{"id":80823,"date":"2015-03-09T07:50:19","date_gmt":"2015-03-09T10:50:19","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=80823"},"modified":"2018-11-08T14:25:07","modified_gmt":"2018-11-08T16:25:07","slug":"menores-na-teoria-e-na-pratica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/menores-na-teoria-e-na-pratica.html","title":{"rendered":"Menores &#8211; Na teoria e na pr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/frades_a.jpg\" alt=\"frades_a\" width=\"820\" height=\"400\" \/><\/p>\n<blockquote><p>Esta \u00e9 uma rubrica de assuntos franciscanos. Estamos, de alguma forma, refletindo sobre o tema do Cap\u00edtulo Geral da Ordem do Menores: \u201cIrm\u00e3os e menores no mundo de hoje\u201d. Em tr\u00eas reflex\u00f5es passadas j\u00e1 nos debru\u00e7amos sobre o terma do \u201cirm\u00e3o\u201d. Desta vez queremos nos ocupar da express\u00e3o \u201cmenor\u201d, ou seja, ao substantivo irm\u00e3o se acrescenta o adjetivo \u201cmenor\u201d. Somos, com efeito, irm\u00e3os menores.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Frei Almir Ribeiro Guimar\u00e3es<\/strong><\/p>\n<p><strong>1<\/strong>. A palavra \u201cminorismo\u201d, sem d\u00favida alguma, faz parte da mais l\u00eddima heran\u00e7a franciscana. Sinal evidente disso \u00e9 a pr\u00f3pria sigla: OFM (Ordem dos Frades Menores). N\u00e3o se deve confundir minorismo com minoridade (que se op\u00f5e a maioridade). A ouvidos menos afeitos ao nosso modo de falar, menor, pode evocar infantilidade, falta de maturidade humana, pessoa sem coragem de agir, incapaz, ing\u00eanua. O minorismo evang\u00e9lico-franciscano tamb\u00e9m n\u00e3o se refere apenas \u00e0s conhecidas minorias \u00e9tnicas, sociais e outras, embora tenha muito a ver com elas. S\u00e3o Francisco d\u00e1 um nome muito preciso \u00e0queles que optaram pelo seguimento de Cristo em sua companhia: \u201cQuero que esta fraternidade se chame Ordem dos Frades Menores\u201d (1Cel 38). Esse nome nos define. N\u00e3o somos irm\u00e3os pobres, irm\u00e3os humildes, irm\u00e3os pequenos, mas irm\u00e3os menores.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Vejamos como Eloi Leclerc situa o tema: \u201cMobilidade apost\u00f3lica, pobreza, fraternidade, inser\u00e7\u00e3o nas cidades, todas estas notas distintivas da nova forma de vida evang\u00e9lica ainda n\u00e3o s\u00e3o suficientes para definir a comunidade franciscana primitiva. Todas elas est\u00e3o presentes, com algumas diferen\u00e7as, nos movimentos evang\u00e9licos da \u00e9poca. Se quisermos caracterizar a experi\u00eancia franciscana primitiva em sua singularidade \u00e9 necess\u00e1rio acrescentar outro tra\u00e7o essencial. Tom\u00e1s de Celano relata o seguinte: \u201cQuando Francisco estava escrevendo a Regra: \u2018e sejam menores\u2019, ao pronunciar estas palavras disse: Eu quero que esta fraternidade seja chamada de Ordem dos Frades Menores. \u201cFrades menores\u201d, essa designa\u00e7\u00e3o vem iluminar e precisar a ideia que Francisco faz da vida dos irm\u00e3os e de sua voca\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica na sociedade e na Igreja\u201d (Eloi Leclerc, <em>Francisco de Assis. O retorno ao Evangelho<\/em>, VOZES\/CEFEPAL, p.61).<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> Leclerc lembra, no mesmo texto, que a express\u00e3o minores, embora inspirada no Evangelho, na \u00e9poca, tinha conota\u00e7\u00e3o de distin\u00e7\u00e3o de classes. Em oposi\u00e7\u00e3o aos \u201cmaiores\u201d, aos ricos burgueses que detinham o poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico na nova sociedade das comunas designava-se de \u201cminores\u201d o povo simples das oficinas e dos por\u00f5es. \u201cMinores\u201d englobava todos os que, na nova sociedade, n\u00e3o ocupavam os primeiros lugares e, que algumas vezes, n\u00e3o tinham lugar nenhum.