{"id":8919,"date":"2011-12-12T14:20:11","date_gmt":"2011-12-12T16:20:11","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=8919"},"modified":"2011-12-12T14:20:11","modified_gmt":"2011-12-12T16:20:11","slug":"capitulo-geral-da-ofs-impressoes-de-um-osservatore-quase-sempre-atento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/capitulo-geral-da-ofs-impressoes-de-um-osservatore-quase-sempre-atento.html","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo Geral da OFS: impress\u00f5es de um osservatore quase sempre atento"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\"><strong><a href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/2006_170412.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-16069\" title=\"2006_170412\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/2006_170412.jpg\" alt=\"\" width=\"585\" height=\"396\" \/><\/a>Frei Almir Ribeiro Guimar\u00e3es, OFM (*)<\/strong><\/p>\n<p>Em nossos encontros capitulares h\u00e1 diferentes categorias de participantes. H\u00e1 os que s\u00e3o membros natos por seu cargo. H\u00e1 os que adquirem direitos pela vota\u00e7\u00e3o, os assim chamados delegados. Votam e podem ser votados. Levantam as bandeirolas verdes, vermelhas ou brancas. Parece que h\u00e1 os que votam, mas n\u00e3o podem ser votados. H\u00e1 os convidados e os observadores que n\u00e3o t\u00eam vez, nem voz. Por vezes nem mesmo falam. Passam um capitulo inteiro sem que tenham podido dar a conhecer o timbre de sua voz e quem sabe a riqueza de seu interior. Assistem simplesmente ou assessoram o desenrolar do evento. Eu estive presente no XII Cap\u00edtulo Geral e Eletivo da Ordem Franciscana Secular que se realizou em Dobog\u00f3ko, na Hungria, fazendo-me presente na qualidade de simples observador (<strong>osservatore<\/strong> na l\u00edngua italiana). Assim era minha classifica\u00e7\u00e3o no crach\u00e1. O Capitulo se realizou na dita localidade de Dobog\u00f3ko, bem perto da encantadora capital da Hungria, a elegante Budapeste. O evento se deu entre os dias 15 e 22 de novembro deste ano de 2008. As linhas que seguem n\u00e3o pretendem descrever o Cap\u00edtulo. N\u00e3o constituem uma reportagem completa do evento. Outros devem ter se encarregado desta tarefa (ver: <a href=\"http:\/\/www.ciofs.org\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #993300;\">www.ciofs.org<\/span><\/a>). O presente texto pretende apenas transcrever algumas impress\u00f5es de um <strong>osservatore<\/strong> mais ou menos atento, quase sempre atento.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> No dia 14 de novembro, pouco depois de 13 horas, j\u00e1 tinha eu feito o<em> check-in<\/em>, no aeroporto romano de Fiumicino. Parecia que tudo estava normal, que os pilotos de Alitalia n\u00e3o mais iam fazer greve (<strong>sciopero<\/strong>). O avi\u00e3o que devia sair \u00e0s 15 horas e pouco s\u00f3 deixou Roma perto das 20 horas, com o destino de Paris. Os passageiros come\u00e7aram a se enervar. Um italiana elegante e bem vestida dizia com voz tr\u00eamula: \u201cDiante de tudo isso s\u00f3 tenho uma palavra: como italiana tenho imensa vergonha do que est\u00e1 se passando, desta total falta de respeito para com os passageiros que t\u00eam o direito de ir e vir. Tenho vergonha\u201d. Um outro passageiro, tamb\u00e9m italiano, fez algumas perguntas ao atendente a respeito do piloto&#8230;Nessa publica\u00e7\u00e3o n\u00e3o posso transcrever o que ele disse. E as inj\u00farias as disse com voz quase meiga. Fato \u00e9 que, depois de espera extremamente inc\u00f4moda, o avi\u00e3o da Alitalia levantou v\u00f4o rumo a Charles De Gaulle. Perdi a conex\u00e3o para Budapeste. Air France me colocou num hotel e me