{"id":187824,"date":"2021-09-23T10:41:11","date_gmt":"2021-09-23T13:41:11","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/?p=187824"},"modified":"2021-09-23T10:41:11","modified_gmt":"2021-09-23T13:41:11","slug":"mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/","title":{"rendered":"Mensagem do Papa para o V Dia Mundial dos Pobres"},"content":{"rendered":"<p><b><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-187825\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/sefras_2309-360x450.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/sefras_2309-360x450.jpg 360w, https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/sefras_2309-150x187.jpg 150w, https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/sefras_2309.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/>\u00ab<i>Sempre tereis pobres entre v\u00f3s<\/i>\u00bb (<i>Mc<\/i>\u00a014, 7)<\/b><\/p>\n<p>1. \u00abSempre tereis pobres entre v\u00f3s\u00bb (<i>Mc<\/i>\u00a014, 7): estas palavras foram pronunciadas por Jesus, alguns dias antes da P\u00e1scoa, por ocasi\u00e3o duma refei\u00e7\u00e3o em Bet\u00e2nia na casa de Sim\u00e3o chamado \u00abo leproso\u00bb. Como narra o evangelista, entrou l\u00e1 uma mulher com um vaso de alabastro cheio de perfume muito precioso e derramou-o sobre a cabe\u00e7a de Jesus. Este gesto suscitou grande estupefa\u00e7\u00e3o e deu origem a duas interpreta\u00e7\u00f5es diversas.<\/p>\n<p>A primeira delas \u00e9 a indigna\u00e7\u00e3o de alguns dos presentes, incluindo os disc\u00edpulos, que, ao considerar o valor do perfume (cerca de 300 den\u00e1rios, equivalente ao sal\u00e1rio anual dum trabalhador), pensam que teria sido melhor vend\u00ea-lo e dar o produto aos pobres. Segundo o Evangelho de Jo\u00e3o, \u00e9 Judas que se faz int\u00e9rprete desta posi\u00e7\u00e3o: \u00abPorque \u00e9 que n\u00e3o se vendeu este perfume por trezentos den\u00e1rios, para os dar aos pobres?\u00bb. E o evangelista observa: \u00abEle, por\u00e9m, disse isto, n\u00e3o porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladr\u00e3o e, como tinha a bolsa do dinheiro, tirava o que nela se deitava\u00bb (<i>Jo<\/i>\u00a012, 5-6). N\u00e3o \u00e9 por acaso que esta cr\u00edtica dura sai da boca do traidor: \u00e9 a prova de que, quantos n\u00e3o reconhecem os pobres, atrai\u00e7oam o ensinamento de Jesus e n\u00e3o podem ser seus disc\u00edpulos. Recordemos, a este prop\u00f3sito, as palavras fortes de Or\u00edgenes: \u00abJudas, aparentemente, estava preocupado com os pobres. (\u2026) Se, agora, ainda houver algu\u00e9m que tem a bolsa da Igreja e fala a favor dos pobres como Judas, mas depois tira o que metem l\u00e1 dentro, ent\u00e3o tenha parte juntamente com Judas\u00bb (<i>Coment\u00e1rio ao Evangelho de Mateus<\/i>\u00a011, 9).<\/p>\n<p>A segunda interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 dada pelo pr\u00f3prio Jesus e permite individuar o sentido profundo do gesto realizado pela mulher. Diz Ele: \u00abDeixai-a. Porque estais a atorment\u00e1-la? Praticou em Mim uma boa a\u00e7\u00e3o\u00bb (<i>Mc<\/i>\u00a014, 6). Jesus sabe que est\u00e1 pr\u00f3xima a sua morte e v\u00ea, naquele gesto, a antecipa\u00e7\u00e3o da un\u00e7\u00e3o do seu corpo sem vida antes de ser colocado no sepulcro. Esta vis\u00e3o ultrapassa todas as expetativas dos convivas. Jesus recorda-lhes que Ele \u00e9 o primeiro pobre, o mais pobre entre os pobres, porque os representa a todos. E \u00e9 tamb\u00e9m em nome dos pobres, das pessoas abandonadas, marginalizadas