{"id":8959,"date":"2011-12-12T14:36:30","date_gmt":"2011-12-12T16:36:30","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=8959"},"modified":"2018-11-08T16:14:52","modified_gmt":"2018-11-08T18:14:52","slug":"nossa-regra-e-nossa-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html","title":{"rendered":"Nossa regra \u00e9 nossa vida"},"content":{"rendered":"<h4>Revendo os passos dados<\/h4>\n<p><strong>Frei Almir Ribeiro Guimar\u00e3es, OFM (*) <\/strong><\/p>\n<p align=\"left\"><em><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-175230 alignright\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/francisco_17.jpg\" alt=\"\" width=\"627\" height=\"470\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/francisco_17.jpg 720w, https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/francisco_17-450x338.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/francisco_17-150x113.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 627px) 100vw, 627px\" \/>A Regra e a vida dos franciscanos seculares \u00e9 esta: observar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo o exemplo de S\u00e3o Francisco de Assis, que fez do Cristo o inspirador e centro de sua vida com Deus e com os homens (<\/em>Regra n.4<em>).<\/em><\/p>\n<p align=\"left\"><em>E depois que o Senhor me deu irm\u00e3os, ningu\u00e9m me mostrou o que eu devia fazer, mas o Alt\u00edssimo mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do Santo Evangelho (Testamento 14).<\/em><\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\"><em>De 25 a 27 de mar\u00e7o de 2011, os irm\u00e3os e irm\u00e3s da Ordem Franciscana Secular estar\u00e3o reunidos em Cap\u00edtulo Avaliativo na cidade do Rio de Janeiro. Franciscanos seculares de todo o pa\u00eds se deslocar\u00e3o para viverem juntos a experi\u00eancia do Cap\u00edtulo. Foi escolhido como tema do encontro, assunto importante para a vida dos seculares: Nossa Regra \u00e9 nossa vida. Os terceiros franciscanos disp\u00f5em de um texto \u201cinspiracional\u201d de sua caminhada e que se traduz na Regra aprovada por Paulo VI, em 1978. Necess\u00e1rio se faz voltar sempre a este documento b\u00e1sico. Normal que num cap\u00edtulo avaliativo sejam examinados os passos dados nos \u00faltimos tempos e que, retomando o f\u00f4lego, os irm\u00e3os possam olhar com coragem para a meta que est\u00e1 diante de seus olhos. O que queremos? Para onde vamos? O que deu certo? O que precisa ser melhorado? Momento de revis\u00e3o e de avalia\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p align=\"left\"><strong>1.<\/strong> Viver \u00e9 uma gra\u00e7a. O Senhor nos tirou do n\u00e3o existir, teceu as fibras de nosso corpo no seio de nossa m\u00e3e e tivemos a ventura de conhecer o mundo, as pessoas, a vida e fazer parte deste cortejo de homens e mulheres que percorrem os caminhos do mundo. Sentimo-nos, literalmente, <em>peregrinos e forasteiros<\/em>, na busca da plena realiza\u00e7\u00e3o de nossos dias. Sentimo-nos chamados a viver intensamente e n\u00e3o passar em brancas nuvens. Muitos de n\u00f3s, no seio da fam\u00edlia e da primeira inf\u00e2ncia, junto com o leite e o p\u00e3o, o carinho e o afeto, viemos a encontrar a ador\u00e1vel figura de Jesus, o Cristo ressuscitado. Somos disc\u00edpulos de Cristo e essa caracter\u00edstica faz parte de nossa identidade. N\u00e3o cansamos de dizer a n\u00f3s mesmos que somos crist\u00e3os e que precisamos viver \u00e0 altura. Hoje, a Igreja nos pede que vivamos intensamente o seguimento do Senhor, no sentido de sermos disc\u00edpulos mission\u00e1rios. Tivemos ainda a gra\u00e7a de conhecer um caminho todo especial. Quisemos ser crist\u00e3os \u00e0 maneira de Francisco e de Clara. Por uma gra\u00e7a toda particular, no seio da fam\u00edlia franciscana, os seculares constituem a presen\u00e7a do carisma no meio do mundo, na organiza\u00e7\u00e3o de uma sociedade que seja