alimentou. Recebi mesmo uma bolsa com aparelho de barba, sabonete, pasta de dente&#8230;j\u00e1 que minha mala tinha sido despachada at\u00e9 o destino final. Sem querer dormi na Fran\u00e7a que conheci nos meus tempos de jovenzinho&#8230;<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> Numa manh\u00e3 chuvosa deixei o aeroporto Charles De Gaulle rumo a Budapeste, pela companhia h\u00fangara, Malev Air Lines. Ali, nos espa\u00e7os do aeroporto de Paris, esses funcion\u00e1rios de todos os cantos do mundo fazendo os servi\u00e7os simples: atendimento aos clientes, limpeza, seguran\u00e7a&#8230; negros, \u00e1rabes, gente da Europa Central, dos antigos pa\u00edses comunistas&#8230; e poucos franceses de verdade. A avi\u00e3o da Malev, subiu, atravessou as nuvens, encontrou o sol e aos poucos pudemos ver os Alpes cobertos de neve desde a Fran\u00e7a, passando pelo norte da It\u00e1lia, \u00c1ustria. Um espet\u00e1culo deslumbrante. Tentei trocar umas palavras, poucas palavras, com um passageiro alban\u00eas&#8230;Nosso ingl\u00eas n\u00e3o ia l\u00e1 das pernas, nem o dele, e muito menos o meu&#8230; Havia uma senhora alta, gorda, na verdade inchada, com cabelos pintados de cor caju. Levava uma complicada aparelhagem de filmagem. Depois fui encontr\u00e1-la no Capitulo. Fiquei sabendo que era uma americana, cujo primeiro nome era Loris, grand\u00edssima especialista em Isabel da Hungria. Devido a defici\u00eancias de l\u00edngua n\u00e3o pudemos conversar. Ela, ali\u00e1s, andava sempre sozinha, carregando certamente uns 120 quilos! No aeroporto, na chegada, est\u00e1vamos uma polonesa, um h\u00fangaro, um frade franciscano de Floren\u00e7a, um japon\u00eas, um costariquenho e um brasileiro, este <strong>osservatore <\/strong>que escreve essas linhas. Nesse Capitulo esta era minha identidade.<\/p>\n<p><strong>4<\/strong>. Estava eu para viver a experi\u00eancia de um cap\u00edtulo geral da OFS que aprendi a estimar desde os meus 15 anos. Pensava nessas fraternidades todas que fui conhecendo ao longo da vida e dos tempos: os irm\u00e3os de Araruama, a fraternidade de Gaspar, os irm\u00e3os de Mococa. Esse cap\u00edtulo precisava pensar nessas fraternidades, nas suas alegrias e nos seus problemas. Um cap\u00edtulo geral precisa ser um momento de esperan\u00e7a, sobretudo para as fraternidades envelhecidas e desmotivadas.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> O Capitulo se passou alguns quil\u00f4metros fora da capital, numa antiga casa dos jesu\u00edtas (Manreza), hoje hotel. H\u00e1 um conjunto de algumas casas, ou seja, o pr\u00e9dio central e outros mais ou menos distantes perdidos no meio de alguns pinheiros verdes e de muitas \u00e1rvores secas e nuas nesse tempo de inverno&#8230;Despojamento, um ar de tristeza. Ouvi que, no tempo do comunismo, os russos ocuparam esses espa\u00e7os como lugares estrat\u00e9gicos. Quem disse isso foi o Fr. Filipe Schillings que j\u00e1 foi de nossa prov\u00edncia e at\u00e9 mesmo aluno meu em catequese. Estava na qualidade de tradutor. Sim, um dia j\u00e1 fui professor de catequese. Como essa atividade \u00e9 importante! Eu n\u00e3o era o \u00fanico <strong>osservatore<\/strong>. Havia outros. N\u00e3o posso esquecer de mencionar uma brasileira de Lajes, amiga de muitos frades, Solange. Eu e ela t\u00ednhamos os quartos no \u00faltimo andar de um dos pr\u00e9dios, no s\u00f3t\u00e3o, espa\u00e7o bem aquecido, com \u00e1gua quente e cama bonita, mas l\u00e1 no alto. Eu e o Solange j\u00e1 passamos dos 70&#8230;<\/p>\n<p><strong>6. <\/strong>Os leitores sabem o que acontece nessas ditas assembl\u00e9ias capitulares, de modo especial nas eletivas. H\u00e1 nomea\u00e7\u00e3o de secret\u00e1rios, escrutinadores, membros