e discriminadas que o Filho de Deus aceita o gesto daquela mulher. Esta, com a sua sensibilidade feminina, demonstra ser a \u00fanica que compreendeu o estado de esp\u00edrito do Senhor. Esta mulher an\u00f3nima \u2013 talvez por isso destinada a representar todo o universo feminino que, no decurso dos s\u00e9culos, n\u00e3o ter\u00e1 voz e sofrer\u00e1 viol\u00eancias \u2013, inaugura a significativa presen\u00e7a de mulheres que participam no momento culminante da vida de Cristo: a sua crucifix\u00e3o, morte e sepultura e a sua apari\u00e7\u00e3o como Ressuscitado. As mulheres, tantas vezes discriminadas e mantidas ao largo dos postos de responsabilidade, nas p\u00e1ginas do Evangelho s\u00e3o, pelo contr\u00e1rio, protagonistas na hist\u00f3ria da revela\u00e7\u00e3o. E \u00e9 eloquente a frase conclusiva de Jesus, que associa esta mulher \u00e0 grande miss\u00e3o evangelizadora: \u00abEm verdade vos digo: em qualquer parte do mundo onde for proclamado o Evangelho, h\u00e1 de contar-se tamb\u00e9m, em sua mem\u00f3ria, o que ela fez\u00bb (<i>Mc<\/i>\u00a014, 9).<\/p>\n<p>2. Esta forte \u00abempatia\u00bb entre Jesus e a mulher e o modo como Ele interpreta a sua un\u00e7\u00e3o, em contraste com a vis\u00e3o escandalizada de Judas e doutros, inauguram um fecundo caminho de reflex\u00e3o sobre o la\u00e7o indivis\u00edvel que existe entre Jesus, os pobres e o an\u00fancio do Evangelho.<\/p>\n<p>Com efeito, o rosto de Deus que Ele revela \u00e9 o de um Pai para os pobres e pr\u00f3ximo dos pobres. Toda a obra de Jesus afirma que a pobreza n\u00e3o \u00e9 fruto duma fatalidade, mas sinal concreto da sua presen\u00e7a no nosso meio. N\u00e3o O encontramos quando e onde queremos, mas reconhecemo-Lo na vida dos pobres, na sua tribula\u00e7\u00e3o e indig\u00eancia, nas condi\u00e7\u00f5es por vezes desumanas em que s\u00e3o obrigados a viver. N\u00e3o me canso de repetir que os pobres s\u00e3o verdadeiros evangelizadores, porque foram os primeiros a ser evangelizados e chamados a partilhar a bem-aventuran\u00e7a do Senhor e o seu Reino (cf.\u00a0<i>Mt<\/i>\u00a05, 3).<\/p>\n<p><i>Os pobres\u00a0<\/i>de qualquer condi\u00e7\u00e3o e latitude\u00a0<i>evangelizam-nos<\/i>, porque permitem descobrir de modo sempre novo os tra\u00e7os mais genu\u00ednos do rosto do Pai. Eles \u00abt\u00eam muito para nos ensinar. Al\u00e9m de participar do\u00a0<i>sensus fidei<\/i>, nas suas pr\u00f3prias dores conhecem Cristo sofredor. \u00c9 necess\u00e1rio que todos nos deixemos evangelizar por eles. A nova evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um convite a reconhecer a for\u00e7a salv\u00edfica das suas vidas, e a coloc\u00e1-los no centro do caminho da Igreja. Somos chamados a descobrir Cristo neles: n\u00e3o s\u00f3 a emprestar-lhes a nossa voz nas suas causas, mas tamb\u00e9m a ser seus amigos, a escut\u00e1-los, a compreend\u00ea-los e a acolher a misteriosa sabedoria que Deus nos quer comunicar atrav\u00e9s deles. O nosso compromisso n\u00e3o consiste exclusivamente em a\u00e7\u00f5es ou em programas de promo\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia; aquilo que o Esp\u00edrito p\u00f5e em movimento n\u00e3o \u00e9 um excesso de ativismo, mas primariamente uma\u00a0<i>aten\u00e7\u00e3o<\/i>\u00a0prestada ao outro, considerando-o como um s\u00f3 consigo mesmo. Esta aten\u00e7\u00e3o amiga \u00e9 o in\u00edcio duma verdadeira preocupa\u00e7\u00e3o pela sua pessoa e, a partir dela, desejo de procurar efetivamente o seu bem\u00bb (Papa Francisco, Exort. ap.