{"id":187221,"date":"2020-09-08T15:30:50","date_gmt":"2020-09-08T18:30:50","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/?page_id=187221"},"modified":"2021-09-23T16:03:14","modified_gmt":"2021-09-23T19:03:14","slug":"o-santuario","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/conventosantoantonio\/o-santuario\/","title":{"rendered":"Devo\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<h1>Devo\u00e7\u00e3o \u00e0s ter\u00e7as-feiras<\/h1>\n<p>[\/vc_column_text][vc_single_image image=&#8221;187883&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; css_animation=&#8221;flipInX&#8221;][vc_column_text]Santo Ant\u00f4nio foi sepultado no dia 17 de junho, ter\u00e7a-feira. Teve ent\u00e3o in\u00edcio o costume de lembr\u00e1-lo nesse dia. Com o decorrer do tempo o costume passou para o esquecimento.<\/p>\n<p>Reapareceu no s\u00e9culo XVII, como explicam os Bollandistas num caso de 1616. Um casal de Bolonha n\u00e3o conseguira ter filhos durante vinte e dois anos, por mais que o desejassem. Foi a\u00ed que entrou Santo Ant\u00f4nio. Os esposos apelaram para sua intercess\u00e3o.<\/p>\n<p>O santo apareceu \u00e0 esposa, mandando-a visitar por nove dias sua imagem na igreja de S\u00e3o Francisco na dita cidade. Ela conseguiu engravidar, mas deu \u00e0 luz uma crian\u00e7a deformada. Cheia de confian\u00e7a levou o filhinho \u00e0 igreja e o colocou sobre o altar de Santo Ant\u00f3nio.<\/p>\n<p>Tocada apenas a pedra do altar, desapareceu a deformidade. Ap\u00f3s isso, espalhou-se a not\u00edcia e a devo\u00e7\u00e3o das nove ter\u00e7as-feiras, acrescida com o tempo de mais quatro dias, formando o n\u00famero treze, em lembran\u00e7a do dia da morte do santo.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda muitas igrejas, nas quais, \u00e0s ter\u00e7as-feiras, o movimento de fi\u00e9is \u00e9 consider\u00e1vel. Hor\u00e1rios especiais de celebra\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas, muita gente na fila do confession\u00e1rio e, ao fim da missa, a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Santo Ant\u00f3nio, com aspers\u00e3o dos fi\u00e9is. Algumas tamb\u00e9m distribuem p\u00e3ezinhos de Santo Ant\u00f4nio.<\/p>\n<p><strong>Um exemplo mu\u00e7ulmano &#8211;<\/strong>\u00a0Conta o Ministro Geral dos Frades Menores Conventuais que, em suas passagens por Istambul, impressionou-o o que ocorre \u00e0s ter\u00e7as-feiras na igreja conventual de Sent Antun. \u201cNesse dia, todas as semanas e j\u00e1 desde o come\u00e7o deste s\u00e9culo, a bonita e ampla igreja fica sobretudo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos turcos, e estes, desde a manh\u00e3 at\u00e9 \u00e0 noite, sem pausa nem mesmo na hora do almo\u00e7o, passam em ordem e com devo\u00e7\u00e3o diante do altar do Santo e exprimem, cada um segundo a pr\u00f3pria sensibilidade religiosa, os pr\u00f3prios pedidos. Fazem-no sem contar as horas, com profunda compreens\u00e3o, em sil\u00eancio e com respeito, com muita compostura e sinceridade. Depois de percorrerem o templo, pausadamente, e muitos tendo at\u00e9 assistido \u00e0 missa, celebrada em turco, antes de sa\u00edrem exprimem, em um livro volumoso, os pr\u00f3prios sentimentos, na multiplicidade das l\u00ednguas m\u00e9dio-orientais\u2026\u201d<\/p>\n<p><strong>Do livro \u201cSanto Ant\u00f4nio Popular\u201d, de Frei Ildefonso Silveira<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>O QUE \u00c9 A TREZENA<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o as ora\u00e7\u00f5es que se fazem em louvor a Santo Ant\u00f4nio nos treze dias antecedentes \u00e0 sua festa. Esta devo\u00e7\u00e3o \u00e9 muito antiga: teve origem em Bolonha, na It\u00e1lia, no ano de 1617.<\/p>\n<p>Uma senhora, necessitando de um grande favor dos c\u00e9us, recorreu a Santo Ant\u00f4nio com insist\u00eancia, por nove ter\u00e7as-feiras sucessivas visitou sua imagem na Igreja de S\u00e3o Francisco, e a\u00ed rezava com fervor. Alcan\u00e7ou de modo admir\u00e1vel o que desejava.