da comiss\u00e3o para textos conclusivos, tradu\u00e7\u00e3o dos textos das palestras. H\u00e1 um clima de tens\u00e3o e de certa pol\u00edtica. As pessoas falam baixinho. Tudo foi feito conforme as regras e estatutos. Penso naquelas nomea\u00e7\u00f5es e escolhas: secret\u00e1rios, escrutinadores etc. etc. Presidiu a primeira parte Encarnaci\u00f3n del Pozzo, ministra do sex\u00eanio que se encerrava e que seria reeleita para mais seis anos. Seguiram-se relat\u00f3rios e textos relativos aos temas centrais do Capitulo. N\u00e3o \u00e9 aqui o lugar de mencionar tudo. Apenas uma ou outra id\u00e9ia mais marcante. Lembro apenas que o tema central do evento foi assim formulado:<em> \u201cA profiss\u00e3o dos franciscanos seculares e seu senso de perten\u00e7a \u00e0 Ordem Franciscana Secular\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> Do relat\u00f3rio da presid\u00eancia destaco linhas para o futuro sugeridas: sempre de novo cuidar do aprofundamento da forma\u00e7\u00e3o nas fraternidades nacionais; intensifica\u00e7\u00e3o e revitaliza\u00e7\u00e3o criativa da fraternidade local; viver novas formas da fraternidade local; intensificar o sentido mission\u00e1rio; atrair e buscar grupos de fam\u00edlias ou de casais jovens; n\u00e3o esquecer que os franciscanos seculares s\u00e3o chamados \u00e0 santidade; necessidade de que os conselheiros internacionais cumpram sua miss\u00e3o levando e trazendo informa\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias, continuar o trabalho com as assim chamadas fraternidades emergentes. N\u00e3o se pode deixar de frisar: ser\u00e1 preciso aproximar-se das fam\u00edlias e convid\u00e1-las a percorrer o caminho franciscano, assim como de jovens. Penso que n\u00e3o se trata de arrebanhar de qualquer modo, mas que nossas fraternidades franciscanas seculares sejam espa\u00e7os de aprofundamento do ser humano, do ser crist\u00e3o e do ser franciscano. Talvez nelas os jovens possam percorrer um caminho de busca de sua identidade, com o testemunho dos que j\u00e1 fizeram boa parte do caminho.<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> Emanuela De Nunzio, ex-Ministra Geral, mulher admir\u00e1vel, refletiu sobre o tema da perten\u00e7a \u00e0 OFS. A ex-ministra acompanhou todos os avan\u00e7os da OFS, tendo a seu lado, entre muitos outros, nosso estimado professor Paulo Machado da Costa e Silva. Num italiano extremamente agrad\u00e1vel de ser ouvido ela prendeu a aten\u00e7\u00e3o. Pena que no final, nas conclus\u00f5es, alguns pontos de suas considera\u00e7\u00f5es n\u00e3o tenham sido contemplados. Espero que, no Brasil, venhamos a traduzir o texto em quest\u00e3o. Deve-se dizer que os encartes da revista <em>Paz e Bem<\/em>, nos \u00faltimos tempos, abordaram a quest\u00e3o. N\u00e3o se trata apenas de exigir uma perten\u00e7a externa, ou seja comparecimento \u00e0s reuni\u00f5es, pagamento da contribui\u00e7\u00e3o&#8230; Perten\u00e7a se liga ao tema da identidade. Trata-se de voltar ao fundo de cada um. Quem sou eu? O que \u00e9 ser um humano? O que \u00e9 ser homem e ser mulher? O que e ser crist\u00e3o? O que vem a ser uma fam\u00edlia? O que \u00e9 ser franciscano e franciscano secular?Trata-se de construir a identidade no seio de uma fraternidade de vida. Estamos de cheio na quest\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o . Emanuela de Nunzio insiste na forma\u00e7\u00e3o feita no seio da comunidade: participa\u00e7\u00e3o dos iniciantes, formandos e membros professos juntos. N\u00e3o se trata apenas de se ter umas cores, uns ares franciscanos. N\u00e3o basta. E a palestrante insistia na forma\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-politica, no voluntariado, numa