\u00a0<i>Evangelii gaudium<\/i>, 198-199).<\/p>\n<p>3. Jesus n\u00e3o s\u00f3 est\u00e1 do lado dos pobres, mas tamb\u00e9m\u00a0<i>partilha com eles a<\/i>\u00a0mesma sorte. Isto constitui tamb\u00e9m um forte ensinamento para os seus disc\u00edpulos de todos os tempos. As suas palavras \u2013 \u00absempre tereis pobres entre v\u00f3s\u00bb \u2013 pretendem indicar tamb\u00e9m isto: a sua presen\u00e7a no meio de n\u00f3s \u00e9 constante, mas n\u00e3o deve induzir \u00e0quela habitua\u00e7\u00e3o que se torna indiferen\u00e7a, mas empenhar numa partilha de vida que n\u00e3o prev\u00ea delega\u00e7\u00f5es. Os pobres n\u00e3o s\u00e3o pessoas \u00abexternas\u00bb \u00e0 comunidade, mas irm\u00e3os e irm\u00e3s cujo sofrimento se partilha, para abrandar o seu mal e a marginaliza\u00e7\u00e3o, a fim de lhes ser devolvida a dignidade perdida e garantida a necess\u00e1ria inclus\u00e3o social. Ali\u00e1s sabe-se que um gesto de benefic\u00eancia pressup\u00f5e um benfeitor e um beneficiado, enquanto a partilha gera fraternidade. A esmola \u00e9 ocasional, ao passo que a partilha \u00e9 duradoura. A primeira corre o risco de gratificar quem a d\u00e1 e humilhar quem a recebe, enquanto a segunda refor\u00e7a a solidariedade e cria as premissas necess\u00e1rias para se alcan\u00e7ar a justi\u00e7a. Enfim os crentes, quando querem ver Jesus em pessoa e toc\u00e1-Lo com a m\u00e3o, sabem aonde dirigir-se: os pobres s\u00e3o sacramento de Cristo, representam a sua pessoa e apontam para Ele.<\/p>\n<p>Temos muitos exemplos de Santos e Santas que fizeram da partilha com os pobres o seu projeto de vida. Penso, entre outros, no Padre Dami\u00e3o de Veuster, Santo ap\u00f3stolo dos leprosos. Com grande generosidade, respondeu \u00e0 voca\u00e7\u00e3o de ir para a ilha de Molokai \u2013 tinha-se tornado um gueto acess\u00edvel apenas aos leprosos \u2013, a fim de viver e morrer com eles. Lan\u00e7ando-se ao trabalho, tudo fez para tornar digna de ser vivida a exist\u00eancia daqueles pobres doentes e marginalizados, reduzidos \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o extrema. Fez-se m\u00e9dico e enfermeiro, sem se preocupar com os riscos que corria, levando a luz do amor \u00e0quela \u00abcol\u00f3nia de morte\u00bb, como era designada a ilha. A lepra atingiu-o tamb\u00e9m a ele, sinal duma partilha total com os irm\u00e3os e irm\u00e3s pelos quais dera a vida. O seu testemunho \u00e9 muito atual nestes nossos dias, marcados pela pandemia de coronav\u00edrus: com certeza a gra\u00e7a de Deus est\u00e1 em a\u00e7\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o de muitas pessoas que, sem dar nas vistas, se gastam concretamente partilhando a sorte dos mais pobres.<\/p>\n<p>4. Por isso precisamos de aderir com plena convic\u00e7\u00e3o ao convite do Senhor: \u00abConvertei-vos e acreditai no Evangelho\u00bb (<i>Mc<\/i>\u00a01, 15). Esta\u00a0<i>convers\u00e3o\u00a0<\/i>consiste, primeiro, em abrir o nosso cora\u00e7\u00e3o para reconhecer as m\u00faltiplas express\u00f5es de pobreza e, depois, em manifestar o Reino de Deus atrav\u00e9s dum estilo de vida coerente com a f\u00e9 que professamos. Com frequ\u00eancia, os pobres s\u00e3o considerados como pessoas aparte, como uma categoria que requer um servi\u00e7o caritativo especial. Seguir Jesus comporta uma mudan\u00e7a de mentalidade a esse prop\u00f3sito, ou seja, acolher o desafio da partilha e da comparticipa\u00e7\u00e3o. Tornar-se seu disc\u00edpulo implica a op\u00e7\u00e3o de n\u00e3o acumular tesouros na terra, que d\u00e3o a ilus\u00e3o duma seguran\u00e7a em realidade fr\u00e1gil e ef\u00e9mera; ao contr\u00e1rio, requer disponibilidade para se libertar de todos os v\u00ednculos que impedem de alcan\u00e7ar a verdadeira felicidade e bem-aventuran\u00e7a, para reconhecer aquilo que \u00e9 duradouro e que nada e ningu\u00e9m pode destruir (cf.