prefigura\u00e7\u00e3o do reino. Somos franciscanos seculares e selamos esta decis\u00e3o com a profiss\u00e3o solene que emitimos de viver a busca da santidade \u00e0 maneira de Francisco em nosso estado secular. E vamos fazendo nossa caminhada. O Conselho Nacional acompanha esta caminhada em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<div align=\"left\">\n<p><strong>2. <\/strong>Estamos para realizar um cap\u00edtulo de \u00e2mbito nacional, momento de b\u00ean\u00e7\u00e3o, de di\u00e1logo, de gra\u00e7a. N\u00e3o se trata de uma reuni\u00e3o formal e fria. Mas um momento importante para o amanh\u00e3 da vida dos franciscanos seculares. \u00c9loi Leclerc, comentando a import\u00e2ncia dos cap\u00edtulos no tempo de S\u00e3o Francisco, assim se exprime: \u201cUma ou duas vezes por ano todos os frades se re\u00fanem em cap\u00edtulo. Esses encontros desempenham um papel important\u00edssimo na vida da fraternidade. Os cap\u00edtulos n\u00e3o s\u00e3o somente um tempo forte durante o qual os irm\u00e3os, na alegria do reencontro, se reabastecem na ora\u00e7\u00e3o e no louvor, mas tamb\u00e9m ocasi\u00e3o de tomada de consci\u00eancia comum: todos e cada um se sentem solid\u00e1rios e respons\u00e1veis pela vida do grupo e por sua miss\u00e3o no mundo (&#8230;). Nessas assembleias democr\u00e1ticas, onde reina a grande liberdade dos filhos de Deus, os irm\u00e3os discutem seus problemas, comunicam suas experi\u00eancias e escolhem seus respons\u00e1veis. Elaboram, redigem e promulgam leis, definem orienta\u00e7\u00f5es e tomam grandes decis\u00f5es que nortear\u00e3o o futuro da comunidade\u201d (em <em>Francisco de Assis. O Retorno ao Evangelho<\/em>, p. 60-61). Quais as luzes e as sombras que levaremos ao Cap\u00edtulo? O tempo \u00e9 de renova\u00e7\u00e3o e de reinven\u00e7\u00e3o. O que propomos concretamente para o revigoramento de nossa Ordem no Brasil? Que an\u00e1lise fazemos de nossas regi\u00f5es e \u00e1reas? O que acontece nas visitas fraterno-pastorais? Qual a qualidade de nossos cap\u00edtulos em todos os n\u00edveis?<\/p>\n<p><strong>3. <\/strong>Vivemos no mundo, vivemos na Igreja, vivemos na Ordem, vivemos transforma\u00e7\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 aqui o lugar de elencar todos os desafios e preocupa\u00e7\u00f5es que habitam em n\u00f3s, franciscanos, na Igreja e no mundo. Nesse contexto \u00e9 que a Regra \u00e9 nossa vida. Nada est\u00e1 terminado. Temos que recome\u00e7ar, como dizia Francisco, porque at\u00e9 aqui pouco ou nada fizemos. H\u00e1 quest\u00f5es que precisam ser respondidas. H\u00e1 sombras: individualismo exacerbado, indiferen\u00e7a para com o pr\u00f3ximo, exclus\u00e3o, marginaliza\u00e7\u00e3o, drogas, esvaziamento de nossas par\u00f3quias, prolifera\u00e7\u00e3o de seitas, ministros da Igreja nem sempre cheios de entusiasmo, envelhecimento dos membros de nossa Ordem, dificuldades em alimentar a f\u00e9 das pessoas, falta de um atendimento sistem\u00e1tico aos jovens, desmotiva\u00e7\u00e3o, leigos que n\u00e3o conseguem chegar a uma maturidade humana e crist\u00e3, um n\u00famero razo\u00e1vel de irm\u00e3os e irm\u00e3s que pedem \u201cafastamento\u201d. Por vezes, uma pergunta nos trabalha: At\u00e9 que ponto nossa Ordem consegue exprimir-se? Que significado t\u00eam nossas fraternidades franciscanas nas par\u00f3quias e dioceses?