{"id":8943,"date":"2011-12-12T14:29:31","date_gmt":"2011-12-12T16:29:31","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=8943"},"modified":"2018-11-08T16:34:43","modified_gmt":"2018-11-08T18:34:43","slug":"a-pascoa-de-jesus-e-a-pascoa-de-sao-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/a-pascoa-de-jesus-e-a-pascoa-de-sao-francisco.html","title":{"rendered":"A P\u00e1scoa de Jesus e a P\u00e1scoa de S\u00e3o Francisco"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-175244\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/ofs_03.jpg\" alt=\"\" width=\"890\" height=\"564\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/ofs_03.jpg 890w, https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/ofs_03-450x285.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/ofs_03-768x487.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/ofs_03-150x95.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 890px) 100vw, 890px\" \/><\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Frei Almir Ribeiro Guimar\u00e3es, OFM (*)<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\"><em>Ao longo do tempo, Francisco foi realizando em sua exist\u00eancia, em seu corpo e em sua hist\u00f3ria, os mist\u00e9rios de Cristo. \u201cE assim chegou a hora. Tendo completado em si todos os mist\u00e9rios de Cristo, voou feliz para Deus\u201d ( 2Celano 217).<\/em><\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> S\u00e3o Jo\u00e3o Damasceno resume de maneira admir\u00e1vel o mist\u00e9rio da passagem, da p\u00e1scoa de Jesus e nossa p\u00e1scoa em Cristo: \u201cCristo est\u00e1 na cruz: aproximemo-nos dele, participemos de seus sofrimentos para ter parte tamb\u00e9m em sua gl\u00f3ria. Cristo jaz entre os mortos: morramos ao pecado para vivermos para a justi\u00e7a. Cristo repousa num t\u00famulo novo: purifiquemo-nos do velho fermento, tornemo-nos uma massa nova e sejamos para ele um lugar de repouso. Cristo desce \u00e0 mans\u00e3o dos mortos: des\u00e7amos tamb\u00e9m com ele pela humilha\u00e7\u00e3o que exalta, a fim de ressucitarmos, sermos exaltados e glorificados com ele, sempre vendo e sendo vistos por Deus. V\u00f3s que sois do mundo, sede livres; v\u00f3s que estais amarrados, sa\u00ed; v\u00f3s que estais nas trevas, abri os olhos para a luz; v\u00f3s que estais no cativeiro, libertai-vos; cegos, levantai os olhos. Desperta, Ad\u00e3o que dormes, levanta-te dentre os mortos, pois Cristo, nossa ressurrei\u00e7\u00e3o apareceu!\u201d (<em>Lecion\u00e1rio Mon\u00e1stico<\/em>, II, p. 621).<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Na espiritualidade crist\u00e3 h\u00e1 um ponto fundamental: os que s\u00e3o de Cristo morrem com ele e com ele ressuscitam. Passam da terra da servid\u00e3o, pelo deserto, at\u00e9 a terra prometida. O mist\u00e9rio pascal situa-se no centro de nossa vida crist\u00e3. Atrav\u00e9s dos gestos de Cristo, manifestados em sua p\u00e1scoa, temos uma id\u00e9ia do alcance do amor de Deus e passamos a conhecer o caminho do verdadeiro \u00eaxodo. Esse mist\u00e9rio ocupa lugar central em nossa vida pessoal e crist\u00e3. Morremos a n\u00f3s mesmos e nascemos para a vida de Cristo.