<\/p>\n<p>A not\u00edcia se espalhou e muitas pessoas necessitadas de gra\u00e7as e b\u00ean\u00e7\u00e3os seguiram seu exemplo de visitar a Igreja durante nove ter\u00e7as-feiras para rezar com f\u00e9, diante da imagem de Santo Ant\u00f4nio.<\/p>\n<p>Como se multiplicassem as gra\u00e7as e milagres, essa pr\u00e1tica se divulgou rapidamente. Mais tarde, o n\u00famero das ter\u00e7as-feiras foi aumentando para treze, uma vez que o Santo passou para a eternidade no dia 13 de junho de 1231.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>PENSAMENTOS DE SANTO ANT\u00d4NIO<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.\u00a0<\/strong>A vida contemplativa n\u00e3o foi institu\u00edda por causa da ativa, mas a vida ativa por causa da contemplativa.<\/p>\n<p><strong>2.\u00a0<\/strong>A f\u00e9 se compara ao peixe. Assim como o peixe \u00e9 batido pelas freq\u00fcentes ondas do mar, sem que morra com isso, tamb\u00e9m a f\u00e9 n\u00e3o se quebra com as adversidades.<\/p>\n<p><strong>3.\u00a0<\/strong>Quem est\u00e1 cheio das gl\u00f3rias do mundo se assemelha \u00e0 bexiga que, cheia de vento, parece maior do que \u00e9; basta uma picadinha da agulha da morte e se ver\u00e1 o pouco que \u00e9.<\/p>\n<p><strong>4.\u00a0<\/strong>N\u00e3o \u00e9 o temor que faz o servo nem \u00e9 o amor que faz o livre; mas antes o temor \u00e9 que faz o livre, o amor que faz o servo.<\/p>\n<p><strong>5.\u00a0<\/strong>Em todo o corpo do homem o diabo n\u00e3o encontra nenhum membro t\u00e3o conveniente para ser ca\u00e7ado, para espiar, para enganar, como o cora\u00e7\u00e3o, porque dele procede a vida.<\/p>\n<p><strong>6.\u00a0<\/strong>A paci\u00eancia \u00e9 melhor maneira de vencer.<\/p>\n<p><strong>7.\u00a0<\/strong>Quanto mais profundamente lan\u00e7ares o alicerce da humildade, tanto mais alto poder\u00e1s construir o edif\u00edcio.<\/p>\n<p><strong>8.\u00a0<\/strong>Jerusal\u00e9m tinha uma porta chamada \u201cBuraco da Agulha\u201d, pela qual n\u00e3o podia entrar um camelo, porque era baixa. Esta porta \u00e9 Cristo humilde, pela qual n\u00e3o pode entrar o soberbo ou o corcunda avarento. Aquele que pretende entrar por ela tem de se humilhar.<\/p>\n<p><strong>9.\u00a0<\/strong>Maria n\u00e3o afugenta nenhum pecador, antes, recebe a todos os que se refugiam nela e, por isso, \u00e9 chamada M\u00e3e de Miseric\u00f3rdia: \u00e9 misericordiosa para com os miser\u00e1veis, \u00e9 esperan\u00e7a para os desesperados.<\/p>\n<p><strong>10.\u00a0<\/strong>O cora\u00e7\u00e3o profundo \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o do que ama, do que deseja, do contemplativo, do desprezador das coisas inferiores. Quando te aproximas de tal cora\u00e7\u00e3o com passos devotos. Deus \u00e9 exaltado, n\u00e3o em si, mas em ti; a sua exalta\u00e7\u00e3o \u00e9 a intensidade do teu amor, \u00e9 a eleva\u00e7\u00e3o do teu esp\u00edrito.<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong>\u00a0Feliz aquele que arranca de si o cora\u00e7\u00e3o de pedra e toma um cora\u00e7\u00e3o de carne, capaz de se doer compungido das mis\u00e9rias dos pobres, de modo que a sua compaix\u00e3o lhe sirva de consolo e este consolo lhe dissipe a avareza.<\/p>\n<p><strong>12.\u00a0<\/strong>Oscula com a boca a pr\u00f3pria m\u00e3o quem louva o que faz.<\/p>\n<p><strong>13.\u00a0<\/strong>Acredita o estulto no conselho da raposa, fiado em que o bem transit\u00f3rio e mut\u00e1vel seja verdadeiro e duradouro.<\/p>\n<p><strong>14.\u00a0<\/strong>N\u00e3o poder\u00e1s levar os fardos de outrem, se n\u00e3o depuseres primeiro os teus. Alivia-te primeiro dos teus, e poder\u00e1s levar os fardos de outrem.<\/p>\n<p><strong>15.\u00a0<\/strong>O que o Senhor faz em n\u00f3s com a nossa coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 maior do que tudo o que faz sem n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>16.\u00a0<\/strong>Assim como o vento que entra pela boca aberta n\u00e3o mata a sede, mas aumenta-a mais, o mesmo sucede com a vaidade da dignidade.