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"450\" cellspacing=\"3\" cellpadding=\"3\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#f4f4f4\">\n<table style=\"height: 1173px;\" border=\"0\" width=\"558\" cellspacing=\"3\" cellpadding=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00a0<a href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_a1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-80827\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agua_a1.jpg\" alt=\"agua_a\" width=\"541\" height=\"337\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#CCCCCC\">\n<h4>MINORISMO EVANG\u00c9LICO-FRANCISCANO<\/h4>\n<p>Frei Ludovico Profili, OFM, escreveu um texto denso comentando o Testamento de S\u00e3o Francisco (<em>Francesco pura trasparenza do Cristo, Rifelssioni e attualizazzioni sul testamento di S. Francesco, Ed. Porziuncola. Assisi 1986<\/em>). Num determinado momento da obra reflete a respeito do minorismo evang\u00e9lico-franciscano a partir das palavras do Testamento: E \u00e9ramos iletrados e submissos a todos (Test 19). O autor procura atualizar as palavras de Francisco:<\/p>\n<p>\u201cEntre as li\u00e7\u00f5es que nos d\u00e1 uma releitura do Testamento de S\u00e3o Francisco sem d\u00favida uma das mais importantes e atuais \u00e9 a do minorismo. Este se faz necess\u00e1rio em vista da cura de dois males que, como as drogas, intoxicam mortalmente a atual sociedade t\u00e3o calcada no bem-estar: o orgulho do poder e a avidez pelo saber.<\/p>\n<p>O orgulho do poder \u201cdopou\u201d de tal homem que, para afirmar-se a si mesmo, busca com todos os meios &#8211; l\u00edcios e il\u00edcitos \u2013 de colocar-se acima dos ouros, domin\u00e1-los e submet\u00ea-los \u00e0s suas pr\u00f3prias ambi\u00e7\u00f5es. Isto acontece em todos os setores da vida, passando pelos absolutismos ditatoriais &#8211; seja de esquerda ou de direita, culminando com o culto da personalidade. De sua parte, os que n\u00e3o aceitam esta subservi\u00eancia, reagem com luta, violenta ou n\u00e3o violenta, com a insurrei\u00e7\u00e3o ativa ou passiva; com a guerra quente ou fria: o mundo fica dividido e a divis\u00e3o \u00e0 ruina.<\/p>\n<p>A avidez pelo saber sob as apar\u00eancia da busca de cultura, faz-se \u00e1rbitro da verdade, coloca-se acima da f\u00e9 e da moral, descarta as leis humanas e divinas. Com suas ideologias, com a descoberta de segredo da natureza com a tecnologia, se afirma que podem ser resolvidos todos os problemas da vida. Como a droga f\u00edsica, cria uma euforia ilus\u00f3ria que em vez de curar os males os torna mais graves reduzindo o homem a um pequeno resto. Assim esta dupla droga moral, depois de uma moment\u00e2nea exalta\u00e7\u00e3o, leva inexoravelmente o homem \u00e0 depress\u00e3o, \u00e0 perda, ao medo.<\/p>\n<p>Que rem\u00e9dio? Aquele proposto or S\u00e3o Francisco: desintoxicar a consci\u00eancia humana com o ant\u00eddoto do minorismo evang\u00e9lico. Reconhecer que os dons da vontade e da intelig\u00eancia nos foram dados por Deus para serem colocados a servi\u00e7o dos irm\u00e3os e de todas as criaturas. Como consequ\u00eancia o Poverello recomenda: voc\u00eas, poderosos, se n\u00e3o quiserem se desumanizar, acreditem no Evangelho, usem o poder em beneficio dos outros; voc\u00eas ricos para n\u00e3o submergir na lama do lucro, guardem o necess\u00e1rio e o resto seja dado o que lhe pertence; homens cultos n\u00e3o fa\u00e7am do saber instrumento de suas ambi\u00e7\u00f5es, mas dom de sabedoria em prol do verdade, do bem e do belo. Da mesma maneira, voc\u00eas, fracos, tomem consci\u00eancia da for\u00e7a de seus direitos com determina\u00e7\u00e3o e coragem, sem a pretens\u00e3o de explorar os ricos e cair no mesmo erro deles; voc\u00ea, pobres, lutem com a for\u00e7a da n\u00e3o viol\u00eancia a fim de obterem os bens necess\u00e1rios para a vida familiar e social; os que s\u00e3o iletrados busquem a sabedoria que edifica, n\u00e3o a ci\u00eancia quem incha\u201d (p. 131-133).