<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> \u201cFrancisco se movimentava com espontaneidade numa atmosfera pascal. Era como se fosse a sua pr\u00f3pria casa, uma vez que sua identifica\u00e7\u00e3o com Cristo o levava a viver em si mesmo o que era de mais central no destino e no comportamento de Jesus\u201d (<em>Dicion\u00e1rio Franciscano, p.533<\/em>). Seguidores de Francisco, n\u00f3s olhamos para a Terra Prometida vivendo a din\u00e2mica do provis\u00f3rio, como peregrinos e forasteiros. Tamb\u00e9m nos movimentamos na atmosfera pascal. \u201cFrancisco mostrou aos seus irm\u00e3os que eram os verdadeiros hebreus, atravessando o deserto deste mundo, como peregrinos e estrangeiros e que deviam sem cessar, com a alma de pobre, celebrar a P\u00e1scoa do Senhor, isto \u00e9, a passagem deste mundo ao mundo do Pai\u201d (<em>LM<\/em> 7,9).<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> H\u00e1 um conjunto de textos e fatos do Novo Testamento que sintetizam a p\u00e1scoa de Cristo. Na quinta-feira santa, h\u00e1 a ceia do servi\u00e7o. Os crist\u00e3os sabem que d\u00e3o seu corpo para a vida dos outros, assim como Cristo o fez, no lavap\u00e9s e na eucaristia. Ceia e servi\u00e7o se entrela\u00e7am. Depois das humilha\u00e7\u00f5es e do abaixamento sem fim, depois dos momentos dif\u00edceis no Jardim das Oliveiras, Cristo, suspenso entre o c\u00e9u e a terra, d\u00e1 a vida, d\u00e1 seu esp\u00edrito, morre no dom, faz chegar at\u00e9 Deus na nudez de sua vida o sim definitivo. Depois, quando o tempo se conclui, ressuscita. Estava acabada sua passagem e realizada sua p\u00e1scoa. Misturam-se muitas categorias mentais: \u00eaxodo, peregrina\u00e7\u00e3o, abaixamento, dom de vida, morte, expropria\u00e7\u00e3o e plenifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> Francisco viveu de tal modo sua vida no clima da refei\u00e7\u00e3o da quinta-feira santa que quis fazer de sua fam\u00edlia uma fraternidade onde os irm\u00e3os viessem a lavar os p\u00e9s uns dos outros. Nesse clima ele inventou o nome de seus seguidores: frades menores. Francisco foi o homem da sexta-feira santa. Sabemos qu\u00e3o apaixonado foi seu amor pelo crucificado. Podemos dizer que Francisco n\u00e3o morre a sua morte mas a morte do seu Senhor. Quis fazer de sua morte um ritual, uma celebra\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o \u00e9 pois arbitr\u00e1rio considerar a hist\u00f3ria de S\u00e3o Francisco como a realiza\u00e7\u00e3o progressiva duma P\u00e1scoa em cujo termo podemos contemplar um homem livre, consciente de uma realeza adquirida gra\u00e7as \u00e0 pobreza, aquela alt\u00edssima pobreza que nos leva \u00e0 terra dos vivos\u201d.<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> Francisco, sentindo que estava chegando a sua hora, quis reviver em sua carne a paix\u00e3o e morte de Jesus. Ele havia se colocado, ao longo da vida, na condi\u00e7\u00e3o de servo. Havia determinado que os irm\u00e3os lavassem os p\u00e9s uns dos outros. Que fossem irm\u00e3os menores e que n\u00e3o disputassem com quem lhes quisesse tirar o primeiro lugar. Pobreza e aniquilamento se somaram em sua trajet\u00f3ria. Etapas da p\u00e1scoa.<\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> Francisco gostava da express\u00e3o peregrinos e estrangeiros com a qual Pedro, em sua primeira carta, qualificara os disc\u00edpulos de Cristo (<em>1Pe 2,11<\/em>). Ela aparece na Regra: \u201cOs irm\u00e3os nada tenham de seu, nem casa, nem lugar, nem coisa alguma; mas como peregrinos e estrangeiros neste mundo, servindo a Deus em pobreza e humildade&#8230;\u201d Para Francisco, viver em pobreza \u00e9 essencialmente considerar-se como forasteiro. Quem fala em peregrino e forasteiro