tr\u00eas significantes que indicam um s\u00f3 significado: o sinal do Deus vivente. Deste modo, a rela\u00e7\u00e3o do franciscanismo com o joaquimismo contribui n\u00e3o s\u00f3 para a explica\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria figura de Francisco e do lugar hist\u00f3rico da ordem por ele fundada, sen\u00e3o que tamb\u00e9m na reformula\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre a vida e a regra franciscana.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Em que medida os franciscanos e joaquimitas propunham uma nova forma-de-vida, na perspectiva das pesquisas desenvolvidas por Giorgio Agamben em Alt\u00edssima Pobreza, por exemplo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Noeli Dutra Rossatto &#8211;<\/strong> Tr\u00eas aspectos parecem estreitar a rela\u00e7\u00e3o entre joaquimismo e franciscanismo nos estudos de<strong>Agamben<\/strong>. O primeiro \u00e9 que, em <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/520036-altissima-pobreza-e-a-primazia-do-economico-o-livro-de-agamben-em-debate\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Alt\u00edssima pobreza<\/strong><\/a> (S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2014), ele resgata o modelo de vida mon\u00e1stica, sobretudo o franciscano, como contraponto \u00e0 sociedade atual. Resgata, com efeito, a possibilidade de uma forma-de-vida n\u00e3o subjugada \u00e0 regra, \u00e0 lei ou ao officium. O segundo aspecto reside no conceito de uso pobre (<em>usus pauper<\/em>) dos franciscanos; ele encontra a\u00ed uma das alternativas para o uso adequado dos corpos e do mundo no sentido de uma <strong>biopol\u00edtica<\/strong> positiva. O terceiro aspecto, que adquire uma abrang\u00eancia maior, baliza a separa\u00e7\u00e3o entre dois paradigmas: o vigente na sociedade atual, que separa regra e vida, com origem na pr\u00e1tica sacerdotal; e o advindo da tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica, que n\u00e3o separaria estas duas inst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>A forma-de-vida mon\u00e1stica serviria para articular de maneira adequada os polos: <em>forma e vita, regula e vita, officium e vita<\/em>. Na tradi\u00e7\u00e3o medieval, os que separam regra e vida s\u00e3o os representantes do paradigma do of\u00edcio sacerdotal, o qual se ampara em <strong>Agostinho<\/strong>, <strong>Inoc\u00eancio III<\/strong> e <strong>Tom\u00e1s de Aquino<\/strong>. Para eles, vale a tese de que o of\u00edcio exercido por um sacerdote ser\u00e1 sempre v\u00e1lido, seja ele uma pessoa boa ou m\u00e1. Assim, garante-se a supremacia do ato operado frente ao ato operativo, ou seja: mesmo que o operador seja imundo, o ato operado (of\u00edcio) ser\u00e1 sempre limpo. Esta pr\u00e1tica persistir\u00e1 nas institui\u00e7\u00f5es atuais.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Em que sentido a fuga e a resist\u00eancia s\u00e3o elementos importantes nessa constru\u00e7\u00e3o de uma nova forma-de-vida por tais ordens?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Noeli Dutra Rossatto &#8211;<\/strong> A fuga do mundo e a resist\u00eancia est\u00e3o no centro das motiva\u00e7\u00f5es da pr\u00e1tica mon\u00e1stica. Marcam a ruptura com o mundo, seus valores e pr\u00e1ticas vigentes. Era comum nas ordens mon\u00e1sticas \u2014 e muitas delas ainda conservam \u2014 a mudan\u00e7a do pr\u00f3prio nome do indiv\u00edduo que ingressava no mosteiro. O abandono do mundo, resistindo \u00e0s suas tenta\u00e7\u00f5es, implicava o abandono da pr\u00f3pria identidade pessoal.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; A partir dessas formas de vida, em que medida se delineia uma perspectiva \u00e9tica em Agamben?