{"id":8949,"date":"2011-12-12T14:32:12","date_gmt":"2011-12-12T16:32:12","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=8949"},"modified":"2024-01-29T11:01:16","modified_gmt":"2024-01-29T14:01:16","slug":"leigos-franciscanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/leigos-franciscanos.html","title":{"rendered":"Leigos franciscanos"},"content":{"rendered":"<h4>Fraternidades em estado de miss\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Frei Almir Ribeiro Guimar\u00e3es, OFM (*) <\/strong><\/p>\n<p><em>Chamados a colaborar na constru\u00e7\u00e3o da Igreja, como sacramento da salva\u00e7\u00e3o de todos os homens, e constitu\u00eddos pelo Batismo e pela Profiss\u00e3o, testemunhas e instrumentos de sua miss\u00e3o, os franciscanos seculares anunciam Cristo pela vida e pela palavra ( <\/em>cf. Regra 6<em>). Seu apostolado preferencial \u00e9 o testemunho pessoal no ambiente em que vivem e o servi\u00e7o para a edifica\u00e7\u00e3o do Reino de Deus nas realidades terrestres (<\/em> Constitui\u00e7\u00f5es Gerais da OFS, art. 17, 1<em>).<\/em><\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> Vivemos no cora\u00e7\u00e3o da Igreja. N\u00f3s, franciscanos, n\u00e3o formamos um grupo \u201c\u00e0 parte\u201d. Temos plena consci\u00eancia de que nascemos no seio da Igreja, de que Francisco nos queria ver servos e s\u00faditos desta mesma Igreja. Pensamos na Igreja com seus representantes oficiais colocados a\u00ed pelo Esp\u00edrito e pensamos nessa imensa Igreja, Corpo M\u00edstico de Cristo, essa Igreja povo de Deus que caminha atrav\u00e9s dos tempos tentando edificar o Reino de Deus, essa Igreja que \u00e9 sacramento, sinal de um mundo novo que \u00e9 maior do que ela. Alimentamo-nos da vida de Deus no seio da Igreja, somos fi\u00e9is ao que para nos determina o sucessor de Pedro e queremos encontrar caminhos novos.<\/p>\n<p><strong>2. <\/strong>Conhecemos as transforma\u00e7\u00f5es que vive o mundo em nossos tempos e sabemos que tamb\u00e9m a Igreja busca caminhos novos. Temos em elevado apre\u00e7o o Documento de Aparecida que nos convida a sermos disc\u00edpulos mission\u00e1rios. Somos, no entanto, convidados a olhar a realidade. Ficamos perplexos com o esvaziamento de muitas de nossas par\u00f3quias e, ao mesmo tempo, com as massas que acorrem para certas manifesta\u00e7\u00f5es religiosas empreendidas por pessoas com carisma. Temos a impress\u00e3o que as fam\u00edlias e os jovens escaparam de n\u00f3s. H\u00e1 uma s\u00e9ria diminui\u00e7\u00e3o de pessoas que pedem os sacramentos do batismo e do matrim\u00f4nio. Causa-nos admira\u00e7\u00e3o um evento como a passeata dos homossexuais em S\u00e3o Paulo reunindo mais de tr\u00eas milh\u00f5es de pessoas. N\u00e3o conseguimos acompanhar as fam\u00edlias e nossa pastoral dos jovens est\u00e1 estacionada. N\u00e3o se trata de querer ser pessimista, mas de olhar o que se passa.<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> Nossos grupos de franciscanos seculares v\u00e3o fazendo sua caminhada. H\u00e1 vi\u00e7osas fraternidades novas, mais simples, com pessoas mais vocacionadas, grupos talvez menos devocionalistas. Lutamos pela conscientiza\u00e7\u00e3o do tema da identidade franciscana secular e aquele do senso de perten\u00e7a. Somos obrigados, no entanto, a reconhecer um generalizado envelhecimento de n\u00e3o poucas fraternidades. N\u00e3o desanimamos porque a obra n\u00e3o depende de n\u00f3s. \u00c9 do Senhor. Sempre confiantes no amanh\u00e3, porque est\u00e1 nas m\u00e3os de Deus e porque estamos unidos a Pedro e sua barca, temos, no entanto, o dever de nos interrogar a respeito de nossa vida e de nossa presen\u00e7a na Igreja.<\/p>\n<p><strong>4. <\/strong>Antes de mais nada temos o tesouro de nossas fraternidades e irm\u00e3os que se disp\u00f5em a servir, a lavar os p\u00e9s uns dos outros e oferecerem seus pr\u00e9stimos ao evangelho. Na realidade constitu\u00edmos um movimento de retorno ao Evangelho, quanto poss\u00edvel em sua pureza mais profunda. Vivemos num mundo plural. Nossas fraternidades ser\u00e3o lugares de exame dos grandes temas da f\u00e9 e do mundo. O que \u00e9 crer? Esperar o qu\u00ea? O que significa escutar o Senhor hoje? Qual a miss\u00e3o do sacerdote? Como receber os sacramentos em plena veracidade? Nossas fraternidades precisam organizar dias de estudo, de aprofundados retiros. Somos convidados a pensar, discernir, n\u00e3o repetir por repetir. N\u00e3o somos partid\u00e1rios de uma religi\u00e3o <em>\u00e0 la carte. <\/em>Na Igreja somos pessoas de reflex\u00e3o e buscar colocar vida em nosso interior. N\u00e3o queremos viver derramados nas coisas.