fala em pobre. Como os hebreus saindo do Egito e atravessando o deserto no despojamento e na penit\u00eancia buscavam alcan\u00e7ar a Terra Prometida, os irm\u00e3os andam em peregrina\u00e7\u00e3o pascal: n\u00e3o fazem outra coisa sen\u00e3o passar pelo mundo, passar para o Pai, no seguimento de Jesus. Antes de tudo s\u00e3o estrangeiros. N\u00e3o se instalam com seguran\u00e7a, mas alojam-se como h\u00f3spedes de passagem que se abrigam sob um teto dado de favor. Assim, foi a instala\u00e7\u00e3o desconfort\u00e1vel dos irm\u00e3os no tug\u00fario de Rivo Torto. Admir\u00e1vel o fato de, posteriormente, terem abandonado esse local, expulsos por um campon\u00eas com toda serenidade, sem manifestarem viol\u00eancia. Compreenderam o sentido do provis\u00f3rio na exist\u00eancia crist\u00e3. Ao irm\u00e3o que reclamava da falta de conforto, Francisco dizia: \u201cN\u00e3o suportar as priva\u00e7\u00f5es com paci\u00eancia, meu filho, \u00e9 voltar \u00e0s cebolas do Egito\u201d . Os irm\u00e3os n\u00e3o s\u00e3o somente estrangeiros, mas tamb\u00e9m peregrinos. Desprendidos dos bens terrenos, correm na dire\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> Merece ser transcrito neste contexto epis\u00f3dio acontecido em Greccio num domingo de P\u00e1scoa e que revela a densidade do itiner\u00e1rio pascal de Francisco: \u201cEm certo dia de P\u00e1scoa, os irm\u00e3os do eremit\u00e9rio de Greccio, tinham posto a mesa melhor do que era costume, com guardanapos e copos. O Pai ao descer da cela, viu a mesa suntuosamente bem provida e ornamentada: mas este risonho espet\u00e1culo entristeceu-o. Retirou-se sorrateiramente na ponta dos p\u00e9s, p\u00f4s o chap\u00e9u dum pobre ali presente, pegou num bord\u00e3o e saiu. De p\u00e9, junto da porta, esperou que os irm\u00e3os se sentassem \u00e0 mesa; n\u00e3o costumavam esperar quando ele n\u00e3o aparecia ao sinal dado. Apenas come\u00e7aram a comer, este aut\u00eantico pobre p\u00f4s-se a gritar \u00e0 porta: \u201cPor amor do Senhor dai esmola a um peregrino pobre e doente\u201d \u2013 \u201cEntra, bom homem, responderam os irm\u00e3os, por amor daquele que invocaste!\u201d Entrou e apresentou-se aos irm\u00e3os sentados \u00e0 mesa: que espanto para aqueles burgueses, \u00e0 chegada de tal peregrino! A seu pedido deram-lhe uma tigela. Sentou-se no ch\u00e3o a um canto e pousou a tigela. \u201cAgora estou sentado como um verdadeiro frade menor!\u201d N\u00f3s devemos, mais do que os outros religiosos, sentir-nos na obriga\u00e7\u00e3o de imitar os exemplos da pobreza que nos deu o Filho de Deus. Esta mesa bem provida e ornamentada, julguei-a indigna dos pobres, que andam a mendigar de porta em porta. Meus irm\u00e3os, n\u00f3s somos os verdadeiros hebreus, atravessando o deserto deste mundo como peregrinos e estrangeiros, e devemos sempre com a alma de pobre, celebrar P\u00e1scoa do Senhor, isto \u00e9 , a passagem deste mundo para o do Pai (cf. tradu\u00e7\u00e3o em <em>A P\u00e1scoa de S\u00e3o Francisco<\/em>, I.-\u00c9. Motte e Geraldo H\u00e9go, Braga 1972, p. 195-196).<\/p>\n<p><strong>9.