<\/p>\n<p><strong>17.<\/strong>\u00a0Assim como a flor, quando espalha o odor, n\u00e3o se corrompe, tamb\u00e9m o verdadeiramente humilde n\u00e3o se eleva quando louvado pelo perfume da sua vida de bondade.<\/p>\n<p><strong>18.\u00a0<\/strong>A mentira reside na l\u00edngua, o roubo na m\u00e3o, as extors\u00f5es no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>19.<\/strong>\u00a0Aquele que segue a outro no caminho, n\u00e3o olha para si, mas para aquele a quem constituiu guia da sua vida.<\/p>\n<p><strong>20.\u00a0<\/strong>Antes de entrar um raio de sol em casa, n\u00e3o aparece dentro, no ar, o p\u00f3; se, por\u00e9m, entrar um raio de sol, parece cheia de p\u00f3.<\/p>\n<p><strong>21.<\/strong>\u00a0Todo enfermo diz: Amarga \u00e9 a po\u00e7\u00e3o para os que a bebem, mas quando se afastar a enfermidade, ent\u00e3o se gloriar\u00e1.<\/p>\n<p><strong>22.\u00a0<\/strong>O insensato, como um asno, ouve somente o som da palavra divina, mas o s\u00e1bio percebe-lhe a for\u00e7a e leva-a ao cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>23.<\/strong> Dizem que o filho da cegonha ama tanto o pai que, ao v\u00ea-lo envelhecer, sustenta-o e alimenta-o. Isso faz por instinto. Tamb\u00e9m n\u00f3s devemos sustentar o nosso Pai nos seus membros d\u00e9beis e doentes e alimenta-los nos pobres e necessitados.<\/p>\n<p><strong>24.\u00a0<\/strong>A soberba, para n\u00e3o ser desprezada, procura encobrir-se na preciosa humildade.<\/p>\n<p><strong>25.\u00a0<\/strong>Usa mais vezes os ouvidos do que a l\u00edngua.<\/p>\n<p><strong>26.\u00a0<\/strong>O hip\u00f3crita se assemelha ao pav\u00e3o: ao ser provocado pelas crian\u00e7as, mostra o esplendor das suas penas e, quando faz rodar a cauda, descobre torpemente o traseiro.<\/p>\n<p><strong>Pensamentos extra\u00eddos do livro \u201cEnsinamentos e Admoesta\u00e7\u00f5es\u201d, da Editora Vozes; e \u201cObras Completas de Santo Ant\u00f3nio de Lisboa\u201d, Editorial Restaura\u00e7\u00e3o, Lisboa.<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>SIMBOLISMO<\/strong><\/p>\n<p><strong>O h\u00e1bito de Santo Ant\u00f4nio<\/strong><br \/>\nNa imagem de Santo Ant\u00f4nio, o h\u00e1bito representa sua perten\u00e7a \u00e1 Ordem Franciscana. No s\u00e9culo XV, algumas representa\u00e7\u00f5es mostram o santo usando um h\u00e1bito cinza, simbolizando os mendicantes ou penitentes. O h\u00e1bito marrom simboliza a certeza de sua f\u00e9 em Jesus Cristo e sua morte para a vida mundana. O h\u00e1bito \u00e9 um s\u00edmbolo de consagra\u00e7\u00e3o a Deus, de humildade e de perten\u00e7a a uma ordem religiosa.<\/p>\n<p><strong>O Livro nas m\u00e3os de Santo Ant\u00f4nio<\/strong><br \/>\nNa imagem de Santo Ant\u00f4nio o livro \u00e9 o s\u00edmbolo mais antigo. Representa o Evangelho, a sabedoria de Santo Ant\u00f4nio e o fato de ele ser Doutor da Igreja. Representa, tamb\u00e9m, o pregador extraordin\u00e1rio que reunia multid\u00f5es para ouvi-lo. Por seus conhecimentos e sabedoria b\u00edblica, o Papa Greg\u00f3rio IX chamava-o &#8220;Arca do Testamento&#8221;. Pessoas se convertiam e inimigos se reconciliavam ao ouvi-lo pregar. E, quando n\u00e3o quiseram ouvi-lo, ele foi pregar para os peixes e, milagrosamente, um cardume enorme ficou com a cabe\u00e7a fora d&#8221;\u00e1gua enquanto ele pregava, tamanho era o dom da prega\u00e7\u00e3o que ele tinha.<\/p>\n<p><strong>O Menino Jesus com Santo Ant\u00f4nio<\/strong><br \/>\nO menino Jesus representa a intimidade de Santo Ant\u00f4nio com Cristo. Ele \u00e9 mostrado de tr\u00eas modos diferentes:1. Sobre o livro: estar em cima do livro, a B\u00edblia, significa que Santo Ant\u00f4nio anunciava Jesus Cristo, o Verbo encarnado. De fato, todos os serm\u00f5es de santo Ant\u00f4nio foram sobre Jesus e as passagens do Evangelho. Ele revelou com poder e for\u00e7a o Verbo divino.2. No colo de Santo Ant\u00f4nio: representa a extraordin\u00e1ria intimidade do santo com Jesus. Em algumas representa\u00e7\u00f5es o menino acaricia lhe o rosto. Todo o dom da prega\u00e7\u00e3o de santo Ant\u00f4nio vem da sua intimidade com Jesus na ora\u00e7\u00e3o profunda e na Eucaristia. Da\u00ed vinha toda a sabedoria e os dons que se manifestavam em Santo Ant\u00f4nio.3. Sendo mostrado ao santo pela Virgem Maria. Revela a devo\u00e7\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio para com a virgem Maria. Nesta representa\u00e7\u00e3o, Santo Ant\u00f4nio aparece em estado de profunda adora\u00e7\u00e3o a Jesus.