<\/p>\n<p><strong>5. <\/strong>Num mundo individualista, a Ordem Franciscana Secular viver\u00e1 intensamente a fraternidade. N\u00e3o apenas uma fraternidade interna, mas aberta ao plural, aos que chegam em nossos territ\u00f3rios, em nossa vizinhan\u00e7a, aos que conhecem percal\u00e7os na vida no casamento, na falta de sentido de viver. Os que nos v\u00eaem deveriam poder dizer: \u201cVede como eles se amam!\u201d<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> Precisamos de leigos maduros. Insistimos no adjetivo <em>maduro. <\/em>A maturidade crist\u00e3 e franciscana ser\u00e3o perseguidas com garra: leigos que sejam leigos, leigos que gostem de estudar e de aprofundar sua f\u00e9, leigos que respondam para si e para os outros as quest\u00f5es exist\u00eancias: Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? O que \u00e9 viver com disc\u00edpulo hoje?<\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> Num mundo de mediocridade, num tempo em que se satisfaz apenas com as performances financeiras, sucesso exteriores os franciscanos seculares tendem \u00e0 santidade. Isto se manifesta no cotidiano de vidas despojadas, alegres, cheias de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> N\u00e3o podemos esperar que as pessoas cheguem a n\u00f3s. H\u00e1 pistas que precisam ser descobertas entre nossas fraternidades e as pessoas l\u00e1 onde vivem. N\u00e3o seria esse o sentido de uma op\u00e7\u00e3o pela miss\u00e3o e pela evangeliza\u00e7\u00e3o? Leigos desejosos de seguir Francisco que se aproximam de nossas fraternidades sempre perguntar\u00e3o: \u201cO que voc\u00eas fazem pelos outros?\u201d. N\u00e3o querem apenas ser recebidos num ninho quente.<\/p>\n<p><strong>9.<\/strong> O centro de tudo \u00e9 Cristo, vivo, ressuscitado, presente entre n\u00f3s. Vivemos nele, nele existimos. Sem pieguice vivemos uma vida crist\u00e3. N\u00e3o podemos nos dar por satisfeitos com uma pastoral sem alma, burocr\u00e1tica, feita de eventos mais ou menos grandiloq\u00fcentes. N\u00e3o colaboraremos com um pastoral meramente sacramenalista. Temos vontade, por vezes, de retomar o esp\u00edrito de evangeliza\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 convers\u00e3o de Constantino ao cristianismo. Gostar\u00edamos de poder ajudar a construir uma Igreja na lentid\u00e3o da convers\u00e3o. Queremos dar a nossa colabora\u00e7\u00e3o para que os sacramentos sejam efetivamente epifania do divino. De modo especial batismo, eucaristia e matrim\u00f4nio precisam ser recebidos como eventos transformadores de exist\u00eancias e n\u00e3o meros ritos de passagem. N\u00e3o queremos nos centrar na pastoral dos sacramentos, mas sabemos que eles s\u00e3o express\u00e3o de uma convers\u00e3o. Desejamos fazer com as pessoas redescubram de verdade a proximidade de Cristo nesses sacramentos que ser\u00e3o recebidos com plena consci\u00eancia. Eles deixaram de ser evang\u00e9licos e se tornaram ritos sem vida.<\/p>\n<p><strong>10. <\/strong>Salvador Valadez Fuentes, autor mexicano, em seu <em>Espiritualidade Pastoral \u2013 Como superar uma pastoral \u201csem alma\u201d<\/em> ( Paulinas, 2008) num texto corajoso e provocador mostrando Paulo, como modelo de agente de pastoral, fala daquilo que os crist\u00e3os e agentes de pastoral podem fazer: recuperar a radicalidade e a surpresa de ser crist\u00e3os e ap\u00f3stolos; cultivar um substrato de valores humanos onde se encarna a gra\u00e7a: coer\u00eancia, sinceridade, lealdade, convic\u00e7\u00e3o, liberdade, desinteresse; respeitar e alentar os ritmos nos processos de f\u00e9 e de convers\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria; valorizar a cruz como elemento fecundo e de autenticidade \u00e0 nossa miss\u00e3o; saber viver no conflito; promover a solidariedade