<\/strong> Uns dois anos antes de seu tr\u00e2nsito fora agraciado com os estigmas do Redentor. Francisco viveu intensamente o amor e a dor da sexta-feira santa na montanha do Alverne. \u201cA vis\u00e3o com que Francisco \u00e9 mimoseado sobre o Alverne \u00e9 tanto a da Cruz Glorificada como a de uma Gl\u00f3ria Crucificada. O sublime serafim resplandecente de fogo, tanto representa o Ressuscitado, o Transfigurado de amor, como o Santo de Israel tocando as montanhas com seu esplendor. A Gl\u00f3ria que surge diante de Francisco sob a apar\u00eancia do Serafim \u00e9 bem a Gl\u00f3ria do Senhor para al\u00e9m da sua morte gloriosa, \u00e9 a Gl\u00f3ria Pascal, aquela que pelo amor triunfou sobre a morte, aquela que, no sil\u00eancio do Calv\u00e1rio, gritava sem palavras: <em>\u00d3 morte, eu serei a tua morte!<\/em> E se quisermos saber por que motivo, flamejante sob a forma de um serafim, a vis\u00e3o atingiu S\u00e3o Francisco e n\u00e3o qualquer outro crist\u00e3o, basta-nos lan\u00e7ar mais uma vez um olhar sobre o Alverne e contemplar aquele homem predisposto, abrasado tamb\u00e9m ele, ro\u00eddo, devorado pelo amor: era preciso que, estupefato perante a Santidade, ele fosse arrebatado por ela e absorvido nela pois que ela se revela Amor: era preciso que o amor que abrasava o seu cora\u00e7\u00e3o, desposasse o Amor que se lhe deparava, como Francisco havia expresso em famosa ora\u00e7\u00e3o: <em>Absorvei, Senhor, eu vos suplico e pela suave e ardente for\u00e7a de vosso amor, desafei\u00e7oai-me de todas as coisas que debaixo do c\u00e9u existem afim de que eu possa morrer por vosso amor, o Deus que por meu amor, vos dignastes morrer <\/em>\u201c ( <em>A P\u00e1scoa de S\u00e3o Francisco<\/em>&#8230;, op. cit., p. 99-100).<\/p>\n<p><strong>10.<\/strong> Ele quis morrer na Porci\u00fancula onde tudo havia come\u00e7ado. Pediu que o colocassem nu na terra nua. Posto no ch\u00e3o, sem a roupa de saco, voltou o rosto para o c\u00e9u como de costume e todo atento naquela gl\u00f3ria, cobriu a chaga do lado direito com a m\u00e3o esquerda, para que n\u00e3o a vissem. E disse aos frades: \u201cFiz o que tinha que fazer. Que Cristo vos ensine o que cabe a v\u00f3s\u201d (2Cel 214). Estando os frades a chorar amargamente mandou que buscassem o texto de Jo\u00e3o e que fosse lido o trecho que come\u00e7a: \u201cAntes da festa da P\u00e1scoa&#8230;\u201d Lembrava-se daquela ceia que foi a \u00faltima celebrada pelo Senhor com seus disc\u00edpulos. Fez tudo isso para celebrar sua celebra\u00e7\u00e3o demonstrando todo o amor que tinha para com os frades. Louva a Deus com c\u00e2nticos de j\u00fabilo. Retoma o C\u00e2ntico das Criaturas que havia composto anos antes. \u201cE assim chegou a hora. Tendo completado em si mesmo todos os mist\u00e9rios de Cristo, voou feliz para Deus.<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong> Francisco celebra sua morte. \u201cTodo o objetivo de nossa vida terrena n\u00e3o ser\u00e1, afinal, dar \u00e0 luz elevar \u00e0 maturidade este fruto do qual trazemos a semente? (&#8230;) A morte n\u00e3o \u00e9 um ato improvisado, mas, ao contr\u00e1rio, instante \u00fanico que os instantes de nossa vida preparam. Ela n\u00e3o \u00e9 uma interrup\u00e7\u00e3o, mas sim uma plenitude\u201d Ele mesmo havia afirmado que pensava muito na morte. \u201cFrancisco quer findar sua vida religiosa ali mesmo onde a principiou. Diz-se que no momento da morte, toda a vida repassa, toda a vida repassa num relance diante dos olhos, como se estivesse contida toda inteira neste \u00faltimo ato. Em parte alguma, como na Porci\u00fancula, Francisco pode mais facilmente abranger, num golpe de vista, toda a sua vida, pois que esta pequena igreja metida nos bosques assistiu a todas as etapas de sua procura evang\u00e9lica; encontra ali o seu ideal; come\u00e7ara