{"id":79804,"date":"2015-02-18T09:58:58","date_gmt":"2015-02-18T11:58:58","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=79804"},"modified":"2015-02-18T09:58:58","modified_gmt":"2015-02-18T11:58:58","slug":"irmaos-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/irmaos-iii.html","title":{"rendered":"Irm\u00e3os (III)"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/irmaos1.jpg\" alt=\"irmaos\" width=\"820\" height=\"583\" \/>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>No m\u00eas de novembro de 2014, nesta rubrica que leva o t\u00edtulo de\u00a0 <\/em><strong>Franciscanamente<\/strong>,<em> \u00a0come\u00e7amos uma s\u00e9rie de reflex\u00f5es\u00a0 sobre \u00a0grandes valores evang\u00e9lico- franciscanos.\u00a0 O primeiro que abordamos foi o tema da fraternidade, do irm\u00e3o, que queremos terminar com esta edi\u00e7\u00e3o de janeiro-fevereiro de 2015. No intuito de examinar diferentes aspectos da fraternidade continuamos \u00a0a seguir de perto no texto de Michel Hubaut, \u201cChemins d\u2019int\u00e9riorit\u00e9\u00a0 avec Saint\u00a0 Fran\u00e7ois\u201d, j\u00e1 mencionado\u00a0 na primeira reflex\u00e3o sobre o tema, em novembro de 2014.<\/em><\/p>\n<h3>Introduzindo<\/h3>\n<p><strong>1. Assim rezam as Constitui\u00e7\u00f5es da Ordem dos Frades Menores:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cComo filhos do Pai celeste e irm\u00e3os de Jesus Cristo no Esp\u00edrito Santo e seguidores da forma evang\u00e9lica revelada pelo Senhor a S\u00e3o Francisco, os irm\u00e3os levam vida fraterna em comum, amam-se e nutrem-se mutuamente mais do que uma m\u00e3e ama e nutre seu filho carnal\u201d (Art. 38).<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cPelo amor de Deus derramado em seus cora\u00e7\u00f5es pelo Esp\u00edrito Santo, todos os irm\u00e3os tenham entre si o h\u00e1bito de esp\u00edrito familiar e de m\u00fatua amizade, cultivem a cortesia, a jovialidade e todas as demais virtudes, de forma que, sendo um para o outro um constante est\u00edmulo de esperan\u00e7a, de paz e de alegria, cheguem \u00e0 plena maturidade humana, crist\u00e3, religiosa unidos em verdadeira fraternidade\u201d (Art. 39).<\/em><\/p>\n<p><strong>2. Viver aqui e agora a utopia da fraternidade<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO dom dos irm\u00e3os \u00e9 para ser acolhido gratuitamente na hospitalidade rec\u00edproca. Em uma cultura marcada por um consumismo que se insinua tamb\u00e9m nas rela\u00e7\u00f5es pessoais, o frade menor \u00e9 chamado a ser testemunho de n\u00e3o-apropria\u00e7\u00e3o: no servi\u00e7o ao irm\u00e3o restitu\u00edmos tudo ao Alt\u00edssimo. Como todos os sonhos de Deus, a fraternidade \u00e9 dom e, ao mesmo tempo, tarefa que interpela a nossa responsabilidade. Construir de modo constante a fraternidade n\u00e3o \u00e9 principalmente quest\u00e3o de hor\u00e1rios e de estruturas; pressup\u00f5e a escuta sincera daquele chamamento do Senhor que nos desinstala de nossas seguran\u00e7as e nos p\u00f5e a caminho para ousar, com lucidez e aud\u00e1cia, viver aqui e agora a utopia da fraternidade universal, em nossa realidade concreta, com os irm\u00e3os aos quais nos \u00e9 dado viver hoje\u201d (<em>Sois chamados \u00e0 liberdade. A forma\u00e7\u00e3o permanente na Ordem dos Frades Menores<\/em>, Secretariado Geral para a forma\u00e7\u00e3o e os estudos, Roma 2008, n. 10).