<\/p>\n<p><strong>O l\u00edrio de Santo Ant\u00f4nio<\/strong><br \/>\nO l\u00edrio na imagem de Santo Ant\u00f4nio representa sua castidade e pureza de cora\u00e7\u00e3o. Simboliza tamb\u00e9m a esta\u00e7\u00e3o do ano na qual o santo morreu, o ver\u00e3o no hemisf\u00e9rio norte.<\/p>\n<p><strong>A tonsura de Santo Ant\u00f4nio<\/strong><br \/>\nO cabelo raspado no centro da cabe\u00e7a se chama tonsura e representa o voto de castidade de santo Ant\u00f4nio. A tonsura era uma cerim\u00f4nia religiosa, na qual o Bispo raspava o cabelo de quem estava sendo ordenado no primeiro grau da Ordem. A tonsura tinha tamb\u00e9m o de ren\u00fancia das vaidades e ser como o Cristo, sendo coroado rei que se oferece a servi\u00e7o de todos.<\/p>\n<p><strong>O P\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio<\/strong><br \/>\nO p\u00e3o na imagem de Santo Ant\u00f4nio tamb\u00e9m \u00e9 bem comum. Representa um de seus v\u00e1rios milagres feitos em vida. Em algumas obras vimos o santo distribuindo o &#8220;p\u00e3o dos pobres&#8221;. Essa \u00e9 uma caracter\u00edstica mais recente, do s\u00e9culo XIX. Surgiu durante uma \u00e9poca de muita fome na Europa.<\/p>\n<p><strong>O Ter\u00e7o de Santo Ant\u00f4nio<\/strong><br \/>\nO Ter\u00e7o na imagem de Santo Ant\u00f4nio representa sua entrega e devo\u00e7\u00e3o \u00e0 M\u00e3e de Deus. Santo Ant\u00f4nio come\u00e7ou a ser representado com o Ter\u00e7o na cintura, no s\u00e9culo XVI, para mostrar que ele era homem de ora\u00e7\u00e3o. O ter\u00e7o tamb\u00e9m fazia parte do h\u00e1bito franciscano.<\/p>\n<p><strong>O cord\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio<\/strong><br \/>\nO cord\u00e3o na Imagem de Santo Ant\u00f4nio representa seus votos perp\u00e9tuos. O cord\u00e3o faz parte do h\u00e1bito franciscano. \u00c9 um cinto de corda que cont\u00e9m tr\u00eas n\u00f3s. Estes n\u00f3s simbolizam os votos de obedi\u00eancia, pobreza e castidade, que todo religioso franciscano faz quando faz os votos perp\u00e9tuos.[\/vc_column_text][vc_column_text][\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_single_image image=&#8221;187457&#8243; img_size=&#8221;1000&#215;2000&#8243; css_animation=&#8221;flipInX&#8221;][vc_column_text][\/vc_column_text][vc_column_text]<\/p>\n<h3><strong>O P\u00c3O DE SANTO ANT\u00d4NIO<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c0 luz da Teologia do culto dos santos, podemos perceber que Santo Ant\u00f4nio, por ter sido um \u201chomem enamorado de Cristo e do seu Evangelho\u201d, apresenta uma mensagem muito rica. Poder\u00edamos desdobr\u00e1-la a partir dos s\u00edmbolos com os quais ele \u00e9 representado, como o Livro dos Evangelhos. o Menino Jesus sobre o Livro, a Cruz, o l\u00edrio.<\/p>\n<p>Aqui gostar\u00edamos de deter-nos no s\u00edmbolo do p\u00e3o. O p\u00e3o constitui um elemento insepar\u00e1vel de toda a devo\u00e7\u00e3o a Santo Ant\u00f4nio, independente de sua origem. Ele at\u00e9 se chama \u201cP\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio\u201d.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do \u201cP\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio\u201d remonta a um fato curioso que \u00e9 assim narrado: \u201cAnt\u00f4nio comovia-se tanto com a pobreza que, certa vez, distribuiu aos pobres todo o p\u00e3o do convento em que vivia. O frade padeiro ficou em apuros, quando, na hora da refei\u00e7\u00e3o, percebeu que os frades n\u00e3o tinham o que comer: os p\u00e3es tinham sido roubados\u201d.