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Noeli Dutra Rossatto &#8211;<\/strong> A separa\u00e7\u00e3o entre forma e vida ou of\u00edcio e vida nas esferas pol\u00edtica, jur\u00eddica e burocr\u00e1tica, por exemplo, traz graves <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/42848-em-que-cremos-redescubramos-a-etica-entrevista-com-giorgio-agamben\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">consequ\u00eancias \u00e9ticas<\/a>. Entre outras coisas, institucionaliza-se a corrup\u00e7\u00e3o, a injusti\u00e7a, o mal e a indiferen\u00e7a. Se n\u00e3o importa a moralidade do agente, da\u00ed resulta, por exemplo, que a lei feita por indiv\u00edduos corruptos sempre ser\u00e1 leg\u00edtima. O julgamento realizado por magistrados indignos sempre ser\u00e1 imparcial. O encaminhamento dado por burocratas impiedosos ser\u00e1 isento de culpabilidade. Diferente disso \u00e9 resgatar o paradigma em que um monge indigno n\u00e3o poder\u00e1 mais ser considerado monge. A \u00e9tica p\u00fablica e a \u00e9tica privada estariam intrinsecamente implicadas. De outro modo, reafirmar-se-ia a cis\u00e3o entre a a\u00e7\u00e3o e o agente, de acordo com a tese contempor\u00e2nea da neutralidade moral.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; \u00c0 luz da forma-de-vida dos franciscanos, em que sentido se pode compreender a tentativa franciscana de viver para al\u00e9m do direito, com a recusa \u00e0 propriedade que resultou no decreto pontif\u00edcio de Jo\u00e3o XXII?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Noeli Dutra Rossatto &#8211;<\/strong> Para os <strong>franciscanos<\/strong> do s\u00e9culo XIII, especialmente os franciscanos, como quer com raz\u00e3o<strong>Agamben<\/strong>, a recusa \u00e0 propriedade est\u00e1 vinculada estritamente a uma possibilidade de viver para al\u00e9m do direito, no sentido de que a vida n\u00e3o pode ser subjugada \u00e0 lei. Mesmo assim, a vida n\u00e3o produz a regra, gerando um vazio jur\u00eddico. \u00c9 por isso que, desde suas origens, o franciscanismo ter\u00e1 problemas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de uma regra. E os problemas n\u00e3o ser\u00e3o apenas concernentes \u00e0s exig\u00eancias eclesi\u00e1sticas, sen\u00e3o que com rela\u00e7\u00e3o aos pr\u00f3prios termos das regras da tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica. <strong>Francisco<\/strong> ser\u00e1 o primeiro a hesitar a respeito de propor uma regra. A novidade que ele introduz, como destaca Agamben, \u00e9 o princ\u00edpio de que a regra franciscana \u00e9 a pr\u00f3pria vida de Cristo. Por\u00e9m, isso n\u00e3o basta para acalmar os nervos da institui\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica. A origem dos conhecidos problemas com a regra franciscana, aprovada (<em>bulata<\/em>) e a n\u00e3o aprovada (<em>non bulata<\/em>) por bula papal, reside a\u00ed. N\u00e3o obstante, a novidade n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 essa. H\u00e1 outra que reside na releitura da f\u00f3rmula <em>vita vel regula<\/em> (vida ou regra). A novidade est\u00e1 na introdu\u00e7\u00e3o do et (e) em lugar do vel (ou), indicando a tens\u00e3o rec\u00edproca ou a unidade disjuntiva dos sintagmas vita e regula. Significa dizer em suma: a vida dos franciscanos n\u00e3o difere da regra e a regra n\u00e3o difere da vida. \u00c9 isso que, em suma, abrir\u00e1 as portas para a possibilidade de viver fora das amarras jur\u00eddicas. E tal pr\u00e1tica estaria centrada na viv\u00eancia da virtude b\u00e1sica do franciscanismo: a pobreza. O franciscano n\u00e3o s\u00f3 abdica a todo direito de propriedade, sen\u00e3o que ao pr\u00f3prio uso. Faria um uso pobre dos bens pertencentes, por direito, \u00e0 Igreja. O uso pobre foi aceito tanto pelos franciscanos mais radicais, como H<strong>ugo de Digne<\/strong> ou P<strong>edro