<\/p>\n<p><strong>4. <\/strong>Algumas convic\u00e7\u00f5es e luzes nos estimulam e nos fazem pessoas esperan\u00e7osas. Vemos surgir aqui e ali movimentos de renova\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica. H\u00e1 fraternidades franciscanas promissoras. Francisco de Assis continua atraindo. Nesse contexto nos lembramos da Regra que \u00e9 nossa vida. Precisamos nos deter em seu texto que \u00e9 alimento para nossa voca\u00e7\u00e3o e a viv\u00eancia da Regra ser\u00e1 nossa contribui\u00e7\u00e3o para o surgimento de um mundo renovado. N\u00e3o podemos desvincular a Regra de Paulo VI \u00e0 viv\u00eancia profunda do Evangelho. Quando um Cap\u00edtulo escolhe como tema <em>Nossa Regra \u00e9 nossa vida<\/em> est\u00e1 apontando para um s\u00e9rio retorno ao Evangelho. Num mundo burocratizado, diante de express\u00f5es religiosas fixistas e im\u00f3veis, diante de um mundo que parece levar as pessoas a terem como sentido de sua vida o viver o presente, o usufruir das coisas, o esquecimento do leproso, n\u00f3s temos a obriga\u00e7\u00e3o de viver a Regra do Evangelho. N\u00e3o podemos deixar de dizer que a Regra ainda n\u00e3o foi assimilada pela Ordem. Precisamos sempre de novo mergulhar em suas riquezas para chegar a viver uma identidade franciscana secular.<\/p>\n<p><strong>5. <\/strong>Os franciscanos seculares s\u00e3o leigos que buscam a santidade. N\u00e3o querem ser crist\u00e3os de repeti\u00e7\u00e3o de gestos e ritos, ora\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es nem sempre nascidas no fundo do cora\u00e7\u00e3o. Os que buscam nossas fileiras s\u00e3o pessoas (ou deveriam ser) apaixonadas pelo fogo do Evangelho. Esta paix\u00e3o se traduz na viv\u00eancia do duplo amor: amar o Senhor e os irm\u00e3os. Na vida de todos os dias, na fam\u00edlia, na fraternidade franciscana, no trabalho dedicado \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o, chamado Reino, os franciscanos seculares, \u201cimpulsionados pelo Esp\u00edrito a atingir a perfei\u00e7\u00e3o da caridade no pr\u00f3prio estado secular, s\u00e3o empenhados pela Profiss\u00e3o a viver o Evangelho \u00e0 maneira de Francisco e mediante esta Regra confirmada pela Igreja\u201d (n.2). Sempre temos saudades do Evangelho. O Evangelho nos \u201cpicou\u201d e deixou em n\u00f3s seu \u201cv\u00edrus\u201d.<\/p>\n<p><strong>6. <\/strong>Querer refletir sobre o tema da Regra que \u00e9 nossa vida for\u00e7osamente nos leva a reencontrar, redescobrir a for\u00e7a do Evangelho. O peso, o conservadorismo das institui\u00e7\u00f5es, uma tradi\u00e7\u00e3o com<strong> t <\/strong>min\u00fasculo, o esp\u00edrito das apar\u00eancias, o dogmatismo frio talvez tenham feito com que as pessoas se afastassem da for\u00e7a do Evangelho. Um autor franciscano afirma que a Palavra \u00e9 dita a partir dos p\u00falpitos e amb\u00e3os, em<em> talkshows<\/em> e reuni\u00f5es religiosas com forte presen\u00e7a do povo. N\u00e3o basta isso. Na verdade, Jesus \u00e9 a boa nova, o Evangelho. Faz bem ler e reler os Atos dos Ap\u00f3stolos, as ep\u00edstolas de Paulo onde o tudo \u00e9 perpassado pelo fogo do Evangelho. Nossa Igreja, depois de Constantino, sempre teve a tenta\u00e7\u00e3o de se identificar com os grandes e com o poder. Francisco de Assis redescobriu o evangelho das grutas, da simplicidade, da pobreza, do amor que precisa ser amado, do leproso que necessita de cuidados.<\/p>\n<p><strong>7. <\/strong>Um documento antigo da Ordem Franciscana Secular na Fran\u00e7a se compraz em colocar em relevo o viver o Evangelho. Viver o Evangelho \u00e9 viver a Regra. \u201cComo S\u00e3o Francisco, queremos fazer do Evangelho a fonte de nossa vida. A ele nos referimos constantemente. Tal empenho n\u00e3o acontece apenas no come\u00e7o, mas ao longo de toda a nossa vida, n\u00e3o ocasionalmente, mas o mais frequentemente poss\u00edvel, persuadidos de que nunca esgotaremos a riqueza do Evangelho. Frequentando o Evangelho \u00e9 a Cristo que queremos acolher e encontrar: o Cristo vivo simplesmente presente no meio dos homens, presente no mundo, nos acontecimentos, na hist\u00f3ria, o Cristo, rosto humano de Deus, Filho \u00fanico do Pai e testemunha de seu amor pelos homens; o Cristo tipo acabado do homem, em rela\u00e7\u00e3o com seu Pai e com os homens; o Cristo, cumprindo e realizando atrav\u00e9s de tudo o que constitui sua vida a salva\u00e7\u00e3o do mundo e a gl\u00f3ria do Pai\u201d.