<\/p>\n<p>At\u00f4nito, foi contar ao santo o ocorrido. Este mandou que verificasse melhor o lugar em que os tinha deixado. O Irm\u00e3o padeiro voltou estupefato e alegre: os cestos transbordavam de p\u00e3o, tanto que foram distribu\u00eddos aos frades e aos pobres do convento.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje na devo\u00e7\u00e3o popular o \u201cp\u00e3ozinho de Santo Ant\u00f4nio\u201d \u00e9 colocado, pelos fi\u00e9is nos sacos de farinha, com a f\u00e9 de que, assim, nunca lhes faltar\u00e1 o de que comer.<\/p>\n<p>Mais do que a lenda da origem do \u201cP\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio\u201d, importa perceber toda a riqueza do seu simbolismo. Sem d\u00favida ele revela toda a riqueza da dimens\u00e3o apost\u00f3lica da vida de Santo Ant\u00f4nio.<\/p>\n<p>Por curiosidade interessei-me em saber se havia alguma est\u00e1tua de Santo Ant\u00f3nio com o p\u00e3o em sua figura\u00e7\u00e3o. Assim, certo dia, entrei por acaso na igreja de Santa Luzia no Castelo, no Centro do Rio de Janeiro. Encontrei no fundo da igreja uma Imagem de Santo Ant\u00f4nio, tendo sobre o bra\u00e7o esquerdo o Livro dos Evangelhos, com o Menino Deus sentado sobre o livro, segurando um cesto repleto de p\u00e3es, enquanto Santo Ant\u00f4nio com a m\u00e3o direita oferece um p\u00e3o a algu\u00e9m. Era o que procurava.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que, atrav\u00e9s de Santo Ant\u00f4nio, Jesus continua a realizar o grande milagre da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es. Jesus tem compaix\u00e3o da multid\u00e3o faminta e multiplica o p\u00e3o para saciar-lhe a fome.<\/p>\n<p>Mas se olharmos para as narra\u00e7\u00f5es da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es, vemos que Jesus nunca age sozinho. Pede a colabora\u00e7\u00e3o dos ap\u00f3stolos: \u201cDai-lhes v\u00f3s mesmos de comer; quantos p\u00e3es tendes, ide ver\u201d. Voltando de sua procura, trouxeram-lhe cinco p\u00e3es e dois peixes. Deu ordens para que fizessem sentar-se \u00e0 multid\u00e3o, em grupos, na relva verde. Jesus d\u00e1 gra\u00e7as sobre os p\u00e3es e os peixes e d\u00e1 aos disc\u00edpulos para distribu\u00ed-los. E no fim foram ainda os ap\u00f3stolos que recolheram doze cestos cheios de peda\u00e7os de p\u00e3o e restos de peixe (cf. Mc 6,35-44).<\/p>\n<p>O grande milagre de Jesus est\u00e1 em multiplicar sua presen\u00e7a e sua a\u00e7\u00e3o nos seus disc\u00edpulos. Atrav\u00e9s deles \u00e9 que Jesus quer saciar a fome da multid\u00e3o faminta, tanto da fome corporal como espiritual. Atrav\u00e9s dos seus disc\u00edpulos Jesus deseja ser alimento, deseja ser o p\u00e3o para a vida do mundo.<\/p>\n<p>O p\u00e3o simboliza tudo. Simboliza a vida. simboliza a fraternidade. Quando se diz que falta o p\u00e3o, dizemos que falta a comida, falta o alimento, falta o necess\u00e1rio para a vida. Por isso, Jesus ensina a pedir o p\u00e3o de cada dia, em outras palavras, que Deus nos conceda a vida, para que possamos realizar a sua vontade, para que o seu Reino venha, e, assim, seu nome seja santificado, ele que \u00e9 nosso Pai.<\/p>\n<p>Como diz Santo Irineu: A gl\u00f3ria de Deus \u00e9 a vida do ser humano. Por isso, diz S\u00e3o Tiago em sua carta: \u201cA religi\u00e3o pura e imaculada diante de Deus Pai \u00e9 visitar os \u00f3rf\u00e3os e as vi\u00favas em suas tribula\u00e7\u00f5es e conservar-se sem mancha neste mundo\u201d (1,27).<\/p>\n<p>H\u00e1 duas maneiras de se fazer a mem\u00f3ria e assim tomar presente Jesus Cristo hoje na Igreja, nos crist\u00e3os, no mundo: A primeira \u00e9 a mem\u00f3ria ritual ou celebrativa, principalmente pelos sacramentos e de modo especial pela Eucaristia. O segundo modo \u00e9 pela mem\u00f3ria testament\u00e1ria.