Jo\u00e3o Olive<\/strong>, quanto pelos mais moderados, como<strong>Boaventura<\/strong>. Tamb\u00e9m ter\u00e1 a aprova\u00e7\u00e3o do<strong> Papa Nicolau III<\/strong>. No entanto, seu sucessor,<strong> Jo\u00e3o XXII<\/strong>, revogar\u00e1 tal dispositivo jur\u00eddico. Para ele, \u00e9 imposs\u00edvel separar a propriedade de seu uso. Com isso, cai por terra a possibilidade de viver a virtude mais alta do franciscanismo: a <strong>pobreza<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Em que medida o uso, e n\u00e3o a propriedade das coisas, inspira outra concep\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em nosso tempo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Noeli Dutra Rossatto &#8211;<\/strong> Na medida em que implica no abandono da posse das coisas (e das pessoas), contrariando a mentalidade e a pr\u00e1tica vigente em nossa sociedade. Se o que importa n\u00e3o \u00e9 mais a apropria\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que muitos de nossos pol\u00edticos n\u00e3o tenham mais interesse em ocupar cargos p\u00fablicos. Tamb\u00e9m na medida em que o uso implica na abdica\u00e7\u00e3o do <strong>direito de propriedade<\/strong>, escapa-se assim ao imperialismo jur\u00eddico atual, que virou uma escol\u00e1stica da justifica\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, o aspecto principal diz respeito a que o viver sem propriedades assinalaria uma nova forma de vida pol\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; No contexto do monacato crist\u00e3o, quais s\u00e3o os limites da pesquisa de Agamben?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Noeli Dutra Rossatto &#8211;<\/strong> Da perspectiva de <strong>Joaquim de Fiore<\/strong>, permanece uma quest\u00e3o central. Mesmo admitindo que os<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/35048-pobreza-e-dinheiro-no-franciscanismo-das-origens\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">franciscanos<\/a>, e o pr\u00f3prio <strong>Francisco<\/strong>, consigam guardar certa coer\u00eancia com a proposta joaquimita ao viverem conforme a vida de Cristo, cabe perguntar a respeito do que seria viver em sintonia com a vida do esp\u00edrito. Para Joaquim, a vida de Cristo e o seu evangelho seriam superados com o advento do terceiro estado espiritual. Al\u00e9m disso, a respeito do uso pobre, mesmo que ele fosse vivido rigorosamente pelos franciscanos ao longo da hist\u00f3ria, um espiritual franciscano sempre teria a quest\u00e3o a respeito de como a viv\u00eancia da pobreza gerou tanta posse, tanta riqueza, tanta propriedade. Para um franciscano conventual talvez fosse suficiente responder que os franciscanos nunca possu\u00edram bens, apenas fizeram um uso pobre dos mesmos.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Gostaria de acrescentar algum aspecto n\u00e3o questionado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Noeli Dutra Rossatto &#8211;<\/strong> Sim. Gostaria de dizer algo relacionado \u00e0 nossa cultura. \u00c0 primeira vista, <strong>Joaquim de Fiore<\/strong> \u00e9 um autor desconhecido e bastante distante de nosso imagin\u00e1rio. No entanto, um pequeno retrocesso hist\u00f3rico nos mostrar\u00e1 o contr\u00e1rio. N\u00e3o s\u00f3 a narrativa fundadora do<strong> Brasil<\/strong> est\u00e1 ligada aos <strong>franciscanos<\/strong>, como indica a primeira missa rezada por um frei, mas uma das matrizes formadoras da cultura luso-brasileira est\u00e1 ancorada nesta tradi\u00e7\u00e3o. Os espirituais franciscanos e as ideias joaquimitas est\u00e3o presentes na consolida\u00e7\u00e3o da nascente monarquia portuguesa, no imagin\u00e1rio dos descobrimentos e at\u00e9 hoje se conservam no simbolismo das populares <strong>Festas do Divino Esp\u00edrito Santo<\/strong>. Al\u00e9m disso, o jesu\u00edta <strong>Ant\u00f4nio Vieira<\/strong>, que viveu no s\u00e9culo XVII entre Brasil e Portugal, dar\u00e1 continuidade a essas ideias. E no decorrer do s\u00e9culo passado, teremos a retomada desta mesma tradi\u00e7\u00e3o em autores como <strong>Fernando Pessoa<\/strong>, <strong>Agostinho da Silva <\/strong>e<strong> Nat\u00e1lia Correia<\/strong>. Esta \u00faltima, unindo joaquimismo e feminismo, prop\u00f5e, entre outras coisas, a instigante utopia da idade feminina do esp\u00edrito.