aten\u00e7\u00e3o maior a ser prestada aos jovens (ajud\u00e1-los a encontrar sua identidade crist\u00e3). N\u00e3o se trata de fazer encontros festivos e barulhentos, mas possibilitar aos jovens e aos que chegam que vivam em comunidades de vida crist\u00e3 e construam sua identidade. A palestrante mencionou ainda outros pontos importantes na busca da identidade e na clarifica\u00e7\u00e3o da perten\u00e7a: refor\u00e7ar o engajamento no sentido de buscar um estilo s\u00f3brio de vida, busca da paz, aproxima\u00e7\u00e3o de todos os exclu\u00eddos.<\/p>\n<p><strong>9.<\/strong> Em sua an\u00e1lise a palestrante (ou palestrista?) fez alus\u00e3o a um discurso do Geral dos OFM, Pe Jos\u00e9 Carballo, a 30 de junho de 2007: \u201cMuitos s\u00e3o os que vivem sob o efeito da emo\u00e7\u00e3o e do provis\u00f3rio e se deixam dominar pela ditadura do relativismo segundo a qual tudo \u00e9 suspeito, tudo pode sempre ser negociado. Essa ditadura do relativismo, em muitos cora\u00e7\u00f5es, alimenta sentimentos de inseguran\u00e7a e de instabilidade. N\u00e3o existe mais nada de sagrado, de garantido ou que deva ser conservado. S\u00e3o muitos numerosas as v\u00edtimas da d\u00favida sistem\u00e1tica coagidas a se refugiar no imediato e na emotividade. Muitos s\u00e3o seduzidos pela cultura do <em>part time <\/em>e do <em>zapping<\/em>, que leva a n\u00e3o assumir os compromissos de longa dura\u00e7\u00e3o, a passar de uma experi\u00eancia a outra, sem aprofundar nenhuma delas. Muitos s\u00e3o ainda seduzidos pela cultura do<em> light<\/em>, que n\u00e3o deixa lugar para a utopia, o sacrif\u00edcio e a ren\u00fancia. Muitos s\u00e3o seduzidos pela cultura do subjetivismo; para estes o indiv\u00edduo \u00e9 a medida de tudo e tudo \u00e9 visto e avaliado a partir de si mesmo, de sua pr\u00f3pria realiza\u00e7\u00e3o. Esta realidade p\u00f3s-moderna engendra, particularmente nas novas gera\u00e7\u00f5es, uma personalidade indecisa que torna mais dif\u00edcil ainda a compreens\u00e3o daquilo que, em si, j\u00e1 \u00e9 complicado, ou seja as exig\u00eancias radicais no seguimento de Cristo, do caminho na seq\u00fcela de Cristo\u201d. At\u00e9 que ponto nossas fraternidades n\u00e3o se limitam apenas a uma reuni\u00e3o nem sempre vivida com o cora\u00e7\u00e3o? At\u00e9 que ponto a forma\u00e7\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o esse antropologia complicada dos tempos de hoje?<\/p>\n<p><strong>10.<\/strong> O Padre Felix Cangelosi, Vig\u00e1rio Geral do Capuchinhos, especialista em liturgia, nos brindou com uma bela palestra sobre o profiss\u00e3o na OFS, tendo como ponto de partida, o ritual franciscano secular. Pode-se dizer que se tratava da teologia da liturgia da profiss\u00e3o: celebrada durante uma eucaristia, liga\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o e da fraternidade, identidade original penitencial. Uma bela e profunda confer\u00eancia. Nossas fraternidades locais , penso eu, precisam rever o tema da profiss\u00e3o. Muitas vezes a revista <em><strong>Paz e Bem<\/strong><\/em> tem se ocupado do assunto. O que posso dizer de concreto seria o seguinte:<\/p>\n<p>\uf0a7 s\u00f3 tem sentido fazer profiss\u00e3o na OFS quando se tem consci\u00eancia de que se trata de uma consagra\u00e7\u00e3o de vida franciscana e secular, consagra\u00e7\u00e3o que abarca todo o tempo da exist\u00eancia;<\/p>\n<p>\uf0a7 compromisso numa fraternidade e compromisso n\u00e3o sujeito a revis\u00f5es;<\/p>\n<p>\uf0a7 compromisso ligado ao dom da vida de Cristo, celebrado na Eucaristia, reiterado com Cristo na celebra\u00e7\u00e3o da missa;<\/p>\n<p>\uf0a7 a profiss\u00e3o dever\u00e1 ser precedida de um retiro, de uma conversa com o assistente da fraternidade que ajudar\u00e1 o candidato a fazer um discernimento;<\/p>\n<p>\uf0a7 no momento da profiss\u00e3o tudo dever\u00e1 ser belo, o ministro se apresentar\u00e1 sem nervosismo, os participantes dever\u00e3o se sensibilizar, o celebrante, de prefer\u00eancia um religioso franciscano, saber\u00e1 fazer com que esse momento seja um gesto de propaganda vocacional.