<br \/>\n\u00c9 viver o testamento de Jesus Cristo transmitido na \u00faltima Ceia, isto \u00e9, viver o sentido do lava-p\u00e9s: viver o novo mandamento, ser tamb\u00e9m Corpo dado e Sangue derramado, a exemplo de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>S\u00e3o duas express\u00f5es da a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, da Eucaristia, s\u00e3o duas maneiras de se viver a Eucaristia. Uma sem a outra \u00e9 est\u00e9ril; uma alimenta a outra. N\u00e3o h\u00e1 verdadeira Eucaristia celebrada sem que tamb\u00e9m sejamos p\u00e3o partilhado para a vida do pr\u00f3ximo, a exemplo de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Talvez o maior milagre que Santo Ant\u00f4nio continua realizando \u00e9 justamente que sua mensagem, sua caridade, continuam presentes em tantas obras de caridade, em tantas \u201cPias Uni\u00f5es de Santo Ant\u00f4nio\u201d, em tantas mulheres e homens tamb\u00e9m, capazes de dedicarem toda a sua capacidade de amor e de servi\u00e7o ao pr\u00f3ximo necessitado junto a igrejas dedicadas a Santo Ant\u00f4nio atrav\u00e9s do p\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio.<\/p>\n<p>Quantas senhoras que d\u00e3o seu tempo, sua dedica\u00e7\u00e3o para assistirem fam\u00edlias e pessoas necessitadas! As contribui\u00e7\u00f5es em dinheiro oferecidas pelos fi\u00e9is para o \u201cP\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio\u201d ou entregues aos frades \u201cpara os seus pobres\u201d.<\/p>\n<p>Tudo isso poder-se-ia acusar de paternalismo. N\u00e3o. Nosso Senhor mesmo disse: Pobres sempre tereis entre v\u00f3s (cf. Jo 12,8). Penso que em rela\u00e7\u00e3o a eles devemos distinguir dois aspectos: As obras de miseric\u00f3rdia fazem parte da vida evang\u00e9lica, da vida crist\u00e3.<\/p>\n<p>Contando a par\u00e1bola do bom samaritano, Nosso Senhor nos ensina claramente que cada um deve aproximar-se do necessitado, ser pr\u00f3ximo daquele que necessita de compaix\u00e3o. Fazer o que estiver em nossas m\u00e3os para auxili\u00e1-lo em sua necessidade.<\/p>\n<p>Poder\u00e3o dizer: Devemos promover a pessoa, dar-lhe o anzol para que possa pescar. Contudo se n\u00e3o tiver for\u00e7a nem para segurar o anzol ser\u00e1 preciso dar-lhe tamb\u00e9m e, em primeiro lugar, o peixe. Claro que num segundo momento, ou simultaneamente, vem a promo\u00e7\u00e3o, que consistir\u00e1 em criar todo um conjunto de condi\u00e7\u00f5es para que a pessoa tenha condi\u00e7\u00f5es de se autopromover. Atrav\u00e9s de suas imagens se percebe que Santo Ant\u00f4nio n\u00e3o ret\u00e9m o Menino Deus para si.<\/p>\n<p>Apresenta-o, oferece-o a todos. Esta oferta transforma-se concretamente em p\u00e3o, em alimento, e promo\u00e7\u00e3o das pessoas, principalmente das mais necessitadas.<\/p>\n<p>Santo Ant\u00f4nio foi, sem d\u00favida, o grande pregador do Evangelho, o anunciador da verdadeira doutrina sobre Jesus Cristo. Encontrou Jesus Cristo e o seu mist\u00e9rio no estudo e na medita\u00e7\u00e3o dos Santos Evangelhos. Mas n\u00e3o o reteve para si.<\/p>\n<p>Ele continua revelando esta faceta da vida evang\u00e9lica e apost\u00f3lica \u00e0 Igreja dos nossos dias, convocada para a nova evangeliza\u00e7\u00e3o. Importa, por\u00e9m, que os pregadores do Evangelho hoje tamb\u00e9m o vivam, tamb\u00e9m tenham encontrado nele o Cristo Jesus.<\/p>\n<p>S\u00f3 assim, o testemunho, o an\u00fancio de Jesus Cristo ser\u00e1 proclamado com novo ardor, ser\u00e1 aut\u00eantico, e, por isso, eficaz. Como Ant\u00f4nio, o grande pregador, o mission\u00e1rio incans\u00e1vel, o homem de ora\u00e7\u00e3o, todos os crist\u00e3os que aderem a Cristo, que s\u00e3o batizados e recebem o Esp\u00edrito Santo como Dom do Pai e do Filho, no Sacramento da Crisma, tamb\u00e9m s\u00e3o chamados a viver sua voca\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica.<\/p>\n<p>Ser profeta significa antes de tudo dar o testemunho do novo mandamento da caridade. Significa imitar Deus que \u00e9 amor. \u00c9 viver o amor na comunidade conjugal, na comunidade familiar, na comunidade social. Ser profeta e profetisa \u00e9 revelar Deus neste mundo atrav\u00e9s do amor e apontar para Deus, imitando-o no seu amor em todas as circunst\u00e2ncias da vida, \u00e9 levar uma vida segundo o Evangelho.