<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>4.<\/strong>Precisamos sempre nos voltar para o texto da <em>Regra n\u00e3o Bulada<\/em>: \u201cNenhum irm\u00e3o exer\u00e7a qualquer poder ou dom\u00ednio, mormente entre si. Pois, como diz o Senhor no Evangelho: Os pr\u00edncipes das na\u00e7\u00f5es as dominam, e os que s\u00e3o maiores exercem poder sobre elas (Mt 20,25); n\u00e3o ser\u00e1 assim entre os irm\u00e3os (cf. Mt 20, 26); e quem quiser tornar-se o maior entre eles seja o ministro ( cf. Mt 20,26) e servo deles; e quem \u00e9 o maior entre eles fa\u00e7a-se como o menor (cf.Lc 22,16)\u201d (<em>Regra n\u00e3o Bulada<\/em> 5, 9-12). Francisco enra\u00edza seu desejo de \u201cminorismo\u201d na pr\u00f3pria pessoa do Senhor e no ensinamento do Cristo- servo. Sua intui\u00e7\u00e3o \u00e9 cristol\u00f3gica. Na Regra, Francisco refere-se \u00e0s palavras dos evangelhos (Mt 20,25-26 e Lc 22, 24-27). Cristo orienta os disc\u00edpulos a respeito do modo como devem ser tecidos os relacionamentos e a maneira como exercer\u00e3o as responsabilidades no seio da comunidade nova que ele acaba de instaurar. Ser\u00e1 uma atitude oposta \u00e0 dos pr\u00edncipes e grandes deste mundo. Trata-se de uma revolu\u00e7\u00e3o no seio daquela sociedade. A fraternidade evang\u00e9lica n\u00e3o se apoia no poder e na domina\u00e7\u00e3o. Francisco insiste em palavras como ministro e servo e que o maior se fa\u00e7a o menor. Desnecess\u00e1rio dizer que ministro nos l\u00e1bios de Francisco quer dizer empregado, servo, servidor.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> Quando no cap\u00edtulo 7 da Regra n\u00e3o bulada fala do trabalho dos frades feito em esp\u00edrito de servi\u00e7o, transparece novamente o minorismo: que trabalhem sem serem tesoureiros ou despenseiros, que n\u00e3o aceitem trabalho que provoque esc\u00e2ndalo, sejam menores e submissos a todos os que est\u00e3o na mesma casa. O mesmo esp\u00edrito aparece em texto da Carta aos Fi\u00e9is quando fala dos que s\u00e3o ministros: \u201cAquele a quem foi confiada a obedi\u00eancia e que \u00e9 tido como o maior seja o menor e servo dos outros irm\u00e3os. E fa\u00e7a e tenha miseric\u00f3rdia para cada um dos irm\u00e3os, como gostaria que se lhe fizesse, se estivesse em caso semelhante. N\u00e3o se ire contra o irm\u00e3o por causa do pecado dele, mas, com toda paci\u00eancia e humildade, admoeste-o benignamente e o apoie\u201d.<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> O frade menor enra\u00edza seu minorismo\/servi\u00e7o no cora\u00e7\u00e3o desse Deus \u201cque n\u00e3o veio para ser servido, mas para servir\u201d. Compreendemos assim porque nesta l\u00f3gica de amor Francisco far\u00e1 do minorismo\/servi\u00e7o um dos termos-chaves de sua espiritualidade. \u201cServo\u201d \u00e9 o \u00fanico t\u00edtulo que ele se atribui mesmo em seus escritos. No seu modo de ver as coisas, a convers\u00e3o evang\u00e9lica nos faz passar do instinto de domina\u00e7\u00e3o \u00e0 vontade de servir.