<\/p>\n<p><strong>Entrevista concedida ao Instituto Humanitas Unisinos &#8211;<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/\"> www.ihu.unisinos.br<\/a><\/strong><\/p>\n<h3><strong>Notas:<\/strong><\/h3>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>[1] Ordem de Cister: tamb\u00e9m conhecida como ordem cisterciense, \u00e9 uma ordem mon\u00e1stica cat\u00f3lica reformada. A sua origem remonta \u00e0 funda\u00e7\u00e3o da Abadia de Cister (em latim, Cistercium; em franc\u00eas, C\u00eeteaux), na comuna de Saint-Nicolas-l\u00e8s-C\u00eeteaux, Borgonha, em 1098, por Roberto de Champagne, abade de Molesme. A ordem ter\u00e1 um papel importante na hist\u00f3ria religiosa do s\u00e9culo XII, vindo a impor-se em todo o Ocidente por sua organiza\u00e7\u00e3o e autoridade. Uma de suas obras mais importantes foi a coloniza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o a leste do Rio Elba, quer corta as atuais Rep\u00fablica Checa e a Alemanha, onde promoveu simultaneamente o cristianismo, a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental e a valoriza\u00e7\u00e3o das terras. (Nota da IHU On-Line)<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>[2] Abade: t\u00edtulo ou cargo do superior dos monges de uma abadia aut\u00f4noma ou dos membros de certas ordens ou congrega\u00e7\u00f5es religiosas mon\u00e1sticas. A palavra abade significa pai e tem sido utilizada como t\u00edtulo clerical, no Cristianismo, com diversas acep\u00e7\u00f5es (p\u00e1roco, cura de almas, prelado de mosteiro ou congrega\u00e7\u00e3o religiosa, monge, etc), ainda que se refira, na sua acep\u00e7\u00e3o original, \u00e0 vida mon\u00e1stica e a quem governa uma abadia. Na Igreja Ortodoxa e em outras Igrejas orientais, o t\u00edtulo que lhe \u00e9 compar\u00e1vel \u00e9 o de heg\u00famenos ou arquimandrita. Em l\u00edngua portuguesa o feminino \u00e9 abadessa. (Nota da IHU On-Line)<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>[3] Or\u00e1culos Sibilinos ou Sibilinas Crist\u00e3s: \u00e9 o nome dado a um conjunto de or\u00e1culos, de origem pouco definida mas com um car\u00e1ter claramente judaico-crist\u00e3o, que tiveram larga difus\u00e3o desde o per\u00edodo anterior \u00e0 cristianiza\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Romano at\u00e9 finais da Idade M\u00e9dia. Os Or\u00e1culos Sibilinos s\u00e3o por vezes inclu\u00eddos entre as Escrituras Ap\u00f3crifas. A designa\u00e7\u00e3o deriva dos or\u00e1culos que eram produzidos pela Sibila (ou pelas diversas Sibilas da antiguidade), profetisas divinamente inspiradas que previam o futuro. Nos tempos anteriores \u00e0 cristianiza\u00e7\u00e3o, os or\u00e1culos produzidos pelas Sibilas eram cuidadosamente guardados (em Roma no Templo de J\u00fapiter Capitolino) e consultados apenas em momentos de grave crise. Os or\u00e1culos eram de grande import\u00e2ncia na vida religiosa da comunidade e exerciam uma grande influ\u00eancia na opini\u00e3o p\u00fablica (no contexto da \u00e9poca). Aproveitando esta popularidade e influ\u00eancia dos or\u00e1culos, grupos judeus produziram or\u00e1culos (provavelmente por altera\u00e7\u00e3o de outros que circulariam) contendo doutrinas e ensinamentos judaicos. Nasceram assim as Sibilinas Judaicas, que rapidamente se