<\/p>\n<p><strong>1. A Fraternidade como lugar de convers\u00e3o<\/strong> &#8211; A autenticidade de nossa vida de f\u00e9 se mostra no plano dos relacionamentos. Desde o momento do beijo do leproso, Francisco ficou sabendo que converter-se ao Evangelho significa sair de si mesmo. Aproxima-se dos leprosos, derruba as fronteiras sociais, culturais e psicol\u00f3gicas que o separam desses seres marginais, para ouvi-los, servi-los e viver com eles. Nesse momento descobre a fraternidade. Cada manh\u00e3, na verdade, precisamos sair de n\u00f3s mesmos e caminhar na dire\u00e7\u00e3o do Senhor e dos outros. Nossa vida de f\u00e9 \u00e9 sempre um \u00eaxodo. Os irm\u00e3os que o Senhor nos d\u00e1 s\u00e3o apelos \u00e0 convers\u00e3o, n\u00e3o somente porque eles nos fazem sair de n\u00f3s mesmos, mas tamb\u00e9m porque nos revelam a n\u00f3s mesmos e nos fazem enxergar para al\u00e9m das apar\u00eancias. Somente o homem que \u00e9 verdadeiro consigo mesmo pode acolher os outros com suas fraquezas e limites. Quem procura a comunidade ideal, ou no casamento o casal ideal, ainda n\u00e3o assumiu a sua pr\u00f3pria verdade. Ficar\u00e1 sonhando com o ideal e n\u00e3o construir\u00e1, dia a dia, a fraternidade ou o casamento.<br \/>\nUm dos fundamentos da fraternidade \u00e9 o realismo que acolhe e assume as grandezas e mis\u00e9rias do homem. \u201cTrata-se de uma p\u00e1scoa cotidiana, lugar de parturi\u00e7\u00e3o dolorosa no Esp\u00edrito. O mist\u00e9rio da cruz est\u00e1 plantado no cora\u00e7\u00e3o da vida comunit\u00e1ria e da vida conjugal. Trata-se de ir al\u00e9m dos conflitos, al\u00e9m de si mesmo por amor do outro. Fazer morrer em n\u00f3s tudo aquilo que pode ferir ou esterilizar o amor. Esta \u00e9 a verdadeira convers\u00e3o pascal\u201d.<\/p>\n<p>Quando Lucas escreve nos Atos dos Ap\u00f3stolos que \u201ca multid\u00e3o dos fi\u00e9is era um s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e uma s\u00f3 alma e que ningu\u00e9m dizia que era seu um bem, mas entre eles tudo era em comum\u201d (cf. At 4, 32), sabia perfeitamente que a fraternidade \u00e9 um ideal evang\u00e9lico para o qual dever-se-\u00e1 tender incessantemente mas ainda n\u00e3o atingido.<\/p>\n<p>Literalmente Michel Hubaut afirma: \u201cA vida fraterna n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o uma vit\u00f3ria cotidiana, vit\u00f3ria do Esp\u00edrito sobre o caos do pecado. As duas formas de vida crist\u00e3: a vida religiosa comunit\u00e1ria e o matrim\u00f4nio crist\u00e3o s\u00e3o dois atos de f\u00e9 p\u00fablicos. Confessam que o Cristo vivo \u00e9 o vencedor do mal, da fatalidade do ego\u00edsmo humano. Digamos claramente: a fraternidade crist\u00e3 n\u00e3o existe ainda. Ser\u00e1 constru\u00edda dia a dia. \u00c9 uma hist\u00f3ria, uma utopia criativa, uma tens\u00e3o fecunda. Cada um de n\u00f3s nunca acaba de se converter ao amor fraterno\u201d (p. 82). As for\u00e7as do mal procuram impedir a implanta\u00e7\u00e3o da fraternidade. Normal que em toda fraternidade, como em todo o povo em \u00eaxodo, existam pessoas amargas, idosos impotentes que precisam ser socorridos, pessoas fracas, pessoas dif\u00edceis. N\u00e3o haveremos de idealizar a fraternidade fundada por Francisco. Ainda literalmente Hubaut: \u201cFrancisco viveu a fraternidade como um lugar pascal. Encontrou nela suas maiores alegrias e seus maiores sofrimentos. Foi o lugar onde experimentou a verdadeira pobreza evang\u00e9lica\u201d.