\u00a0<i>Mt<\/i>\u00a06, 19-20).<\/p>\n<p>Mas o ensinamento de Jesus aparece em contracorrente tamb\u00e9m neste caso, porque promete aquilo que s\u00f3 os olhos da f\u00e9 podem ver e experimentar com certeza absoluta: \u00abTodo aquele que tiver deixado casas, irm\u00e3os, irm\u00e3s, pai, m\u00e3e, filhos ou campos por causa do meu nome, receber\u00e1 cem vezes mais e ter\u00e1 por heran\u00e7a a vida eterna\u00bb (<i>Mt<\/i>\u00a019, 29). Se n\u00e3o se optar por tornar-se pobre de riquezas ef\u00e9meras, poder mundano e vangl\u00f3ria, nunca se sar\u00e1 capaz de dar a vida por amor; viver-se-\u00e1 uma exist\u00eancia fragment\u00e1ria, cheia de bons prop\u00f3sitos mas ineficaz para transformar o mundo. Trata-se, portanto, de abrir-se decididamente \u00e0 gra\u00e7a de Cristo, que pode tornar-nos testemunhas da sua caridade sem limites e restituir credibilidade \u00e0 nossa presen\u00e7a no mundo.<\/p>\n<p>5. O Evangelho de Cristo impele a ter uma aten\u00e7\u00e3o muito particular para com os pobres e requer que se reconhe\u00e7a as m\u00faltiplas, demasiadas, formas de desordem moral e social que sempre geram\u00a0<i>novas formas de pobreza<\/i>. Parece ganhar terreno a conce\u00e7\u00e3o segundo a qual os pobres n\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o respons\u00e1veis pela sua condi\u00e7\u00e3o, mas constituem tamb\u00e9m um peso intoler\u00e1vel para um sistema econ\u00f3mico que coloca no centro o interesse dalgumas categorias privilegiadas. Um mercado que ignora ou discrimina os princ\u00edpios \u00e9ticos cria condi\u00e7\u00f5es desumanas que se abatem sobre pessoas que j\u00e1 vivem em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias. Deste modo assiste-se \u00e0 cria\u00e7\u00e3o incessante de armadilhas novas da mis\u00e9ria e da exclus\u00e3o, produzidas por agentes econ\u00f3micos e financeiros sem escr\u00fapulos, desprovidos de sentido humanit\u00e1rio e responsabilidade social.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, no ano passado, veio juntar-se outra praga que multiplicou ainda mais o n\u00famero dos pobres: a pandemia. Esta continua a bater \u00e0 porta de milh\u00f5es de pessoas e, mesmo quando n\u00e3o traz consigo o sofrimento e a morte, todavia \u00e9 portadora de pobreza. Os pobres t\u00eam aumentado desmesuradamente e o mesmo, infelizmente, continuar\u00e1 a verificar-se ainda nos pr\u00f3ximos meses. Alguns pa\u00edses est\u00e3o a sofrer grav\u00edssimas consequ\u00eancias devido \u00e0 pandemia, a ponto de as pessoas mais vulner\u00e1veis se encontrarem privadas de bens de primeira necessidade. As longas filas diante das cantinas para os pobres s\u00e3o o sinal palp\u00e1vel deste agravamento. Um olhar atento requer que se encontrem as solu\u00e7\u00f5es mais id\u00f3neas para combater o v\u00edrus a n\u00edvel mundial, sem olhar a interesses de parte. De modo particular, \u00e9 urgente dar respostas concretas a quantos padecem o desemprego, que atinge de maneira dram\u00e1tica tantos pais de fam\u00edlia, mulheres e jovens. A solidariedade social e a generosidade de que muitos, gra\u00e7as a Deus, s\u00e3o capazes, juntamente com projetos clarividentes de promo\u00e7\u00e3o humana, est\u00e3o a dar e dar\u00e3o um contributo muito importante nesta conjuntura.