eclesial em todos os n\u00edveis; centrar nossa vida crist\u00e3 e minist\u00e9rio pastoral na f\u00e9, na esperan\u00e7a e na caridade, traduzidas em atitudes concretas; ter uma vis\u00e3o eclesial enraizada na Trindade como fundamento \u00faltimo de todo minist\u00e9rio pastoral; urgir o aspecto mission\u00e1rio da f\u00e9; entender e assumir a vida crist\u00e3 como um combate; encarnar, \u00e0 maneira de Paulo, as atitudes fundamentais de um agente: for\u00e7a, valentia, liberdade, alegria, recuperar a consci\u00eancia de ser enviados; n\u00e3o alimentar cobi\u00e7as nem pretens\u00e3o de gl\u00f3ria; exercer a autoridade como servi\u00e7o am\u00e1vel; amar com um amor real at\u00e9 \u00e0 morte, oferecer cuidados de bom pastor \u00e0s comunidades\u201d ( p. 50). Este texto nos fala de uma vida de miss\u00e3o e de pastoral cheia de m\u00edstica, de fogo interior.<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong> Estamos todos convencidos da import\u00e2ncia da fam\u00edlia em nossa vida pessoal. Como franciscanos seculares compreendemos bem a problem\u00e1tica desta pequena c\u00e9lula do mundo. N\u00e3o podemos nos sentir alheios ao tema. O amanh\u00e3 da humanidade, no dizer de Jo\u00e3o Paulo II, passa pela fam\u00edlia. A <em>Regra<\/em> afirma: \u201cEm sua fam\u00edlia vivam o esp\u00edrito franciscano de paz, de fidelidade e de respeito \u00e0 vida, esfor\u00e7ando-se por fazer dela sinal de um mundo j\u00e1 renovado em Cristo. Os esposos, em particular, vivendo as gra\u00e7as do matrim\u00f4nio, testemunhem no mundo o amor de Cristo por sua Igreja. Mediante uma educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos filhos, atentos \u00e0 voca\u00e7\u00e3o de cada um, caminhem alegremente com eles em seu itiner\u00e1rio humano e espiritual\u201d (n.17). Evangelizar nossa fam\u00edlia, a fam\u00edlia dos filhos, as fam\u00edlias de fora. Na medida do poss\u00edvel seremos evangelizadores de nossa fam\u00edlia e das fam\u00edlias dos irm\u00e3os da fraternidade: uma comunidade de vida e de amor, indo do individualismo ao personalismo, lugar de encontro e de estrutura\u00e7\u00e3o da pessoa, lugar de alimenta\u00e7\u00e3o e de crescimento, espa\u00e7o de acolhimento e de encontros, Igreja dom\u00e9stica sem pieguice.<\/p>\n<p><strong>12. <\/strong>N\u00e3o podemos imaginar o amanh\u00e3 da Igreja e da Ordem sem lideran\u00e7a capacitadas, homens e mulheres, capazes de ler os sinais dos tempos, pessoas que reflitam e que coloquem por escrito aquilo que \u00e9 o fruto de suas preocupa\u00e7\u00f5es com o homem e o mundo. A Ordem Franciscana Secular ter\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o de ter irm\u00e3os que fa\u00e7am cursos que valham a pena e se coloquem no meio do fogo.<\/p>\n<p><strong>13.<\/strong> Somos fraternidades em estado de miss\u00e3o. A fraternidade \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o de nosso carisma. A primeira indica\u00e7\u00e3o dada pelo Senhor a respeito da credibilidade dos seus discipulos foi o famoso \u201cvede como eles se amam\u201d. O primeiro testemunho \u00e9 dado por uma vida autenticamente fraterna, tanto na primeira como na terceira ordem. Deus nos ama, nos congrega e nos envia. Um autor italiano, Domenico Paoletti, OFM Conv., escrevendo a respeito da miss\u00e3o franciscana hoje no ocidente escreve: \u201cA f\u00e9 crist\u00e3 encarnada no testemunho da fraternidade franciscana vivida com alegria e gosto \u00e9 sinal luminoso de que evangeliza por irradia\u00e7\u00e3o e vive a miss\u00e3o mais como revela\u00e7\u00e3o do amor de Deus do que como um servi\u00e7o funcional dirigido para particulares necessidades. Assim, a miss\u00e3o franciscana \u00e9 antes de tudo tornar presente e lembrar que a comunh\u00e3o fraterna, enquanto tal, j\u00e1 \u00e9 miss\u00e3o pelo fato de contribuir diretamente para a obra da nova evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d <em>(Miscellanea Francescana<\/em>, t. 109, p.424). Mas aten\u00e7\u00e3o: uma fraternidade bem constitu\u00edda, sinal do reino, levar\u00e1 tamb\u00e9m seus membros a ir dois a dois pelo mundo. Embora, a fraternidade seja, no dizer de algu\u00e9m, \u201cnarra\u00e7\u00e3o humana do amor divino\u201d, ser\u00e1 preciso ir, sempre ir.