<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong> No dia 17 de novembro, festa de Santa Isabel da Hungria, estivemos em Estergon, primeira capital da Hungria, terra da santa. Pelas 4 horas da tarde houve uma solene concelebra\u00e7\u00e3o de encerramento dois anos comemorativos do centen\u00e1rio da patrona principal da OFS. Presidiu a cerim\u00f4nia o Cardeal Laszlo Paskan, homem alto, porte digno. A ministra lhe dirigiu umas palavras cheias de cordialidade. Muitos padres se fizeram presentes. O h\u00fangaro se misturava ao latim, os cantos locais com um espl\u00eandido coral de jovens se uniam \u00e0 Missa d Angelis&#8230; A igreja catedral quase cheia numa tarde de frio e de vento. Algumas mulheres trajavam roupas t\u00edpicas. Quem sabe uma delas pudesse ser descendente de Santa Isabel da Hungria? De maneira breve e simples o cardeal h\u00fangaro ressaltou tra\u00e7os da biografia da santa. Alguns dos participantes talvez tivessem desejado alguma coisa mais. Faltou talvez um pouco do ardor de nossas celebra\u00e7\u00f5es&#8230;.Vale a pena lembrar que Estergon se situa \u00e0s margens do Dan\u00fabio. Num vento frio, pod\u00edamos ver, do outro lado, a Eslov\u00e1quia e tamb\u00e9m a \u00c1ustria. E o vento frio cortava nosso rosto&#8230;<\/p>\n<p><strong>12.<\/strong> Presidiu o Capitulo Eletivo o Ministro Geral dos Conventuais, Fra Marco Tasca, homem alegre e din\u00e2mico. A ele coube cumprir todas as determina\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas para que as elei\u00e7\u00f5es fossem feitas com corre\u00e7\u00e3o e com validade. O Ministro Conventual desempenhou sua miss\u00e3o com compet\u00eancia e simplicidade. Brindou-nos com uma profunda e bela reflex\u00e3o sobre <strong>Os in\u00edcios do carisma<\/strong> (<em>Gli inizi del carisma<\/em>). Desenvolveu o tema em tr\u00eas momentos: a convers\u00e3o, a vida evang\u00e9lica e a configura\u00e7\u00e3o com o Cristo pascal. Quando se fala dos 800 anos dol carisma franciscano n\u00e3o se pode pensar apenas na visita de Francisco ao Papa pedindo licen\u00e7a para seu novo g\u00eanero de vida. Ser\u00e1 preciso olhar outros aspectos: houve um momento fundamental de mudan\u00e7a, o encontro com o mundo dos leprosos; na Porci\u00fancula Francisco compreendeu que precisava viver a vida evang\u00e9lica e toda a sua vida foi uma conforma\u00e7\u00e3o com o mist\u00e9rio de Cristo crucificado e ressuscitado (mist\u00e9rio pascal). A convers\u00e3o dura a vida toda. Francisco mostra os passos da transforma\u00e7\u00e3o em suas admoesta\u00e7\u00f5es: gloriar-se na cruz do Senhor, ser capaz de sofrer inj\u00farias, expropriar-se. Os interessados no tema poder\u00e3o encontr\u00e1-lo site j\u00e1 mencionado anteriormente.<\/p>\n<p><strong>13.<\/strong> Fizeram-se as elei\u00e7\u00f5es com relativa facilidade. Quase todos foram eleitos em primeiro escrut\u00ednio. A ministra Encarnaci\u00f3n foi eleita quase que por unanimidade. Recebeu, assim, do Capitulo a autoriza\u00e7\u00e3o de continuar a servir os irm\u00e3os talvez do mesmo modo como vinha fazendo. Houve n\u00edtida manifesta\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a em sua pessoa. Maria Aparecida Crepaldi, nossa Cidinha, confirmou sua credibilidade.