<\/p>\n<p>6. Entretanto permanece de p\u00e9 uma quest\u00e3o, nada \u00f3bvia: Como se pode dar uma resposta palp\u00e1vel aos milh\u00f5es de pobres que tantas vezes, como resposta, s\u00f3 encontram a indiferen\u00e7a, quando n\u00e3o a avers\u00e3o? Qual caminho de justi\u00e7a \u00e9 necess\u00e1rio percorrer para que as desigualdades sociais possam ser superadas e seja restitu\u00edda a dignidade humana t\u00e3o frequentemente espezinhada? Um estilo de vida individualista \u00e9 c\u00famplice na gera\u00e7\u00e3o da pobreza e, muitas vezes, descarrega sobre os pobres toda a responsabilidade da sua condi\u00e7\u00e3o. Mas a pobreza n\u00e3o \u00e9 fruto do destino; \u00e9 consequ\u00eancia do ego\u00edsmo. Portanto \u00e9 decisivo dar vida a\u00a0<i>processos de desenvolvimento\u00a0<\/i>onde se valorizem\u00a0<i>as capacidades de todos<\/i>, para que a complementaridade das compet\u00eancias e a diversidade das fun\u00e7\u00f5es conduzam a um recurso comum de participa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 muitas pobrezas dos \u00abricos\u00bb que poderiam ser curadas pela riqueza dos \u00abpobres\u00bb, bastando para isso encontrarem-se e conhecerem-se. Ningu\u00e9m \u00e9 t\u00e3o pobre que n\u00e3o possa dar algo de si na reciprocidade. Os pobres n\u00e3o podem ser aqueles que apenas recebem; devem ser colocados em condi\u00e7\u00e3o de poder dar, porque sabem bem como corresponder. Quantos exemplos de partilha diante dos nossos olhos! Os pobres ensinam-nos frequentemente a solidariedade e a partilha. \u00c9 verdade que s\u00e3o pessoas a quem falta\u00a0<i>algo<\/i>\u00a0e por vezes at\u00e9\u00a0<i>muito<\/i>, se n\u00e3o mesmo o\u00a0<i>necess\u00e1rio<\/i>; mas n\u00e3o falta\u00a0<i>tudo<\/i>, porque conservam a dignidade de filhos de Deus que nada e ningu\u00e9m lhes pode tirar.<\/p>\n<p>7. Imp\u00f5e-se, pois,\u00a0<i>uma abordagem diferente da pobreza<\/i>. \u00c9 um desafio que os governos e as institui\u00e7\u00f5es mundiais precisam de perfilhar, com um modelo social clarividente, capaz de enfrentar as novas formas de pobreza que invadem o mundo e marcar\u00e3o de maneira decisiva as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Se os pobres s\u00e3o colocados \u00e0 margem, como se fossem os culpados da sua condi\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o o pr\u00f3prio conceito de democracia \u00e9 posto em crise e fracassa toda e qualquer pol\u00edtica social. Com grande humildade, temos de confessar que muitas vezes n\u00e3o passamos de incompetentes a respeito dos pobres: fala-se deles em abstrato, fica-se pelas estat\u00edsticas e pensa-se sensibilizar com qualquer document\u00e1rio. Ao contr\u00e1rio, a pobreza deveria incitar a uma projeta\u00e7\u00e3o criativa, que permita fazer aumentar a liberdade efetiva de conseguir realizar a exist\u00eancia com as capacidades pr\u00f3prias de cada pessoa. Pensar que a posse de dinheiro consinta e aumente a liberdade \u00e9 uma ilus\u00e3o de que devemos afastar-nos. Servir eficazmente os pobres incita \u00e0 a\u00e7\u00e3o e permite encontrar as formas mais adequadas para levantar e promover esta parte da humanidade, demasiadas vezes an\u00f3nima e sem voz, mas que em si mesma traz impresso o rosto do Salvador que pede ajuda.