<\/p>\n<p><strong>2. Fraternidade, lugar de acolhida de todos ou car\u00e1ter universal da fraternidade<\/strong> &#8211; Tornar-se irm\u00e3o \u00e9 entrar pouco a pouco na vis\u00e3o universal do cora\u00e7\u00e3o de Deus. Nenhuma comunidade evang\u00e9lica, familiar, paroquial ou religiosa pode sobreviver se n\u00e3o for acolhedora para todos. A fraternidade n\u00e3o \u00e9 um ninho quente. Ela precisa ser aberta a todos e os que a frequentam criam la\u00e7os com as pessoas de fora, do mundo, de longe: \u201cE quem vier procurar os irm\u00e3os, amigo ou advers\u00e1rio, ladr\u00e3o ou assaltante, seja recebido benignamente. E onde quer que estiverem e em qualquer lugar em que se encontrarem, devem os irm\u00e3os espiritual e diligentemente cuidar um dos outros e honrar-se mutualmente sem murmura\u00e7\u00e3o\u201d ( Regra n\u00e3o Bulada 7, 14-15).<\/p>\n<p>Francisco acredita na bondade fundamental do homem. O Poverello n\u00e3o \u00e9 um ing\u00eanuo otimista. Sabe muito bem como o homem pode reusar ou destruir o amor de Deus. Isso fica claro em seus textos. Mas est\u00e1 convencido tamb\u00e9m que este peregrino no caminho de sua realiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 sempre sendo acompanhado, \u201cperseguido\u201d pela miseric\u00f3rdia de Deus.<\/p>\n<p>A fraternidade evang\u00e9lica precisa ser o espa\u00e7o privilegiado onde cada um possa fazer a experi\u00eancia do perd\u00e3o de Cristo. Na sua Carta a um Ministro escrevendo a respeito do procedimento para com um irm\u00e3o que peca Francisco manifesta sua f\u00e9 no poder do amor. Recomenda que nenhum irm\u00e3o venha a sair da presen\u00e7a do ministro sem uma palavra de bondade, mesmo um irm\u00e3o que o tenha ofendido pessoalmente. O perd\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 esquecimento, n\u00e3o tem medida humana. Ele \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito do Cristo. H\u00e1 os que afirmam que a etimologia de perd\u00e3o \u00e9 ter parte no dom. S\u00e3o sinais claros de falta de fraternidade e de perd\u00e3o: o julgamento, os coment\u00e1rios maldizentes, ir\u00f4nicos, ferinos, feitos pelas costas. Eles destroem a fraternidade. Francisco \u00e9 severo contra este veneno, este germe de morte nos relacionamentos fraternos. Ser\u00e1 preciso afastar o ouvido dos maldizentes e murmuradores: \u201cBem-aventurado o servo que tanto ama e respeita seu irm\u00e3o quando este estiver longe dele como quando estiver com ele; e n\u00e3o disser por dele aquilo que, com caridade, n\u00e3o pode dizer diante dele\u201d (Admoesta\u00e7\u00e3o 25).<\/p>\n<p><strong>3. A fraternidade se constr\u00f3i por gestos concretos<\/strong> &#8211; Francisco n\u00e3o \u00e9 um te\u00f3rico. Raramente emprega a palavra fraternidade, mas o termo \u201cirm\u00e3o\u201d em situa\u00e7\u00f5es bem concretas. N\u00e3o ama com palavras (cf. Regra n\u00e3o Bulada 11, 5-8). Apoiando-se no comportamento de Cristo que manifesta por gestos concretos a ternura de Deus, Francisco procurar\u00e1 encarnar este esp\u00edrito na fraternidade. O Poverello deu \u00e0 caridade o rosto da amizade, da cortesia e da delicadeza. Tem agudo senso do gesto gratuito: amar sem interesse, querer bem ao