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 os ap\u00f3stolos, n\u00e3o s\u00f3 os Bispos e os sacerdotes e os religiosos e religiosas devem pregar ou anunciar o Evangelho. Tamb\u00e9m o fiel leigo participa desta miss\u00e3o da Igreja. Desta forma ele se transforma em p\u00e3o multiplicado para saciar a multid\u00e3o faminta.<\/p>\n<p>Quais as modalidades de sua prega\u00e7\u00e3o? Primeiro, sendo fiel \u00e0 sua voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 de viver na gra\u00e7a de Deus. Na medida em que ele estiver em comunh\u00e3o com Deus, j\u00e1 est\u00e1 realizando um apostolado. Mas n\u00e3o basta evangelizar-se.<\/p>\n<p>O crist\u00e3o leigo tamb\u00e9m \u00e9 chamado a evangelizar: pelo exemplo de vida crist\u00e3, ou pelo testemunho; pela palavra de exorta\u00e7\u00e3o e de edifica\u00e7\u00e3o quando se lhe oferecer a ocasi\u00e3o; pela a\u00e7\u00e3o, participando das diversas Pastorais da Igreja em suas diversas dimens\u00f5es: a comunh\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o, nos minist\u00e9rios leigos, nos diversos servi\u00e7os da Comunidade, na Pastoral vocacional; na colabora\u00e7\u00e3o com as miss\u00f5es da Igreja, indo eventualmente para terras de miss\u00e3o; na Catequese; nos diversos servi\u00e7os na Liturgia; no Ecumenismo; na dimens\u00e3o s\u00f3clo-transformadora, ajudando a construir um mundo mais justo e fraterno.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 pr\u00f3prio do apostolado ou da evangeliza\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o leigo, a consagra\u00e7\u00e3o do mundo atrav\u00e9s de sua a\u00e7\u00e3o, nos diversos estados de vida, nos diversos campos de trabalho e nas mais variadas profiss\u00f5es: no mundo do trabalho, do esporte, da arte, das ci\u00eancias, da pol\u00edtica, da justi\u00e7a, da promo\u00e7\u00e3o da Paz, da Justi\u00e7a, da Ecologia.<\/p>\n<p>S\u00e3o fundamentalmente dois os modos de agir do Divino Esp\u00edrito Santo na vida do crist\u00e3o. Ele suscita vida, faz surgir a vida. Eis o sopro de Deus na manh\u00e3 da cria\u00e7\u00e3o, o sopro de Jesus Cristo, na manh\u00e3 da ressurrei\u00e7\u00e3o. Mas, por outro lado. ele faz com que a vida se desenvolva e chegue \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o. No Batismo ele nos faz filhos de Deus, nos faz renascer pela \u00e1gua, s\u00edmbolo de vida. Mas esta vida n\u00e3o pode permanecer como uma semente.<\/p>\n<p>Deve germinar, nascer, crescer e produzir frutos, ser fecunda, multiplicar-se. Eis o sentido da Crisma. Para que possa realizar sua voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o batismals, o crist\u00e3o \u00e9 ungido pelo Espirito Santo na Crisma.<\/p>\n<p>Assim como a P\u00e1scoa \u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o do Batismo, o Pentecostes celebra a Crisma, reavivando na Comunidade Eclesial o Dom do Espirito Santo, para que possa realizar em sua vida a mensagem do Evangelho como disc\u00edpulo e disc\u00edpula de Cristo, e contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de um mundo mais justo e mais fraterno. N\u00e3o est\u00e1 aqui tamb\u00e9m o \u201cP\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio\u201d multiplicado nos crist\u00e3os, o pr\u00f3pio Cristo Jesus como Corpo dado e Sangue derramado para que o mundo tenha vida e a tenha em abund\u00e2ncia?<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de Santo Ant\u00f4nio. Nosso Senhor est\u00e1 convidando continuamente os crist\u00e3os a pensarem no bem do pr\u00f3ximo, a amarem o pr\u00f3ximo como a si mesmos e a darem uma aten\u00e7\u00e3o especial ao necessitado, ao pobre. Claro que n\u00e3o se trata apenas do p\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio, da esmola oferecida ao frade ou ao Convento, com as palavras: \u201cpara os seus pobres\u201d.