<\/p>\n<p>8. \u00abSempre tereis pobres entre v\u00f3s\u00bb (<i>Mc<\/i>\u00a014, 7): \u00e9 um convite a n\u00e3o perder jamais de vista a oportunidade que se nos oferece para fazer o bem. Como pano de fundo, pode-se vislumbrar o antigo mandamento b\u00edblico: \u00abSe houver junto de ti um indigente entre os teus irm\u00e3os (\u2026), n\u00e3o endurecer\u00e1s o teu cora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o fechar\u00e1s a tua m\u00e3o ao irm\u00e3o necessitado. Abre-lhe a tua m\u00e3o, empresta-lhe sob penhor, de acordo com a sua necessidade, aquilo que lhe faltar. (\u2026) Deves dar-lhe, sem que o teu cora\u00e7\u00e3o fique pesaroso; porque, em recompensa disso, o Senhor, teu Deus, te aben\u00e7oar\u00e1 em todas as empresas das tuas m\u00e3os. Sem d\u00favida, nunca faltar\u00e3o pobres na terra\u00bb (<i>Dt<\/i>\u00a015, 7-8.10-11). E no mesmo cumprimento de onda se coloca o ap\u00f3stolo Paulo, quando exorta os crist\u00e3os das suas comunidades a socorrer os pobres da primeira comunidade de Jerusal\u00e9m e a faz\u00ea-lo \u00absem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama quem d\u00e1 com alegria\u00bb (<i>2 Cor<\/i>\u00a09, 7). N\u00e3o se trata de serenar a nossa consci\u00eancia dando qualquer esmola, mas antes contrastar a cultura da indiferen\u00e7a e da injusti\u00e7a com que se olha os pobres.<\/p>\n<p>Neste ponto, faz-nos bem recordar as palavras de S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo: \u00abQuem \u00e9 generoso n\u00e3o deve pedir contas do comportamento, mas somente melhorar a condi\u00e7\u00e3o de pobreza e satisfazer a necessidade. O pobre s\u00f3 tem uma defesa: a sua pobreza e a condi\u00e7\u00e3o de necessidade em que se encontra. N\u00e3o lhe pe\u00e7as mais nada; mesmo que fosse o homem mais malvado do mundo, se lhe vier a faltar o alimento necess\u00e1rio, libertemo-lo da fome. (\u2026) O homem misericordioso \u00e9 um porto para quem est\u00e1 em necessidade: o porto acolhe e liberta do perigo todos os n\u00e1ufragos, sejam eles malfeitores, bons ou como forem. Aos que se encontram em perigo, o porto acolhe-os, coloca-os em seguran\u00e7a dentro da sua enseada. Tamb\u00e9m tu, portanto, quando v\u00eas por terra um homem que sofreu o naufr\u00e1gio da pobreza, n\u00e3o o julgues, nem lhe pe\u00e7as conta do seu comportamento, mas liberta-o da desventura\u00bb (<i>Discursos sobre o pobre L\u00e1zaro<\/i>, II, 5).<\/p>\n<p>9. \u00c9 decisivo aumentar a sensibilidade para se compreender as exig\u00eancias dos pobres, sempre em muta\u00e7\u00e3o por for\u00e7a das condi\u00e7\u00f5es de vida. Com efeito, nas \u00e1reas economicamente mais desenvolvidas do mundo, est\u00e1-se menos predisposto hoje que no passado a confrontar-se com a pobreza. O estado de relativo bem-estar ao qual se habituaram torna mais dif\u00edcil aceitar sacrif\u00edcios e priva\u00e7\u00f5es. Est\u00e1-se pronto a tudo s\u00f3 para n\u00e3o ficar privado daquilo que foi fruto de f\u00e1cil conquista. Deste modo, cai-se em formas de rancor, nervosismo espasm\u00f3dico, reivindica\u00e7\u00f5es que levam ao medo, \u00e0 ang\u00fastia e, nalguns casos, \u00e0 viol\u00eancia. Este n\u00e3o \u00e9 o crit\u00e9rio sobre o qual construir o futuro; tamb\u00e9m estas s\u00e3o formas de pobreza, para as quais n\u00e3o se pode deixar de olhar. Devemos estar abertos a ler os sinais dos tempos que exprimem novas modalidades de ser evangelizadores no mundo contempor\u00e2neo. A assist\u00eancia imediata para acorrer \u00e0s necessidades dos pobres n\u00e3o deve impedir de ser clarividente para atuar novos sinais do amor e da caridade crist\u00e3 como resposta \u00e0s novas pobrezas que experimenta a humanidade de hoje.