doente que n\u00e3o pode retribuir. Celano procura mostrar comportamentos do Pai ser\u00e1fico que abalavam as conven\u00e7\u00f5es. Tinha grande solicitude para com os doentes. Assumia os sentimentos dos que sofriam, falando-lhes com compaix\u00e3o. Comia nos dias de jejum para que os doentes n\u00e3o ficassem envergonhados de comer. Pedia carne para os irm\u00e3os doentes nas cidades e lugares onde era conhecido. Satisfazia o desejo do irm\u00e3o enfermo de comer uvas nos dias de penit\u00eancia. E ele, o Francisco irm\u00e3o, era o primeiro a comer (cf.2Celano 175-176).<\/p>\n<p>Francisco possu\u00eda grande capacidade de escuta. Escutar \u00e9 arte que demanda aprendizado. Conhecemos as necessidades das pessoas que est\u00e3o perto de n\u00f3s? Sabemos escut\u00e1-las? Conhecemos seus gostos, suas prefer\u00eancias, suas dificuldades? Quando encontramos os outros falamos de nossas coisas ou, com sinceridade, em primeiro lugar abrimos nosso cora\u00e7\u00e3o \u00e0 fala do outro? A vida de f\u00e9, como a vida humana, conhece crises de crescimento, umbrais psicol\u00f3gicos e espirituais a vencer. Quando um irm\u00e3o perde o sentido da vida religiosa, quando se desvia, manifestamos delicadeza ou o deixamos de lado? Francisco \u201ctinha todo amor pelo pequeno rebanho que arrastara ap\u00f3s si, temendo que, depois de perder o mundo, viessem a perder o c\u00e9u tamb\u00e9m. Achava que n\u00e3o teria gl\u00f3ria se n\u00e3o fizesse gloriosos em sua companhia aqueles que lhe tinham sido confiados, pois os estava dando \u00e0 luz do esp\u00edrito muito mais trabalhosamente que a suas m\u00e3es os tinham posto no mundo\u201d (2Celano 174).<\/p>\n<p><strong>4. A confian\u00e7a m\u00fatua, fonte de crescimento<\/strong> &#8211; Atrav\u00e9s de muitos textos dos bi\u00f3grafos sabemos que Francisco confiava nos irm\u00e3os. Um dos fundamentos da vida franciscana sempre foi a confian\u00e7a. Confiar no irm\u00e3o \u00e9 acreditar nele, acreditar no progresso, na convers\u00e3o sempre poss\u00edvel de nossos irm\u00e3os. O maior inimigo dos relacionamentos fraternos \u00e9 a rotina, os h\u00e1bitos que s\u00e3o colocados formalmente, sem alma. Pode acontecer que venhamos a \u201cengessar\u201d pessoas, confrades para sempre, catalogados, classificados definitivamente.<\/p>\n<p>O homem \u00e9, por natureza, um ser inacabado, que nunca termina de revelar-se a si e aos outros. Cada um de n\u00f3s esconde surpresas. Se rapidamente pensamos que nos conhecemos e aos outros, n\u00e3o somos mais capazes de nos criar mutuamente. O homem s\u00f3 cresce e faz progressos diante dos que acreditam nele e nele confiam. A confian\u00e7a \u00e9 a dimens\u00e3o din\u00e2mica do amor fraterno. Sup\u00f5e um olhar de f\u00e9 animado pelo Esp\u00edrito de Cristo que se recusa a reduzir um irm\u00e3o a seu defeito predominante ou ao seu bloqueio psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de n\u00e3o querer ver, de uma \u201cpiedosa\u201d cegueira. Importa ter um olhar l\u00facido como o de Cristo que faz diferen\u00e7a entre pecado e pecador. Identificar o irm\u00e3o ao seu pecado significa matar seu crescimento. Nos relacionamentos humanos h\u00e1 olhares homicidas e olhares libertadores. Nunca haveremos de esquecer que nossos confrades, nosso c\u00f4njuge, nossos filhos precisam ser amado para se tornarem eles mesmos. Nossos confrades esperam que os amemos para serem melhores e n\u00f3s esperamos que sejam melhores para os amarmos.