<\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> Insistimos nos termos menores e servos. \u201cO nome de \u201cfrades menores\u201d que usamos exprime uma exig\u00eancia de fraternidade e ao mesmo tempo dum servi\u00e7o humilde (minorismo). A come\u00e7ar pelo interior de nosso grupo, n\u00f3s somos convidados a deixar de lado qualquer dom\u00ednio ou vontade de poder e prestar os mais humildes servi\u00e7os. Em rela\u00e7\u00e3o a todos, submissos a qualquer criatura devemos apresentar-nos, em comunidade e individualmente como pequeninos, como servos que ningu\u00e9m teme, porque os servos esfor\u00e7am-se por servir e n\u00e3o por dominar ou por se impor, sobretudo no campo espiritual. Uma semelhante atitude exige o esp\u00edrito de inf\u00e2ncia, pequenez a simplicidade, um otimismo decidido perante os homens e os acontecimentos. H\u00e1 que aceitar a inseguran\u00e7a no plano das institui\u00e7\u00f5es e das ideias, a incerteza com rela\u00e7\u00e3o ao futuro. H\u00e1 que reconhecer que somos fracos e vulner\u00e1veis, \u201cservos in\u00fateis\u201d e que ningu\u00e9m \u00e9 forte, sen\u00e3o Deus. Contribuiremos assim, por nossa parte, em fazer resplandecer o rosto da comunidade crist\u00e3, que \u00e9 tamb\u00e9m o rosto do seu Senhor, o qual veio para servir e n\u00e3o para ser servido (<em>A voca\u00e7\u00e3o da Ordem hoje<\/em>, Documento OFM. 2005, p. 21).<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> <em><strong>Sois chamados \u00e0 liberdade. A forma\u00e7\u00e3o permanente na Ordem dos Frades Menores (Roma, 2008)<\/strong> <\/em>aborda a evangeliza\u00e7\u00e3o com a conota\u00e7\u00e3o do minorismo: \u201cDeus nosso Pai nos criou livres; Jesus Cristo, nosso irm\u00e3o, nos redimiu e enviou-nos ao mundo para anunciar o Reino de Deus, fermento de liberta\u00e7\u00e3o para todos os que s\u00e3o oprimidos. A Fraternidade franciscana proclama o advento desse Reino com sua presen\u00e7a silenciosa e quando, movida pelo Espirito, anuncia a boa nova, reconhecendo o rosto de Cristo sobretudo nos pobres que s\u00e3o nossos mestres. Vivendo entre ele e como eles, descobre-se novamente o sabor do Evangelho. Cristo \u00e9 o paradigma da minoridade, ele que esvaziou-se de si mesmo, assumindo a condi\u00e7\u00e3o de escravo, tornando-se solid\u00e1rio com os seres humanos, e apresentando-se como simples homem. Animados deste mesmo esp\u00edrito de f\u00e9, os Frades aprendem a compartilhar as alegrias e as esperan\u00e7as , as tristezas e as ang\u00fastias dos homens de hoje, sobretudo escolhendo viver, por amor de Cristo que doou-se a si mesmo inteiramente, entre aqueles que superlotam os \u201clugares de ruptura\u201d (p. 39).<\/p>\n<p><strong>9.<\/strong> A Ordem fez publicar em 2009 um subs\u00eddio para a forma\u00e7\u00e3o permanente a respeito do Cap IV das CCGG da OFM intitulado <em>Peregrinos e estrangeiros neste mundo<\/em>. Dele colhemos os seguintes t\u00f3picos:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>&gt;&gt; <\/strong><em>A minoridade<\/em> \u00e9 para n\u00f3s, \u201cirm\u00e3os menores\u201d, uma forma de seguir a Jesus pobre e humilde, isto significa que afeta a nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus Pai, os relacionamentos interpessoais e nossos modo de estar entre os homens e mulheres.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>&gt;&gt; <\/strong><em>Minorismo e vida com Deus:<\/em> minorismo tem tudo a ver com o natal , paix\u00e3o e eucaristia, um Deus que nasce, vive e morre pobre e simples se faz presente na singeleza do p\u00e3o e do vinho. Diante da beleza e grandeza do Senhor o homem se sente \u201cmenor\u201d, humilde. Francisco dizia: Por que a mim? Como pode orar um frade menor se n\u00e3o encontra sua pr\u00f3pria verdade no ser \u201cmenor\u201d.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>&gt;&gt;<\/strong> <em>Minorismo e vida de fraternidade<\/em>: n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ser irm\u00e3o, quando algu\u00e9m se coloca acima dos outros; o amor fraterno s\u00f3 \u00e9 espiritual quando \u00e9 desinteressado; dentro da fraternidade todos os irm\u00e3os precisam ser valorizados; n\u00e3o podemos enterrar talentos e dons dos irm\u00e3os porque se tem medo de sua sombra; sinal de minorismo \u00e9 a obedi\u00eancia fraterna; na fraternidade se haver\u00e1 de preferir os menores delas: enfermos e idosos; quem \u00e9 servidor dos irm\u00e3os h\u00e1 de ser o menor.