tornaram num poderoso ve\u00edculo de propaganda religiosa. Com a expans\u00e3o do cristianismo, as Sibilinas Judaicas foram adoptadas pelos crist\u00e3os e novas foram criadas, transformando-se num importante ve\u00edculo de propaganda da nova f\u00e9. Nasceram assim os Or\u00e1culos Sibilinos. Todas elas foram escritas no mesmo estilo, aparentemente entre os s\u00e9culos I e IV da era crist\u00e3 (embora algumas sejam provavelmente anteriores a 180 a.C.), constando de longas sequ\u00eancias de versos hex\u00e2metros originalmente escritos em grego hom\u00e9rico. (Nota da IHU On-Line)<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>[4] Ricardo I \u2013 Ricardo Cora\u00e7\u00e3o de Le\u00e3o (1157-1199): foi o Rei da Inglaterra de 6 de julho de 1189 at\u00e9 sua morte. Tamb\u00e9m foi Duque da Normandia, Aquit\u00e2nia e Gasconha, Senhor do Chipre, Conde de Anjou, Maine e Nantes e Suserano da Bretanha em v\u00e1rios momentos durante o mesmo per\u00edodo. Ele era o terceiro filho do rei Henrique II de Inglaterra e da rainha Leonor da Aquit\u00e2nia, tamb\u00e9m sendo conhecido como Ricardo Cora\u00e7\u00e3o de Le\u00e3o mesmo antes de sua ascens\u00e3o devido sua reputa\u00e7\u00e3o de grande guerreiro e l\u00edder militar. Aos 16 anos, Ricardo comandou seu pr\u00f3prio ex\u00e9rcito, acabando com rebeli\u00f5es contra seu pai em Poitou. Ele foi o principal comandante crist\u00e3o durante a Terceira Cruzada, liderando a campanha depois da sa\u00edda de Filipe II de Fran\u00e7a, conseguindo consider\u00e1veis vit\u00f3rias contra Saladino, o l\u00edder mu\u00e7ulmano, mesmo n\u00e3o tendo conseguido conquistar Jerusal\u00e9m. Ricardo falava a l\u00edngua de o\u00efl, um dialeto franc\u00eas, e occitana, uma l\u00edngua falada no sul da Fran\u00e7a e nas regi\u00f5es pr\u00f3ximas. Ele viveu no Ducado da Aquit\u00e2nia e passou pouqu\u00edssimo tempo na Inglaterra, preferindo usar seu reino como uma fonte de renda para apoiar seus ex\u00e9rcitos. Era visto por seus s\u00faditos como um her\u00f3i piedoso. Ricardo permanece at\u00e9 hoje como um dos poucos reis ingleses mais lembrados por seu ep\u00edteto do que por seu n\u00famero r\u00e9gio, sendo uma grande figura ic\u00f4nica na Inglaterra e Fran\u00e7a. (Nota da IHU On-Line)<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>[5] Cruzadas (s\u00e9culos XI a XIII): foram movimentos militares de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 que partiram da Europa Ocidental em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra Santa (nome pelo qual os crist\u00e3os denominavam a Palestina) e \u00e0 cidade de Jerusal\u00e9m com o intuito de conquist\u00e1-las, ocup\u00e1-las e mant\u00ea-las sob o dom\u00ednio crist\u00e3o. Estes movimentos estenderam-se entre os s\u00e9culos XI e XIII, \u00e9poca em que a Palestina estava sob controle dos turcos mu\u00e7ulmanos. No m\u00e9dio oriente, as cruzadas foram chamadas de &#8220;invas\u00f5es francas&#8221;, j\u00e1 que os povos locais viam estes movimentos armados como invas\u00f5es e porque a maioria dos cruzados vinha dos territ\u00f3rios do antigo Imp\u00e9rio Carol\u00edngio e se autodenominavam francos. A Quarta Cruzada (1202-1204) foi come\u00e7ada com a inten\u00e7\u00e3o de tomar a Terra Santa, ent\u00e3o em m\u00e3os mu\u00e7ulmanas, atrav\u00e9s da conquista do Egito. Entretanto, a cruzada foi desviada de seu intuito original e os cruzados, junto aos venezianos, tomaram e saquearam Constantinopla, cidade crist\u00e3 capital do Imp\u00e9rio Bizantino. Esse evento levou \u00e0 funda\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Latino e \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o do Grande Cisma do Oriente entre a Igreja Cat\u00f3lica e a Igreja Ortodoxa. (Nota da IHU