<\/p>\n<p>Esta doa\u00e7\u00e3o tem tamb\u00e9m o valor de um s\u00edmbolo, de uma celebra\u00e7\u00e3o, como a contribui\u00e7\u00e3o material colocada na salva na hora da prepara\u00e7\u00e3o das oferendas. Atrav\u00e9s da esmola ou da contribui\u00e7\u00e3o colocada em comum, o crist\u00e3o que deseja ser disc\u00edpulo de Cristo, que deseja viver segundo a mensagem do Evangelho, celebra a generosidade e a dadivosidade do Deus Criador, e a de Jesus Cristo, o Redentor que deu a pr\u00f3pria vida para que os seres humanos tenham vida.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de sua oferta, o crist\u00e3o celebra a pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o de poder imitar a dadivosidade e a generosidade de Deus criador e de Jesus Cristo, pois como diz Jesus: \u201cRecebestes de gra\u00e7a, de gra\u00e7a dai\u201d (Mt 10,8). \u00c9 uma gra\u00e7a poder dar. poder partilhar.<\/p>\n<p>Dar de gra\u00e7a, ser generoso, pensar no bem comum, no bem do pr\u00f3ximo, promover a vida do pr\u00f3ximo, eis o mist\u00e9rio revelado no s\u00edmbolo do p\u00e3o de Santo Ant\u00f3nio. N\u00e3o se d\u00e1 apenas uma esmola. Podemos e devemos dar o trabalho, o tempo, a aten\u00e7\u00e3o, o perd\u00e3o, a seriedade e a honestidade em nossa a\u00e7\u00e3o profissional que vale muito mais do que o dinheiro.<\/p>\n<p>Sim, o milagre do P\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio continua at\u00e9 hoje em seus devotos. Ele nos ensina e nos ajuda a sermos mais crist\u00e3os. Nele manifesta-se a espiritualidade pascal, dos atos de amor, das a\u00e7\u00f5es de servi\u00e7o ao pr\u00f3ximo, da promo\u00e7\u00e3o do ser humano, para que tenha vida e a tenha em abund\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A devo\u00e7\u00e3o a Santo Ant\u00f4nio constitui elemento integrante da tradi\u00e7\u00e3o religiosa do povo brasileiro. Esteve presente desde o Inicio de sua evangeliza\u00e7\u00e3o e continua vivo em nossos dias. Por isso, na nova evangeliza\u00e7\u00e3o e no aprofundamento da f\u00e9 crist\u00e3 do povo brasileiro, a devo\u00e7\u00e3o aos santos em geral e, especialmente, a Santo Ant\u00f4nio, ter\u00e1 que ser respeitada e cultivada na Pastoral da Igreja no Brasil.<\/p>\n<p>Importa estar atenta ao que o nosso povo tem como seu e valoriza, para, a partir da\u00ed, ajud\u00e1-lo a encontrar sempre mais intensamente a Cristo e chegar por Cristo ao Pai em comunh\u00e3o com o Esp\u00edrito Santo<\/p>\n<p>A nova evangeliza\u00e7\u00e3o no Brasil passa pelo culto dos santos, e, de modo especial por Santo Ant\u00f4nio, quando este santo vem apresentado por Jo\u00e3o Paulo II como um homem \u201cenamorado de Cristo e do seu Evangelho\u201d.<\/p>\n<p><em><strong>Extra\u00eddo da Revista \u201cGrande Sinal\u201d, autoria de Frei Alberto Beckhauser, ofm<\/strong><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Ora\u00e7\u00e3o do Respons\u00f3rio de S. Ant\u00f4nio \u201cSi quaeris miracula\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Se milagres desejais<br \/>\nContra os males e o dem\u00f4nio,<br \/>\nRecorrei a Santo Ant\u00f4nio<br \/>\nE n\u00e3o falhareis jamais.<\/p>\n<p>Pela sua intercess\u00e3o<br \/>\nFoge a peste, o erro e a morte,<br \/>\nQuem \u00e9 fraco fica forte,<br \/>\nMesmo o enfermo fica s\u00e3o.<\/p>\n<p>Rompem-se as mais vis pris\u00f5es,<br \/>\nRecupera-se o perdido,<br \/>\nCede o mar embravecido<br \/>\nNo maior dos furac\u00f5es.<\/p>\n<p>Penas mil e humanos ais<br \/>\nSe moderam, se retiram:<br \/>\nIsto digam os que viram,<br \/>\nOs paduanos e outros mais.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][\/vc_row][vc_column][\/vc_column]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text] Devo\u00e7\u00e3o \u00e0s ter\u00e7as-feiras [\/vc_column_text][vc_single_image image=&#8221;187883&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; css_animation=&#8221;flipInX&#8221;][vc_column_text]Santo Ant\u00f4nio foi sepultado no dia 17 de junho, ter\u00e7a-feira. 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