<\/p>\n<p><strong>8. <\/strong>A Regra da OFS, feita de peda\u00e7os da Escritura e de orienta\u00e7\u00f5es oficiais da Igreja, cont\u00e9m essencialmente o Evangelho. Por isso, no rosto dos franciscanos aparecer\u00e3o tra\u00e7os evang\u00e9licos: uma vida pessoal e familiar de singeleza e simplicidade, vida de despojamento sem requintes competitivos e posturas que humilham; pessoas que vivem para servir e servem para viver; verdadeiros irm\u00e3os de seus irm\u00e3os de dentro e de fora, irm\u00e3o n\u00e3o de discursos, mas de fato; gente laboriosa que trabalha sem perder o esp\u00edrito da santa ora\u00e7\u00e3o; pessoas que se alimentam cotidianamente da Palavra e da Eucaristia; pessoas que salpicam com a \u00e1gua do Evangelho tudo o que tocam e fazem, ou seja, seu trabalho pastoral, sua miss\u00e3o de pai e de m\u00e3e; pessoas que sabem acolher a cruz e que vivem no meio das prova\u00e7\u00f5es o espirito da perfeita alegria; pessoas que se achegam dos mais simples e pobres; gente que n\u00e3o existe para si mas para que o amor seja amado. Essa \u00e9 a nossa vida.<\/p>\n<p><strong>9. <\/strong>Retomamos uma reflex\u00e3o de \u00c9loi Leclerc. Ele nos fala de um esp\u00edrito evang\u00e9lico capaz de fazer cair as barreiras entre os homens. \u201cQual \u00e9 esse esp\u00edrito capaz de destruir os muros da separa\u00e7\u00e3o e reaproximar os homens? O ponto nevr\u00e1lgico de toda a\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica, como tamb\u00e9m seu melhor crit\u00e9rio de autenticidade ser\u00e1 sempre o empenho de mostrar abertamente o que a Boa Nova encerra de mais admir\u00e1vel, talvez at\u00e9 mesmo de \u201cescandaloso\u201d para certos homens \u201creligiosos\u201d: Deus, em seu Filho, quis aproximar-se dos pecadores, dos exclu\u00eddos, dos condenados. Veio buscar os que estavam perdidos, aproximar-se dos que estavam mais afastados, fazer-se amigo deles, sentar-se \u00e0 mesa em sinal de reconcilia\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 o cerne da Boa Nova. Tal mensagem n\u00e3o pode ser mero assunto de um discurso. N\u00e3o pode ser apenas captada por uma prega\u00e7\u00e3o no alto de um p\u00falpito ou de uma tribuna. \u00c9 percebida atrav\u00e9s de modos de comportamento e no engajamento de uma exist\u00eancia. Exprime-se na cotidiana sensibilidade e aten\u00e7\u00e3o para com as ang\u00fastias dos homens. Comunica-se atrav\u00e9s da amizade, qualquer coisa como uma cumplicidade fraterna. \u00c9 precisamente isto que os contempor\u00e2neos descobrem em Francisco. Este homem de Deus nunca se colocava acima de ningu\u00e9m\u201d <em>(Francisco de Assis. Retorno ao Evangelho, p 54-55<\/em>).<\/p>\n<p><strong>10. <\/strong>Estamos sempre girando em torno do Evangelho. Nossa vida \u00e9 nossa regra e nossa regra \u00e9 o evangelho, de modo muito particular o evangelho dos exclu\u00eddos, dos sofredores, dos mais abandonados. N\u00e3o somos uma associa\u00e7\u00e3o piedosa, mas leigos evang\u00e9licos que se aproximam do que \u00e9 mais fr\u00e1gil. Jean-Fran\u00e7ois Godet Calogeras fala da experi\u00eancia franciscana fundadora: \u201cTodas as aventuras humanas come\u00e7am por uma experi\u00eancia fundadora. A experi\u00eancia fundadora do movimento franciscano est\u00e1 vinculada aos leprosos. Foi servindo aos leprosos e deles cuidando que Francisco fez a experi\u00eancia de Deus e da felicidade, experi\u00eancia que ele descreve no seu Testamento como uma passagem do amargo para o doce. Foi, ent\u00e3o, que ele compreendeu que estava na trilha errada aderindo aos princ\u00edpios da nova Comuna de Assis, cuja paz e felicidade estavam fundadas na apropria\u00e7\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o de bens materiais, sem levar em conta os que n\u00e3o eram contados, n\u00e3o pertencendo a uma minoria privilegiada. Foi a\u00ed que Francisco compreendeu que devia mudar e voltar ao Evangelho, a boa nova proclamada aos