<\/p>\n<p>Eis algumas quest\u00f5es de Michel Hubaut que merecem aten\u00e7\u00e3o: \u201cQue clima de confian\u00e7a inspiro \u00e0 minha volta? Quando estou presente as pessoas podem se exprimir com toda liberdade? A troca de ideias \u00e9 mais f\u00e1cil ou h\u00e1 bloqueios. H\u00e1 pessoas que suscitam o melhor de n\u00f3s mesmos, nos convidam \u00e0 criatividade, enquanto outras nos paralisam. Que clima difundo \u00e0 minha volta\u201d.<\/p>\n<h3>Conclus\u00e3o<\/h3>\n<p><strong>a) Existimos para difundir o amor de Cristo<\/strong><\/p>\n<p>\u201cTodo disc\u00edpulo de Cristo deveria ser possu\u00eddo por esta paix\u00e3o: criar la\u00e7os fraternos. Toda fraternidade, todo grupo de crist\u00e3os deveriam ser esbo\u00e7o modesto mas real do Reino de Deus. Atrav\u00e9s da qualidade de nossos relacionamentos \u00e9 alguma coisa desse reino que emerge lentamente das trevas deste mundo. Nossa primeira convers\u00e3o \u00e9 tornarmo-nos cada dia um pouco mais irm\u00e3o para todos. Isto sup\u00f5e amar nosso mundo de hoje, tal como ele \u00e9, com sua grandeza e sua mis\u00e9ria. \u00c9 este mundo e n\u00e3o um mundo sonhado que Cristo ama e quer salvar. Francisco nos convida a cultivar um olhar l\u00facido, fraterno, nunca desanimado para com toda a cria\u00e7\u00e3o de Deus. Quando irm\u00e3os e irm\u00e3s tomam consci\u00eancia de que n\u00e3o est\u00e3o reunidos para eles mesmos mas para acolher e difundir esse dom de Deus, ent\u00e3o muitos problemas desaparecem \u201c (Hubaut, op. cit., p. 100).<\/p>\n<p><strong>b) N\u00e3o apenas uma equipe<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA nossa fraternidade pretende ser a reuni\u00e3o de homens provenientes, sob o impulso do Esp\u00edrito, de diferentes meios sociais e culturais e que se esfor\u00e7am por criar entre si verdadeiros la\u00e7os de amizade, de respeito, de aceita\u00e7\u00e3o m\u00fatua; n\u00e3o \u00e9 simplesmente uma equipe de trabalho, mesmo apost\u00f3lico. Na nossa fraternidade todos s\u00e3o irm\u00e3os, homens iguais, se bem que diferentes, livres e co-respons\u00e1veis. Se ela p\u00f5e de lado estruturas pesadas e minuciosas, comporta no entanto o necess\u00e1rio servi\u00e7o de unidade e coes\u00e3o exercido pelos \u201cministros e servidores\u201d da fraternidade, a quem os frades devem obedecer. Procurando assim conjuntamente o que agrada ao Senhor, acatando-se mutuamente, limitando a sua liberdade com a liberdade dos outros, submetendo-se \u00e0s exig\u00eancias da vida em comum e \u00e0s estruturas indispens\u00e1veis da fraternidade, os frades vivem a verdadeira obedi\u00eancia de Nosso Senhor Jesus Cristo\u201d ( <em>A Caminho rumo ao Cap\u00edtulo Geral Extraordin\u00e1rio.<\/em> \u201cA voca\u00e7\u00e3o da Ordem hoje &#8211; C\u00faria da OFM, 2005, p.18).<\/p>\n<p><strong>Frei Almir Guimar\u00e3es<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Franciscanamente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":174697,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Irm\u00e3os (III) - Carisma - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/irmaos-iii.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Irm\u00e3os (III) - 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