<\/p>\n<p><strong>14.<\/strong> Referindo-se mais aos frades, o autor do precedente estudo, continua: \u201cA fraternidade, cora\u00e7\u00e3o do carisma e da miss\u00e3o franciscana, hoje goza de particular aten\u00e7\u00e3o numa sociedade da t\u00e9cnica e dos relacionamentos friamente virtuais. A miss\u00e3o para Francisco, na escola do evangelho, \u00e9 sempre o andar \u201cdois a dois\u201d. Nunca envia um frade sozinho pelo mundo. Os dois v\u00e3o juntos reconciliados e levando reconcilia\u00e7\u00e3o. A missionariedade \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia da fraternidade \u201cexodal\u201d (de \u00eaxodo) e itinerante, caracter\u00edsticas da fraternidade franciscana, que se p\u00f5e em contraste com a tradicional \u201cstabilitas\u201d. Para os frades menores o mundo \u00e9 seu claustro e cada homem seu irm\u00e3o\u201d Ela foi querida por seu fundador como \u201cfraternidade ext\u00e1tica\u201d (em estado de \u00eaxtase) e n\u00e3o est\u00e1tica ou est\u00e9tica, como por vezes parece ser reduzida segundo c\u00e2nones impostos pela cultura contempor\u00e2nea da imagem: um frade com sand\u00e1lias num claustro e cercado de ger\u00e2nios. O centro da fraternidade franciscana est\u00e1 fora dela: em Deus e al\u00e9m dos limites de nosso mundo local e auto-referencial (&#8230;) A miss\u00e3o \u00e9, na realidade fecunda, somente quando brota de uma vida fraterna de profunda espessura evang\u00e9lica que d\u00e1 ao mundo o testemunho do amor do Deus Trindade. A presen\u00e7a-provoca\u00e7\u00e3o da fraternidade franciscana hoje \u00e9 uma verdadeira miss\u00e3o abrangente ao se apresentar como uma teologia narrativa do modo de amar de Deus. Trata-se de um \u201celoq\u00fcente\u201d falar de Deus\u201d (p. 425).<\/p>\n<p><strong>15.<\/strong> P. G. Cabra, citado pelo autor que mencionamos antes, escreve linhas contundentes sobre a fraternidade e sua liga\u00e7\u00e3o com o mist\u00e9rio da Trindade: \u201cA um Deus comunh\u00e3o corresponde uma igreja comunh\u00e3o e tal exige a cria\u00e7\u00e3o de comunidades fraternas, tanto as religiosas quanto as familiares, onde a realidade comunional se manifesta de forma leg\u00edvel. Uma Igreja sem fraternidades realizadas pode fazer a suspeita da pouca import\u00e2ncia da Trindade. Que adianta confessar um Deus comunh\u00e3o, quando na terra cada um pensa nos seus sucessos, quando a dimens\u00e3o fraterna \u00e9 sobrepujada pela dimens\u00e3o individualista, quando a fraternidade \u00e9 vista como um ideal abstrato, quando a efici\u00eancia imediata torna-se a preocupa\u00e7\u00e3o principal, colocando na sombra todas as inten\u00e7\u00f5es que partam da fraternidade\u201d (. P. 425).<\/p>\n<p><strong>16.<\/strong> Que dizer ainda? O amanh\u00e3 de nossas fraternidades depende do hoje de nossos empenhos. A casa constru\u00edda na medida em que o Senhor age. N\u00e3o somos donos de tudo. Mas sabemos que tudo, dependendo de Deus, depende tamb\u00e9m de n\u00f3s. Trata-se voltar ao primeiro amor e sentir no fundo da alma uma vontade efetiva de ir, de conversar, confabular com o mundo que nos escapa : jovens, fam\u00edlias, credos. N\u00e3o podemos administrar apenas o caos, o mundo daqueles que hoje est\u00e3o cansados. Fraternidades mission\u00e1rias, mas fraternidades que trabalhem na pastoral com discernimento e com esp\u00edrito cr\u00edtico. N\u00e3o se trata de uma mera sacramentaliza\u00e7ao, mas de mostrar \u00e0s pessoas um mundo do beleza que conseguimos vislumbrar com Francisco e seu g\u00eanero de vida.<\/p>\n<p>(*) <strong>Frei Almir Ribeiro Guimar\u00e3es, OFM<\/strong><br \/>\nAssistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional do Sudeste III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ORDEM FRANCISCANA SECULAR<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":174753,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[14],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Leigos franciscanos - Carisma - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/leigos-franciscanos.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Leigos franciscanos - 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