pobres. A experi\u00eancia fundadora de Francisco foi a de que irm\u00e3os e irm\u00e3s humanos ali estavam e que n\u00e3o podiam ser deixados de lado. N\u00e3o era justo. Isso era importante para Deus porque Deus estava ali. Para os primeiros franciscanos construir uma vida segundo o Evangelho n\u00e3o queria dizer fugir para longe, mas oferecer uma sociedade alternativa fundada sobre a economia evang\u00e9lica do servi\u00e7o e da partilha, nas portas de Assis, no pa\u00eds de Deus\u201d. Sem privilegiar este ou aquele t\u00f3pico da Regra, talvez se pudesse aqui chamar aten\u00e7\u00e3o para algumas orienta\u00e7\u00f5es fundamentais da Regra que \u00e9 nossa vida:<\/p>\n<p><strong>11. <\/strong>Como irm\u00e3os e irm\u00e3s da penit\u00eancia, em virtude de sua voca\u00e7\u00e3o, impulsionados pela din\u00e2mica do Evangelho, conformem seu modo de pensar e de agir ao de Cristo, mediante uma transforma\u00e7\u00e3o interior que o Evangelho chama de convers\u00e3o ( cf. Regra n. 7). Trata-se de viver em estado de convers\u00e3o, acolhimento do perd\u00e3o, transformar o doce em amargo, aproximar-se daquilo que faz o encanto do Cristo pobre e n\u00e3o querer servir ao pr\u00f3prio ego. Import\u00e2ncia do sacramento da reconcilia\u00e7\u00e3o na vida e no exame constante de nossa consci\u00eancia.<\/p>\n<ul>\n<li>No espirito das bem-aventuran\u00e7as se esforcem para purificar o cora\u00e7\u00e3o de toda inclina\u00e7\u00e3o e avidez de posse e de domina\u00e7\u00e3o, como <em>peregrinos e forasteiros<\/em>a caminho da casa do Pai (cf. Regra 10). Franciscanos leves, caminhando, sempre a caminho, no mundo, com outros&#8230;sem peso, sem prosa, sem superioridade.<\/li>\n<li>Estejam presentes pelo testemunho da pr\u00f3pria vida humana, com iniciativas corajosas, pessoais ou comunit\u00e1rias promovam a justi\u00e7a com a\u00e7\u00f5es concretas (cf. Regra 15). Criar\u00e3o condi\u00e7\u00f5es dignas para os mais pequeninos (cf. Regra 13).<\/li>\n<li>Assim como o pr\u00f3prio Jesus foi o verdadeiro adorador do Pai, fa\u00e7am da ora\u00e7\u00e3o e da contempla\u00e7\u00e3o a alma de seu ser e de seu agir (cf. Regra n.8). N\u00e3o podemos negligenciar a vida de ora\u00e7\u00e3o: missa, oficio di\u00e1rio, crescimento na contempla\u00e7\u00e3o, no meio do trabalho n\u00e3o perder o espirito da santa devo\u00e7\u00e3o e da ora\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p align=\"left\"><strong>12. <\/strong>Assim, os franciscanos sempre sentem saudades do Evangelho e a Regra de Paulo VI colocou em nossas m\u00e3os o Evangelho na \u00f3tica franciscana. Gostaria ainda de fazer alus\u00e3o a uns poucos t\u00f3picos da vida da OFS que merecem ser avaliados neste Cap\u00edtulo. Nas visitas fraterno pastorais, verificamos lacunas e brechas que precisam ser sanadas:<\/p>\n<div align=\"left\">\n<ul>\n<li>Sempre de novo ser\u00e1 preciso trabalhar na busca da <em>identidade franciscana<\/em>. O tema vem sendo tratado h\u00e1 anos: respirar espiritualidade evang\u00e9lica, valorizar aquilo que nos torna crist\u00e3os disc\u00edpulos de Francisco, n\u00e3o priorizar outras atividades e outras espiritualidades, vestir a camisa do carisma. Muitas defici\u00eancias nascem da falta de voca\u00e7\u00e3o e de identifica\u00e7\u00e3o franciscanas.<\/li>\n<li>Palavra importante \u00e9 <em>fidelidade<\/em>. Fidelidade \u00e0 verdade de cada um. Fidelidade ao Cristo vivo. Fidelidade \u00e0 profiss\u00e3o emitida. Sempre de novo a fidelidade. Fidelidade \u00e0 sua fraternidade local. Fidelidade a tudo que diz respeito \u00e0 Ordem. N\u00e3o aceitar que as coisas corram e aconte\u00e7am.