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>&gt;&gt;<\/strong> <em>Estilo cotidiano de viver:<\/em> partilha das atividades dom\u00e9sticas, op\u00e7\u00e3o por trabalhos socialmente considerados de baixo perfil, pobreza de bens materiais n\u00e3o somente como quest\u00e3o de austeridade pessoal, mas tamb\u00e9m de solidariedade com os desfavorecidos; colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos outros o que recebem como Dom de Deus.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><strong>&gt;&gt;<\/strong> \u00a0<em>Minorismo e miss\u00e3o:<\/em> as fraternidades nos meios carentes n\u00e3o deveriam ser uma exce\u00e7\u00e3o; redimensionar nossa atividade tendo em vista os simples, constante empenho de procurar dar dignidade aos exclu\u00eddos.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">VEJA MAIS EM <a href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/?cat=2139&amp;future=\">FRANCISCANAMENTE<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":174698,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Menores - Na teoria e na pr\u00e1tica - Carisma - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/menores-na-teoria-e-na-pratica.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Menores - Na teoria e na pr\u00e1tica - Carisma - Franciscanos\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Artigo\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/menores-na-teoria-e-na-pratica.html\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Carisma - Franciscanos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-03-09T10:50:19+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2018-11-08T16:25:07+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/frades_a.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"820\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"400\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"11 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/#website\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/\",\"name\":\"Carisma - Franciscanos\",\"description\":\"Prov\u00edncia Franciscana da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o do Brasil - Ordem dos Frades Menores\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/menores-na-teoria-e-na-pratica.html#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/frades_a.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/frades_a.jpg\",\"width\":820,\"height\":400},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/menores-na-teoria-e-na-pratica.html#webpage\",\"url\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/menores-na-teoria-e-na-pratica.html\",\"name\":\"Menores - Na teoria e na pr\u00e1tica - Carisma - Franciscanos\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/menores-na-teoria-e-na-pratica.html#primaryimage\"},\"datePublished\":\"2015-03-09T10:50:19+00:00\",\"dateModified\":\"2018-11-08T16:25:07+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/#\/schema\/person\/e352342a457f086dc6152f9c73a3d093\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/menores-na-teoria-e-na-pratica.html#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/menores-na-teoria-e-na-pratica.html\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/menores-na-teoria-e-na-pratica.html#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Menores &#8211; 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