<\/p>\n<p>Fa\u00e7o votos de que o\u00a0<i>Dia Mundial dos Pobres<\/i>, chegado j\u00e1 \u00e0 sua quinta celebra\u00e7\u00e3o, possa radicar-se cada vez mais nas nossas Igrejas locais e abrir-se a um movimento de evangeliza\u00e7\u00e3o que, em primeira inst\u00e2ncia, encontre os pobres l\u00e1 onde est\u00e3o. N\u00e3o podemos ficar \u00e0 espera que batam \u00e0 nossa porta; \u00e9 urgente ir ter com eles \u00e0s suas casas, aos hospitais e casas de assist\u00eancia, \u00e0 estrada e aos cantos escuros onde, por vezes, se escondem, aos centros de ref\u00fagio e de acolhimento\u2026 \u00c9 importante compreender como se sentem, o que est\u00e3o a passar e quais os desejos que t\u00eam no cora\u00e7\u00e3o. Fa\u00e7amos nossas as palavras inflamadas do Padre Primo Mazzolari: \u00abGostaria de pedir-vos para n\u00e3o me perguntardes\u00a0<i>se existem pobres<\/i>,\u00a0<i>quem s\u00e3o e quantos s\u00e3o<\/i>, porque tenho receio que tais perguntas representem uma distra\u00e7\u00e3o ou o pretexto para escapar duma espec\u00edfica indica\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia e do cora\u00e7\u00e3o. (\u2026) Os pobres, eu nunca os contei, porque n\u00e3o se podem contar: os pobres abra\u00e7am-se, n\u00e3o se contam\u00bb<b>\u00a0<\/b>(Revista \u00ab<i>Adesso<\/i>\u00bb, n.\u00ba 7, 15 de abril de 1949). Os pobres est\u00e3o no meio de n\u00f3s. Como seria evang\u00e9lico, se pud\u00e9ssemos dizer com toda a verdade: tamb\u00e9m n\u00f3s somos pobres, porque s\u00f3 assim conseguir\u00edamos realmente reconhec\u00ea-los e faz\u00ea-los tornar-se parte da nossa vida e instrumento de salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Roma, S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, na Mem\u00f3ria de Santo Ant\u00f3nio, 13 de junho de 2021.<\/p>\n<p><b>[<i>Francisco<\/i>]<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Papa Francisco<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":187826,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[26],"tags":[226],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Mensagem do Papa para o V Dia Mundial dos Pobres - Convento Santo Ant\u00f4nio- Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Mensagem do Papa para o V Dia Mundial dos Pobres - Convento Santo Ant\u00f4nio- Franciscanos\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Mensagem do Papa Francisco\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Convento Santo Ant\u00f4nio- Franciscanos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2021-09-23T13:41:11+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/sefras_2309d.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"600\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"440\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"moacir\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"moacir\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"16 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/#website\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/\",\"name\":\"Convento Santo Ant\u00f4nio- Franciscanos\",\"description\":\"Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do Brasil - Ordem dos Frades Menores\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/\",\"name\":\"Mensagem do Papa para o V Dia Mundial dos Pobres - Convento Santo Ant\u00f4nio- Franciscanos\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/#website\"},\"datePublished\":\"2021-09-23T13:41:11+00:00\",\"dateModified\":\"2021-09-23T13:41:11+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/#\/schema\/person\/73421c01c49c32a7bb0a19d9b36df6ad\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Mensagem do Papa para o V Dia Mundial dos Pobres\"}]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/#\/schema\/person\/73421c01c49c32a7bb0a19d9b36df6ad\",\"name\":\"moacir\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d08aa2ce4c8dd416d4479aa8536fcf64?