<\/li>\n<li><em>Dif\u00edcil construir a maturidade humana, crist\u00e3 e franciscana<\/em>. Nosso tempo \u00e9 feito de pessoas imaturas. Imaturidade no casamento, na paternidade, na administra\u00e7\u00e3o dos bens. H\u00e1 uma maturidade de comportamento, de respeito ao que \u00e9 dos outros, na hora de assumir um encargo. H\u00e1 pessoas imaturas que ser\u00e3o eternos adolescentes incapazes de fazer escolhas com seriedade e profundidade. Quantas vezes notamos certa sede de poder, vontade de aparecer, suscetibilidades infantis. Quanta imaturidade no caminho da espiritualidade quando as pessoas n\u00e3o s\u00e3o capazes de assumir a cruz em suas vidas.<\/li>\n<li>Estamos preocupados com o elevado n\u00famero de irm\u00e3os e irm\u00e3s que pedem<em> afastamento.<\/em> As mais das vezes o afastamento \u00e9 solicitado por causa de melindres e suscetibilidades. Os irm\u00e3os precisam ser corrigidos fraternalmente para que eles n\u00e3o joguem fora o tesouro da voca\u00e7\u00e3o, da profiss\u00e3o e assim tirem o brilho de nossa Ordem.<\/li>\n<li>Estamos fazendo um esfor\u00e7o de <em>revitaliza\u00e7\u00e3o das reuni\u00f5es gerais e de nossa fraternidade local. <\/em>Ser\u00e1 estamos convencidos da import\u00e2ncia da qualidade de nossas reuni\u00f5es do ponto de vista da ora\u00e7\u00e3o, do estudo, de express\u00e3o de fraternidade, de estrat\u00e9gias para a miss\u00e3o?<\/li>\n<li><em>As visitas fraterno-pastorais regionais e locais<\/em> n\u00e3o podem ser apenas o cumprimento de formalismos. Irm\u00e3os, mensageiros da paz e do bem, visitam irm\u00e3os, corrigem o que est\u00e1 torto, cobram carinhosamente. Nestas visitas haver\u00e1 de se insistir no esp\u00edrito de servi\u00e7o e de corresponsabilidade em todos os \u00e2mbitos.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O Cap\u00edtulo Avaliativo de mar\u00e7o de 2011 deve colocar diante de nossos olhos uma vez mais a perspectiva de vivermos nosso dia-a-dia \u00e0 luz do Evangelho e da for\u00e7a do Evangelho que \u00e9 Cristo de tal sorte que, no final da caminhada pessoal e das fraternidades, possamos dizer que vivemos, como Francisco, a aventura do Evangelho. Deus abriu caminhos que seguimos com generosidade e o amargo se tornou doce.<\/p>\n<p><strong>Quest\u00f5es a serem discutidas em fraternidade<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O que mais chamou sua aten\u00e7\u00e3o neste texto preparat\u00f3rio para o Cap\u00edtulo avaliativo de mar\u00e7o de 2011?<\/li>\n<li>Quando se estuda a Regra o que, a seu ver, parece fundamental?<\/li>\n<li>Como a Regra pode responder a certas sombras de nossos tempos sobretudo as que se referem ao individualismo, indiferentismo,<\/li>\n<li>Que tra\u00e7os deveria ter um franciscano secular que vive a Regra?<\/li>\n<li>Como andam nossas reuni\u00f5es gerais e a vida de nossas fraternidades locais?<\/li>\n<li>Como se pode chegar a uma maturidade humana, crist\u00e3, franciscana e mission\u00e1ria?<\/li>\n<\/ul>\n<p>(*) <strong>Frei Almir Ribeiro Guimar\u00e3es, OFM<\/strong><br \/>\nAssistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional do Sudeste III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ORDEM FRANCISCANA SECULAR<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":175230,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[14],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Nossa regra \u00e9 nossa vida - Carisma - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Nossa regra \u00e9 nossa vida - Carisma - Franciscanos\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"ORDEM FRANCISCANA SECULAR\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Carisma - Franciscanos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2011-12-12T16:36:30+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2018-11-08T18:14:52+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/francisco_17.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"720\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"540\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"16 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/#website\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/\",\"name\":\"Carisma - Franciscanos\",\"description\":\"Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do Brasil - Ordem dos Frades Menores\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/francisco_17.