<\/p>\n<p><strong>14. <\/strong>Tivemos um dia de passeio em Budapeste. O tempo n\u00e3o colaborou muito. Na parte da manh\u00e3 um pouco de sol. Deu para sentir a grandeza dessa cidade ligada aos belos tempos do Imp\u00e9rio Austro-H\u00fangaro. Pra\u00e7as magn\u00edficas, a esplendorosa vis\u00e3o do Parlamento, a Igreja de Santo Estev\u00e3o que n\u00e3o pudemos visitar, c\u00fapulas aceboladas (em forma de cebola), certo requinte. Claro que Budapeste n\u00e3o tem a suntuosidade de Berlim, nem de Praga segundo me informaram, mas se trata de uma bel\u00edssima capital. Nesse dia fomos cordialmente recebidos e acolhidos pelos Frades Menores. O guardi\u00e3o nos saudou efusivamente, em h\u00fangaro \u00e9 claro, e nos foi servida uma refei\u00e7\u00e3o simples, sem requinte, mas carinhosa e saborosa. N\u00e3o posso deixar de mencionar um pormenor. Os doces h\u00fangaros s\u00e3o particularmente saborosos. E no final de nossa refei\u00e7\u00e3o foram servidos copiosamente. Em nossa casa Manreza tivemos ocasi\u00e3o tamb\u00e9m de saborear deliciosos pav\u00eas. Digo de passagem que a comida h\u00fangara \u00e9 de bom paladar, mas ser\u00e1 preciso prestar aten\u00e7\u00e3o aos condimentos. H\u00e1 pratos densa e exageradamente apimentados.<\/p>\n<p><strong>15<\/strong>. Uma breve palavra a respeito dos participantes. O continente africano tinha poucos representantes. Os dramas do Congo impediram sa\u00edda de irm\u00e3os. Havia forte representa\u00e7\u00e3o da Europa central. H\u00e1 voca\u00e7\u00f5es e fraternidades da OFM e OFS numerosas: Cro\u00e1cia, Pol\u00f4nia, Eslov\u00eania, etc. Esses todos tentam falar alem\u00e3o e ingl\u00eas. Na Cro\u00e1cia, a JUFRA \u00e9 forte. Na \u00c1sia (\u00cdndia, Filipinas, etc) h\u00e1 tamb\u00e9m um vigor da OFS e seus representantes eram significativos neste Capitulo. Os latino-americanos se fizeram representar. Pena que n\u00e3o tivesse havia um tempo para apresenta\u00e7\u00f5es dos \u00eaxitos, desejos e car\u00eancias das diferentes fraternidades. Parece que a forte presen\u00e7a dos europeus do centro \u00e9 que caracterizou o Capitulo.<\/p>\n<p><strong>16.<\/strong> N\u00e3o permaneci at\u00e9 o \u00faltimo momento do evento devido a hor\u00e1rios de avi\u00e3o. Nas sess\u00f5es finais a Ministra Internacional tentou coordenar uma assembl\u00e9ia para captar prioridades e detectar conclus\u00f5es. A assembl\u00e9ia pediu que fossem prioridades as seguintes: forma\u00e7\u00e3o, melhorar em todos os n\u00edveis a comunica\u00e7\u00e3o, cuidados e aten\u00e7\u00f5es com a JUFRA e os jovens em geral, a presen\u00e7a dos franciscanos seculares no mundo e o trabalho que deve continuar a ser desenvolvido junto \u00e0s fraternidades ditas emergentes. Cabe ao Conselho Internacional agilizar estas prioridades.<\/p>\n<p><strong>17<\/strong>. Com a experi\u00eancia de alguns anos acompanhando fraternidades regionais e a fraternidade nacional do Brasil chamaria aten\u00e7\u00e3o para alguns aspectos que decorreram do Cap\u00edtulo e para outros que estavam nas linhas ou entrelinhas ou que, se n\u00e3o estiveram, penso eu, deveriam estar:<\/p>\n<p>\uf0d8 urg\u00eancia de um trabalho vocacional realizado pelo testemunho de franciscanos seculares que vivem sua convers\u00e3o no dia-a-dia e inseridos numa Igreja em estado de miss\u00e3o juntamente com jornadas franciscanas abertas a pessoas de boa vontade; dar credibilidade \u00e0 OFS;<\/p>\n<p>\uf0d8 sempre de novo recome\u00e7ar um empenho de di\u00e1logo com os jovens, de aproxima\u00e7\u00e3o deles, sejam eles da JUFRA ou n\u00e3o;<\/p>\n<p>\uf0d8 em n\u00edvel nacional e regional, entre n\u00f3s, n\u00e3o se pode mais adiar esse trabalho entre OFS e JUFRA;<\/p>\n<p>\uf0d8 na esteira do que foi refletido no Capitulo, tentar buscar casais e pessoas que estejam