On-Line)<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>[6] Ordem dos Florenses ou Florianos: do latim Floriacenses, \u00e9 a designa\u00e7\u00e3o dada a um ramo beneditino, tornado independente da Ordem de Cister, que seguia uma vers\u00e3o mais m\u00edstica e mais contemplativa da vida mon\u00e1stica. A Ordem dos Florenses (Ordo Floriacensis) foi fundada em 1189 pelo abade Joaquim de Fiore, ou Joaquim de Flora, na abadia de San Giovanni in Fiore. Os florenses derivam o nome do apelido do seu instituidor, que por sua vez era simplesmente conhecido por Gioacchino da Fiore, sendo Fiore o nome da localidade calabresa onde se localiza a abadia onde se recolheu. As constitui\u00e7\u00f5es da Ordem, redigidas pelo instituidor e aprovadas em 1196 pelo papa Celestino III, preservavam os principais valores beneditinos na sua vers\u00e3o cisterciense, mas, para al\u00e9m de um brevi\u00e1rio dispondo uma distribui\u00e7\u00e3o diferente dos of\u00edcios divinos, as regras de vida eram mais rigorosas do que as observadas em C\u00eeteaux: os florenses andavam descal\u00e7os usando um h\u00e1bito branco de tecido em extremo grosseiro. Dada a fama do seu fundador e o impacto do joaquimismo, a Ordem expandiu-se rapidamente, atingindo os 35 conventos (aparentemente todos em It\u00e1lia) e 4 mosteiros destinados a mulheres, seguindo a mesma regra. (Nota da IHU On-Line<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>[7] IV Concilio de Latr\u00e3o \u2013 ou Lateranense: foi um dos maiores conc\u00edlios ecum\u00eanicos medievais. O IV Conc\u00edlio de Latr\u00e3o foi convocado pelo papa Inoc\u00eancio III atrav\u00e9s da Bula Vineam Domini Sabaoth de 10 de abril de 1213, tendo o conc\u00edlio se reunido em 15 de novembro de 1215. No encontro, ficou decidido que os crist\u00e3os deveriam confessar seus pecados e comungar pelo menos uma vez por ano, na \u00e9poca da P\u00e1scoa. (Nota da IHU On-Line)<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>[8] Escol\u00e1stica: linha dentro da filosofia medieval, de acentos notadamente crist\u00e3os, surgida da necessidade de responder \u00e0s exig\u00eancias da f\u00e9, ensinada pela Igreja, considerada ent\u00e3o como a guardi\u00e3 dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade, por assim dizer, respons\u00e1vel pela unidade de toda a Europa, que comungava da mesma f\u00e9. Esta linha vai do come\u00e7o do s\u00e9culo IX at\u00e9 ao fim do s\u00e9culo XVI, ou seja, at\u00e9 ao fim da Idade M\u00e9dia. Este pensamento crist\u00e3o deve o seu nome \u00e0s artes ensinadas na altura pelos escol\u00e1sticos nas escolas medievais. Estas artes podiam ser divididas em Trivium (gram\u00e1tica, ret\u00f3rica e dial\u00e9ctica) e Quadrivium (aritm\u00e9tica, geometria, astronomia e m\u00fasica). A escol\u00e1stica resulta essencialmente do aprofundar da dial\u00e9tica. Confira a edi\u00e7\u00e3o 342 da revista IHU On-Line, de 06-09-2010, intitulada Escolastica. Uma filosofia em dialogo com a modernidade, dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/bit.ly\/11mcjbi.\">http:\/\/bit.ly\/11mcjbi.<\/a> (Nota da IHU On-Line)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista: Noeli Rossatto<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":201050,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[758,1],"tags":[1403],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A reformula\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre a vida e a regra franciscana - Not\u00edcias - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/noticias\/a-reformulacao-da-relacao-entre-a-vida-e-a-regra-franciscana.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A reformula\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre a vida e a regra franciscana - 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