a viv\u00ea-lo com os irm\u00e3os; foi ali que, um dia, admitiu Clara ao seguimento de Cristo. Vinha constantemente \u00e0 Porci\u00fancula com os irm\u00e3os para ali reencontrar o<strong> Evangelho<\/strong>. E eis que volta uma segunda vez para levar a cabo e completar a obra empreendida. De s\u00fabito, parece-lhe que toda s sua vida n\u00e3o foi mais do que a prepara\u00e7\u00e3o deste momento supremo, e que ele vai, enfim, realizar, num momento, aquilo, que tentou durante vinte anos\u201d. Uma vida toda em estado de passagem!<\/p>\n<p><strong>12.<\/strong> Desde que o Senhor o chamara tinha come\u00e7ado seu despojamento. Abandonou seu jeito de viver, com\u00e9rcio, fam\u00edlia. Uma pobreza radical o despojou n\u00e3o s\u00f3 que possu\u00eda, mas de sua pr\u00f3pria vontade. Esvaziou-se totalmente de si mesmo. Foi morrendo pouco a pouco. E agora a morte corporal vem convid\u00e1-lo ao desprendimento total e definitivo. Francisco compreende que a maior pobreza \u00e9 morrer. Para marcar a sua aquiesc\u00eancia a este \u00faltimo ato de despojamento, pede que o estendam nu sobre a terra, recusando vestir uma t\u00fanica grosseira enquanto n\u00e3o for convencido de que ela n\u00e3o lhe pertence. Certo de que satisfaz at\u00e9 o fim as exig\u00eancias de sua dama Pobreza, Francisco ergue as m\u00e3os ao c\u00e9u e glorifica a Crtisto: vai para a gl\u00f3ria desapegado de tudo.<\/p>\n<p><strong>13.<\/strong> No primeiro dia de sua convers\u00e3o, perante o bispo de Assis, Francisco despojara-se de suas vestes, s\u00edmbolo de sua vida mundana porque queria poder dizer com toda verdade: \u201cPai nosso que estais no c\u00e9u..\u201d No seu \u00faltimo dia de vida, despoja-se de seu h\u00e1bito e desta \u00faltima vestimenta que \u00e9 seu corpo, para poder dizer com plenitude: Pai nosso.<\/p>\n<p><strong>14.<\/strong> \u201cA morte do crist\u00e3o sela a sua transforma\u00e7\u00e3o em Cristo \u00e9 todo o segredo da sua vida espiritual. Tom\u00e1s de Celano, bi\u00f3grafo de Francisco, exprime isto mesmo numa frase admir\u00e1vel: \u201cVeio finalmente a hora em que, tendo-se realizado nele todos os mist\u00e9rio de Cristo, a sua alma voou para a alegria de Deus\u201d. Tal \u00e9 a hist\u00f3ria da santidade crist\u00e3: a participa\u00e7\u00e3o nos mist\u00e9rios de Cristo, a invas\u00e3o progressiva do Senhor na alma. Francisco reviveu a pobreza de Jesus, o seu g\u00eanero de vida, a prega\u00e7\u00e3o, os seus sofrimentos&#8230; Deve, por fim, passar pela morte de Cristo para ressuscitar com ele\u201d<\/p>\n<p><em>Nota bene: A bem da verdade, necess\u00e1rio dizer que este texto foi fortemente inspirado na obra citada A P\u00e1scoa de S\u00e3o Francisco.<\/em><\/p>\n<p>(*) <strong>Frei Almir Ribeiro Guimar\u00e3es, OFM<\/strong><br \/>\nAssistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional do Sudeste III<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ORDEM FRANCISCANA SECULAR<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":175244,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[14],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A P\u00e1scoa de Jesus e a P\u00e1scoa de S\u00e3o Francisco - Carisma - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/a-pascoa-de-jesus-e-a-pascoa-de-sao-francisco.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A P\u00e1scoa de Jesus e a P\u00e1scoa de S\u00e3o Francisco - 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