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/francisco_17.jpg\",\"width\":720,\"height\":540},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html#webpage\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html\",\"name\":\"Nossa regra \u00e9 nossa vida - Carisma - Franciscanos\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html#primaryimage\"},\"datePublished\":\"2011-12-12T16:36:30+00:00\",\"dateModified\":\"2018-11-08T18:14:52+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/#\/schema\/person\/e352342a457f086dc6152f9c73a3d093\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Nossa regra \u00e9 nossa vida\"}]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/#\/schema\/person\/e352342a457f086dc6152f9c73a3d093\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8495742d34d0ba6448ea1c628263b3e?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8495742d34d0ba6448ea1c628263b3e?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/author\/admin\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Nossa regra \u00e9 nossa vida - Carisma - Franciscanos","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Nossa regra \u00e9 nossa vida - Carisma - Franciscanos","og_description":"ORDEM FRANCISCANA SECULAR","og_url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html","og_site_name":"Carisma - Franciscanos","article_published_time":"2011-12-12T16:36:30+00:00","article_modified_time":"2018-11-08T18:14:52+00:00","og_image":[{"width":720,"height":540,"url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/francisco_17.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"16 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/#website","url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/","name":"Carisma - Franciscanos","description":"Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do Brasil - Ordem dos Frades Menores","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html#primaryimage","url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/francisco_17.jpg","contentUrl":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/francisco_17.jpg","width":720,"height":540},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html#webpage","url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html","name":"Nossa regra \u00e9 nossa vida - Carisma - Franciscanos","isPartOf":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html#primaryimage"},"datePublished":"2011-12-12T16:36:30+00:00","dateModified":"2018-11-08T18:14:52+00:00","author":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/#\/schema\/person\/e352342a457f086dc6152f9c73a3d093"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/nossa-regra-e-nossa-vida.html#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Nossa regra \u00e9 nossa vida"}]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/#\/schema\/person\/e352342a457f086dc6152f9c73a3d093","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8495742d34d0ba6448ea1c628263b3e?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e8495742d34d0ba6448ea1c628263b3e?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"url":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/author\/admin"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8959"}],"collection":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8959"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8959\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-json\/wp\/v2\/media\/175230"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8959"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8959"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8959"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}