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d08aa2ce4c8dd416d4479aa8536fcf64?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"moacir\"},\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/author\/moacir\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Mensagem do Papa para o V Dia Mundial dos Pobres - Convento Santo Ant\u00f4nio- Franciscanos","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Mensagem do Papa para o V Dia Mundial dos Pobres - Convento Santo Ant\u00f4nio- Franciscanos","og_description":"Mensagem do Papa Francisco","og_url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/","og_site_name":"Convento Santo Ant\u00f4nio- Franciscanos","article_published_time":"2021-09-23T13:41:11+00:00","og_image":[{"width":600,"height":440,"url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/sefras_2309d.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"moacir","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"moacir","Est. tempo de leitura":"16 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/#website","url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/","name":"Convento Santo Ant\u00f4nio- Franciscanos","description":"Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do Brasil - Ordem dos Frades Menores","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/","url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/","name":"Mensagem do Papa para o V Dia Mundial dos Pobres - Convento Santo Ant\u00f4nio- Franciscanos","isPartOf":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/#website"},"datePublished":"2021-09-23T13:41:11+00:00","dateModified":"2021-09-23T13:41:11+00:00","author":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/#\/schema\/person\/73421c01c49c32a7bb0a19d9b36df6ad"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/mensagem-do-papa-para-o-v-dia-mundial-dos-pobres\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Mensagem do Papa para o V Dia Mundial dos Pobres"}]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/#\/schema\/person\/73421c01c49c32a7bb0a19d9b36df6ad","name":"moacir","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d08aa2ce4c8dd416d4479aa8536fcf64?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d08aa2ce4c8dd416d4479aa8536fcf64?s=96&d=mm&r=g","caption":"moacir"},"url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/author\/moacir\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187824"}],"collection":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=187824"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187824\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":187827,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187824\/revisions\/187827"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187826"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=187824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=187824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=187824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}