na faixa dos 35-50 anos;<\/p>\n<p>\uf0d8 no capitulo da forma\u00e7\u00e3o ter sempre em mente que as pessoas vivem no fluido, no vago: sem querer fazer uma forma\u00e7\u00e3o meramente doutrinal ser\u00e1 preciso ao longo de um certo tempo provocar as pessoas para que d\u00eaem sua ades\u00e3o \u00e0 verdade que liberta, lev\u00e1-las ao \u00eaxodo de si mesmas que as torna peregrinas de uma terra que Deus nos mostra; cavar sempre maior profundidade atrav\u00e9s do cultivo do sil\u00eancio e da leitura do sinal dos tempos;<\/p>\n<p>\uf0d8 um palavra ocorreu muitas vezes no Cap\u00edtulo, ou seja, discernimento: na aceita\u00e7\u00e3o dos candidatos, na hora da profiss\u00e3o, na op\u00e7\u00e3o pela a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria; no tipo de colabora\u00e7\u00e3o a ser dada \u00e2 igreja local;<\/p>\n<p>\uf0d8 num tempo de provisoriedade fazer com que a profiss\u00e3o da OFS seja um marco na vida dos irm\u00e3os e, ao mesmo tempo, um apelo a que se dediquem aos outros;<\/p>\n<p>\uf0d8 lutar para que os irm\u00e3os desmotivados possam ganhar novo \u00e2nimo: o Ministro local e seu Conselho n\u00e3o podem descansar porque o futuro da Ordem passa por cada fraternidade concreta;<\/p>\n<p>\uf0d8 num tempo em que a Igreja convidou a todos os crist\u00e3os a fazerem uma reflex\u00e3o sobre a Palavra de Deus na vida e na miss\u00e3o da Igreja, importante que em nossa vida pessoal e na vida da fraternidade a Palavra de Deus ocupe um lugar de destaque, Palavra compreendida n\u00e3o apenas como um texto que descansa num livro, mas como interpela\u00e7\u00e3o constante feita aos sedentos e famintos de plenitude;<\/p>\n<p>\uf0d8 hoje e sempre os franciscanos seculares ou n\u00e3o estar\u00e3o diante da miss\u00e3o de se aproximarem dos mais simples e menos aquinhoados;<\/p>\n<p>\uf0d8 num tempo em que as fam\u00edlias acreditaram que era melhor deixar que os jovens encontrassem por si mesmo seus caminhos, a OFS precisa formar fam\u00edlias que sejam capazes n\u00e3o de endoutrinar os filhos mas de lhes transmitir a alegria de uma vida iluminada pela f\u00e9;<\/p>\n<p>\uf0d8 num tempo de forte crise econ\u00f4mica que leva as pessoas a viverem mais modestamente dar o testemunho de que sabemos alegremente, como dizia S\u00e3o Paulo, viver na abund\u00e2ncia e na priva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Eis algumas observa\u00e7\u00f5es de um <strong>osservatore<\/strong> muito contente de ter participado do Capitulo Geral da querida Ordem Franciscana Secular. Desejo que ele produza muitos frutos.<\/p>\n<p>Quase ia me esquecendo de dizer que na volta de Budapeste para Roma n\u00e3o houve problemas de pilotos e de aeroportos. Quer dizer houve, sim. O piloto do avi\u00e3o da Air France avisou que n\u00e3o podia decolar porque havia uma raposa na pista ca\u00e7ando ratos. Que esta seja minha \u00faltima observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(*) Frei Almir Ribeiro Guimar\u00e3es, OFM \u00e9 Assistente Nacional para a OFS e Assistente Regional da OFS do Sudeste II<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ORDEM FRANCISCANA SECULAR<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":174742,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[14],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Cap\u00edtulo Geral da OFS: impress\u00f5es de um osservatore quase sempre atento - Carisma - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/capitulo-geral-da-ofs-impressoes-de-um-osservatore-quase-sempre-atento.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Cap\u00edtulo Geral da OFS: impress\u00f5es de um osservatore quase sempre atento - 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